segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

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Testemunhar a fé, viver a misericórdia

                                                        

Testemunhar a fé, viver a misericórdia

Senhor, ajudai-nos a fim de que tomemos cada vez mais consciência de que na vida de fé, quando não se avança, recua, e que jamais podemos ficar parados, ou mesmo achar que já cumprimos a missão.

Senhor, que sejamos misericordiosos como o Pai, sendo sinal de Vossa presença, portanto, sinal do Vosso amor, em cada momento de nossa vida, fazendo de cada etapa vivida o começo de uma nova, porque nisto consiste a exigência do Reino por Vós inaugurado.

Senhor, queremos comprometer nossa vida contigo, vivendo a fé com ousadia e coragem, sempre a caminho, colocando-nos em plena disponibilidade para novos trabalhos, ou os mesmos, mas feitos com zelo, amor e alegria.


Senhor, renovai nossa sensibilidade e solidariedade aos apelos da realidade concreta na qual estamos inseridos, buscando superar novos desafios e obstáculos, com um olhar de misericórdia para com o nosso próximo.

Senhor, que Vos amando expressemos este amor procurando conhecer os problemas e necessidades daqueles que padecem qualquer dor ou sofrimento, vertendo lágrimas de angústia ou por qualquer outro dilacerante motivo.

Senhor, que jamais nos cansemos ou nos omitamos na prática das obras de misericórdia corporais e espirituais, pois tão somente assim, nossa oração será frutuosa e agradável, porque acompanhada de jejum, renúncias e concreta solidariedade. Amém.


Fonte inspiradora - Mc 6, 53-56 - segunda-feira da 5ª Semana do Tempo Comum e Lc 6,27-38 do 7º Domingo do Tempo Comum - ano C

Rezando com os Salmos - Sl 130 (131)

 


Confiança e Serenidade necessárias


“Jesus, manso e humilde coração,
fazei nosso coração semelhante ao Vosso”
 

“–1 Senhor, meu coração não é orgulhoso, 
nem se eleva arrogante o meu olhar;
– não ando à procura de grandezas, 
nem tenho pretensões ambiciosas!

–2 Fiz calar e sossegar a minha alma; 
ela está em grande paz dentro de mim,
– como a criança bem tranquila, amamentada 
no regaço acolhedor de sua mãe.

–3 Confia no Senhor, ó Israel, 
desde agora e por toda a eternidade!”

Com O Salmo 130(131) expressamos nossa confiança filial em Deus e n’Ele repousamos confiantes e serenos:

“Salmo de romaria. Num ato de entrega confiante a Deus, o salmista se comprara com uma criança que confia plenamente na sua mãe.” (1)

Cremos na Palavra de Jesus alcança as entranhas mais profundas de nossa alma e coração: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e Eu vos darei descanso” (Mt 11,28).

De fato, somente Jesus pode nos oferecer o verdadeiro “descanso”, porque é “manso e humilde de coração” (Mt 11,29), e nos oferece os distintivos, que haveremos de carregar e viver, para que o mundo O reconheça e O veja em nós: a Cruz e o Mandamento do amor a Deus e ao próximo. Amém.


(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p.841

Rezando com os Salmos - Sl 129 (130)

 


Das profundezas eu clamo a Vós, Senhor

“–1 Das profundezas eu clamo a Vós, Senhor,
2 escutai a minha voz!
– Vossos ouvidos estejam bem atentos
ao clamor da minha prece!

–3 Se levardes em conta nossas faltas,
quem haverá de subsistir?
–4 Mas em Vós se encontra o perdão,
eu vos temo e em vós espero.

–5 No Senhor ponho a minha esperança,
espero em Sua palavra.
–6 A minh'alma espera no Senhor
mais que o vigia pela aurora.

–7 Espere Israel pelo Senhor
mais que o vigia pela aurora!
– Pois no Senhor se encontra toda graça
e copiosa redenção.

–8 Ele vem libertar a Israel
de toda a sua culpa.”
 

O Salmo 129(130) é uma súplica confiante elevada a Deus:

“Salmo de romaria, exprimindo a penitência, mas também a esperança e a confiança no Deus redentor. O salmista implora o perdão dos pecados, confiando na misericórdia de Deus, e anuncia a graça da redenção para todo o povo.” (1)

Assim falou o anjo do Senhor a José:

“José, Filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela for gerado vem do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho, e tu lhe porás o nome de Jesus, pois Ele salvará o seu povo dos seus pecados (Mt 1,20-21).

Assim se cumpriu a promessa e o Senhor veio ao encontro de nossa humanidade a fim de redimi-la, e por meio d’Ele a Deus clamamos, e o Espírito Santos é enviado em socorro de nossas fraquezas (cf. Rm 8,26-30). Amém.



(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 841

Rezando com os Salmos - Sl 128 (129)

 



Jamais a perda da esperança em Deus

“–1 Quanto eu fui perseguido desde jovem,
que o diga Israel neste momento!
–2 Quanto eu fui perseguido desde jovem,
mas nunca me puderam derrotar!

–3 Araram lavradores o meu dorso,
rasgando longos sulcos com o arado.
–4 Mas o Senhor, que sempre age com justiça,
fez em pedaços as correias dos malvados.

–5 Que voltem para trás envergonhados
todos aqueles que odeiam a Sião!
–6 Sejam eles como a erva dos telhados,
que bem antes de arrancada já secou!

–7 Esta jamais enche a mão do ceifador
nem o regaço dos que juntam os seus feixes;
=8 para estes nunca dizem os que passam:
'Sobre vós desça a bênção do Senhor!
Em nome do Senhor vos bendizemos!'”

Ao rezar o Salmo 128(129), um salmo de romaria, o povo oprimido renova a sua esperança em Deus:

“A recordação da história do povo, feita de muitas aflições, das quais, porém, Deus sempre o libertou, inspira ao salmista um olhar confiante para o futuro: os atuais inimigos não poderão derrotá-lo” (1)

Seja a nossa confiança e esperança renovada no Senhor que nos assiste em todos os momentos, e completemos em nossa carne o que falta a paixão de Cristo, como nos fala o Apóstolo Paulo:

“Alegro-me nos sofrimentos que tenho suportado por vós e completo o que na minha carne falta às tribulações de Cristo, em favor do seu Corpo que é a Igreja.”(Cl 1,24)

 

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 840


Prantos vespertinos, alegrias matutinas... (Sl 29)

                                          

Prantos vespertinos, alegrias matutinas...
 
“Eu Vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes,
e preservastes minha vida da morte!...
 
Cantai Salmos ao Senhor, povo fiel,
Dai-lhe graças e invocai Seu Santo nome!
 
Pois Sua ira dura apenas um momento,
Mas Sua bondade permanece a vida inteira;
 
Se à tarde vem o pranto visitar-nos,
De manhã vem saudar-nos a alegria...” (Sl 29)
 
 
Contemplo a bondade divina, presença permanente
Nas alegrias, como também nas adversidades.
 
A vida é um mistério, complexo e intenso,
De prantos vespertinos e alegrias matutinas.
 
Assim foi naquela Sexta Maior da morte do Amado Senhor,
Prantos, dor também tão intensa, lágrimas dos amigos e de Sua Mãe.
 
Assim foi naquela tarde de sábado, num silêncio abismal,
Que o vazio a humanidade experimentou.
 
Ele estava na mansão dos mortos, almas libertando,
A humanidade desde sempre e para sempre redimindo.
 
Mas algo novo se inaugurou, na madrugada da Ressurreição,
Alegria incontida das mulheres e dos amigos resplandeceu.
 
Nunca mais os prantos vespertinos ficariam sem consolo,
Porque com a Ressurreição a alegria da vitória o mundo
 
Prantos vespertinos e alegrias matutinas
Todos também as temos, irremediavelmente.
 
Não somos condenados a eternos prantos,
Mas vocacionados à eterna e plena alegria.
 
Ainda que a tristeza venha por um instante, suportemos.
Sabedoria Divina invocada, superação, alegria experimentemos.
 
Ainda que o pranto e lágrimas de dor cortante pela morte nos fragilizem,
Serão secas pela promessa da imortalidade, fé na Ressurreição.
 
Entre prantos vespertinos e alegrias matutinas,
Vamos tecendo a teia da vida, escrevendo nossa história.
 
Confiantes na bondade e ternura divinas,
Nossos prantos aos céus chegando, alegria no coração saudando. Amém.


Entre palavras (...)

                                                                 

Entre palavras (...)

“A alegria de viver (...) a fragilidade da vida”.

O que seria este (...)?

Se (...) for “e”,
Temos que a alegria de viver e a fragilidade da vida coexistem inseparavelmente, e viver consistirá em redescobrir cotidianamente a alegria, assumindo os limites da condição humana, na real expressão da fragilidade da vida.

Se (...) for “depende”,
Aprendemos que a alegria de viver depende de como suportamos os revezes da vida, devido à sua indubitável fragilidade que nos acompanha da concepção ao seu declínio natural.

Se (...) for “pressupõe”,
Faz-nos tomar consciência de que a alegria de viver pressupõe a capacidade de lidar com a fragilidade da própria vida, com seus limites que se impõe cotidianamente.

Se (...) for “apesar”,
Implica que a alegria de viver é uma busca constante, apesar da fragilidade da vida que pode nos surpreender, por isto é preciso estar sempre vigilantes para eventuais acontecimentos que nos fragilizem ou queiram roubar nossa alegria, com a busca de caminhos de superação, acrisolamento, crescimento...

Se (...) for “com”,
A alegria de viver com a fragilidade da vida são inseparáveis, como a existência cristã só é pensável com a cruz quotidiana, com suas renúncias necessárias para seguimento do Divino Mestre.

Concluindo, o Senhor jamais nos desampara, sabe de nossas fraquezas, imperfeições, nos revela a misericórdia divina, e nos assegura que tão apenas com Ele podemos alcançar a plena alegria, se n’Ele permanecermos, alimentando-nos com a Seiva do Espírito, a Seiva do Amor.

Cada momento difícil por que tenhamos que passar, não nos fragilizará, mas será como que uma poda, para que, enxertados na Verdadeira Videira que é o Senhor, muitos e eternos frutos produzamos, como Ele mesmo nos assegurou (Jo 15).

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG