domingo, 16 de agosto de 2026

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Maria, a Mãe que cremos e amamos (Papa Leão XIV)

                                                          


Maria, a Mãe que cremos e amamos

Maria, cremos que tu és:

- A primeira discípula, quem melhor aprendeu as coisas de Jesus, teu Amado Filho;

- A primeira daqueles que «escutam a Palavra de Deus e a põem em prática» (Lc 11, 28);

- A primeira a colocar-se entre os humildes e pobres do Senhor para nos ensinar a esperar e receber, com confiança, a salvação que vem apenas de Deus;

- A primeira a quem Jesus parecia dizer: “Segue-me”, mesmo antes de dirigir este chamamento aos Apóstolos ou a quaisquer outros (cf. Jo 1, 43)»;

- Modelo de fé e caridade para a Igreja pela sua obediência à vontade do Pai, cooperadora na obra redentora do seu Filho na abertura à ação do Espírito Santo;

- Aquela a quem mais valeu ser discípula de Cristo do que ter sido mãe de Cristo, como nos falou Santo Agostinho;

- Mais discípula que mãe, a primeira e a mais perfeita discípula de Cristo;

- Mãe, e que  Cristo te entregou a nós porque não quer que caminhemos sem uma mãe;

- A Mãe fiel que se tornou «Mãe de todos os que creem, e ao mesmo tempo, é «a Mãe da Igreja evangelizadora, e nos acolhe assim como Deus nos quis convocar, não apenas como indivíduos isolados, mas como Povo que caminha;

- A nossa Mãe, que quer sempre caminhar conosco, estar perto, ajudar-nos com a sua intercessão e o seu amor;

- A Mãe do Povo fiel que, movida por uma ternura amorosa, caminha em meio ao seu povo e cuida das suas angústias e vicissitudes. Amém.

 

PS: Fonte - Dicastério para a Doutrina da Fé  - Mater Populi fidelis - Nota doutrinal sobre alguns títulos marianos referidos à cooperação de Maria na obra da Salvação – parágrafos n.73.76

 

Em poucas palavras...

 


      Rezemos por meio de Maria, com Maria e como Maria


“O que os evangelhos nos oferecem (sobre Maria) é bem diferente.
 
Na Anunciação, Maria aparece tomando uma decisão pessoal, numa cultura na qual a mulher era totalmente submissa.
 
Na Visitação, encontramos uma mulher de iniciativa e com vontade própria, decidida e empreendedora. É a mulher do caminho e do serviço.
 
Em Caná, ela é a que impulsiona Jesus para sua missão (adiantando inclusive “sua hora”).
 
Junto à Cruz, é a mulher inteira, atravessada pela dor, mas “de pé”, profundamente humana, profundamente fiel.
 
No Cenáculo, é a mulher “líder”, congregando os discípulos e discípulas.” (1)
 
 
 
(1)Adroaldo Palaoro
 

Maria que cremos e amamos

                                                   

Maria que cremos e amamos

Cremos que Maria foi acolhida na glória celeste por Jesus Ressuscitado, que está sentado à direita do Pai.

Cremos que Maria foi assunta ao céu, e, sobre a sua cabeça, foi colocada a coroa de doze estrelas. 

Cremos que, com a Assunção de Maria, se dá o nascimento para a plenitude da vida, associada à Ressurreição de Jesus. 

Cremos que Deus quis que Jesus tivesse Sua Mãe junto de Si para ficar bem perto de nós.

Cremos que ela, ao lado d’Ele, nos acompanha na grande comunhão e desejável proximidade.

Cremos que no coração de Maria, as coisas do Céu encontraram pleno espaço.

Cremos que no Imaculado Coração de Maria, Deus encontrou todo o espaço, e assim não faltou para ela espaço no céu: corpo e alma.

Cremos que Maria na Visitação, levou Jesus consigo à sua prima Isabel.

Cremos que na Assunção é Jesus que a leva para juntos de Si, do Pai e o Espírito.

Cremos que Maria no céu é glorificada, e esta também deve ser a nossa meta.

Imitemos suas virtudes, para adorarmos, em Espírito e Verdade, o seu Filho, fazendo tudo o que Ele, Jesus, nos disser (Cf. Jo 2,5).

Tríplice segredo de Maria

 


                               Tríplice segredo de Maria
 
Contemplemos Maria, que na visitação à sua prima, leva Jesus ao mundo, na sua dormição/Assunção, é Jesus quem a leva junto de Si e a contempla com a coroa da glória.
 
A meditação do Magnificat nos ensina a rezar por Maria, com Maria e como Maria.
 
A autêntica devoção Mariana nos leva a Jesus, porque ela foi levada por Ele. 
 
Deste modo, se levarmos a Boa-Nova de Jesus ao mundo, também por Ele seremos levados à glória dos céus.
 
É sempre oportuno e enriquecedor refletir sobre os “três segredos” da felicidade que Maria nos revela, e o quanto ela é a perfeita realização das virtudes teologais:
 
FÉ: - “Eis a serva do Senhor” – o segredo da fé sem falha, em perfeita conformidade à vontade divina;
 
ESPERANÇA - “Nada é impossível a Deus” – incondicional confiança em Deus em tudo e em todos os momentos, favoráveis ou adversos;
 
CARIDADE - “Maria pôs-se a caminho apressadamente” – a caridade e a disponibilidade missionária para servir e comunicar o Amor e a presença de Deus.
 

Em poucas palavras...

                                                     


“Nossa Senhora é...”

“Nossa Senhora é descanso para os que trabalham, consolo dos que choram, remédio para os enfermos, porto para os que encontram no meio da tempestade, perdão para os pecadores, doce alívio dos tristes, socorro para os que rezam” (1)



(1) Homilia na Dormição da Bem-Aventurada Virgem Maria – São João Damasceno (séc. VII)

Conte-me, ó Mãe, qual é o teu segredo

                                                  


Conte-me, ó Mãe, qual é o teu segredo
 
Contemplo as sete dores de Maria...
Quem poderia em todo o tempo suportar?
São sete dores que atravessaram tua alma,
E ao te consumir, amor derramava.
 
Conte-me, ó Mãe, qual é o teu segredo
Para suportar desde a profecia de Simeão (Lc 2,35),
A espada transpassava teu coração,
Até o momento ápice, ali, silenciosa,
Irremovível aos pés da crudelíssima Cruz?
 
Conte-me, ó Mãe, qual é o teu segredo
Para suportar o exílio, a fuga para o Egito (Mt 2,13s):
Apenas José ao teu lado, guardião da Sagrada Família,
Da frágil Criança, que abalou as forças do mal,
que cegou pelo medo o coração de Herodes?
 
Conte-me, ó Mãe, qual é o teu segredo
Para compreender o mistério da perda e o encontro
Do teu Menino discutindo com doutores do templo (Lc 2,48):
Ver que tão próximo já sentia inevitável separação,
Porque do Pai, viera para cuidar, divina missão?

Conte-me, ó Mãe, qual é o teu segredo
Para manter a serenidade ao ver teu Filho em
agonia, flagelo, coroação, caminhando para o calvário (Lc 23,27):
Impotente, nada podia fazer, senão lágrimas verter,
E dor no silêncio te consumindo, morte no horizonte?
 
Conte-me, ó Mãe, qual é o teu segredo
Para em silêncio tudo acompanhar e  a dor suportar.
Porém maior que a dor é o amor que te une ao teu Filho.
Na crucificação de Jesus (Lc 23,33) te sentes  crucificada?
Ah, quanto, contigo, temos a aprender!


Conte-me, ó Mãe, qual é o teu segredo
Para ver o corpo do Filho deposto na Cruz (Jo 19,38):
A dor de receber no teu colo, quem no ventre fora concebido
Há pouco, dada como mãe ao discípulo amado,
Nada retendo para Si. E a ele, foste confiada?


Conte-me, ó Mãe, qual é o teu segredo para
Manter serenidade e doçura,
Na sepultura de Jesus, teu Filho (Jo 19,40s):
Após três dias parecerem eternos, sombrios e frios,
Morte vencida na madrugada da Ressurreição. Amém.?
 
Conte-me, ó Mãe, qual é o teu segredo... 

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