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Dom Otacilio F. Lacerda
terça-feira, 24 de março de 2026
Campanha no momento, compromisso sempre! (CF 2026)
Campanha no momento, compromisso sempre!
A Igreja no Brasil realiza mais uma Campanha da Fraternidade, com uma proposta
extremamente atual e de importância indiscutível.
Tema: “FRATERNIDADE E MORADIA”
Lema: “Ele veio morar entre nós ” (cf. Jo 1,14)
Exorto que nos empenhemos em acompanhar, refletir e ajudar a
desenvolver esta Campanha, que não se encerra, como se diz, indevidamente, com
a Páscoa.
Oração
da Campanha da Fraternidade 2026 – CNBB
Deus, nosso Pai,
em Jesus, vosso Filho,
viestes morar entre nós e
nos ensinastes o valor da dignidade humana.
Nós vos agradecemos
por todas as pessoas e grupos que,
sob o impulso do Espírito Santo,
se empenham em prol da moradia digna para todos.
Nós vos suplicamos:
dai-nos a graça da conversão,
para ajudarmos a construir uma sociedade mais justa e fraterna,
com terra, teto e trabalho para todas as pessoas,
a fim de, um dia, habitarmos, convosco, a casa do céu.
Amém.
PS: A Campanha da Fraternidade inicia na Quarta-feira de Cinzas.
Contemplo-Te
Ó admirável poder da Cruz Redentora
Ó admirável poder da Cruz Redentora
“Quanto a mim, não aconteça gloriar-me senão na Cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, por quem o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo” (Gl 6, 14)
Reflexão à luz do Sermão escrito pelo Papa São Leão Magno (Séc. V), em que nos apresenta a Cruz de Cristo como a fonte de todas as Bênçãos e a origem de todas as graças para todos nós. “Que a nossa inteligência, iluminada pelo Espírito da Verdade, acolha com o coração puro e liberto, a glória da Cruz que se irradia pelo céu e a terra; e perscrute, com o olhar interior, o sentido destas Palavras do Senhor, ao falar da iminência de Sua Paixão: Chegou a hora em que o Filho do Homem vai ser glorificado (Jo 12, 23). E em seguida: Agora me sinto angustiado. E que direi? “Pai, livra-me desta hora!”? Mas foi precisamente para esta hora que Eu vim. Pai, glorifica o teu Filho! (Jo 12, 27). E tendo vindo do céu a voz do Pai que dizia: Eu O glorifiquei e O glorificarei de novo! (Jo 12, 28), Jesus continuou, dirigindo-Se aos presentes: Esta voz que ouvistes não foi por causa de mim, mas por causa de vós. É agora o julgamento deste mundo. Agora o chefe deste mundo vai ser expulso, e Eu, quando for elevado da terra, atrairei tudo a mim (Jo 12,30-32). Ó admirável poder da Cruz! Ó inefável glória da Paixão! Nela se encontra o tribunal do Senhor, o julgamento do mundo, o poder do Crucificado! Atraístes tudo a Vós, Senhor, para que o culto divino fosse celebrado, não mais em sombra e figura, mas num Sacramento perfeito e solene, não mais no templo da Judeia, mas em toda parte e por todos os povos da terra. Agora, com efeito, é mais ilustre a ordem dos levitas, maior a dignidade dos sacerdotes e mais santa a unção dos pontífices. Porque Vossa Cruz é fonte de todas as Bênçãos e origem de todas as graças. Por ela, os que creem recebem na sua fraqueza a força, na humilhação, a glória, na morte, a vida. Agora, abolida a multiplicidade dos sacrifícios antigos, toda a variedade das vítimas carnais é consumada na oferenda única do Vosso Corpo e Vosso Sangue, porque sois o verdadeiro Cordeiro de Deus que tirais o pecado do mundo (Jo 1,29). E assim realizais em Vós todos os Mistérios, para que todos os povos formem um só Reino, assim como todas as vítimas são substituídas por um só Sacrifício. Proclamemos, portanto, amados filhos, o que o Santo Doutor das nações, o Apóstolo Paulo, proclamou solenemente: Segura e digna de ser acolhida por todos é esta palavra: Cristo veio ao mundo para salvar os pecadores (1Tm 1,15). E é ainda mais admirável a misericórdia de Deus para conosco, porque Cristo não morreu pelos justos, nem pelos santos, mas pelos pecadores e pelos ímpios. E como a natureza divina não estava sujeita ao suplício da morte, Ele assumiu, nascendo de nós, o que poderia oferecer por nós. Outrora Ele ameaçava nossa morte como poder de Sua morte, dizendo pelo profeta Oseias: Ó morte, Eu serei a tua morte; inferno, Eu serei a tua ruína (cf. Os 13,14). Na verdade, morrendo, Ele Se submeteu às leis do túmulo, mas destruiu-as, ressuscitando. Rompeu a perpetuidade da morte, transformando-a de eterna em temporal. Pois, como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão (1Cor 15,2)". (1) Contemplemos o imenso amor de Deus por nós, embora pecadores, e por vezes não compreender e tão pouco ao Seu Amor corresponder. Oremos:
Ó admirável poder da Cruz Redentora!
Ó inefável glória da Paixão,
que no Mistério da morte do Filho Amado na Cruz,
em fidelidade total a Deus Pai,
nos revelais quão infinita é a misericórdia de Deus para conosco.
Contemplo-Vos, Diviníssimo Redentor da Humanidade,
Vós que Morrendo na Cruz, Jesus,
vencestes a morte e rompestes sua perpetuidade
para que ao morrermos nos tornemos eternos.
A Vós, que agora estais glorioso junto do Pai,
Suplicamos que nos envieis o Vosso Santo Espírito,
Para continuarmos a carregar nossa cruz
com amor, fidelidade, coragem e fortaleza,
E um dia possamos alcançar a glória da Ressurreição.
Amém!
MENSAGEM DO SANTO PADRE LEÃO XIV PARA O LIX DIA MUNDIAL DA PAZ - 1 DE JANEIRO DE 2026 (síntese)
MENSAGEM DO SANTO PADRE
LEÃO XIV PARA O LIX DIA
MUNDIAL DA PAZ - 1 DE JANEIRO DE 2026 (síntese)
A Mensagem tem como título “A paz esteja com todos vós.
Rumo a uma paz desarmada e desarmante” e tem como motivação bíblica a
passagem do Evangelho de João em que Jesus Ressuscitado saúda os seus
discípulos na noite de Páscoa - “A paz esteja convosco!” ( Jo 20,
19.21):
“Do mesmo modo que, na noite de Páscoa, Jesus entrou no lugar
onde se encontravam os discípulos assustados e desanimados, assim a paz de
Cristo ressuscitado continua a atravessar portas e barreiras com as vozes e os
rostos das suas testemunhas. É o dom que permite não esquecer o bem,
reconhecê-lo como vencedor, escolhê-lo novamente e juntos.”
Na introdução, ao citar o Papa Francisco, nos fala da
importância da promoção da paz do Cristo Ressuscitado, sobretudo se
considerarmos o contexto atual: “O Ressuscitado introduziu-nos neste
horizonte. É neste sentir que vivem os promotores da paz que, no drama daquilo
que o Papa Francisco definiu como “terceira guerra mundial em pedaços”, ainda
resistem à contaminação das trevas, como sentinelas na noite”.
A paz, afirma o papa, tem o sopro da eternidade: “enquanto
ao mal se ordena ‘basta’, a paz se suplica para sempre’.
Urge uma paz desarmada, como é a paz de Jesus Ressuscitado,
porque desarmada foi a Sua luta, dentro de precisas circunstâncias históricas,
políticas e sociais.
Esta urgência é fundamental, sobretudo se considerarmos que
“... ao longo de 2024, as despesas militares a nível mundial aumentaram 9,4%
em relação ao ano anterior, confirmando a tendência ininterrupta dos últimos
dez anos e atingindo o valor de 2,72 biliões de dólares, ou seja, 2,5% do PIB
mundial.”
O cenário, afirma o Papa é de uma espiral de destruição
sem precedentes, que compromete o humanismo jurídico e filosófico do qual
qualquer civilização depende e pelo qual é protegida.
Também nos alerta para os recentes avanços tecnológicos e a
aplicação das inteligências artificiais no âmbito militar que radicalizaram a
tragédia dos conflitos armados – “Está-se a delinear até mesmo um processo
de desresponsabilização dos líderes políticos e militares devido ao crescente
“delegar” às máquinas as decisões relativas à vida e à morte das pessoas...”
Deste modo, reitera o apelo dos padres conciliares, acenando
para o diálogo como a via mais eficaz em todos os níveis.
Urge uma paz desarmante e a bondade é desarmante, afirma o
Papa, com o necessário desarmamento integral, desde há muito proclamado pelo
Magistério da Igreja
Afirma, portanto, que
com ação, é mais do que nunca necessário cultivar a oração, a espiritualidade,
o diálogo ecumênico e inter-religioso como caminhos de paz e linguagens de
encontro entre tradições e culturas; de tal modo que, cada comunidade se torne
uma “casa de paz”, onde se aprende a neutralizar a hostilidade através do
diálogo, onde se pratica a justiça e se conserva o perdão.
Mais do que nunca é preciso promover a paz que não é uma
utopia, através de uma criatividade pastoral atenta e generativa, completa o
Papa.
Acena para o caminho desarmante da diplomacia, da mediação,
do direito internacional, infelizmente contrariado por violações cada vez mais
frequentes de acordos alcançados com grande esforço, num contexto que exigiria
não a deslegitimação, mas sim o fortalecimento das instituições supranacionais.
Conclui exortando que, como um dos frutos do Jubileu
da Esperança, nos redescubramos como peregrinos, com o necessário desarmamento
do coração, da mente e da vida, certos de que Deus não tardará em responder,
cumprindo as Suas promessas:
«Ele julgará as nações, e dará as suas leis a
muitos povos, os quais transformarão as suas espadas em relhas de arados, e as
suas lanças, em foices. Uma nação não levantará a espada contra outra, e não se
adestrarão mais para a guerra. Vinde, Casa de Jacob! Caminhemos à luz do
Senhor» (Is 2, 4-5).
Quaresma: tempo de conversão e compromisso com a Campanha da Fraternidade (CF 2026)
Quaresma: tempo de
conversão e compromisso com a Campanha da Fraternidade
Como Igreja, com a
Quarta-feira de Cinzas, iniciamos o Tempo da Quaresma, tempo favorável de graça
e salvação, para todos que se põem a caminho com o Senhor.
Quaresma vem do latim:
quadragésima, e lembra, sobretudo, os quarenta anos do Povo de Deus no deserto
e os quarenta dias do Senhor, também no deserto, sofrendo as tentações do
maligno do ter (acúmulo), ser (prestígio) e poder (domínio).
A Liturgia da Palavra,
neste itinerário quaresmal rumo à Páscoa, nos propõe tomar consciência de
nossos pecados, em fecunda penitência (como nos ensina a Igreja, que ela seja
interna e individual, mas sobretudo externa e social), na prática dos exercícios
quaresmais: esmola, oração e jejum (Mt 6, 1-18).
É um tempo de quarenta dias
vividos na proximidade do Senhor, na entrega a Ele, e com ele podermos vencer
estas tentações, perfeitamente configurados ao Seu Mistério de Vida, Paixão,
Morte e Ressurreição.
E neste Tempo da
Quaresma, a Igreja no Brasil realiza, desde 1964, com gestos e compromissos
concretos, a Campanha da Fraternidade que, em 2026, traz o tema: “FRATERNIDADE
E MORADIA”, e o lema bíblico: "Ele veio morar entre nós"
(Jo 1,14).
A Campanha da Fraternidade
bem compreendida e vivida, com reflexões, aprofundamento, leva,
necessariamente, compromissos com a sacralidade da vida e os direitos
inalienáveis, dentre eles a de moradia. Fundamental que retomemos o seu
objetivo geral e objetivos específicos.
Exorto para que se
multipliquem encontros, reflexões, momentos de oração para que vivamos uma
santa Quaresma e uma corajosa e necessária participação da Campanha da
Fraternidade, para bem celebrarmos a Páscoa do Senhor, e cantarmos,
alegremente, o Aleluia.
Quaresma e sagrados compromissos com a Fraternidade – (CF 2026)
Quaresma e sagrados compromissos com a Fraternidade – (CF 2026)
Celebremos
e vivamos a Quaresma como tempo favorável de conversão e penitência, para que
bem nos preparemos para a Celebração da Páscoa do Senhor, Mistério de Morte e
Ressurreição – “Arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15),
disse Jesus.
Com
a Igreja, aprendemos que a Quaresma não deve ser apenas interna e
individual, mas também com dimensão externa e social.
Neste
sentido, a Igreja no Brasil realiza todo ano, na Quaresma, a Campanha da
Fraternidade (CF) que, longe de esvaziar o sentido quaresmal, dá a ele conteúdo
e fecundidade para flores e frutos pascais.
A
CF é uma iniciativa concreta para realizarmos ações que dão testemunho de
arrependimento e verdadeira conversão nos diversos âmbitos: pessoal,
comunitário, eclesial e social.
A CF 2026 tem como
Tema “Fraternidade e Moradia”, e como lema “Ele
veio morar entre nós” (cf. Jo 1,14).
Urge
refletir sobre a realidade de moradia, e lembramos as palavras do Papa
Francisco:
“É
bom que todos nos perguntemos: por que estão sem casa estes nossos irmãos? Não
têm um teto, por quê?”
Assim
lemos no parágrafo n. 13 do Manual da Campanha da Fraternidade deste ano:
“A
pergunta por um teto, uma digna moradia, nasce da fraternidade. Só nos incomoda
que alguém esteja privado de um teto, carente de uma moradia digna, se
reconhecemos nele um irmão...”
Destaco
o Objetivo Geral da CF 2026:
“Promover,
a partir da Boa-Nova do Reino de Deus e em espírito de conversão quaresmal, a
moradia digna como prioridade e direito, junto aos demais bens e serviços
essenciais de toda a população.”
E
tem como objetivos específicos:
1.
Analisar a
realidade da moradia precária, admitida como normal e que culpabiliza os pobres
e segrega milhões de pessoas no Brasil.
2.
Identificar
omissões do poder público e da sociedade civil frente à universalização dos
direitos à moradia e à cidade, bem como iniciativas pastorais, governamentais e
da organização popular que promovem a moradia.
3.
Conscientizar,
a partir da Palavra de Deus e do Ensino Social da Igreja, sobre a necessidade
sagrada de teto, terra e trabalho para todos.
4.
Corrigir a
compreensão da moradia como mercadoria, objeto de especulação ou mérito
individual.
5.
Fortalecer
a presença eclesial e o compromisso sociotransformador junto aos mais pobres,
caminhando com os movimentos e organizações populares que promovem a moradia.
6.
Empenhar-se
para efetivar leis e viabilizar políticas públicas de moradia em todas as
esferas sociais e políticas.
Fundamental que multipliquemos espaços e encontros para refletir, rezar
e encontrar caminhos para darmos sagrados passos para que estes sagrados
objetivos se realizem, bem como vivermos os exercícios quaresmais: oração,
jejum e esmola, como lemos na passagem do Evangelho de São Mateus (cf. Mt 6,
1-18). Amém.







