segunda-feira, 1 de junho de 2026

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Discípulos do Filho Amado, quem poderá seduzi-los?

                                                             

Discípulos do Filho Amado, quem poderá seduzi-los? 

O Amor pelo Amado encontrado, quem poderá impedir?
São Justino e o Senhor, quem poderá amizade tão forte romper?
Quando o Amor é encontrado, tudo é nada...
São Justino: um belo exemplo disto!

No dia 1º de junho, celebramos a memória de São Justino, Filósofo e Mártir, que nasceu no princípio do século II, invejáveis testemunhas do Senhor.

Nas Atas do Martírio dos Santos, Justino e seus companheiros, encontramos uma página memorável que retrata com muita precisão a coragem e o testemunho dado pelos mesmos.

“Aqueles homens santos foram presos e conduzidos ao prefeito de Roma, chamado Rústico.

Estando eles diante do tribunal, o prefeito Rústico disse a Justino: “Em primeiro lugar, manifesta tua fé nos deuses e obedece aos imperadores”.

Justino respondeu: “Não podemos ser acusados nem presos, só pelo fato de obedecermos aos Mandamentos de Jesus Cristo, nosso Salvador”.

Rústico indagou: “Que doutrinas professas?”
E Justino: “Na verdade, procurei conhecer todas as doutrinas, mas acabei por abraçar a verdadeira doutrina dos cristãos, embora ela não seja aceita por aqueles que vivem no erro”.

O prefeito Rústico prosseguiu: “E tu aceitas esta doutrina, grande miserável?”

Respondeu Justino: “Sim, pois a sigo como verdade absoluta”.
O prefeito indagou: “Que verdade é esta?”

Justino explicou: “Adoramos o Deus dos cristãos, a quem consideramos como único Criador, desde o princípio, artífice de toda a criação, das coisas visíveis e invisíveis: adoramos também o Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, que os profetas anunciaram vir para o gênero humano como Mensageiro da salvação e Mestre da boa doutrina.

E eu, um simples homem, considero insignificante tudo o que estou dizendo para exprimir a Sua infinita divindade, mas reconheço o valor das profecias que previamente anunciaram aquele que afirmei ser o Filho de Deus.

Sei que eram inspirados por Deus os profetas que vaticinaram a Sua vinda entre os homens”.

Rústico perguntou: “Então, tu és cristão?”
Justino afirmou: “Sim, sou cristão”.

O prefeito disse a Justino: “Ouve, tu que és tido por sábio e julgas conhecer a verdadeira doutrina: se fores flagelado e decapitado, estás convencido de que subirás ao céu?”

Disse Justino: “Espero entrar naquela morada, se tiver de sofrer o que dizes. Pois sei que para todos os que viverem santamente está reservada a recompensa de Deus até o fim do mundo inteiro”.

O prefeito Rústico continuou: “Então, tu supões que hás de subir ao céu para receber algum prêmio em retribuição”?

Justino respondeu-lhe: “Não suponho, tenho a maior certeza”.

O prefeito Rústico declarou: “Basta, deixemos isso e vamos à questão que importa, da qual não podemos fugir e é urgente. Aproximai-vos e todos juntos sacrificai aos deuses”.

Justino respondeu: “Ninguém de bom senso abandona a piedade para cair na impiedade”.

O prefeito Rústico insistiu: “Se não fizerdes o que vos foi ordenado, sereis torturados sem compaixão”.

Justino disse: “Desejamos e esperamos chegar à salvação através dos tormentos que sofrermos por amor de nosso Senhor Jesus Cristo. O sofrimento nos garante a salvação e nos dá confiança perante o tribunal de nosso Senhor e Salvador, que é universal e mais terrível que o teu”.

O mesmo também disseram os outros mártires: “Faze o que quiseres; nós somos cristãos e não sacrificaremos aos ídolos”.

