quinta-feira, 28 de maio de 2026

Minhas reflexões no Youtube

 
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Amém...

                                    

Amém...

Amém, uma palavra de mil conteúdos...
Amém para confirmar.
Amém para não brigar.
Amém para reforçar.
Amém para se refugiar.
Amém para se resguardar.
Amém para silenciar.
Amém para mágoa sufocar.
Amém para a verdade não revelar.
Amém para o brilho não apagar.
Amém para uma relação apaziguar.

Amém de múltiplas faces e expressões:
Amém com rosto de subserviência.
Amém pela postura de conveniência.
Amém que prolonga uma relação de dependência.
Amém por reconhecer uma salutar competência.
Amém por ver em profundidade, além da aparência.
Amém que expressa o amor, da vida a grande essência.

Amém para...

Amém dado mesmo sem pensar.
Amém dado sem nada sentir.
Amém simplesmente por muito amém já ter dado.
Amém que é amém.
Amém que jamais foi amém.
Amém que se eternizou como sim.
Amém que de tão breve, um não para sempre o foi.

Amém por não saber o que é amém
Amém ora com conteúdo intenso e expressivo
Amém ora com conteúdo ausente e inexpressivo

Amém que venha d’alma
Ah! Que diferença pode fazer!
Amém que a doxologia na Missa acompanha:
Entrega, confirmação, exultação,
Ação de graças elevadas sem comparação.
Amém que se une ao Cálice do Senhor elevado,
Com que outro Amém poderá ser comparado?

Ah! Amém, uma palavra de mil conteúdos...
Que apenas brevemente refleti.

Quero ser um Amém para Deus e Sua vontade.
Assim seja. Amém. 


PS: Oportuno para refletirmos sobre o "Amém" de nossas Liturgias - Ne 8,2-4a.5.-6.8-10

Uma Igreja sinodal, misericordiosa e missionária

                                            


Uma Igreja sinodal, misericordiosa e missionária 

Por este motivo, exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus
que recebeste pela imposição de minhas mãos. Pois, Deus não
nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza,
de amor e sobriedade” (2Tm 1,6)
 

A Doutrina Social da Igreja, vivida à luz da misericórdia divina, nos faz “misericordiosos como o Pai” (Lc 6,36), para que toda a Igreja se coloque a serviço da vida plena para todos. 

Conduzidos pelo protagonista da evangelização que é o Espírito Santo, somos fortalecidos pela Doutrina Social da Igreja, na vivência das obras de misericórdia corporais (dar de comer aos famintos, dar de beber aos sedentos, vestir os nus, acolher os peregrinos, dar assistência aos enfermos, visitar os presos, enterrar os mortos); e espirituais (aconselhar os indecisos, ensinar os ignorantes, admoestar os pecadores, consolar os aflitos, perdoar as ofensas, suportar com paciência as fraquezas do próximo, rezar a Deus pelos vivos e defuntos). 

Com o Espírito do Senhor, que não nos deixou órfãos, e nos assiste e nos acompanha nesta missão de construir um novo céu e uma nova terra, viveremos concretamente a misericórdia divina - “O Espírito do Senhor repousa sobre mim...” (cf. Lc 4,18). 

E é este mesmo Espírito que não nos permite timidez, omissão, indiferença diante dos inúmeros apelos de vida que clamam aos céus, no deserto árido de nossa cidade, porque somos discípulos missionários do Cristo Ressuscitado, que doou a própria vida por toda a humanidade. 

Urge intensificar a formação de nossos agentes, a fim de que edifiquemos uma Igreja verdadeiramente sinodal, Povo de Deus a caminho, na comunhão, participação e missão em todos os âmbitos, dentro e fora dos espaços da Igreja, como sal da terra, fermento na massa e luz no mundo.

Deste modo, seremos uma Igreja misericordiosa, reavivando a chama da vocação como dom de Deus, e a graça de participar da missão evangelizadora que o Senhor nos confia, com zelo, amor, ardor e alegria. Amém. Aleluia!

Em poucas palavras...

