sexta-feira, 12 de junho de 2026

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Festa ao Sagrado Coração de Jesus (SCJ)

                                                                

Festa ao Sagrado Coração de Jesus

A devoção ao Sagrado Coração de Jesus tem a sua origem na própria Sagrada Escritura.

No Antigo Testamento:

Ezequiel 34,11-16 – Deus cuida do Seu rebanho.
Ezequiel 11,19-20 – Tirarei o coração de pedra e colocarei um coração de carne.

No Novo Testamento:

Mateus 11,25-30 – Jesus é manso e humilde de coração.
Lucas 15 – O Coração de Deus é Fonte de Misericórdia.           
João 19,31-37 – O Coração de Jesus é transpassado pela lança e jorra Sangue e Água: Sacramentos da Igreja – Batismo e Eucaristia

O coração é um dos modos para falar do infinito Amor de Deus por nós, e este Amor encontra seu ponto alto com a vinda de Jesus.

A devoção ao Sagrado Coração de um modo visível aparece em dois acontecimentos fortes do Evangelho: o gesto de São João, discípulo amado, encostando a sua cabeça em Jesus durante a última ceia (cf. Jo 13,23); e na Cruz, onde o soldado abriu o lado de Jesus com uma lança (cf. Jo 19,34).

Em um, temos o consolo pela dor da véspera da Sua morte, e no outro, o sofrimento causado pelos pecados da humanidade.

Estes dois exemplos do Evangelho nos ajudam a entender o apelo de Jesus feito em 1675 a Santa Margarida Maria Alacoque:

“Eis este Coração que tanto tem amado os homens... não recebo da maior parte senão ingratidões, desprezos, ultrajes, sacrilégios, indiferenças...

Eis que te peço que a primeira sexta-feira depois da oitava do Santíssimo Sacramento (Corpo de Deus) seja dedicada a uma Festa especial para honrar o meu Coração, comungando neste dia e dando-lhe a devida reparação por meio de um ato de desagravo, para reparar as indignidades que recebeu durante o tempo em que esteve exposto sobre os altares; e prometo-te que o meu Coração Se dilatará para derramar com abundância as influências de Seu divino Amor sobre os que tributem esta divina honra e que procurem que ela lhe seja prestada.”

O Papa São João Paulo II sempre cultivou esta devoção, e a incentiva a todos que desejam crescer na amizade com Jesus.

Em 1980, no dia do Sagrado Coração, afirmou:

“Na Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a Liturgia da Igreja concentra-se, com adoração e amor especial, em torno do Mistério do Coração de Cristo.

Quero hoje dirigir juntamente convosco o olhar dos nossos corações para o Mistério desse Coração. Ele falou-me desde a minha juventude. Cada ano volto a este Mistério no ritmo litúrgico do tempo da Igreja.”

Portanto, faz parte da tradição da Igreja esta Devoção inspirada pela Monja Santa Margarida Maria Alacoque, que nasceu em 1647 e morreu em 1690, e o Movimento do Apostolado da Oração encontra-se pelo mundo inteiro.

Esta devoção ao Sagrado Coração de Jesus está em estreita relação com a Eucaristia, e fortalece nossa fé, esperança e caridade.
        
Vejamos as consequências de uma autêntica devoção ao Sagrado Coração de Jesus:

- fortalece o amor à Igreja e às Comunidades;
- são sempre alimentados do Amor de Deus;
- leva à paixão e compromisso com os pobres, e estes têm lugar todo especial;
- fortalece o profetismo;
- exige o engajamento nas diversas pastorais e movimentos;
- torna-se participante da construção de um mundo novo.

Deste modo, não basta ter apenas Deus dentro de nosso coração, mas estar sempre dentro do Coração de Deus, de tal forma que, quando cumprimos a Lei maior de Deus que é o amor a Ele e ao próximo estamos no coração de Deus e Deus em nosso coração.

Concluindo, o Coração de Jesus é o templo do Espírito Santo que faz de nós também Seu templo, e urge fazer o nosso coração semelhante ao Coração de Jesus, aperfeiçoando a prática do Mandamento do Amor, com a intensificação de nossa devoção e contemplação do Coração de Jesus, a fim de que tal modo, vivamos uma espiritualidade essencialmente Eucarística.

Oportuno, portanto, iniciar ou fortalecer o Apostolado da Oração em nossas Paróquias.

Num mundo marcado, muitas vezes, 
pela frieza, indiferença e anonimato 
o Coração de Jesus é para nós
Fornalha Ardente de Caridade.

Bênção para os namorados

                                                        

Bênção para os namorados

Ó Deus Pai de Amor, que viveis e reinais em comunhão com Vosso amado Filho, e com o Espírito Santo, derramai copiosas bênçãos sobre os namorados que a Vós recorrem neste e em todos os dias.

Abençoados por Vós, cresçam em estima um pelo outro, com amor sincero, e se conformem aos Vossos desígnios, dando passos para o aprofundamento do amor vivido.

Também Vos pedimos que, na graça do namoro santo, sejam para o mundo testemunhas da santidade por Vós querida, conduzidos pela Vossa Palavra e alimentados pelo Vosso Sacramento da Eucaristia, não se curvem à imposição da cultura do prazer sem maiores compromissos.

Ó Deus, que por Vós abençoados, como namorados, sal da terra e luz do mundo, no seguimento dos ensinamentos recebidos de Vosso amado Filho, com a força e sabedoria do Santo Espírito que neles habitam, tenham os passos orientados e os corações confirmados em Vosso amor. Amém. 

É preciso corresponder ao amor de Deus (SCJ)

                                                       

É preciso corresponder ao amor de Deus

“Oseias, Profeta do amor, canta a fidelidade do Amor de Deus
para com a humanidade e Sua capacidade de perdão”.

Reflitamos sobre o Sagrado Coração de Jesus, à luz da passagem do Livro do Profeta Oseias (Os 11,1.3-4.8c-9),  na qual contemplamos a face misericordiosa de Deus, Sua fidelidade irrevogável que se manifesta no perdão, no convite à conversão.

É sempre imperativo para o profetismo a ser vivido, voltar-se para Deus em absoluta relação de amor com Ele, aprofundando nossa fidelidade aos Seus preceitos, em relacionamentos de gratuidade para com Ele e com nosso próximo. 

A confiança incondicional na Sua presença deve ser sempre acompanhada de frutuosa prática da justiça para que o culto seja a Ele agradável, de modo que, o suor e o sangue, se necessário no chão derramados reguem sementes de um novo amanhecer, tão somente assim o incenso que se sobe no culto, será por Ele aceito.

Profecia é sinal de sangue e suor derramados, incenso ao Deus Vivo e Verdadeiro elevado!

Vejamos o que nos diz o Missal Cotidiano:

“Quando Israel era criança, Eu já o amava, e desde o Egito chamei meu filho... Ensinei Efraim a dar os primeiros passos, tomei-o em meus braços, mas eles não reconheceram que Eu cuidava deles.

Eu os atraía com laços de humanidade, com laços de Amor; era para eles como quem leva uma criança ao colo; e rebaixava-me a dar-lhes de comer. Meu coração comove-se no íntimo e arde de compaixão...” (1)

O Profeta nos convida a refletir, a tomar consciência e abandonar o ignominioso serviço às divindades inexistentes, materializada na adoração muito presente entre nós:

“Hoje gritariam os Profetas contra muitas divindades a quem os cristãos queimam incenso de sua devoção, pretendendo ao mesmo tempo continuar cristãos: a divindade do dinheiro, do sexo, do comodismo e dos bens de consumo, a divindade do carro, da televisão, do estrelismo em todas as formas, esportes, cinema, moda...

‘Afinal de contas, que mal há nisso?’ pergunta-se. O cristão, porém, não deve caminhar levianamente; deve examinar-se, para ver se e em que medida alguma dessas divindades o impede de ter verdadeiro relacionamento com Deus”. (2)

Somente a fidelidade a Deus e Seu Projeto conduzirá a humanidade à verdadeira felicidade, na construção de relacionamentos fundados na prática da justiça, externados em gestos solidários que levem à edificação da fraternidade universal. 

Eclipsá-lo ou afirmar Sua morte, têm sido motivos para o caos em que muitas vezes nos encontramos mergulhados, sem perspectivas utópicas, sem horizontes promissores...

A reflexão do Livro do Profeta Oseias nos leva a tomar uma atitude: ceder ao ignominioso serviço idolátrico voltando-nos contra nós mesmos ou viver na fidelidade e adoração verdadeira do retorno para Deus em absoluta fidelidade a Sua Lei, que se resume no amor a Ele e ao próximo, prelibando a alegria da conversão, do perdão obtido em alegre e verdadeiro louvor a Ele também oferecido.

A idolatria, a infidelidade e a ingratidão para com Deus levam-nos, inevitavelmente, a uma ignominiosa realidade. Indubitavelmente a adoração e o culto a Deus, expressos no amor e no serviço ao próximo, levar-nos-á a prelibação da alegria no mais fundo de nosso coração, onde Ele fez Sua morada.

Ah, o Amor de Deus, como compreendê-lo?
Impossível para nossos critérios e conceitos.
Amor de Deus, mais que compreendido,
Precisa ser correspondido e vivido,
eis o caminho a percorrer e melhor viver!


(1); (2) - Missal Cotidiano - Editora Paulus - pág. 996

Em poucas palavras... (Bom Jesus)

                                                   


Promessas

"Promessas a Deus. O Batismo e a Confirmação, o Matrimônio e a Ordenação comportam sempre promessas.

Por devoção pessoal, o cristão pode também prometer a Deus tal ou tal ato, uma oração, uma esmola, uma peregrinação, etc.

A fidelidade às promessas feitas a Deus é uma manifestação do respeito devido à majestade divina e do amor para com o Deus fiel.”  (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica - parágrafo n. 2101

Para onde caminha aquele homem?

                                            

Para onde caminha aquele homem?

A chuva caiu fortemente e o medo tomou conta de todos. Mas tudo em ordem, a água seguiu seu curso natural, penetrando a terra para torná-la fecunda, continuando seu processo de recriação, ao céu voltando para retorno, e outras para o rio e no mar desaguarem.

Tudo tão simples, mas nem tanto assim... Uma tarde que convidava ao recolhimento, à contemplação e ao respiro mais profundo do ar puro (bem sabemos quão difícil respirar fica quando a chuva não vem por um tempo prolongado).

Na rodovia, muitos em seus veículos seguiam seus caminhos. Para onde? Para o trabalho, para o retorno da casa, ao encontro de alguém, e tantas outras possibilidades que possamos pensar...

Entretanto, meu olhar voltou-se para uma pessoa apenas: um homem de pernas franzinas, magérrimo, sacolas amarradas a um suporte sobre as costas, traços de sofrimento, reforçados pela barba não feita, cabelos despenteados, caminhava passos pós passos.

Aquele homem caminhava em direção do que, de quem? De onde vinha e para onde ia? Quanto tempo teve para chegar, e aonde chegou? O que foi o ontem para ele, o que será o amanhã?

Assim como aquele homem, quantos vagam pelas estradas sem rumo, sem nome, sem ter onde reclinar a cabeça.

Quais serão suas histórias? Quais serão seus destinos? Quais seus horizontes?

Caminham apenas com o pouco que conseguem suportar, para em algum lugar se reencontrar quando a noite chegar, e uma sombra quando o insuportável calor do dia impuser a necessidade de um breve parar, breve porque se por muito tempo incomodarão, e ainda sob o risco de serem eliminados.

A pós-modernidade tem seus avanços, mas ainda não conseguiu respostas para situações como estas. Ainda se multiplicam os rostos de pessoas sofridas, condenadas ao anonimato, e que se tornam indiferentes e até mesmo invisíveis para nós, quando não nos “perturbam”...

Glorifico a Deus por aqueles que não apenas veem alguém caminhando ao encontro do nada, a não ser ao encontro da própria morte; ouvindo, acolhendo e a fome de vida e de amor saciando, com gestos solidários, ainda que pequenos e insignificantes para o mundo, mas não para quem os recebe.

Hoje me solidarizo com aqueles que vão ao encontro destes, e elevo minhas Orações para que não desistam, na certeza de que o bem feito a cada um é o agir em favor do próprio Deus, que com estes quis Se identificar e Se fazer acolhido (Mt 25).

Aquele homem seguiu adiante e não sei para onde foi, mas sei que aqui bem perto de mim há outros que me desafiam a superar todo sentimento de impotência ou desculpas de não responsabilidade, transferindo-a para outros.

O Deus que adoramos e amamos não nos permite acomodações e omissões. Não podemos mudar a história de milhões, mas ainda que de poucos, já terá valido a pena.

É preciso não se curvar ao evangelho da pós-modernidade que torna a vida líquida, fluída, descartável e, diante desta realidade, há que se renovar em cada um de nós um novo olhar e uma nova postura, fundada na esperança e na solidariedade, para que tenhamos, enfim, uma nova humanidade, pautando a vida pelo Evangelho do Senhor, que nos conduz à verdadeira fraternidade, em gestos contínuos de solidariedade.

Para onde foi aquele homem, continuo me interrogando?
Para onde caminha a humanidade?
O que posso, o que podemos fazer por este homem de rosto sombrio, embora nem saibamos seu nome?

De que modo vivemos a caridade expressa em gestos pequenos e grandes de solidariedade?

Aquele homem se foi...
Para onde?
Confesso, que ele ficou e ficará para sempre em meu coração, em pensamento...

Quantas vezes reclamamos da falta de alguma coisa, ou não somos suficientemente agradecidos pelo que temos.

Quantas vezes pessoas anônimas cruzam nossos olhares e preferimos desviar, como bem expressa este canto que nos convida à conversão e à desinstalação de nossa condição, indo ao encontro do outro, vendo neste a presença do próprio Senhor:

“Seu nome é Jesus Cristo e passa fome
E grita pela boca dos famintos
E a gente quando vê passa adiante
Às vezes pra chegar depressa à Igreja...”

Contemplemos o infinito amor e ternura de Deus (SCJ)

                                                       


Contemplemos o infinito amor e ternura de Deus 

Aprofundando sobre a Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, reflitamos à luz da  passagem do Livro do Profeta Oseias (Os 11,1-4.8.c-9), uma das mais belas de todo o Antigo Testamento, na qual mediante uma linguagem humana cheia de experiência da intimidade familiar, Deus Se apresenta com o Coração de Pai e Mãe. Já havia Se apresentado com a imagem esponsal, e agora como Pai.

Quanto nos impressiona o Amor de Deus que é diferente do amor humano, pois o Seu ardor é totalmente consumado na misericórdia irrevogável e eterna.

Contemplamos uma das mais ternas imagens para descrever o Amor de Deus por nós, o carinho e cuidado materno e paterno que tem para conosco, Seus filhos.

De santidade infinita, o Senhor Deus é o “totalmente outro” do homem e da mulher, e assim Sua fidelidade é eterna, e Seu amor e perdão são sempre possíveis.

Deus sendo totalmente outro, é o mais belo e puro e eterno Amor, que acolhe, acompanha, perdoa, renova, recria, reconduz... Deus exige tão apenas amor, porque de fato, amor exige amor, e não amor qualquer, mas um amor fiel.

Concluindo, vejamos o que nos diz o Lecionário Comentado sobre esta passagem:

“Há quem diga que, de calcar a mão sobre a bondade e misericórdia de Deus, corre-se o risco de debilitar a mensagem cristã e tornar vazia a própria vida cristã, a tal ponto é sempre possível o perdão...

Mas nossa própria experiência humana nos diz que não pode ser assim. Um perdão forte, generoso, que procura redimir, muitas vezes vence a ofensa; trará o filho ao pai, o esposo à esposa. Ainda, porém, que nunca se dê isso entre os homens (o que não é verdade), dá-se entre Deus e nós. Amor exige amor. E amor fiel.” 

Concluindo:

Todos os tons e vocábulos do amor (esponsal, amigável, paterno/materno) são utilizados pelo Profeta (Oseias) para exprimir o que é inexprimível, isto é, a ternura infinita do Deus enamorado loucamente do homem [...] o amor é contagioso e pede amor: e eis que o nosso programa de vida, necessariamente missionário, porque quem recebe deve dar – tem por modelo Jesus e Seu Ministério (Evangelho do dia Mt 10,7-15).” (1)

Contemplemos a ternura infinita do Deus, enamorado loucamente do homem, como Oseias tão bem nos apresenta.


(1) Lecionário Comentado - Editora Paulus - Lisboa - 2011 - pp.693-694.

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