quarta-feira, 4 de março de 2026

Quaresma: “Tempo de combate e suores”

                                                            

Quaresma: “Tempo de combate e suores”

Na quarta-feira da 2ª Semana do Tempo da Quaresma, ouvimos a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 20,17-28), na qual a mãe dos filhos de Zebedeu, João e Tiago, pede a Jesus para que seus filhos se assentem em Seu Reino, um à direita e outro à esquerda.

Uma das Homilias do Bispo São João Crisóstomo (Séc. IV), muito nos enriquece nesta reflexão.

“Os filhos de Zebedeu pedem a Cristo: Deixa-nos sentar um à Tua direita e outro, à Tua esquerda (Mc 10,37). Que resposta lhes dá o Senhor? Para mostrar que no seu pedido nada havia de espiritual, e se soubessem o que pediam não teriam ousado fazê-lo, diz: Não sabeis o que estais pedindo (Mt 20,22), isto é, não sabeis como é grande, admirável e superior aos próprios poderes celestes aquilo que pedis.

Depois acrescenta: Por acaso podeis beber o Cálice que Eu vou beber? (Mt 20,22). É como se lhes dissesse: ‘Vós me falais de honras e de coroas; Eu, porém, de combates e de suores. Não é este o tempo das recompensas, nem é agora que minha glória há de se manifestar. Mas a vida presente é de morte violenta, de guerra e de perigos’.

Reparai como o Senhor os atrai e exorta, pelo modo de interrogar. Não perguntou: ‘Podeis suportar os suplícios? Podeis derramar vosso sangue? Mas indagou: Por acaso podeis beber o Cálice? E para os estimular, ainda acrescentou: que Eu vou beber?

Assim falava para que, em união com Ele, se tornassem mais decididos. Chama Sua Paixão de Batismo, para dar a entender que os sofrimentos haviam de trazer uma grande purificação para o mundo inteiro. Então os dois discípulos lhe disseram: Podemos (Mt 20,22). Prometem imediatamente, cheios de fervor, sem perceber o alcance do que dizem, mas com a esperança de obter o que pediam.

Que afirma o Senhor? De fato, vós bebereis do meu Cálice (Mt 20,23), e sereis batizados com o Batismo com que Eu devo ser batizado (Mc 10,39). Grandes são os bens que lhes anuncia, a saber: ‘Sereis dignos de receber o martírio e sofrereis comigo; terminareis a vida com morte violenta e assim participareis da minha paixão’. Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais Ele os preparou (Mt 20,23). Somente depois de lhes ter levantado os ânimos e de tê-los tornado capazes de superar a tristeza é que corrigiu o pedido que fizeram.

Então os outros dez discípulos ficaram irritados contra os dois irmãos (Mt 20,24). Vedes como todos eles eram imperfeitos, tanto os que tentavam ficar acima dos outros, como os dez que tinham inveja dos dois?

Mas, como já tive ocasião de dizer, observai-os mais tarde e vereis como estão livres de todos esses sentimentos. Prestai atenção como o mesmo apóstolo João, que se adianta agora por este motivo, cederá sempre o primeiro lugar a Pedro, quer para usar da palavra, quer para fazer milagres, conforme se lê nos Atos dos Apóstolos.

Tiago, porém, não viveu muito mais tempo. Desde o princípio, pondo de parte toda a aspiração humana, elevou-se a tão grande santidade que bem depressa recebeu a coroa do martírio”.

Como discípulos de Jesus, não devemos procurar as “honras e coroas”, como nos falou o Bispo, mas estarmos sempre prontos para “os combates e os suores”.

São Tiago, que nasceu em Betsaida, e seu irmão, João, filhos de Zebedeu, estiveram presentes nos principais milagres realizados por Jesus Cristo.

Foi morto no ano 42, por Herodes, e é venerado com grande devoção em Compostela (Espanha), onde se construiu uma célebre basílica dedicada ao seu nome.

Roguemos a Deus para que nos dê a coragem e o ardor deste Apóstolo, assim como do Apóstolo São João, na fidelidade ao Senhor, sem procurar um pseudocristianismo de honras e coroas”, glória sem cruz

Supliquemos, também, que tenhamos  maturidade para as renúncias necessárias e o carregar da cruz cotidiana, com a força e a sabedoria do Espírito Santo, que vem sempre em socorro de nossa fraqueza para os “combates e os suores”, iluminados pela Palavra do Senhor e alimentados pelo Seu Corpo e Sangue recebidos na Eucaristia.

Em poucas palavras... (IIIDTQA)

          


Matrimônio cristão: Sacramento da Aliança de Cristo com a Igreja

“Toda a vida cristã tem a marca do amor esponsal entre Cristo e a Igreja.

Já o Batismo, entrada no povo de Deus, é um mistério nupcial: é, por assim dizer, o banho de núpcias (Ef 5,26-27) que precede o banquete das bodas, a Eucaristia.

O Matrimônio cristão, por sua vez, torna-se sinal eficaz, sacramento da Aliança de Cristo com a Igreja. 

E uma vez que significa e comunica a graça desta aliança, o Matrimônio entre batizados é um verdadeiro sacramento da Nova Aliança (Concílio de Trento).” (1)

 

 

(1)               Catecismo da Igreja Católica - parágrafo n. 1617

terça-feira, 3 de março de 2026

Em poucas palavras...

 


“Nascentes, lençóis de água e pântanos”

“Em nosso percurso existencial encontramos, muitas vezes, pessoas que são verdadeiras nascentes. São límpidas e transparentes, inspiradoras e mobilizadora, habitualmente delicadas. Estar na presença delas é saciar nossa sede, saímos renovados. São pessoas-fonte que despertam em nós o desejo de acessar nosso manancial interior de desejos, criatividade e busca… É ali, na fonte interior, que a vida se renova.

Outras vezes nos encontramos com pessoas que são verdadeiros lençóis de água. Subterrâneas, circulam debaixo da terra, discretas, silenciosas, mas surpreendentemente criativas. Trabalham no silêncio e fazem mover a engrenagem do mundo com seus gestos escondidos, simples, mas eficazes; suas presenças fazem a diferença. Sem elas não seria possível a vida.

É certo que também há as pessoas pântano, pessoas charco, pessoas “águas paradas” ou águas poluídas, pessoas “enxurrada” que tudo destroem. Claramente, nem todas as águas são boas!” (1)

 

(1) Comentário sobre a passagem do Evangelho de João (Jo 4,5-42) – Adroaldo Palaoro, SJ

 

 

Mulher da montanha, mulher da planície

                                                     

Mulher da montanha, mulher da planície 

“Este é o meu Filho amado; ouvi-O” (Mc 9,7) 

À luz da Transfiguração do Senhor (Mc 9,2-20), uma reflexão sobre o protagonismo das mulheres na Igreja e na sociedade. 

Quantas são incansáveis na subida da montanha para ouvir a voz do Filho Amado e contemplar a Sua glória, a fim de que na planície do cotidiano, sejam alegres mensageiras do Verbo, plantando no coração de seus filhos aquilo que ouviram e creem. 

São mulheres que contemplam o Cristo Glorioso e escutam Sua Voz, mas descem para carregar sua cruz de cada dia, participando da transfiguração do mundo, em inúmeros compromissos com tantos rostos desfigurados. 

Muitas são as mulheres da montanha e da planície; mulheres de Deus a serviço da vida, com ousadia, sem esmorecimentos, cansaços e apatias. 

Quem estas mulheres, presenças vivas de Deus, atentas à voz do Filho amado, que conosco convivem? 

São as que fazem o milagre da multiplicação do tempo, cuidando da família, comprometidas em semear a semente do Verbo em tantos corações confiados, e alargam, incansáveis, os horizontes da caridade nas pastorais e serviços diversos da comunidade... 

São as que lavam, passam, cozinham, limpam... E, na hora de descansar, pulam subitamente para cobrir com carinho o filho, a filha em seu sono puro e inocente... 

São as que não fixam tendas eternas na montanha, mas nos revelam a presença de Deus com seu carinho, ternura, paciência, mansidão, esperança, confiança, vitalidade de uma criança... 

São as que acreditam que a família é santuário da vida. Como sacerdotisas, ministras sagradas de seus lares, promotoras da comunhão, da partilha, da fantasia, do sonho, da poesia, da reconciliação e de perdão, portadoras de sãs utopias... 

São as que se revitalizam com a força que vem da Eucaristia, e assim prolongam a presença do Cristo em visitas aos enfermos, cuidado de crianças vulneráveis ou em qualquer outra situação que clame por solidariedade e compaixão. 

São as que se abrem à novidade do Espírito que faz novas todas as coisas, que não permitem que a vida se torne fadiga, incansável monotonia, e assim reinventam cada dia, sem mesmice e indesejável rotina. 

São as que procuram a perfeita sintonia entre a fé e a vida, assumindo no mundo compromisso com a paz, que é fruto da justiça, também no mundo da política. 

São as anônimas que não dão ibope na programação da TV, mas que no cenário do cotidiano, no mais profundo de nosso coração, ocupam todo espaço e tempo, porque são incansáveis em sua santa missão. 

São mulheres de tantos nomes, que não se acomodam diante da realidade dura, nua e crua da fome. 

Com ousadia e profecia, não se curvam à crueldade que ceifa vidas inocentes, quer pelo aborto ou qualquer coisa que atente contra a beleza e a sacralidade da vida.

Que não se calam quando precisam falar, que falam quando não se pode calar. Que escutam quando precisam ouvir, mas que falam quando precisam denunciar... 

Mulheres da montanha e da planície, contigo, nós homens:

- queremos o mundo transformar, transfigurar...;

- aprender contigo: a beleza do choro, da sensibilidade, da ternura, do encantamento, do sonho, da fragilidade que se transforma em força transformadora...;

-  queremos esforços somar, para machismos e preconceitos envelhecidos superar...;

- empenho multiplicamos, na promoção da cultura da Vida e da Paz! 

Oremos: 

Ó Maria, que és por excelência modelo para todas as mulheres, ajudai tantas mulheres que ainda não se descobriram como tu, que andam mergulhadas na planície da mediocridade, da vulgaridade; que são instrumentalizadas, exploradas como objeto sexual, fontes de lucro e prazer, miseravelmente manipuladas, comercializadas, dessacralizadas, desfiguradas. 

Que nós, homens, reconheçamos, em cada mulher, traços perfeitos que, abundantemente, em ti encontramos, para um mundo novo e transformado, desejo de Deus, contemplado na perfeita alegria e na mais bela sintonia. 

Ó Deus, volvei Vosso olhar para as mulheres da montanha, orantes e atentas à voz do Filho Amado, para que, na planície, sejam fiéis praticantes da Divina Palavra, com a presença e ação do Santo Espírito. Amém.


Em poucas palavras...

                                                                



“Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso”

 (Lc 6, 36)

Um programa de vida para quem desejar ser verdadeiramente discípulo missionários de Jesus, pois é rico de alegria e paz:

“O imperativo de Jesus é dirigido a quantos ouvem a sua voz (cf. Lc 6, 27). Portanto, para ser capazes de misericórdia, devemos primeiro pôr-nos à escuta da Palavra de Deus.

Isso significa recuperar o valor do silêncio, para meditar a Palavra que nos é dirigida. Deste modo, é possível contemplar a misericórdia de Deus e assumi-la como próprio estilo de vida.” (1)

 

 

 

(1) Papa Francisco - Misericordiae Vultus - Bula de Proclamação do Jubileu Extraordinário da Misericórdia – 8/12/2015-20/112016

Quaresma: tempo de nossa purificação

                                                          

Quaresma: tempo de nossa purificação

Nas Laudes, do primeiro sábado da Quaresma, rezamos estes versículos do Livro do Profeta Isaías: 

"Lavai-vos, purificai-vos. Tirai a maldade de vossas ações de minha frente. Deixai de fazer o mal! Aprendei a fazer o bem! Procurai o direito, corrigi o opressor. Julgai a causa do órfão, defendei a viúva. Vinde, debatamos - diz o Senhor. Ainda que vossos pecados sejam como púrpura, tornar-se-ão brancos como a neve. Se forem vermelhos como o carmesim, tornar-se-ão como lã" (Is 1, 16-18).

Retomando atentamente o versículo 18, veremos que o Profeta nos ensina, a partir de onze verbos, a nos purificarmos de nossos pecados, e deste modo, ainda que sejam como púrpura se tornem brancos como a neve, ou se vermelho como o carmesim, se tornem como lã: 

1 - Lavai-vos.
2 - Purificai-vos.
3 - Tirai a maldade de vossas ações de minha frente.
4 - Deixai de fazer o mal!
5 - Aprendei a fazer o bem!
6 - Procurai o direito.
7 - Corrigi o opressor.
8 - Julgai a causa do órfão.
9 - Defendei a viúva.
10- Vinde.
11 - Debatamos - diz o Senhor.

A vivência intensa da Quaresma requer de nós o reconhecimento de nossa condição pecadora, diante da misericórdia divina: reconhecer nossos pecados e confessá-los, sobretudo no Sacramento da Penitência, como expressão maior desta misericórdia.

Como breve roteiro, ele possa nos ajudar nesta atitude penitencial, para nossa reflexão a fim de vivermos este tempo favorável de reconciliação, graça e salvação, como o Apóstolo Paulo nos exorta em memorável passagem (2 Cor 5,20-6,2). 
 


PS: Apropriada para a 2ª terça-feira da Quaresma, quando se proclama na primeira Leitura - Is 1,10.16-20

A prática fecunda das Obras de Misericórdia

                                                 


A prática fecunda das Obras de Misericórdia

Através da Bula “Misericordiae Vultus”, o Papa Francisco proclamou o Ano Santo Extraordinário da Misericórdia.

No parágrafo 15 da Bula – “O rosto da misericórdia” ­– o Papa nos convida a fazer a experiência de abrir o coração àqueles que vivem nas mais variadas periferias existenciais, que muitas vezes o mundo contemporâneo cria de forma dramática.

Fala das muitas feridas gravadas na carne daqueles que já não têm voz, porque o seu grito foi esmorecendo e se apagou por causa da indiferença dos povos ricos.

Exorta a Igreja para cuidar destas feridas, aliviando-as com o óleo da consolação, e enfaixando-as com a misericórdia, tratando-as com a solidariedade e atenção.

É preciso que não caiamos na indiferença que humilha, na habituação que anestesia o espírito e impede de descobrir a novidade, no cinismo que destrói.

Por fim, nos convida a refletir sobre as Obras de Misericórdia Corporais e Espirituais acordando nossa consciência, muitas vezes adormecida perante o drama da pobreza, entrando, de fato, no coração do Evangelho, onde os pobres são os privilegiados da misericórdia divina.

Na fidelidade a Jesus e ao Evangelho, é preciso redescobrir as Obras de Misericórdia Corporais (dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos), que por sua vez não se separam das Obras de Misericórdia Espirituais (aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as fraquezas do próximo, rezar a Deus pelos vivos e defuntos).

Praticando as Obras de Misericórdia, reconhecendo Jesus presente nos “mais pequeninos”, a Sua carne se torna de novo visível como corpo martirizado, chagado, flagelado, desnutrido, em fuga... Citando São João da Cruz, nos fala do julgamento final: “Ao entardecer desta vida, examinar-nos-ão no amor”, logo, o quanto vivenciamos Obras de Misericórdia Corporais e Espirituais”.

Completo a reflexão apresentando algumas passagens bíblicas que fundamentam ou explicitam a prática da misericórdia: Mt 25, 31-46; 1 Pd 3,8; Rm 12,8-15; 2 Cor 7,15; Fl 1,8; Fl 2,1; Cl 3,12; Hb 13,3). 

