sábado, 2 de maio de 2026

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Jesus, o Caminho que nos conduz ao Pai (VDTPA)

                                              

Jesus, o Caminho que nos conduz ao Pai

               Sejamos cristãos alegres, corajosos, convictos a caminho do céu, vivendo  no tempo presente a nossa fé em Jesus Cristo,  que    nos conduz ao Pai, com a força, presença e ação do Seu Espírito.

No 5º Domingo da Páscoa (ano A), a Liturgia nos convida a refletir sobre a missão da Igreja, que nasce de Jesus na fidelidade ao Pai, é vivificada com a presença e ação do Espírito Santo, continuando o caminho que é o próprio Jesus: Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14,6).

Na passagem da primeira Leitura (At 6,1-7), Lucas nos fala do testemunho da Igreja de Jerusalém, apresentando-nos alguns aspectos que dão identidade a ela.

Trata-se de uma comunidade santa, embora formada por pecadores, num contínuo processo de conversão, procurando viver a fidelidade apesar das falhas e dificuldades.

Possui uma organização hierárquica com a responsabilidade de conduzir e orientar a direção da comunidade, favorecendo o diálogo e a participação consciente, ativa e frutuosa.

Uma comunidade de servidores que colocam em comum os dons de Deus recebidos.

Finalmente, uma comunidade criada, animada e dinamizada pelo Espírito Santo, para que dê testemunho de Jesus Cristo Ressuscitado.

Na passagem da segunda Leitura (1Pd 2,4-9), nos é apresentado o fundamento, a Pedra  Angular, a Pedra principal da Igreja que é Jesus Cristo, no qual os cristãos são pedras vivas.

Como Igreja se constitui um povo sacerdotal, com a missão de viver uma obediência incondicional aos planos do Pai, no amor aos irmãos, e nisto consiste o verdadeiro culto agradável a Deus.

Deste modo, a Igreja precisa crescer na fé para alcançar a Salvação, vencendo todas as dificuldades, hostilidades, incompreensões e perseguições, consciente de sua missão no testemunho do Ressuscitado, com a força vivificante do Espírito Santo, infundida no coração dos discípulos.

Como comunidade da Nova Aliança, a Igreja precisa oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus e, como Povo de Sacerdotes, ofertar uma vida santa, vivida na entrega a Deus e no dom da vida aos irmãos, com amor total e incondicional, superando todo medo em total fidelidade e confiança em Deus.

A comunidade não pode se contentar com um "verniz" cristão que a torne indiferente a todos os problemas que cercam a vida humana.

Sendo Cristo o fundamento da Igreja, e o amor o distintivo dos cristãos, a missão da Igreja será colocar-se em todos os âmbitos, profeticamente, como instrumento da vida plena e definitiva.

Na passagem do Evangelho (Jo 14,1-12), a comunidade continua a missão de Jesus, no anúncio e testemunho do Evangelho, como homens novos, com vida em plenitude, porque integrados à Família Trinitária: Pai, Filho e Espírito Santo.

A passagem retrata um contexto de despedida de Jesus, e com isto Ele quer deixar no coração dos discípulos uma palavra de confiança e esperança, para que não se desviem e nem abandonem a caminhada com Ele iniciada: Ele vai para o Pai e garante a todos que O seguirem o mesmo destino, ou seja, a glória da eternidade.

A comunidade, acolhendo o Espírito que Ele enviará do Pai, viverá na obediência e fidelidade a Deus, em total entrega de amor e serviço ao outro.

No entanto, para fazer parte de Sua família é preciso que os discípulos vivam esta total obediência a Deus, trilhando o Caminho que é o próprio Jesus que ama até o fim, porque de fato, cristãos são os que se põem a caminho. Não se pode viver uma fé instalada, acomodada, e tão pouco conceber possíveis recuos, pois “a fé começa pelos pés”.

Sejamos cristãos alegres, corajosos, convictos a caminho do céu, vivendo no tempo presente a nossa fé em Jesus Cristo, que nos conduz ao Pai, com a força, presença e ação do Seu Espírito.

Celebrando mais um Domingo neste Itinerário Pascal, renovemos em nosso coração, o Amor de Deus infundido em nós pela ação do Espírito, para continuarmos com os pés firmes neste Bom Caminho que nos conduz aos céus, à comunhão plena e eterna de Amor: Céu. 

Cremos na divindade e humanidade de Jesus

                                                                      

Cremos na divindade e humanidade de Jesus

No dia dois de maio, celebramos a Memória de Santo Atanásio (séc. IV), Bispo, que acompanhou o Bispo Alexandre, a quem sucedeu no episcopado.

Combateu corajosamente contra os arianos, e, consequentemente, enfrentou sofrimentos, sendo várias vezes condenado ao exílio.
Este Sermão é um dos seus escritos na defesa da verdadeira fé, sobre a Encarnação do Verbo.

“O Verbo de Deus, incorpóreo, incorruptível e imaterial, veio habitar no meio de nós, se bem que antes não estivesse ausente. De fato, nenhuma região do mundo jamais esteve privada de Sua presença, porque, pela união com Seu Pai, Ele estava em todas as coisas e em todo lugar.

Por amor de nós, veio a este mundo, isto é, mostrou-Se a nós de modo sensível. Compadecido da fraqueza do gênero humano, comovido pelo nosso estado de corrupção, não suportando ver-nos dominados pela morte, tomou um corpo semelhante ao nosso.

Assim fez para que não perecesse o que fora criado nem se tornasse inútil a obra de Seu Pai e Sua ao criar o homem. Ele não quis apenas habitar num corpo ou somente tornar-Se visível. Se quisesse apenas tornar-Se visível, teria certamente assumido um corpo mais excelente; mas assumiu o nosso corpo.

Construiu no seio da Virgem um templo para Si, isto é, um corpo; habitando nele, fê-lo instrumento mediante o qual se daria a conhecer. Assim, pois, assumindo um corpo semelhante ao nosso, e porque toda a humanidade estava sujeita à corrupção da morte, Ele, no Seu imenso amor por nós, ofereceu-o ao Pai, aceitando morrer por todos os homens.

Deste modo, a lei da morte, promulgada contra a humanidade inteira, ficou anulada para aqueles que morrem em comunhão com Ele. Tendo ferido o corpo do Senhor, a morte perdeu a possibilidade de fazer mal aos outros homens, seus semelhantes. Além disso, reconduziu o gênero humano da corrupção para a incorruptibilidade, da morte para a vida, fazendo desaparecer a morte – como a palha é consumida pelo fogo – por meio do corpo que assumira e pelo poder da Ressurreição.

Assumiu, portanto, um corpo mortal, para que esse corpo, unido ao Verbo que está acima de tudo, pudesse morrer por todos. E porque era habitação do Verbo, o corpo assumido tornou-se imortal e, pelo poder da Ressurreição, remédio de imortalidade para toda a humanidade. Entregando à morte o corpo que tinha assumido, Ele o ofereceu como sacrifício e vítima puríssima, libertando assim da morte todos os seus semelhantes; pois o ofereceu em sacrifício por todos.

O Verbo de Deus, que é superior a todas as coisas, entregando e oferecendo em sacrifício o Seu corpo, templo e instrumento da divindade, pagou com a Sua morte a dívida que todos tínhamos contraído. Deste modo, o Filho incorruptível de Deus, tornando-Se solidário com todos os homens por um corpo semelhante ao seu, tornou a todos participantes da Sua imortalidade, a título de justiça com a promessa da imortalidade. Por conseguinte, a corrupção da morte já não tem poder algum sobre os homens, por causa do Verbo que por meio do Seu corpo habita neles”.

Jesus, tendo Se encarnado, assumiu nossa condição corpórea, fazendo-Se igual a nós, exceto no pecado, para nos redimir:

“Construiu no seio da Virgem um templo para si, isto é, um corpo; habitando nele, fê-lo instrumento mediante o qual se daria a conhecer. Assim, pois, assumindo um corpo semelhante ao nosso, e porque toda a humanidade estava sujeita à corrupção da morte, ele, no seu imenso amor por nós, ofereceu-o ao Pai, aceitando morrer por todos os homens”.

Oremos:

“Deus eterno e todo-poderoso, que nos destes em Santo Atanásio um exímio defensor da divindade de Vosso Filho, concedei-nos, por sua doutrina e proteção, crescer continuamente no Vosso conhecimento e no Vosso amor. Por N. S. J. C. Amém”.

Discípulos missionários de Jesus, Caminho, Verdade e Vida (VDTPA)

                                                  

Discípulos missionários de Jesus, Caminho, Verdade e Vida

Reflexão à luz da passagem do Evangelho (Jo 14,1-12), como um testemunho espiritual do Senhor, somos orientados para a Sua Ascensão ao Pai: "Não vos preocupeis... vou preparar um lugar para vós... depois voltarei e vos levarei comigo... Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida..."  

De fato, Cristo é o Caminho para a luz e a Verdade para a Vida.
 
Jesus é o Caminho, porque é o único "Mediador" da Salvação:
Portanto, não temos outras vias para atingir a Deus e para chegar a nós.
 

Caminho que conduz a Deus e à morada eterna.
Caminho, porque é nosso Único Mediador com Deus.
Caminho que devemos percorrer como comunidade.
Caminho para a glória que passa pela Cruz.
Caminho da felicidade, se vividas as Bem-Aventuranças.
 
Jesus é a Verdade, porque é o "Revelador" do projeto de Deus:
Cristo é a Verdade, pois quando vemos uma confusão ruidosa de mil verdades que só duram um dia, Ele permanece como o termo último de todas as verdades.
 
Verdade que Ilumina todos os Povos.
Verdade, porque nos Revela a face de Deus,
Verdade plena de esplendor que devemos proclamar ao mundo.
Verdade que, se seguida, não caminharemos nas trevas.
Verdade que, se conhecida, nos fará livres.
 
Jesus é a Vida, porque é o "Salvador", que nos dá a vida de Deus que Ele possui -  "Ninguém pode chegar ao Pai senão por mim".
Cristo é a Vida, e com Ele, todos os nossos esforços para vencermos as barreiras da morte.
 
Somente Cristo, que é Vida, destrói essa barreira e nos abre as portas para uma vida sem fim, em plenitude total. 
 
Vida que renova o mundo e toda a humanidade.
Vida que nos dá gosto e sentido da vida, e dela cuidar.
Vida, porque é nosso Redentor com Seu Sangue derramado.
Vida plena e abundante nos concede no tempo presente e na eternidade: força na fraqueza, glória na humilhação e vida na morte.
 
Na fidelidade a Jesus, Caminho, Verdade e Vida edificamos uma Igreja verdadeiramente Sinodal com estas marcas:
 
- Somos um Povo de Deus organizado, em que os membros têm diferentes responsabilidades e missão, tal como o serviço da Caridade, da Palavra e do Culto;


- somos um “edifício espiritual”, em que Cristo é a Pedra fundamental, e nós, pedras vivas, como nos falou o Apóstolo Pedro (1 Pd 2,4-9);


- somos um Povo peregrino, caminhando juntos para Deus, nos passos de Jesus Cristo, Caminho, a Verdade e a Vida.


Oremos:

“Ó Deus, Pai de bondade, que nos redimistes e adotastes como filhos e filhas, concedei aos que creem no Cristo a liberdade verdadeira e a herança eterna. Por N. S. J. C. Amém”


Creio em Jesus: Caminho, Verdade e Vida (VDTPA)

                                       


Creio em Jesus: Caminho, Verdade e Vida

Creio em Jesus, o Caminho, que viveu a profunda experiência do encontro de Deus com  a humanidade, e comunica esta experiência à todos nós.

Creio em Jesus, o Caminho que nos leva ao Pai, uma Pessoa; Aquele que, já existia com Deus, desde sempre, e Se tornou o ‘lugar’ visível da Aliança entre Deus e a humanidade.

Creio em Jesus, a Verdade que se conhecido, nos liberta (Jo 8,32), a mais perfeita revelação do Pai, de quem todas as coisas recebem origem e no qual todos encontram sua consistência e verdade.

Creio em Jesus, a Verdade, que se conhece pelo amor com Ele vivido e n'Ele permanecendo, a fim de que tenhamos a seiva vital do amor, e frutos abundantes produzirmos.

Creio em Jesus, a Vida, porque nos faz participar da comunhão plena com o Deus vivo, a se consumar na comunhão de amor na glória da eternidade, e tão  somente com Ele teremos a vida eterna. Amém. Aleluia! 


Fonte: Missal Cotidiano – Editora Paulus - Comentário da passagem do Evangelho de São João (Jo 14,1-6) - p.420-421

 


Em poucas palavras... (VDTPA)

 


Somente Jesus é o Caminho que nos leva ao Pai

“...Abandonada às suas forças naturais, a humanidade não tem acesso à «Casa do Pai» (Jo 14,2), à vida e à felicidade de Deus.

Só Cristo pode abrir ao homem este acesso: «subindo aos céus, como nossa cabeça e primogênito, deu-nos a esperança de irmos um dia ao seu encontro, como membros do seu corpo» (Prefácio da Ascensão do Senhor).” (1)

 

(1)        Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 661

Cremos no Ressuscitado e somos Suas testemunhas (VDTPA)

                                                       

Cremos no Ressuscitado e somos Suas testemunhas

                                                 Sejamos cristãos alegres, corajosos,                                                              convictos a caminho do céu,
  vivendo  no tempo presente a nossa fé em Jesus Cristo, que nos conduz ao Pai, com a força, presença e ação do Seu Espírito.

Somos discípulos missionários do Senhor Ressuscitado, Jesus Cristo, Ele que é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14,1-12).

A missão da Igreja, que nasce de Jesus na fidelidade ao Pai, é vivificada com a presença e ação do Espírito Santo, continuando o caminho que é o próprio Jesus.

Nisto consiste a missão da comunidade: continuar a missão de Jesus,  no anúncio e testemunho do Evangelho, como homens novos, com vida em plenitude, porque integrados à Família Trinitária: Pai, Filho e Espírito Santo.

A passagem retrata um contexto de despedida de Jesus, e com isto Ele quer deixar no coração dos discípulos uma palavra de confiança e esperança, para que não se desviem e nem abandonem a caminhada com Ele iniciada: Ele vai para o Pai e garante a todos que O seguirem o mesmo destino: a glória da eternidade.

A comunidade, acolhendo o Espírito que Ele enviará do Pai, viverá na obediência e fidelidade a Deus, em total entrega de amor e serviço ao outro.

No entanto, para fazer parte de Sua família é preciso que os discípulos vivam esta total obediência a Deus, trilhando o Caminho que é o próprio Jesus que ama até o fim, porque de fato, cristãos são os que se põem a caminho.

Não se pode viver uma fé instalada, acomodada, e tão pouco conceber possíveis recuos, pois “a fé começa pelos pés”.

Sejamos cristãos alegres, corajosos, convictos a caminho do céu, vivendo no tempo presente a nossa fé em Jesus Cristo, que nos conduz ao Pai, com a força, presença e ação do Seu Espírito.

Renovemos em nosso coração o Amor de Deus infundido em nós pela ação do Espírito, para continuarmos a missão em plena fidelidade ao Senhor Ressuscitado, que conosco caminha e nos garante a presença e ação do Seu Espírito, para que sejamos, como Igreja, instrumentos do Reino de Deus.

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