O prefeito Rústico pronunciou então a sentença:
“Os que não quiseram sacrificar aos deuses e obedecer ordem do imperador, depois de flagelados, sejam conduzidos para sofrer a pena capital, segundo a norma das leis”.

Glorificando a Deus, os santos mártires saíram para o local determinado, onde foram decapitados e consumaram o martírio proclamando a fé no Salvador”. (1).

Convertido à fé cristã escreveu diversas obras em defesa do cristianismo abraçando com coragem e sabedoria incomparável  a verdadeira doutrina dos cristãos.

Abriu uma escola de Filosofia em Roma, onde mantinha debates públicos.

Defendeu a Igreja contra os ataques dos pagãos e aprofundou o vínculo entre Batismo e Eucaristia.

Sofreu martírio, juntamente com seus companheiros no tempo de Marco Aurélio (165). 

Contemplemos tão belas e dignas testemunhas do Senhor, que testemunharam com o próprio sangue.

Reflitamos:

- Com que coragem e fidelidade testemunhamos o Evangelho em nosso tempo?
- Empenhamo-nos em aprofundar o conhecimento bíblico, a doutrina cristã?
- Procuramos viver o que aprendemos, ensinamos e cremos? 

Oremos:

“Ó Deus, que destes ao Mártir São Justino um
profundo conhecimento de Cristo pela loucura da
Cruz, concedei-nos, por sua intercessão,
repelir os erros que nos cercam e
permanecer firmes na fé. Por N. S. J. C...”



(1) Liturgia das Horas - Vol. III – p. 1332 -1334.

Peregrinos da esperança e da consolação divinas

                                        


Peregrinos da esperança e da consolação divinas

“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação.

Ele nos consola em todas as nossas aflições, para que, com a consolação que nós mesmos recebemos de Deus, possamos consolar os que se acham em toda e qualquer aflição.” (2 Cor 1,3-4)

Peregrinos da esperança, aprendemos, como filhos e filhas, ao experimentar a bondade do Pai que tanto nos ama, a sermos bondosos com os irmãos e irmãs, com quem angústias e esperanças, alegrias e tristezas compartilhamos.

Aprendamos com o Apóstolo Paulo que, por Deus, não só foi consolado, mas também soube a muitos, nas provações, consolar, animar e pôr-se no caminho do discipulado, perfeitamente configurados ao Senhor, na fidelidade em carregar a cruz cotidiana.

Como precisamos do calor da caridade de Deus derramada em nossos corações, por meio do Seu Espírito, a fim de que comuniquemos aos outros a experiência de amor vivida, que nos impele na missão de discípulos missionários do Senhor.

Tão somente assim nossa experiência será convincente, porque transmitirá algo de vivo e pessoal, na maturidade de sofrermos com Cristo, aprofundando a solidariedade que nos faz alcançar a perfeita e plena alegria, tão somente com Ele, como nos falou (cf. Jo 15).

Peregrinos da consolação e da esperança sejamos, e assim, livres para amar e servir, de tal modo que se a dor vier, perderá sua força  obsessiva e opressora, experimentando a misericórdia, bondade e consolação divinas, e nosso sofrimento será embebido de amor e serenidade. Amém.

Fonte: Missal Cotidiano – Editora Paulus – p. 874 – Comentário sobre a passagem da Segunda Carta de Paulo aos Coríntios (2Cor 1,1-7)

A consolação divina

                                                


                                      A consolação divina
 
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação” (2 Cor 1,3)
 
Jesus assim nos falou no Sermão da Montanha ao nos apresentar a terceira Bem-aventurança: “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados” (Mt 5, 5).
 
Esta Bem-Aventurança nos remete ao Apóstolo Paulo (2 Cor 1,1-7), na qual ele nos fala de Deus como “o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação” (2 Cor 1,3).
 
Acompanhado de uma bênção, o Apóstolo agradece a Deus que “gratifica com as Suas consolações àqueles que estão aflitos por causa do Evangelho, para que eles sejam por sua vez anunciadores da consolação” (vv.3-7). (1)
 
Em poucos versículos menciona nada menos do que dez vezes a palavra “consolação”. Esta consolação consiste na “libertação interior” diante da dor, com a certeza da presença do Pai de misericórdia que sustenta a quem sofre, e assim “o sofrimento é embebido de amor e serenidade” (2)
 
O Apóstolo tendo experimentado a misericórdia e bondade divinas, aprendeu a ser também ser instrumento destas para com seus irmãos: “Paulo agradece a Deus não só porque foi consolado, mas porque agora sabe como consolar” (3).
 
Da mesma forma, como discípulos missionários do Senhor, haveremos de comunicar aos outros a experiência de amor vivida em relação ao próximo: “A experiência é convincente, porque transmite alguma coisa de vivo, de pessoal” (4).
 
Deste modo, suportar com maturidade e confiança o sofrimento com Cristo, permite que aprofundemos a solidariedade e alcancemos a promessa da consolação que nosso Senhor fez, e sejamos bem-aventurados.
 
Ressoe também o Salmo 33, com seu refrão que, por vezes, retomamos na Celebração da Ceia Eucarística, ao apresentar o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo: “Provai e vede quão suave é o Senhor!”.
 
 
(1) Lecionário Comentado – Tempo Comum – Volume I – Editora  Paulus – Lisboa – p.479
(2) (3) (4) Missal Cotidiano – Editora  Paulus – p.874

Em poucas palavras...

                                         


Somos templos do Espírito Santo

“O Batismo não somente purifica de todos os pecados, como faz também do neófito «uma nova criatura» (2 Cor 5,17), um filho adotivo de Deus (Gl 4,5-7), tornado «participante da natureza divina» (2 Pd  1,4), membro de Cristo (1 Cor 6,15; 12,27) e co-herdeiro com Ele (Rm 8,17), templo do Espírito Santo (1 Cor 6,19).” (1)

 

      (1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 1265

      PS:  Apropriado para a passagem da Segunda Carta de São Pedro (2 Pd, 1,2-7)

A consolação divina em nosso peregrinar na esperança

                                                       


A consolação divina em nosso peregrinar na esperança

Sejamos enriquecidos pelo Sermão escrito por São Leão Magno, Papa e doutor da Igreja, o Grande, Patriarca de Roma (séc. V), sobre as Bem-Aventuranças.

“Após falar sobre a pobreza, que tanta felicidade proporciona, o Senhor seguiu dizendo: Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados. 

Queridíssimos irmãos, o pranto ao qual está vinculado um consolo eterno é distinto da aflição deste mundo. Os lamentos que se escutam neste mundo não tornam ninguém feliz. É muito distinta a razão de ser dos gemidos dos santos, a causa que produz lágrimas felizes.

A santa tristeza lamenta o pecado, o alheio e o próprio. E a amargura não é motivada pela maneira de agir da justiça divina, mas pela maldade humana. E, neste sentido, deve-se lamentar mais a atitude do que age mal, do que a situação daquele que tem que sofrer por causa do malvado, porque ao injusto sua malícia termina no castigo; porém, ao justo sua paciência o leva para a glória.

Segue o Senhor: Bem-aventurados os sofredores, porque eles herdarão a terra. Promete-se a posse da terra aos sofredores e aos mansos, aos humildes e simples, e aos que estão dispostos a tolerar todo o tipo de injustiças.

Não se deve olhar esta herança como desprezível e desfragmentada, como se estivesse separada da pátria celestial; do contrário, não se compreende quem poderia entrar no Reino dos Céus.

Porque a terra prometida aos sofredores, em cuja posse os mansos entrarão, é a carne dos santos. Esta carne viveu em humilhação, por isso mereceu uma ressurreição que a transforma e a reveste de imortalidade gloriosa, sem temer nada que possa contrariar ao espírito, sabendo que sempre estarão de comum acordo. Porque, nesse caso, o homem exterior será a possessão pacífica e inamissível do homem interior.

E, assim, os sofredores herdarão em paz perpétua e sem prejuízo algum a terra prometida, quando este corruptível se revista de incorrupção, e este mortal se revista de imortalidade.” (1) 

Vivendo o Ano Jubilar, peçamos a graça e força divinas, para continuarmos nosso peregrinar, na esperança de um novo céu e nova terra (cf. 2 Pd 3,13).

Renove-se em nossos corações a esperança e confiança no Senhor, em meio às eventuais dificuldades e provações que enfrentamos no testemunho de nossa fé, de tal modo que ela seja fortalecida, e a esperança renovada, e a caridade cada vez mais inflamada, convictos de que “ao justo sua paciência o leva para a Glória”. Amém.

 

(1) Lecionário Patrístico Dominical – Editora Vozes – 2013 – p. 638

Inquieta está a nossa alma: do combate ao repouso eterno

                                                                       

Inquieta está a nossa alma: do combate ao repouso eterno

O Bispo Santo Agostinho (séc. V) nos ajuda a encontrar o verdadeiro repouso que somente pode em Deus ser encontrado, no livro de suas Confissões.

“Grande és Tu, Senhor, e sumamente louvável: grande é a Tua força, e a Tua sabedoria não tem limites! Ora, o homem, esta parcela da criação, quer Te louvar, este mesmo homem carregado com sua condição mortal, carregado com o testemunho de seu pecado e com o testemunho de que resistes aos soberbos.

Ainda assim, quer louvar-Te o homem, esta parcela de Tua criação! Tu próprio o incitas para que sinta prazer em louvar-Te. Fizeste-nos para Ti e inquieto está nosso coração, enquanto não repousa em Ti.

Dá-me, Senhor, saber e compreender o que vem primeiro: o invocar-Te ou o louvar-Te? Começar por conhecer-Te ou por invocar-Te? Mas quem Te invocará sem Te conhecer?

Por ignorância, poderá invocar alguém em lugar de outro. Será que é melhor seres invocado, para seres conhecido? Como, porém, invocarão aquele em quem não creem? ou como terão fé, sem anunciante?

Louvarão o Senhor aqueles que O procuram. Quem O procura encontra-O e tendo-O encontrado, louva-O. Buscar-Te-ei, Senhor, invocando-Te; e invocar-Te-ei, crendo em Ti. Tu nos foste anunciado; invoca-Te, Senhor, a minha fé, aquela que me deste, que me inspiraste pela humanidade de Teu Filho, pelo ministério de Teu pregador.

Invocarei o meu Deus, o meu Deus e Senhor: mas como? Porque ao invocá-Lo eu O chamarei para dentro de mim.

Que lugar haverá em mim, aonde o meu Deus possa vir? Aonde virá Deus em mim, o Deus que fez o céu e a terra? Há, então, Senhor, meu Deus, algo em mim que Te possa conter?

O céu e a terra, que fizeste e nos quais me fizeste, são eles capazes de Te conter? Ou, se sem Ti nada existiria de quanto existe, é porque tudo quanto existe Te contém? 

Portanto eu, que também existo, que tenho de pedir Tua vinda em mim, em mim que não existiria se não estivesses em mim? Ainda não estou nas profundezas da terra e, no entanto, ali também estás. Pois, mesmo que desça às profundezas da terra, ali estás.

Não existiria, pois, meu Deus, de forma alguma existiria, se não estivesses em mim. Ou melhor, não existiria eu se não existisse em Ti, de quem tudo, por quem tudo, em quem todas as coisas existem?

É assim, Senhor, é assim mesmo. Para onde Te chamo, se já estou em Ti? Ou donde virás para mim? Para onde me afastarei, fora do céu e da terra, para que lá venha a mim o meu Deus, que disse: Eu encho o céu e a terra?

Quem me dera descansar em Ti! Quem me dera vires a meu coração, inebriá-lo a ponto de esquecer os meus males, e abraçar-Te a Ti, meu único bem! Que és para mim? Perdoa-me, se falo.

Que sou eu a Teus olhos, para que me ordenes amar-Te e, se não o fizer, Te indignares e ameaçares com imensas desventuras? É acaso pequena desventura não Te amar?

Ai de mim! Dize-me, por compaixão, Senhor meu Deus, o que és Tu para mim. Dize à minha alma: Sou Tua salvação. Dize de forma a que ela Te escute. Os ouvidos de meu coração estão diante de Ti, Senhor.

Abre-os e dize à minha alma: Sou Tua salvação. Correrei atrás destas palavras e segurar-Te-ei. Não escondas de mim Tua face. Morra eu, para que não morra, e assim possa contemplá-La.”

Há o tempo do combate, há o tempo do repouso. Retomo três citações literais para início da reflexão:

- “Grande és Tu, Senhor, e sumamente louvável: grande é a Tua força, e a Tua sabedoria não tem limites!”

- “Tu próprio o incitas para que sinta prazer em louvar-Te. Fizeste-nos para Ti e inquieto está nosso coração, enquanto não repousa em Ti.”

- “Quem O procura encontra-O e tendo-O encontrado, louva-O. Buscar-Te-ei, Senhor, invocando-Te; e invocar-Te-ei, crendo em Ti.”

 

Assumir esta confissão como nossa é preciso. Reconhecer a força do Senhor e a Ele elevar louvores sem fim. Abrir-se à Sua sabedoria infinita para que não haja em nós lugar para a loucura que nos afasta do outro e do próprio Deus, fonte inesgotável da divina sabedoria!

Não se encontra por vezes inquieto nosso coração?

Reflitamos sobre as inquietudes de tantos nomes que possamos sentir e passar, vendo nelas uma provisoriedade.

Este trecho do seu “Livro das Confissões” nos ajuda a procurar respostas para a inquietude de nosso coração enquanto não repousa no Senhor…

Há muitas inquietações que não deveriam nos consumir tanto, se maior fosse a nossa fé e a nossa amizade com o Senhor, que nos ama e nos tem como amigos.

Contemplemos a graça de termos no mais profundo de nós a presença do Espírito Santo, como morada d’Ele, como Templos Sagrados de Deus que o somos, hóspedes do mais belo Amor.

Mais confiança, melhor procura, nossa alma encontrará a paz que tanto ansiamos e o sentido para o existir: "A vida nos é dada para procurar Deus; a morte, para encontrá-Lo; e a eternidade, para possuí-Lo".

Repouso só encontraremos no Senhor. Por ora, é o nosso tempo de trilhar, caminhar, peregrinar… Nisto consiste a fé. Não nos permite parar, estagnar…

Abrir sempre os horizontes da fé em inadiáveis compromissos com o Reino até que alcancemos a glória da imortalidade – eternidade – céu!

Ainda não é hora do repouso, mas do combate até que chegue a grande hora de nossa partida e encontro mais que desejável, porém não sabedores, de quando, o somos. Importa a vigilância ativa…

No auge da inquietação  “inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em Ti”, Deus, a quem procuramos encontrar no mais pleno deleite da alma.

Ansiemos também por este encontro, por esta calma que somente os que a Deus encontram, desfrutam. 

Se repouso tivermos será o provisório para o refazer das forças, para que jamais desistamos do repouso eterno que é o mais precioso mergulho na plenitude do Amor Divino.

Ponhamo-nos em incansável procura, já O tendo encontrado. Mas como o próprio Santo Agostinho diz, Deus é um Mistério tão inextinguível que uma vez encontrado ainda falta tudo por encontrá-Lo.

Quando encontramos o Senhor, sentimos falta e desejo do louvor, do encontro, do Banquete, do sentar-se para escutá-Lo…

Invocá-Lo e, com fé, crendo, sempre e mais do que sempre, indubitavelmente seremos atendidos. Amém.

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG