quarta-feira, 4 de março de 2026

Em poucas palavras...

 


Oração: encontro da sede de Deus com a nossa

«Se conhecesses o dom de Deus!» (Jo 4, 10). A maravilha da oração revela-se precisamente, à beira dos poços aonde vamos buscar a nossa água: aí é que Cristo vem ao encontro de todo o ser humano; Ele antecipa-Se a procurar-nos e é Ele que nos pede de beber.

Jesus tem sede, e o seu pedido brota das profundezas de Deus que nos deseja.

A oração, saibamo-lo ou não, é o encontro da sede de Deus com a nossa. Deus tem sede de que nós tenhamos sede d'Ele (Santo Agostinho).” (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 2560

Oração oficial do Santo Padre para o Jubileu da Misericórdia

                                                              

Oração oficial do Santo Padre para o Jubileu da Misericórdia

Senhor Jesus Cristo, Vós que nos ensinastes a ser misericordiosos como o Pai celeste, e nos dissestes que quem Vos vê, vê a Ele. Mostrai-nos o Vosso rosto e seremos salvos.

O Vosso olhar amoroso libertou Zaqueu e Mateus da escravidão do dinheiro; a adúltera e Madalena de colocar a felicidade apenas numa criatura; fez Pedro chorar depois da traição, e assegurou o Paraíso ao ladrão arrependido.

Fazei que cada um de nós considere como dirigida a si mesmo as Palavras que dissestes à mulher samaritana: Se tu conhecesses o dom de Deus!

Vós sois o rosto visível do Pai invisível, do Deus que manifesta Sua onipotência, sobretudo com o perdão e a misericórdia: fazei que a Igreja seja no mundo o rosto visível de Vós, seu Senhor, ressuscitado e na glória.

Vós quisestes que os Vossos ministros fossem também eles revestidos de fraqueza para sentirem justa compaixão por aqueles que estão na ignorância e no erro: fazei que todos os que se aproximarem de cada um deles se sintam esperados, amados e perdoados por Deus.

Enviai o Vosso Espírito e consagrai-nos a todos com a Sua unção para que o Jubileu da Misericórdia seja um ano de graça do Senhor e a Vossa Igreja possa, com renovado entusiasmo, levar aos pobres a alegre mensagem,  proclamar aos cativos e oprimidos a libertação e aos cegos restaurar a vista.

Nós Vo-lo pedimos por intercessão de Maria, Mãe de Misericórdia, a Vós que viveis e reinais com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. Amém.



Fonte:

PS: O Ano Santo Extraordinário da Misericórdia, proclamado pelo Papa Francisco, teve início no dia 08 de dezembro de 2015, e encerramento no dia 20 novembro de 2016.

Rezando com os Salmos - Sl 145 (146)

 




Feliz quem no Senhor busca o auxílio


“=1 Bendize, minh’alma, ao Senhor!
2 Bendirei ao Senhor toda a vida,
cantarei ao meu Deus sem cessar!

–3 Não ponhais vossa fé nos que mandam,
não há homem que possa salvar.
=4 Ao faltar-lhe o respiro ele volta
para a terra de onde saiu;
nesse dia seus planos perecem.

=5 É feliz todo homem que busca
seu auxílio no Deus de Jacó,
e que põe no Senhor a esperança.
–6 O Senhor fez o céu e a terra,
fez o mar e o que neles existe.

– O Senhor é fiel para sempre,
7 faz justiça aos que são oprimidos;
– ele dá alimento aos famintos,
é o Senhor quem liberta os cativos.

=8 O Senhor abre os olhos aos cegos,
o Senhor faz erguer-se o caído,
o Senhor ama aquele que é justo.

= 9 É o Senhor quem protege o estrangeiro,
quem ampara a viúva e o órfão,
mas confunde os caminhos dos maus.

=10 O Senhor reinará para sempre!
Ó Sião, o teu Deus reinará
para sempre e por todos os séculos!”

