Dom Otacilio F. Lacerda
quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Nossa gratidão aos professores
Aos Professores e professoras
Com o Espírito Santo, atentos aos sinais dos tempos
Com o Espírito Santo, atentos aos sinais dos tempos
Vinde, Espírito Santo, para que como Igreja sejamos atentos aos sinais dos tempos, tendo como preocupação constante, alguns valores evangélicos que estimulam internamente o atual desenvolvimento histórico.
Vinde, Espírito Santo, e iluminai Vossa Igreja em seu dever permanente de “...examinar os sinais dos tempos e interpretá-los à luz do evangelho, de forma a poder responder, de modo adaptado a cada geração, às permanentes indagações dos homens sobre o sentido da vida presente e futura e sobre suas mútuas relações” (1)
Vinde, Espírito Santo, para que como Igreja tenhamos solicitude com a ascensão das classes trabalhadoras; valorização e o reconhecimento do papel da mulher na vida pública; promoção da defesa da emancipação dos povos outrora (e sempre) colonizados; a unificação do mundo, com a progressiva socialização dos vários aspectos da vida humana, dos econômicos aos humanos e espirituais. (2) Amém.
PS: Fontes da oração: Comentário da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 12,54-59)- Missal Cotidiano – Editora Paulus – p.1417
(1) Gaudium et Spes n. 4
(2)Fonte - Papa São João XXIII, na Encíclica Pacem in terris
MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV PARA O 100º DIA MUNDIAL DAS MISSÕES (síntese)
MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV
PARA O 100º DIA MUNDIAL DAS MISSÕES (síntese)
Celebraremos dia 18 de outubro de 2026 o 100º
Dia Mundial das Missões de 2026, marcando o centenário desta celebração,
instituída por PIO XI, com o tema “Um em Cristo, unidos na missão”.
Faz-se necessário que os corações sejam unificados em
Cristo, as comunidades sejam reconciliadas e, em todos, haja a disponibilidade
para colaborar com generosidade e confiança.
Na primeira parte, o Papa nos convida a
refletir sobre o fato de sermos um em Cristo, como discípulos missionários unidos n’Ele e com os irmãos e
irmãs, tendo no centro da missão o Mistério da nossa união com Cristo, e assim
mantermos sempre o olhar voltado para o Senhor para que Ele esteja
verdadeiramente no centro da vida pessoal e comunitária, de cada palavra, ação,
relação interpessoal, como tão bem expressou o Apóstolo Paulo - «Já não sou
eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gl 2, 20).
Deste modo, ser cristão, afirma o Papa, não é, em primeiro
lugar, um conjunto de práticas ou ideias: é uma vida em união com Cristo, na
qual nos tornamos participantes da relação filial que Ele vive com o Pai no
Espírito Santo.
Assim temos a primeira responsabilidade missionária da
Igreja de renovar e manter viva a unidade espiritual e fraterna entre os seus
membros, e consequentemente, a necessidade de intensificar o compromisso ecumênico
com todas as Igrejas cristãs.
Reitera com as palavras de São Paulo VI - «Não haverá
nunca evangelização verdadeira se o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o
reino, o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus, não forem anunciados»
(Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 22); e deste modo, quanto mais estivermos
unidos em Cristo, mais poderemos realizar juntos a missão que Ele nos confia.
Na segunda parte, exorta-nos a viver unidos na
missão para o que o mundo creia em Cristo Senhor.
Sendo assim, nenhum batizado é estranho ou indiferente à
missão: todos, cada um segundo a sua vocação e condição de vida, participam na
grande obra que Cristo confia à sua Igreja.
Lembra as palavras do Papa Francisco que afirmava: o anúncio
do Evangelho é sempre uma ação conjunta, comunitária, sinodal.
Ressalta que unidade missionária não deve se confundir com uniformidade;
mas a necessária convergência dos diferentes carismas para o mesmo objetivo,
que consiste em tornar visível o amor de Cristo e convidar todos a um encontro
com Ele.
A evangelização realiza-se quando as comunidades locais colaboram
entre si exercem com criatividade formas concretas de colaboração; e quando as
diferenças culturais, espirituais e litúrgicas se expressam plena e
harmoniosamente na mesma fé.
Agradece ao precioso trabalho das Pontifícias Obras
Missionárias pelo serviço à cooperação missionária para a vida de toda
a Igreja (como ele mesmo experimentou no Peru - afirma), com suas quatro obras:
– Propagação da Fé, Infância
Missionária, São Pedro Apóstolo e União
Missionária.
As quatro Obras são um sinal vivo da unidade e da comunhão
missionária eclesial, e é fundamental que colaboremos com elas com espírito de
gratidão, através de orações e concretamente com a oferta.
Na terceira parte apresenta-nos a Missão do amor: que
consiste em anunciar, viver e partilhar o amor fiel de Deus.
Se de um lado a unidade é condição da missão, o amor é a sua
essência, afirma o Papa; portanto, a missão dos discípulos e de toda a Igreja é
a continuação, no Espírito Santo, da missão de Cristo: uma missão que nasce do
amor, que se vive no amor e que conduz ao amor.
Agradece experiências de missionários ad gentes:
pessoas que, como São Francisco Xavier, deixaram a sua terra, a sua família e
as seguranças para anunciar o Evangelho, levando Cristo e o seu amor a lugares
muitas vezes difíceis, pobres, marcados por conflitos ou culturalmente
distantes.
Também faz referência a São Francisco de Assis, ao celebrarmos
oitocentos anos de seu trânsito para o céu, e sua preocupação expressa em suas
palavras - «o Amor não é amado».
Também é lembrada Santa Teresinha do Menino Jesus, que se
propôs continuar a sua missão mesmo depois da morte.
Enfatiza a importância de nossas orações e apoio concreto,
especialmente por ocasião do Dia Mundial das Missões, que são uma grande ajuda
para levar o Evangelho do amor de Deus a todos, especialmente aos mais pobres e
necessitados.
Conclui nos concedendo a bênção, acompanhada desta oração:
“Pai santo,
concedei-nos ser um em
Cristo,
enraizados no seu amor
que une e renova.
Fazei que todos os
membros da Igreja sejam unidos na missão,
dóceis ao Espírito Santo,
corajosos no testemunho
do Evangelho,
anunciando e encarnando
todos os dias
o vosso amor fiel por
cada criatura.
Abençoai os missionários
e as missionárias,
sustentai-os no seu
esforço,
guardai-os na esperança!
Maria, Rainha das
missões,
acompanhai a nossa obra
evangelizadora em todos os cantos da terra:
tornai-vos instrumentos
de paz
e fazei que o mundo
inteiro reconheça em Cristo a luz que salva.
Amém.”
Luzes para o Ministério Presbiteral
Efeitos da divina luz!
Efeitos da divina luz!
Sejamos enriquecidos pelos escritos do Abade São Máximo Confessor (séc.VII).
“A lâmpada posta sobre o candelabro é a paterna e verdadeira luz que ilumina todo ser humano que vem ao mundo (cf. Jo 1,9), nosso Senhor Jesus Cristo. Por ser um de nós e ter assumido nossa carne, tornou-se e foi chamado lâmpada. Isto é, a sabedoria e a palavra do Pai por natureza, que na Igreja de Deus é pregada com fé pura e, pela vida orientada pela virtude e observância dos mandamentos, é erguida e resplandece entre as nações.
Ilumina a todos que estão em casa (a saber, neste mundo), conforme a mesma Palavra de Deus em certo trecho: Ninguém acende uma lâmpada e a põe sob uma vasilha, mas sobre o candelabro. E iluminará a todos que estão em casa (Mt 5,15), dando a si mesmo claramente o nome de lâmpada, porquanto, sendo Deus por natureza, fez-se homem segundo o desígnio divino.
Parece-me que também o grande Davi, compreendendo isto, diz ser o Senhor uma lâmpada, ao dizer: Lâmpada para meus pés, a tua lei é luz para meus caminhos (Sl 118,105). Meu Salvador e Deus é tão luminoso que dissipa as trevas da ignorância e do vício. Também por isto a Escritura o designa como lâmpada.
Na verdade só ele, qual lâmpada, desfaz a escuridão da ignorância, repele o negrume da maldade e do vício. Por este motivo fez-se o caminho de salvação para todos. Pelo poder e a ciência conduz ao Pai aqueles que estão resolvidos a nele caminhar, como pela via da justiça, nos divinos mandamentos. Por candelabro entende-se a santa Igreja, onde a palavra de Deus refulge pela pregação diante de todos quantos habitam neste mundo como em uma casa, ilumina com o esplendor da verdade e os espíritos ficam repletos da ciência divina.
A palavra não se sujeita a ser posta sob uma vasilha, ela que se destina a ser colocada no mais alto cume e na imensa beleza da Igreja. Enquanto a palavra se acha presa à letra da lei, como sob uma vasilha, todos se privam da luz eterna. Não seria fonte de contemplação espiritual para aqueles que procuram libertar-se da sedução enganadora dos sentidos que nos inclinam a captar somente as coisas passageiras e materiais. Mas é colocada no candelabro da Igreja, a fim de iluminar a todos pela adoração em espírito e verdade.
Se a letra não é interpretada segundo o seu espírito, não tem senão o valor material de sua expressão, e não permite que a alma chegue a compreender o sentido do que está escrito.
Por conseguinte, tendo acendido a lâmpada (quer dizer, o sentido que acende a luz da ciência) pelo ato da contemplação e da ação, não a ponhamos sob uma vasilha. E também não sejamos acusados de falta por comprimir na letra o indizível poder da sabedoria. Mas sim sobre o candelabro (a santa Igreja) para que, do alto vértice da verdadeira contemplação, estenda a todos o facho da divina doutrina.” (1)
Trata-se da resposta do Abade a Talássio, apresentando os efeitos da luz divina em nossa vida; a missão da Igreja de resplandecer esta mesma luz nas nações, a partir da contemplação e da ação, da prática da Lei Divina contida nos mandamentos sagrados.
Reflitamos:
- Jesus é verdadeiramente a luz da minha vida?
- Deixo-me iluminar por Sua palavra e Seus ensinamentos?
- Minha vida é marcada pela contemplação e ação?
- De que modo sou luz para o mundo?
- À luz da Palavra divina, tenho me afastado de toda ignorância, maldade e vício; de tudo aquilo que ofusca o brilho divino que em mim habita?
- Qual a intensidade do esplendor da verdade por mim vivido?
- De que modo a Igreja reflete e testemunha ao mundo o esplendor da Verdade que é Jesus Cristo, Nosso Senhor?
É tempo de mergulharmos dentro de nós mesmos, para o encontro com a indizível claridade divina que em nós habita.
Há um canto do Pe. Zezinho que expressa muito bem isto:
“Dentro de mim”:
“Dentro de mim existe uma luz,
que me mostra por onde deverei andar.
Dentro de mim também mora Jesus,
que me ensina buscar o Seu jeito de amar.
Minha luz é Jesus,
e Jesus me conduz pelos caminhos da paz...”
(1) Liturgia das Horas - Vol. IV - Tempo Comum - p. 334-336







