terça-feira, 28 de julho de 2026

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Contemplemos e adoremos o Preciosíssimo Sangue de Cristo

 


Contemplemos e adoremos o Preciosíssimo Sangue de Cristo

“Uma só gota pode salvar o mundo inteiro de qualquer culpa” 

(Hino Adoro Te devote)

No mês de julho em que dedicamos à contemplação do Preciosíssimo Sangue de Cristo, imensurável Mistério de Amor e Misericórdia, sejamos enriquecidos pelas palavras de dois Santos da Igreja:

- “Talvez vos perturbe a enormidade de meus sofrimentos causados por vós. Não tenhais medo. Esta Cruz não me feriu a mim, mas feriu a morte. Estes cravos não me provocam dor, mas cravam mais profundamente em mim o amor por vós. Estas Chagas não me fazem soltar gemidos, mas vos introduzem ainda mais intimamente em meu Coração.

O meu Corpo, ao ser estirado na Cruz, não aumenta o meu sofrimento, mas dilata os espaços do Coração para vos acolher. Meu Sangue não é uma perda para mim, mas é o preço do vosso resgate.”  (São Pedro Crisólogo, Bispo - séc. V)

- “Estando Jesus já morto e ainda pregado na Cruz, diz o Evangelista, um soldado aproximou-se, feriu-Lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu Água e Sangue: a Água, como símbolo do Batismo; o Sangue, como símbolo da Eucaristia.” (São João Crisóstomo, Bispo - séc. IV)

Oremos:

Ó Deus, dai-nos a firmeza e a coragem, a graça e a força para que sejamos Vossas verdadeiras testemunhas, como discípulos missionários do Vosso Filho Amado, Jesus.

Que Vosso Sangue nos lave, e o fogo do Vosso Amor por meio do Santo Espírito nos queime, para nos afastarmos de todo contágio do mal, e não sermos seduzidos pelas falsas alegrias, pois cremos que somente em Vós encontramos o Sumo Bem e a Verdadeira Alegria. Amém!

Ladainha do Preciosíssimo Sangue de Jesus

 


Ladainha do Preciosíssimo Sangue de Jesus

Rezemos, em todo o tempo, a Ladainha ao Preciosíssimo Sangue de Jesus, pois “uma só gota pode salvar o mundo inteiro de qualquer culpa” (Hino Adoro Te devote):

“Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.

Deus Pai dos Céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, redentor do mundo,
Deus Espírito Santo,
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,

Sangue de Cristo, Unigênito do Eterno Pai, salvai-nos.
Sangue de Cristo, Sangue do Verbo de Deus encarnado,
Sangue de Cristo, Sangue do Novo e Eterno Testamento,

Sangue de Cristo, correndo pela Terra na agonia,
Sangue de Cristo, manando abundante na flagelação,
Sangue de Cristo, gotejando na coroação de espinhos,

Sangue de Cristo, derramado na Cruz,
Sangue de Cristo, preço da nossa salvação,
Sangue de Cristo, sem o qual não pode haver redenção,

Sangue de Cristo, que apagais a sede das almas e as purificais na Eucaristia,
Sangue de Cristo, torrente de misericórdia,
Sangue de Cristo, vencedor dos demônios,

Sangue de Cristo, fortaleza dos mártires,
Sangue de Cristo, virtude dos confessores,
Sangue de Cristo, que suscitais almas virgens,

Sangue de Cristo, força dos tentados,
Sangue de Cristo, alívio dos que trabalham,
Sangue de Cristo, consolação dos que choram,

Sangue de Cristo, esperança dos penitentes,
Sangue de Cristo, conforto dos moribundos,
Sangue de Cristo, paz e doçura dos corações,

Sangue de Cristo, penhor de eterna vida,
Sangue de Cristo, que libertais as almas do Purgatório,
Sangue de Cristo, digno de toda a honra e glória.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós, Senhor.

. Remistes-nos, Senhor com o Vosso Sangue.
. E fizestes de nós um reino para o nosso Deus.

Oremos

Todo-Poderoso e Eterno Deus, que constituístes o Vosso unigênito Filho, Redentor do mundo, e quisestes ser aplacado com o Seu Sangue,  concedei-nos a graça de venerar o preço da nossa salvação e de encontrar, na virtude que Ele contém, defesa contra os males da vida presente, de tal modo que eternamente gozemos dos seus frutos no Céu. Pelo mesmo Cristo, Senhor nosso. Amém.”

 

Em poucas palavras...

                                              


 


De Cristo são nossas mãos, pés e lábios
 
"Cristo não tem mãos, pois só dispõe das nossas mãos para transformar o mundo de hoje.
 
Cristo não tem pés, pois só possui os nossos pés para orientar o mundo rumo a Ele.  
 
Cristo não tem lábios, pois só dispõe dos nossos lábios para falar ao homem."
 
Fonte: Discurso do Papa São João Paulo II pronunciado no Encontro de peregrinos dos “Cursilhos de Cristandade”  (29/07/ 2000)

Imitemos a irmã terra!

                                                             

                                     Imitemos a irmã terra!
 
Com o a Homilia escrita pelo bispo São Basílio Magno, (séc. IV), reflitamos sobre a importância de saber viver para gerar a vida em favor do outro.
 
Imitai a terra, ó homem! A semelhança dela produza fruto, não te reveles inferior a uma coisa inanimada. Ela nutre frutos não para seu consumo, mas para teu serviço.
 
Tu, no entanto, todo fruto de beneficência que produzisses, colheria para ti mesmo, porque o prêmio das boas obras reverteria a ti.
 
Como o trigo que cai na terra redunda em lucro para o semeador, assim o pão dado ao faminto, grande proveito te trará no futuro.
 
Seja, portanto, o final de tua lavoura o início da sementeira celeste...
 
Ânimo então e reparte de diversos modos as riquezas, sendo liberal e magnânimo nos gastos com os indigentes...
 
Não te alegras, não te regozijas por não teres que ir bater à porta dos outros, mas que eles venham a tua?
 
Agora, no entanto, és rabugento, com dificuldade consegue alguém te falar: evitas encontros; não aconteça teres de abrir mão nem que seja um pouquinho.
 
Conheces só uma frase: ‘Não tenho nem dou; também sou pobre’.
És pobre na verdade, indigente de todo bem; pobre de amor, pobre de bondade, pobre de fé em Deus, pobre de esperança eterna”.
 
Como é empobrecedor não saber partilhar ou dizer que nada temos, ainda que tenhamos, de tal modo que, fugimos da verdadeira riqueza, quando abraçamos os bens que passam e não os bens que não passam.
 
Com Deus, aprendemos a viver em permanente solidariedade, com olhos voltados para os valores da eternidade, para alcançarmos a verdadeira vida e felicidade.
 
Oremos:
 
Senhor, que meu coração não seja ocupado por tantos sentimentos inúteis e estéreis, e assim não fique miseravelmente sem espaço para o Tua divina graça e amor.
 
Senhor, que minhas mãos não se fechem, em atitude fria e mesquinha
A quem suplica um pedaço de pão e um pouco da atenção minha.

Senhor que eu aprenda com a irmã terra que dá frutos e flores, mas não para si própria, e assim eu dê o melhor de mim para o bem do outro.
 
Senhor, que Tu sejas meu Tudo, pois sem Ti, nada tenho; nada possuo; porque Contigo, nada me falta, porque és a Divina Fonte de toda graça e bondade. Amém.

Chamados à santidade: Jovens que fazem a diferença

 




Chamados à santidade: Jovens que fazem a diferença
 
"Cristo não tem mãos,
pois só dispõe das nossas mãos para transformar o mundo de hoje.
 
Cristo não tem pés,
pois só possui os nossos pés para orientar o mundo rumo a Ele.
 
Cristo não tem lábios,
pois só dispõe dos nossos lábios para falar ao homem." (1)
 
O mundo precisa de jovens que façam a diferença no mundo
em todo o tempo.
 
Jovens que acolhem as belas sementes do trigo em seu coração
para produzirem frutos abundantes, que se transformem em pão...
 
Pão que mata fome de nomes tantos, fome de
alegria, vida, paz, amor, bondade, ternura, luminosidade, compreensão, resiliência, solidariedade, compaixão, proximidade.
 
Jovens que não permitam crescer
as sementes do joio em sua mente e coração,
espalhadas, por vezes, pelas vozes midiáticas e
por espaços virtuais que empobrecem
os contatos reais e, mais do que nunca, vitais.
 
O mundo precisa de vocês,
que nos ajudem a reescrever as linhas da história,
com necessária humildade, confiança e paciência,
como nos falou o Senhor em sua parábola do joio e do trigo.
 
Jovens que acreditem no que são e no que podem fazer
para que o mundo seja melhor,
como grão de mostarda e o fermento na massa.
 
Por pequenos e poucos que sejam
nossos gestos quando multiplicados,
Fazem renovar no mundo a confiança e a esperança
De um novo e necessário amanhecer.
 
Senhor, com alegria dizemos:
 
Sejam Tuas as nossas mãos, os nossos pés e os nossos lábios,
Em um enamoramento crescente por Ti,
que um dia nos olhaste, chamaste e nos enviaste, porque muito nos amaste. Amém.
 
Fonte: Discurso do Papa São João Paulo II pronunciado no Encontro de peregrinos dos “Cursilhos de Cristandade”  (29/07/ 2000)

O Senhor nos explica a Parábola do joio

                                                         

O Senhor nos explica a Parábola do joio

Na terça-feira da 17ª Semana do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 13,36-43), em que Jesus explica a Parábola do joio e do trigo aos seus discípulos.

Algumas passagens bíblicas, de modo especial os Salmos, parecem oferecer uma concepção de um Deus impaciente, que queima as etapas, em que os apelos à vingança são bastante frequentes (1Rs 18,40; SI 82 e 108).

Mas há outras passagens mais importantes que desmentem essa impressão, e podemos afirmar que a Escritura é o Livro da paciência divina, que sempre adia o castigo do Seu povo (Ex 32,7-14).

Os Profetas falam da cólera de Deus, que não é o último e definitivo momento da manifestação divina: o perdão sempre vence.

A Bíblia nos apresenta Javé, rico em graça e fidelidade, e sempre pronto a retirar Suas ameaças, quando Israel volta novamente ao caminho da conversão (Sb 12,12.16-19).

O Profeta Elias, cheio de zelo, em experiência pessoal, compreende que Deus não está no furacão ou no terremoto; Ele Se apresenta na brisa leve, no sopro do vento mais delicado (1Rs 19,9-13).
No Novo Testamento, os Apóstolos Tiago e João são censurados por causa de seu desejo de fazer cair raios sobre os samaritanos que não acolhem Jesus (Lc 9,51-55; Mt 26,51).

Esta foi a Boa Nova do Reino inaugurada por Jesus, anunciada a todos e, de modo especial para os pecadores, sem exclusão de ninguém no Seu Reino: todos são a ele chamados, todos podem aí entrar.

Em todos os momentos, Jesus encarnou e viveu a paciência divina, e nisto consiste a missão da Igreja, Corpo de Cristo, encarnar entre os homens a paciência de Jesus.

Como Igreja, temos que revelar no mundo a verdadeira face do amor, sem jamais destruir as pontes de comunicação com a força misericordiosa de Deus, como vemos no Evangelho (Mt 13,24-43).

O Missal Dominical nos enriquece com este comentário:

“Na terra, o trigo está sempre misturado com o joio, e a linha de demarcação entre um e outro não passa pelas páginas dos registros paroquiais ou pelas fronteiras dos países; está no coração e na consciência de cada homem. Deve-se sempre recordar que a separação entre os bons e os maus só será feita depois da morte”.

Aprendamos com Deus a viver a divina paciência diante das dificuldades do mundo, com os que pensam e agem diferente de nós.

A divina paciência é alcançada quando nos reconhecemos diante de Deus como frágeis criaturas modeladas pela Mão Divina, e nos configuramos a Jesus Cristo, que Se apresentou a nós manso e humilde de coração.

Cabe a Deus o julgamento final, não nos cabe catalogar as pessoas entre trigo e joio. Ao contrário, é preciso que nosso coração seja entranhado pela misericórdia e paciência divinas, para que sejamos puro trigo de Deus em Sua seara.

Somente a abertura e acolhida do Espírito e a vivência da Palavra, que Jesus nos comunicou, é que nos farão verdadeiramente puros trigos de Deus.



PS: Fonte inspiradora: Missal Dominical – Editora Paulus - p. 749. 

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