sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Em poucas palavras... (XXIVDTCA)

 


O perdão

“Porque fora do perdão não há esperança, fora do perdão não há paz. O perdão é o oxigénio que purifica o ar poluído pelo ódio, o perdão é o antídoto que cura os venenos do ressentimento, é o caminho para desarmar a raiva e curar tantas doenças do coração que contaminam a sociedade.” (1)

 

(1)Angelus – Praça São Pedro – 17/09/23 – Papa Francisco – sobre a passagem do Evangelho (Mt 18,21-35).

Em poucas palavras...

 


Perdão: No fundo do coração tudo se ata e desata

“Assim ganham vida as palavras do Senhor sobre o perdão, sobre este amor que ama até ao extremo do amor (Jo 13,1).

 A parábola do servo desapiedado, que conclui o ensinamento do Senhor sobre a comunhão eclesial (Mt 18,23-35), termina com estas palavras: «Assim procederá convosco o meu Pai celeste, se cada um de vós não perdoar a seu irmão do fundo do coração».

É aí, de fato, «no fundo do coração», que tudo se ata e desata. Não está no nosso poder deixar de sentir e esquecer a ofensa; mas o coração que se entrega ao Espírito Santo muda a ferida em compaixão e purifica a memória, transformando a ofensa em intercessão.” (1)

 

 

1)    Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 2843

Em poucas palavras...

 


Para envelhecer bem

“Para envelhecer bem, é preciso conservar em si a curiosidade da infância, as aspirações da adolescência, as responsabilidades da vida adulta, e no envelhecimento tentar extrair a experiência das fases anteriores.” (1)

 

 

(1)Lições de um século de vida - Edgar Morin – Bertrand Brasil – p.108

 

Escrevo...

                                                        

Escrevo...
“Ide pelo mundo e pregai o
Evangelho a toda criatura...” (Mc 16, 15)

Escrevo para comunicar a Palavra de Deus.
Não somente dentro da Igreja e suas paredes,
Mas na vastidão infinita da rede virtual.

Escrevo porque não posso conter o que pulsa em meu coração,
Que desejo chegue a quem souber aproveitar como luz,
Que possa iluminar os recônditos existenciais da escuridão.

Escrevo para arar corações endurecidos,
Porque cada palavra, antes o meu pus a arar,
Removendo a impossibilidade de uma semente frutificar.

Escrevo cada texto, que se com abertura acolhido,
Refletido, e na vida ressoado, poderá ajudar no necessário remover
Da ferrugem das almas, que tantos e tantas fazem morrer.

Escrevo para estabelecer o encontro e diálogo de almas,
Que não se contentam com a mediocridade do mundo,
E não se curvam diante das dificuldades, não se iludem com as palmas.

Escrevo para possibilitar a quem tem o dom de cantar.
Que as minhas letras se tornem, com sua voz e melodia,
Um sopro da Voz Divina em duras e sórdidas travessias.

Escrevo para que se tornem mensagens virtuais, ou não.
Que enviadas, encaminhadas, espalhem por todos os cantos
Que é possível um mundo mais belo, sem lágrimas, dor e prantos.

Escrevo para que se tornem mensagens impressas e trocadas:
Em nascimentos, aniversários, doenças, desencantos e morte,
Na certeza de que mais forte é o Amor que venceu inclusive a morte.

Escrevo porque as palavras brotam em minha mente e coração.
E, que se não as expressar, a quantos possa algo comunicar e ajudar,
Pecarei pela omissão e covardia, porque não comuniquei força e alegria.

Escrevo porque creio na força da vida das palavras,
E na força das palavras na própria vida.
Inspirando-me na mais Bela Palavra, a de Cristo Jesus.

Escrevo com a coragem e a ousadia de quem não deixa de sonhar
E um mundo novo vislumbra como sinal do Reino de Deus.
Ser instrumento desta graça, porque não com ardor me empenhar? 

Escrevo rompendo o anonimato, com nome e sobrenome,
Em fidelidade a minha Igreja e sua sábia e sã doutrina.
Importa é o Evangelho viver, anunciar, testemunhar.

“Ai de mim se eu não evangelizar” (1Cor 9,16).

PS: Comemoramos 18 anos deste blog em março.

A insustentabilidade da crítica

                                                           

A insustentabilidade da crítica

“A autocrítica é uma higiene psíquica essencial”  

A insustentabilidade da crítica é
diretamente proporcional à incapacidade da autocrítica.
 
A crítica, bem-feita, é sempre bem-vinda,
mas de mãos dadas com a autocrítica.
 
Deste modo, ela acontece
Quando acompanhada da humildade,
Finas flores da caridade e sinceridade.
 
Crítica, bem-feita, pede complemento: 
Construtiva, edificante, sincera, simplesmente.
 
Precisamos reaprender o poder
Fermentador da crítica,
Germinadora para frutos produzir,
como semente em sua pequenez.
 
Preciosa e mútua colaboração seja,
Para um mundo mais fraterno e humano
Sobretudo se temos a chama
Do Amor Divino, do Espírito Santo iluminador.
 
Sejamos críticos! 
Acolhamos a crítica!
Mas regada, acompanhada de amor,
Sem o que, faremos mal à alma: indesejável dor.
 
Não deixemos de acreditar na semente do novo,
que brota da crítica e autocrítica, 
como expressão de bondade e caridade, 
para edificar relacionamentos mais sinceros e fraternos.
 
Crítica de mãos dadas e entrelaçadas com a autocrítica, 
certeza de caridade vivenciada. Amém.
  

(1)Lições de um século de vida - Edgar Morin – Bertrand Brasil – p.109 

PS: Oportuno para a reflexão das passagens do Evangelho (Lc 6,39-45; Mt 7,1-5, 1 Cor 13).

Cresçamos com a crítica e autocrítica no dia a dia, sempre acompanhada da caridade que edifica.

 


Ilumina minha alma, Senhor!

                                            

Ilumina minha alma, Senhor!

Somente Te conhecerei, Senhor, plena e verdadeiramente, quando não me fundamentar apenas no conhecimento de Ti, numa leitura racional e científica da Palavra e da História, reduzindo-Te a um personagem extraordinário, que escreveu linhas memoráveis desta.

Somente Te conhecerei, Senhor, plena e verdadeiramente, quando fizer um encontro pessoal contigo, estabelecendo uma relação de intimidade e amizade através da Oração.

Somente Te conhecerei, Senhor, sentindo e contemplando Tua presença no cultivo de uma genuína espiritualidade, alimentado por Tua Palavra e pelo Teu Corpo e Sangue, verdadeira Comida e Bebida.

Somente Te conhecerei, Senhor, se não fizer de Ti um objeto de conhecimento, mas que eu Te veja como uma Pessoa que quer estabelecer conosco uma relação pessoal afetiva e efetiva, em favor do Reino pelo qual deste a Tua vida.

Somente Te conhecerei, Senhor, e poderei a Ti ver, compreender e amar, vivendo de acordo com os valores que propuseste, ao chamar cada um de nós pelo nome, com necessária renúncia, despojamento, e assim, com maior liberdade e fidelidade seguir-Te, no caminho da Cruz que nos leva à glória.

Somente serei Teu discípulo, Senhor, se coragem tiver de morrer como um grão de trigo, para não ficar só, e produzir muitos frutos para a glória de Deus, como fizeste, Divino Grão de Trigo, e a mesma coragem tiver e mesma fidelidade e obediência a Deus viver.

Somente peço, Senhor, a graça de permanecer contigo em todas as horas, e que Tu permaneças comigo em todas as horas.

Quero viver a minha hora na mais perfeita sintonia com a máxima hora da Tua agonia e morte, sem jamais fugir, evadir e, na paixão pelo Teu Reino, jamais me omitir.

Tão somente assim, Senhor, Tua divina Luz, em mim e por mim, há de reluzir, até que um dia possa contigo na eternidade, num abraço acolhido, a face do Pai contemplar, e na presença do Teu Espírito para sempre viver. Amém.

Em poucas palavras...

                                        


Disciplina e entrega “paulinas” na ação evangelizadora

“Para aceitar o Evangelho e assimilá-lo em profundidade, é necessário treino, exercício, domínio do corpo, capacidade de luta.

Para evangelizar, o cristão deve ser totalmente consagrado a Deus no sentido paulino da ‘escravidão’; deve estar em contínuo exercício de ascese, deve poder dominar o próprio corpo, para chegar a uma ‘existência verdadeiramente nova’” (1)

 

 

(1)        Comentário do Missal Cotidiano – Editora Paulus – p. 1262 – passagem bíblica – (1 Cor 9,16-19.22b-27)

Quem sou eu

Minha foto
4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG