segunda-feira, 18 de maio de 2026

Invoquemos os Dons do Espírito Santo (Pentecostes)

Invoquemos os Dons do Espírito Santo

Senhor, dai-nos o dom da SABEDORIA, para que aprendamos e nos comprometamos decididamente com um Projeto de vida e paz, e assim sejamos iluminados para governar nossa vida segundo os desígnios divinos, revelados pelos sagrados Mandamentos,  sentindo e dando gosto de Deus à vida.

Dai-nos, o dom do ENTENDIMENTO para discernir o que é justo e bom, sem ilusões e erros, de modo que nossos pensamentos e sentimentos e ações se tornem a expressão do viver para Deus, que conosco sempre estais, jamais nos desamparando.

Senhor, dai-nos o dom do CONSELHO, para que nos empenhemos na correspondência à vossa vontade, vivendo e ensinando sagrados valores com sinceridade, pureza e retidão de coração, participando da realização do plano divino de salvação, na mais perfeita sintonia entre o que celebramos e vivemos, jamais separando a fé da vida cotidiana.

Sejamos enriquecidos pelo dom da FORTALEZA, e cumulados da graça divina, intensificando e aprofundando nossos momentos de intimidade Convosco, na oração, mas de modo especialíssimo no sublime Sacramento da Eucaristia, fonte e ápice da vida cristã; vivendo com fidelidade o Mandamento do Amor, que se expressa concretamente no amor ao próximo; testemunhando a fé, com serenidade e firmeza.

Senhor, agraciados pelo dom da CIÊNCIA, busquemos o conhecimento pleno da verdade do Evangelho do Reino, com docilidade ao Espírito nas mais diversas situações, agradáveis ou não, favoráveis ou adversas, sem lamentações estéreis, mas com olhar e compromisso renovados, porque acompanhados da fina flor da esperança.

Renove em nós o dom da PIEDADE, para que correspondamos ao Vosso amor, numa profunda comunhão Convosco, acompanhado de maior fidelidade às Sagradas Escrituras, tornando-nos mais fraternos e solidários, comprometidos com a promoção da justiça e da paz, para que misericordiosos como o Pai o sejamos.

Finalmente, Senhor, com dom do TEMOR, solidifiquemos nossa relação filial convosco, adorando-Vos em espírito e verdade, buscando, em primeiro lugar, o Seu Reino e a Sua justiça, e assim, tudo mais nos será acrescentado. Amém.

Ação do Espírito Santo: “Não vos deixarei órfãos” (Pentecostes) (Parte I) (24/05)

                                                  

Ação do Espírito Santo: “Não vos deixarei órfãos”

Reflitamos à luz das palavras do Patriarca Atenágoras (1886-1972), acerca do Espírito Santo:

“Sem o Espírito Santo, Deus está distante, o Cristo permanece no passado, o Evangelho é uma letra morta, a Igreja uma simples organização, a autoridade um poder, a missão uma propaganda, o culto um arcaísmo, e a ação moral uma ação de escravos.

Mas no Espírito Santo o cosmos é enobrecido pela geração do Reino, o Cristo Ressuscitado está presente, o Evangelho se faz força do Reino, a Igreja realiza a Comunhão Trinitária, a autoridade se transforma em serviço, a Liturgia é memorial e antecipação, a ação humana se diviniza”.

Reflitamos sobre a presença e a ação do Espírito Santo.

Como Deus nos seria distante sem Ele! Não sentiríamos Sua presença nas situações mais adversas.

Falar em Sua presença, proximidade, intimidade necessária, seria discurso não convincente. Sua distância seria a autodistância e, sobretudo a distância irredutível do outro. Não saberíamos o que é comunhão. Sua proximidade é certeza de comunhão.

Jesus Cristo seria apenas alguém que viveu num tempo marcado, determinado, remoto, um personagem invejável, heróico, abnegado, que nos tocaria apenas o coração, mas não nos asseguraria a eternidade e não nos alcançaria a Salvação. Seria uma memória apenas, prescindindo de toda presença Pascal. Não teríamos a presença do Ressuscitado!

O Evangelho seria um conjunto de palavras e textos, mas não seria a Palavra que Se fez Carne. Letras mortas que mal nos comunicaria um quê de alegria e esperança. Não portaria o conteúdo da Boa Nova que é. Seria lido, quando muito, como um livro entre tantos, com “l” minúsculo, e não teríamos mais que algumas poucas edições, se é que ele seria conhecido, se é que valeria a pena sua impressão. Seriam apenas papiros do passado, se ainda assim houvessem sido escritos.

A Igreja nada seria porque não existiria. Quando muito uma ONG, com bons propósitos, mas movida por outras motivações, diferentes das que a move: A fé no Ressuscitado, a missão de ser valioso instrumento do Reino inaugurado por Jesus. Instituída, enviada e assistida pela presença do Espírito, nutrida e revigorada em cada mesa de altar, em cada Celebração da Eucaristia. Sua autoridade marcada por relações hierárquicas, portadoras de desejos comuns de ascensão ao poder, prestígio, glamour.

O topo seria a meta, talvez nem tantos escrúpulos para alcançá-los. A capacitação com anseios impronunciáveis, a livre concorrência legitimada, “sacralizada e abençoada” (com aspas propositalmente). A missão valer-se-ia de todos os recursos de marketing, merchandising.

Carregar a cruz seria discurso ultrapassado, pouco convincente, sem nenhum atrativo e razão de ser. Na verdade ela seria extinta, apagada da memória, porque o que haveria de contar seriam as facilidades, alcançadas pela lei do menor esforço, ou do nenhum compromisso, do nenhum sacrifício.

Doação, amor fiel, entrega seriam discursos não comoventes, pouco atraentes… inócuos, puramente inócuos, sem efeito algum para o bem.

Procurar-se-ia uma propaganda com pretensões de não ser enganosa, com promessas de felicidade, que não seriam as Bem Aventuranças de Mateus (Mt 5).             

Técnicos, especialistas seriam convocados, contratados, para que a palavra convencesse, o consumo acontecesse. Consequentemente aceitabilidade e lucro.

O culto tal como celebramos, seus ritos, sua beleza seriam outras. A espetacularização seria inevitável: valeria o que atraísse audiência, intimismos, descomprometimentos maiores.

Rubricas, disciplina litúrgica seriam desnecessárias. Contaria a criatividade, ou mais ainda, o criativismo de seus sacerdortes.

Mudanças aconteceriam ao sabor de cada comunidade, de cada realidade. Mistério e Mistagógico seriam palavras que não contariam.

A ação moral, uma ação de escravos: seríamos tidos como loucos, sem O Espírito, porque abraçaríamos e concretizaríamos propósitos além de nossas forças e possibilidades humanas. Eclipsar-se-ia a presença do Espírito e Sua luz radiante e revitalizante.

Se há muitas coisas inexplicáveis que realizamos, só o são pela força e presença do Espírito Santo. Ah, se não fosse O Espírito!

Seríamos escravos entristecidos, fazendo coisas boas, talvez, apenas por fazer. Por não ter encontrado Aquele que faz arder nosso coração com Sua Palavra, abre nossos olhos com Seu Corpo, Pão Partilhado.

Teríamos boas ações, mas não movidas pela paixão do Reino, pelo Evangelho. Teríamos boas obras para contar. Voluntarismo sem perspectivas de utopia do Reino. Boas Obras num sadio filantropismo. Alquimia, pura alquimia!

Concluo, se é que é possível concluir, esta reflexão não deixa dúvida alguma de que é o Espírito Santo que garante à Igreja a vida e a eficácia na missão.

O Espírito enriquece a Igreja com todos os dons necessários, porque Ele é o Dom de Deus, Dom dos dons. Fonte inexaurível de todos os dons.

Ausência de Deus? Nunca! Prescindir de Sua presença e ação? Jamais!

Enviai, Senhor, sobre nós, Vosso Espírito:
De sabedoria, inteligência, ciência, conselho,
fortaleza, temor e piedade. Amém!

Ação do Espírito Santo: “Não vos deixarei órfãos” (Pentecostes) (Parte II) (24/05)

                                                   

Ação do Espírito Santo: “Não vos deixarei órfãos”

Há nas palavras de Atenágoras outras verdades veladas, subentendidas. Continuemos nossa meditação!

Com o Espírito, tudo se renova; tudo ganha novo sentido… O cosmos ganha beleza, pois, também ele anseia pela recriação do Espírito, como Paulo nos diz na Carta aos Romanos:
“Pois a criação em expectativa anseia pela revelação dos filhos de Deus…” (Rm 8,19).

A ação do Espírito nos permite a contemplação da presença do Cristo Ressuscitado, ao partir o Pão, como o fez com os discípulos de Emaús.

Ao sentirmos Sua presença, sentimos o ardor do Seu amor, no mais profundo do nosso coração, porque é “O Encontro dos Encontros”:

Encontro com o Eterno Amado. Presença curadora de nossa miopia. Assim, nosso novo olhar ultrapassa as fronteiras das aparências, rompendo fronteiras limítrofes da vida.

Sua presença torna impossível quaisquer fronteiras de mesquinharias e mediocridades cotidianas… O Evangelho Se faz força do Reino, porque não são apenas palavras, mas a Própria Palavra.

Ele que Se fez Verbo, Palavra, e veio entre nós habitar, conosco dialogar, O Projeto do Pai comunicar e realizar, ao mundo confiar, na ação do Espírito a acompanhar para vê-lo realizar…

Com o Espírito a Igreja realiza a Comunhão Trinitária, porque a comunhão do Amor Pleno e Verdadeiro que somos chamados a viver.

A Igreja, apesar de seus limites e pecados, é sinal da comunhão Trinitária, espelhando-se na mais bela e perfeita Comunidade que é a Santíssima Trindade.

Com o Espírito a autoridade de todos, ordenados ou não, consagrados ou não, transforma-se em alegre e humilde serviço.

Como é bom saber que é o Espírito, o ator principal, o protagonista da Evangelização.

Se a Palavra Divina anunciamos, se testemunho damos, só é possível porque assim Deus o quer e permite.

Deus não só quer e permite como nos assiste com Seu Espírito, na realização da promessa do Filho, que se não fosse para o Pai, não nos seria enviado Seu Espírito!

Como é bom saber, e não esquecer, que após termos dado o melhor de nós, na ação evangelizadora e missionária, somos meros colaboradores, inúteis servidores do Reino.

Da Trindade tudo procede, para Ela tudo se volta. A Ela toda honra, glória e louvor. Com o Espírito a Liturgia é memorial e antecipação. Memorial porque se cumpre o que Ele mandou realizar em Seu Nome, perpetuando Sua presença.

A Liturgia é antecipação, porque o banquete, o rito, a festa, o louvor dá pequena amostra do que será o céu, para quem um dia o merecer.

De Liturgia em Liturgia, celebrada e vivida, caminhamos a passos largos para o céu, e ao mesmo tempo empenhados em sua realização parcial na terra.

Com o Espírito a ação humana se diviniza. Tudo o que fizermos por Deus e para Deus, torna-se divinizado. Nossas ações quando movidas pelo Espírito, tornam-se verdadeiras Eucaristias.

Quando nos movemos pelo amor,
Quando nos deixamos conduzir pelo Espírito,
Quando deixamos prevalecer à vontade Divina
Nossas ações são verdadeiramente divinizadas.

Com o Espírito a vida é outra, bem como, a Igreja e a História.
Tudo se torna Novo e Diferente, porque por Ele, Deus faz Novas todas as coisas.

As coisas antigas passaram...
Eis que surgiu, e há de surgir sempre, um Novo Céu e uma Nova Terra!
Amém! 

Acolhamos o Sopro do Espírito! (Pentecostes)


Acolhamos o Sopro do Espírito!

A alegria da Ressurreição transborda no coração de cada fiel e de toda a Igreja, sobretudo no Tempo Pascal.

A Páscoa de Nosso Senhor Jesus Cristo, porém, nunca nos permite ancorar a barca nas margens. É preciso sempre avançar na missão evangelizadora, com a certeza de que nunca estamos sozinhos: “Ele caminha conosco”.

Jesus soprando sobre a comunidade reunida confiou-lhes o Espírito Santo para continuar Sua missão:

“A paz esteja convosco. Como o Pai Me enviou, também Eu vos envio. Recebam o Espírito Santo, A quem perdoarem os pecados, eles lhes serão perdoados, a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos” (Jo 20,21-23).

Acolhamos o sopro do Espírito
Para edificar a Igreja, nutrida da Eucaristia, instrumento do Reino a ser construído.

Somos desafiados a construir uma comunidade com identidade e rosto pascal: Perseverante na Doutrina dos Apóstolos, promotora da Comunhão Fraterna; na Partilha do Pão (Eucaristia) e na Oração, à luz dos Atos dos Apóstolos.

Acolhamos o sopro do Espírito,
Como Igreja que nasce da escuta da Palavra, promovendo a verdadeira comunhão, na prece e no louvor, na catequese e no partir do Pão: o Pão da Eucaristia e o pão cotidiano.

Acolhamos o sopro do Espírito,
Para que nos seja concedida a graça que faz da Igreja o Corpo de Cristo; fazendo com que todos seus membros, unidos pelos laços da caridade, sejamos perseverantes e firmes na unidade do corpo.

Acolhamos o sopro do Espírito,
Para que a Igreja seja um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, conservando com toda solicitude a unidade do Espírito no vínculo da paz: “Aplicai-vos a guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz. Há um só corpo e um só Espírito” (Ef 3,1-4).

Acolhamos o sopro do Espírito,
Na participação ativa, piedosa e frutuosa em cada Eucaristia, de modo que nossos corações sempre arderão ao Escutar a Palavra divina, nossos olhos sempre se abrirão no partir do Pão.

Acolhamos o sopro do Espírito,
Na inadiável alegria da escuta atenta da Palavra e na partilha celebrada e vivida, a fim de que contemplemos o transbordamento da alegria pascal que somos chamados a vivenciar e testemunhar. 

Como os discípulos de Emaús, percebendo a presença do Ressuscitado que conosco quer caminhar e o Pão partilhar, continuemos nossa missão.

A realidade vazia do túmulo apontou para o mundo uma nova realidade: cada coração humano foi plenificado com a presença da força do Ressuscitado.

Nada pode impedir Sua ação.
Rompe-se todo medo,
Ilumina-se toda escuridão.
Ele está no centro da nossa
comunidade comunicando o grande Shalom:

Paz e Vida em plenitude que brota da Sua Ressurreição.
Aleluia!

“Vinde, Espírito Santo Consolador” (Pentecostes)

                                                                 

“Vinde, Espírito Santo Consolador”

Com a Celebração da Solenidade de Pentecostes, celebramos a vinda do Espírito Santo sobre a Igreja, retomamos os parágrafos 2670-2672 do Catecismo da Igreja Católica, em que nos fala da necessária invocação do Espírito Santo sobretudo no início e no fim de toda ação importante.

Embora sejam muitos os caminhos de oração, quanto os orantes, mas um só é o mesmo Espírito que atua em todos e com todos, e é Ele o artífice e Mestre interior da oração cristã, e sua Unção impregna todo o nosso ser.

A forma tradicional para pedir a vinda do Espírito Santo é a invocação ao Pai por Cristo, Nosso Senhor, a fim de que nos envie o Espírito Consolador, o Paráclito, o Defensor.

Podemos invocar conforme a oração litúrgica mais conhecida, que nos vem da Tradição:

“Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do Vosso Amor. Enviai o Vosso Espírito e tudo será criado e renovareis a face da terra.

Oremos: Ó Deus, que instruístes os corações dos vossos fiéis, com a luz do Espírito Santo, fazei que apreciemos retamente todas as coisas segundo o mesmo Espírito e gozemos da Sua consolação. Por Cristo Senhor Nosso. Amém”.

O Catecismo também nos apresenta uma segunda fórmula que podemos também rezar invocando o Espírito Santo:

“Rei celeste, Espírito Consolador, Espírito de Verdade, presente em toda parte e a tudo cumulando, tesouro de todo bem e fonte da Vida, vinde, habitai em nós, purificai-nos e salvai-nos, ó Vós, que sois bom!” (1).

Sejam nossas reuniões, encontros de reflexão, catequese ou quaisquer outros de nossa Igreja precedidos pela invocação do Espírito Santo, cientes de que “Ninguém pode dizer ‘Jesus é o Senhor’ a não ser no Espírito Santo” (1 Cor 12,3).

Sempre oportuno lembrar as palavras do Bispo São Cirilo de Alexandria (séc. V): 

“Ele (O Espírito Santo) vem com o amor entranhado de um irmão mais velho: Vem para salvar, curar, ensinar, aconselhar, fortalecer, consolar, iluminar a alma de quem O recebe, e, depois por meio desse, a alma dos outros".

Sejamos assistidos sempre pelo Espírito Santo que nos cumula com os sete dons: sabedoria, discernimento, conselho, fortaleza, ciência, temor e piedade.


Cf. Catecismo da Igreja Católica – n. 2677 – Oração da Liturgia Bizantina, Tropário das Vésperas de Pentecostes.

Pentecostes: a chama do amor crepita em nosso coração (Pentecostes)

                                                       


Pentecostes: a  chama do amor crepita em nosso coração

Celebrando a Solenidade de Pentecostes, a Festa do nascimento da Igreja, muito nos enriquece esta citação do Papa Bento XVI:

“No Pentecostes, o Espírito Santo manifesta-Se como fogo. A Sua chama desceu sobre os discípulos reunidos, acendeu-se neles e infundiu-lhes o novo ardor de Deus.

Realiza-se assim aquilo que o Senhor tinha predito: ‘Vim lançar fogo sobre a Terra; e como gostaria que ele já tivesse sido ateado!’ (Lc 12,49).

Juntamente com os fiéis das diversas comunidades, os Apóstolos levaram esta chama divina até aos extremos confins da terra: abriram assim um caminho para a humanidade, uma senda luminosa, e colaboraram com Deus que com o Seu fogo quer renovar a face da Terra.

Como é diferente este fogo, daquele das guerras e das bombas! Como é diverso o incêndio de Cristo, propagado pela Igreja, em relação aos que são acendidos pelos ditadores de todas as épocas, também do século passado, que atrás de si deixam terra queimada.

O fogo de Deus, o fogo do Espírito Santo, é aquele da sarça que ardia sem se consumir (Ex 3,2). É uma chama que arde, mas não destrói; aliás, ardendo faz emergir a parte melhor e mais verdadeira do homem, como numa fusão faz sobressair a sua forma interior, a sua vocação à verdade e ao amor.

...vale a pena deixar-se tocar pelo fogo do Espírito Santo! A dor que nos causa é necessária para nossa transformação. É a realidade da Cruz: não é por acaso que, na linguagem de Jesus o ‘fogo’ é, sobretudo, uma representação do Mistério da Cruz, sem o qual o cristianismo não existe.

Por isso, iluminados e confortados por estas palavras de vida, elevemos a nossa invocação: Vinde, Espírito Santo! Ateai em nós o fogo do Vosso amor!

Sabemos que esta é uma oração audaz, com a qual pedimos para ser tocados pela chama de Deus; mas sabemos, sobretudo, que esta chama – e só ela – tem o poder de nos salvar.

Para defender a nossa vida, não queremos perder a vida eterna que Deus nos quer conceder. Temos necessidade do fogo do Espírito Santo, porque só o Amor redime. Amém!”.

Oremos:

“Vinde, Espírito Santo!
Ateai em nós o fogo do Vosso amor!”,
Para que levemos este amor a quantos precisarem,
Pois o amor caminha de mãos dadas com a fidelidade.

“Vinde, Espírito Santo!
Ateai em nós o fogo do Vosso amor!”,
Para promover a justiça e a paz que se beijam,
Como tão bem expressou o salmista.

“Vinde, Espírito Santo!
Ateai em nós o fogo do Vosso amor!”,
Para nos empenharmos com a fidelidade que brotará da terra,
E a justiça que nos olhará do alto céu.

“Vinde, Espírito Santo!
Ateai em nós o fogo do Vosso amor!”
Dai a toda a humanidade tudo o que for bom,
E assim nossa terra produzirá seus frutos.

“Vinde, Espírito Santo!
Ateai em nós o fogo do Vosso amor!”,
Para que a justiça esteja sempre diante de nós,
E nossos passos marquem um novo caminho.
Amém. 


Um Caminho de fé antigo e sempre novo – Pregações para o ano Litúrgico – Ano C – Bento XVI - Editora Molokai – São Paulo - pp.438-439

Oração inspirada no Salmo 85

Somente com Vosso Espírito, Senhor! (Pentecostes)

Somente com Vosso Espírito, Senhor!

Senhor, com Vosso Espírito, na fidelidade ao Pai que tanto nos ama, concedei-nos a sabedoria, e a constância na oração, cultivando o amor mútuo com todo ardor, de modo que seja vivido sem resquícios de fingimento, como nos exortou Vosso Apóstolo Pedro.

Senhor, com Vosso Espírito, na fidelidade ao Pai que tanto nos ama, ajudai-nos na vivência do Vosso Mandamento de amor, pois o amor vivido cobre uma multidão de pecados, como também nos falou o mesmo Apóstolo.

Senhor, com Vosso Espírito, na fidelidade ao Pai que tanto nos ama, concedei-nos a graça de sermos sóbrios, acolhedores uns aos outros, vigilantes, firmes na fé, alegres na esperança, porque ativos, movidos pela caridade.

Senhor, com Vosso Espírito, na fidelidade ao Pai que tanto nos ama, Concedei-nos a graça de sermos alegres na participação dos Vossos sofrimentos, sobretudo na  hora de suportar o fogo da provação que se alastra em todos os tempos.

Senhor, com Vosso Espírito, na fidelidade ao Pai que tanto nos ama, na edificação de Vossa Igreja, concedei-nos a serenidade para não ficarmos perturbados, e tão pouco sermos inconstantes, inertes, desanimados, murmuradores.

Senhor, com Vosso Espírito, na fidelidade ao Pai que tanto nos ama, concedei-nos a graça de colocarmos em comum os dons que nos concedeis e aprender a valorizarmos os dons e carismas do outro.

Senhor, com Vosso Espírito, na fidelidade ao Pai que tanto nos ama, concedei-nos a graça da fidelidade do testemunho da Vossa Palavra, dentro da Igreja e do mundo, sendo sal, fermento e luz.

Senhor, com Vosso Espírito, na fidelidade ao Pai que tanto nos ama, concedei-nos a graça de viver na liberdade que nos alcançastes, e abertos ao sopro do Espírito Santo, que sopra onde quer, fortalecendo os vínculos da  comunhão fraterna. Amém.


Fonte inspiradora: 1Pd 4,7-13; Missal Cotidiano, Editora Paulus - p. 837.

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