sexta-feira, 26 de junho de 2026

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Rezando com os salmos - Sl 136 (137), 1-6

 


Jamais a perda da esperança e confiança em Deus

“=1 Junto aos rios da Babilônia
nos sentávamos chorando,
com saudades de Sião.
–2 Nos salgueiros por ali
penduramos nossas harpas.

–3 Pois foi lá que os opressores
nos pediram nossos cânticos;
– nossos guardas exigiam
alegria na tristeza:
– 'Cantai hoje para nós
algum canto de Sião!'

=4 Como havemos de cantar
os cantares do Senhor
numa terra estrangeira?
=5 Se de ti, Jerusalém,
algum dia eu me esquecer,
que resseque a minha mão!

=6 Que se cole a minha língua
e se prenda ao céu da boca,
se de ti não me lembrar!
– Se não for Jerusalém
minha grande alegria!”

O Salmo 136(137),1-6 expressa a realidade vivia no exílio, junto aos rios da Babilônia, e este cativeiro do povo deve-se entender como símbolo do nosso cativeiro espiritual (Santo Hilário).

Temos retratado o “drama do povo exilado, depois que Jerusalém foi destruída e incendiada. Longe da cidade santa, não podem esquecer-se da pátria. Conforme a lei do talião (Ex 21,24), desejam ao opressor o mesmo mal que este lhes fez.” (1)

Podemos também viver situações difíceis, em que somos desafiados a renovar nossa confiança em Deus, sem jamais permitir a perda da esperança. Fazer da tribulação ocasião de purificação e amadurecimento na fé, impelidos pela caridade (Gl 5,6).

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 845

Situações que clamam por compaixão...

                                                              

Situações que clamam por compaixão...

Na passagem do Evangelho (Mc 1,40-45; Lc 5,12-16; Mt 8,1-4), Jesus curou o leproso que a Ele Se dirigiu em atitude de humildade, numa súplica confiante. 

Ao manifestar Seu poder de cura, antes Jesus Se mostrou cheio de compaixão, Amor que se compromete e se solidariza.

Não se trata de um Amor qualquer. É incrível como vemos ou ouvimos diversas histórias de amor entre pessoas, entre adolescentes, nas letras das músicas, nos filmes, em novelas…

“Eu te amo, pra cá”; “eu sempre te amarei, pra lá”, “o meu amor é eterno, acolá”, enfim. E, assim, vamos popularizando, esvaziando e esquecendo o significado desta palavra tão forte, confundida muitas vezes com um apaixonamento passageiro.

O amor transcende a tudo isto, é eterno e permanente, por isso é uma decisão que, contudo, não exclui os sentimentos. Como não referir hino da caridade de Paulo na Carta aos Coríntios (cf. Cor 13). O amor verdadeiro não desanima diante das dificuldades nem desiste diante do impossível

Com Jesus aprendemos a Amar aqueles que não conhecemos e que a sociedade excluiu… Jesus Cristo humano e divino, também vivenciou diversos sentimentos. Ele chorou quando Lázaro morreu, mesmo sabendo que iria ressuscitá-lo logo em seguida.

Ele Se compadeceu do homem leproso que lhe suplicou a cura, se aproximou dele e o curou. Por quê? Porque decidiu amá-lo e tocar nele mesmo sendo impuro ou excluído da sociedade: Amor infinito e incondicional.

“Ao leproso foi pedido que esperasse, que olhasse mais em frente,  que ultrapassasse a alegria cheia de entusiasmo pela saúde recuperada; aos crentes de hoje é pedido que vejam em Jesus o sinal da salvação definitiva de Deus” (1)

Vivemos em uma sociedade onde a “lepra” tem outras faces e outros nomes: sem teto, dependentes químicos, enfermos, idosos, portadores de necessidades especiais, desempregados, pobres, analfabetos... Sem contar, as pessoas que são diferentes de nós, seja na cor, na raça, na cultura, na religião, na profissão.

Reflitamos:

- Qual é a nossa reação diante dessas pessoas: Deixamo-nos levar pelo sentimento do preconceito, do medo ou até mesmo superioridade ou decidimos que independentemente de qualquer sentimento que aflore somos capazes de amar igual Jesus nos amou?

É extremamente desafiadora a proposta de Jesus: "Amai-vos uns aos outros como Eu vos amei!”. Contudo, jamais devemos esquecer que só somos capazes de decidir amar, porque Ele nos amou primeiro.

Deste modo, a Palavra proclamada e acolhida nas Missas e Celebrações deve produzir, no dia a dia, seus frutos, ecoando, ressoando, iluminando e refazendo nossos pensamentos e atitudes.

Oremos:

De toda “lepra” que exclui e mata, 
livrai-nos, Senhor!
“Da indiferença diante da “lepra” de mil nomes,
mil rostos, livrai-nos, Senhor!
Instrumentos do amor de compaixão e solidariedade 
com os “leprosos” de nosso tempo, 
fazei-nos, Senhor!
Amém.


(1) Lecionário Comentado – Volume Tempo Comum - Editora Paulus - Lisboa - p.48

Uma Igreja misericordiosa e missionária

                                                 

Uma Igreja misericordiosa e missionária

“Eu quero, sê purificado” (Lc 5,13) 

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 5,12-16), que tem passagens paralelas nos Evangelhos de Mateus e Marcos (Mc 1,4-45; Mt 8,1-4).

Contemplemos a ação de Deus, que Se revela pleno de Amor, bondade e ternura, através de Sua ação que acolhe, cura, liberta e integra a todos na vida da comunidade.

Nisto consiste a vontade de Deus: que se supere toda forma de discriminação e marginalização, e a comunidade deve empenhar-se, com sabedoria e coragem, para que isto se torne uma realidade.

Voltemos à passagem do Livro de Levítico (Lv 13, 1-2.44-46), que nos apresenta “a lei da pureza”, e uma visão deturpada de Deus que leva à invenção de mecanismos que discriminam, rejeitam e excluem em nome de Deus, numa total marginalização.

Dentre as impurezas, a lepra era considerada a mais grave, de modo que quem por ela fosse acometido, deveria ser segregado e afastado da convivência diária com outras pessoas, e tal medida tinha uma intenção higiênica e também para evitar o contágio.

Mais grave ainda, era considerado um pecador, amaldiçoado por Deus e indigno de pertencer à comunidade do Povo de Deus e não podia ser admitido nas assembleias em que Israel celebrava o culto na presença do Deus Santo.

Voltando à passagem do Evangelho, o leproso curado por Jesus, inaugura um novo modo de relacionamento, destruindo o triste mecanismo de marginalização que exclui estes do convívio social e da própria comunidade.

Jesus, com Sua Palavra e ação, cura e integra a todos na comunidade do Reino, sem jamais compactuar com a discriminação, exclusão, racismo ou qualquer outra forma de marginalização.

Com a Sua ação revela a face de um Deus cheio de Amor que vem ao encontro da nossa humanidade e da nossa condição pecadora e enferma, para nos curar e nos redimir.

Jesus, rosto da Misericórdia de Deus, toma para Si nossas dores e sofrimentos e nos comunica a chegada do Reino de Deus, porque completou-se o tempo esperado.  



Novos tempos são inaugurados pela Sua presença e ação: a cura do leproso revela o Amor de Deus que cura, liberta, integra e impulsiona para o testemunho:

"A voz de Jesus, porém, é ainda mais profunda: ao decretar 'fica curado', penetra até nas entranhas daquele homem maldito e declara-o transformado, transparente e puro; todo o perdão de Deus está presente nesta frase.

O perdão de Deus que Jesus ofereceu aos marginalizados da terra tem que ser agora o fundamento da vida da Igreja... Só quando destruir todas as barreiras, só quando congregar todos como irmãos, a Igreja será lugar de Deus na terra. Então será satisfeita a antiga esperança messiânica da cura dos leprosos". (1)

Oportunas as palavras da Igreja, para refletirmos sobre a íntima união da Igreja com toda a família humana:

“As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre eco no seu coração. 

Porque a sua comunidade é formada por homens, que, reunidos em Cristo, são guiados pelo Espírito Santo na sua peregrinação em demanda do Reino do Pai, e receberam a mensagem da salvação para a comunicar a todos. Por este motivo, a Igreja sente-se real e intimamente ligada ao gênero humano e à sua história”. (2)

Reflitamos:

- Quais são as enfermidades que ainda hoje levam à exclusão e à marginalização?

- Até que ponto nossa ação também acolhe, liberta e integra na comunidade e na sociedade?

- De que modo os marginalizados e excluídos se abrem para a acolhida e integração na comunidade e na sociedade?

- Como vivemos a fidelidade ao Senhor, tendo d’Ele mesmos pensamentos e sentimentos?

- Como expressamos em nossa vida o amor, a ternura e a bondade de Deus para com o nosso próximo?

- Sabemos renunciar a direitos pessoais por bem maiores em favor de outros?

Sejamos na fidelidade ao Senhor, uma Igreja verdadeiramente misericordiosa e missionária, que viva a acolhida, o perdão, a integração de todos na vida da comunidade, com amor e alegria que gera comunhão, solidariedade e fraternidade.

Deste modo, participaremos da missão da construção do Reino: acolhidos, amados e curados para acolher, amar e curar num círculo que não pode se fechar, interromper.

 

(1) Comentários à Bíblia Litúrgica - Gráfica de Coimbra 2 - pág. 1076-1077

(2) Constituição Pastoral Gaudium Et Spes  sobre a Igreja no mundo atual  (n.1).

Rezando com os Salmos - Sl 86 (87)

 


A Jerusalém celeste que cremos esperamos 


‘’–1 O Senhor ama a cidade
que fundou no Monte santo;
–2 ama as portas de Sião
mais que as casas de Jacó.
–3 Dizem coisas gloriosas
da Cidade do Senhor:

–4 'Lembro o Egito e Babilônia
entre os meus veneradores.
= Na Filisteia ou em Tiro
ou no país da Etiópia,
este ou aquele ali nasceu'.
=5 De Sião, porém, se diz:
'Nasceu nela todo homem;
Deus é sua segurança'.
=6 Deus anota no Seu livro,
onde inscreve os povos todos:
'Foi ali que estes nasceram'.
–7 E por isso todos juntos
a cantar se alegrarão;
– e, dançando, exclamarão:
'Estão em Ti as nossas fontes!'”
 
Com o Salmo 86(87)  glorificamos a “Jerusalém”, a mãe de todos os povos, a Jerusalém celeste que é livre, e é a nossa mãe (Gl 4,26):                                                                                                       
“Jerusalém, a cidade que Deus estabeleceu sua morada, será a pátria de todos os povos e fonte de sua alegria, pois nela são chamados a conhecer e a amar o verdadeiro Deus.”(1)
 
Ao celebramos a Eucaristia renovamos a nossa esperança da Jerusalém Celeste, como tão bem expressou o Papa São João Paulo II:
 
“A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço do céu que se abre sobre a terra – é um raio de glória da Jerusalém celeste, que atravessa as nuvens da história e vem iluminar nosso caminho.” (2)
  
(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – pág. 800
(2)Papa São João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia – 2003.

“Jesus: Sublime Mestre, Divino Salvador”

                                                      

“Jesus: Sublime Mestre, Divino Salvador”

Na reflexão da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 8,1-4), proclamado na sexta-feira da 12ª Semana do Tempo Comum, encontramos esta afirmação do Missal Cotidiano:

“No monte, Jesus é o Mestre Sublime; na planície onde vivem os homens despedaçados pela dor e pelo pecado, é o Salvador...” (pág. 952). 

De fato, na passagem do Evangelho de Mateus (Mt 5,1-12), encontramos o Sermão de Jesus, o Sermão da Montanha.

No alto do monte Ele é verdadeiramente um Sublime Mestre, que nos ensina um novo modo de ser e viver.

Oferece-nos novos princípios e nos desafia a novas atitudes, desdobradas nos capítulos 6 e 7, e ainda encontramos a graça de aprendermos a rezar como Ele nos ensinou: “Pai nosso que estais nos céus...”

Não temos mais belo e sublime Mestre do que Jesus e nem programa de vida mais amplo, revolucionário que o programa das Bem-Aventuranças.

Se de um lado, na montanha Jesus é o Sublime Mestre, na planície da existência humana (a partir do capítulo 8 de Mateus), no chão da história, para toda a humanidade é o Divino Salvador. 

Com sua Vida vivida no amor que ama até o fim, amor sem limites, amor que ama até as últimas consequências. Pelo Sangue, por amor derramado, é que nos vem a Salvação.

Antes de consumar em ato extremo de amor, amor que muitas vezes é incompreendido que nos dá “vertigem”, porque ultrapassa nossa compreensão, limitações e medidas, e todo o parâmetro, a todos Se apresentou, mais ainda foi e é para todo o sempre o Divino Salvador, por isto a Ele toda honra, glória, poder e louvor.

Oremos:

Ó Sublime Mestre da montanha,
Divino Salvador de nossa planície!

Ó Divino que viestes do Pai, viestes do Alto,
Elevai-nos um dia para junto de Vós,
Que à direita do Pai, glorioso estais!


Divino Salvador, como não amá-Lo e segui-Lo?
Divino Salvador, como não ter de Vós os mesmos pensamentos e sentimentos?                                                                                              
Divino Salvador que cura, liberta, ensina, anima, acolhe, perdoa, e salva.
Divino Salvador que a fome sacia, que a tristeza transforma em alegria...
Divino Salvador que a escuridão faz clara como a luz de um belo dia...

Divino Salvador, Vós sois o Caminho que nos conduz ao Pai.
Divino Salvador, Vós sois a verdade que ilumina os povos.
Divino Salvador, Vós sois a vida que renova o mundo!

Divino Salvador, que fortalece nossa fé,
Divino Salvador, que revigora nossa esperança,
Divino Salvador, que a chama de nosso amor inflama!

Nós vos suplicamos sem nenhum merecimento:
Purificai-nos de tudo aquilo que fere a nossa dignidade,
Afastai tudo que crie divisões e desigualdades.
Acalmai-nos e protegei-nos nas mais impetuosas tempestades!

Na montanha, quão belas lições,
Na planície, quão belas ações...
Nós vos amamos,  Sublime Mestre,
Nós vos adoramos, Divino Salvador! 
Amém.


"E vós, quem dizeis que Eu Sou?" (São Pedro e São Paulo)

                                                      

"E vós, quem dizeis que Eu Sou?" 

Uma pergunta que Jesus fez aos discípulos e que ressoa, permanentemente, em nosso coração: “E vós, quem dizeis que Eu Sou?” (Lc 9,20).

Pedro deu sua resposta, contando com a revelação divina, como o próprio Senhor o disse: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.

O Apóstolo Paulo também deu a Cristo incontáveis nomes, como nos falou o Bispo São Gregório de Nissa, no século IV:

- Virtude de Deus
- Sabedoria de Deus
- Paz
- Luz inacessível onde Deus habita
- Expiação
- Redenção
- Máximo Sacerdote e Páscoa
- Propiciação pelas almas
- Esplendor da glória
- Figura de sua substância
- Criador dos séculos
- Alimento e Bebidas espirituais
- Pedra
- Água
- Fundamento da fé
- Pedra angular
- Imagem do Deus invisível
- Grande Deus
- Cabeça do Corpo da Igreja
- Primogênito da nova criação
- Primícias dos que adormeceram
- Primogênito entre os mortos
- Primogênito entre muitos irmãos
- Mediador entre Deus e os homens
- Filho Unigênito coroado de glória e de honra
- Senhor da glória
- Princípio das coisas
- Rei da Justiça
- Rei da Paz
- Rei de tudo
- Possuidor do domínio sobre o Reino que não tem limite. (1)

O Papa São Paulo VI, em memorável Homilia em Manila (1970), também nos presenteou com estas palavras: “Jesus é o centro da história e do universo.Ele nos conhece e ama, é o companheiro e o amigo em nossa vida, o homem das dores e da esperança.

Ele é quem de novo virá, para ser o nosso juiz, mas também – como confiamos – a eterna plenitude da vida e nossa felicidade.
Jamais cessarei de falar sobre Ele.

Ele é a luz, é a verdade, mais ainda, é o Caminho, a Verdade e a Vida. É o Pão e a Fonte de água viva, saciando a nossa fome e a sede. É o Pastor, o guia, o modelo, a nossa força, o nosso irmão.

Assim como nós, mais até do que nós, Ele foi pequenino, pobre, humilhado, trabalhador, oprimido, sofredor.

Em nosso favor, falou, fez milagres, fundou Novo Reino onde os pobres são felizes, onde a paz é a origem da vida em comum, onde são exaltados e consolados os de coração puro e os que choram, onde são saciados os que têm fome de justiça, onde podem os pecadores encontrar perdão e onde todos se reconhecem como irmãos (…)

Cristo Jesus é o princípio e o fim, o alfa e o ômega, o Rei do mundo novo, a misteriosa e suprema razão da história humana e de nosso destino. É Ele o mediador e como que a ponte entre a terra e o céu.

É Ele, o Filho do Homem, maior e mais perfeito do que todos por ser o eterno, o infinito, Filho de Deus e Filho de Maria, bendita entre as mulheres, Sua mãe segundo a carne, nossa mãe pela comunhão com o Espírito do Corpo Místico.

Jesus Cristo, não vos esqueçais, é a nossa inalterável pregação.

Queremos ouvir Seu nome até os confins da terra e por todos os séculos dos séculos!” (2)

Procuremos a resposta que nos fale ao coração. Porém, mais do que respostas que possam ser acrescentadas, urge que cristãos o sejamos, de fato!

Urge conhecer Seu Nome e, muito mais do que isto, amar profundamente Sua Pessoa, assumir Seu projeto de vida, a nós apresentada com a Boa Notícia do Reino por Ele inaugurado.

Urge, também, mais do que nunca, um encontro pessoal, intimo e sincero com o Senhor, bem como estabelecer, amadurecer e aprofundar nossas relações sinceras de amor com Ele e com nosso próximo, até que Deus seja tudo em todos. Amém.


(1) Liturgia das Horas - vol. III - pp. 351-352
(2) idem – pp. 376-377

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG