segunda-feira, 21 de setembro de 2026

Minhas reflexões no Youtube

 
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“O coro dos Apóstolos Vos louva, Senhor!”

                                

O coro dos Apóstolos Vos louva, Senhor!”

Quando a Igreja celebra a Festa de um Apóstolo, nas Laudes, são feitas orações a partir da herança celeste recebida dos Apóstolos, acompanhada de agradecimento a Deus por todos os dons que Ele nos concede.

Deste modo, em seguida, são feitas quatro aclamações acompanhadas do refrão: O coro dos Apóstolos Vos louva, Senhor!”

A primeira aclamação, ou seja, o primeiro louvor ao Senhor: pela Mesa do Seu Corpo e Sangue, que recebemos por intermédio dos Apóstolos, somos alimentados e vivemos. 

O segundo louvor ao Senhor, devido ao fato de que, pela Mesa de Sua Palavra, preparada para nós pelos apóstolos, recebemos luz e alegria. 

O terceiro motivo de louvor ao Senhor é que, por Sua Igreja edificada sobre o fundamento dos Apóstolos, formamos um só Corpo. 

O último louvor ao Senhor é feito pelos Sacramentos do Batismo e da Penitência
confiados aos Apóstolos, pelos quais somos lavados de todo o pecado. 

Assim, contemplamos o imensurável amor de Deus à luz destas orações:

- somos alimentados e vivemos do Pão da Eucaristia;
- recebemos luz e alegria divinas;
- como Igreja, formamos um só Corpo;
- pelos Sacramentos do Batismo e Penitência, somos lavados de todo o pecado.

Unamo-nos ao coro dos Apóstolos e louvemos ao Senhor, que faz sempre maravilhas em nosso favor em todo o tempo: ontem, hoje e sempre.

Peregrinos de esperança, revigoremos nossas forças para continuar nosso discipulado, fiéis aos ensinamentos dos Apóstolos, em total fidelidade ao Senhor, que nos chama e nos envia em missão; alimenta-nos com o Seu Corpo e Sangue, acompanha-nos e nos fortalece com O Seu Espírito, para que nos empenhemos, a cada dia, com a Boa- Nova do Reino de Deus.

domingo, 20 de setembro de 2026

No Banquete da Eucaristia, somos refeitos

                                                               



No Banquete da Eucaristia, somos refeitos

“Ó Deus, ao participarmos da alegria da Salvação que encheu de júbilo são Mateus, recebendo o Salvador em sua casa, concedei sejamos sempre refeitos à mesa d’Aquele que veio chamar
à salvação não os justos, mas os pecadores.
Por Cristo, Nosso Senhor. Amém!”(1)

Mateus, a mesa para o Senhor e os pecadores preparou.
Pouco mais tarde é o Senhor quem o mesmo faria,
Mas não apenas a mesa prepararia...

Mais que mesa preparada, servo na Santa Ceia Se fez
E melhor Alimento a Mateus e a nós ofereceu:
Seu Corpo verdadeira Comida, Seu Sangue verdadeira Bebida.

No banquete de Mateus há um sustento necessário, provisório,
No Banquete do Divino, o Cordeiro, Alimento de eternidade,
Que nos compromete com o presente, Reino de Fraternidade.

No banquete de Mateus, acolhida e amizade partilhadas;
Refazem-se os laços fraternos, sinaliza-se a urgência da comunhão,
Banquete da misericórdia, sem barreiras e exclusão.

No Banquete do Deus da Vida, Eucaristia recebida,
Refeitos nós somos para continuarmos longa travessia,
Comprometidos com a defesa da vida, com a Força da Eucaristia.

Em cada Eucaristia celebrada, somos refeitos!
Refeitos para o sonho, o canto, a luta, a poesia;
Refeitos na coragem para reavivar a chama da profecia.

Em cada Eucaristia celebrada, somos refeitos!
Refeitos para atenta escuta aos clamores que procedem
Dos esmagados, pisoteados, marginalizados, sofridos.

Em cada Eucaristia celebrada, somos refeitos!
Refeitos, renovados, restaurados, reconciliados,
Pecados destruídos, vida nova celebrada e vivida.

Em cada Eucaristia celebrada, somos refeitos!
Refeitos, olhos abertos para caminhos novos,
Enriquecidos para viver as divinas virtudes.

