domingo, 3 de maio de 2026

sábado, 2 de maio de 2026

Creio em Jesus: Caminho, Verdade e Vida (VDTPA)

                                       


Creio em Jesus: Caminho, Verdade e Vida

Creio em Jesus, o Caminho, que viveu a profunda experiência do encontro de Deus com  a humanidade, e comunica esta experiência à todos nós.

Creio em Jesus, o Caminho que nos leva ao Pai, uma Pessoa; Aquele que, já existia com Deus, desde sempre, e Se tornou o ‘lugar’ visível da Aliança entre Deus e a humanidade.

Creio em Jesus, a Verdade que se conhecido, nos liberta (Jo 8,32), a mais perfeita revelação do Pai, de quem todas as coisas recebem origem e no qual todos encontram sua consistência e verdade.

Creio em Jesus, a Verdade, que se conhece pelo amor com Ele vivido e n'Ele permanecendo, a fim de que tenhamos a seiva vital do amor, e frutos abundantes produzirmos.

Creio em Jesus, a Vida, porque nos faz participar da comunhão plena com o Deus vivo, a se consumar na comunhão de amor na glória da eternidade, e tão  somente com Ele teremos a vida eterna. Amém. Aleluia! 

 

Fonte: Missal Cotidiano – Editora Paulus - Comentário da passagem do Evangelho de São João (Jo 14,1-6) - p.420-421

 


Jesus, o Caminho que nos conduz ao Pai (VDTPA)

                                              

Jesus, o Caminho que nos conduz ao Pai

               Sejamos cristãos alegres, corajosos, convictos a caminho do céu, vivendo  no tempo presente a nossa fé em Jesus Cristo,  que    nos conduz ao Pai, com a força, presença e ação do Seu Espírito.

No 5º Domingo da Páscoa (ano A), a Liturgia nos convida a refletir sobre a missão da Igreja, que nasce de Jesus na fidelidade ao Pai, é vivificada com a presença e ação do Espírito Santo, continuando o caminho que é o próprio Jesus: Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14,6).

Na passagem da primeira Leitura (At 6,1-7), Lucas nos fala do testemunho da Igreja de Jerusalém, apresentando-nos alguns aspectos que dão identidade a ela.

Trata-se de uma comunidade santa, embora formada por pecadores, num contínuo processo de conversão, procurando viver a fidelidade apesar das falhas e dificuldades.

Possui uma organização hierárquica com a responsabilidade de conduzir e orientar a direção da comunidade, favorecendo o diálogo e a participação consciente, ativa e frutuosa.

Uma comunidade de servidores que colocam em comum os dons de Deus recebidos.

Finalmente, uma comunidade criada, animada e dinamizada pelo Espírito Santo, para que dê testemunho de Jesus Cristo Ressuscitado.

Na passagem da segunda Leitura (1Pd 2,4-9), nos é apresentado o fundamento, a Pedra  Angular, a Pedra principal da Igreja que é Jesus Cristo, no qual os cristãos são pedras vivas.

Como Igreja se constitui um povo sacerdotal, com a missão de viver uma obediência incondicional aos planos do Pai, no amor aos irmãos, e nisto consiste o verdadeiro culto agradável a Deus.

Deste modo, a Igreja precisa crescer na fé para alcançar a Salvação, vencendo todas as dificuldades, hostilidades, incompreensões e perseguições, consciente de sua missão no testemunho do Ressuscitado, com a força vivificante do Espírito Santo, infundida no coração dos discípulos.

Como comunidade da Nova Aliança, a Igreja precisa oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus e, como Povo de Sacerdotes, ofertar uma vida santa, vivida na entrega a Deus e no dom da vida aos irmãos, com amor total e incondicional, superando todo medo em total fidelidade e confiança em Deus.

A comunidade não pode se contentar com um "verniz" cristão que a torne indiferente a todos os problemas que cercam a vida humana.

Sendo Cristo o fundamento da Igreja, e o amor o distintivo dos cristãos, a missão da Igreja será colocar-se em todos os âmbitos, profeticamente, como instrumento da vida plena e definitiva.

Na passagem do Evangelho (Jo 14,1-12), a comunidade continua a missão de Jesus, no anúncio e testemunho do Evangelho, como homens novos, com vida em plenitude, porque integrados à Família Trinitária: Pai, Filho e Espírito Santo.

A passagem retrata um contexto de despedida de Jesus, e com isto Ele quer deixar no coração dos discípulos uma palavra de confiança e esperança, para que não se desviem e nem abandonem a caminhada com Ele iniciada: Ele vai para o Pai e garante a todos que O seguirem o mesmo destino, ou seja, a glória da eternidade.

A comunidade, acolhendo o Espírito que Ele enviará do Pai, viverá na obediência e fidelidade a Deus, em total entrega de amor e serviço ao outro.

No entanto, para fazer parte de Sua família é preciso que os discípulos vivam esta total obediência a Deus, trilhando o Caminho que é o próprio Jesus que ama até o fim, porque de fato, cristãos são os que se põem a caminho. Não se pode viver uma fé instalada, acomodada, e tão pouco conceber possíveis recuos, pois “a fé começa pelos pés”.

Sejamos cristãos alegres, corajosos, convictos a caminho do céu, vivendo no tempo presente a nossa fé em Jesus Cristo, que nos conduz ao Pai, com a força, presença e ação do Seu Espírito.

Celebrando mais um Domingo neste Itinerário Pascal, renovemos em nosso coração, o Amor de Deus infundido em nós pela ação do Espírito, para continuarmos com os pés firmes neste Bom Caminho que nos conduz aos céus, à comunhão plena e eterna de Amor: Céu. 

O Senhor é nosso único caminho (VDTPA)

                                                                    

O Senhor é nosso único caminho

“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14,6)

Em nossas atividades pastorais, é preciso lançar as redes em águas mais profundas (Lc 5,1-11), pois a evangelização prima pela superação da superficialidade e ativismo inconsequente; provoca-nos para respostas comunitárias, sem ações individualizadas, mas inseridas na Pastoral de Conjunto.

Precisamos buscar respostas evangélicas para os grandes desafios que enfrentamos na realidade urbana e pós-moderna:

- A realidade urbana: desafios e respostas;
- A evangelização da família;
- O resgate da pessoa humana no exercício de sua cidadania;
- O aprimoramento das atitudes de acolhida e fortalecimento dos vínculos de comunhão fraterna;
- O desafio da evangelização da juventude;
- Um projeto missionário que expresse a dimensão missionária de toda a Igreja;
- Presença evangelizadora nas escolas, universidades;
- Meios de comunicação social e a Evangelização;
- Fortalecimento das Pastorais Sociais;
- Formação bíblica e espiritualidade do Agente de Pastoral;
- Maior cuidado com os momentos litúrgicos, para que sejam momentos fortes de Oração e de espiritualidade.

Urge vocações leigas, alimentadas pela Palavra e Eucaristia, juntamente com padres, bispos, religiosos e religiosas, presentes nas diversas estruturas, organismos e pastorais, para que no espírito da comunhão e participação, e na evangélica opção preferencial pelos pobres, participemos da construção de uma sociedade justa, fraterna e mais solidária, a caminho do Reino definitivo.

Conduzidos pelas Diretrizes da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2019-2023), não nos esqueçamos de que o Protagonista da evangelização é o Espírito Santo, de modo que a diversidade de carismas, dons e ministérios devem ser compartilhados, garantindo êxito na evangelização.

É tempo favorável para a evangelização, comunicando a luz do Ressuscitado em todos os momentos e em todos os âmbitos, e continuemos fiéis no Caminho que é o próprio Jesus, a Verdade que nos liberta e nos comunica vida plena e definitiva.

Exultemos pela Vitória do Ressuscitado! (VDTPA)

                                                      

Exultemos pela Vitória do Ressuscitado!

Sejamos enriquecidos por um dos Sermões do Bispo São Máximo de Turim (Séc.V) que nos remete ao glorioso dia da Ressurreição do Senhor e a tudo quanto ela nos alcançou.

“A Ressurreição de Cristo abre a mansão dos mortos, os neófitos da Igreja renovam a terra e o Espírito Santo abre as portas do céu. A mansão dos mortos aberta devolve seus habitantes, a terra renovada germina os ressuscitados, o céu reaberto recebe os que para ele sobem.

O ladrão sobe ao paraíso, os corpos dos Santos entram na cidade santa, os mortos retornam à região dos vivos. E de certo modo, pela Ressurreição de Cristo, todos os elementos são elevados a uma dignidade mais alta.

A habitação dos mortos restitui ao paraíso os que nela estavam detidos, a terra envia ao céu os que foram nela sepultados, o céu apresenta ao Senhor os que recebe em suas moradas. E por um único e mesmo ato, a Paixão do Salvador retira o ser humano das profundezas, eleva-o da terra e o coloca no alto dos céus.

A Ressurreição de Cristo é vida para os mortos, perdão para os pecadores, glória para os Santos. Por isso, o Santo Profeta convida todas as criaturas para a festa da Ressurreição de Cristo, exultando e se alegrando neste dia que o Senhor fez.

A luz de Cristo é um dia sem noite, um dia sem fim. O Apóstolo nos ensina que este dia é o próprio Cristo, quando afirma: A noite já vai adiantada, o dia vem chegando (Rm 13,12). Ele diz que a noite já vai adiantada e não que ela ainda virá, a fim de compreendermos que a chegada da luz de Cristo afasta as trevas do demônio e dissipa a escuridão do pecado; com seu esplendor eterno ela vence as sombras tenebrosas do passado e impede toda a infiltração dos estímulos pecaminosos.

Este dia é o próprio Cristo. Sobre Ele, o Pai, que é o dia sem princípio, faz resplandecer o sol da Sua divindade. Ele mesmo é o dia que assim fala pela boca de Salomão: Fiz brilhar no céu uma luz que não se apaga (Eclo 24,6 Vulg.).

Assim como a noite não pode absolutamente suceder ao dia celeste, também as trevas dos pecados não podem suceder à justiça de Cristo. O dia celeste brilha eternamente, e nenhuma obscuridade pode ofuscar o fulgor da sua luz. Do mesmo modo, a luz de Cristo resplandece e irradia a Sua claridade, e sombra alguma de pecado poderá ofuscá-la, como diz o Evangelista João: E a luz brilha nas trevas, e as trevas não conseguiram dominá-la (Jo 1,5).

Portanto, irmãos, todos nós devemos alegrar-nos neste santo dia. Ninguém se exclua desta alegria universal, apesar da consciência de seus pecados; ninguém se afaste das Orações comuns, embora sinta o peso de suas culpas.

Por mais pecador que seja, ninguém deve neste dia desesperar do perdão. Temos a nosso favor um valioso testemunho: se o ladrão arrependido alcançou o paraíso, por que não alcançaria o cristão a graça de ser perdoado?” (1)

Exultemos por aquele glorioso dia, pois desde aquele amanhecer nada mais foi como antes.

Não houvesse o Senhor Ressuscitado:
Teria sido a vitória do mal, da traição, do pecado, da crueldade.
A morte teria decretado para sempre sua vitória.
O Projeto de Salvação pelo qual Jesus deu a Vida,
Imenso e tenebroso fracasso seria.

Não houvesse o Senhor Ressuscitado,
A vida eterna por Ele prometida
Teria sido uma promessa vazia e esquecida.
Vazia seria a nossa fé, como bem falou o Apóstolo Paulo,
sem conteúdo nosso anúncio e testemunho.

Não houvesse o Senhor Ressuscitado,
Que solidificação de uma fé comprovada e firme teríamos?
Que esperança renovada, se com Ele juntamente morta?
Que amor a viver, se Ele teve uma vida totalmente doada em vão,
Gosto amargo de decepção quem poderia suportar?

Não houvesse o Senhor Ressuscitado...
Mas, Ele Ressuscitou! Exultemos de Alegria!
A Vida venceu a morte, insisto convicto:
O Amor de Deus falou e fala sempre mais alto! Aleluia!


(1) Liturgia das Horas - Volume Quaresma/Páscoa - Editora Paulus - p. 735-736

Que vejam Cristo em nós! (VDTPA)

                                                           

Que vejam Cristo em nós! 

“Quem me viu, viu o Pai.”

Senhor Jesus, meu coração não fica perturbado,
Ainda que pareça que Vós estais ausente,
Sobretudo em momentos sombrios vividos.

Trilho meus passos convosco, confiante,
Pois Vós sois o meu único Caminho,
E me conduz na travessia do mar da vida.

Fixo meus olhos na linha do horizonte,
Fiel no Caminho, sem desvios por atalhos sedutores,
Que ofereçam aparente felicidade, que só há convosco.

Creio que somente poderei chegar ao Pai
Convosco, que com Ele à direita estais,
Por isto sois o verdadeiro e único Caminho.

Senhor, pauto minha vida pela Verdade,
Verdade que sois Vós e que tão ricamente
Encontro em Vossa Palavra que liberta.

Senhor, bem dissestes, que somente Vos amando e conhecendo,
Somente tendo o coração inflamado pela eterna chama de amor,
É que então o Pai poderemos amar e conhecer.

Porque sois, Senhor, a Verdade que nos revela o Pai.
Vós sois o próprio Ícone do Pai,
Vivendo em perfeita comunhão com Ele.

Concedei-nos, Senhor, também participarmos dessa comunhão.
Ajudai-nos a nos tornarmos ícones Vosso,
Para que alcancemos a Vida em plenitude.

Vida e Vida plena, Senhor, somente em Vós temos,
Porque sois o nosso Bom Pastor e Porta de Salvação,
Garantia de Vida eterna, participação na Vida divina.

Senhor, dissestes que Vos vendo, vemos o Pai.
Ajudai-nos, para que, como cristãos que somos,
Vejam Cristo gerado e formado em nós. Amém. Aleluia!


PS: Fonte inspiradora - Jo 14, 1-14.

Em poucas palavras... (VDTPA)

 


Somente Jesus é o Caminho que nos leva ao Pai

“...Abandonada às suas forças naturais, a humanidade não tem acesso à «Casa do Pai» (Jo 14,2), à vida e à felicidade de Deus.

Só Cristo pode abrir ao homem este acesso: «subindo aos céus, como nossa cabeça e primogênito, deu-nos a esperança de irmos um dia ao seu encontro, como membros do seu corpo» (Prefácio da Ascensão do Senhor).” (1)

 

(1)        Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 661

Quem sou eu

Minha foto
4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG