sábado, 3 de outubro de 2026

Em poucas palavras... (Anjos)

 


Reverência, gratidão e confiança pelos anjos

“E para que nas alturas nada falte no serviço a nosso favor, envias os Teus Santos Espíritos a servir-nos, confia-lhes nossa guarda, ordenas que se tornem nossos pedagogos. 

A teu respeito, ordenou a Seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos. Esta palavra quanta reverência deve despertar em ti, aumentar a gratidão, dar confiança.

Reverência pela presença, gratidão pela benevolência, confiança pela proteção.

Estão aqui, portanto, e estão junto de ti, não apenas contigo, mas em teu favor...

São fiéis, são prudentes, são fortes; por que trememos de medo? Basta que os sigamos, unamo-nos a eles e habitaremos sob a proteção do Deus do céu”.

 

 

(1) São Bernardo (séc. XII)

Minhas reflexões no Youtube

 
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A vinha do Senhor e a missão que Ele nos confia (XXVIIDTCA)

                                        

A vinha do Senhor e a missão que Ele nos confia

A Liturgia do 27º domingo do Tempo Comum (ano A) nos apresentará a passagem do Evangelho de Mateus sobre a vinha do Senhor (Mt 21,33-43).

Como Igreja, pela graça do batismo, temos a missão de produzir os frutos de amor, bondade, ternura que Deus tanto espera de nós, para não frustrar as esperanças do Senhor na hora da colheita.

Ao chamar os Seus para que O seguisse, Jesus lhes dá uma missão precisa: anunciar o Evangelho do Reino a todas as nações (cf. Mt 28, 19 ; Lc 24, 46-48). Por isso, todo discípulo é missionário, pois Jesus o faz partícipe de Sua missão, ao mesmo tempo em que o vincula como amigo e irmão. 

“Cumprir essa missão não é tarefa opcional, mas parte integrante da identidade cristã, porque é a extensão testemunhal da Vocação mesma” (Aparecida, 144).

Nesta perspectiva, consideremos e meditemos as palavras do Apóstolo Paulo: “Irmãos ocupai-vos com tudo o que é verdadeiro, respeitável, justo, puro, amável, honroso, tudo o que é virtude ou de qualquer modo mereça louvor; é o que deveis ter no pensamento” (Fl 4,8).

Eis a nossa Missão: como batizados, trabalhar com
alegria, amor e fidelidade na Vinha do Senhor.
Não desapontemos o querer de Deus!

Oremos:

“Pai justo e misericordioso, que velais incessantemente
sobre a Vossa Igreja, não abandoneis a Vinha que à
 Vossa direita plantou: continuai a cultivá-la e a
enriquecê-la de servos missionários escolhidos,
para que, enxertada em Cristo, verdadeira Videira,
 produza frutos abundantes de Vida Eterna.
 Amém”!

Conversão e frutos do Espírito (XXVIIDTCA)

                                         



Conversão e frutos do Espírito

No 27º Domingo do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 21,33-44), que nos apresenta mais uma parábola sobre a vinha do Senhor.

Aprofundando nossa reflexão, sejamos iluminados pelo que nos disse Orígenes (séc. III), em memorável Sermão:

“Quem vos ensinou a escapar da cólera vindoura? Produzi frutos que a conversão pede.

Também a vós que vos aproximais para receber o batismo, vos é dito: produzi frutos que a conversão pede.

Quereis saber quais são os frutos que a conversão pede? Os frutos do Espírito são: amor, alegria, paz, compreensão, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança e outras qualidades do mesmo tipo.

Se possuíssemos todas estas virtudes, teríamos produzidos os frutos que a conversão pede”. (1)

Orígenes fala de nove frutos do Espírito, que produziremos se nos colocarmos numa sincera atitude de conversão permanente, abertos à ação do Espírito.

Urge que avaliemos sempre nossa ação missionária, o testemunho de vida cristã que damos, a fim de amadurecermos na fé, cada vez mais abertos à ação do Espírito, e produzirmos os frutos que Deus tanto espera.

Que os frutos do Espírito sejam cada vez mais abundantes em nós, na família, na comunidade e no mundo, e tão somente assim, nossos  louvores serão agradáveis a Deus, porque acompanhados de sincera conversão e sagrados compromissos, produzindo os frutos saborosos queridos por Deus.


(1) Lecionário Patrístico Dominical - Editora Vozes – 2013 – p. 758

Eleições: o que nos diz a Igreja

                                                


Eleições: o que nos diz a Igreja

“Examinai tudo e guardai o que for bom” (1Ts 5, 21).

A Igreja não indica candidatos nem partidos, mas movida pelo Evangelho tem a missão de anunciá-Lo, para a promoção da vida, da dignidade humana, à serviço da construção e promoção do bem comum.

Ela assim o faz a partir da fé em Jesus Cristo e da convicção, reafirmada pela Doutrina Social da Igreja, de que a política, quando orientada pela ética, constitui uma das mais elevadas formas de caridade.

As eleições são oportunidades privilegiadas para o exercício da cidadania e da corresponsabilidade social; portanto, mais do que escolher governantes e representantes, somos chamados a renovar nosso compromisso com os valores que sustentam a convivência democrática, a justiça social e a fraternidade.

Como Igreja, não podemos, à luz do Evangelho, nos silenciar diante da escandalosa desigualdade social, da corrupção, da compra de votos, da utilização indevida dos recursos públicos e da disseminação deliberada de mentiras (fake news).

É impossível aceitar o abuso do poder econômico e político e as formas de violência que ameaçam a convivência social, enfraquecendo a confiança nas instituições democráticas.

A democracia é sólida quando a divergência legítima não é transformada em hostilidade permanente, pois o adversário político não pode ser tratado como inimigo.

A democracia, além de eleições periódicas, requer respeito às instituições da República, especialmente à Constituição Federal, ao Estado Democrático de Direito, à interdependência dos Poderes, à liberdade de expressão responsável e à participação cidadã;

A democracia também exige a confiança nos mecanismos legítimos de apuração da vontade popular, respeito aos resultados das urnas e à Lei da Ficha Limpa.

Conduzidos pelo Santo Espírito, como eleitores e eleitoras, temos que assumir nossa responsabilidade; de tal modo que a abstenção não tem lugar, pois não é a melhor escolha;

O discernimento cristão exige olhar não apenas para promessas de campanha, mas, principalmente, para a história de vida dos candidatos e as consequências dos compromissos assumidos.

Como nação, precisamos reforçar a capacidade de construir pontes e não muros, promovendo encontros e o cultivo da amizade social.

A esperança cristã não é ingenuidade nem otimismo superficial; e que esperar significa participar, construir, dialogar, resistir ao desânimo, defender a verdade, proteger a democracia e trabalhar pela justiça.

Os homens e mulheres de boa vontade têm que ser testemunhas da cultura do encontro, promotores da paz social e construtores da fraternidade.

Invoquemos a luz do Santo Espírito, para que façamos sábias escolhas nas eleições que se aproximam, tornando mais humana e fraternas nossas cidades, oferecendo condições melhores de vida para todos, sem feridas insanas de desigualdade, pobreza, violência e exclusão.

Oremos:

Senhor, dai-nos o dom da SABEDORIA, para que aprendamos e nos comprometamos decididamente com um Projeto de vida e paz, e assim sejamos iluminados para governar nossa vida segundo os desígnios divinos, revelados pelos sagrados Mandamentos,  sentindo e dando gosto de Deus à vida.

Dai-nos, o dom do ENTENDIMENTO, para discernir o que é justo e bom, sem ilusões e erros, de modo que nossos pensamentos e sentimentos e ações se tornem a expressão do viver para Deus, que conosco sempre estais, jamais nos desamparando.

Senhor, dai-nos o dom do CONSELHO, para que nos empenhemos na correspondência à vossa vontade, vivendo e ensinando sagrados valores com sinceridade, pureza e retidão de coração, participando da realização do plano divino de salvação, na mais perfeita sintonia entre o que celebramos e vivemos, jamais separando a fé da vida cotidiana.

Sejamos enriquecidos pelo dom da FORTALEZA, e cumulado de graça divina, intensificando e aprofundando nossos momentos de intimidade Convosco, na oração, mas de modo especialíssimo no sublime Sacramento da Eucaristia, fonte e ápice da vida cristã; vivendo com fidelidade o Mandamento do Amor, que se expressa concretamente no amor ao próximo; testemunhando a fé, com serenidade e firmeza.

Senhor, agraciados pelo dom da CIÊNCIA, busquemos o conhecimento pleno da verdade do Evangelho do Reino, com docilidade ao Espírito nas mais diversas situações, agradáveis ou não, favoráveis ou adversas, sem lamentações estéreis, mas com olhar e compromisso renovados, porque acompanhados da fina flor da esperança.

Renove em nós o dom da PIEDADE, para que correspondamos ao Vosso amor, numa profunda comunhão Convosco, acompanhado de maior fidelidade às Sagradas Escrituras, tornando-nos mais fraternos e solidários, comprometidos com a promoção da justiça e da paz, para que misericordiosos como o Pai o sejamos.

Finalmente, Senhor, com o dom do TEMOR, solidifiquemos nossa relação filial para com Deus, adorando-O em espírito e verdade, buscando, em primeiro lugar, o Seu Reino e a Sua justiça, e assim, tudo mais nos será acrescentado. Amém.

Que a nossa fé no Deus Uno e Trino nos inspire a assumir nossos deveres de cidadãos em sintonia com os ensinamentos da Igreja. Contamos com a companhia de Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira do povo brasileiro e a ela recorremos, para que nos ajude a percorrer caminhos de justiça, verdade e paz.

 

Fonte: MENSAGEM DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
AO POVO BRASILEIRO POR OCASIÃO DAS ELEIÇÕES DE 2026.

Eleições: Invoquemos a Luz e os dons do Espírito Santo

                                                 


Eleições: Invoquemos a Luz e os dons do Espírito Santo
 
Acontecerá em outubro deste ano as Eleições Gerais para Presidente, Governadores de Estado, Senadores, Deputados Federais e Estaduais.
 
Fundamental que multipliquemos nossas reflexões para o discernimento em nossas escolhas, tendo como fonte a Sagrada Escritura, através da qual Deus fala, conduz e ilumina nossos passos.
 
Como tão bem expressou o Bispo e Doutor Santo Agostinho (séc. V), ”A Sagrada Escritura é para nos ajudar a decifrar o mundo; para nos devolver o olhar da fé e da contemplação, e transformar a realidade numa grande revelação de Deus”.
 
Entretanto, tudo isto somente acontece quando acolhemos a presença do Espírito Santo, que torna possível a autêntica comunicação que gera comunhão: “Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava.” (At 2, 3-4).
 
Como Igreja, comunidade de comunidades, vivendo a graça do batismo, como profetas, sacerdotes e reis, a Palavra de Deus há de estar não somente em nossas mãos, mas entranhada em nossa mente e coração, orientando nossos pensamentos, palavras e ações, para que afastemos todo medo, covardia, indiferença ou omissão.
 
Cremos piamente que, pelo Espírito assistidos, viveremos a graça da missão que o Senhor nos confia, conservando uma alma cristalina, a generosidade de coração, na plena comunhão com o Deus Uno e Trino.
 
Urge que a política seja de fato uma “sublime vocação”; uma das formas mais preciosas da caridade, na busca do bem comum.
 
Portanto, é preciso que toda a sociedade brasileira participe ativa e pacificamente das eleições gerais, escolhendo candidatos e candidatas comprometidos com projetos que promovam bem comum, a justiça social, a defesa integral da vida, da família e da Casa Comum.
 
Invoquemos a luz do Seu Espírito, neste tempo que antecede as Eleições, para que façamos sábias escolhas, e renovemos compromissos sagrados com a transformação da dura realidade que vivemos, sobretudo para que nossas cidades se tornem mais humanas e fraternas, oferecendo condições melhores de vida para todos, sem feridas insanas de desigualdade, pobreza, violência e exclusão.
 
Como em Pentecostes, o Espírito de Deus permanentemente nos enriquece e nos assiste com os sete dons:
 
Com o dom da Sabedoria, aprendemos e nos comprometemos decididamente com um Projeto de vida e paz, e somos iluminados para governar nossa vida segundo os desígnios divinos, a nós revelados pelos seus sagrados Mandamentos,  sentindo e dando gosto de Deus à vida.
 
Discernimos com o dom do Entendimento o que é justo e bom, sem ilusões e erros, de modo que nossos pensamentos e sentimentos e ações se tornam a expressão do viver para Deus, que conosco sempre está, jamais nos desamparando.
 
Empenhamo-nos com o dom do Conselho na correspondência à vontade amorosa de Deus, vivendo e ensinando sagrados valores com sinceridade, pureza e retidão de coração, participando da realização do plano divino de salvação, na mais perfeita sintonia entre o que celebramos e vivemos, jamais separando a fé da vida cotidiana e seus combates necessários.
 
Enriquecidos pelo dom da Fortaleza, somos cumulados da graça divina, intensificando e aprofundando nossos momentos de intimidade com Deus, na oração, mas de modo especialíssimo no sublime Sacramento da Eucaristia, fonte e ápice da vida cristã; vivendo com fidelidade o Mandamento do Amor, que se expressa concretamente no amor ao próximo; testemunhando a fé, com serenidade e firmeza.
 
Buscamos, agraciados pelo o dom da Ciência, o conhecimento pleno da verdade do Evangelho do Reino, com docilidade ao Espírito nas mais diversas situações, agradáveis ou não, favoráveis ou adversas, sem lamentações estéreis, mas com olhar e compromisso renovados, porque acompanhados da fina flor da esperança.
 
Renovamos com o dom da Piedade, a cada momento, nossa resposta de amor a Deus, numa profunda comunhão com Deus, acompanhado de maior fidelidade às Sagradas Escrituras, tornando-nos mais fraternos e solidários, comprometidos com a promoção da justiça e da paz, para que misericordiosos como o Pai o sejamos.
 
Finalmente, com dom do Temor, solidificamos nossa relação filial para com Deus, adorando-O em espírito e verdade, buscando, em primeiro lugar, o Seu Reino e a Sua justiça, e assim, tudo mais nos será acrescentado. Amém.

Com a proteção de Maria e do Santo Anjo do Senhor

 


Com a proteção de Maria e do Santo Anjo do Senhor


“À vossa proteção recorremos, santa Mãe de Deus;

não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades,

mas livrai-nos sempre de todos os perigos,

ó Virgem gloriosa e bendita”.

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco,

bendita sois vós entre as mulheres

e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus,

rogai por nós pecadores,

agora e na hora da nossa morte.

Amém” (1)


A proteção do Santo Anjo do Senhor, peçamos:

 

“Santo Anjo do Senhor,

meu zeloso guardador,
se a ti me confiou
a piedade divina,
sempre me rege, me guarda,
me governa e me ilumina.
Amém."

 


(1)  A mais antiga Oração à Nossa Senhora: 
https://www.vaticannews.va/pt/oracoes/a-vossa-protecao.html 

 

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG