segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Amemos como Deus ama

Amemos como Deus ama
“Para colaborar com Deus é
necessário amar muito, como Cristo”.


Assim diz o Missal na reflexão da primeira Leitura (Jr 30,1-2.12-15.18-22), a ser proclamada na terça-feira da 18ª Semana do Tempo Comum (ano par):

“Ainda hoje, enquanto os homens odeiam e destroem, Deus ama sempre e está em ação para reconstruir; enquanto forças ou tendências antagônicas se digladiam, Deus faz sempre algo novo, porque Sua obra é obra de amor. Para colaborar com Deus é necessário amar muito, como Cristo”.

Isto nos remete às palavras do Papa Francisco ao longo da XXXI Jornada Mundial da Juventude (Cracóvia):

“Uma só palavra gostaria de dizer para esclarecer. Quando eu falo de “guerra”, falo de guerra seriamente, não de “guerra de religiões”: não. Existe guerra de interesses, existe guerra pelo dinheiro, existe guerra pelos recursos da natureza, existe guerra pelo domínio dos povos: esta é a guerra. Alguém pode pensar: "Está falando de guerra de religiões”: não! Todas as religiões, queremos a paz. A guerra, a querem os outros. Entendido?”.

Por tudo isto, a Boa-Nova de Jesus e o Mandamento do amor a Deus e ao próximo, por Ele dado e também vivido, é o caminho para a construção de uma nova civilização, a “civilização do amor”.

É preciso repensar as relações e fortalecer tudo quanto possa criar elos entre as pessoas, edificação de “pontes de fraternidade” e não muros que isolam ou” trincheiras de guerra”, seja de que nome for.

Portanto, ou pomos o fim a todas as guerras, ou colocamos em risco o próprio futuro da humanidade, e podemos contar com o irrenunciável amor de Deus e Sua ação que faz novas todas as coisas, porque, verdadeiramente a Sua obra é uma obra de amor, e o amor jamais passará.

Rezemos pela paz, comprometamo-nos com ela, a partir dos pequenos gestos quotidianos, em nível local, até em sua máxima expressão, em nível global, com matizes mundiais.

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“Presbítero segundo o Coração de Jesus”


“Presbítero segundo o Coração de Jesus”

Uma reflexão sobre o Ministério e a Vida do Presbítero à luz dos parágrafos 191-204, do Documento de Aparecida (2007), a fim de que seja discípulo missionário de Jesus, o Bom Pastor.

1 - Deve cuidar de sua formação permanente em suas quatro dimensões: humana, espiritual, intelectual e pastoral.

2 – Precisa cultivar uma vida espiritual centrada na escuta da Palavra e na Celebração diária da Eucaristia.

3 – Homem de oração, maduro em sua opção de vida por Deus; perseverando com o Sacramento da Confissão, devoção á Santíssima Virgem, da mortificação e entrega apaixonada por sua missão pastoral.

4 – Deve possuir uma vida espiritual intensa fundada na caridade pastoral, que se nutre da experiência pessoal com Deus e na comunhão com os irmãos presbíteros, nas relações fraternas com o Bispo e leigos.

5 – Vive a caridade pastoral, que é fonte da espiritualidade sacerdotal, que por sua vez anima e unifica a sua vida e ministério.

6 – É um dom para a comunidade, pela unção do Espírito e por sua especial união com Cristo e não “delegado” ou “representante da comunidade”.

7 – Procura conhecer a cultura atual para semear nela a semente do Evangelho.

8 – Vive o celibato, assumindo com maturidade a própria afetividade com serenidade e alegria no caminho comunitário.

9 – Tem consciência de suas limitações, no exercício de seu Ministério e realização de sua vocação.

10 – Valoriza a Pastoral Orgânica com inserção na vida do Presbitério.

11 – Edificará uma Paróquia, comunidade de discípulos missionários com seus Organismos e Conselhos (Comunitários, Paróquiais, Econômicos), superando toda e qualquer forma de burocracia. 

12 – Preocupar-se-á com as famílias (“Igrejas domésticas”), pois a família cristã é a primeira e mais básica comunidade eclesial em que se vive e se transmite  os valores fundamentais da vida cristã.

13 – À Imagem do Bom Pastor, é chamado a ser um homem de misericórdia e compaixão; próximo a seu povo e servidor de todos, particularmente os que sofrem grandes necessidades.

14 – O Presbítero é um homem cheio de misericórdia, sobretudo na administração do Sacramento da Reconciliação.

15 – Somente um Sacerdote apaixonado pelo Senhor poderá renovar uma Paróquia; e sendo ardoroso missionário, viverá o constante desejo de buscar os mais afastados e não se contentará com a simples administração.

16 – Presbíteros-discípulos: com profunda experiência de Deus, configurados com o Coração do Bom Pastor.

17 - Dóceis às orientações do Espírito, nutrindo-se da Palavra de Deus, da Eucaristia e da oração.

18 – Presbítero-missionário: movido pela caridade pastoral que o leva a cuidar do rebanho a ele confiado, procurando os mais distantes, na comunhão com os Bispo, Presbítério, diáconos, religiosos e leigos.

19 – Presbítero-servidor da vida: atento às necessidades dos mais pobres; comprometido na defesa dos direitos dos mais fracos e promotores da cultura da solidariedade.

20 – É, por excelência,  um promotor e animador da diversidade missionária e ministerial.

Elevemos a Deus orações por todos os Presbíteros, para que cada vez mais vivam a graça do Ministério, dom divino e resposta humana, perfeitamente configurados a Jesus Cristo, o Bom Pastor, autênticos discípulos missionários do Senhor com todo o rebanho que é chamado a cuidar com ardor, zelo, alegria e amor, como tão bem expressou o Apóstolo São Pedro:

“Apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, cuidando dele, não como por coação, mas de livre vontade, como Deus quer, nem por torpe ganância, mas por devoção, nem como senhores daqueles que vos couberam por sorte, mas, antes como modelos do rebanho. Assim, quando aparecer o Supremo Pastor, recebereis a coroa imarcescível da glória!” (1 Pd 5,2-4).