 

 

Com o Salmo 145(146) contemplamos a felicidade dos que esperam no Senhor:

“O Senhor onipotente e fiel, defensor do fraco, que a todos socorre, é o único que merece toda a nossa confiança.” (1)

Bendigamos ao Senhor por suas maravilhas realizadas, sobretudo na defesa e promoção da vida dos mais vulneráveis, com os quais quis se identificar (cf. Mt 25,31-46).

Fundamental que conheçamos e vivamos, portanto, as obras de misericórdia corporais e espirituais.

Louvemos ao Senhor de nossa vida, isto é, em nosso proceder (Arnóbio). Amém.

 

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 851

A consolação divina

                                             


                                      A consolação divina
 
“Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação” (2 Cor 1,3)
 
Jesus assim nos falou no Sermão da Montanha ao nos apresentar a terceira Bem-aventurança: “Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados” (Mt 5, 5).
 
Esta Bem-Aventurança nos remete ao Apóstolo Paulo (2 Cor 1,1-7), na qual ele nos fala de Deus como “o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação” (2 Cor 1,3).
 
Acompanhado de uma bênção, o Apóstolo agradece a Deus que “gratifica com as Suas consolações àqueles que estão aflitos por causa do Evangelho, para que eles sejam por sua vez anunciadores da consolação” (vv.3-7). (1)
 
Em poucos versículos menciona nada menos do que dez vezes a palavra “consolação”. Esta consolação consiste na “libertação interior” diante da dor, com a certeza da presença do Pai de misericórdia que sustenta a quem sofre, e assim “o sofrimento é embebido de amor e serenidade” (2)
 
O Apóstolo tendo experimentado a misericórdia e bondade divinas, aprendeu a ser também ser instrumento destas para com seus irmãos: “Paulo agradece a Deus não só porque foi consolado, mas porque agora sabe como consolar” (3).
 
Da mesma forma, como discípulos missionários do Senhor, haveremos de comunicar aos outros a experiência de amor vivida em relação ao próximo: “A experiência é convincente, porque transmite alguma coisa de vivo, de pessoal” (4).
 
Deste modo, suportar com maturidade e confiança o sofrimento com Cristo, permite que aprofundemos a solidariedade e alcancemos a promessa da consolação que nosso Senhor fez, e sejamos bem-aventurados.
 
Ressoe também o Salmo 33, com seu refrão que, por vezes, retomamos na Celebração da Ceia Eucarística, ao apresentar o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo: “Provai e vede quão suave é o Senhor!”.
 
 
(1) Lecionário Comentado – Tempo Comum – Volume I – Editora  Paulus – Lisboa – p.479
(2) (3) (4) Missal Cotidiano – Editora  Paulus – p.874

O amor é a fonte da Oração

                                                      

O amor é a fonte da Oração

“A Oração...  É como mel que se derrama
sobre a alma e faz com  que tudo nos seja doce.”

Em Escola de tantos seguidores do Mestre, fiquemos com estes ensinamentos que rompem um pouco nossa surdez, fazem recuperar a visibilidade de caminhos e horizontes, às vezes, perdidos, que refazem nossa imperativa escuta da voz Divina, que falam aos ouvidos, mas, sobretudo ao coração de quem crê e ama.

No silêncio da Oração, mais que multiplicação das palavras, é a sua exata ausência, para que a Palavra possa ser ouvida e a Palavra é Ele mesmo: Jesus!

Na aparente ausência da Sua presença, reconhecê-Lo, ouvi-Lo; falar-Lhe; com Ele dialogar... Diálogo que se começa e não há desejo de findar: Isto é oração! Tão mais necessária é a Oração, quanto maior for o nosso amor pelo Amor.

Santo Ambrósio:
“Procurai pela leitura e encontrareis meditando, batei orando e vos será aberto pela contemplação”.

Santo Ambrósio:
“A Deus falamos quando rezamos; a Ele ouvimos quando lemos os divinos Oráculos”.

São João Damasceno:
 “A Oração é a elevação da alma a Deus ou o pedido a Deus dos bens convenientes”.

Bispo e Doutor Santo Agostinho:
“Ele ora por nós como nosso Sacerdote, ora em nós como nossa cabeça, e recebe a nossa oração como nosso Deus. Reconheçamos n’Ele a nossa voz, e em nós a Sua voz”.

Santa Teresa do Menino Jesus:
“Para mim, a oração é um impulso do coração, é um simples olhar lançado ao céu, um grito de reconhecimento e amor no meio da provação ou no meio da alegria”.

São João Maria Vianney – Presbítero (séc. XIX):
“A mais bela realidade do homem: rezar e amar. Se rezais e amais, eis aí a felicidade do homem sobre a terra.

A Oração nada mais é do que a união com Deus. Quando alguém tem o coração puro e unido a Deus sente em si mesmo uma suavidade e doçura que inebria, e uma luz maravilhosa que o envolve...

Nós nos havíamos tornado indignos de rezar. Deus, porém, na Sua bondade, permitiu-nos falar com Ele. Nossa Oração é o incenso que mais lhe agrada. 

Meus filhinhos, o vosso coração é por demais pequeno, mas a Oração o dilata e torna capaz de amar a Deus.”

“A Oração faz saborear antecipadamente a felicidade do céu; é como mel que se derrama sobre a alma e faz com que tudo nos seja doce.

Na Oração bem feita, os sofrimentos desaparecem como a neve que se derrete sob os raios do sol.

Outro benefício que nos é dado pela Oração: o tempo passa tão depressa e com tanta satisfação para o homem, que nem se percebe sua duração...”.

Concluindo, com a Oração, apesar da aridez de nosso coração, Deus poderá fazer nascer a teimosa flor que traz consigo um anúncio: A vida vence a morte.

A Oração é o regar de toda semente,
para que floresça e dê seus frutos...

Em poucas palavras...

                                                   


A Cruz, símbolo da vida

“E Sua paixão (de Jesus Cristo), tão semelhante à sorte que coube a Jeremias, não leva mais o grito da humanidade incapaz de compreender a dor, mas torna-se motivo de conforto para os homens provados pelo sofrimento e angústia da morte, porque Cristo nos salvou por sua morte.

A cruz, depois de Jesus Cristo, torna-se símbolo de vida; não perde a dureza, mas já não é destituída de significado.” (1)

 

(1)               Comentário do Missal Cotidiano - Editora Paulus - pág. 211

Passagem bíblica: Jeremias (Jr 18,18-20)

Rezando com os Salmos - SL 127 (128)

 



Supliquemos a bênção divina para nossas famílias

“1 Feliz és tu se temes o Senhor
 e trilhas Seus caminhos!

–2 Do trabalho de tuas mãos hás de viver,
serás feliz, tudo irá bem!
–3 A tua esposa é uma videira bem fecunda
no coração da tua casa;
– os teus filhos são rebentos de oliveira
ao redor de tua mesa.

–4 Será assim abençoado todo homem
que teme o Senhor.
–5 O Senhor te abençoe de Sião,
cada dia de tua vida;

– para que vejas prosperar Jerusalém
6 e os filhos dos teus filhos.
– Ó Senhor, que venha a paz a Israel,
que venha a paz ao Vosso povo!”

O Salmo 127(128) é um salmo de romaria e com ele suplicamos a paz do Senhor para nossas famílias:

“A casa onde reina o amor de Deus é um lar feliz, que goza da paz e da alegria verdadeiras; o chefe de família é abençoado no trabalho, na casa, na esposa e nos filhos.” (1)

Este Salmo é rezado com muita frequência na celebração do Sacramento do Matrimônio, de modo que, pode  e deve ser rezado sempre pelas nossas famílias, na confiante súplica da bênção divina, para que nossas famílias sejam verdadeiras pequenas igrejas domésticas.

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 840

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