segunda-feira, 4 de maio de 2026

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Enviai, Ó Deus, Vosso Espírito sobre a Vossa Igreja

                                                             

Enviai, Ó Deus, Vosso Espírito sobre a Vossa Igreja
“Mas o Defensor, o Espírito Santo, que o
Pai enviará em meu nome, Ele vos ensinará
tudo e vos recordará tudo o que Eu
vos tenho dito” (Jo 14,26)

Enviai, ó Deus, Vosso Espírito sobre a Vossa Igreja, como uma suave brisa ligeira, pois jamais Vos manifestais de modo espetacular e sensacionalista.

Enviai, ó Deus, Vosso Espírito sobre a Vossa Igreja, Ele que é para nós o Defensor, que o Pai enviou em nome do Filho para tudo nos ensinar e obras maiores fazermos.

Enviai, ó Deus, Vosso Espírito sobre a Vossa Igreja, concedendo-nos o impulso dinâmico que a faz viva, continuadora da missão a Vosso Filho confiada.

Enviai, ó Deus, Vosso Espírito sobre a Vossa Igreja, para que o anúncio e testemunho da Palavra divina seja sempre atual e recriador de novos relacionamentos e novos tempos.

Enviai, ó Deus, Vosso Espírito sobre a Vossa Igreja, para que façamos a correta interpretação da Palavra divina, irradiando luz, alegria e esperança.

Enviai, ó Deus, Vosso Espírito sobre a Vossa Igreja, para que jamais nos descuidemos ou fragilizemos nos sagrados compromissos com o Reino, sem resquícios de indiferença ou omissão.

Enviai, ó Deus, Vosso Espírito sobre a Vossa Igreja, e com Ele, os sete dons: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, temor e piedade. Amém.


Fonte de inspiração: João 14,21-26; Comentário do Missal Cotidiano – Editora Paulus – p.429

Em poucas palavras...

                                                


Os sinais de Deus na evangelização

“Descobrir os sinais que possam falar de Deus ao ateu de hoje é o grande problema da evangelização e da reflexão teológica.

Num mundo secularizado, o sinal será talvez o de uma Igreja despojada, pobre, a inteiro serviço do homem, purificada de todo conceito demasiado materialista de Deus...

Poderão ser sinais os cristãos engajados na construção de uma cidade mais humana e fraterna, pacífica e justa.” (1)

 

 

(1) Comentário do Missal Cotidiano sobre a passagem dos Atos dos Apóstolos (At 14,5-18) - p. 427

“Não esqueçais o coração”

                                             


“Não esqueçais o coração”

Na conclusão da Mensagem para o LIX Dia Mundial das Comunicações 2025, o Papa Francisco nos apresentou preciosas pistas para que cuidemos do coração, ou seja, da vida interior, diante de vertiginosas conquistas da técnica:

“Sede mansos e nunca esqueçais o rosto do outro; 

falai ao coração das mulheres e dos homens ao serviço de quem desempenhais o vosso trabalho.

Não permitais que as reações instintivas guiem a vossa comunicação. 

Semeai sempre esperança, mesmo quando é difícil, quando custa, quando parece não dar frutos.

Procurai praticar uma comunicação que saiba curar as feridas da nossa humanidade.

Dai espaço à confiança do coração que, como uma flor frágil mas resistente, não sucumbe no meio das intempéries da vida, mas brota e cresce nos lugares mais inesperados: na esperança das mães que rezam todos os dias para rever os seus filhos regressar das trincheiras de um conflito; na esperança dos pais que emigram, entre inúmeros riscos e peripécias, à procura de um futuro melhor; na esperança das crianças que, mesmo no meio dos escombros das guerras e nas ruas pobres das favelas, conseguem brincar, sorrir e acreditar na vida.

Sede testemunhas e promotores de uma comunicação não hostil, que difunda uma cultura do cuidado, construa pontes e atravesse os muros visíveis e invisíveis do nosso tempo.

Contai histórias imbuídas de esperança, tomando a peito o nosso destino comum e escrevendo juntos a história do nosso futuro.

Tudo isto podeis e podemos fazê-lo com a graça de Deus, que o Jubileu nos ajuda a receber em abundância. Por isto, rezo por cada um de vós e pelo vosso trabalho, e vos abençoo.” Amém. Aleluia!

Vem, Espírito da Verdade!

                                                     

Vem, Espírito da Verdade!

Sejamos iluminados pelo Tratado sobre a prescrição dos hereges, escrito pelo Presbítero Tertuliano (séc. III), em que nos apresenta a Missão de Jesus confiada aos Apóstolos, conduzidos pelo Espírito Santo na pregação como “enviados” que foram.

“Cristo Jesus, nosso Senhor, durante a Sua vida terrena, ensinou quem era Ele, quem tinha sido desde sempre, qual era a vontade do Pai que vinha cumprir e qual devia ser o comportamento do homem.

Ensinava estas coisas ora em público, diante de todo o povo, ora em particular, aos seus discípulos. Dentre estes escolheu doze para estarem a Seu lado, e que destinou para serem os principais mestres das nações.

Quando, depois da Sua Ressurreição, estava prestes a voltar para o Pai, ordenou aos onze – pois um deles se havia perdido – que fossem ensinar a todos os povos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.

Imediatamente os Apóstolos (palavra que significa “enviados”) chamaram por sorteio a Matias como duodécimo para ocupar o lugar de Judas, segundo a profecia contida num salmo de Davi. Depois de receberem a força do Espírito Santo com o dom de falar e de realizar milagres, começaram a dar testemunho da fé em Jesus Cristo na Judeia, onde fundaram Igrejas; partiram em seguida por todo o mundo, proclamando a mesma doutrina e a mesma fé entre os povos.

Em cada cidade por onde passaram, fundaram Igrejas, nas quais outras Igrejas que se fundaram e continuam a ser fundadas foram buscar mudas de fé e sementes de doutrina. Por esta razão, são também consideradas apostólicas, porque descendem das Igrejas dos Apóstolos.

Toda família deve ser necessariamente considerada segundo sua origem. Por isso, apesar de serem tão numerosas e tão importantes, estas Igrejas não formam senão uma só Igreja: a primeira, que foi fundada pelos Apóstolos e que é origem de todas as outras.

Assim, todas elas são primeiras e apostólicas, porque todas formam uma só. A comunhão na paz, a mesma linguagem da fraternidade e os laços de hospitalidade manifestam a sua unidade. Estes direitos só têm uma razão de ser: a unidade da mesma tradição sacramental.

Se quisermos saber o conteúdo da pregação dos Apóstolos, e, portanto, aquilo que Jesus Cristo lhes revelou, é preciso recorrer a estas mesmas Igrejas fundadas pelos próprios Apóstolos e às quais pregaram quer de viva voz, quer por seus escritos.

O Senhor realmente havia dito em certa ocasião: ‘Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora’; e acrescentou: ‘quando, porém, vier o Espírito da Verdade, Ele vos conduzirá à plena verdade’ (Jo 16,12-13).

Com estas palavras revelou aos Apóstolos que nada ficariam ignorando, porque prometeu-lhes o Espírito da Verdade que os levaria ao conhecimento da plena verdade. E, sem dúvida alguma, esta promessa foi cumprida, como provam os Atos dos Apóstolos ao narrarem a descida do Espírito Santo”.

Como precisamos do Espírito da Verdade na condução da Igreja, sobretudo quando o mundo vive momentos difíceis, marcados por uma crise de múltiplas expressões: planetária, econômica, social, política, moral, ética, familiar, existencial, religiosa, de valores, etc.

Supliquemos:

Vem, Espírito da Verdade:
- para nos levar ao conhecimento da plena verdade;
- para compreendermos o mundo complexo em que vivemos;
- para nos ajudar a perceber os sinais da ação e da presença divina;
- para nos conduzir por caminhos que não nos lance em precipícios.

Vem, Espírito da Verdade:
- para nos assistir nos sagrados compromissos com o Reino de Deus;
- para anunciar e testemunhar a Palavra do Verbo que Se fez Carne;
- para revigorar nosso sagrado compromisso de discípulos missionários: ser sal da terra e luz do mundo, como graça divina e resposta nossa.

Vem, Espírito da Verdade para:

- Resplandecer Vossa luz onde a “escuridão” se faz presente;
- Não sermos seduzidos pelas mentiras que nos escravizam;
- Não nos prendermos em correntes que nos roubem a liberdade;
- Não somarmos com os que em nada mais creem e nada esperam.

Oremos:

“Ó Deus eterno e onipotente, que nestes dias Vos mostrais tão generoso, dai-nos sentir mais de perto o Vosso amor paterno para que, libertos das trevas do erro, sigamos com firmeza a luz da verdade. Por N.S.J.C. Amém

PS: Oportuno para reflexão da passagem do Evangelho de São João (Jo 15,26-16,4a)

A vida nova que brota da Páscoa

                                                             

A vida nova que brota da Páscoa

Sejamos iluminados pelo Sermão do Bispo São Gregório de Nissa (séc. IV):

Começou o Reino da vida e foi dissolvido o império da morte. Apareceu um novo nascimento, uma vida nova, um novo modo de viver; a nossa própria natureza foi transformada. 
Que novo nascimento é este? É o daqueles que não nasceram do sangue nem da vontade da carne, nem da vontade do homem, mas de Deus mesmo (Jo 1,13).

Tu perguntas: como isso pode acontecer? Escuta-me, vou te explicar em poucas palavras. 

Este novo ser é concebido pela fé, é dado à luz pela regeneração do Batismo; tem por mãe a Igreja que o amamenta com sua doutrina e tradições. Seu Alimento é o Pão celeste; sua idade adulta é a santidade; seu matrimônio é a familiaridade com a sabedoria; seus filhos são a esperança; sua casa é o reino; sua herança e riqueza são as delícias do paraíso; seu fim não é a morte, mas aquela vida feliz e eterna que está preparada para os que dela são dignos.

Este é o Dia que o Senhor fez para nós (Sl 117,24), dia muito diferente daqueles que foram estabelecidos desde o início da criação do mundo e que são medidos pelo decurso do tempo.

Este é o início de uma nova criação. Nele Deus faz um novo céu e uma nova terra, como diz o Profeta. Que céu é este? Seu firmamento é a fé em Cristo. E que terra é esta? O coração bom, de que fala o Senhor, é a terra que absorve a água das chuvas e produz frutos em abundância. 

O sol desta nova criação é uma vida pura; as estrelas são as virtudes; a atmosfera é um comportamento digno; o mar é a profundidade da riqueza, da sabedoria e da ciência (Rm 11,33). As ervas e as sementes são a boa doutrina e a escritura divina, onde o rebanho; isto é, o povo de Deus, encontra pastagem e alimento; as árvores frutíferas são a prática dos Mandamentos.

Neste dia, o verdadeiro homem é criado à imagem e semelhança de Deus não é, porventura, um novo mundo que começa para ti neste dia que o Senhor fezNão diz o Profeta que esse dia e essa noite não têm igual entre os outros dias e noites? 

Mas ainda não explicamos o dom mais precioso que recebemos neste dia de graça. Ele destruiu as dores da morte e deu à luz o Primogênito dentre os mortos. 

Subo para junto do Meu Pai e vosso Pai, Meu Deus e vosso Deus (Jo 20,17), diz o Senhor Jesus. Que notícia boa e maravilhosa! O Filho Unigênito de Deus, que por nós Se fez homem, a fim de nos tornar Seus irmãos, apresenta-Se como homem diante de Seu verdadeiro Pai, para levar Consigo todos os novos membros da Sua família” (1).

São Gregório nos apresenta uma analogia, que nos leva mais perto de Deus e do desejo mais profundo de uma vida nova que brota do Mistério da Morte e Ressurreição de Seu Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, e somos 
convidados a renovar compromissos com a vida nova em todas as suas dimensões.

Reflitamos:

- Quais os sentimentos e compromissos que a meditação deste  Sermão me desperta?

- De que modo o Mistério Pascal de Nosso Senhor marca, reorienta e renova meus passos, minha vida e projetos?

- Como tenho vivido a vida nova que nasceu no dia do meu Batismo?

Pai Nosso que estais nos céus...

(1) Cf. Liturgia das Horas - Vol. II - p. 743-744.

Em poucas palavras... (VIDTPA)

                                          


Jesus promete a vinda do Espírito Santo

“Só quando chega a Hora em que vai ser glorificado, é que Jesus promete a vinda do Espírito Santo, pois a sua morte e ressurreição serão o cumprimento da promessa feita aos Apóstolos (Jo 14,16-17.26).

O Espírito da verdade, o outro Paráclito, será dado pelo Pai a pedido de Jesus; será enviado pelo Pai em nome de Jesus; Jesus O enviará de junto do Pai, porque do Pai procede.

O Espírito Santo virá, nós O conheceremos, Ele ficará conosco para sempre, habitará conosco; há de ensinar-nos tudo, há de lembrar-nos tudo o que Cristo nos disse e dará testemunho d'Ele; conduzir-nos-á à verdade total e glorificará a Cristo. Quanto ao mundo, confundi-lo-á em matéria de pecado, de justiça e de julgamento.”(1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 729

 

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