domingo, 3 de março de 2024

Campanha no momento, compromisso sempre!

 


Campanha no momento, compromisso sempre!


A Igreja no Brasil realiza mais uma Campanha da Fraternidade, com uma proposta extremamente atual e de importância indiscutível.
 
Tema: 
“FRATERNIDADE E AMIZADE SOCIAL”

Lema: Vós sois todos irmãos e irmãs (cf. Mt 23,8)

Exorto que nos empenhemos em acompanhar, refletir e ajudar a desenvolver esta Campanha, que não se encerra, como se diz, indevidamente, com a Páscoa.

Oração da Campanha da Fraternidade 2024 - CNBB

Deus Pai, Vós criastes todos os seres humanos

com a mesma dignidade.

Vós os resgatastes pela vida,

morte e ressurreição do Vosso Filho, Jesus Cristo,

 e os tornastes filhos e filhas santificados no Espírito.

 

Ajudai-nos, nesta Quaresma,

a compreender o valor da amizade social

e a viver a beleza da fraternidade humana aberta a todos,

para além dos nossos gostos, afetos e preferências,

num caminho de verdadeira penitência e conversão.

 

Inspirai-nos um renovado compromisso

batismal com a construção de um mundo novo,

de diálogo, justiça, igualdade e paz,

conforme a Boa-Nova do Evangelho.

 

Ensinai-nos a construir uma sociedade solidária,

sem exclusão, indiferença, violência e guerras.

E que Maria, Vossa Serva e nossa Mãe,

eduque-nos, para fazermos vossa santa vontade.

Amém!

 

PS: Riquíssimo material da CF/2024, o leitor poderá encontrar acessando a página da CNBB: https://campanhas.cnbb.org.br/campanha/campanha-da-fraternidade-2024

 

Suplicantes, Vos pedimos...

 


Suplicantes, Vos pedimos...

“Vós sois todos irmãos e irmãs” (cf. Mt 23,8)

Suplicantes, Vos pedimos, Senhor, ajudai-nos, como Igreja sinodal, caminhar sempre juntos, aprendendo e vivendo como as primeiras comunidades, perseverantes na doutrina dos apóstolos, fração do pão, comunhão fraterna, e oração (At 2,42-45), sendo sal da terra e luz do mundo (Mt 5,13-16).

Suplicantes, Vos pedimos, Senhor, ensinai-nos a construir laços de amizade social, na vivência do Vosso Mandamento - “Amai-vos uns aos outros, assim como Eu vos amei” (Jo 13,34), pois tão somente assim, como irmãos e irmãs viveremos.

Suplicantes, Vos pedimos, Senhor, tornai fecunda a nossa vivência do Mandamento do Amor que rompe as cadeias que nos isolam e separam; multiplicando empenhos incansáveis na edificação de pontes, a fim de que sejamos uma grande família, na qual todos podemos nos sentir em casa.

Suplicantes, Vos pedimos, Senhor, iluminai-nos para que vivamos a amizade social, testemunhando um amor que ultrapassa as barreiras da geografia e do espaço; numa  fraternidade aberta, reconhecendo, valorizando e amando todas as pessoas, independentemente da sua proximidade física. 

Suplicantes, Vos pedimos, Senhor, que no fortalecimento dos vínculos da amizade social, vivamos o amor desejoso de abraçar a todos, comunicando com a vida o Amor do Vosso Pai, em nosso coração, pelo Espírito Santo derramado (Rm 5,5), sem o desejo do domínio sobre os outros, e sem a imposição de doutrinas em guerra, por vezes fratricidas.

Suplicantes, Vos pedimos, Senhor, a graça de viver a amizade social, e assim consolidar a nossa vocação, formando uma comunidade feita de irmãos e irmãs que se acolhem mutuamente e cuidam uns dos outros, na compaixão, proximidade e solidariedade, comprometidos na promoção da dignidade de todos/as.

Suplicantes, Vos pedimos, Senhor, na vivência da amizade social, a capacidade diária de alargar os nossos círculos, fazendo-nos próximos daqueles que espontaneamente não sentimos como parte do nosso mundo de interesses, embora se encontrem tão perto de nós.

Suplicantes, Vos pedimos, Senhor,  conduzi-nos para comunicar um amor que implica algo mais do que uma série de ações benéficas; que este amor esteja presente nas relações sociais, na base da relação entre as pessoas e os povos, aberto para a comunhão universal, na valorização do direito à vida de todos e ao seu  desenvolvimento integral. Amém.

 

 

PS: Uma súplica pela amizade social - fonte: Texto base da Campanha da Fraternidade  2024 - nn. 16-21

 

Em poucas palavras... (IIIDTQB)

 


                            Jesus: Sacerdote, Sacrifício, Templo e Deus

“É Cristo, com efeito, que, por Si só, ofereceu tudo o quanto sabia ser necessário para a nossa Redenção; Ele é ao mesmo tempo Sacerdote e Sacrifício, Templo e Deus. 

Sacerdote, por quem somos reconciliados; Sacrifício, pelo qual somos reconciliados; Templo, onde somos reconciliados; Deus, com quem somos reconciliados. Entretanto, só Ele é o Sacerdote, o Sacrifício e o Templo, enquanto Deus na condição de Servo; mas na Sua condição divina, Ele é Deus com o Pai e o Espírito Santo.”  (1) 

 

(1)Tratado sobre a fé de Pedro, do Bispo São Fulgêncio de Ruspe, século IV.

 

Uma religião agradável ao Senhor (IIIDTQB)

Uma religião agradável ao Senhor

Com o 3º Domingo da Quaresma (ano B), damos mais um passo no Itinerário rumo à Páscoa do Senhor. Podemos dizer que é o Domingo da purificação do Templo por Jesus.

A passagem da primeira Leitura (Ex 20,1-17) nos apresenta o Decálogo, que são como “balizas” para a nossa vida, nossa conduta e atitudes em relação a Deus e ao próximo. Como “sinais de trânsito”, assegura o percurso para a liberdade e vida verdadeira.

A Aliança do Povo com Deus implica em obrigações fundamentais diante d'Ele, e elas são sintetizadas nos Dez Mandamentos. Javé tem que ser a referência e o valor absoluto na vida do Povo de Deus para que não volte à velha escravidão e opressão da qual o Senhor os libertou, pois Deus quer ser adorado por um Povo livre e feliz.

A maior parte dos Mandamentos, de outro lado, assegura relações comunitárias e fraternas, sem egoísmo e cobiça.

Sendo o Senhor dono do templo, deveria receber toda adoração, e não se poderia adorar os ídolos que O substituiria e levaria o Povo de Deus, inevitavelmente, para nova escravidão marcada pelo egoísmo, autossuficiência, injustiça, comodismo, paixões, cobiça e exploração.

Curvar-se-ia diante de outros “deuses”: dinheiro, poder, afetos humanos, realização profissional, reconhecimento social, interesses egoístas, valores da moda e ideologias que se contrapõem a Lei do Senhor.

Reflitamos:

 -   Como vivemos os Dez Mandamentos da Lei de Deus?

 -   Quais os que merecem maior atenção em nossa vida?

 -   De que modo amamos e servimos ao Deus Vivo e Verdadeiro?

 -   Existe algum ídolo que nos afasta deste Deus?

 -   Como é a nossa relação com Deus?

 -   Como é nossa relação com nosso próximo?

Na passagem da segunda Leitura (1 Cor 1,22-25), refletimos sobre a lógica da Cruz de Nosso Senhor que é o dom da própria vida. 

O Apóstolo Paulo se dirige a uma comunidade viva e fervorosa, mas com o eminente perigo de viver uma moral dissoluta, contrária ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus. 

Insiste para que a Comunidade cresça na fidelidade e no testemunho do Ressuscitado vivendo a “loucura da Cruz”, pois nela se manifesta o Poder Salvador de Deus, sobretudo porque o caminho do cristão é a adesão ao Cristo Crucificado e Ressuscitado: O Cristo do Amor e do dom da Vida.

Reflitamos:

 -   A quem amamos e seguimos?

 -   A quem pregamos, e como testemunhamos?

-   Para nós o que significa “viver a loucura da Cruz”?

 -   Amamos até às últimas consequências, como Jesus o fez por nós?

Na passagem do Evangelho (Jo 2,13-25), Jesus Se apresenta e é o Novo Templo de Deus, oferecendo-nos uma nova proposta de vida e uma nova forma de conceber a presença e a relação com Deus.

O templo, no tempo de Jesus, era o lugar dos sacrifícios, da purificação, do comércio. Quarenta e seis anos foram necessários para a sua construção. 

Nele se praticava um culto nefasto, com práticas de exploração, fomentando a injustiça e a miséria do povo. No templo se sacrificavam cerca de 18.000 cordeiros, e os habitantes, que eram por volta de 55.000, triplicavam nas grandes festas.

No templo está o Verdadeiro Templo, o Novo Templo de Deus, que o Senhor assegura que pode ser destruído e reconstruído em três dias, Ele próprio Jesus é o Messias esperado. Com Ele, temos a abolição do culto que não aproxima as pessoas entre si e com Deus.

A reconstrução do templo em três dias anuncia a Morte e Ressurreição de Jesus: Sua atuação tem o selo de Deus, a garantia de que Ele é o Messias e o Redentor esperado. Com a purificação do templo, Deus passa a ser encontrado no outro, no qual Ele fez morada e Se identificou.

Aceitar Jesus é aceitar Sua Pessoa e Sua proposta. Cristãos, portanto, são aqueles que aderiram ao Senhor, comeram Sua Carne, beberam Seu Sangue e se identificaram com Ele para sempre.

Deste modo, a Igreja se torna a casa de Deus, onde temos que encontrar e viver a Proposta de Salvação e libertação para todos. Nossos cultos, sacrifícios celebrados, devem reverter em vida para todos, como alegre sinal do Reino.

Quando comungamos, Jesus nos enche com a Sua presença e nos tornamos presença d’Ele junto aos nossos irmãos.

Reflitamos:

 -   De que modo nossa Comunidade torna presente a Boa Nova de Jesus no mundo?

 -   Qual a relação que existe entre o que celebramos e o que vivemos?

 -  Percebemos a presença de Jesus em nosso próximo?

 -  Ajudamos a edificar a Igreja, que somos membros, ou apenas cobramos e nada fazemos?

-   Ajudamos a Igreja a ser sinal do Cristo Ressuscitado no mundo?

-   Quais os compromissos que se renovam ao participarmos do Banquete da Eucaristia?

Oremos:

“Ó Deus, tendo recebido o penhor do Vosso Mistério Celeste, e saciados na terra com o Pão do Céu, nós Vos pedimos a graça de manifestar em nossa vida o que o Sacramento realizou em nós. Por Cristo, Nosso Senhor. Amém”. 


PS: Fonte de pesquisa: www.Dehonianos.org/portal

 

Amados pelo Senhor, construamos pontes

                                                     

Amados pelo Senhor, construamos pontes
 
Início de um dia:
O sol nascente brilha intensamente.
Eu, ao lado do Sol Nascente, Jesus.
 
Naquela manhã, caminhei com o Senhor pelas ruas e praças,
E vimos muros, cercas e grades que dividem, isolam e,
fragilmente, protegem.
Na mesma manhã, vimos pontes, que distâncias encurtam,
Por sobre rios, mares, vales, ou abismos ou mesmo o nada.
 
Vimos muitos muros sendo levantados tão velozmente,
E muitas pontes destruídas com mesma intensidade.
 
Os muros levantados, não apenas nas ruas e praças,
Mas também em muitas casas, distanciando os que nela vivem,
Mergulhados na tela de um celular, ou outro meio,
Como que ilhas que não se encontram, no mar do isolamento.
 
Vimos muitos muros sendo levantados tão velozmente,
E muitas pontes destruídas com mesma intensidade.
 
Vimos pontes sendo cuidadosamente restauradas,
Suas bases revigoradas, com a força da Palavra e da Oração,
No silêncio orante do recolhimento dos que na família vivem,
Na busca comum do Deus que fala e gera alegria e comunhão.
 
Vimos muitos muros sendo levantados tão velozmente,
E muitas pontes destruídas com mesma intensidade.
 
Vimos pontes construídas pelas comunidades solidárias,
Que a fé, corajosamente, professam para dar asas à esperança,
Inflamadas pelo fogo do Espírito, comprometidas com a fraternidade,
Com gestos de partilha, alegre doação e solidariedade.
 
Vimos muitos muros sendo levantados tão velozmente,
E muitas pontes destruídas com a mesma intensidade.
 
Ao término do dia, perguntei ao Senhor o que Ele espera de nós,
Ao que respondeu: “Construam mais pontes e menos muros.
Foi para isto que na Cruz morri, para gerar um mundo novo,
Que nasce do amor vivido, da reconciliação, de uma nova humanidade".
 
E Ele, olhando em meus olhos, disse-me, com imensa ternura:
“Derruba muros, levanta pontes... “
Isto é o que espero de ti e de quem me segue.
Ao mundo ofereça a fragrância da simplicidade;
a limpidez de olhar para com todos que pelo caminho encontrares.
 
Tenha pureza de coração e sentimentos mais belos com quem convives.
Renasça em ti o melhor que tenho para te oferecer,
Se em mim confiares e a mim te entregares com amor sem medida,
Com renúncia de ti mesmo, tomando tua cruz e me seguindo.
 
Tão somente assim serás feliz, me amarás, porque antes te amei,
Construindo pontes que recriam e tornarão presente o Reino de meu Pai”.
 
O sol já está poente e não mais brilha intensamente.
Eu ao lado do Sol Nascente, Sol que jamais se põe;
que aquece e ilumina meus dias e noites, Jesus.
Fim de um dia. 

Conduzidos pelos Dez Mandamentos (IIIDTQB)

                                                  

Conduzidos pelos Dez Mandamentos

Reflexão à luz da passagem do Livro do Êxodo (Ex 20,1-17), que descreve a entrega do Decálogo a Moisés por Deus.

O Decálogo é o coração da Aliança no Sinai; uma síntese da Lei e são como “balizas” para a nossa vida, nossa conduta e atitudes em relação a Deus e ao próximo.

Como “sinais de trânsito”, assegura o percurso para a liberdade e vida verdadeira: 

A formulação das Dez Palavras, na sua maioria negativas, varia na extensão: mais ampla a que diz respeito à relação com Deus; muito concisa a que concerne a relação com o próximo” (1).

Mas, esta Lei não é uma imposição externa, pois se trata de Dez Palavras de vida: 

É um caminho traçado, diante de nós e dentro de nós, para guardarmos e saborearmos as belezas da vida” (2).

A Aliança do Povo com Deus implica em obrigações fundamentais diante d'Ele, e elas são sintetizadas nos Dez Mandamentos.

Deus tem que ser a referência e o valor absoluto na vida de Seu Povo, para que não volte à velha escravidão e opressão da qual foi liberto, a fim que seja livre e feliz.

A maior parte dos Mandamentos, de outro lado, assegura relações comunitárias e fraternas, sem egoísmo e cobiça.

Sendo o Senhor dono do templo, deveria receber toda adoração, e não se poderia adorar os ídolos que O substituiria e levaria, consequentemente, o Povo para nova escravidão: egoísmo, autossuficiência, injustiça, comodismo, paixões, cobiça, exploração.

Com isto, curvar-se-ia diante de outros “deuses”: dinheiro, poder, afetos humanos, realização profissional, reconhecimento social, interesses egoístas, valores da moda e ideologias que se contrapõem a Lei do Senhor.

Portanto, o Lei exerce uma função fundamental para que não se caia em nova escravidão, como fora experimentada no Egito: 

A Lei é a Palavra que estabelece a relação entre nós e o Senhor, uma Palavra que não nos limitaremos a cumprir exteriormente, mas que escutaremos e compreenderemos com uma participação intensa do coração” (3).

No Novo Testamento, Jesus sintetizará os Mandamentos em dois: 

“E Jesus respondeu-lhe: O primeiro de todos os mandamentos é: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes” (Mc 12, 29-31).

Segundo o Bispo Santo Agostinho

“Esses dois Preceitos devem ser sempre lembrados, meditados, conservados na memória, praticados, cumpridos. O amor de Deus ocupa o primeiro lugar na ordem dos Preceitos, mas o amor do próximo ocupa o primeiro lugar na ordem da execução. Pois, quem te deu esse duplo preceito do amor não podia ordenar-te amar primeiro ao próximo e depois a Deus, mas primeiramente a Deus e depois ao próximo”.

Concluindo, o Papa Bento XVI, em sua Encíclica “Deus caritas est”, assim afirmou: 

“O amor ao próximo é também uma estrada que conduz a Deus. Não amar o próximo é tornar-se míope de Deus”.

Reflitamos:

 -   Como vivemos os Dez Mandamentos da Lei de Deus?
 -   De que modo amamos e servimos ao Deus Vivo e Verdadeiro?

 -   Existe algum ídolo que nos afasta deste Deus?
 -   Como é nossa relação com nosso próximo?

Oremos:

Ó Deus de Amor, suplicamos o Vosso Espírito Santo, Espírito de Amor, para que vivamos um amor verdadeiro, fiel, profundo e sofredor, para que mais configurados ao Vosso Filho sejamos e vivamos a fidelidade aos ensinamentos e Mandamento do Amor que Ele nos deu, curados de toda a miopia espiritual, e assim, a Trindade amar na primeira ordem dos preceitos e ao próximo em primeiro lugar na ordem da execução. Amém.


PS: Fonte de pesquisa: www.Dehonianos.org/portal
(1) Lecionário comentado – volume I – Tempo Comum - Ed. Paulus – Lisboa – p. 793
(2) idem p. 794
(3) Idem p. 797

Em poucas palavras... (IIIDTQB)

                                              


Concedei-nos, Senhor...

Oremos:

“Concedei-nos, Senhor, a sabedoria da Cruz, para que, instruídos pela paixão de vosso Filho, sejamos capazes de sempre levar seu jugo suave. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.” (1) 

(1) Oração das Vésperas 

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