segunda-feira, 27 de julho de 2026

Em poucas palavras...

                                                                

                 

Quem nos amou tanto assim?


Passagem bíblica: Hb 2,5-12.

Jesus Cristo: verdadeiramente homem, verdadeiramente Deus, 

de modo que, tendo assumido até o fim a condição humana, 

ofereceu a toda a humanidade a Sua própria vida divina.

 

O jardim de nossa alma

                                                        

O jardim de nossa alma

Senhor, professamos nossa fé e amor por Vós,
que sois o Grão por quem foi feito o mundo,
Iluminando as trevas e renovando a Igreja,

Senhor, fostes o Grão suspenso na Cruz, com tanta eficácia que, 
mesmo estando cravado, somente com Vossa Palavra 
raptastes o ladrão do madeiro e o transladastes às delícias do paraíso.

Vós sois o Grão ferido pela lança no Seu lado,
Destilando para os sedentos uma Bebida de imortalidade,
Quando do Vosso lado aberto, água e sangue verteram.

Vós sois o Grão de mostarda, descido do madeiro e depositado no horto, 
e cobristes toda a terra com os Seus ramos,
Para que neles fôssemos enxertados e nutridos pela Seiva do Vosso Amor.

Vós sois, Senhor, o Grão depositado no horto,
Plantando Vossas raízes até o inferno, e,
tomando convosco as almas que ali jaziam.

Sois, Senhor, o Grão que, em três dias, as almas levastes para o céu,
Com Vossa Ressurreição e Ascensão. À direita do Pai,
Sentado para reinar sobre tudo e sobre todos e todo o universo.

Ó Senhor, Vós inaugurastes o Reino dos Céus 
e nos apresentastes semelhante a um grão de mostarda, 
que um homem tomou e o semeou em seu horto.

Senhor, Vós sois a Semente de vida semeada na terra por Deus Pai; 
o gérmen de imortalidade que reconciliais com Deus 
e ao mesmo tempo nos alimentais!

Semeai este Grão de mostarda no horto de nossa alma,
Pois assim, seremos um horto bem regado, 
um manancial de águas cuja veia nunca seca.

Senhor, que a Vossa Palavra seja plantada em nosso coração, 
no horto de nossa alma, tornando nosso coração 
o chão fértil onde ela possa cair e produzir os frutos que esperais.

Senhor, que continuemos no permanente caminho de conversão 
da mente e do coração, fecundando a Vossa Divina Semente da Boa- Nova, vivendo com alegria e ardor como discípulos Vossos.

Senhor, nutridos da Mesa da Eucaristia, pelo Vosso Corpo e Sangue, remédio de imortalidade e antídoto para não morrer, firmes no bom combate, continuemos, até que um dia, possamos a glória alcançar. 

Senhor, que divirtamo-nos convosco sob esta árvore, com a dança dos Anjos, glorificando ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, agora e sempre e por todos os séculos dos séculos. Amém.


PS: Inspirado no Sermão do Bispo São João Crisóstomo (séc. IV) sobre o grão de mostarda.

Mães nos dão suporte e segurança

                                                  


 

Mães nos dão suporte e segurança


Diante do altar, um vaso com belas flores,
E era que se podia ver, porque notável,
Mas havia algo que quase imperceptível:
 
Com o olhar poético, contemplei os pés dos vasos.
Um deles, era uma pedra suporte
Dando ao vaso equilíbrio e sustentação.
 
A pedra silenciosa e ocultamente ali, diante dos olhares,
Assim acontece, por vezes, com nossas mães:
No cotidiano, imperceptíveis, e silenciosas...
 
Nos garante em muitos momentos e situações
Equilíbrio e sustentação de nossos sonhos e projetos,
E de seus lábios ouvimos: “coragem, você vai conseguir”.
 
Naquela manhã, quando parecia eternizar um problema,
Que pareceria para sempre um imenso pesadelo,
Dela ouvimos: “o pesadelo há de passar, não deixe de sonhar.”
 
E em tantos outros momentos em nossa vida,
Ali se encontra, se reinventando e dando suporte,
Porque, muitas vezes, como vasos sem os pés nos sentimos.
 
Ser mãe, no silêncio, oculta aos olhares,
Mas com o olhar que não se fecha,
Às angústias e dores de um filho.
 
Mãe é como uma “pedra que dá suporte”
A um vaso quebrado, que por vezes o somos,
Ali sempre presente, nosso carinho e gratidão. Amém. 

Em poucas palavras...

 


Parábolas da semente e do fermento

“Na celebração eucarística, o reino de Deus está na Palavra de Cristo: cumpre aceitá-la; está no fermento do pão: cumpre recebê-lo na comunhão.

Não é mais que uma palavra, que um pedacinho de pão, mas tem uma capacidade de crescimento e transformação que se revelam grandiosos.

Quem cresce e se transforma é aquele que os recebe. O reino atua em nós!”

 

(1)        Comentário da passagem do Evangelho de Mateus (Mt 13,31-35) – Missa Cotidiano – Editora Paulus – p. 1076

Em poucas palavras...

 


Ingratidão para com o Senhor, jamais


“Como Ele nos ama!

Quanto sacrifício, quantas penas não passou para nos salvar, 

desde o presépio até à Cruz!


O que nos dizem os mistérios dolorosos do Rosário,

as estações da Via Sacra, a Cruz, 

os pregos e a lança,

 as feridas?

 

O Senhor sofreu tudo isso por nós, por cada um de nós, 

unicamente para nos abrir o acesso ao Pai (Ef 2, 18),

para nos obter o perdão dos pecados

e o direito de possuirmos a vida eterna.

 

Nós, em recompensa,

pecamos e desprezamos todos os seus sacrifícios.

 

E a dor mais aguda da agonia em Getsêmani foi esta:

Jesus previu com clarividência divina a ingratidão 

com que lhe iríamos corresponder” (1)

 

(1)B. Baur, En la intimidad con Dios, pág. 68 – citado em hablarcondios.org

PS: Reflexão apropriada para a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 13, 10-17)



A pequenez da semente e a força transformadora do fermento

                                                            

A pequenez da semente e a força transformadora do fermento

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Mateus sobre o Reino de Deus, com as parábolas do grão de mostarda e o fermento na massa (Mt 13,31-35)

As Parábolas nos ajudam no crescimento espiritual, pois nos questionam, exortam, animam, ensinam, fortalecem a fé e nos levam ao mergulho tão necessário dentro de nós mesmos.

São elas, como injeção de ânimo, de esperança e renovação de compromissos com o Reino de Deus.

Ainda que tão pequenos como o grão de mostarda, aparentemente tão insignificantes, nossas ações aos olhos de Deus não o serão, pois o mesmo que acontece com o grão de mostarda acontece com o bem que fazemos.

O Reino de Deus não acontece pela grandiosidade, celebridade etc; o Reino acontece pela ação dos simples dos pequenos, dos pobres, de nossos pequenos esforços e entregas, doação total. Ainda que não mude o mundo na totalidade visibiliza a graça do Reino.

Bem disse São Paulo: Deus escolhe os fracos para confundir os fortes. A Cruz, verdadeiramente é loucura para os gregos e escândalo para os judeus.

Um discípulo missionário não fica medindo o tamanho da ação, tão pouco a recompensa recebida, mas antes, por amor, não economiza no multiplicar nos pequenos grandes gestos de amor. Isto é o que nos ensina a Parábola do grão de mostarda.

Mas tudo isto nos pede um fermento para levedar a massa, para fazer crescer o Reino o fermento indispensável: o amor, certos de que Deus  reina por Seu Amor, e o amor jamais força alguém, mas cativa para a livre adesão.

Trabalhar na construção do Reino de Deus é multiplicar palavras e ações feitas com amor, e por menos que sejam, tornarão grandes aos olhos de Deus.

Esta participação se dá quando cremos na força transformadora do melhor fermento, que somente Deus pode nos oferecer: o fermento do Seu Divino Amor.

PS: Passagem paralela do Evangelho de Lucas (Lc 13,18-21)

Unidos ao Senhor, uma fé viva e frutuosa

                                                             

Unidos ao Senhor, uma fé viva e frutuosa

“Este povo perverso, que recusa ouvir as minhas ordens,
… tornar-se-á semelhante a esta faixa, que para nada serve”
(Jr 13,10)

Na segunda-feira da 17ª Semana do Tempo Comum (ano par), ouvimos a passagem do Livro do Profeta Jeremias (Jr 13,1-11).

O Profeta Jeremias, por ordem do Senhor, realiza uma ação simbólica, a fim de melhor captar a atenção e a compreensão dos seus ouvintes.

Com o simbolismo da faixa apodrecida, Jeremias dá um tom dramático à sua pregação, de modo que a faixa cingida e depois enterrada na lama até apodrecer, tem um duplo simbolismo:

- Como a faixa adere ao corpo de quem a cinge, assim Israel era chamado a aderir ao Senhor, respondendo positivamente à Aliança com Deus, que antes uma iniciativa divina;

- Porém, como o povo tinha quebrado a Aliança, não escutando a voz do Senhor, seguindo as próprias ideias, votando-se à idolatria, faliu na sua vocação, não prestou a Deus o serviço que lhe devia prestar, tornou-se como uma faixa apodrecida, sem qualquer valor, que não serve para absolutamente nada.

Por isto as duras palavras do Senhor são ditas pelo Profeta: 

“Este povo perverso, que recusa ouvir as minhas ordens, … tornar-se-á semelhante a esta faixa, que para nada serve” (Jr 13,10).

Esta imagem da faixa de linho, antes nova e depois apodrecida entre os rochedos, “é uma figura da Aliança desejada por Deus com Israel, mas muitas vezes comprometida ao longo da história da infidelidade do povo” (1).

A mensagem profética é contundente: é preciso que o povo se prenda ao Senhor de todo o seu coração, como uma esposa amada ao esposo. No entanto, o povo de Deus deixou apodrecer esta relação de amor por Deus oferecida, perdendo o sentido e o valor da própria existência.

Através do Profeta, Deus demonstra uma profunda amargura por esta atitude absurda do povo, e se tornam explicitas as causas, que levaram à ruína o dom da relação de amizade com Ele:

- A rejeição em escutar a Sua Palavra;
- Comportar-se seguindo um coração obstinado;
- A idolatria.

Urge que também nós fiquemos atentos à escuta e acolhida da Palavra de Deus, a fim de que a coloquemos em prática, e não tenhamos, lamentavelmente, uma fé “apodrecida”, que já não servirá para mais nada, como a faixa de linho que fora enterrada e, consequentemente, apodrecida.

É preciso que nos prendamos ao Senhor, com total fidelidade, com pequenos e grandes gestos de amor, partilha, comunhão e solidariedade, e todo o cuidado para não nos desprendermos, distanciando-nos de Sua Palavra e de Seu Projeto de vida plena para todos nós.


(1) Lecionário Comentado - Tempo Comum - Volume I - Editora Paulus - 2011 - p.822

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