A barca = Igreja de Jesus
Dom Otacilio F. Lacerda
domingo, 11 de outubro de 2026
Por uma autêntica devoção Mariana... (N.Sra. Aparecida)
A barca = Igreja de Jesus
Devoção a Maria é fonte de vida cristã profunda (N. Sra. Aparecida)
Devoção a Maria é fonte de vida cristã profunda
A devoção a Maria é fonte de vida cristã profunda, como vemos na Homilia do Papa São João Paulo II, quando da Dedicação da Basílica Nacional de Aparecida - SP em 1980.
“ ‘Viva a Mãe de Deus e nossa, sem pecado concebida! Viva a Virgem Imaculada, a Senhora Aparecida!’
Desde que pus os pés em terra brasileira, nos vários pontos por onde passei, ouvi este cântico. Ele é, na ingenuidade e singeleza de suas palavras, um grito da alma, uma saudação, uma invocação cheia de filial devoção e confiança para com aquela que, sendo verdadeira Mãe de Deus, nos foi dada por seu Filho Jesus no momento extremo da Sua vida para ser nossa Mãe.
Sim, amados irmãos e filhos, Maria, a Mãe de Deus, é modelo para a Igreja, é Mãe para os remidos. Por sua adesão pronta e incondicional à vontade divina que lhe foi revelada, torna-se Mãe do Redentor, com uma participação íntima e toda especial na história da salvação. Pelos méritos de seu Filho, é Imaculada em sua Conceição, concebida sem a mancha original, preservada do pecado e cheia de graça.
Ao confessar-se serva do Senhor (Lc 1,38) e ao pronunciar o seu sim, acolhendo ‘em seu coração e em seu seio’ o Mistério de Cristo Redentor, Maria não foi instrumento meramente passivo nas mãos de Deus, mas cooperou na salvação dos homens com fé livre e inteira obediência. Sem nada tirar ou diminuir e nada acrescentar à ação daquele que é o único Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo, Maria nos aponta as vias da salvação, vias que convergem todas para Cristo, seu Filho, e para a sua obra redentora.
Maria nos leva a Cristo, como afirma com precisão o Concílio Vaticano II: ‘A função maternal de Maria, em relação aos homens, de modo algum ofusca ou diminui esta única mediação de Cristo; antes, manifesta a sua eficácia. E de nenhum modo impede o contato imediato dos fiéis com Cristo, antes o favorece’.
Mãe da Igreja, a Virgem Santíssima tem uma presença singular na vida e na ação desta mesma Igreja. Por isso mesmo, a Igreja tem os olhos sempre voltados para aquela que, permanecendo virgem, gerou, por obra do Espírito Santo, o Verbo feito Carne. Qual é a missão da Igreja senão a de fazer nascer o Cristo no coração dos fiéis, pela ação do mesmo Espírito Santo, através da evangelização?
Assim, a ‘Estrela da Evangelização’, como a chamou o meu Predecessor Paulo VI, aponta e ilumina os caminhos do anúncio do Evangelho. Este anúncio de Cristo Redentor, de sua mensagem de salvação, não pode ser reduzido a um mero projeto humano de bem-estar e felicidade temporal. Tem certamente incidências na história humana coletiva e individual, mas é fundamentalmente um anúncio de libertação do pecado para a comunhão com Deus, em Jesus Cristo. De resto, esta comunhão com Deus não prescinde de uma comunhão dos homens uns com os outros, pois os que se convertem a Cristo, autor da salvação e princípio de unidade, são chamados a congregar-se em Igreja, sacramento visível desta unidade humana salvífica.
Por tudo isto, nós todos, os que formamos a geração hodierna dos discípulos de Cristo, com total aderência à tradição antiga e com pleno respeito e amor pelos membros de todas as comunidades cristãs, desejamos unir-nos a Maria, impelidos por uma profunda necessidade da fé, da esperança e da caridade.
Discípulos de Jesus Cristo neste momento crucial da história humana, em plena adesão à ininterrupta Tradição e ao sentimento constante da Igreja, impelidos por um íntimo imperativo de fé, esperança e caridade, nós desejamos unir-nos a Maria.
E queremos fazê-lo através das expressões da piedade mariana da Igreja de todos os tempos. A devoção a Maria é fonte de vida cristã profunda, é fonte de compromisso com Deus e com os irmãos. Permanecei na escola de Maria, escutai a sua voz, segui os seus exemplos. Como ouvimos no Evangelho, ela nos orienta para Jesus: ‘Fazei o que ele vos disser’ (Jo 2,5). E, como outrora em Caná da Galileia, encaminha ao Filho as dificuldades dos homens, obtendo dele as graças desejadas. Rezemos com Maria e por Maria: ela é sempre a ‘Mãe de Deus e nossa’.”
Rezemos com Maria e por meio dela, com a certeza de que ela caminha conosco, como Mãe da Igreja e nossa Mãe, “Estrela da Evangelização”.
