sexta-feira, 29 de março de 2024

Supremo Amor

                                                                  

Supremo Amor

"O sol havia parado de brilhar, o véu do santuário rasgou-se pelo meio. e Jesus clamou com voz forte: 'Pai em tuas mãos entrego o meu espírito'" (Lc 23,46)

Jamais alguém nos amou como Ele.
Para o Senhor nosso coração seja um Altar;
Um Altar ao Senhor ofereçamos.

No alto, corpo cravado, suspenso numa Cruz, inerte;
Agonia, dor, sofrimento, abandono, desolação...
Quem, por nós pecadores, suportaria tanta humilhação?

Somente um Coração pleno de ternura e Amor
Encontra força para Palavras ternas balbuciar,
Expressando a incompreensível Misericórdia Divina:

“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”;
“Em verdade te digo: hoje estarás comigo no Paraíso”
“Pai, em Tuas mãos entrego o meu Espírito”.

Na primeira Palavra Se revela mais uma vez
Como Divina Fonte de todo Amor e perdão,
Suplicante e intercessor nosso junto do Pai.

Na segunda nos revela novamente a face do Pai,
Que pronto sempre está para o perdão comunicar,
Desde que de nossos pecados nos arrependamos.

Na terceira a confiança no Pai que não O abandona,
Ali está livre plenamente, em total adesão ao Pai,
Realizando o Plano de Salvação que passa pela Cruz.

Três palavras o Evangelista da misericórdia escreveu,
Tão sabiamente, para que, em nossas almas sequiosas,
Fossem impressas, no coração gravadas e eternizadas.

Silenciemo-nos diante da Cruz Redentora.
Quem não se enleva diante deste Sinal,
Por uma amatividade tão incompreensível?

Como a Trindade Santa não adorar com imaculado amor?
Como também nosso coração a Deus não entregar?
Como não por n’Ela toda nossa confiança e esperança?

Como não nos abrirmos para esta Divina Fonte,
Envolvidos por Sua misericórdia, enternecidos,
Transformados pelo Amor para também amarmos?

Que lições tão belas, eternas e profundas
Do Divino Mestre, no alto da Cruz redentora,
Sejam, pela humanidade, aprendidas, vividas...

Súplicas ao Senhor, como Igreja, elevemos:
“Não aconteça que perante a Vossa Cruz, Senhor,
As pedras e os sepulcros sejam mais sensíveis”.

Seja nosso coração um Altar para Vós,
Para que possais nele suavemente reclinar,
Nunca, jamais uma cruz para Vos ofertar.

Contemplando Vossas Chagas dolorosas,
Multiplicadas em tantos que no mundo sofrem,
Sem covardia ou omissão, o olhar não desviemos.

As Chagas dolorosas no irmão, identificadas,
Sejam apelos de compromissos e de solidariedade,
Eis a devoção mais bela a ser vivenciada.

Somente assim as Vossas Chagas Gloriosas,
Um dia, na eternidade, a graça, então, tenhamos
De vê-las, tão vencedoras, tão maravilhosas! Amém.

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG