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Dom Otacilio F. Lacerda
sexta-feira, 3 de julho de 2026
“O coro dos Apóstolos Vos louva, Senhor!”
A primeira aclamação, ou seja, o primeiro louvor ao Senhor: pela Mesa do Seu Corpo e Sangue, que recebemos por intermédio dos Apóstolos, somos alimentados e vivemos.
O último louvor ao Senhor é feito pelos Sacramentos do Batismo e da Penitência confiados aos Apóstolos, pelos quais somos lavados de todo o pecado.
Em poucas palavras...
Gloriosas Santas Chagas do Senhor
“Como
muitos soldados que olham para as feridas que receberam em batalha não como uma
deformação, mas como um troféu de honra, assim também o Senhor expõe Suas
chagas para provar que o amor é mais forte que a morte.
Suas
cicatrizes tornar-se-iam como bocas eloquentes a interceder junto ao Pai
Celestial: cicatrizes que Ele ostentaria no último dia para julgar os vivos e
os mortos (Jo 5,19-30)...
As chagas
que possui não são sinais de fraqueza, mas sim chagas gloriosas da vitória.”
(1)
(1)Vida de
Cristo – Fulton J. Sheen – Editora Molokai – 2024 – p. 943
Senhor Ressuscitado...
Para que eu tenha nova vida e vida plena,
Amém. Aleluia!
A incredulidade de Tomé e a nossa, curai, Senhor
A incredulidade de Tomé e a nossa, curai, Senhor
“Bem-aventurados os que creram sem terem visto”
Sejamos enriquecidos pelo Comentário sobre o Evangelho de São João Escrito por São Cirilo de Alexandria (séc. V):
“Tomé, resistindo a crer em um primeiro momento, foi pronto na confissão, e em um instante foi curado de sua incredulidade. De fato, haviam transcorrido somente oito dias, e Cristo removeu os obstáculos da incredulidade ao mostrar-lhe as cicatrizes dos cravos e Seu lado aberto.
Após ter entrado milagrosamente através das portas fechadas - milagrosamente, já que todo corpo terreno e extenso busca uma entrada adequada ao mesmo, e para entrar requer um espaço em proporção à sua magnitude -, nosso Senhor Jesus Cristo com toda a espontaneidade descobriu Seu lado para Tomé e lhe mostrou as chagas impressas em Sua carne, confirmando, a propósito de Tomé, a fé de todos os crentes.
Somente de Tomé se diz que afirmou: Se não vejo em Suas mãos o sinal dos cravos, se não meto o dedo no furo dos cravos, e não meto a mão em Seu lado, não crerei. Porém, o pecado da incredulidade era, de certo modo, comum a todos, e sabemos que o entendimento dos demais discípulos não esteve livre de dúvidas, apesar de afirmarem a Tomé: Vimos o Senhor.
E como não acabavam de crer pela alegria, e continuavam atônitos, Cristo lhes disse: Tendes aqui algo para comer? Eles lhe ofereceram um pedaço de peixe assado e um pouco de mel. Ele o tomou e comeu diante deles. Vês como a dúvida da incredulidade não fez unicamente presa em Tomé, mas que este vírus atacou também o entusiasmo dos demais discípulos?
Portanto, a admiração tornava os discípulos lentos na fé. Mas, na realidade, para quem observa e vê, não existe desculpa alguma de incredulidade; por isso Tomé fez uma correta confissão quando disse: Meu Senhor e meu Deus!
Jesus lhe disse: Tomé, creste porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto. Esta expressão do Salvador está cheia de uma singular providência e pode ser-nos de grande utilidade. Realmente, também nesta ocasião Cristo visava o bem de nossas almas, porque Ele é bom e quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade, conforme está escrito. Tudo isso é digno de admiração.
Portanto, era mister tolerar com paciência as reservas de Tomé e aos outros discípulos que acreditavam que Ele era um espírito ou um fantasma, e, para oferecer ao mundo inteiro a credibilidade da fé, mostrar os sinais dos cravos e a chaga do lado e, também, se alimentar fora do que estava acostumado e sem necessidade nenhuma, a fim de eliminar completamente todo motivo de incredulidade naqueles que buscavam provas para sua própria utilidade.
Mas aquele que aceita o que não vê e crê ser verdade o que o doutor lhe comunica, este demonstra uma adesão fervorosa ao pregador. Por isso se declara bem-aventurado a todo aquele que assente com a fé mediante a pregação dos Apóstolos que, ao dizer de Lucas, foram testemunhas oculares das obras e ministros da palavra. A eles nós devemos obedecer, isto se realmente aspiramos à vida eterna e estimamos o que realmente vale habitar nas moradas eternas.” (1)
Vivendo o Tempo Pascal, temos a graça de renovar a nossa fé no Cristo Ressuscitado, presente e caminhando conosco, embora não O vejamos.
Com a ação e presença do Espírito Santo, seja renovada a alegria de sermos discípulos missionários do Senhor, caminhando na esperança de que um dia possamos contemplar a face de Deus, e de Seu Filho, Jesus Cristo Ressuscitado, sentado à Sua direita, e virá para julgar os vivos e os mortos, como professa a nossa fé
(1) Lecionário Patrístico Dominical - Editora Vozes - 2013 - p. 346-347
Chagas/Pétalas
Morri como eles morreram,
Morto ainda me matavam...
Cinco pétalas que eu tinha
Em cinco Chagas abriram
Com uma lança depois
Meu Coração descobriram..."
São como as mais belas pétalas,
Exalantes do mais belo Amor,
Morte cruenta que o mundo redimiu.
Contemplo silenciosamente,
à luz da poesia de Pessoa,
“Bem-aventurados os que creram sem nunca terem visto”
e tenhamos a vida nova segundo o Espírito,
vivendo a fé no Cristo que ele reconheceu como Senhor.
na comunhão com o Espírito Santo.
Amém. Aleluia!