Oração Vocacional

Coragem na fidelidade ao Senhor

Coragem na fidelidade ao Senhor

Disse o Senhor aos Seus discípulos: - "Coragem! Sou Eu. Não tenham medo!” (Mt 14,27).

Nossa fidelidade ao Senhor Jesus Cristo e com o Reino de Deus por Ele inaugurado, exigem de todos nós “coragem!”. Entretanto, não há porque ter medo, pois o Espírito do Senhor está presente em nossa vida, em nossa pequena barca da família, da Igreja.

Por isto é sempre bom ouvir, a cada instante, a Palavra de Jesus, nesta travessia do mar da vida, em que sentimos medo pelo vento que sopra contra a barca: "Coragem! Sou Eu. Não tenham medo!” (Mt 14,27).

Os ventos contrários são muitos (desemprego, incertezas, banalização da vida, individualismo, prazer sem compromisso, depressão, dependência química, incertezas, abandonos...), por isto, “Jovem, tenha coragem de ir contra a corrente e seja feliz”.

Cremos que a felicidade é possível quando não desistimos de buscá-la, mas é preciso coragem para ir ao seu encontro, para ir contra a corrente, na certeza de que somente com Jesus, presente na Palavra e na Eucaristia, de modo especialíssimo, é que poderemos alcançá-la, e a muitos apresentá-Lo, com humilde anúncio e corajoso testemunho.

Coragem! Digamos uns para os outros sempre... O Senhor está conosco, caminha conosco, e nada poderá fazer naufragar nossos sonhos e a esperança de que a felicidade é possível; de que um mundo novo pode acontecer, desde que não nos deixemos levar pelos ventos das facilidades que o mundo oferece, com promessas de felicidade que se tornam, com o tempo, vazias e ilusórias.

Coragem! Confiemos sempre no Senhor, o mesmo ontem hoje e sempre. Amém.

A travessia do mar tempestuoso

A travessia do mar tempestuoso

“Coragem, sou Eu. Não tenhais medo!”
(Mt 14,27)

Vou singrar o mar tempestuoso deste mundo,
Até um dia alcançar o porto feliz da eternidade.
Enfrentando os ventos contrários que não são poucos,
E, por vezes, me fazem sentir o medo do naufrágio.

Vou singrar com a esperança da desejada vitória,
Revendo, retrospectivamente, o caminho feito,
As marcas deixadas...
Com a coragem de assumir os erros e os acertos.

Vou singrar o mar revoltoso, agitado pelas ondas,
Certo de que a calmaria há de vir no tempo oportuno,
Com a confiança na força da Palavra do Senhor, que Se faz presente,
E para quem todas as forças e poderes são submetidos.

Vou singrar olhando para o novo horizonte da história,
Sem me entregar aos aparentes sinais de derrota,
Com a fé no Cristo, glorioso e Ressuscitado,
Que me envolve com Sua presença, graça e ternura.

Vou singrar corajosamente o mar revoltoso do  mundo,
Sem reclamar das dificuldades e desafios surgidos,
Amparado, em todo o tempo, pela mão poderosa do Senhor
Sempre pronta, a quem estender em confiante súplica.

Navegarei de mar em mar, incansável e corajosamente,
Travessias necessárias e possíveis a serem realizadas
Fortalecido pela Palavra que dos lábios divinos emanam,
Saciado e revigorado pelo Pão recebido na mesa da Eucaristia.

Singrarei com a certeza de que não navegamos sós, mas
Com a presença de irmãos nesta nau que segue em frente,
Jamais à deriva, porque sabem em quem confiam:
“Coragem, sou Eu, não temais” (Mt 14,27).

Coragem na fidelidade ao Senhor

Coragem na fidelidade ao Senhor

Disse o Senhor aos Seus discípulos: - "Coragem! Sou Eu. Não tenhais medo!” (Mt 14,27).

Nossa fidelidade ao Senhor Jesus Cristo e com o Reino de Deus por Ele inaugurado, exigem de todos nós “coragem!”. Entretanto, não há porque ter medo, pois o Espírito do Senhor está presente em nossa vida, em nossa pequena barca da família, da Igreja.

Por isto é sempre bom ouvir, a cada instante, a Palavra de Jesus, nesta travessia do mar da vida, em que sentimos medo pelo vento que sopra contra a barca: "Coragem! Sou Eu. Não tenham medo!” (Mt 14,27).

Os ventos contrários são muitos (desemprego, incertezas, banalização da vida, individualismo, prazer sem compromisso, depressão, dependência química, incertezas, abandonos, enfermidades...).

Cremos que a felicidade é possível quando não desistimos de buscá-la, mas é preciso coragem para ir ao seu encontro, para ir contra a corrente, na certeza de que somente com Jesus, presente na Palavra e na Eucaristia, de modo especialíssimo, é que poderemos alcançá-la, e a muitos apresentá-Lo, com humilde anúncio e corajoso testemunho.

Coragem! Digamos uns para os outros sempre... O Senhor está conosco, caminha conosco, e nada poderá fazer naufragar nossos sonhos e a esperança de que a felicidade é possível; de que um mundo novo pode acontecer, desde que não nos deixemos levar pelos ventos das facilidades que o mundo oferece, com promessas de felicidade que se tornam, com o tempo, vazias e ilusórias.

Coragem! Confiemos sempre no Senhor, o mesmo ontem hoje e sempre. Amém.

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG