segunda-feira, 9 de março de 2026

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Fortalecei a fidelidade de todos os Presbíteros (súplica)

 


Fortalecei a fidelidade de todos os Presbíteros (súplica)

“Uma fidelidade que gera futuro”

Senhor, dai-nos a graça de viver uma fidelidade que gere futuro, vivendo com zelo de Pastor a identidade presbiteral, para que sejamos sacerdotes segundo o amor do Coração de Jesus.

Renovai a chama do primeiro amor do encontro pessoal com Cristo, que deu um novo horizonte e um rumo decisivo em nossas vidas; aquele memorável encontro que o Senhor nos amou, escolheu, chamou e nos confiou a graça da vocação de discípulos Seus.

Nos passos do Bom Pastor, a Ele configurados, firmemos os passos na familiaridade com Ele, envolvendo toda a nossa pessoa, coração e inteligência, sem cansaço ou desânimo indesejáveis.

Senhor, que a cada dia, na fidelidade e serviço,  nossa vida seja oferecida ao celebrar o Sacrifício de Cristo na Eucaristia; no anúncio da Palavra de Deus; na absolvição dos pecados;  na generosa dedicação a serviço da comunhão e no necessário cuidado dos que mais sofrem e passam necessidades.

Concedei-nos sabedoria, para viver o chamado ao Ministério Ordenado como dom livre e gratuito de Deus e que nossa vida seja uma resposta marcada pela graça, gratidão e gratuidade, envolvidos pela divina ternura que sabe trabalhar com nossas fragilidades e limitações.

Abertos ao sopro do Espírito, que conduz a Igreja que amamos e servimos, como alegres discípulos missionários do Senhor, cuidemos da formação permanente, acompanhada da conversão cotidiana  e da vigilância necessária, para que não caiamos na tentação do imobilismo ou o fechamento.

Fortalecei-nos na fidelidade à fraternidade, estabelecendo vínculos de comunhão com os bispos e presbíteros, superando toda tentação de individualismo; de tal modo que a fraternidade presbiteral seja elemento constitutivo do Ministério a nós, pela Igreja confiado; jamais mergulhados na empobrecedora solidão ou reclusão em si mesmo.

Sejam a concórdia e harmonia na caridade um hino a Jesus Cristo, na vida em comum, unidade irrepreensível, para que cada vez mais sejamos inseridos na fecunda comunhão de Amor da Vida Trinitária.

Na fidelidade e sinodalidade, abertos ao sopro do Espírito, que conduz e anima a Igreja, vivamos sadia e fecunda relação no cuidado de nossas comunidades, sem jamais concentrar tudo nas mãos ou cair na tentação de trabalhar sozinho; para que, então, vivamos o Ministério da síntese e não a síntese de todos os Ministérios; edificando assim uma Igreja sinodal e missionária e ministerial.

Na fidelidade e missão, exalemos o odor do óleo que ungiu as nossas mãos em alegre atitude de doação, serviço, com humildade e mansidão; vivendo a compaixão, proximidade e coerência, sem cair na tentação da eficiência expressa na preocupação com a quantidade de atividades e projetos realizados, ou em empobrecedor quietismo, fechado em si mesmos, assustados pelos contextos nos quais inseridos.

Na graça da missão, o fogo da caridade pastoral garanta o equilíbrio e a unificação da vida de todo presbítero, concedendo o equilíbrio na vida cotidiana e a missão alcance todas as dimensões da sociedade, em particular a cultura, a economia e a política, para que tudo seja recapitulado em Cristo (cf. Ef 1,10).

Dai-nos sabedoria para vivermos a harmonia entre a contemplação e a ação, afastando toda a tentação do individualismo e a celebração de si mesmo, em empobrecedora autorreferencialidade; e com João Batista, aprendamos a nos fazer pequenos para que Ele, Jesus, cresça e seja conhecido e glorificado (cf. Jo 3,30).

Na necessária presença no mundo midiático, que o uso das redes sociais e todos seus instrumentos à disposição sejam sempre avaliados e usados com sabedoria, sem perder o paradigma do discernimento para ver o que de fato contribui para a sadia evangelização, lembrando as palavras do Apóstolo Paulo – “Tudo me é lítico! Sim, mas nem tudo convém.” (1 Cor 6,12).

Que a cada dia, a fidelidade e futuro se façam presentes em nossa vida Ministerial, empenhados num renovado Pentecostes vocacional dentro da Igreja, cuidando das pastorais e dentre elas a pastoral familiar e juvenil, sem jamais nos esquecermos que “não há futuro sem cuidar de todas as vocações!”.

Contamos e confiamos na intercessão da Virgem Imaculada, Mãe do Bom Conselho, e de São João Maria Vianey, padroeiro dos párocos, para que vivamos “um amor tão forte que dissipa as nuvens da rotina, do desânimo e da solidão: um amor total que nos é dado em plenitude na Eucaristia. Amor Eucarístico, amor sacerdotal.” Amém.

 

PS: Oração para os Presbíteros inspirada na Carta Apostólica “Uma fidelidade que gera futuro” – Papa Leão XIV -8/12/25 – Solenidade da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria.

Em poucas palavras...

 


A verdadeira fé não exige milagres

“Exigir d’Ele (Jesus) um milagre, como, aliás, o próprio profeta, é um dom livre da parte de Deus. A fé que exige milagres não é verdadeira fé.” (1)

 

 

(1)Comentário sobre a passagem do Evangelho de São Lucas (Lc 4,24-30) -  Missal Cotidiano – Editora Paulus – 1998 – p.234

Quaresma: tempo de graça, gratidão e gratuidade

                                                 

Quaresma: tempo de graça, gratidão e gratuidade  

“...Um deles, ao perceber que estava curado,
voltou glorificando a Deus em alta voz;
atirou-se aos pés de Jesus, com o
 rosto por terra, e lhe agradeceu.”
Reflexão à luz da passagem do Segundo Livro dos Reis (2 Reis 5,1-15a), em que contemplamos a cura do sírio Naamã, mencionada por Jesus na passagem do Evangelho da Missa (Lc 4,24-30).

Somos remetidos à passagem do Novo Testamento em que Jesus cura dez leprosos, e apenas um volta para agradecer (Lc 17,11-19).

As passagens citadas nos revelam a ação de Deus, que cura a todos, sem limites de fronteiras: não há limites geográficos para a ação curativa de Deus.

Não há dúvida que o Amor, a bondade e o Projeto de Salvação de Deus destinam-se a todos os povos.

O que Deus espera de nós é a acolhida, com alegria, abertura, confiança, amor e gratidão, e com a Liturgia somos convidados a rever nossa abertura à Graça Divina, acompanhada pela gratidão por tudo que Ele realiza em nosso favor.

Se de um lado a gratidão é uma virtude que enobrece, por outro nada é mais desagradável do que conviver com pessoas ingratas, nada é mais empobrecedor do que o cultivo da autossuficiência, sobretudo da relativização da presença divina.

Viver como se de Deus não precisássemos é mergulhar no vazio de si mesmo, com perda de sentido, e horizontes restritos; é condenar-se a não realização; é o sequestrar-se de si mesmo.

Somente em Deus o resgate, logo, sem voltar-se para Ele, não há alternativa, não há caminho, somente dor, desolação, vazio, sofrimento – caos jamais superável!

Este é o rosto e o ser de Deus: Ele é único, dá a vida, salva a todos, pois a Salvação carrega em si a marca da universalidade, espera a gratidão e não se deixa manipular por ninguém.

A Espiritualidade genuinamente Eucarística leva-nos a dizer “obrigado a Deus” e ao nosso próximo, por tantos bens e graças recebidas.

Pode ocorrer que a cegueira, o desejo desmedido do dinheiro, do poder, da fama, dos privilégios, nos levem a uma secura diante do Mistério do Amor Divino, que nos inebria com o mais Sublime dos Vinhos, com o mais precioso dos pães, o Pão da Imortalidade.

Pessoas eucarísticas sabem dar graças a Deus em todas as circunstâncias, como nos disse o Apóstolo Paulo: “Em todas as circunstâncias dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Jesus Cristo para convosco" (1Ts 5, 18).

E como o escritor romano Sêneca:  “Só os espíritos bem formados são capazes de cultivar a gratidão!”

E também, as palavras de William Shakespeare: “A gratidão é o único tesouro dos humildes.”

O Bispo e Doutor,  Santo Agostinho, sobre a gratidão, já nos dizia: “Que coisa melhor podemos trazer no coração, pronunciar com a boca, escrever com a pena, do que estas palavras: ‘graças a Deus’? 

Não há nada que se possa dizer com maior brevidade, nem ouvir com maior alegria, nem sentir com maior elevação, nem realizar com maior utilidade.”

Assim completa: “Nada é nosso, a não ser o pecado que possuímos. Pois que tens tu que não tenhas recebido? (1Cor 4, 7).”

Agradecer sempre pelo que somos e pelo que temos sem nos tornarmos reféns de nossa ingratidão. Temos uma fertilidade de memória, para as nossas necessidades e carências, maior do que para os nossos bens de Deus recebidos.

Finalizando, agradeçamos a alguém pelo que significa em nossa vida. E, diante de Deus, também elevar nosso infinito “muito obrigado, Senhor!”.

A acolhida da graça, acompanhada da gratidão, leva-nos a viver cada vez mais intensamente na gratuidade: de graça recebemos, de graça devemos dar, disse-nos o Senhor!


PS: Apropriada para a Liturgia do 6º Domingo do Tempo Comum, quando se proclama a leitura opcional (2 Rs 5,9-14); bem como para a quarta-feira da 32ª semana do Tempo Comum.

Quaresma: curados pela misericórdia divina

                                                      

Quaresma: curados pela misericórdia divina

Reflexão à luz da passagem do Segundo Livro dos Reis (2 Rs 5,1-15a) que retrata a cura de um leproso, o sírio Naamã, tem uma mensagem explícita: a vida e a salvação de Deus destinam-se a todos os povos, sem exceção, e uma vez alcançada, deve ser acompanhada de gratidão a fonte da cura e salvação: Deus, e não baal (ídolo).

Deus tem um Projeto de Salvação para toda a humanidade, e ao mesmo tempo, faz um convite para acolhê-lo com amor e gratidão, ainda que não sejamos merecedores.

A misericórdia de Deus não exclui ninguém do Seu Projeto, e Ele está sempre pronto a acolher, curar e perdoar, para que assim, com Ele, possamos manter uma relação de amor, fidelidade e gratidão, numa fé solidificada, que cumulará graça sobre graça.

Deste modo, os israelitas precisavam redescobrir os fundamentos de sua fé, abandonando toda possibilidade de idolatria, numa confiança exclusiva em Deus, Autor da criação e da vida.

Trata-se, portanto, de uma catequese sobre Deus: Deus é o Deus da vida; único, salva a todos, espera a gratidão de suas criaturas e, por fim, não se deixa manipular por nenhuma pessoa, ou qualquer outro poder.

Também, ressalta-se o convite a colocarmos nossa esperança de vida plena tão somente em Deus, e não nos ídolos (falsos deuses), que possam nos seduzir.

Contemplemos e adoremos a Deus que dá a graça a todos, e nós haveremos de dar graças a Deus pelo dom de Seu amor em nosso favor, Sua misericórdia que jamais nos abandona.

Envolvidos pela ternura e amor divinos, vida plena e feliz teremos, e de todos os males que nos marginalizam, nos atemorizam e nos fazem sofrer, seremos libertos.

Com Deus somos fortalecidos em nossas fragilidades, nossos escuros caminhos, pela Luz da Sua Sagrada Palavra são iluminados, e assim, iluminantes nos tornamos.

Sejamos curados por Deus de nossas enfermidades. Reconheçamos Seu poder e ação libertadora em nossas vidas, e na Eucaristia que celebramos, momento maior de Ação de Graças, expressemos nosso obrigado a Deus, que Se fez nosso Alimento, Comida e Bebida que nos fortalecem, enquanto estamos a caminho da eternidade, e um dia possamos alcançar, com inadiáveis e irrenunciáveis compromissos com a Boa-Nova do Evangelho, como frágeis e desejáveis instrumentos por Ele querido.

PS: Escrito para a terceira segunda-feira da Quaresma, mas apropriado para todo o tempo e também apropriado para o 6º Domingo do Tempo Comum (ano B) se for proclamada a passagem opcional (2 Rs 5,9-14)

Em poucas palavras...

                                                 


O itinerário da iniciação à vida cristã

“Toma-se hoje maior consciência de que o Sacramento deve vir no término de um prazo mais ou menos longo, durante o qual a Igreja exerce o seu ministério profético, com a Proclamação da Palavra de Deus e a Leitura dos acontecimentos, e o indivíduo harmoniza sua fé e avalia as condições reais de sua conversão.” (1)

 

 

(1)        Comentário do Missal Cotidiano - Editora Paulus - p. 232 - sobre a passagem do Segundo Livro dos Reis (2 Rs 5,1-15a)

Suplico-Vos, Senhor! Água, Luz e Vida!

                                                 


Suplico-Vos, Senhor! Água, Luz e Vida!

Senhor, a Vós, que sois a Palavra que Se fez Carne,
suplico-Vos:

Vós, que sois a Divina Fonte de Água Viva da humanidade,
Dai-me, neste dia, a água cristalina que possuís
Para a sede de minha alma saciar.

Vós, que sois a Luz que não se apaga, 
que ilumina a escuridão do viver,
Dai-me o colírio da fé para minha cegueira curar.

Vós, que sois a Ressurreição e a Vida plena,
Fortalecei-me para enfrentar os sinais de morte.
Suplico-Vos, Senhor, porque em Vós eu piamente creio. Amém.

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG