segunda-feira, 28 de setembro de 2026

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“Infância espiritual”: conquista da maturidade

                                                         

        “Infância espiritual”: conquista da maturidade 

“Em verdade vos digo, se não vos tornardes como crianças,
não entrareis no Reino dos Céus. Pois o que se humilhar
até fazer-se semelhante a uma destas crianças,
este será grande no Reino dos Céus’ (Mt 18,3)
 
Retomemos o Sermão do Papa São Leão Magno, e aprendamos a melhor forma de humildade que o Senhor nos ensina quando adorado pelos magos.
 
Os magos, guiados pela estrela, foram ver uma Criança, um Menino; uma frágil Criança silenciosa, guardada por Sua mãe, Maria. 

Viram Aquele que cresceria em tamanho, sabedoria e graça diante de Deus e que, com sinais e poder, inauguraria o Reino de Deus.
 
O maior sinal de Seu poder, ali era oferecido na forma de uma Criança, em extrema expressão de humildade, que sem nada dizer já estava ensinando aos magos e a toda humanidade.
 
Crescendo em fidelidade e obediência ao Pai, suportou com grande brandura as crueldades dos que se levantavam contra Ele, quanto mais nós temos que ser humildes e pacientes nas provações e dificuldades por que tenhamos que passar.
 
Também crescendo em sabedoria, nos ensinou que a sabedoria cristã não consiste nem na abundância de palavras, nem da habilidade para discutir, nem no desejo de louvor e de glória, mas na sincera e voluntária humildade, e por isto nos apresentou uma criança como o maior no Reino dos Céus, acenando para a desejável infância espiritual que devemos buscar permanentemente.
 
Urge que mantenhamos sempre a “infância espiritual”, expressa na humildade, na simplicidade, na confiança incondicional em Deus, na realização de Sua vontade, assim como o Senhor nos falou.
 
Ainda temos muito que aprender com Aquela Criança, que um dia foi posta numa humilde manjedoura, Seu primeiro altar, naquele singelo presépio, para que percebamos os sinais de Deus em nosso meio e d’Ele também sejamos sinal para o outro, pois tão somente assim viveremos a “infância espiritual” e alcançaremos a maturidade desejada e necessária.
 
 
Fonte inspiradora:  Mt 18,1-5.10.12-14; Lc 9,46-50; Mc 9,33-37; Mc 10,13-16

Com a proteção de Maria e do Santo Anjo do Senhor

 


Com a proteção de Maria e do Santo Anjo do Senhor


“À vossa proteção recorremos, santa Mãe de Deus;

não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades,

mas livrai-nos sempre de todos os perigos,

ó Virgem gloriosa e bendita”.

Ave Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco,

bendita sois vós entre as mulheres

e bendito é o fruto do vosso ventre, Jesus.

Santa Maria, Mãe de Deus,

rogai por nós pecadores,

agora e na hora da nossa morte.

Amém” (1)


A proteção do Santo Anjo do Senhor, peçamos:

 

“Santo Anjo do Senhor,

meu zeloso guardador,
se a ti me confiou
a piedade divina,
sempre me rege, me guarda,
me governa e me ilumina.
Amém."

 


(1)  A mais antiga Oração à Nossa Senhora: 
https://www.vaticannews.va/pt/oracoes/a-vossa-protecao.html 

 

Perdão sem limites: expressão de misericórdia

 


Perdão sem limites: expressão de misericórdia
 
Coração e alma escurecidos pela ausência do perdão,
Como prolongada noite sem perspectiva de luz no horizonte.
Impotente é a claridade da luz e das estrelas,
Enquanto não se toma consciência da fragilidade humana.
 
Pecadores todos somos, e pedido de perdão necessário,
Mas também o perdão conceder, se preciso em árduo itinerário.
Próprio para quem na humildade e grandeza de alma.
Perdão dado e recebido, brisa que envolve e acalma.
 
Jamais desesperar da necessária reconciliação
Tampouco como sinônimo de pôr no rol do esquecimento.
Na entrega e recolhimento ao imprescindível silêncio,
Romper correntes e amarras de todo ressentimento.
 
Aplacar e vencer expressões de rancor e ódio,
Aprender com águas passadas que não movem moinhos.
Admitir com humildade que errar é humano,
Mas o perdão dado e recebido são fagulhas do amor divino.
 
Aprendizes eternos do perdão na Escola da Misericórdia somos.
Perdão sem limites, o Divino Misericordiosíssimo nos ensinou,
Não com palavras e discursos que se perdem ao sabor do vento,
Mas na cruz, em Mistério de Amor, Sacrifício Redentor tão cruento. Amém.
 
Fontes: Mt 18,21-22
Jo 18,1-19,42

Em poucas palavras...

 


A purificação de nossos pecados

“’Virgem Imaculada, bem sei que sou um pobre miserável, que não faço mais do que aumentar todos os dias o número dos meus pecados...’

Disseste-me o outro dia que falavas assim com a Nossa Mãe.

E aconselhei-te, com plena segurança, que rezasses o terço: bendita monotonia de ave-marias, que purifica a monotonia dos teus pecados! “ (1)


(1) Trecho extraído do livro Sulco, ponto 475, de São José Maria Escrivá.




Em poucas palavras...

                                     


Pequeninos e disponíveis para o Reino

“Jesus não teme aqueles que dispõem secretamente de Seu nome para exorcizar; só podem fazê-lo, crendo em Seu poder salvífico.

Na ação apostólica, é preciso saber aceitar que também outros trabalhem em nome de Cristo. Para isso, cada um deve fazer-se pequenino, sem pretensões, com plena disponibilidade.” (1)

 

(1)Missal Cotidiano – Editora Paulus – 1995 – p. 1324 – passagem do Evangelho de Lucas (Lc 9,46-50).

A vida está acima dos bens que passam

                                                 


A vida está acima dos bens que passam

No dia 28 de setembro, com a Igreja, celebramos a memória do mártir São Venceslau (Séc. X).

Sejamos enriquecidos à luz da Primeira Legenda Paleoslava:

“Pela morte de seu pai Bratislau, os habitantes da Boêmia constituíram Venceslau seu príncipe. E pela graça de Deus ele era perfeito. Pois fazia o bem a todos os pobres, vestia os nus, alimentava os famintos, acolhia os peregrinos consoante a palavra evangélica. Não admitia que se causasse danos às viúvas, amava a todos, pobres e ricos, servia os servos de Deus, adornava muitas igrejas.

Mas alguns homens da Boêmia tornaram-se soberbos e persuadiram a Boleslau, seu irmão mais moço, dizendo: “Teu irmão Venceslau, conspirando com a mãe e seus homens, vai te matar”.

Celebrando-se festas da dedicação das igrejas em todas as cidades, Venceslau visitava-as todas. Entrou na cidade de Boleslávia, num domingo, festa de Cosme e Damião. Terminada a missa, quis voltar a Praga. Mas Boleslau, com más intenções, reteve-o dizendo: ‘Por que te vais embora, irmão?’ De manhã, soaram os sinos para o ofício matutino. Ouvindo o som dos sinos, Venceslau disse: ‘Louvor a ti, Senhor, que me deste viver até esta manhã’. Levantou-se e foi ao ofício matutino.

Boleslau logo o alcançou à porta. Venceslau olhou-o e disse: ‘Irmão, ontem nos serviste bem’. O demônio inclinou-se ao ouvido de Boleslau e perverteu seu coração; desembainhando a espada, respondeu-lhe: ‘Vou, agora, servir-te melhor’. Dito isto, feriu-lhe a cabeça com a espada.

Venceslau, voltando-se para ele, disse: “Qual é a tua intenção, irmão?” E agarrando-o, lançou-o por terra. Mas acorreu um dos conselheiros de Boleslau e feriu a mão de Venceslau. Este, com a mão ferida, largou o irmão e refugiou-se na igreja. Contudo dois malfeitores o mataram à porta da igreja. Veio um terceiro e traspassou-lhe o lado com a espada. Vensceslau expirou logo com estas palavras: Em tuas mãos, Senhor, entrego o meu espírito (cf. Sl 30,6).”

Quando lemos sobre o martírio de São Venceslau, imediatamente nos vem à mente as primeiras páginas do Livro do Gênesis (Gn 4,1-16), sobre o fratricídio de Abel por seu irmão Caim.

Lamentavelmente, páginas como esta e de São Venceslau, continuam se repetindo, ainda que de modos diversos, e talvez não chegando à sua expressão máxima.

Por vezes, contendas entre irmãos por questões mínimas, relacionadas à herança, inveja, ciúme, enfermidade, ou outras motivações.

Roguemos a Deus por tantos quanto possam estar vivendo situações difíceis de relacionamento com os irmãos da própria família, ou mesmo da família maior, a comunidade de que possam fazer parte.

Oremos:

“Ó Deus, que inspirastes ao rei e mártir São Venceslau preferir o Reino do céu ao da terra, dai que, por suas preces, saibamos renunciar a nós mesmos e seguir-Vos de todo o coração. Por N.S.J.C. Amém.”

 

PS: “Venceslau nasceu na Boêmia, cerca do ano 907; de uma tia paterna recebeu sólida formação cristã e assumiu o governo de seu ducado por volta de 925. Suportou muitas dificuldades no governo e na formação cristã de seus súditos.

Traído por seu irmão Boleslau, foi morto por uns sicários no ano de 935. Foi logo venerado como mártir e escolhido pela Boêmia como seu patrono principal” (Liturgia das Horas – Tempo Comum – Volume II - pág. 1308)

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