São Bento apresenta uma lista das obras que chamou de “instrumentos das boas obras” com um acréscimo: “Nunca desesperar da misericórdia divina” (Regra de São Bento IV, 74).

O Cardeal Walter Kasper nos adverte para um fato significativo: “as Obras de Misericórdia corporais nem, em especial, as espirituais têm a ver com a transgressão de preceitos divinos explícitos. Da mesma forma que no discurso de Jesus sobre o Juízo, aqui não se condena nenhum pecador que tenha assassinado, cometido adultério, mentido ou defraudado os outros. A condenação de Jesus não afeta contravenções dos Mandamentos de Deus, mas a omissão do bem” (1).

Sendo assim, o pecado pode ser cometido não somente como na violação dos Mandamentos de Deus, mas também pela omissão da prática do bem, o que permite afirmar que a misericórdia é algo mais do que a justiça, e é preciso que se faça a superação da autorreferência, que nos torna apáticos e nos cega para as necessidades corporais e espirituais dos outros, e com isto, a necessidade de vencer a dureza de coração perante o chamamento de Deus, que nos chega através do encontro com a necessidade dos demais. (2)

Finalizando, o Cardeal adverte que as Obras de Misericórdia Corporais e Espirituais não são ingênuas nem tão pouco caprichosas, porque interpelam frente a quatro classes de pobreza:

1)    Pobreza física ou econômica: é a de mais fácil compreensão, pois se trata de não ter um teto nem nada na panela com que saciar a fome e a sede. É carecer de roupa e de abrigo para a proteção das inclemências do tempo. Além do desemprego, as enfermidades, incapacidades graves no tratamento e cuidados médicos adequados;

2)  Pobreza cultural: analfabetismo; ausência ou escassez de oportunidades de formação; carência de oportunidades de futuro e exclusão da vida social e cultural;

3) Pobreza relacional que considera a pessoa com um ser social: manifestada na solidão e introversão; morte do cônjuge. Falecimento de familiares ou amigos. Dificuldades de comunicação; exclusão da comunicação social (por culpa própria ou por imposição externa); discriminação e marginalização até ao isolamento por encarceramento ou desterro;

4) Pobreza espiritual ou anímica: desorientação; vazio interior. Desconsolo e falta de esperança; desespero no que se refere ao sentido da própria existência; confusão moral e espiritual até chegar ao abandono da alma. (3)

Com esta exposição, compreendemos melhor as Obras de Misericórdia Corporais e Espirituais, e no progresso contínuo de praticá-las, empenhando-nos para sermos misericordiosos como o Pai (Lc 6, 36). Somente a prática da misericórdia fará puro nosso coração, e assim poderemos, um dia, ver a face de Deus, como Ele nos falou no Sermão da Montanha:

“Bem-Aventurados os misericordiosos porque alcançarão misericórdia... Bem-aventurados os puros de coração porque verão a Deus” (Mt 5, 7-8).

Obras de Misericórdia Corporais e Espirituais, compreendidas e vividas, nos apresentam o caminho para a construção de um novo céu e uma nova terra, porque não nos acomoda, e assim, nos sentimos incomodados e interpelados pelos clamores dos pequeninos, com os quais o Senhor Se identificou e Se solidarizou, na mais bela página de misericórdia da história da humanidade.


(1) Cf. “A misericórdia" - Cardeal Walter kasper - Ed. Loyola - pp. 177-178.
(2) Idem - p. 178

(3) Idem - pp. 178-179.

PS: O Ano Santo da Misericórdia, proclamado pelo Papa Francisco, teve início em 08 de dezembro de 2015 e foi concluído no dia 20 de novembro de 2016, com a Solenidade de Jesus Cristo Rei do Universo.

Oportuno para a Liturgia do dia de Finados quando se proclamar a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 25,31-46).

Quem sou eu

Minha foto
4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG