quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

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Santa Águeda, virgem e mártir, modelo de fidelidade ao Senhor!

                                                            

 

Santa Águeda, virgem e mártir, modelo de fidelidade ao Senhor!
 
Ao celebrar a memória de Santa Águeda (séc. III), sejamos enriquecidos pelo Sermão escrito pelo Bispo São Metódio da Sicília (Séc. IX):
 
“A comemoração do aniversário de Santa Águeda nos reúne a todos neste lugar, como se fôssemos um só. Bem conheceis, meus ouvintes, o combate glorioso desta mártir, uma das mais antigas e ao mesmo tempo tão recente que parece estar agora mesmo lutando e vencendo, através dos divinos milagres com os quais diariamente é coroada e ornada.
 
A virgem Águeda nasceu do Verbo de Deus imortal e Seu único Filho, que também padeceu a morte por nós. Com efeito, João, o teólogo, assim se exprime: ‘A todos aqueles que O receb

eram, deu-lhes a capacidade de se tornarem filhos de Deus (Jo 1,12)’.
É uma virgem esta mulher que nos convidou para o Sagrado Banquete; é a mulher desposada com um único esposo, Cristo, para usar as mesmas expressões do Apóstolo Paulo, ao falar da união conjugal. É uma virgem que pintava e enfeitava os olhos e os lábios com a luz da consciência e a cor do Sangue do verdadeiro e divino Cordeiro; e que, pela meditação contínua, trazia sempre em seu íntimo a morte d’Aquele que tanto amava.
 
Deste modo, a mística veste de seu testemunho fala por si mesma a todas as gerações futuras, porque traz em si a marca indelével do Sangue de Cristo e o tesouro inesgotável da sua eloquência virginal.
 
Ela é uma imagem autêntica da bondade, porque, sendo de Deus, vem da parte de seu Esposo nos tornar participantes daqueles bens, dos quais seu nome traz o valor e o significado: Águeda (que quer dizer ‘boa’) é um dom que nos foi concedido por Deus, verdadeira fonte de bondade.
Qual a causa suprema de toda a bondade, senão aquela que é o Sumo Bem? Por isso, quem encontrará algo mais que mereça, como Águeda, os nossos elogios e louvores?
 
Águeda, cuja bondade corresponde tão bem ao nome e à realidade! Águeda, que pelos feitos notáveis traz consigo um nome glorioso, e no próprio nome demonstra as ilustres ações que realizou!
 
Águeda, que nos atrai com o nome, para que todos venham ao seu encontro, e com o exemplo nos ensina a corrermos sem demora para o verdadeiro bem, que é Deus somente!”
 
Quanto à sua história, embora não se tenha tanto material disponível, é mais um testemunho de alguém que teve o coração por Cristo seduzido, e N’Ele encontrou a razão do existir, o sentido último e fundamental: a Salvação.
 
Águeda, um luminar da fé que correspondeu ao dom que foi concedido por Deus, a verdadeira fonte da bondade; um autêntico testemunho de entrega, doação na expressão máxima do martírio, em corajosa e incondicional fidelidade a Deus.
 
Águeda pôde rezar com o Salmista: “O Senhor é minha luz e salvação, a quem eu temerei?”, ou ainda: “Ainda que eu passe pelo vale da morte, nenhum mal eu temerei…” (Sl 27 e 91).
 
Através de sua fragilidade, Deus manifestou Sua onipotência; e com ela, aprendemos a expressar no mundo a bondade divina, através de palavras e muito mais através dos gestos; bem como aprendemos a correr sem demora para o verdadeiro bem, Deus, pois somente Deus e Sua graça nos bastam.
 
Águeda, a “virgem que pintava e enfeitava os olhos e os lábios com a luz da consciência e a cor do Sangue do verdadeiro e divino Cordeiro; e que, pela meditação contínua, trazia sempre em seu íntimo a morte d’Aquele que tanto amava” também nos ensina a também a ver o mundo com os olhos de Deus, e com os lábios proclamar ao mundo o seu projeto, já experimentado e vivenciado na meditação contínua, na mais perfeita configuração à Jesus Cristo que, por amor, em nosso favor morreu e Ressuscitou.
 
 
Uma página viva que revela uma bela verdade: O amor é a força que move o mundo, possibilita dar às coisas seu real valor, discernindo o que é relativo e o que é absoluto!
 
Águeda foi exemplo de quem manteve a virgindade e fidelidade ao Senhor, mesmo tendo sido condenada a ficar em lugar de má fama e enfrentando toda e qualquer forma de sedução de Quintiano, cônsul do imperador romano. Este ordenou que ela fosse torturada através de açoites, dilaceramento por meio de ganchos de ferro, e queimada com chamas de tochas.
 
Águeda sofria tudo isto com alegria, deixando o cônsul furioso. Isto o levou a ordenar, cruelmente, que os seios dela fossem esmagados e arrancados. Mais tarde a reencarcerou, e determinou que nenhum alimento ou socorro médico lhe fosse concedido.
 
Ao ser levada de volta para a prisão, ela orou: "Senhor, meu Criador, Tu me tens protegido sempre desde meu nascimento; Tu me tens livrado do amor ao mundo, e me tens dado paciência para sofrer. Recebe agora minha alma". Após dizer essas palavras entregou sua vida.
 
Hoje, num mundo de permissividade, em que o prazer se torna como que um ídolo, com perda de valores morais, banalização da sexualidade, muitas vezes ausência de firmes princípios, esta Santa, reconhecida pela Igreja, é mais um exemplo a ser imitado na fidelidade ao Senhor.
 
Celebrar a memória de Santa Águeda é celebrar a alegria de ver multiplicar, em cada tempo, cristãos convictos da fé e do Evangelho que ouvem, acolhem, proclamam e, com a vida, testemunham.
 
Reflitamos:
 
-  Até que ponto entregamos nossa vida pelo Evangelho e por causa de Jesus?
-  Qual a intensidade e profundidade de nosso apaixonamento por Cristo?
-  Que sinal profético somos, no mundo, da Palavra de Deus?
 
Que, a exemplo de Santa Águeda, saibamos nos colocar nas mãos de Deus com absoluta confiança e esperança, e roquemos a Deus para que nos conceda cada vez mais sermos sinal de Jesus Cristo no mundo, na pureza de alma e coração, que somente é possível quando participamos ativa, piedosa e frutuosamente da Mesa da Eucaristia, prolongando-A no cotidiano, a fim de que não haja a separação empobrecedora do culto e a vida.
 
 
(1)
Memória celebrada no dia 5 de fevereiro.

Enviados pelo Senhor em missão

                                              


 

Enviados pelo Senhor em missão 

“A missão de Jesus é a nossa missão” 

A Liturgia da Palavra da quinta-feira da quarta Semana do Tempo Comum, apresenta-nos a passagem do Evangelho de Marcos (Mc 6,7-13), em que Jesus envia os discípulos em missão.
 
Jesus, o Profeta do Pai por excelência, envia os discípulos dois a dois para pregar a Boa Nova do Evangelho, anunciando a conversão, mudança de mentalidade e atitudes para a acolhida da chegada do Reino; bem como lhes confere o poder que tem junto do Pai para expulsar demônios, curar os enfermos, inaugurar relações novas de vida e liberdade.
 
Há, porém, algumas exigências que devem marcar a vida dos discípulos do Senhor:
 
- Alegria da missão por Ele confiada; o despojamento, pobreza, simplicidade, liberdade total diante de tudo e de todos, confiança incondicional no poder e na providência divina, maturidade para suportar a rejeição e as adversidades.
 
Assim afirma o Missal dominical:
 
“Quem anuncia não deve ter nada que pese, deve ser leve e desembaraçado, não tanto de alforje e capa, mas antes, livre de interesses humanos, de ideologias a defender, de compromissos com as potências deste mundo. Essas coisas não lhe permitem estar livre, condicionam-no, embaraçam-lhe o trabalho, enfraquecem-lhe o zelo, impedem-no de merecer crédito”.
 
A missão somente será possível e acompanhada de êxito, porque a promessa do Senhor se cumpriu, o Espírito Santo, o Paráclito nos foi enviado.
 
Não tendo Ele outros planos, apenas confiando em nossa participação, sabia muito bem que precisaríamos de “Alguém” que nos acompanhasse, nos assistisse. Por isto, voltando para o Pai, nos enviou o Seu Espírito.
 
A presença do Espírito Santo nos enriquece com Seus dons, e assim, fortalecidos, levemos adiante a missão evangelizadora, como ardorosos, corajosos e apaixonados Discípulos Missionários do Senhor.
Oportuno retomar esta singela mensagem fictícia:
 
“Conta-se que Jesus, no dia da sua Ascensão aos céus, se encontrou com S. Gabriel Arcanjo que vinha, caminho contrário, cumprir alguma missão aqui na terra.
 
Gabriel, ao ver o Senhor subindo aos céus e que a terra ficaria sem Ele, olhou também para o planeta e observou um cenário curioso: a terra estava coberta por uma nuvem negra e o contraste negro-azul não resultava muito agradável a não ser por uns poucos, pouquíssimos, pontos de luz.
 
Chamou a atenção do Arcanjo o ambiente desolador, mas chamou-lhe mais imperiosamente a atenção a existência desses poucos pontos de luz.
 
O Arcanjo perguntou então ao Senhor: “e aqueles pontos de luz? O que são? Jesus respondeu: “são a minha mãe e os meus outros discípulos. Eles vão iluminar toda a terra”.
 
Gabriel, conhecendo a debilidade humana, depois de pensar um pouco, disse: “Senhor, excetuando a tua mãe, e se eles falharem?”. Ao que Jesus respondeu: “Eu não tenho outros planos”. Dito isso, Jesus continuou ascendendo rumo ao Pai.”
 
Urge aprender com os Apóstolos, os Santos e tantos quantos que deram testemunho de sua fé, que sem paixão por Jesus, fascínio por Ele e pelo Reino, não há apostolado, não há missão e tão pouco profecia.
 
É sempre tempo de reavivar a chama profética, crepitar ardente no coração, para que a alegria da missão torne visível o quanto nos configuramos ao Senhor, e assim geremos e formemos Cristo em nós e nos outros crendo que O Senhor tem apenas um plano para nós realizarmos:
 
“Não só a Igreja na sua totalidade, mas também cada cristão deve sentir-se escolhido pessoalmente, chamado e enviado: cada um de nós faz parte de um projeto cósmico, a construção do Reino de Deus. O grande pecado seria sentirmo-nos sozinhos ou sentirmo-nos inúteis” (1)
 
Como Igreja, continuamos a missão do Senhor, em todo tempo e lugar.
 
Reflitamos:
 
- Qual é a missão que Jesus me confia?
- Sinto alegria em realizá-la?
- Como realizar com êxito esta missão?
 
- Onde e quando sinto a presença e ação de Deus se revelando em minha vida?
- Quais exigências estão mais presentes ou ausentes na missão que realizo como discípulo missionário do Senhor?
 
- Como não temer e sucumbir diante da hesitação da fé, no enfraquecimento da esperança que inevitavelmente congela o fogo da caridade que deve arder em nossos corações, sobretudo quando acolhemos a Palavra Divina e nos nutrimos do Pão do Amor, o Pão da Eucaristia?
 
Concluímos com as palavras de São Cirilo de Jerusalém (séc. IV), sobre a ação do Espírito Santo na vida da Igreja:
 
“Branda e suave é a Sua aproximação; benigna e agradá­vel é a Sua presença; levíssimo é o Seu jugo! A Sua chegada é precedida por esplêndidos raios de luz e ciência. Ele vem com o amor entranhado de um irmão mais velho: vem para salvar, curar, ensinar, aconselhar, fortalecer, consolar, ilu­minar a alma de quem O recebe, e, depois, por meio desse, a alma dos outros”. Amém.
 
 
 
(1) Leccionário Comentado - Editora Paulus - Lisboa - p. 714


Gratidão a Deus por Seu imensurável Amor

                                                 


Gratidão a Deus por Seu imensurável Amor

Ele quis gravar, para sempre, nos corações, a mais bela lição de Amor à humanidade.

Sejamos enriquecidos pelos escritos do Bispo São Cirilo de Jerusalém (sec. IV), “Das Catequeses” :

“Toda ação de Cristo é glória da Igreja católica. Contudo, a glória das glórias é a Cruz. Paulo, muito bem instruído, disse: Longe de mim gloriar-me a não ser na Cruz de Cristo.

Foi uma coisa digna de admiração que Ele tenha recuperado a vista àquele cego de nascença em Siloé. Mas o que é isto em vista dos cegos do mundo inteiro?

Foi estupendo e acima das forças da natureza ressuscitar Lázaro após quatro dias de morto. Mas a um só foi dada essa graça; e os outros todos, em toda a terra, mortos pelo pecado?

Foi maravilhoso alimentar com cinco pães, qual fonte, a cinco mil homens. Mas e aqueles que em toda a parte sofrem a fome da ignorância?

Foi magnífico libertar a mulher ligada há dezoito anos por Satanás; mas que é isto se considerarmos a todos nós, presos pelas cadeias de nossos pecados?

Pois bem; a glória da Cruz encheu de luz os que estavam cegos pela ignorância, libertou os cativos do pecado, remiu o universo inteiro.

Não nos envergonhemos da Cruz do Salvador. Muito pelo contrário, dela tiremos glória. Pois a palavra da Cruz é escândalo para os judeus e loucura para os gentios, para nós, no entanto, é salvação. Para aqueles que se perdem é loucura; para nós, que fomos salvos, é força de Deus. Não era um simples homem quem por nós morria; era o Filho de Deus feito Homem.

Outrora o cordeiro, morto segundo a instituição mosaica, afastava para longe o devastador. Porém, o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo, não poderá muito mais libertar dos pecados? O sangue de um cordeiro irracional manifestava a salvação. Sendo assim, não trará muito maior salvação o Sangue do Unigênito?

O Cordeiro não entregou a vida coagido, nem foi imolado à força, mas por Sua plena vontade.

Ouve o que Ele disse: Tenho o poder de entregar minha vida; e tenho o poder de retomá-la. Chegou, portanto, com toda a liberdade à Paixão, alegre com a excelente obra, jubiloso pela coroa, felicitando-Se com a salvação do homem. Não se envergonhou da Cruz, pois trazia a salvação para o mundo. Não era um homem qualquer Aquele que padecia, era o Deus encarnado a combater pelo prêmio da obediência.

Por conseguinte, não te seja a Cruz um gozo apenas em tempo de paz. Também em tempo de perseguição guarda a mesma fidelidade, não aconteça seres tu amigo de Jesus durante a paz e inimigo durante a guerra. Agora recebes a remissão dos pecados e és enriquecido com os generosos dons espirituais de Teu Rei. Rebentando a guerra, luta por Ele valorosamente.

Jesus foi crucificado em teu favor, Ele não tinha pecado. Tu, por tua vez, não te deixarás crucificar por Aquele que em teu benefício foi pregado na Cruz? Não estarás fazendo nenhum favor porque primeiro recebeste. Entretanto, mostras tua gratidão pagando a dívida a quem por ti foi crucificado no Gólgota.”

Revitalizemos nossa fé e não nos envergonhemos da Cruz de Nosso Senhor,  mas façamos dela um gozo, mesmo em tempo de perseguição, dificuldades e incompreensões possíveis na vida de todo aquele que se põe a caminho com Ele. 

Em nenhum momento o Senhor nos prometeu facilidades; até mesmo acenou para os inevitáveis perigos deste caminho, mas assegurou Sua eterna e amável presença. Nosso medo se diluiu diante de Sua força e presença: “Coragem, sou Eu. Não tenhais medo!” (cf. Mt 14,22-33).

Expressemos, continuamente, nossa gratidão a Deus por tão imenso e incompreensível Amor consumado na Cruz, sem que o mereçamos, mas indubitavelmente a prova maior do Amor de Deus por nós (cf. Jo 3,16).

Ainda que nada precisasse provar, Ele quis gravar, para sempre,  nos corações, a mais bela lição de Amor à humanidade; amor tão imenso ao próximo também vivido, reconciliado, recriando um mundo novo com relações mais fraternas.

Gloriemo-nos na Cruz de Cristo como fez o Apóstolo Paulo e tantos outros ao longo de mais de dois milênios de história do cristianismo (cf. Gl 6,14).

Façamos da Cruz de Cristo um instrumento de salvação; Cruz assumida cotidianamente, sempre precedida de renúncias necessárias, desapegos de si e de todos os bens pelo Bem Maior: Deus Uno e Trino, em plena comunhão de amor, vida, alegria e paz (cf. Lc 9,23). Amém.

Rezando com os Salmos - Sl 128 (129)

 



Jamais a perda da esperança em Deus

“–1 Quanto eu fui perseguido desde jovem,
que o diga Israel neste momento!
–2 Quanto eu fui perseguido desde jovem,
mas nunca me puderam derrotar!

–3 Araram lavradores o meu dorso,
rasgando longos sulcos com o arado.
–4 Mas o Senhor, que sempre age com justiça,
fez em pedaços as correias dos malvados.

–5 Que voltem para trás envergonhados
todos aqueles que odeiam a Sião!
–6 Sejam eles como a erva dos telhados,
que bem antes de arrancada já secou!

–7 Esta jamais enche a mão do ceifador
nem o regaço dos que juntam os seus feixes;
=8 para estes nunca dizem os que passam:
'Sobre vós desça a bênção do Senhor!
Em nome do Senhor vos bendizemos!'”

Ao rezar o Salmo 128(129), um salmo de romaria, o povo oprimido renova a sua esperança em Deus:

“A recordação da história do povo, feita de muitas aflições, das quais, porém, Deus sempre o libertou, inspira ao salmista um olhar confiante para o futuro: os atuais inimigos não poderão derrotá-lo” (1)

Seja a nossa confiança e esperança renovada no Senhor que nos assiste em todos os momentos, e completemos em nossa carne o que falta a paixão de Cristo, como nos fala o Apóstolo Paulo:

“Alegro-me nos sofrimentos que tenho suportado por vós e completo o que na minha carne falta às tribulações de Cristo, em favor do seu Corpo que é a Igreja.”(Cl 1,24)

 

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 840


Rezando com os Salmos - Sl 121 (122)

 




“Vamos à casa do Senhor...”

“–1 Que alegria, quando ouvi que me disseram:
'Vamos à casa do Senhor!'
–2 E agora nossos pés já se detêm,
Jerusalém, em tuas portas.
–3 Jerusalém, cidade bem edificada
num conjunto harmonioso;
–4 para lá sobem as tribos de Israel,
as tribos do Senhor.

– Para louvar, segundo a lei de Israel,
o nome do Senhor.
–5 A sede da justiça lá está
e o trono de Davi.

–6 Rogai que viva em paz Jerusalém,
e em segurança os que te amam!
–7 Que a paz habite dentro de teus muros,
tranquilidade em teus palácios!

–8 Por amor a meus irmãos e meus amigos,
peço: 'A paz esteja em ti!'
–9 Pelo amor que tenho à casa do Senhor,
eu te desejo todo bem!”

Com o Salmo 121(122) rezamos por Jerusalém, a Cidade Santa:

“Salmo de romaria, saudando os romeiros quando chegam à Jerusalém. Cheios de alegria, admiram os belos edifícios da cidade, que era o centro de unidade, das doze tribos e lhe desejam paz e prosperidade.” (1)

O autor da Epístola aos Hebreus também nos convida a refletir sobre a Jerusalém celeste:

“Vós, ao contrário, vos aproximastes do monte Sião e da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste; da reunião festiva de milhões de anjos; da assembleia dos primogênitos, cujo9s nomes estão escritos nos céus.” (Hb 12,22-23).

Seja também nossa alegria indizível quando nos dirigirmos às nossas igrejas, para a celebração e fortalecimento de nossa fé, ao peregrinarmos na esperança, fazendo resplandecer a luz de Deus pela prática da caridade, expressa em gestos concretos em favor de nossos irmãos e irmãs (cf. Mt 5,13-16).

 

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 838

Rezando com os Salmos - SL 127 (128)

 



Supliquemos a bênção divina para nossas famílias

“1 Feliz és tu se temes o Senhor
 e trilhas Seus caminhos!

–2 Do trabalho de tuas mãos hás de viver,
serás feliz, tudo irá bem!
–3 A tua esposa é uma videira bem fecunda
no coração da tua casa;
– os teus filhos são rebentos de oliveira
ao redor de tua mesa.

–4 Será assim abençoado todo homem
que teme o Senhor.
–5 O Senhor te abençoe de Sião,
cada dia de tua vida;

– para que vejas prosperar Jerusalém
6 e os filhos dos teus filhos.
– Ó Senhor, que venha a paz a Israel,
que venha a paz ao Vosso povo!”

O Salmo 127(128) é um salmo de romaria e com ele suplicamos a paz do Senhor para nossas famílias:

“A casa onde reina o amor de Deus é um lar feliz, que goza da paz e da alegria verdadeiras; o chefe de família é abençoado no trabalho, na casa, na esposa e nos filhos.” (1)

Este Salmo é rezado com muita frequência na celebração do Sacramento do Matrimônio, de modo que, pode  e deve ser rezado sempre pelas nossas famílias, na confiante súplica da bênção divina, para que nossas famílias sejam verdadeiras pequenas igrejas domésticas.

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 840

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