sábado, 7 de março de 2026

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Em poucas palavras... (IIIDTQA)

 


“Se eu... Deus...”

“Se eu escuto, Deus não se cala. Se eu me abro, Ele não se fecha. Se eu me confio, Ele me acolhe. Se eu me entrego, Ele me sustenta. Se eu me afundo, Ele me levanta.” (1)

 

(1)“À vontade com Deus”  - José Pagola

 

Em poucas palavras... (IIIDTQA)

 


Senhor, acendei em nós, o fogo do Vosso Amor

“Ao pedir a Samaritana que lhe desse de beber, Jesus suscitava nela o dom da fé; e tão grande era sua sede pela fé dessa mulher, que acendeu nela o fogo do vosso amor."  (1)

 

(1)Prefácio da Missa do 3º Domingo da Quaresma

Somente Deus mata nossa sede (IIIDTQA)

Somente Deus mata nossa sede

“Todo aquele que bebe desta água terá sede de novo. 
Mas quem beber da Água que Eu lhe darei, 
esse nunca mais terá sede.
E a água que Eu lhe der 
se tornará nele uma Fonte de Água
que jorra para a vida eterna” (Jo 4, 13-14).

A Liturgia do 3º Domingo da Quaresma (Ano A), traz como tema: O Senhor Jesus, e somente Ele, sacia a nossa sede de amor, vida e paz, damos mais um passo no Itinerário Quaresmal rumo à Páscoa do Senhor.

A Liturgia da Palavra nos revela que Deus está sempre presente na caminhada do Seu Povo, e o conduz à realização plena, na perfeita felicidade rumo à eternidade.

Na passagem da primeira Leitura (Ex 17, 3- 7), Deus presente na caminhada do povo hebreu pelo deserto do Sinai, apesar de provocado, suportando toda murmuração e contestação, infidelidade e pecado de Seu povo, não lhe nega a fidelidade, o Amor e a possibilidade da liberdade e felicidade.

O tema da água aparece tanto na Leitura como no Evangelho: água que sacia a sede como sinal da vida que Deus pode oferecer do rochedo. Este rochedo, depois, na releitura cristã, será o coração trespassado do Senhor, do qual jorrou Sangue e Água para nos fazer renascer, e também do mesmo lado o Alimento que nos redime, fortalece e nos salva (Jo 19,34).

Assim como o Povo de Deus, precisamos descobrir a presença e fidelidade do Senhor, que não nos abandona nunca, tão pouco nos momentos das dificuldades e sofrimentos, que são ocasiões propícias para o nosso crescimento e amadurecimento e fortalecimento na fé.

À medida que se avança, irmanados na fé, renovamos e nos transformamos, alargarmos horizontes, firmamos os passos, tornamo-nos mais responsáveis, conscientes, adultos e mais Santos, superando todo indesejável infantilismo espiritual, que também podemos incorrer, como aconteceu com o Povo de Deus na travessia do deserto.

Na passagem da segunda Leitura (Rm 5,1-2.5-8), o Apóstolo reforça a mensagem de que Deus é sempre presente e pronto para nos perdoar, apesar de todo pecado e infidelidade que possamos cometer. Assim como na primeira Leitura, o Apóstolo nos garante que Deus nunca abandona o Seu Povo em caminhada pela história.

Deus está sempre ao nosso lado, em cada passo que damos, oferecendo-nos por meio de Seu Filho e de Seu Espírito, gratuitamente, com pleno amor, a Água que mata a nossa sede de vida e felicidade.

Somente em Cristo nos tornamos criaturas novas, e é Ele quem nos plenifica de todos os bens e dons: paz, esperança e o Seu imprescindível Amor.

Contemplemos o Amor de Deus, que jamais desistiu de nós, e, por meio de Jesus, a máxima expressão de Sua presença e Amor por nós, vindo pessoalmente ao nosso encontro, para conosco caminhar, em tudo semelhante a nós, exceto no pecado, para dele nos libertar – “É para a liberdade que Cristo nos libertou” (Gl 5,1).

Na passagem do Evangelho (Jo 4, 5-42), no encontro de Jesus com a samaritana à beira do poço de Jacó, acolhemos a alegre mensagem: somente Jesus sacia nossa sede de vida eterna; acolher e aceitar o Dom de Deus, Jesus, o Salvador do mundo, nos faz homens novos.

Jesus é o “novo poço” no qual encontramos a água cristalina que sacia a sede da humanidade de vida plena e felicidade autêntica.
A água que Jesus tem a nos oferecer é a “Água do Espírito” que o é o grande dom de Jesus, derramado sobre toda a Igreja com Sua Paixão, Morte e Ressurreição.

Este Espírito, quando acolhido no mais profundo do coração do homem, impresso como um selo, renova, transforma e o torna capaz de amar a Deus acima de tudo, vivendo na paz e na concórdia com o próximo.

O diálogo de Jesus com a samaritana nos revela qual a missão de Jesus, que consiste em comunicar ao homem o Espírito Santo que dá vida. Seu Espírito desenvolve e fecunda o coração daquele que O acolhe, capacitando para viver um amor como Ele, Jesus, ama, um Amor imensurável.

Somente de Jesus, com Sua Palavra e Seu Espírito, água viva para a humanidade, é que nasce a comunidade dos Homens Novos, filhos de Deus que têm por missão ser a presença de Deus, com palavras e ação, em todos os âmbitos do mundo.

Esta saciedade que a samaritana encontrou em Jesus a fez discípula missionária, e nos leva a nos questionar sobre o tempo presente, sobre a inquieta busca da felicidade, e o seu não encontro:

“A modernidade criou-nos grandes expectativas. Disse-nos que tinha a resposta para todas as nossas procuras e que podia responder a todas as nossas necessidades.

Garantiu-nos que a vida plena estava na liberdade absoluta, numa vida vivida sem dependência de Deus; disse-nos que a vida plena estava nos avanços tecnológicos, que iriam tornar a nossa existência cômoda, eliminar a doença e protelar a morte; afirmou que a vida plena estava na conta bancária, no reconhecimento social, no êxito profissional, nos aplausos das multidões, nos “cinco minutos” de fama que a televisão oferece…

No entanto, todas as conquistas do nosso tempo não conseguem calar a nossa sede de eternidade, de plenitude, dessa “mais qualquer coisa” que nos falta para sermos, realmente, felizes.

A afirmação essencial que o Evangelho de hoje faz é: só Jesus Cristo oferece a Água que mata definitivamente a sede de vida e de felicidade do homem”. (1)

Reflitamos:

- Onde e em quem buscamos a nossa felicidade?
- Sentimos a presença de Deus amante, atuante, que nos ama e conosco caminha?

- Nosso encontro pessoal com o Senhor, ou nosso encontro com Ele na Ceia Eucarística, tem saciado nossa sede de vida plena e feliz?

- A samaritana, saciando sua sede de eternidade em Jesus, tornou-se uma alegre discípula missionária. Assim também acontece conosco?
- Como e onde comunicar este encontro com o Senhor e a Sua Boa Nova que sacia a sede de humanidade?

- Quais são os poços que o mundo oferece para saciar nossa sede existencial?

- Sendo a Quaresma tempo favorável de nossa conversão, é possível que procuremos nossa felicidade na água que o mundo oferece, em vez da água pura e cristalina que o Senhor tem a nos oferecer?

Encerro com as palavras do Papa Bento XVI:

“Aqui, no poço de Jacó, encontramos Jacó como antepassado que tinha oferecido com o poço a água como elemento fundamental da vida.

Mas no homem encontra-se uma sede maior, que vai mais além da água da fonte, porque ele procura uma vida que está para além da esfera biológica”. (2)


(1) Citação extraída do site:
(2) Papa Bento XVI – in Jesus de Nazaré – p. 210

Mulher: Você nunca estará só

 


                          Mulher: Você nunca estará só

 
Estou contigo e te guardarei aonde quer que vás,
E te farei voltar a este solo.
“Nunca te abandonarei
até cumprir o que te prometi." (cf. Gn 28,15)
 
Mulher, não desista de lançar tuas sementes, o máximo possível,
Na esperança de que cairão em chão fecundo,
E ainda que não aconteça, semeia incansavelmente:
não estarás só; com Ele podes contar.
 
Se, por vezes, vires teus sonhos parecerem impossíveis,
Um suspiro, uma súplica, forças renovadas, siga em frente.
Ainda que alguém te diga – “não conseguirás, desista...”
Não o ouças, Ele acredita muito em ti.
 
Se, por um momento, te sentires à beira de um precipício,
Como que te convidando a um último suspiro e mergulho,
Recuas um passo, e verás que estamos bem ali à tua frente:
Com Ele, podes contar; resistirás e vencerás.
 
Se não conseguires ver a beleza da estação primavera,
Te mostrarei e falarei das flores de esperança,
Que nos fazem olhar para além de estreito horizonte
Com Ele, à Mesa Sagrada, serás revigorada.

 
Se não conseguires ver a beleza da estação outono,
Conversaremos das podas e perdas necessárias,
Para novos floresceres, como também é nosso existir:
Com Ele, suportarás podas e perdas inevitáveis.
 
Se a cegueira te roubar a contemplação da estação inverno,
Na fogueira do Espírito, farei sentires o calor do amor divino.
Súplicas elevaremos, com cânticos, salmos e hinos.
Com Ele, a tua voz se somará também à dos anjos.
 
Por fim, se a estação verão for apenas o calor escaldante,
Que possa roubar tuas forças ou predisposição,
Contemplaremos páginas da suave brisa revitalizante,
Com Ele, renovarás tuas forças na Fonte Divina.
 
“Nunca te abandonarei até cumprir o que te prometi." (cf. Gn 28,15)
Assim falou o Senhor a Jacó em seu sonho,
Assim fala o Senhor a todas as mulheres,
E aos homens que contigo somam e sonham. Amém.

Enriquecidos pelos Prefácios da Quaresma

        

    

Enriquecidos pelos Prefácios da Quaresma
 
A fim de vivermos mais intensamente o itinerário quaresmal que iniciamos com a quarta-feira de cinzas, sejamos enriquecidos por parte dos Prefácios, pela Igreja oferecidos neste Tempo (devendo ser escolhido conforme a indicação litúrgica do dia, de acordo com o Evangelho proclamado):
 
“Todos os anos concedeis a vossos fiéis a graça de se prepararem para celebrar os sacramentos pascais, na alegria de um coração purificado, para que, dedicando-se mais intensamente à oração e às obras de caridade e celebrando os mistérios pelos quais renasceram, alcancem a plenitude da filiação divina."
 
"Pois estabelecestes este tempo privilegiado de salvação, para que vossos filhos e filhas, livres dos afetos desordenados, recuperem a pureza do coração, e, usando as coisas que passam, dediquem-se mais às que não passam."
 
"Vós quisestes que vos rendêssemos graças, por meio da abstinência, para que, por ela, nós pecadores, moderemos nossos excessos, e, partilhando o alimento com os necessitados, sejamos imitadores da vossa bondade."
 
“Pelo jejum quaresmal, corrigis nossos vícios, elevais nosso espírito, e nos dais força e recompensa, por Cristo, Senhor nosso."
 
'Vós reabris para a Igreja, durante esta Quaresma, a estrada do êxodo, para que ela, aos pés da montanha sagrada, humildemente tome consciência de sua vocação de povo da Aliança, convocado para cantar vossos louvores, escutar Vossa Palavra e experimentar os vossos prodígios."
 
"Jejuando quarenta dias, Jesus consagrou a observância quaresmal, e desarmando as ciladas da antiga serpente, ensinou-nos a vencer o fermento da maldade, para que, pela digna celebração do mistério pascal, passemos, um dia, à Páscoa eterna."
 
"Tendo predito aos discípulos a própria morte, Jesus lhes mostra, na montanha sagrada, todo o Seu esplendor. E com o testemunho da Lei e dos Profetas, nos ensina que, pela paixão, chegará à glória da ressurreição."
 
“Ao pedir a Samaritana que lhe desse de beber, Jesus suscitava nela o dom da fé; e tão grande era sua sede pela fé dessa mulher, que acendeu nela o fogo do vosso amor."
 
“Pelo mistério da encarnação, Jesus conduziu à luz da fé a humanidade que caminhava nas trevas, e elevou à dignidade de filhos e filhas os nascidos da escravidão do pecado, fazendo-os renascer das águas do Batismo.”
 
“Sendo Ele verdadeiro homem, chorou o amigo Lázaro e, Deus eterno, do túmulo o tirou. Compadecido da humanidade, leva-nos à vida nova pelos mistérios pascais"
 
Os Prefácios fundamentados nas páginas dos Evangelhos nos inserem profundamente no Mistério da Paixão e Morte do Senhor, para com Ele também ressuscitarmos.
 
Muito oportuno retomá-los, no silêncio de nosso quarto, conforme lemos na passagem do Evangelho de Mateus (Mt 6,1-18).
 
Sejamos fortalecidos no bom combate da fé, vencendo as tentações que se apresentarem em nossa caminhada penitencial, ressoando em nossas vidas a Liturgia celebrada e em nosso coração mais que entranhada, para frutos pascais produzirmos. Amém.

Em poucas palavras... (IIIDTQA)

 


“Nascentes, lençóis de água e pântanos”

“Em nosso percurso existencial encontramos, muitas vezes, pessoas que são verdadeiras nascentes. São límpidas e transparentes, inspiradoras e mobilizadoras, habitualmente delicadas. Estar na presença delas é saciar nossa sede, saímos renovados. São pessoas-fonte que despertam em nós o desejo de acessar nosso manancial interior de desejos, criatividade e busca… É ali, na fonte interior, que a vida se renova.

Outras vezes nos encontramos com pessoas que são verdadeiros lençóis de água. Subterrâneas, circulam debaixo da terra, discretas, silenciosas, mas surpreendentemente criativas. Trabalham no silêncio e fazem mover a engrenagem do mundo com seus gestos escondidos, simples, mas eficazes; suas presenças fazem a diferença. Sem elas não seria possível a vida.

É certo que também há as pessoas pântano, pessoas charco, pessoas “águas paradas” ou águas poluídas, pessoas “enxurrada” que tudo destroem. Claramente, nem todas as águas são boas!” (1)

 

(1) Comentário sobre a passagem do Evangelho de João (Jo 4,5-42) – Adroaldo Palaoro, SJ

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