https://www.youtube.com/c/DomOtacilioFerreiradeLacerd d brba
Dom Otacilio F. Lacerda
sábado, 22 de agosto de 2026
O Senhor nos envia em missão (XXIDTCA)
“No nosso mundo, onde tudo aparece sempre provisório e discutível, uma caminhada de fé, sólida precisa de uma referência clara. Por isso, o serviço de Pedro e dos seus sucessores é preciso e deve ser acolhido como uma dádiva.” (1)
Pai Santo, fonte de sabedoria,
Jesus, Tu és Aquele... (XXIDTCA)
Jesus, Tu és Aquele...
No primeiro anúncio de Sua Paixão, Jesus perguntou aos discípulos “E vós, quem dizeis que Eu sou”, e Pedro respondeu: “Tu és o Messias” (Mc 8,29). E nós o que respondemos?
Respondamos:
Tu és o Salvador do mundo, por Sua Paixão, Morte e Ressurreição, tendo nos amado, nos amaste até o fim, em amor indizível por nós, ainda que pecadores fôssemos.
Tu és Aquele que choraste sobre a incrédula Jerusalém e, com isto, preparavas a sua própria calamidade, predizendo sua definitiva destruição.
Tu és Aquele coroado de espinhos, em vez de palmas e ramos, vestido de púrpura por insano deboche, para nos revestir plenamente com Teu amor.
Tu és Aquele que sofreste com toda a paciência, suportando que homens desprezíveis Te batessem, mesmo assim os amaste.
Tu és Aquele que foi esbofeteado, cuspido, injuriado, atormentado, flagelado, e levado para a crucifixão, na humilhante morte de Cruz.
Tu és Aquele que permitiste ser crucificado entre dois ladrões, sendo contado entre homicidas e malfeitores, ainda que nenhum pecado tivesses cometido.
Tu és Aquele que degustaste o vinagre e o fel da vinha perversa, mesmo sendo a verdadeira videira do Pai, e sem o qual nada somos e nada podemos.
Tu és Aquele que bebeste o fel, carregando sobre Si a amargura e os desgostos desta vida, mortal e passível.
Tu és Aquele que bebeste vinagre, assumindo a natureza deteriorada do homem e a reintegrando ao seu estado primitivo.
Tu és Aquele que transformaste a púrpura em sinal de verdadeira realeza; a vara em frágil instrumento da debilidade e fragilidade do poder do diabo.
Tu és Aquele que transformaste as bofetadas, injúrias, golpes recebidos, e por nós merecidos, em anúncio da liberdade que nos alcançaste.
Tu és Aquele que do lado trespassado pela lança, ao jorrar água e sangue, permitiste que renascêssemos e do Teu Sangue fôssemos redimidos e alimentados: Batismo e Eucaristia.
Tu és Aquele que desceste à mansão dos mortos, pelo Pai, jamais abandonado, Ressuscitado, e junto d’Ele, nos enviaste o Teu Espírito para nos conduzir.
Tu és Aquele que nos enviaste em missão, para sermos sal da terra e luz do mundo, e bem sabemos, outro plano não tens, e esperamos jamais decepcionar. Amém.
Fonte inspiradora: Mc 8,27-35; Tratado sobre a Encarnação do Senhor, escrito por Teodoreto de Ciro (séc. V) – in Lecionário Patrístico Dominical – Editora Vozes – 2013 – pp.466-4677
Apropriada reflexão para a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 9,18-24; Mt 16,13-20; Mc 10,35-45)
Em poucas palavras... (XXIDTCA)
Reconciliação com Deus e com a Igreja são inseparáveis
“As palavras ligar e desligar significam: aquele que vós excluirdes da vossa comunhão, ficará também excluído da comunhão com Deus; aquele que de novo receberdes na vossa comunhão, também Deus o acolherá na sua. A reconciliação com a Igreja é inseparável da reconciliação com Deus.” (1)
(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 1445
Em poucas palavras... (XXIDTCA)
“O Papa, Bispo de Roma e sucessor de São Pedro, é o perpétuo e visível princípio e fundamento da unidade, quer dos Bispos, quer da multidão dos fiéis'. 'Com efeito, o Pontífice Romano, em virtude de seu múnus de Vigário de Cristo e Pastor de toda a Igreja, possui na Igreja poder pleno, supremo e universal. E ele pode exercer sempre livremente este seu poder’”. (1)
(1)Catecismo da Igreja Católica – n.882
Eleições: o que nos diz a Igreja
Eleições: o que nos diz a Igreja
“Examinai tudo e guardai o que for bom” (1Ts 5, 21).
A Igreja não indica
candidatos nem partidos, mas movida pelo Evangelho tem a missão de anunciá-Lo,
para a promoção da vida, da dignidade humana, à serviço da construção e
promoção do bem comum.
Ela assim o faz a partir
da fé em Jesus Cristo e da convicção, reafirmada pela Doutrina Social da
Igreja, de que a política, quando orientada pela ética, constitui uma das mais
elevadas formas de caridade.
As eleições são
oportunidades privilegiadas para o exercício da cidadania e da
corresponsabilidade social; portanto, mais do que escolher governantes e
representantes, somos chamados a renovar nosso compromisso com os valores que
sustentam a convivência democrática, a justiça social e a fraternidade.
Como Igreja, não
podemos, à luz do Evangelho, nos silenciar diante da escandalosa desigualdade
social, da corrupção, da compra de votos, da utilização indevida dos recursos
públicos e da disseminação deliberada de mentiras (fake news).
É impossível aceitar o
abuso do poder econômico e político e as formas de violência que ameaçam a
convivência social, enfraquecendo a confiança nas instituições democráticas.
A democracia é sólida
quando a divergência legítima não é transformada em hostilidade permanente,
pois o adversário político não pode ser tratado como inimigo.
A democracia, além de
eleições periódicas, requer respeito às instituições da República,
especialmente à Constituição Federal, ao Estado Democrático de Direito, à
interdependência dos Poderes, à liberdade de expressão responsável e à
participação cidadã;
A democracia também
exige a confiança nos mecanismos legítimos de apuração da vontade popular,
respeito aos resultados das urnas e à Lei da Ficha Limpa.
Conduzidos pelo Santo
Espírito, como eleitores e eleitoras, temos que assumir nossa responsabilidade;
de tal modo que a abstenção não tem lugar, pois não é a melhor escolha;
O discernimento cristão
exige olhar não apenas para promessas de campanha, mas, principalmente, para a
história de vida dos candidatos e as consequências dos compromissos assumidos.
Como nação, precisamos
reforçar a capacidade de construir pontes e não muros, promovendo encontros e o
cultivo da amizade social.
A esperança cristã não é
ingenuidade nem otimismo superficial; e que esperar significa participar,
construir, dialogar, resistir ao desânimo, defender a verdade, proteger a
democracia e trabalhar pela justiça.
Os homens e mulheres de
boa vontade têm que ser testemunhas da cultura do encontro, promotores da paz
social e construtores da fraternidade.
Invoquemos a luz do
Santo Espírito, para que façamos sábias escolhas nas eleições que se aproximam,
tornando mais humana e fraternas nossas cidades, oferecendo condições melhores
de vida para todos, sem feridas insanas de desigualdade, pobreza, violência e
exclusão.
Oremos:
Senhor,
dai-nos o dom da SABEDORIA, para que aprendamos e nos comprometamos
decididamente com um Projeto de vida e paz, e assim sejamos iluminados para
governar nossa vida segundo os desígnios divinos, revelados pelos sagrados Mandamentos, sentindo e dando gosto de Deus à vida.
Dai-nos, o dom do ENTENDIMENTO, para discernir o que é justo e bom, sem ilusões e erros, de modo que nossos pensamentos e sentimentos e ações se tornem a expressão do viver para Deus, que conosco sempre estais, jamais nos desamparando.
Senhor, dai-nos o dom do CONSELHO, para que nos empenhemos na correspondência à vossa vontade, vivendo e ensinando sagrados valores com sinceridade, pureza e retidão de coração, participando da realização do plano divino de salvação, na mais perfeita sintonia entre o que celebramos e vivemos, jamais separando a fé da vida cotidiana.
Sejamos enriquecidos pelo dom da FORTALEZA, e cumulado de graça divina, intensificando e aprofundando nossos momentos de intimidade Convosco, na oração, mas de modo especialíssimo no sublime Sacramento da Eucaristia, fonte e ápice da vida cristã; vivendo com fidelidade o Mandamento do Amor, que se expressa concretamente no amor ao próximo; testemunhando a fé, com serenidade e firmeza.
Senhor, agraciados pelo dom da CIÊNCIA, busquemos o conhecimento pleno da verdade do Evangelho do Reino, com docilidade ao Espírito nas mais diversas situações, agradáveis ou não, favoráveis ou adversas, sem lamentações estéreis, mas com olhar e compromisso renovados, porque acompanhados da fina flor da esperança.
Renove em nós o dom da PIEDADE, para que correspondamos ao Vosso amor, numa profunda comunhão Convosco, acompanhado de maior fidelidade às Sagradas Escrituras, tornando-nos mais fraternos e solidários, comprometidos com a promoção da justiça e da paz, para que misericordiosos como o Pai o sejamos.
Finalmente, Senhor, com o dom do TEMOR, solidifiquemos nossa relação filial para com Deus, adorando-O em espírito e verdade, buscando, em primeiro lugar, o Seu Reino e a Sua justiça, e assim, tudo mais nos será acrescentado. Amém.
Que a nossa fé no Deus Uno e Trino nos inspire a assumir nossos deveres de cidadãos em sintonia com os ensinamentos da Igreja. Contamos com a companhia de Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira do povo brasileiro e a ela recorremos, para que nos ajude a percorrer caminhos de justiça, verdade e paz.
Fonte:
MENSAGEM DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
AO POVO BRASILEIRO POR OCASIÃO DAS ELEIÇÕES DE 2026.
Ser catequista: mistério de sedução, atração e paixão
Ser
catequista: mistério de sedução, atração e paixão
“Então
Jesus lhes perguntou: ‘E vós, quem dizeis que eu sou?’ Simão Pedro respondeu:
‘Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo’” (Mt 16,15-16)
Ser Catequista não é:
- Comunicar tão apenas
conhecimentos sobre Jesus Cristo, acumulados e guardados na memória.
- Um cargo, uma tarefa,
uma missão que se cumpra por tempo determinado, sem marcar a sua própria
história e daqueles a quem foi confiado.
- Alguém que se coloca
acima dos que se abrem para acolher os ensinamentos, como meros receptores, sem
nenhuma interação de amor, amizade e comunhão esperadas.
Ser Catequista é um
Mistério e graça de:
- Sedução por Ele, o
Verbo que Se fez Carne e habitou entre nós (Jo 1,14).
- Sedução por Ele, que
mudou e transformou a sua vida, dando-lhe novo sentido e horizontes largos e
auspiciosos.
- Sedução incondicional,
sem perspectiva de servir a dois senhores, como Ele mesmo alertou aos
discípulos.
- Atração contínua, que
aponta um rumo definitivo, na espera de Sua vinda gloriosa.
- Atração permanente,
para que as forças sejam renovadas em incansável discipulado.
- Atração que não
permite a escuta de outras vozes de pseudo-pastores ou “cantos de sereias”.
- Atração por uma Voz
apenas, afastando toda e qualquer possibilidade de ilusão ou facilidades
enganadoras.
-
Paixão vivida com as renúncias necessárias, cotidianamente, para carregar cruz
sem medo, com coragem e ousadia, seguindo os Seus passos.
-
Paixão pelo Senhor expressa na configuração, de tal modo que, tenha d’Ele mesmos
sentimentos, como nos falou o Apóstolo Paulo (Fl 2,5).
-
Paixão vivida na Comunhão Trinitária: no amor ao Pai, fidelidade ao Filho e sob
a proteção e luzes do Santo Espírito.
Catequista:
seja no mundo testemunha da Luz que veio iluminar nossas trevas, Jesus.
Tenha sempre coração por Ele seduzido, em atração crescente e contínua, em Paixão acrisolada no Mistério do Amor Pascal. Amém.







