quarta-feira, 14 de outubro de 2026

Nossa gratidão aos professores

                          

Nossa gratidão aos professores

Comemoraremos no dia 15 de outubro o Dia do Professor. Apenas para ilustrar, a palavra professor tem origem é no latim, vem de  “professus”(professar), que além de ensinar, significa “pessoa que se declara  apta a fazer determinada coisa - no caso, ensinar”.

Há professores que passaram em nossa vida comunicando seus conhecimentos. Alguns deixaram marcas memoráveis, porque além de conhecimentos professados da disciplina que lhes eram próprias, souberam estabelecer vínculos de amizade, e semearam valores que nos acompanham por toda a vida.

Há professores que não nos esqueceremos jamais, porque estão como que sempre presentes nas palavras que proferimos, nas conjugações verbais que nos acompanham por toda a vida; no escrever cada palavra, evitando ao máximo os erros, sejam de concordância, ortografia ou quaisquer outros. Aos professores da gramática agradecemos.

Há professores que não esquecemos por conta das operações matemáticas, que a muitos amedrontaram, num primeiro instante; nos cálculos dos gastos; descontos e juros; frações e porcentagens; na compreensão das fórmulas e formas geométricas; pesos e medidas; distâncias e velocidades; limites e possibilidades. Também certos erros podem comprometer a vida toda. Aos professores de matemática agradecemos;

Há professores que professaram seu conhecimento sobre a história, e nos levaram a ter gosto pela mesma; e muito mais do que o gosto; o sonho, a utopia e o compromisso de reescrever uma nova história, em todos os âmbitos; novas linhas e parágrafos; não crendo no ocaso da história, mas sempre o nascer e renascer de novas possibilidades: uma história com menos erros e mais acertos; com mais vida plena e digna para todos, sem escravidão, guerras, roubos, extermínios, genocídios ou quaisquer outras expressões de violação da vida e sua beleza. A vida em todos os sentidos amada e promovida. Aos professores de história, geografia, sociologia, filosofia, ética, moral, também agradecemos.

Há professores de línguas estrangeiras, que favorecem que criemos maior comunhão, diálogo, de outras culturas, compreensão e valorização. A estes professores também agradecemos

De modo especial, lembro aqueles que nos ensinaram a mais bela língua de todos os tempos: A linguagem do Espírito, que se expressa em gestos, acima de tudo; que faz com que criemos laços indestrutíveis de amor e comunhão. Aos educadores da fé, da Palavra Divina, que nos conduz, ilumina e orienta, também agradecemos.

Evidentemente, há outros professores que não estão aqui mencionados, mas nem por isto em nossas vidas esquecidos e não valorizados.

Enfim, a todos os professores, de todas as disciplinas, nossa singela lembrança, reconhecimento e homenagem; nosso eterno “muito obrigado!”

Somos o que somos, muito pelo que nos ensinaram, pelas mais belas sementes do conhecimento que em nós plantaram, e que tão apenas desejam que elas não sejam guardadas, mas passem pelo processo de morte, para germinação em novas folhas, flores, frutos e sementes.

Aos Professores e professoras

                                                  

Aos Professores e professoras

Comemoraremos dia 15 de outubro o Dia do Professor e da Professora, mais do que uma homenagem, nossa gratidão,  reconhecimento e orações.

Embora o pouco reconhecimento recebido, cultivam a vocação, confiantes de que o saber é como semente que se lança no coração fértil dos que desejam aprender, para frutos saborosos produzir.

Com coragem, vencem estradas, distâncias, congestionamento, poeiras, ventos e atoleiros, cansaços, ausência ou precariedade de recursos de toda a ordem.

Gratidão pela teimosia e, por vezes, ousada profecia, semeiam valores e princípios que se contrapõem à cultura da morte e da violência, do individualismo e consumismo irresponsáveis.

Gratidão a Deus por todos os professores e professoras que, pela vocação vivida, professando publicamente seu saber, cumulam-nos de conhecimento, numa obra interminável.

Gratidão a Deus pela missão que eles realizam, e que nos ajuda a nunca desistir de sonhar com novos tempos, novas metas, novas configurações de relacionamentos, numa busca constante de saber que a massa levede, porque o genuíno saber é da massa precioso fermento.

Por tudo isto, e muito mais que eles nos oferecem e pela graça que significam em nossa vida, elevemos a Deus nossa indispensável oração: 

“Pai nosso que estais no céu...” 

Com o Espírito Santo, atentos aos sinais dos tempos

                                                             


Com o Espírito Santo, atentos aos sinais dos tempos

Vinde, Espírito Santo, para que como Igreja sejamos atentos aos sinais dos tempos, tendo como preocupação constante, alguns valores evangélicos que estimulam internamente o atual desenvolvimento histórico.

Vinde, Espírito Santo, e iluminai Vossa Igreja em seu dever permanente de “...examinar os sinais dos tempos e interpretá-los à luz do evangelho, de forma a poder responder, de modo adaptado a cada geração, às permanentes indagações dos homens sobre o sentido da vida presente e futura e sobre suas mútuas relações” (1)

Vinde, Espírito Santo, para que como Igreja tenhamos solicitude com a ascensão das classes trabalhadoras; valorização e  o reconhecimento do papel da mulher na vida pública; promoção da defesa da emancipação dos povos outrora (e sempre) colonizados; a unificação do mundo, com a progressiva socialização dos vários aspectos da vida humana, dos econômicos aos humanos e espirituais. (2) Amém.

 

PS: Fontes da oração: Comentário da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 12,54-59)- Missal Cotidiano – Editora Paulus – p.1417

(1) Gaudium et Spes n. 4

(2)Fonte - Papa São João XXIII, na Encíclica Pacem in terris

MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV PARA O 100º DIA MUNDIAL DAS MISSÕES (síntese)

 


MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV
PARA O 100º DIA MUNDIAL DAS MISSÕES (síntese)

Celebraremos dia 18 de outubro de 2026 o 100º Dia Mundial das Missões de 2026, marcando o centenário desta celebração, instituída por PIO XI, com o tema “Um em Cristo, unidos na missão”.

Faz-se necessário que os corações sejam unificados em Cristo, as comunidades sejam reconciliadas e, em todos, haja a disponibilidade para colaborar com generosidade e confiança.

Na primeira parte, o Papa nos convida a refletir sobre o fato de sermos um em Cristo, como discípulos missionários unidos n’Ele e com os irmãos e irmãs, tendo no centro da missão o Mistério da nossa união com Cristo, e assim mantermos sempre o olhar voltado para o Senhor para que Ele esteja verdadeiramente no centro da vida pessoal e comunitária, de cada palavra, ação, relação interpessoal, como tão bem expressou o Apóstolo Paulo - «Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gl 2, 20).

Deste modo, ser cristão, afirma o Papa, não é, em primeiro lugar, um conjunto de práticas ou ideias: é uma vida em união com Cristo, na qual nos tornamos participantes da relação filial que Ele vive com o Pai no Espírito Santo.

Assim temos a primeira responsabilidade missionária da Igreja de renovar e manter viva a unidade espiritual e fraterna entre os seus membros, e consequentemente, a necessidade de intensificar o compromisso ecumênico com todas as Igrejas cristãs.

Reitera com as palavras de São Paulo VI - «Não haverá nunca evangelização verdadeira se o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o reino, o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus, não forem anunciados» (Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 22); e deste modo, quanto mais estivermos unidos em Cristo, mais poderemos realizar juntos a missão que Ele nos confia.

Na segunda parte, exorta-nos a viver unidos na missão para o que o mundo creia em Cristo Senhor.

Sendo assim, nenhum batizado é estranho ou indiferente à missão: todos, cada um segundo a sua vocação e condição de vida, participam na grande obra que Cristo confia à sua Igreja.

Lembra as palavras do Papa Francisco que afirmava: o anúncio do Evangelho é sempre uma ação conjunta, comunitária, sinodal.

Ressalta que unidade missionária não deve se confundir com uniformidade; mas a necessária convergência dos diferentes carismas para o mesmo objetivo, que consiste em tornar visível o amor de Cristo e convidar todos a um encontro com Ele.

A evangelização realiza-se quando as comunidades locais colaboram entre si exercem com criatividade formas concretas de colaboração; e quando as diferenças culturais, espirituais e litúrgicas se expressam plena e harmoniosamente na mesma fé.

Agradece ao precioso trabalho das  Pontifícias Obras Missionárias pelo serviço à cooperação missionária para a vida de toda a Igreja (como ele mesmo experimentou no Peru - afirma), com suas quatro obras:  – Propagação da Fé, Infância Missionária, São Pedro Apóstolo e União Missionária.

As quatro Obras são um sinal vivo da unidade e da comunhão missionária eclesial, e é fundamental que colaboremos com elas com espírito de gratidão, através de orações e concretamente com a oferta.

Na terceira parte apresenta-nos a Missão do amor: que consiste em anunciar, viver e partilhar o amor fiel de Deus.

Se de um lado a unidade é condição da missão, o amor é a sua essência, afirma o Papa; portanto, a missão dos discípulos e de toda a Igreja é a continuação, no Espírito Santo, da missão de Cristo: uma missão que nasce do amor, que se vive no amor e que conduz ao amor.

Agradece experiências de missionários ad gentes: pessoas que, como São Francisco Xavier, deixaram a sua terra, a sua família e as seguranças para anunciar o Evangelho, levando Cristo e o seu amor a lugares muitas vezes difíceis, pobres, marcados por conflitos ou culturalmente distantes.

Também faz referência a São Francisco de Assis, ao celebrarmos oitocentos anos de seu trânsito para o céu, e sua preocupação expressa em suas palavras - «o Amor não é amado».

Também é lembrada Santa Teresinha do Menino Jesus, que se propôs continuar a sua missão mesmo depois da morte.

Enfatiza a importância de nossas orações e apoio concreto, especialmente por ocasião do Dia Mundial das Missões, que são uma grande ajuda para levar o Evangelho do amor de Deus a todos, especialmente aos mais pobres e necessitados.

Conclui nos concedendo a bênção,  acompanhada desta oração:

“Pai santo,
concedei-nos ser um em Cristo,
enraizados no seu amor que une e renova.
 
Fazei que todos os membros da Igreja sejam unidos na missão,
dóceis ao Espírito Santo,
corajosos no testemunho do Evangelho,
anunciando e encarnando todos os dias
o vosso amor fiel por cada criatura.
 
Abençoai os missionários e as missionárias,
sustentai-os no seu esforço,
guardai-os na esperança!
Maria, Rainha das missões,
acompanhai a nossa obra evangelizadora em todos os cantos da terra:
tornai-vos instrumentos de paz
e fazei que o mundo inteiro reconheça em Cristo a luz que salva.
Amém.”


https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/messages/mission/documents/20261007-videomessaggio-gmm.html


Luzes para o Ministério Presbiteral

                                          

Luzes para o Ministério Presbiteral

À Luz das leituras bíblicas (Rm 2,1-11 e Lc 11,42-46), vejamos quais são as luzes que aparecem para o Ministério Presbiteral.

Diante dos “ais” que Jesus dirigiu aos fariseus e mestres da lei, concluímos que o Presbítero, e todo aquele que se propõe a seguir o Senhor, têm diante de si algumas imprescindíveis exigências:

- Superar todo formalismo religioso:

A prática de rituais, a soma de momentos de oração, contabilizada ou por obrigação realizada, não é suficiente. 

É preciso a prática do amor e da justiça. Nada é agradável ao Senhor se não for precedido e movido pelo amor, princípio de todo nosso agir, essência e identidade divina e daqueles que a Ele querem se consagrar.

Ninguém deve se colocar a serviço do Senhor procurando as honras, os primeiros lugares, os títulos por si mesmos, privilégios, fama ou coisas semelhantes, pois são atitudes abomináveis pelo Senhor!

O que importa é o humilde e dedicado serviço; fazer para Deus e não para ser visto, nem para ser elogiado; mover-se pela pura e simples gratuidade, pela absoluta humildade, numa indescritível alegria em servir.

Celebrar com o mesmo ardor numa catedral lotada, como numa capela com uma dezena de pessoas; na capela de uma periferia ou de uma área de missão (tive a graça de três anos de Missão em Rondônia – 2000 a 2002).

A Eucaristia é o grande Mistério, merecendo, portanto, todo o empenho, entrega, zelo, dedicação e esmerada espiritualidade.

Se não nos empenharmos em belas Eucaristias, em que nos empenharemos? 

Que a vida seja expressão da Eucaristia que celebramos!

- A pureza interior e a coerência necessária:

Deus pede que nosso exterior revele aquilo que somos. Não podemos fazer da vida um palco; tão pouco do Presbitério. 

Não somos atores do Senhor, mas servos! Inúteis servos. Não nos cabem máscaras, representações. Devemos viver o que pregamos, encurtando toda a distância entre o discurso e a prática.

As roupas eclesiásticas que usamos hão de ser belas; como bela é a vida que testemunhamos. Se ainda não forem tão belas, supostamente simples, despojadas, de sandálias, não podem ser disfarce, mas devem revelar o santo ideal da pobreza que queremos expressar.

Quer com a melhor batina ou casula, quer com trajes mais humildes, devemos ser a imagem perfeita do Cristo; outro Cristo: Servo pobre, obediente e fiel, que fez do Reino a Sua grande riqueza.

Ele que tinha condição divina, a nada Se apegou, como nos falou o Apóstolo Paulo, de tudo Se esvaziou, tornando-Se obediente até à morte, e morte de cruz (Fl 2,1-11).

Haveremos de o mesmo fazer, os Seus mesmos sentimentos ter e viver.

- Não sermos peso sobre o povo:

O povo deve ser amado, ajudado no seu desenvolvimento integral, e para que assim aconteça, o Presbítero deve deixar-se envolver e ser ao mesmo tempo testemunha  misericórdia divina.

Quando misericordiosos, poderão ouvir de Jesus estas palavras: “Vinde a mim porque Sou manso e humilde de coração... Vinde a mim vós que estais cansados e fatigados, porque Meu fardo é leve e meu jugo é suave!” (Mt 11,28-30).

Urge que estas  atitudes estejam presentes na vida do Presbítero, para que sejam sempre iluminados e iluminadores, afastando toda treva que teime em subsistir, como nos falou o Abade São Columbano (séc. VII): “Que Tu, Cristo, dulcíssimo Salvador nosso, Te dignes acender nossas lâmpadas, de modo a refulgirem para sempre em Teu templo, receberem perene luz de Ti,que és a luz perene, para iluminar nossas trevas e afugentar de nós as trevas no mundo”.

E, com o Abade São Máximo (séc. VII), concluímos: “Só Ele  Jesus), qual lâmpada, desfaz a escuridão da ignorância, repele o negrume da  maldade e do vício”
                                                         
Quando Presbíteros e fiéis vivem a misericórdia, o Amor de Deus arde em nós e Sua luz ilumina todo o mundo. 

Para sermos luz Deus nos criou: 
“Vós sois a luz do mundo! Vós sois o sal da terra” (cf. Mt 5,13-16).

Efeitos da divina luz!

                                                


Efeitos da divina luz!

 

Sejamos enriquecidos pelos escritos do Abade São Máximo Confessor (séc.VII). 

“A lâmpada posta sobre o candelabro é a paterna e verdadeira luz que ilumina todo ser humano que vem ao mundo (cf. Jo 1,9), nosso Senhor Jesus Cristo. Por ser um de nós e ter assumido nossa carne, tornou-se e foi chamado lâmpada. Isto é, a sabedoria e a palavra do Pai por natureza, que na Igreja de Deus é pregada com fé pura e, pela vida orientada pela virtude e observância dos mandamentos, é erguida e resplandece entre as nações.

Ilumina a todos que estão em casa (a saber, neste mundo), conforme a mesma Palavra de Deus em certo trecho: Ninguém acende uma lâmpada e a põe sob uma vasilha, mas sobre o candelabro. E iluminará a todos que estão em casa (Mt 5,15), dando a si mesmo claramente o nome de lâmpada, porquanto, sendo Deus por natureza, fez-se homem segundo o desígnio divino.

Parece-me que também o grande Davi, compreendendo isto, diz ser o Senhor uma lâmpada, ao dizer: Lâmpada para meus pés, a tua lei é luz para meus caminhos (Sl 118,105). Meu Salvador e Deus é tão luminoso que dissipa as trevas da ignorância e do vício. Também por isto a Escritura o designa como lâmpada.

Na verdade só ele, qual lâmpada, desfaz a escuridão da ignorância, repele o negrume da maldade e do vício. Por este motivo fez-se o caminho de salvação para todos. Pelo poder e a ciência conduz ao Pai aqueles que estão resolvidos a nele caminhar, como pela via da justiça, nos divinos mandamentos. Por candelabro entende-se a santa Igreja, onde a palavra de Deus refulge pela pregação diante de todos quantos habitam neste mundo como em uma casa, ilumina com o esplendor da verdade e os espíritos ficam repletos da ciência divina.

A palavra não se sujeita a ser posta sob uma vasilha, ela que se destina a ser colocada no mais alto cume e na imensa beleza da Igreja. Enquanto a palavra se acha presa à letra da lei, como sob uma vasilha, todos se privam da luz eterna. Não seria fonte de contemplação espiritual para aqueles que procuram libertar-se da sedução enganadora dos sentidos que nos inclinam a captar somente as coisas passageiras e materiais. Mas é colocada no candelabro da Igreja, a fim de iluminar a todos pela adoração em espírito e verdade.
Se a letra não é interpretada segundo o seu espírito, não tem senão o valor material de sua expressão, e não permite que a alma chegue a compreender o sentido do que está escrito.

Por conseguinte, tendo acendido a lâmpada (quer dizer, o sentido que acende a luz da ciência) pelo ato da contemplação e da ação, não a ponhamos sob uma vasilha. E também não sejamos acusados de falta por comprimir na letra o indizível poder da sabedoria. Mas sim sobre o candelabro (a santa Igreja) para que, do alto vértice da verdadeira contemplação, estenda a todos o facho da divina doutrina.” (1)

Trata-se da resposta do Abade a Talássio, apresentando os efeitos da luz divina em nossa vida; a missão da Igreja de resplandecer esta mesma luz nas nações, a partir da contemplação e da ação, da prática da Lei Divina contida nos mandamentos sagrados.

 

Reflitamos:

 

- Jesus é verdadeiramente  a luz da minha vida?

- Deixo-me iluminar por Sua palavra e Seus ensinamentos?

 

- Minha vida é marcada pela contemplação e ação?

- De que modo sou luz para o mundo?

 

- À luz da Palavra divina, tenho me afastado de toda ignorância, maldade e vício; de tudo aquilo que ofusca o brilho divino que em mim habita?

- Qual a intensidade do esplendor da verdade por mim vivido?

 

- De que modo a Igreja reflete e testemunha ao mundo o esplendor da Verdade que é Jesus Cristo, Nosso Senhor?

 

É tempo de mergulharmos dentro de nós mesmos, para o encontro com a indizível claridade divina que em nós habita.


Há um canto do Pe. Zezinho que expressa muito bem isto:


“Dentro de mim”:

“Dentro de mim existe uma luz,

que me mostra por onde deverei andar.

Dentro de mim também mora Jesus,

que me ensina buscar o Seu jeito de amar.

Minha luz é Jesus, 
e Jesus me conduz pelos caminhos da paz...”



(1) Liturgia das Horas - Vol. IV - Tempo Comum - p. 334-336

A autêntica Oração e o crescimento espiritual

                                                        



A autêntica Oração e o crescimento espiritual

O trecho da “Carta a Proba”, do Bispo Santo Agostinho (Séc. V) nos fala sobre a autêntica Oração, na qual exercitamos a nossa vontade.