                                           


A remissão dos pecados

“Na remissão dos pecados realiza-se também a unidade dos Sacramentos: o Batismo é ministrado para a remissão dos pecados; o Espírito é infundido para a remissão dos pecados; o Cálice é derramado para a remissão dos pecados. 

Juntamente com os Santos Padres podemos afirmar que tudo aquilo que Jesus era na terra está presente agora nos Sacramentos da Igreja.” (1)

 

 

(1)   Lecionário Comentado – Tempo Comum – Volume I – Paulus – 2010 – pág. 53 – Comentário da passagem do Evangelho de Marcos (Mc 2,1-12)

Dai-nos, Senhor, o colírio da fé!

                                                   

Dai-nos, Senhor, o colírio da fé!
Sem a luz da fé, sem o colírio da fé
Sou a criatura mais míope que se conheça.
Nem caminhos, nem montes, nem vales...
Mal distingo os bens dos males!

Sem a luz da fé, sem o colírio da fé
Fecho-me, enterro-me, sucumbo-me
Cadavericamente na sepultura fico,
Nem me lanço apenas desmaio, caio...

Sem a luz da fé, sem o colírio da fé
Minha cegueira não é apenas de nascença,
Acompanha-me sordidamente no frio da eternidade,
Sem vã esperança, vida vazia, mediocridade...

Sem a luz da fé, sem o colírio da fé
Mergulho no abismo da triste escuridão.
Sem forças, definho-me, rendo-me,
Numa história insana, doentia solidão.

Com a luz da fé, com o colírio da fé
Com o Espírito mudo a tônica, a vida tem novo tom,
Porque com ela tudo se renova, recria, multiplica...
Ó quão imensuráveis maravilhas com tão excelso dom!

Com a luz da fé, com o colírio da fé
Vejo tudo possível, porque vejo diferente,
A esperança se renova e se materializa,
Novos sonhos, ilumina-se a minha mente.

Com a luz da fé, com o colírio da fé
Nossos cansaços, em Deus o descanso,
Pedras do caminho são removidas,
Em Seu coração tão terno e manso.

Com a luz da fé, com o colírio da fé
Caverna escura de nossa existência é iluminada,
Toda secura da alma, pela água cristalina saciada,
Toda lágrima vertida, pela Mão Divina enxugada.

Viver a vida com toda intensidade:
Sem a luz da fé, sem o colírio da fé;
Ou com a luz da fé, com o colírio da fé...
Indubitavelmente com ela, de Deus, um dom!

PS: Apropriado para a passagem do Evangelho de Marcos (Mc 10,46-52; Lc 18,35-43).

Sagrados compromissos com a Boa-Nova do Reino

                                                      


Sagrados compromissos com a Boa-Nova do Reino

A Igreja, fiel à sua ação evangelizadora, se coloca a serviço da vida plena e feliz para todos, na prática da autêntica caridade.

É preciso reler a história para não repetir os erros, revigorando a construção da verdadeira democracia, restaurando o verdadeiro sentido da política, que consiste na arte sublime do exercício da caridade, na promoção o bem comum.

Urge propiciar uma vida plena e feliz para todos, e não o alcance de privilégios para poucos, em detrimento de muitos que são condenados ao abandono, ao desemprego, analfabetismo, doença, e tantas outras situações que roubam a beleza e maculam a sacralidade da vida, desde sua concepção até seu declínio natural.

Queremos uma nação que ofereça reais possibilidades para uma vida digna, como prevê a própria Constituição. E isto não é uma ilusão, desde que os recursos sejam investidos sem extravios e corrupção, mas com transparência e prioridades estabelecidas.

Iluminadora é a passagem do Evangelho, em que o cego Bartimeu suplica a Jesus que o cure de sua cegueira: - “Mestre, que eu veja” (Mc 10,46-53). Que seja esta também a nossa súplica ao Senhor, para que tenhamos um olhar crítico, discernindo os fatos, suas causas e consequências, exercendo o nosso direito legítimo ao voto, de forma cada vez mais consciente e consequente, com o acompanhamento daqueles que elegemos.

“Mestre, que eu veja” a história como um processo que se desenvolve em páginas, que são escritas como um grande enredo, em que os fatos não são se dissociam, mas têm implicações permanentes, muitas vezes com efeitos penosos sobre a vida do povo.

“Mestre, que eu veja” caminhos a serem trilhados numa participação ativa, consciente e frutuosa, no âmbito da política, para que, bem exercida, produza os frutos saborosos por Deus esperados, e por todos nós desejados.

Que nosso olhar não apenas fique condenado à cegueira, mas que também não seja um olhar derrotista, que nos leve a cair no imobilismo e indiferença política, com funestas consequências, que tão somente agravariam a situação em que estamos submetidos em todos os âmbitos (econômico, político, econômico, cultural, social).

Curados de nossa “cegueira”, tenhamos um olhar que ultrapasse a linha do horizonte do inédito que Deus tem a nos oferecer, mas que depende de cada um o melhor de si dar e, num compromisso afetivo e efetivo com a justiça, a fraternidade, a cada dia, renovar.

Curados, compreendamos e renovemos sagrados compromissos com a Boa-Nova do Reino, sem jamais na fé vacilar, na esperança esmorecer, e a chama da caridade permitir que se apague.

Supliquemos ao Divino Mestre, Jesus, que vejamos o Paraíso não como algo que ficou no passado, perdido, mas que pode ser, aqui e agora, reconstruído.

As inseparáveis virtudes divinas

                                                          


As inseparáveis virtudes divinas

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Marcos (Mc 10,46-52), sobre a cura do cego Bartimeu (filho de Timeu). 

Vejamos o que nos diz o comentário do Missal Dominical:

“Se no passado, a fé podia constituir uma explicação ou uma interpretação do universo, um lugar de segurança diante dos absurdos da história e do mistério do mundo, hoje não é mais assim. 

Os movimentos de ideias, o processo tecnológico, a expansão do consumo, os movimentos migratórios e turísticos, a urbanização crescente e caótica com as consequentes dificuldades de integração comunitária, a agressão da publicidade, a instabilidade política, econômica e social, com todos os problemas daí derivados, concorrem para aguçar a dilaceração interior, ainda mais sensível nos homens de cultura. 

Nesse quadro, a carência de uma fé consciente e robusta favorece a dissolução da religiosidade, até a ruptura com a prática religiosa” (1)

Vivemos num mundo secularizado, com fortes marcas de ateísmo, em que o espaço do sagrado muitas vezes é sinônimo de alienação, atraso, anti-história...

O Papa São João Paulo II refletiu sobre estas questões na Encíclica Fé e Razão: não são inconciliáveis a fé e a razão. Uma não pode prescindir da outra, do contrário não corroboram para o processo de fraternidade e promoção da vida, da dignidade humana. 

Evidentemente que podemos cultivar uma fé ingênua, marcada pelo infantilismo, renunciando aos compromissos inerentes a mesma. Delegando a Deus o que é tarefa humana, descomprometendo-se, lamentavelmente, com aquilo que é próprio e inadiável nosso.

Vejamos a fé como resposta, e não uma fuga dos problemas; e mais do que uma resposta, uma proposta transformadora, fundada e nutrida pelo Pão da Palavra e pelo Pão da Eucaristia. 

A fé deve consistir na resposta sedenta de sentido de vida, ultrapassando todo pragmatismo evasivo; todas as explicações que se encerram em si mesmo.

Cultivemos uma fé consciente e robusta, procurando respostas aos incontáveis problemas mencionados, de modo que a fé, a esperança e caridade, como virtudes teologais, amadureçam inseparavelmente em nosso interior, afastando toda a estimulação e excitação de dilaceramentos interiores... Tão somente assim, veremos a fé expressa em gestos concretos, afetivos e efetivos de caridade.

Urge uma viva e uma Esperança com âncoras nos céus, onde se encontra o Ressuscitado! E, assim a Caridade dará respostas libertadoras para o mundo que precisa ser transformado.
  
(1)  Missal Dominical - Editora Paulus - pág. 1057
PS: Oportuno para a reflexão da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 18,35-43)

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