Em cada Eucaristia celebrada, somos refeitos!
Refeitos, porque nossa alma tão bem enriquecida
De todos os dons preciosos, tão divinos, tão necessários.

Em cada Eucaristia celebrada, somos refeitos!
Refeitos para as mãos generosas estender,
Aquecer, abençoar, cuidar, plantar...

Em cada Eucaristia celebrada, somos refeitos!
Refeitos para a alegria da solidariedade, da comunhão...
Compromissos renovados para construir mundo mais irmão.


PS: Inspirado na  Oração pós-Comunhão da Festa de São Mateus (1) 

Volte para nós Vosso olhar de compaixão, Senhor

                                         


Volte para nós Vosso olhar de compaixão, Senhor

Ao celebrar a Festa do Apóstolo e Evangelista, São Mateus, fomos enriquecidos por uma das Homilias do Venerável Presbítero São Beda (séc. VI).

“Jesus viu um homem chamado Mateus, assentado à banca de impostos, e disse-lhe: ‘Segue-me’ (Mt 9,9).

Viu-o não tanto com os olhos corporais quanto com a vista da íntima compaixão. Viu o publicano, dele se compadeceu e o escolheu. 

Disse-lhe então: 'Segue-me'. Segue, quis dizer, imita; segue, quis dizer, não tanto pelo andar dos pés, quanto pela realização dos atos. Pois quem diz que permanece em Cristo, deve andar como ele andou (1Jo 2,6).

'E levantando-se, o seguiu' (Mt 9,9). Não é de admirar que o publicano, ao primeiro chamado do Senhor, tenha abandonado os lucros terrenos de que cuidava e, desprezando a opulência, aderisse aos seguidores daquele que via não possuir riqueza alguma. Pois o próprio Senhor que o chamara exteriormente com a palavra, interiormente lhe ensinou por instinto invisível a segui-Lo, infundindo em seu espírito a luz da graça espiritual.

Com esta compreenderia que quem o afastava dos tesouros temporais podia dar-lhe nos céus os tesouros incorruptíveis. 'E aconteceu que, estando ele em casa, muitos publicanos e pecadores vieram e puseram-se à mesa com Jesus e seus discípulos' (Mt 9,10).

A conversão de um publicano deu a muitos publicanos e pecadores o exemplo da penitência e do perdão. Belo e verdadeiro prenúncio! 

Aquele que seria apóstolo e doutor dos povos, logo no primeiro encontro arrasta após si para a salvação um grupo de pecadores. 

Assim inicia o ofício de evangelizar desde os primeiros começos de sua fé aquele que viria a realizar este ofício plenamente com o merecido progresso das virtudes.

Contudo se quisermos indagar pelo sentido mais profundo deste acontecimento nós o entenderemos: a Mateus foi muito mais grato o banquete na casa do seu coração, preparado pela fé e pelo amor do que o banquete terreno que ele ofereceu ao Senhor. Atesta-o Aquele mesmo que diz: Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele e ele comigo’ (Ap 3,20).

Ouvindo a sua voz, abrimos a porta para recebê-Lo, ao aceitarmos de bom grado Suas advertências secretas ou evidentes e nos pormos a realizar aquilo que compreendemos como o nosso dever. Ele entra para que ceemos, Ele conosco e nós com Ele, porque, pela graça de Seu amor, habita nos corações dos eleitos para alimentá-los sempre com a luz de Sua presença. Possam assim os eleitos cada vez mais progredir no desejo do alto, e Ele mesmo Se alimente com os desejos deles como com pratos deliciosos”.

Jesus compadeceu-se de Levi (Mateus), e o chamou para fazer d'Ele Seu discípulo. Também nós, o Senhor nos chama para segui-Lo, e nos garante Sua eterna presença, que conosco caminha, e nos comunica o Seu Espírito.

Assim como Jesus viu Mateus, não tanto com os olhos corporais quanto com a vista da íntima compaixão, também o Seu olhar se volta para nós.

Olha-nos com a “vista da íntima compaixão”. Acolhe-nos, ainda que pecadores, e por sermos pecadores, para que nos reconciliemos com Deus, numa vida nova, como é próprio da graça do Batismo que recebemos.

Em todos os momentos, sintamos o olhar de compaixão do Senhor para conosco, sobretudo nos momentos difíceis, quando a cruz for pesada demais, e seu peso parecer insuportável.

Concluamos com a Oração depois da Comunhão da Festa deste Apóstolo, que testemunhou com o martírio sua fidelidade a Jesus, na sua expressão máxima, com o seu sangue derramado.

Oremos:

Ó Deus, que na Vossa inesgotável misericórdia escolhestes o publicano Mateus para torná-lo Apóstolo, dai-nos, por sua oração e exemplo, a graça de Vos seguir e permanecer sempre convosco. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.”

Mateus: chamado pelo Senhor para segui-Lo

                                                         


Mateus: chamado pelo Senhor para segui-Lo

“Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos e disse-lhe: ‘Segue-me!’ Ele se levantou e seguiu a Jesus” (Mt 9,9)

Ao celebrarmos a Festa de São Mateus, ouvimos a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 9, 9-13), que nos apresenta Jesus chamando Levi (também conhecido por Mateus), para o Seu seguimento.

Reflitamos sobre o que acontece com quem tenha sido tocado e chamado pelo Senhor em algum momento de sua vida.

Não pode ficar contida, retida, aprisionada, a experiência pessoal do encontro com o Senhor, que nos chamou pelo nome, a cada um de um modo, e a cada um em uma determinada hora, envolvidos em nossas atividades, como vemos na passagem do Evangelho.

Num dos “Odes de Salomão” assim lemos: 

“O Senhor deu-Se me a conhecer na Sua simplicidade, na Sua benevolência tornou pequena a Sua grandeza. Tornou-Se semelhante a mim para que eu O acolha, fez-Se semelhante a mim para que eu O revista.

Não me espantei ao vê-Lo, porque Ele é a misericórdia! Ele tomou a minha natureza para que O possa compreender, a minha figura para que não me afaste d’Ele” (1).

Retomemos estas palavras do Papa Bento XVI:

«No início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. (...) Dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um “mandamento”, mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro» (Deus Caritas Est, 1).

Nisto consiste a vida do discípulo missionário do Senhor: tendo encontrado o Senhor, torna-se intermediário de um novo encontro para outra pessoa.

Deste modo, ter encontrado com o Senhor é ter feito a experiência do encontro com a misericórdia feito Carne.

Encontro com Alguém que Se fez próximo de nós, muito mais que possamos compreender, e quer conosco caminhar e fazer-nos discípulos missionários Seus. Ele é a proximidade de cada pessoa e a condescendência para com cada criatura.

Assim haverá de ser sempre o discipulado: encontrar e permanecer com o Divino Mestre, Jesus, deixar-se guiar, permanentemente, por Ele, para que que Ele nos conduza:

No seguimento humilde e quotidiano do Senhor, saboreamos a Sua misericórdia e experimentamos o que é sermos chamados pela pura graça de Deus” (2).

Os primeiros discípulos deram sua resposta, agora é o nosso tempo, a oportunidade de também nos tornamos autênticas testemunhas do Messias, d’Aquele que veio ao nosso encontro.

Elevemos a Deus orações, por todos nós, para que, tendo feito este encontro com Jesus, sejamos corajosos intermediários, levando muitos ao encontro com o Senhor.

Rezemos de modo especial por todos os cristãos leigos e leigas, para que sejam no mundo um instrumento e sinal de esperança, fé e caridade, para que a luz de Deus se irradie mais forte e ilumine os cantos sombrios de nossa história, marcado ainda, pelo pecado, sofrimento, dor  e tantos sinais de morte.

O Senhor nos chama, qual a nossa resposta?


(1)       Lecionário Comentado – Vol. Tempo Comum - Editora Paulus - Lisboa 2011 – p.57
(2)      Idem – p.58

“Encontramos o Messias” - O Cristo

                                                      

“Encontramos o Messias” - O Cristo
 
“Encontramos o Messias” (Jo 1,41), Aquele que veio para:
 
- Salvar toda a humanidade, todos os povos;
 
- Vencer o poder do mal e libertar-nos dos espíritos impuros, de modo que nada pode opor-se à Sua Palavra e ação;
 
- Revelar a todos nós a importância e beleza da vida, com sua sacralidade;
 
- Devolver a alegria da missão e anunciar ao mundo as maravilhas que Deus realiza
 
- Revelar o rosto misericordioso do Pai - “Sede misericordiosos como o Pai” (cf. Lc 6,36);
 
- Ensinar a viver a compaixão, no temor, piedade, e solidariedade para com o outro.
 
- Curar nossas enfermidades, físicas e espirituais, como o fez curando a mulher com hemorragia;
 
- Comunicar e nos envolver com o Seu amor, que acolhe, perdoa e dá nova vida;
 
- Alcançar para nós, por Sua Morte e Ressurreição, a nossa Ressurreição;
 
- Morrer, ressuscitar e enviar do Pai o Espírito, para nos acompanhar na missão, e não tem Ele, o Senhor, outro plano – quer contar conosco, com nossos limites...
 
Tendo encontrado o Messias, renovemos a cada dia a graça deste encontro na Celebração da Eucaristia, crendo em Sua real presença, piamente; celebrando piedosamente e vivendo intensamente.
 
Ressoem as palavras de Santo Anselmo (séc. XII):
 
“Ensinai-me a Vos procurar e mostrai-Vos quando Vos procuro; não posso procurar-Vos se não me ensinais nem encontrar-Vos se não Vos mostraisQue desejando eu Vos procure, procurando Vos deseje, amando Vos encontre,  e encontrando Vos ame”.
 
Fontes inspiradoras:
- Liturgia da segunda-feira da quarta semana do tempo comum (ano par): 2 Sm 15,13-14.30; 16,5-13a; Sl 3; Mc 5,1-20.
- Liturgia da terça-feira da quarta semana do tempo comum (ano par): 2 Sm 18,9-10.14b.24-25a.30-19,3; Sl 85; Mc 5,21-43.

Brasão Episcopal de Dom Otacilio Ferreira de Lacerda

                                                                  

Brasão Episcopal de Dom Otacilio Ferreira de Lacerda

O Brasão é composto de um escudo dividido em quatro partes, uma cruz dourada em fundo chapado azul, que representa a devoção de Dom Otacilio a Nossa Senhora do Bom Sucesso, fonte inspiradora para aceitar o chamado ao ministério episcopal. O “SIM” de Maria iluminou o “SIM” de Dom Otacilio.

Cruz dourada significa AUTORIDADE AMOROSA, como deve ser marcada a vida de um bispo.

Na parte superior do Escudo, à direita, está uma Bíblia aberta, prateada, com contorno dourado, tendo no centro uma lança ladeada das letras gregas ALFA E ÔMEGA: Cristo, o princípio e o fim da dedicação episcopal de Dom Otacilio.

À esquerda da parte superior do brasão está uma Âncora prateada que significa o Cristo que ancora a perseverança fiel de seu ministério, mesmo nos momentos de dificuldades e, ao mesmo tempo, a renovação da esperança nas promessas de Cristo, onde ancora seu coração.

Abaixo, à direita do brasão, a imagem do Cordeiro, que devido à sua candura e tolerância é símbolo de mansidão e pureza de coração, qualidades necessárias para os que estão a serviço do acolhimento dos fiéis que procuram a pessoa do Bispo, como pastor da Igreja onde ele está.

Abaixo, à esquerda, está uma Estrela, que significa “Maria, a Estrela da Nova Evangelização”, propósito claro na opção de Dom Otacilio no seu ministério episcopal.

Atrás do brasão, a Cruz em ouro simboliza o cajado do pastor, que deve continuar a Missão de Jesus Cristo, Morto e Ressuscitado, sustento e modelo do serviço pastoral que o novo Bispo deseja exercer. Na ponta da cruz-cajado, o listel com o lema de Dom Otacilio: “PARA MIM O VIVER É CRISTO” - “MIHI VIVERE CHRISTUS EST” (Fl 1,21).

Encimando o brasão está o chapéu prelatício verde, com seis borlas de cada lado, símbolo do Episcopado.

Dom Otacilio deseja transparecer em seu ministério a vida de Cristo, através da Palavra proclamada, da tradição dos Santos Padres trazidas para a experiência da vida.

A espiritualidade Paulina que inspirou seu lema, e a devoção e espiritualidade Mariana estão presentes em seu ministério e no serviço de uma Igreja missionária.

Na Eucaristia, encontra o sustento e força da presença de Cristo, experiência profunda de comunhão. 

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG