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Dom Otacilio F. Lacerda
quarta-feira, 28 de outubro de 2026
“O Senhor acendeu em nós o Fogo do Amor”
“O Senhor acendeu em nós o Fogo do Amor”
Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 6,12-19), em que Jesus escolhe os doze apóstolos para colaborar na Sua missão da construção do Reino de Deus, após uma noite toda em oração, e com o Senhor, aprendemos a importância da oração.
O Senhor nos chama e nos envia em missão, pois Deus, por meio de Seu Filho, escolheu a quem Ele bem quis: chama-nos pelo nome, confia-nos uma missão. Jamais pelos nossos méritos, pelo contrário, até mesmo porque não temos nenhum.
Somos chamados não porque sejamos perfeitos, paradoxalmente, chama-nos até por causa da ausência de nossa perfeição, e assim, manifesta Sua misericórdia e Seu ardente poder transformador.
Chamou apóstolos e discípulos para serem Seus colaboradores, não porque fossem necessários, mas para nos conceder a graça da participação.
É próprio do amor de Deus nos amar para nos fazer melhores, mais conforme à Sua imagem.
Deste modo, para que discípulos missionários sejamos, é preciso:
- sentirmo-nos enraizados em Cristo Jesus, e também n’Ele edificados, apoiando-nos na fé que nos foi ensinada, transmitida, como uma pequena e maravilhosa semente no coração plantada, para frutos abundantes produzir;
- participar, colaborar, continuar a missão do Divino Redentor, contando com Sua presença, força e o Espírito Santo, em total fidelidade ao Pai;
- sonhar e se comprometer com um mundo novo, sem miséria, violência, injustiça, impunidade, discriminação; sem a perda da dignidade e sacralidade da vida, desde a concepção até o seu declínio natural;
- contar com a Divina Força da Palavra e da Eucaristia, que nos revigora, ilumina, impulsiona, e concede horizontes novos;
- sentir o “Fogo do Amor” de Cristo aceso em nosso coração;
- contemplar o Fogo de Pentecostes vindo sempre ao nosso encontro, irradiando a chama ardente da caridade, para que reiniciemos sempre um novo caminho de diálogo, comunhão, amor e serviço em incansável participação na construção do Reino de Deus;
- poder fermentar, com palavras e ações, um novo tempo, deixando-nos transformar pela Boa-Nova do Reino de Deus;
Sejamos uma Igreja que rejuvenesce com a Santa Palavra, confiante na presença do Senhor, que acendeu em nós o fogo do Seu amor, com o envio do Seu Espírito, junto do Pai!
Vivamos intensamente o tempo da missão, como Igreja missionária que somos, revigorados e rejuvenescidos com a Santa Palavra; pois “O Senhor acendeu em nós o Fogo do Amor”:
“Uma coisa é certa: Cristo é um amor que acende o fogo na terra. Se a fé é um movimento secreto e oculto que se liga ao primeiro Pentecostes, é também uma luz para os homens e os filósofos. O cristão, por seu amor a Cristo e aos irmãos, é chamado a tornar-se um inegável fermento de fraternidade, comunhão e participação para toda a humanidade”. (1)
Reavivemos a chama do primeiro amor, que em nosso coração pelo Batismo um dia foi acesa.
Oremos:
Senhor, fortalecei-nos pela oração, sobretudo nos momentos de grandes decisões, como assim Vós o fazíeis.
Senhor, que superemos a tentação de querer, muitas vezes, fazer tudo sozinhos, com alegação de que os outros mais atrapalham que ajudam.
Senhor, fazei-nos discípulos missionários da obra evangelizadora, e assim, aprendizes e promotores da comunhão e participação.
Senhor, libertai-nos da mentalidade do mundo moderno da política de resultados, em que os fins justificam os meios.
Senhor, ajudai-nos a superar resquícios de autossuficiência, para não cairmos no indesejável perfeccionismo, e até mesmo atitudes de exclusão e indiferença dos dons que os outros possuem.
Senhor, que sejamos servos Vossos, e não Senhores da Vinha, e, como evangelizadores, com zelo e ardor, nos consumamos por Vós em verdadeira adoração em Espírito e Verdade, e não sejamos adoradores de nós mesmos.
Senhor, que aprendamos com Vossos mui amados apóstolos a viver com amor, humildade, coragem, fé, e como peregrinos de esperança, ajudai-nos a perseverar no bom combate, anunciando e testemunhando Vossa Palavra, e, um dia, mereçamos contemplar a glória dos céus. Amém.
(1) Missal Cotidiano – Editora Paulus
PS: Apropriado para a Festa dos Apóstolo São Simão e São Judas Tadeu, Festa celebrada dia 28 de outubro.
“O coro dos Apóstolos Vos louva, Senhor!”
A primeira aclamação, ou seja, o primeiro louvor ao Senhor: pela Mesa do Seu Corpo e Sangue, que recebemos por intermédio dos Apóstolos, somos alimentados e vivemos.
O último louvor ao Senhor é feito pelos Sacramentos do Batismo e da Penitência confiados aos Apóstolos, pelos quais somos lavados de todo o pecado.
Reavivar sempre a chama do primeiro amor
Oremos:
Missão, dom e resposta de amor
Missão, dom e resposta de amor
Na Festa dos Apóstolos São Simão e São Judas Tadeu, ouviremos a passagem do Evangelho em que Jesus escolhe os doze Apóstolos para colaborarem na Sua Missão da construção do Reino de Deus (Lc 6, 12-19).
Chamou Apóstolos e discípulos para serem Seus colaboradores, não porque eles fossem necessários, mas antes para nos conceder esta graça de participação.
Com o Senhor, aprendemos a importância da oração. Elevemos, pois, súplicas a Ele, para que seja reavivada a chama do primeiro amor, que um dia acesa foi em nosso coração.
Oremos:
Senhor, que nos coloquemos sempre em oração, sobretudo nos momentos de grandes decisões, como assim Vós o fazíeis.
Senhor, que superemos a tentação de querer, muitas vezes, fazer tudo sozinhos, com alegação de que os outros mais atrapalham que ajudam.
Senhor, fazei-nos discípulos missionários da obra evangelizadora, e assim, aprendizes da marca fundamental da dimensão comunitário-participativa.
Senhor, que não pautemos nossas ações pela mentalidade do mundo moderno da política de resultados, em que os fins justificam os meios.
Senhor, ajudai-nos a superar resquícios de autossuficiência, para que não caiamos no indesejável perfeccionismo, e até mesmo atitudes maquiavélicas de exclusão e indiferença diante dos dons que os outros possuem.
Senhor, que sejamos servos Vossos, e não Senhores da Vinha, e, como evangelizadores, com zelo, amor e ardor, nos consumamos por Vós em Verdadeira Adoração em Espírito e Verdade, e não nos tornemos adoradores de nós mesmos.
Senhor, que aprendamos com Vossos mui amados Apóstolos, Simão e Judas Tadeu, a viver com amor, zelo, humildade, coragem, fé, esperança e perseverança no bom combate, anunciando e testemunhando Vossa Palavra, e, um dia, terminado o bom combate, mereçamos contemplar a glória da eternidade. Amém.
Igreja triunfante, militante e padecente
Ser cristão: “ser para os outros”
Na passagem, Jesus afasta toda e qualquer ilusão: sem medo da insegurança da própria vida, em confiança total no Senhor, acompanhado de despojamento, pobreza, simplicidade de vida, bem como abertura aos desafios que possam surgir no trilhar o caminho, ao segui-Lo.