Sintamos sua presença maternal em todos os momentos, ouvindo suas palavras nas Bodas de Caná que ressoa por todos os séculos; “Fazei tudo o que Ele vos disser” (Jo 2,5).
Oremos:
“Ó Deus todo-poderoso, ao rendermos culto à Imaculada Conceição de Maria, Mãe de Deus e Senhora nossa, concedei que o povo brasileiro, vivendo na paz e na justiça, possa chegar um dia à pátria definitiva. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém”
“Para adquirir o Reino é preciso dar tudo.” (XXVIIIDTCA)
“Para adquirir o Reino é preciso dar tudo.”
“Amigo,
como entraste aqui sem o traje de festa?” (Mt 22,12
Reflexão
sobre a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 22,1-14).
Sobre a
“veste nupcial”, assim afirmou São Gregório Magno (séc. VI):
“O que
significa, irmãos, a veste nupcial? Não podemos dizer que signifique o batismo
nem a fé, porque quem pode entrar sem eles nestas bodas?...
Portanto,
o que devemos entender por veste nupcial, senão a caridade?
Entra,
pois, nas bodas, mas não leva a veste nupcial, aquele que pertencendo à Igreja
Católica tem fé, mas lhe falta a caridade...”
Retomemos
o parágrafo n. 546 do Catecismo da Igreja Católica, sobre as parábolas do Reino
por Jesus apresentadas:
“Jesus
chama para entrar no Reino, por meio de parábolas, traço característico do seu
ensino (Mc 4,33-34).
Por meio
delas, convida para o banquete do Reino (Mt 22,1-14), mas exige também uma
opção radical: para adquirir o Reino é preciso dar tudo (Mt 13,44-45).
As
palavras não bastam, exigem-se atos (Mt 21,28-32). As parábolas são, para o
homem, uma espécie de espelho: como é que ele recebe a Palavra? Como chão duro,
ou como terra boa? (Mt 13,3-9). Que faz ele dos talentos recebidos? (Mt
25,14-30). Jesus e a presença do Reino neste mundo estão secretamente no
coração das parábolas.
É preciso
entrar no Reino, quer dizer, tornar-se discípulo de Cristo, para «conhecer os
mistérios do Reino dos céus» (Mt 13, 11). Para os que ficam «fora» (Mc 4, 11),
tudo permanece enigmático (Mt 13,10-15).”
O Apóstolo
Paulo também nos ilumina:
- "Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos,
se não tivesse caridade, seria como bronze que soa ou como címbalo que retine.”
(1 Cor 13,1);
- “O amor de Cristo nos impele”
(2 Cor 5,14);
- “A fé age através do amor” (Gl
5,6);
- “A caridade é a plenitude da lei” (Rm 13,10).
De fato, a
veste nupcial é a caridade; e para que adquiramos o Reino de Deus, é preciso
darmos tudo de nós, o melhor que pudermos, para o testemunho da fé:
- Na
família, santuário da vida;
- Em
nossas pastorais, comunidades;
- Nos
diversos ministérios e serviços
- Em todos
os âmbitos de nossa existência...
Contemos
sempre com as luzes do Santo Espírito, iluminados pela Palavra Divina, e
fortalecidos pelo Pão de imortalidade, a Eucaristia, e que sejamos revestidos
com a veste da caridade, credencial para participação do Divino Banquete.
O Banquete do Cordeiro e a “veste” apropriada (XXVIIIDTCA)
É preciso eliminar a autossuficiência e viver em total atitude de humildade, de pobreza e de simplicidade, numa dinâmica de constante conversão, uma vez que a Salvação não é conquista findada.
A veste nupcial da caridade (XXVIIIDTCA)
Em poucas palavras... (XXVIIIDTCA)
As parábolas do Reino
“Jesus chama para entrar no Reino, por meio de parábolas, traço característico do seu ensino (Mc 4,33-34). Por meio delas, convida para o banquete do Reino (Mt 22,1-14), mas exige também uma opção radical: para adquirir o Reino é preciso dar tudo (Mt 13,44-45).
As palavras não bastam, exigem-se atos (Mt 21,28-32). As parábolas são, para o homem, uma espécie de espelho: como é que ele recebe a Palavra? Como chão duro, ou como terra boa? (Mt 13,3-9). Que faz ele dos talentos recebidos? (Mt 25,14-30). Jesus e a presença do Reino neste mundo estão secretamente no coração das parábolas.
É preciso entrar no Reino, quer dizer, tornar-se discípulo de Cristo, para «conhecer os mistérios do Reino dos céus» (Mt 13, 11). Para os que ficam «fora» (Mc 4, 11), tudo permanece enigmático (Mt 13,10-15).”(1)
(1) Parágrafo do Catecismo da Igreja Católica – n. 546
O Banquete Nupcial e a veste própria (XXVIIIDTCA)
Ó Deus, Pai Santo, Vós que sois tão misericordioso, que desejais a Salvação do mundo inteiro, convidando para as núpcias do Vosso Filho Amado,


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