“Por que nos dispersamos entre muitas coisas e, temendo rezar de modo pouco conveniente, indagamos o que pedir, em vez de dizer com o Salmo:

Uma só coisa pedi ao Senhor, a ela busco: habitar na casa do Senhor todos os dias de minha vida, para contemplar as delícias do Senhor e visitar Seu Templo? (Sl 26,4).

Pois ali os dias não vêm e vão, o fim de um não é o princípio de outro. Todos ao mesmo tempo não têm fim, ali onde nem a própria vida, a que pertencem estes dias, tem fim. 

Para alcançarmos esta vida feliz, a verdadeira Vida nos ensinou a orar. Não com multiplicidade de palavras, como se quanto mais loquazes fôssemos, mais nos atenderia.

Mas rogamos Àquele que conhece, conforme Suas mesmas Palavras, aquilo que nos é necessário, antes mesmo de lhe pedirmos (cf. Mt 6,7-8). 

Pode alguém estranhar por que motivo assim dispôs quem já de antemão conhece nossa necessidade. Temos de entender que o intuito de nosso Senhor e Deus não é ser informado sobre nossa vontade, que não pode ignorar.

Mas despertar pelas Orações nosso desejo, o que nos tornará capazes de conter aquilo que se prepara para nos dar. Isso é imensamente grande, mas nós somos pequenos e estreitos demais para recebê-lo.

Por isto, nos é dito: Dilatai-vos; não aceiteis levar o jugo com os infiéis (2Cor 6,13-14). 

Isso é tão imensamente grande que os olhos não o viram, porque não é cor; nem os ouvidos ouviram, porque não é som; nem subiu ao coração do homem (cf. 1Cor 2,9), já que o coração do homem deve subir para lá.

Isso nós o recebemos com tanto maior capacidade quanto mais fielmente cremos, com mais firmeza esperamos, mais ardentemente desejamos. 

Por conseguinte, nesta fé, esperança e caridade, sempre oramos pelo desejo incessante. Contudo, em certas horas e tempos também rezamos a Deus com palavras, para nos exortar a nós mesmos, mediante seus símbolos, e avaliar nosso progresso neste desejo e a nos estimular com maior veemência a aumentá-lo.

Pois tanto mais digno resultará o efeito, quanto mais fervoroso preceder o afeto. 

É também por isso que diz o Apóstolo: Orai sem cessar! (1Ts 5,17). O que isso pode significar a não ser: desejai sem cessar a vida feliz, a eterna, e nenhuma outra, recebida d’Aquele que é o único que a pode dar?”

A prática da autêntica Oração não se limitará em tão apenas na repetição de fórmulas prontas, em lugares ou tempo especiais, exclusivos; falaremos com Deus com nossas próprias palavras, num diálogo sincero e aberto, expressando nossas alegrias e tristezas, angústias e esperanças.

A Oração nos coloca no caminho da busca de uma vida plena e feliz até o encontro definitivo com Deus, na glória da eternidade.

A Oração sem a luta, sem os compromissos concretos é uma fuga. A labuta cotidiana sem a Oração é desespero, inapelavelmente.

Pediremos, agradeceremos, louvaremos e renovaremos nossas forças para a ação, para as indispensáveis obras. 

A Oração assim nos impele para o bem fazer, sem jamais nos omitirmos, sem jamais adiarmos sagrados compromissos.


O encontro com o Amado leva-nos à contemplação; de modo que se dilata o nosso coração e entramos em outra dimensão de diálogo, espaço e tempo.

Participando desta Escola da Oração de tantos Santos, continuemos nosso aprendizado e oração bem feita para fazermos progressos maiores na vida espiritual, para que vivamos a graça da missão de discípulos missionários do Senhor mais comprometidos com a causa do Reino. 


PS: Oportuno para o Tempo da Quaresma e do Advento em que somos convidados a oração mais intensa e fecunda.

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