segunda-feira, 6 de julho de 2026

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Contemplemos e adoremos o Preciosíssimo Sangue de Cristo

 


Contemplemos e adoremos o Preciosíssimo Sangue de Cristo

“Uma só gota pode salvar o mundo inteiro de qualquer culpa” 

(Hino Adoro Te devote)

No mês de julho em que dedicamos à contemplação do Preciosíssimo Sangue de Cristo, imensurável Mistério de Amor e Misericórdia, sejamos enriquecidos pelas palavras de dois Santos da Igreja:

- “Talvez vos perturbe a enormidade de meus sofrimentos causados por vós. Não tenhais medo. Esta Cruz não me feriu a mim, mas feriu a morte. Estes cravos não me provocam dor, mas cravam mais profundamente em mim o amor por vós. Estas Chagas não me fazem soltar gemidos, mas vos introduzem ainda mais intimamente em meu Coração.

O meu Corpo, ao ser estirado na Cruz, não aumenta o meu sofrimento, mas dilata os espaços do Coração para vos acolher. Meu Sangue não é uma perda para mim, mas é o preço do vosso resgate.”  (São Pedro Crisólogo, Bispo - séc. V)

- “Estando Jesus já morto e ainda pregado na Cruz, diz o Evangelista, um soldado aproximou-se, feriu-Lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu Água e Sangue: a Água, como símbolo do Batismo; o Sangue, como símbolo da Eucaristia.” (São João Crisóstomo, Bispo - séc. IV)

Oremos:

Ó Deus, dai-nos a firmeza e a coragem, a graça e a força para que sejamos Vossas verdadeiras testemunhas, como discípulos missionários do Vosso Filho Amado, Jesus.

Que Vosso Sangue nos lave, e o fogo do Vosso Amor por meio do Santo Espírito nos queime, para nos afastarmos de todo contágio do mal, e não sermos seduzidos pelas falsas alegrias, pois cremos que somente em Vós encontramos o Sumo Bem e a Verdadeira Alegria. Amém!

Ladainha do Preciosíssimo Sangue de Jesus

 


Ladainha do Preciosíssimo Sangue de Jesus

Rezemos, em todo o tempo, a Ladainha ao Preciosíssimo Sangue de Jesus, pois “uma só gota pode salvar o mundo inteiro de qualquer culpa” (Hino Adoro Te devote):

“Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus Pai dos Céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, redentor do mundo,
Deus Espírito Santo,
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,

Sangue de Cristo, Unigênito do Eterno Pai, salvai-nos.
Sangue de Cristo, Sangue do Verbo de Deus encarnado,
Sangue de Cristo, Sangue do Novo e Eterno Testamento,

Sangue de Cristo, correndo pela Terra na agonia,
Sangue de Cristo, manando abundante na flagelação,
Sangue de Cristo, gotejando na coroação de espinhos,

Sangue de Cristo, derramado na Cruz,
Sangue de Cristo, preço da nossa salvação,
Sangue de Cristo, sem o qual não pode haver redenção,

Sangue de Cristo, que apagais a sede das almas e as purificais na Eucaristia,
Sangue de Cristo, torrente de misericórdia,
Sangue de Cristo, vencedor dos demônios,

Sangue de Cristo, fortaleza dos mártires,
Sangue de Cristo, virtude dos confessores,
Sangue de Cristo, que suscitais almas virgens,

Sangue de Cristo, força dos tentados,
Sangue de Cristo, alívio dos que trabalham,
Sangue de Cristo, consolação dos que choram,

Sangue de Cristo, esperança dos penitentes,
Sangue de Cristo, conforto dos moribundos,
Sangue de Cristo, paz e doçura dos corações,

Sangue de Cristo, penhor de eterna vida,
Sangue de Cristo, que libertais as almas do Purgatório,
Sangue de Cristo, digno de toda a honra e glória.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Senhor.

. Remistes-nos, Senhor com o Vosso Sangue.
. E fizestes de nós um reino para o nosso Deus.

Oremos

Todo-Poderoso e Eterno Deus, que constituístes o Vosso unigênito Filho, Redentor do mundo, e quisestes ser aplacado com o Seu Sangue,  concedei-nos a graça de venerar o preço da nossa salvação e de encontrar, na virtude que Ele contém, defesa contra os males da vida presente, de tal modo que eternamente gozemos dos seus frutos no Céu. Pelo mesmo Cristo, Senhor nosso. Amém.”

 

“Fica conosco, Senhor, durante a noite”

                                                           

“Fica conosco, Senhor, durante a noite”

Este Hino pode nos acompanhar na Oração da Noite, ao colocarmos o dia vivido nas mãos de Deus, e pedirmos forças para um novo dia.

Supliquemos ao Senhor que fique conosco, e com quanto queiramos, durante a noite, para que, ao amanhecer, sintamos a Sua presença, como o foi naquela madrugada da Ressurreição.

Confiemos na presença do Senhor, ao viver a “noite escura” da alma, alcançando a luminosidade desejada, saciados com a doce presença do Amado, Aquele que desejamos, procuramos, e amando O encontramos, e uma vez encontrado O amemos sempre, como expressou Santo Anselmo.

Oremos: 

“Fica conosco, Senhor, durante a noite.

De noite descia a escada misteriosa,
Junto da pedra onde Jacó dormia.

De noite celebravas a Páscoa com Teu povo,
Enquanto, nas trevas, caíam os inimigos.

De noite ouviu Samuel três vezes o seu nome
E em sonhos falavas aos santos Patriarcas.

De noite, num presépio, nasceste, Verbo eterno,
E os Anjos e uma estrela anunciaram a Tua presença.

À noite celebraste a primeira Eucaristia
No meio dos Teus amigos na última Ceia.

De noite agonizaste no Jardim das Oliveiras
E recebeste o beijo frio da traição.

A noite guardou o teu Corpo no sepulcro
E viu a glória da Tua Ressurreição”. Amém. 

“Que todos sejam um”

                                                           

“Que todos sejam um”

Sejamos enriquecidos pela Carta do Papa São Clemente I aos Coríntios:

“Está escrito: Uni-vos aos Santos, porque os que deles se aproximam serão santificados. E ainda em outro lugar: Com o inocente serás inocente, com o eleito serás eleito e com o perverso usarás de astúcia. Por isso nos unimos aos inocentes e aos justos; eles são eleitos de Deus. Por que há entre vós lutas, cóleras, dissensões, divisões e guerras? Porventura, não temos um só Deus, um só Cristo e um só Espírito da graça derramado sobre nós e não há uma só vocação em Cristo? Por que arrancamos e despedaçamos os membros de Cristo e nos revoltamos contra nosso próprio corpo e chegamos à loucura de esquecer que somos membros uns dos outros?

Lembrai-vos das palavras de nosso Senhor Jesus: Ai daquele homem! Melhor lhe fora não ter nascido do que escandalizar a um de meus eleitos; melhor lhe fora ser amarrado à mó de moinho e afogado no mar do que perverter um só de meus escolhidos. Vossa divisão perverte a muitos, lança a muitos no desânimo, a muitos, na hesitação, a todos nós, na tristeza, causa-nos a todos aflição, e ainda persiste vossa sedição!

Tomai da carta de São Paulo. Qual a primeira coisa que vos escreveu no início da Boa-nova? Decerto inspirado por Deus, o Apóstolo vos escreveu acerca de si mesmo, de Cefas e de Apolo, porque já então havia entre vós facções e partidos. Esta facção, porém, era o vosso menor pecado. Com efeito, vós vos inclinastes ante o ilustre testemunho dos grandes Apóstolos e da pessoa por eles autorizada.

Vamos, portanto, depressa, acabar com isto! Vamos nos ajoelhar aos pés do Senhor e implorar com lágrimas e súplicas que Ele nos seja propício e Se reconcilie conosco, fazendo-nos voltar a nosso antigo modo de viver, tão belo, casto, conforme o amor fraterno. É esta a porta da justiça aberta para a vida, segundo está escrito: Abri-me as portas da justiça; entrando por elas louvarei o Senhor; é esta a porta do Senhor, por ela entrarão os justos.

De fato, são muitas as portas abertas: esta que é da justiça, é ela também em Cristo. Felizes todos os que por ela entraram e orientaram sua caminhada na santidade e na justiça, realizando tudo com tranquilidade. Se há um fiel, se há um notável na exposição da doutrina, um sábio no discernimento das palavras, um casto em sua vida, tanto mais humilde deve ser quanto parece ser maior e procure o que é útil a todos e não o próprio interesse”.

A solidificação e a construção da Unidade nos desafia. 

Somos exortados a procurar o que for útil para todos e não o próprio interesse: Há ainda um “vírus” da discórdia que insiste em perpetuar entre nós. 

Não basta detectá-lo presente no outro; antes é preciso termos coragem de percebê-lo em cada um de nós, e, no antídoto para não morrer, remédio de imortalidade que é a Eucaristia, imunizá-lo ou mesmo extirpá-lo.

Seja na Igreja, ou em qualquer outro espaço, muitas vezes a voracidade pelo poder, ter e ser (tentações diabólicas, mãe de todas as demais que geram discórdias) corrói relações, destrói os laços de fraternidade.

Porém, se verdadeiramente enraizados no Amor de Cristo, saberemos dar largos passos nesta inadiável realização da unidade querida e rezada por Jesus em Sua Oração Sacerdotal (Jo 17).

Concluamos com este canto:

“Que seja um, é o que Eu quero mais.
Que seja um, é o que Eu quero mais.
O meu Amor é o que os torna capazes.
Sem medo algum, se amem mais.
Sem medo algum, se amem mais.
O meu Espírito é quem age e faz.”

Ps: Oportuno para reflexão da passagem da Carta de Paulo aos Coríntios (1 Cor 1,10-13.17)

Revigoremos a virtude divina da fé

                                                     

Revigoremos a virtude divina da fé

Senhor, ajudai-nos, para que jamais separemos a fé que professamos  e as linhas do cotidiano que escrevemos com nossas palavras e ações.

Senhor, ajudai-nos no amadurecimento de nossa fé, pois como Jacó, por vezes ela pode ser ainda imatura, necessitada de abrir-se cada vez mais à vontade divina.

Senhor, ajudai-nos a viver uma fé não condicionada a resultados, mas sempre predisposta à purificação e crescimento constante.

Senhor, não nos permitais que vivamos uma fé dolente, com lamentos e reclamações inúteis, mas prontos para o amadurecimento no deserto árido do cotidiano.

Senhor, perdoai-nos se por vezes caímos, ou mesmo traímos nossa fé por pensamentos, palavras, atos ou omissões, e ajudai-nos a voltar regenerados ao primeiro Amor.

Senhor, concedei-nos uma fé aberta à Vossa ação e poder, crendo contra toda falta de esperança, sobretudo diante dos sinais de morte.

Senhor, que a exemplo da mulher curada da febre hemorrágica, vivamos uma fé que vence a vergonha e o isolamento que possa se colocar nossa existência.

Senhor, que a exemplo desta, renovai a nossa coragem de nos aproximarmos de Vossa misericórdia, que nos acolhe, ama, cura e perdoa. Amém.


Fontes inspiradoras:
Lecionário Comentado – Editora Paulus – 2011 – Vol. I Tempo Comum – p.678
Gn 28,10-22a; Mt 9,18-26

Amadureçamos na fé

                                                     

Amadureçamos na fé

Na Liturgia, da Segunda-feira da 14ª Semana do Tempo Comum ouvimos a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 9,18-26),  e refletimos sobre a autêntica fé:

- A fé do pai: um chefe, portanto, representante do judaísmo oficial,  que pede que Jesus venha a impor as mãos sobre ela para que volte a viver, “é uma fé aberta, contra toda a esperança, contra toda a evidência, perante a morte”.

- A fé daquela mulher hemorrágica há 12 anos: a fé de “uma pessoa que vence a vergonha e o isolamento em que está envolvida a sua existência, e encontra coragem de se aproximar às escondidas para conseguir misericórdia”.

Também nós, como discípulos missionários, somos chamados ao amadurecimento constante na fé, e nas promessas e intervenções divinas.

Precisamos de uma fé “aberta” contra toda a esperança, confiando em Deus, para quem nada é impossível.

Além disto, aprendemos com a mulher que nossa fé rompe barreiras, e podemos nos dirigir a Deus, que tem para conosco um olhar sempre pronto e solícito de misericórdia.

Movidos pela fé, podemos contar com a solicitude, bondade e clemência divina que vem em nosso socorro, abrindo novos horizontes e possibilidades, do absolutamente inédito em nossa vida, ou seja, do melhor d’Ele para nós; somos curados de nossas enfermidades (físicas e espirituais); e podemos vislumbrar a força da vida que vence a morte, sobretudo porque cremos no Ressuscitado, Aquele que agora vive e reina sobre tudo e todos.

E isto é possível quando correspondemos ao amor de Deus que jamais desiste de nós, ainda que pecadores sejamos.

Quando nos abrimos ao Mistério do Amor Divino da Santíssima Trindade:

- escutamos a voz de Deus que nos fala no mais íntimo de nós,
- quando sabemos nos recolher e silenciar para escutá-La;

- quando O acolhemos na mais profunda e fecunda intimidade e amizade;
- quando abrimos nosso coração para Sua preferida morada, e O acolhemos como mais belo Hóspede;

- finalmente, quando vivemos a dimensão pascal da fé: passagens contínuas do pecado à graça, da escuridão à luz; do ódio ao amor e da vida à morte.

É tempo de testemunharmos a nossa fé no Senhor, acolhendo e vivendo Sua Palavra, com a força que nos vem do Pão da Eucaristia.



Notas: Lecionário Comentado - Editora Paulus – 2011 – Vol. I  pp.678-679.

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