sábado, 13 de junho de 2026

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A paradoxalidade do Amor de Deus: Amar na contramão da história... (XIDTCA)

                                                              

A paradoxalidade do Amor de Deus:
Amar na contramão da história...

À luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 9,36-10,8), refletimos sobre a compaixão, o Amor misericordioso de Deus, que nos chama e envia para sermos sinal desta compaixão, no trabalho da Messe, no cuidado do rebanho.    
  
O cristão é, fundamentalmente, alguém que descobriu que Deus o ama. Por isso, enfrenta a cada dia o bom combate da fé com serenidade e alegria. Possui uma esperança que brota da certeza fundamental: o Amor de Deus.

Este Amor deve ser para nós o grande tesouro de que nos fala a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 6,19-23): “…ajuntai tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, nem os ladrões assaltam e roubam… Pois onde estiver teu tesouro, aí estará também o teu coração”. 

O cristão condiciona e fundamenta toda sua vida nesta certeza, e vive a alegria de quem encontrou e experimentou o Amor de Deus que o faz discípulo missionário, Sal e Luz, ou seja, Eucarístico.  

Com a Palavra, Jesus Cristo revelou o Deus Bíblico: Deus de Amor, pois o Espírito do Senhor repousava sobre Ele na mais perfeita relação de comunhão e Amor.

A reflexão sobre o Amor de Deus é convite para que embarquemos na aventura da Aliança de Amor. Não um amor qualquer, mas no exato sentido da Palavra Amor, pois Deus é Amor.

Deus ama o Povo e o tem como Seu tesouro, Sua propriedade e o constitui povo de sacerdotes e nação santa (Ex 19,2-6a).

Ama apesar de toda infidelidade, traição, idolatria, abandono, morticínios, sacrifícios inúteis, abominações, reclamações sem fundamento, provação, provocação, lamentações infundadas, ingratidão, atrocidades cometidas, amor não correspondido…

De que Amor se fala?
Do Amor de Deus, que é o Amor que ama na contramão da história, daí sua paradoxalidade: Ama um povo pequeno, aos olhos humanos, absolutamente desprezível, débil, frágil e insignificante. 

Encarna-Se para redimi-lo e não somente este povo, mas toda a humanidade, em Cristo Jesus, e perpetua Seu Amor na presença do Espírito Santo, não nos deixando órfãos!

Reflitamos:

 Ø   E, por que não corresponder na exata medida deste Amor?
 Ø   Por que não fazer do Amor de Deus e de Sua presença em nós o bem maior que se possa querer e ter?

Deus habita em cada um de nós como templo Seu, sendo para nós o mais belo Hóspede!

Vejamos os tantos modos de falar sobre o Amor de Deus a partir de apenas uma simples vogal:

Idealizador,
Idílico, Ilimitado, Ilimitado,
Ilógico, Iluminador, Ilustre, Imaculado,
Imortal, Impecável, 
Imperante, 
Imperdível,
Imperturbável, Implacável, Impressionante, Imutável, Imprescindível, Inalienável, Inalterável, Incandescente,
Incansável, Incendiário, Incessante, Incomensurável,
Incomparável, Incondicional, Inconfundível,
Incontestável, Incorruptível,
Indelével, Indiscutível, 
Indispensável, 
Indissociável, 
Incrível Indubitável, Indulgente, Inédito, Inerente, Inesgotável, Inesquecível, Inestimável, Inexplicável, Infalível, Infiltrante, Infinito, Inflamável, Inigualável, Iniludível, Inimitável, Inovador, Inqualificável, Inquebrável, Insaciável, Insigne, Inspirador, 
Insubstituível, 
Inteligente,
Interminável, Íntimo, Inusitado, Inviolável,
Irradiante, Irrecusável, Irrenunciável,
Irresistível, Irrestrito, Irretocável,
Irreversível, Irrevogável,
Irrigador...

A missionariedade consistirá em corresponder ao Amor de Deus. Somente no verdadeiro encontro e apaixonamento por Cristo e Seu Evangelho estaremos, como João Batista, vivendo nossa vocação profética, ontem, hoje e sempre.

Contemplemos na Cruz o Mistério do Encontro/presença de um Deus que é Amante (Pai), Amor (Espírito Santo), Amado (Filho).

Fidelidade à missão que o Senhor nos confia (XIDTCA)

                                             

Fidelidade à missão que o Senhor nos confia

Com a Liturgia do 11º Domingo do tempo Comum (ano A), somos convidados a refletir sobre a missão que Deus nos confia, sendo no mundo instrumentos de Sua compaixão e misericórdia.

Somos chamados e enviados por Deus para que sejamos sinais vivos do Seu amor e testemunhas de Sua bondade, em gestos contínuos de amor, partilha e solidariedade.

Na passagem da primeira Leitura - Livro do Êxodo (Ex 19, 2-6a), o autor nos apresenta o Deus da Aliança, e como Ele estabelece laços de comunhão e familiaridade.

Uma Aliança com pretérito, presente e futuro, como vemos na passagem, de modo que a eleição como Povo de Deus não é um privilégio, mas uma missão profética para ser sinal do Deus vivo.

Somente quando o povo se põe em conquista da liberdade, se torna, de fato, sinal de Deus, vivendo com Ele a Aliança.

Como Povo de Deus, é preciso reconhecer a Sua presença na Sua aparente ausência. É preciso ouvir sua voz, guardar a Aliança e pôr-se a caminho, em total fidelidade a Ele, como que “embarcando na aventura da Aliança”.

Reflitamos:

- Sou sinal do amor vivo de Deus e Sua bondade?
- Como correspondo à Aliança de Amor de Deus conosco?
- Percebo a presença de Deus em minha vida, na vida da comunidade?

Na passagem da segunda Leitura, o Apóstolo Paulo nos apresenta a missão da comunidade: testemunhar o amor eterno de Deus pela humanidade, um amor inquebrantável, inqualificável, incrível, ilógico, inexplicável, gratuito e absolutamente único, e nada e ninguém poderá vencê-Lo, derrotá-Lo ou eliminá-Lo (Rm 5, 6-11).

Também insiste que a salvação é dom do amor de Deus e não uma conquista do homem e da mulher. Para ele, a História da Salvação é uma incrível história de amor.

Reflitamos:

- Sinto a presença e o amor de Deus em minha vida?
- Como comunidade somos sinais deste amor de Deus?
- O que precisamos fazer para corresponder ao amor de Deus?
- Salvação é dom divino e resposta nossa. Como respondemos a este dom divino?

Na passagem do Evangelho, encontramos o “discurso da missão”, acompanhado de uma catequese sobre a escolha, o chamamento e o envio dos doze discípulos (Povo de Deus) para anunciar a chegada do Reino de Deus (Mt 9, 36-10,8).

O texto foi escrito num contexto de grandes dificuldades para o anúncio do Evangelho, e com isto a desorientação e a perturbação enfrentadas. Por isto, o Evangelista apresenta como que um “manual do missionário cristão”, enraizando sua missão em Jesus Cristo.

A iniciativa do chamado é do próprio Jesus. E o número “doze” é simbólico, lembrando as doze tribos que formavam o antigo Povo de Deus, e com isto representa a totalidade do novo Povo de Deus.

A missão confiada aos discípulos é a de lutar contra tudo que destrua (pecado) a vida e a felicidade das pessoas, física ou espiritualmente.

O envio é acompanhado de Instruções: a salvação se destina a todos os povos, e deve ser realizada na gratuidade e na confiança plena em Deus, de modo que a missão dos discípulos é a própria missão de Jesus.

Reflitamos:

- Tenho vivido com fidelidade a Missão que o Senhor me confiou?
- Como Igreja temos realizado com zelo a missão pelo Senhor confiada?

- Realizo com confiança e gratuidade a missão confiada pelo Senhor?
- O que me impede para ser sinal da compaixão e solidariedade divina no mundo?

- Há consistência e audácia no testemunho de nossa fé?

A messe é grande e os operários são poucos. Peçamos que o Senhor envie operários para a messe, mas antes, coloquemo-nos com alegria e generosidade nesta missão. Façamos nossa parte com zelo, amor e alegria, pois assim exige a evangelização. Não há “desemprego no campo missionário”.

Fonte inspiradora:  www.Dehonianos.org/portal

Em poucas palavras... (XIDTCA)

A missão pelo Senhor a nós confiada

“IDE E PREGAI, DIZENDO: Aproxima-se o reino dos Céus. Curai os enfermos, ressuscitai os mortos, limpai os leprosos, expulsai os demônios…

Este mandato do Senhor, que lemos no Evangelho da Missa (Mt 10,7-13), deve ressoar no coração de todos os cristãos.

É a missão apostólica que cada um deve empreender pessoalmente no lugar onde se vai desenvolvendo a sua vida: a cidade, o bairro, a empresa, a Universidade…

Encontraremos mortos, que teremos de levar ao sacramento da Penitência para que recuperem a vida sobrenatural; enfermos, que não podem valer-se a si mesmos e é preciso ajudar para que se aproximem de Cristo; leprosos, que ficarão limpos pela graça através da nossa amizade; endemoninhados, cuja cura exigirá de nós uma generosa oração e penitência…” (1)


(1) Coleção Falar com Deus - Vol. IV - Francisco Fernandes-Carvajal - Editora Quadrante - p. 323


Santo Antônio: luminar divino

                                                             

Santo Antônio:  luminar divino

A Igreja assistida pelo dom do Espírito Santo, em cada tempo tem seus luminares que escrevem belas histórias, deixando pegadas a serem trilhadas, na mais perfeita fidelidade ao Caminho que é Cristo Jesus, porque é um maravilhoso luminar divino.

Trilhar as pegadas de Santo Antônio é viver a fidelidade apaixonada e incondicional a Cristo; a humildade, numa vida doada sem medida e com paixão, como puro grão de trigo que aceita a inevitabilidade da morte, ainda que precocemente a fim de que o outro tenha vida. São pegadas que apontam para a eternidade de Deus – Céu – desde a terra, na solidariedade e compaixão para com os pobres, visibilidade de Deus.

Num mundo pós-moderno que muitas vezes promove a cultura da morte, os pensamentos de Santo Antônio nos ajudam a promover a cultura da vida e da paz, porque possuidor de um saber divino que ilumina em todo tempo.

A consciência de que somos meros instrumentos na mão de Deus e que d’Ele tudo procede e para Ele tudo retorna. A Deus toda honra, glória, poder e louvor:

“Como os raios se desprendem das nuvens, assim também dos santos pregadores emanam obras maravilhosas. Disparam os raios, enquanto cintilam os milagres dos pregadores; retornam os raios, quando os pregadores não atribuem a si mesmos as grandes obras que fazem, mas à graça de Deus”.

E ainda: “Quem não pode fazer grandes coisas, faça ao menos o que estiver na medida de suas forças; certamente não ficará sem recompensa”.

Num mundo globalizado, marcado por rancores e seduções que afastam culturas e povos, a simplicidade de seu discurso e o necessário esforço de superação na força da Oração:

“Como as abelhas, assim o bom cristão deve movimentar-se prontamente e com o ferrão de sua boa consciência e da Oração, tem que perseguir sem cansar os intrusos até expulsá-los para fora da colmeia de seu coração.”

Chamados, amados e enviados pelo Senhor (XIDTCA)

                                                  



Chamados, amados e enviados pelo Senhor

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 9,36-10,8), em que Jesus, tomado de compaixão pelo povo, envia os discípulos em missão, e para aprofundamento, sejamos enriquecidos pelo Sermão de Eusébio de Emessa.

“Dois homens entravam na cidade; dois homens sem provisão de pão, sem dinheiro, sem túnica reserva. Quem tu imaginas que os recebia? Que portas lhe seriam abertas? Quem era aquele que os reconhecia? Que hospedagem lhes era preparada e onde? Não te admiras o poder de quem os envia e a fé dos que são enviados? Dois peregrinos faziam sua entrada na cidade. De que eram portadores? O que é que pregavam? ‘Foi crucificado’, diziam.

Para os judeus, eram homens de origem humilde, ignorantes, sem cultura, pobres. Sua pregação: a Cruz! Daí a fé. Porém o valor abre passo através das dificuldades. Prega-se a cruz e os templos são destruídos; prega-se a Cruz e são vencidos os reis. Prega-se a Cruz e os sábios são convencidos de erro, as festas pagãs são abolidas e seus deuses suprimidos.

Por que te admiras de que se tenha dado crédito aos apóstolos, ou de que tinham sido capazes de crer, ou por que tenham se convertido ou sido acolhidos? Que não nos passem por alto tantas maravilhas.

Alguns peregrinos, desconhecidos, que a ninguém conheciam, portadores de nada chamativo, percorreram o mundo pregando ao Crucificado, opondo o jejum à libertinagem, a molesta castidade à lascívia. Normas estas que necessariamente resultariam em intoleráveis aos povos menos predispostos a aceitar algumas exortações de honestidade tão disputadas com seus nefandos costumes.

E, contudo, apropriavam-se das pessoas e ocupavam cidades. Com que efetivos? Com a força da Cruz. Aquele que os enviou não lhes deu ouro. O tinham – e em abundância – os reis. Porém lhes digo algo que os reis são incapazes de adquirir ou possuir: para alguns homens mortais lhes deu o poder de ressuscitar mortos; a eles, homens sujeitos à enfermidade, autorizou-lhes a curar as enfermidades. Um rei não pode ressuscitar a um soldado dentre os mortos, e o próprio rei está sujeito à enfermidade.

Mas quem os enviou ressuscita e cura os enfermos. Compara agora as riquezas dos reis e as riquezas dos apóstolos. Fixa-te na diversa condição social: o rei é nobre, os apóstolos, humildes; porém, sendo mortais, realizaram coisas divinas com a ajuda de Deus. E se alguém pretende que os apóstolos não fizeram milagres, nossa admiração se eleva. De fato, ressuscitaram-se mortos, deram vista aos cegos, fizeram os coxos caminharem e limparam os leprosos, mediante estes sinais varreram a irreligiosidade e implantaram a fé; é realmente admirável não acreditem nestes milagres dos quais existe escrita constante.

Antes da crucificação os discípulos não fizeram milagre algum; depois da crucificação realmente os fizeram. E se fizeram alguma coisa antes da crucificação, não teve nenhuma repercussão: mas quando o sangue divino apagou o registro que nos condenava com suas cláusulas e era contrário a nós; quando nós, imundos, fomos lavados no sangue; quando a morte foi vencida pela morte; quando por um Homem, Deus abateu aquele que devorava os homens; quando pela obediência, deu morte ao pecado; quando Adão foi reabilitado por um homem; quando por meio da Virgem, foi cancelado o erro originário, é então que os apóstolos obedecem e as sombras despertam aos homens que dormem.

É que a força divina se tinha apoderado daqueles a quem ela lhes foi enviada. Já não eram como antes, aquilo que nós éramos: tinham sido revestidos. E assim como o ferro, antes de ser colocado junto ao fogo, é frio e em tudo semelhante a qualquer outro ferro, porém quando é posto no fogo e se torna incandescente, perde a sua frieza natural e irradia outra natureza abrasada, idêntica operação realizam os homens mortais que foram revestidos de Jesus. Assim o ensina Paulo quando diz: ‘Já não sou eu que vivo – estou morto com uma ótima morte! – é Cristo que vive em mim’” (1)

Assim aconteceu nos primeiros momentos das comunidades, professando a fé no Cristo Crucificado, Morto e Ressuscitado.

Hoje também continuamos a missão de Jesus, conforme mencionado no Evangelho, contando com a graça, força e presença do Espírito Santo, enviado do Pai em Seu nome, conforme prometera.

Evangelizamos com recursos ainda que limitados, sobretudo hoje através dos meios de comunicação social, proclamando a Palavra de Deus, oportuna e importunamente, como nos falou Paulo a Timóteo (2Tm 4,1-5).

Edificamos uma Igreja com as marcas da misericórdia e compaixão, missionária em sua essência e natureza, em todos os lugares para que a luz divina resplandeça e o Reino de Deus se vislumbre, em pequenos sinais.

Renovemos a alegria de continuar a missão de Jesus, alimentados pela Eucaristia, tendo em mente e no coração o testemunho daqueles primeiros que o Senhor chamou como bem quis por amor e com amor.

Seja sempre nossa missão de evangelizadores uma alegre, generosa e gratuita resposta de amor ao Senhor que nos chama também e nos envia para proclamar a Sua Palavra. Sejamos sinais e instrumentos da compaixão divina, sobretudo para com os que mais precisarem.



(1) Lecionário Patrístico Dominical, Editora Vozes, 2013 - pp. 157-158.
Apropriado para a reflexão da passagem de Mateus (Mt 10,7-13)

“A Palavra é viva quando são as obras que falam”

                                                           

“A Palavra é viva quando são as obras que falam”

Com toda a Igreja, celebraremos dia 13 a Festa em louvor a Santo Antônio de Pádua (Lisboa), Presbítero e Doutor da Igreja. Nascido em Lisboa (Portugal) no final do século XII e falecido em Pádua no ano de 1231. Além de professor, foi grande pregador da Ordem dos Frades Menores, levando à conversão muitos hereges. Foi autor de vários sermões, cheios de doutrina e de unção espiritual.

Um de seus sermões é fonte de espiritualidade para todo tempo. Cito apenas uma parte: 

“Quem está repleto do Espírito Santo fala várias línguas. As várias línguas são os vários testemunhos sobre Cristo, a saber: a humildade, a pobreza, a paciência e a obediência; falamos estas línguas quando são as obras que falam. 

Cessem, portanto, os discursos e falem as obras. Estamos saturados de palavras, mas vazios de obras. Por este motivo o Senhor nos amaldiçoa, como amaldiçoou a figueira em que não encontrara frutos, mas apenas folhas. Diz São Gregório: 'Há uma Lei para o pregador: que faça o que prega'. Em vão pregará o conhecimento da lei quem destrói a doutrina por suas obras.”

Os Santos foram pessoas que seguiram o Caminho – Jesus Cristo – e consequentemente deixaram rastros luminosos, que transcendem seu próprio tempo. São pessoas humanas que procuraram viver como fiéis seguidores de Jesus, pregando e testemunhando o Seu Evangelho; referências e modelos de vida para ser seguido por todos nós.

A devoção aos Santos exige da comunidade semelhança com o mesmo. Toda devoção fica purificada de esterilidade quando passa pela imitação das virtudes que o Santo inspira. Vivendo no seu tempo o transcende, pois sua pregação carrega tamanha atualidade e conteúdo, que pode ser acolhida em todo tempo, atravessando os séculos…

Sigamos as pegadas de Santo Antônio no amor a Deus e ao próximo – síntese de toda a Lei Divina –, tenhamos dele a mesma sede da Palavra Sagrada; o amor sem medida pela Eucaristia, fonte e alimento de toda a nossa vida; amor pela Igreja que somos; solidariedade incansável fundada e nutrida na fonte inesgotável do amor que é a Santíssima Trindade.

Com Santo Antônio queremos viver uma vida cristã mais autêntica, mergulhando a cada dia no Amor da Santíssima Trindade, Encontro de três Pessoas: um Deus Pai que ama, um Deus Filho que é amado, Deus Espírito Santo que nos comunica o Amor. Mergulhar no Amor Trinitário é o caminho de santidade trilhado por Santo Antônio e convite para todos nós.

Num mundo marcado por discursos vazios, há que se multiplicar as obras. Aprendamos com Santo Antônio a traduzir nossa fé em gestos de caridade, misericórdia, partilha e solidariedade. Ele soube no seu tempo dar conteúdo e visibilidade à sua fé junto de Deus.

A linguagem do Espírito suplica eterna aprendizagem, na comunhão dos Santos, Santo Antônio tem muito a nos ensinar, por isto digamos sempre: Santo Antônio, rogai por nós!

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