domingo, 4 de outubro de 2026

Em poucas palavras...

                                                           


 

Contemplemos o indizível Amor na Cruz de Cristo 

“Não aconteça que perante a Cruz de Cristo as pedras e os sepulcros sejam mais sensíveis que os vossos corações” (1)

 

 

(1) Papa São Leão Magno (séc. V)

Em poucas palavras... (Oração a São Francisco de Assis)

 


Oração a São Francisco de Assis


“São Francisco, nosso irmão,
tu que há oitocentos anos
ias ao encontro da irmã morte como um homem pacificado,
intercede por nós junto do Senhor.
 
Tu no Crucifixo de São Damião reconheceste a verdadeira paz,
ensina-nos a buscar n'Ele a fonte de toda reconciliação
que derruba todos os muros.
 
Tu que, desarmado, atravessaste as linhas de guerra
e de incompreensão,
concede-nos a coragem de construir pontes
onde o mundo ergue fronteiras.
 
Neste tempo afligido por conflitos e divisões,
intercede para que nos tornemos operadores de paz:
testemunhas desarmadas e desarmantes da paz que vem de Cristo. Amém.”




 
(1) CARTA DO PAPA LEÃO XIV AOS MINISTROS GERAIS DA CONFERÊNCIA DA FAMÍLIA FRANCISCANA POR OCASIÃO DA ABERTURA DO VIII CENTENÁRIO DA MORTE DE SÃO FRANCISCO DE ASSIS - Assis, Itália, 10 de janeiro de 2026
 

Em poucas palavras... (Anjos)

 


Reverência, gratidão e confiança nos anjos

“E para que nas alturas nada falte no serviço a nosso favor, envias os Teus Santos Espíritos a servir-nos, confia-lhes nossa guarda, ordenas que se tornem nossos pedagogos. 

A teu respeito, ordenou a Seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos. Esta palavra quanta reverência deve despertar em ti, aumentar a gratidão, dar confiança.

Reverência pela presença, gratidão pela benevolência, confiança pela proteção.

Estão aqui, portanto, e estão junto de ti, não apenas contigo, mas em teu favor...

São fiéis, são prudentes, são fortes; por que trememos de medo? Basta que os sigamos, unamo-nos a eles e habitaremos sob a proteção do Deus do céu”.

 

 

(1) São Bernardo (séc. XII)

Não vos inquieteis com nada!

                                                     

Não vos inquieteis com nada!
            
Quantas vezes dores, enfermidades, preocupações, angústias, incertezas nos inquietam, carregam nosso semblante de preocupações, indiscutivelmente testemunhado pelo olhar, com esforços inúteis de disfarces.

Quantas vezes nossa vida é como uma barca à deriva em mares agitados. O que fazer?

Muitas possibilidades há para roubar nossa alegria e paz.

Como enfrentar as turbulências de nosso existir, desafios de nosso cotidiano?

Paulo, melhor do que ninguém, pode nos dizer: “Alegrai-vos sempre no Senhor” (Fl 4,4).

É sabido por quantas provações ele passou por causa do Evangelho e por causa de Jesus. É crível sua palavra, pois vem acompanhada de seu testemunho. Não são palavras vazias, com ausência de sentido e conteúdo.

As alegrias do mundo tendem para a eterna tristeza; mas as que brotam da vontade do Senhor levam os fiéis, que nelas perseveram, às alegrias duradouras e eternas, pois "O Senhor está perto; de nada vos inquieteis" (Fl 4,5-6).

Há tantas alegrias que não duram mais que o orvalho da manhã; que explodem como bolhas de sabão.

Alegrias transitórias, efêmeras, ilusórias, passageiras como nuvens, artificiais... São as que tendem para a eterna tristeza, pois não trazem a alegria em si. Somente n’Ele, Jesus, a perfeita alegria!

Paulo nos convida em tudo, por orações e súplicas, acompanhadas de ação de graças, a apresentar nossos pedidos a Deus (Fl 4,6). A Ele entregar nossas preocupações e necessidades. Jamais decepção haverá para quem em Deus confiar.

Como disse o Pseudo Ambrósio, no século IV:

“O Senhor está perto; de nada vos inquieteis (Fl 4,5-6); o Senhor está sempre perto daqueles que O invocam na verdade, com fé integra, esperança firme, caridade perfeita.

Ele sabe do que precisais, antes mesmo que o peçais. Está sempre pronto a vir em auxílio dos que O servem fielmente, em qualquer necessidade sua...

Por conseguinte, não temos de preocupar-nos demais com as dificuldades iminentes, porque sabemos estar próximos de Deus, nosso defensor...

Se nos esforçarmos por realizar e guardar o que ordenou, Ele não tardará a nos dar o prometido. Mas em tudo, por orações e súplicas acompanhadas de ação de graças, apresentai vossos pedidos a Deus (Fl 4,6): não aconteça que, aflitos suportemos as tribulações com murmuração e tristeza. Isto nunca, mas com paciência e de rosto alegre, dando sempre e por tudo graças a Deus (Ef 5,20)”.

“Com paciência e de rosto alegre”, somente é possível para quem crê na força da Eucaristia, Remédio de imortalidade; antídoto para não morrer. Eucaristia que é ação de graças.

Não estamos sós. Que bom saber que Deus conosco está! Ventos, tempestade, agonias, sofrimentos, morte... jamais serão e terão a última palavra, pois esta é sempre de Deus.

Que Deus nos dê esta serenidade Paulina, exortada pelo Pseudo Ambrósio, tão indispensável em todo o tempo.

Mantendo viva a esperança contra toda falta de humana esperança, não nos inquietemos com nada!

Minhas reflexões no Youtube

 
Acesse:

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A vinha do Senhor e a missão que Ele nos confia (XXVIIDTCA)

                                        

A vinha do Senhor e a missão que Ele nos confia

A Liturgia do 27º domingo do Tempo Comum (ano A) nos apresentará a passagem do Evangelho de Mateus sobre a vinha do Senhor (Mt 21,33-43).

Como Igreja, pela graça do batismo, temos a missão de produzir os frutos de amor, bondade, ternura que Deus tanto espera de nós, para não frustrar as esperanças do Senhor na hora da colheita.

Ao chamar os Seus para que O seguisse, Jesus lhes dá uma missão precisa: anunciar o Evangelho do Reino a todas as nações (cf. Mt 28, 19 ; Lc 24, 46-48). Por isso, todo discípulo é missionário, pois Jesus o faz partícipe de Sua missão, ao mesmo tempo em que o vincula como amigo e irmão. 

“Cumprir essa missão não é tarefa opcional, mas parte integrante da identidade cristã, porque é a extensão testemunhal da Vocação mesma” (Aparecida, 144).

Nesta perspectiva, consideremos e meditemos as palavras do Apóstolo Paulo: “Irmãos ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor; é o que deveis ter no pensamento” (Fl 4,8).

Eis a nossa Missão: como batizados, trabalhar com
alegria, amor e fidelidade na Vinha do Senhor.
Não desapontemos o querer de Deus!

Oremos:

“Pai justo e misericordioso, que velais incessantemente
sobre a Vossa Igreja, não abandoneis a Vinha que à
 Vossa direita plantou: continuai a cultivá-la e a
enriquecê-la de servos missionários escolhidos,
para que, enxertada em Cristo, verdadeira Videira,
 produza frutos abundantes de Vida Eterna.
 Amém”!

Conversão e frutos do Espírito (XXVIIDTCA)

                                         



Conversão e frutos do Espírito

No 27º Domingo do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 21,33-44), que nos apresenta mais uma parábola sobre a vinha do Senhor.

Aprofundando nossa reflexão, sejamos iluminados pelo que nos disse Orígenes (séc. III), em memorável Sermão:

“Quem vos ensinou a escapar da cólera vindoura? Produzi frutos que a conversão pede.

Também a vós que vos aproximais para receber o batismo, vos é dito: produzi frutos que a conversão pede.

Quereis saber quais são os frutos que a conversão pede? Os frutos do Espírito são: amor, alegria, paz, compreensão, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança e outras qualidades do mesmo tipo.

Se possuíssemos todas estas virtudes, teríamos produzidos os frutos que a conversão pede”. (1)

Orígenes fala de nove frutos do Espírito, que produziremos se nos colocarmos numa sincera atitude de conversão permanente, abertos à ação do Espírito.

Urge que avaliemos sempre nossa ação missionária, o testemunho de vida cristã que damos, a fim de amadurecermos na fé, cada vez mais abertos à ação do Espírito, e produzirmos os frutos que Deus tanto espera.

Que os frutos do Espírito sejam cada vez mais abundantes em nós, na família, na comunidade e no mundo, e tão somente assim, nossos  louvores serão agradáveis a Deus, porque acompanhados de sincera conversão e sagrados compromissos, produzindo os frutos saborosos queridos por Deus.


(1) Lecionário Patrístico Dominical - Editora Vozes – 2013 – p. 758

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