quarta-feira, 21 de outubro de 2026

Papa São João Paulo II, o Papa da juventude

                                      


Papa São João Paulo II, o Papa da juventude

No dia 22 de outubro, a Igreja celebrará a memória litúrgica de São João Paulo II, conhecido como o papa do amor e da juventude. Ele viveu seu pontificado por 26 anos, (1978-2005), sendo um santo de nosso tempo que testemunhou uma santidade de forma concreta.

São João Paulo II dedicou-se a ensinar sobre o amor e a misericórdia de Deus, através de inúmeros Documentos, Encíclicas, Mensagens e suas memoráveis viagens pelo mundo.

Um dos seus legados é a Jornada Mundial da Juventude, que começou em 1984, após o “Ano Santo da Redenção”.

Ele disse:  “Queridos jovens, ao final do Ano Santo, confio a vocês o sinal deste Ano Jubilar: a Cruz de Cristo! Levem-na ao mundo, como sinal do amor do Senhor Jesus pela humanidade e anunciem a todos, que somente em Cristo morto e ressuscitado há salvação e redenção”.

Foi marcante, pois no ano seguinte, em 1985, mais de 300 mil jovens se reuniram na Praça São Pedro. Eram jovens dos cinco continentes com a “Cruz do Ano Santo” para participar do Ano Internacional da Juventude.  A partir desse dia, a Jornada Mundial da Juventude passou a ser celebrada alternando os lugares. Inclusive, já tivemos no Brasil, no Rio de Janeiro, no ano de 2013 – JMJ RJ.

Concluindo, é importante que nossas juventudes conheçam um pouco mais da vida e obras deste grande Papa e Santo da Igreja de nossos tempos, reavivando e fortalecendo a graça da missão de anunciar e testemunhar Jesus Cristo para outros tantos jovens.

Precisamos de jovens evangelizados e evangelizadores de outros jovens. Contamos contigo jovem!

Papa São João Paulo II: “Não tenhais medo!...”

                                         


Papa São João Paulo II: “Não tenhais medo!...”

No dia 22 de outubro, celebraremos a Memória do papa São João Paulo II (séc. XX), a Liturgia das horas nos apresenta a homilia do início do seu pontificado (22/10/1978):

“Pedro veio para Roma! E o que foi que o guiou e o conduziu para esta Urbe, o coração do Império Romano, senão a obediência à inspiração recebida do Senhor? Talvez aquele pescador da Galileia nunca tivesse tido vontade de vir até aqui. Talvez tivesse preferido permanecer, lá onde estava, nas margens do lago da Galileia, com a sua barca e com as suas redes. Mas, guiado pelo Senhor e obediente à sua inspiração, chegou até aqui!

Segundo uma antiga tradição, durante a perseguição de Nero, Pedro teria tido vontade de deixar Roma. Mas o Senhor interveio: veio ao seu encontro. Pedro, dirigindo-se ao Senhor perguntou: ‘Quo vadis, Domine?’ (Aonde vais, Senhor?). E o Senhor imediatamente lhe respondeu: ‘Vou para Roma, para ser crucificado pela segunda vez’. Pedro voltou então para Roma e aí permaneceu até à sua crucifixão.

O nosso tempo convida-nos, impele-nos e obriga-nos a olhar para o Senhor e a imergir-nos numa humilde e devota meditação do mistério do supremo poder do mesmo Cristo.

Aquele que nasceu da Virgem Maria, o filho do carpinteiro – como se considerava –, o Filho de Deus vivo, como confessou Pedro, veio para fazer de todos nós ‘um reino de sacerdotes’.

O Concílio do Vaticano II recordou-nos o mistério deste poder e o fato de que a missão de Cristo – Sacerdote, Profeta, Mestre e Rei – continua na Igreja. Todos, todo o Povo de Deus participa desta tríplice missão. E talvez que no passado se pusesse sobre a cabeça do Papa o trirregno, aquela tríplice coroa, para exprimir, mediante tal símbolo,  que toda a ordem hierárquica da Igreja de Cristo, todo o seu ‘sagrado poder’ que nela é exercido não é mais do que serviço; serviço que tem uma única finalidade: que todo o Povo de Deus participe desta tríplice missão de Cristo e que permaneça sempre sob a soberania do Senhor, a qual não tem as suas origens nos poderes deste mundo, mas sim no Pai celeste e no mistério da Cruz e da Ressurreição.

O poder absoluto e ao mesmo tempo doce e suave do Senhor corresponde a quanto é o mais profundo do homem, às suas mais elevadas aspirações da inteligência, da vontade e do coração. Esse poder não fala com a linguagem da força, mas exprime-se na caridade e na verdade.

O novo Sucessor de Pedro na Sé de Roma eleva, neste dia, uma prece ardente, humilde e confiante: ‘Ó Cristo! Fazei com que eu possa tornar-me e ser sempre servidor do teu único poder! Servidor do teu suave poder! Servidor do teu poder que não conhece ocaso! Fazei com que eu possa ser um servo! Mais ainda: servo de todos os teus servos.’

Irmãos e Irmãs! Não tenhais medo de acolher Cristo e de aceitar o Seu poder!

Ajudai o Papa e todos aqueles que querem servir Cristo e, com o poder de Cristo, servir o homem e a humanidade inteira!

Não tenhais medo! Abri antes, ou melhor, escancarai as portas a Cristo! Ao Seu poder salvador abri os confins dos Estados, os sistemas econômicos assim como os políticos, os vastos campos de cultura, de civilização e de progresso! Não tenhais medo! Cristo sabe bem ‘o que está dentro do homem’. Somente Ele o sabe!

Hoje em dia é frequente o homem não saber o que traz no interior de si mesmo, no mais íntimo da sua alma e do seu coração. Frequentemente não encontra o sentido da sua vida sobre a terra. Deixa-se invadir pela dúvida que se transforma em desespero. Permiti, pois – peço-vos e vo-lo imploro com humildade e com confiança – permiti a Cristo falar ao homem. Somente Ele tem Palavras de vida; sim, de vida eterna.”

Ele nos exortava para que tivéssemos medo e abríssemos as portas a Cristo. Palavras que ecoarão por todo o tempo, sobretudo nos momentos difíceis que passamos: “Não tenhais medo! Abri antes, ou melhor, escancarai as portas a Cristo!”.

Concluo com a oração contemplado em sua homilia:

“Ó Cristo! Fazei com que eu possa tornar-me e ser sempre servidor do Teu único poder! Servidor do Teu suave poder! Servidor do Teu poder que não conhece ocaso! Fazei com que eu possa ser um servo! Mais ainda: servo de todos os Teus servos.” Amém.


O luto na perspectiva cristã, como lidar?

                                                          

O luto na perspectiva cristã, como lidar?

Vivemos e convivemos com a dor e o seu ponto final, a própria morte. Quando esta irrompe em nossa vida, parece tudo desmoronar. A alguns ela provoca o desalento, o desânimo, a fuga, a compensação indesejável na droga, ou até outros meios (que não são poucos) para sua superação e explicação da mesma, na procura de  algo que possa preencher o vazio deixado.

Há muitos estudos especializados sobre o luto ou possíveis perdas (emprego, amizade, algo alcançado etc.), porém um que pertence a Elisabeth Kübler-Ross (1969) nos apresenta os vários passos de sua vivência e superação, e que se tornaram conhecidos como “Os cinco Estágios do Luto” (ou da Dor da Morte, ou da Perspectiva da Morte).

Podem ser assim esquematicamente apresentados os “Estágios do Luto”:

1.  Negação, recusa e Isolamento: "Isso não pode estar acontecendo”, "não pode ser"; " é mentira". Diante do fato paralisante, a pessoa naturalmente poderá chorar desconsoladamente, e nenhuma palavra lhe faz sentido.

2.  Cólera (Raiva): "Por que eu? Não é justo."; “por que exatamente comigo? Não é justo o que ocorreu". É o momento em que a pessoa percebe os limites incontroláveis da vida e ocorre uma reluta dramática em reconhecê-los. Normalmente se culpa pela perda, por não ter feito o que devia ou por ter deixado de fazer o que poderia para que não acontecesse tal fato.

3.  Negociação: "Me deixe viver apenas até meus filhos crescerem." Há o autofortalecimento mediante uma espécie de negociação com a dor da perda: "não posso sucumbir nem afundar totalmente; preciso aguentar esta dilaceração, garantir meu trabalho e cuidar de minha família". Já aparece um ponto de luz nesta longa noite escura.

4.  Depressão: "Estou tão triste. Por que se preocupar com qualquer coisa?" Há o vazio assumido a ser preenchido quando se der a aceitação que consiste no estágio seguinte.
           
5.  Aceitação resignada e serena do fato incontornável: "Tudo vai acabar bem." – Há um processo dolorido de amadurecimento. Ninguém sai do luto como entrou.

Evidentemente, na vida de cada um estes estágios não acontecem assim tão claramente como apresentados, mas com certeza o leitor deve ter refletido sobre a experiência do luto já vivido.

- Mas como a fé pode intervir e ajudar nesse processo de recusa, cólera, negociação, depressão e aceitação?
- Em que nos diferenciamos?
- Qual é o elemento que nos leva a dar um passo e a ter um olhar transcendente?

A fé na Ressurreição, o olhar que transcende à própria morte, que para quem crê em Jesus Cristo Ressuscitado, não tem a palavra última.

Quando tomei conhecimento destes “estágios do luto e da perda”, foi a primeira interrogação que me descortinou no horizonte do Ministério de Pastor, e ao mesmo tempo frente à própria experiência da morte de entes queridos.

Primeiramente me dei conta de que há um tempo para que o luto aconteça, que não se dá tão logo façamos o enterro. Ficamos num processo prolongado, variando de pessoa para pessoa. Aqui entra o elemento indispensável da fé e a riqueza de citações bíblicas que poderiam ser mencionadas para refazermos nossas forças.

A primeira delas que vemos em tantas salas de velórios: “Eu sou a Ressurreição. Quem crê em mim, ainda que morra, viverá. E quem vive e crê em mim jamais morrerá” (Jo 11,25-26). O próprio Senhor nos garantiu que foi para a casa do Pai para nos preparar uma morada e nos exortou a não nos perturbamos diante do inevitável fato da morte (Jo 14,2-3).

O Apóstolo Paulo na Carta aos Coríntios (cf. 1Cor 15, 12-20), nos diz literalmente que se Cristo não Ressuscitou vazia é a nossa fé, a nossa pregação.

Salmos, Evangelhos, Epístolas, entre outros Livros da Sagrada Escritura, são nestes momentos o Pão da Palavra que nos reanima, fortalece, e porque fundados na fé. Vemos, à luz da Palavra, o horizonte último da eternidade se abrir para aqueles que nos antecederam, e com os quais nos encontraremos se enraizados e solidificados na caridade, pois o céu será o epílogo do presente, o amor que vivemos, prolongado e plenificado sem medida, pois estaremos na plena comunhão com Deus e Seu Amor Trino, imensurável que já experimentamos, antegozamos. Amém.

A misericórdia divina e a conversão necessária

                                

A misericórdia divina e a conversão necessária


Do deserto à montanha, da montanha à planície...
 Em todos os dias a conversão,
Mistério de Paixão e Morte: Transfiguração!
Gloriosa e desejada Ressurreição...

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 13,1-9), é um convite a repensarmos a nossa existência, para que sejamos homens novos e livres, com exigente mudança de mentalidade e atitudes.

Jesus nos revela a face misericordiosa de Deus, que deseja de todos os modos a salvação da humanidade, e ao mesmo tempo requer de todos nós a conversão à novidade do Reino de Deus por Ele inaugurado:

“Por maior que seja uma catástrofe que atinja os homens nos seus bens e até na sua sobrevivência terrena, muito mais grave é a catástrofe a que vai ao encontro quem não se abre à ação de Deus e não lhe responde.

Isto não significa que o Senhor seja um juiz vingativo e que o mal seja uma represália Sua. Pelo contrário, Ele é um Pai misericordioso, pronto a fazer mais festa por um só pecador que se tenha salvado do que por noventa e nove justos que O louvam (cf. Lucas 15)” (1)

De fato, a fé em Jesus requer a nossa sincera conversão que consiste numa reorientação geral da própria vida, como resposta à ação misericordiosa de Deus por meio d’Ele, o Filho Amado, Jesus.

A onipotência divina pode ser contemplada em sua ação misericordiosa, sendo livre para perdoar e criando o bem mesmo onde ele não existe.

Da mesma forma sua transcendência ultrapassa a distância entre o céu e a terra como reza o Salmista (Sl 102,11).

Lamentavelmente, pode se confundir a paciência de Deus contemplada no Evangelho com a indiferença para com nossos pecados, e permissividade para a continuidade marcada por uma vida descomprometida e desordenada.   

Jamais nos é permitido confundir misericórdia divina como cumplicidade e permissividade. Ao contrário, ela é uma força de Amor que rompe a dureza de nosso coração, incendeia com o fogo do Espírito a frieza do pecado.

Ela provoca que abramos a mente e o coração para um sincero e contínuo compromisso de conversão (Rm 2,4) de tal modo que nos tornemos misericordiosos como o Pai, e na solicitude para com os empobrecidos procuremos ter os mesmos pensamentos e sentimentos de Cristo Jesus.

Reflitamos:
  -   Onde e quando Deus nos oferece oportunidades para conversão?
  -   O que entendemos como conversão da mente e coração?

  -   Quais são os frutos que expressam nossos esforços de conversão?
  -  De que modo correspondemos à bondade e paciência de Deus, sem abuso da mesma?

  -   Como o tempo é breve, temos nos empenhado em busca sincera de conversão?

Jamais nos esqueçamos ou nos descuidemos, e que ressoe em nosso coração o forte apelo de conversão da mente e coração (metanoia), para que produzamos os frutos esperados por Deus.

A contemplação e correspondência ao Amor divino são verdadeiras quando nos fazem melhores, mais humanos, mais sinceros, mais fraternos.

Contemplemos a misericórdia, compaixão, bondade divinas, sem jamais abusar da paciência de Deus.

Do deserto para a montanha, da montanha para a planície, pois é nela que os apelos de conversão se multiplicam.


(1) Lecionário Comentado - Editora Paulus - Lisboa - p. 148

Resquiescat in pace - Descanse em paz!

                                          


Resquiescat in pace  - Descanse em paz!

O sol escondido sob as nuvens, dia sombrio, como ficaram os dias sem você, desde quando partiu, e meus olhos nadam em lágrimas vertentes.

Hoje, uma lembrança com misto de tristeza suave e dilacerante me consome, e volto meus olhos para o passado, procurando preencher o vácuo que você deixou, que por vezes parece impreenchível.

Não fosse a fé na ressurreição da carne, ficaria apenas a sombra do túmulo, eterna sombra da morte; eterno descanso; ocaso sem esperança; derradeira pulsação da vida, sem desabrochar na outra margem.

Não fosse a fé na ressurreição da carne, aquele momento supremo da vida, seria um eterno sábado; o véu da morte ficaria para sempre posto, e não reconheceríamos os sinais do Ressuscitado, “os panos dobrados e colocados à parte” desde aquela memorável madrugada (cf. Jo 20, 7).

Mas creio na ressurreição da carne, e a morte é o descansar no regaço do Senhor; o dormir o sono da noite, sem horas após o último suspiro e o cerrar dos olhos à luz; o sentimento do frio pelas asas da morte a roçar a fronte; o fugir dos últimos lampejos da vida.

RIP – Resquiescat in pace – Descanse em paz amigo/a. Que o Senhor se compadeça de sua alma e o tenha para sempre em Sua glória, até que um dia também faça a necessária e derradeira passagem e viveremos o epílogo da eternidade e comunhão na glória dos céus, com os anjos e santos. Assim creio. Assim espero. 

Tenho que seguir em frente, lembrando com carinho de cada momento que vivemos; cada sorriso compartilhado; cada lágrima enxugada; cada dificuldade superada...

Descanse em paz! O brilho do Sol nascente vem nos iluminar, até que um dia possamos nos céus nos encontrar. Amém.

Peregrinos da esperança, aprendamos com Tobias

                                                           

Peregrinos da esperança, aprendamos com Tobias

Um pequeno decálogo do discípulo missionário do Senhor, à luz do Livro de Tobias:

01 – Ser vigilante em todas as obras.
02 – Mostrar-se prudente na conversação.
03 – Não fazer a ninguém o que para si não desejar.
04 – Dar do próprio pão a quem tem fome.
05 – Dar as próprias vestes aos que estão despidos.
06 – Dar de esmola todo o supérfluo.
07 – Bendizer ao Senhor em todo o tempo.
08 – Pedir ao Senhor que sejam retos os caminhos.
09 – Pedir ao Senhor êxito em todos os passos.
10 – Pedir ao Senhor êxito, também, em todos os projetos.

Dez bons propósitos a serem vividos, como discípulos missionários, para que sejamos sal da terra e luz do mundo, como nos disse o próprio Senhor (Mt 5,13-16), e sejamos peregrinos da esperança.

Estejam, portanto, presentes estas orientações em nosso pensar, falar e agir: vigilância, prudência, bondade, partilha, a súplica confiante ao Senhor para êxito em nosso discipulado, no anúncio e testemunho, acompanhado do louvor e gratidão por Sua presença que nos fortalece, porque nos envia o Seu Espírito para maior fidelidade ao Pai.


Fonte inspiradora: Tb 4,14b-15a.16ab.19a

A maturidade cristã

                             

A maturidade cristã

Ouvimos, na quarta-feira da 29ª Semana do Tempo Comum, a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 12,39-48), sobre a vinda do “Filho do Homem”, que é o próprio Jesus, e o convite à vigilância ativa necessária, colocando-nos a serviço do próximo, partilhando os dons por Deus recebidos.

Sejamos enriquecidos pelo Comentário do Missal Cotidiano:

“Adulto é quem sabe assumir a própria responsabilidade. Postos em face dos acontecimentos, com seu emaranhado de causas e consequências, facilmente nos metemos num jogo de empurra.

A culpa, se existe, é dos outros, dos dirigentes, do governo, da hierarquia. É índice de maturidade também cristã examinar-se sem fraquezas e reconhecer a própria parte de responsabilidade.

O Evangelho apresenta o cristão vigilante com a psicologia do administrador, não do patrão. Só Deus é o Senhor. Foi dito que o mundo iria melhor se tivesse menos arquitetos e mais pedreiros, menos discussões e mais trabalhos.

Provavelmente mundo e igreja precisam menos de patrões e mais de servos. Jesus chama a atenção fundamentalmente sobre os de casa. A autoflagelação não serve, porém, a humildade está sempre no centro da exortação de Jesus aos discípulos”.

Destaco a importância do “assumir a própria responsabilidade”, a fim de que sejamos “adultos na fé”; o “serviço” e a “humildade necessária” em tudo o que fizermos.

Estas atitudes vividas nos identifica como discípulos missionários do Senhor: não podemos nos esquivar e nos descuidar de nossas responsabilidades, sobretudo em momentos difíceis, de crise por que passamos.

A fé cristã é sempre desafiada a dar razão de sua esperança, em gestos concretos de amor e solidariedade, expressos na doação, amor e serviço, mas acompanhadas da humildade necessária, como servos e não como senhores, “patrões”; mas como Jesus o fez: servo humilde, fiel e obediente à vontade do Pai.

O caminho para uma nova sociedade exige que todos assumam suas respectivas responsabilidades, com humildade, em pronta atitude de serviço e promoção do bem comum, sobretudo na vida política, para que, de fato, ela seja o sublime exercício da caridade.

(1) Missal Cotidiano – Editora Paulus – p.1409

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