quarta-feira, 19 de agosto de 2026

Minhas reflexões no Youtube

 
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Súplica em tempo de Eleições

                                                


Súplica em tempo de Eleições

                       “Examinai tudo e guardai o que for bom” (1Ts 5, 21).

Cremos que a Igreja Católica não indica candidatos nem partidos, mas movida pelo Evangelho, tem a missão de anunciá-Lo, para a promoção da vida, da dignidade humana, a serviço da construção e promoção do bem comum.

Cremos que ela o faz a partir da fé em Jesus Cristo e da convicção, reafirmada pela Doutrina Social da Igreja, de que a política, quando orientada pela ética, constitui uma das mais elevadas formas de caridade.

Cremos que as eleições são oportunidades privilegiadas para o exercício da cidadania e da corresponsabilidade social; portanto, mais do que escolher governantes e representantes, somos chamados a renovar nosso compromisso com os valores que sustentam a convivência democrática, a justiça social e a fraternidade.

Cremos que, como Igreja, não podemos, à luz do Evangelho, nos silenciar diante da escandalosa desigualdade social, da corrupção, da compra de votos, da utilização indevida dos recursos públicos e da disseminação deliberada de mentiras (fake news).

Cremos que é impossível aceitar o abuso do poder econômico e político e as formas de violência que ameaçam a convivência social, enfraquecendo a confiança nas instituições democráticas.

Cremos que a democracia é sólida quando a divergência legítima não é transformada em hostilidade permanente, pois o adversário político não pode ser tratado como inimigo.

Cremos que a democracia, além de eleições periódicas, requer respeito às instituições da República, especialmente à Constituição Federal, ao Estado Democrático de Direito, à interdependência dos Poderes, à liberdade de expressão responsável e à participação cidadã.

Cremos que a democracia também exige a confiança nos mecanismos legítimos de apuração da vontade popular, respeito aos resultados das urnas e à Lei da Ficha Limpa.

Cremos que conduzidos pelo Santo Espírito, como eleitores e eleitoras, temos que assumir nossa responsabilidade; de tal modo que a abstenção não tem lugar, pois não é a melhor escolha.

Cremos que o discernimento cristão exige olhar não apenas para promessas de campanha, mas, principalmente, para a história de vida dos candidatos e as consequências dos compromissos assumidos.

Cremos que como nação, precisamos reforçar a capacidade de construir pontes e não muros, promovendo encontros e o cultivo da amizade social.

Cremos que a esperança cristã não é ingenuidade nem otimismo superficial; e que esperar significa participar, construir, dialogar, resistir ao desânimo, defender a verdade, proteger a democracia e trabalhar pela justiça.

Cremos que homens e mulheres de boa vontade têm que ser testemunhas da cultura do encontro, promotores da paz social e construtores da fraternidade.

Cremos que podemos contar com Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira do povo brasileiro, e a ela recorremos, para que ela nos ajude a percorrer caminhos de justiça, verdade e paz.

“Vinde, Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis...”

 



Fonte: MENSAGEM DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL AO POVO BRASILEIRO POR OCASIÃO DAS ELEIÇÕES DE 2026

Alegres servos da Vinha do Senhor

                                                        

Alegres servos da Vinha do Senhor

Na passagem do Evangelho de Mateus (Mt 20,1-16a), o Senhor chama operários para a Sua vinha: há escolhidos na primeira hora da madrugada; outros as nove, doze, quinze e dezessete horas, à uma hora do fim da jornada (a undécima hora).

Com a Parábola sobre o Amor de Deus por todos, sobretudo pelos últimos, refletimos sobre como é a lógica de Deus. Como são misteriosos Seus Planos, como é maravilhosa Sua ação!

Deus sabe se servir de nossa pobreza para derramar com largueza sobre tantos Seu Amor, Sua bondade, Sua graça! Deus escolhe os fracos para confundir os fortes, como disse São Paulo.

Compromissados e iluminados pela Palavra e revigorados pela Eucaristia, na fidelidade à Igreja, somos todos humildes servos e trabalhadores da vinha!

Trabalhadores da última hora por Deus chamados, mas com resposta amorosa e decidida: amar a Deus e servi-Lo, na vida da Igreja, no compromisso com a vida dos pobres.

A vinha do Senhor precisa de féis servidores, cujos ouvidos, olhos, mão e coração jamais se fechem aos pobres e seus clamores; que pela soberba não se deixem seduzir, pois como disse Santo Agostinho, ela gera separação; mas que pela caridade, sejamos movidos, pois ela é a mais genuína fonte de unidade.

Deus com Seu Amor revelado por Jesus, na ação do Espírito Santo paira sobre todos nós; portanto, renovemos hoje e sempre a alegria de sermos servos da Vinha do Senhor, participando com ardor e alegria, como Igreja, na construção do Reino de Deus.

Discípulos missionários e a Vinha do Senhor

                                                  

Discípulos missionários e a Vinha do Senhor

À luz da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 20,1-16a), refletimos sobre os pensamentos de Deus, que não são como os pensamentos dos homens, pois seguem a lógica da gratuidade e do amor, doação, partilha e serviço, graça sobre todos derramada.

A passagem do Evangelho é um convite de Nosso Senhor para trabalharmos em Sua Vinha, na construção do Reino.

A prática de Jesus e a Parábola revelam que todos somos filhos amados do Pai, que por amor assegura-nos o essencial para vivermos.

Através da Parábola, Jesus revela  o Amor de Deus pelos últimos, pelos excluídos; e revela-nos o rosto e o coração de um Deus que ama a todos sem exceção; tão diferente do Deus dos escribas e fariseus, que muitas vezes se assemelha a um “Deus contabilista” que nos recompensa conforme nossas ações, como se tivesse um lápis na mão para fazer as nossas contas e nos dar o pagamento conforme nossos merecimentos.

A nós cabe o imitar a Deus amando na gratuidade! Simplesmente, amar na gratuidade, a mais bela lógica da ação divina que a Parábola nos revela.

No trabalho da Vinha, ou seja, na Comunidade há lugar para todos. Alguns iniciaram mais cedo, até mesmo dentro do ventre materno. Outros um pouco mais tarde sentiram o chamado do Senhor. Outros bem mais tarde, já adultos. Outros ainda não responderam, são os últimos que nos fala a Parábola, aos quais Deus também quer revelar Seu amor e contar como servos de Sua Vinha.

Na Igreja, trabalho é o que não falta. Os desafios clamam por respostas. A messe é grande, mas poucos são os trabalhadores. A Palavra de Jesus tem que ecoar no coração de todos nós: “Ide vós para a minha Vinha!”

Faltam vocações: há lugares a serem ocupados nos bancos de nossas Igrejas e salas de reuniões; há realidades externas que nos desafiam (escolas, universidades, presídios, condomínios, favelas, hospitais, bolsões de miséria e tantos outros lugares...).

As palavras do Papa Bento XVI, no dia de sua eleição (19/4/2005) são oportunas:

“Amados Irmãos e Irmãs, depois do grande Papa João Paulo II, os Senhores Cardeais elegeram-me, simples e humilde trabalhador na Vinha do Senhor. Consola-me saber que o Senhor sabe trabalhar e agir também com instrumentos insuficientes”.

Deus nos paga não pelos nossos méritos, 
nem nos chama não por nossa capacidade,
Mas até mesmo por não termos, para nos capacitar.

Como é bom ser Igreja,
servir como Igreja,
amar na gratuidade!
Amém.

 

Em poucas palavras...

                                             


Insuficientes instrumentos nas mãos de Deus 

“Amados Irmãos e Irmãs, depois do grande Papa João Paulo II, os Senhores Cardeais elegeram-me, simples e humilde trabalhador na Vinha do Senhor. Consola-me saber que o Senhor sabe trabalhar e agir também com instrumentos insuficientes”. (1)

 

(1) Papa Bento XVI, no dia de sua eleição (19/4/2005)

  

Jesus Cristo: Divina Fonte de Salvação e de Vida Verdadeira

 


Jesus Cristo: Divina Fonte de Salvação e de Vida Verdadeira

Reflexão à luz do tratado sobre o admirável Coração de Jesus, de São João Eudes, presbítero (Séc. XVII).

“Rogo-te medites que nosso Senhor Jesus Cristo é tua verdadeira Cabeça e tu, um de Seus membros. Ele está em relação a ti como a cabeça com os membros. Tudo que é d’Ele, é teu: espírito, coração, corpo, alma e todas as faculdades. São para que os uses como se fossem teus, a fim de que, servindo-O, tu o louves, O ames e glorifiques. Por teu lado, tu lhe és como membro para a Cabeça. Por isto deseja com ardor usar todas as tuas faculdades como d’ele, para servir e glorificar o Pai.

Mas não apenas ele é teu, porém, quer também estar em ti, vivendo e reinando em ti, tal como a cabeça vive e reina em seus membros. Quer, pois, que tudo o que nele existe, viva e reine em ti.

Assim o seu espírito em teu Espírito, o seu coração em teu coração, todas as faculdades de Sua alma em tuas faculdades, a ponto de se cumprirem em ti estas palavras: Glorificai e trazei a Deus em vosso corpo; bem como manifeste-se a vida de Jesus em vós (1Cor 6,20). Não somente és para o Filho de Deus, mas nele deves existir como os membros, na cabeça.

Tudo quanto há em ti, nele tem de ser inserido, e deves receber d’Ele a vida e ser por ele guiado. Não terás vida verdadeira, a não ser n’Ele, única fonte da verdadeira vida.

Fora d’Ele só encontras morte e perdição. Seja Ele o único princípio de teus movimentos, ações e forças de tua vida. D’Ele e para ele tens de viver para realizares as palavras: Nenhum de nós vive para si ou para si morre; se vivemos, para o Senhor vivemos; se morremos, para o Senhor morremos. Vivos ou mortos somos do Senhor. Para isto Cristo morreu e ressuscitou, para ser o Senhor dos vivos e dos mortos (Rm 14,7-9).

És enfim um só com Jesus, como os membros são uma só coisa com a cabeça. Portanto deves ter com Ele um só espírito, uma só alma, uma vida, uma vontade, uma intenção, um só coração. E Ele será teu espírito, coração, amor, vida, e tudo o que é teu.

Para os cristãos estas grandes realidades têm origem no Batismo. Mas aumentam e se fortalecem pela Confirmação e boa prática das outras graças de que Deus lhes dá participarem. E tudo isto ele aperfeiçoa principalmente pela Santa Eucaristia.”

Oportuna a reflexão para aprofundamento sobre os Sacramentos da Iniciação Cristã: Batismo, Crisma e Eucaristia.

Que Deus nos conceda a graça de viver os Sacramentos recebidos, cada vez mais configurados e unidos a Jesus Cristo, a Divina Fonte de Salvação e Vida Verdadeira, como discípulos missionários Seus, membros de uma Igreja Sinodal, peregrinando com confiança e na esperança de um  novo céu e uma nova terra. Amém.

 

terça-feira, 18 de agosto de 2026

Nossos corações ardem com a Palavra do Senhor

                                                        

Nossos corações ardem com a Palavra do Senhor

Só nos vem à mente aquilo que passou pelas entranhas do coração. 
Assim como em cada Eucaristia que participamos, 
temos a graça de ouvir o Senhor falar conosco,
como o fez com os discípulos de Emaús. 

Naqueles dias e sempre, 
O Senhor faz arder nossos corações enquanto a Palavra nos ensina, 
e fez nossos olhos se abrirem quando o Pão partilha,
participando frutuosamente do Banquete da Eucaristia.

Incendeia, Senhor, nosso coração com o Fogo do Espírito,
Com o Fogo do Vosso Amor de que tanto precisamos.
Continuemos trilhando o caminho da Santidade,
cuja meta é a eternidade.

Urge que tiremos nossas máscaras,
para que a verdadeira imagem de Deus transpareça.
Santidade na fidelidade total ao Senhor,
coração inflamado do mais puro amor.

Somente assim nos tornamos missionários da Palavra,
Pregando e vivendo, inseparavelmente.
Assim como são inseparáveis as duas Mesas:
A Mesa da Palavra e a Mesa da Eucaristia.

Acolher e semear a Palavra ouvida,
Tendo o coração pelo Amor preenchido,
Um coração totalmente seduzido,
Sem jamais nada de Cristo se perder!

Um pouco de Cristo, perdemos e esvaziamos Sua Palavra:

Quando não valorizamos a Palavra pregada,
Quando não a encarnamos em nosso dia a dia.
Quando não ressoamos em nossos pensamentos,
Gestos e atitudes, o Pão Eucarístico que comungamos.

Mas de Cristo nos aproximamos e nos configuramos:

Quando perseveramos no caminho de santidade quando,
Como os primeiros cristãos, nossa vinda fundamentar
nos Quatro Pilares” indispensáveis: Doutrina dos Apóstolos, 
Comunhão Fraterna, Fração do Pão e Oração.

Que a alegria, a simplicidade e a fidelidade nos acompanhem,
Pois somente assim poderemos o outro atrair para Cristo,
como no mais Belo, desejado e frutuoso arrastão de
conversão, fraternidade, comunhão - Evangelização.

Tenhamos a alma missionária.
Naveguemos nos mares das adversidades,
Com confiança e fidelidade inabaláveis na força divina,
pois a Missão de Cristo é a nossa missão.

Alegremo-nos, ponhamo-nos com coragem a caminho!
Como os santos e santas, que nos antecederam na glória, 
escrevamos nossa história de santidade,
pedras vivas da Igreja para sempre sejamos!

Revigoremos nossos passos, 
revitalizemos nossa fé e  ardor missionário, 
fazendo de nossa Paróquia comunidade de comunidades, 
para que um dia, o céu alcancemos. Amém!

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG