segunda-feira, 13 de julho de 2026

A Fidelidade incondicional ao Projeto Divino

                                                        


A Fidelidade incondicional ao Projeto Divino

O Jonas que mora em mim

Ó Deus, comunicai a Sabedoria do Vosso Espírito, para que firmemos nossos passos na fidelidade ao Vosso Filho, e jamais esqueçamos que:

Jonas é cada um de nós, quando vivemos a graça do batismo, configurados a Jesus Cristo, Boa-Nova do Reino, que a todos anunciamos com alegria e ardor.

Nossa vida e missão são sinônimos, pois formam uma relação indissociável, em perfeita sintonia e coerência, para que, de fato, a Vossa luz divina resplandeça.

A cada um confiastes uma missão irrepetível e insubstituível, que  pode ser, ora agradável, ora nem tanto assim.

Não podemos ceder à constante tentação de buscar “oásis de tranquilidade”, fugindo, muitas vezes do inevitável caminho que passa pelo Calvário e pela Cruz.

A Vossa Palavra nos desinstala e nos impele a enfrentar uma missão que exige abertura ao outro, sobretudo àqueles que clamam por compaixão e solidariedade.

Precisamos de coragem para romper a crosta do próprio egoísmo e comunicadores da Vossa Palavra, com a maturidade para suportar os “golpes” da incompreensão.

Nossa vida deve ser um permanente Sacrifício positivo e fecundo, que conduza à abertura salvífica e libertadora, para si e para os outros.

Tão somente assim seremos verdadeiramente pascais, impulsionados pela novidade anunciada pela Apóstola dos Apóstolos: a gloriosa passagem da Morte para a Vida Eterna – a Ressurreição. Amém. 



(1)    Fonte - Comentário do Missal Cotidiano – passagem do Livro de Jonas (Jn 1,1-2,1.11) – Editora Paulus – p.1348

 

Amantíssima Mãe Maria

                                                               

Amantíssima Mãe Maria

"A espiritualidade mariana do sacerdote deixará entrever,
em seu modo de agir, o Coração materno de Maria,
como reflexo da misericórdia divina.”

Amantíssima Mãe Maria,
A vós que sois Mãe de Misericórdia,
Porque Mãe de Cristo Sacerdote,
O Vosso amantíssimo Filho,
revelador, pela Palavra e ação,
da Misericórdia divina,
Sem mérito algum, 
vos suplicamos:

Orientai-nos, para que também
Sejamos sinais da misericórdia divina
Como filhos vossos que somos.

Amantíssima Mãe Maria,
A vós que experimentastes a misericórdia divina,
Que se estende de geração em geração
Sobre todos os que a Deus temem, confiantes recorremos:

Conduzi nossos passos nos passos
Do vosso amantíssimo Filho,
Para que alegres discípulos missionários
D’Ele para sempre o sejamos.

Amantíssima Mãe Maria,
Que conheceis mais profundamente
O Mistério da misericórdia divina,
A Vós nos confiamos e nos consagramos:

Ajudai-nos, para que abramos nosso coração
À Palavra do vosso Filho, como em Caná,
E façamos tudo o que Ele nos disser,
Como Igreja em permanente estado de missão,
Em alegre atitude de saída e encontro
Com os pequeninos, os pobres, os preferidos de Deus,
Com quem vosso amantíssimo Filho
Ontem, hoje e sempre, quis identificar-Se.

Por fim, Amantíssima Mãe Maria,
Ajudai-nos a nutrir uma espiritualidade 
autenticamente mariana,

Como sacerdotes ou como cristãos,
Para que através do nosso modo de pensar, falar e agir,
Vejam em nós traços Vossos.
A Vós que nos consagramos piedosamente,
Vossas santas virtudes queremos imitar,
Para não incorrermos em vão devocionismo
Sem maiores compromissos sagrados
Com o Reino inaugurado por vosso Filho,
Mas sermos no mundo reflexo da misericórdia divina.
Amém.



PS: Fonte de inspiração: In O Sacerdote Ministro da Misericórdia Divina - Subsídio para confessores e diretores espirituais n.27 - Parágrafo 60 – citação de Papa São João Paulo II - Paulinas 

Uma declaração de amor à Maria

                                             

 Uma declaração de amor à Maria

Maria, Mãe de Deus e nossa,
Mãe de tantos nomes, podemos te invocar:

Nossa Senhora da Conceição Aparecida,
Nossa Senhora da Piedade ou das Dores...

Não importa como a ti recorramos,
Com qual titulo, a ti nos dirijamos.

És sempre Mãe, presente conosco,
Em dias sombrios, em dias de luz.

Tu és aquela que na onipotência divina sempre acreditou,
E por isto, mereces de todos nós o autêntico louvor.

Tu que és bem-aventurada pela fé em Deus,
E em ti, o Espírito, o Verbo concebeu.

Tu que nos ensinaste a ter coragem ao trilhar um caminho
Repleto de espada e de dor, mas em incondicional fidelidade.

Tu que não foste apenas ouvinte, mas praticante da Palavra,
Que emanou dos lábios do seu amado Filho.

Tu que não cedeste à maldade e à sedução da serpente,
És vitoriosa, como nos revela as Sagradas Escrituras.

Tua vida, em silêncio, humildade e disponibilidade,
Hoje, nos céus, és para toda a humanidade causa de júbilo e bênçãos.

Mãe de Deus, te veneramos!
Assunta ao céu, coroada estás, pois és Rainha dos céus.

Tu és, bendita entre todas as mulheres,
Pois foste aberta aos Mistérios de Deus sem nada antepor.

Tu és modelo para todos os crentes na missão de evangelizar,
Pois contigo aprendemos a responder, generosamente, ao chamado de Deus. 

"Salve Rainha, Mãe de Misericórdia...Amém".

Oremos pela saúde dos enfermos e seus cuidadores

                                                


Oremos pela saúde dos enfermos e seus cuidadores

       “Não é conveniente que homem esteja só” (cf. Gn 2,18).


Concedei-nos, Senhor, sermos instrumentos de Vossa compaixão com o coração em nossas mãos, para estendê-las em solidariedade para com os enfermos, nos quais reconhecemos a Vossa presença (Mt 25,35).
 
Iluminai-nos, Senhor, bem como aos familiares, amigos e profissionais da saúde, para que não nos descuidemos do primeiro cuidado que um enfermo mais precisa: a compaixão, proximidade e ternura, que os acolhe e os envolve com o fogo do amor e a chama da esperança.


Mergulhai-nos, Senhor, no Mistério infinito de amor e comunhão da Santíssima Trindade, a fim de que nossa vida seja plasmada neste indizível Mistério, e realizemos plenamente no dinamismo das relações sociais e no amor mútuo.

Não permitais, Senhor, que nos curvemos diante da cultura do individualismo, descarte e indiferença, e tão somente assim não veremos o enfermo como algo que se possa descartar e ignorar porque de nada mais serve, até mesmo o virmos como um fardo pesado a carregar.

Abri, Senhor, nossos olhos e os ouvidos de nosso coração, para que vejamos os doentes frágeis e pobres, que se encontram no coração de Vossa Igreja, e por isto devem estar sempre dentro de nossa solicitude e cuidado pastoral.
 
Fortalecei-nos com o Pão de Vossa Palavra e o Pão da Eucaristia, para que possamos oferecer o Pão da Caridade, fortalecendo os vínculos de uma amizade social, que nos faz próximos e solidários com os enfermos, curando as feridas da solidão e do isolamento.
 
Senhor, cremos que sois o Médico e a Medicina para os enfermos, e como frágeis servidores Vossos, contamos com a Vossa Mãe, Maria Santíssima, a Mãe dos enfermos, que intercede por nós e nos ajuda, para que sejamos artífices de proximidade e relações fraternas. Amém.
 
Fonte inspiradora: Mensagem para o Dia Mundial do Doente 2024 – Papa Francisco:
https://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/sick/documents/20240110-giornata-malato.html

Em poucas palavras...

 


Oração de Santo Inácio de Loyola
 
“Tomai, Senhor, e recebei
toda a minha liberdade,
a minha memória também.
 
O meu entendimento
e toda a minha vontade.
 
Tudo o que tenho e possuo,
Vós me destes com amor.
 
Todos os dons que me destes,
com gratidão Vos devolvo;
disponde deles, Senhor,
 segundo a Vossa vontade.
 
Dai-me somente
o Vosso amor, a Vossa graça.
 
Isto me basta,
nada mais quero pedir!
Amém.” (1)

 

(1)        Santo Inácio de Loyola, Memória celebrada dia 31 de julho.

Em poucas palavras...

                                              


 


De Cristo são nossas mãos, pés e lábios
 
"Cristo não tem mãos, pois só dispõe das nossas mãos para transformar o mundo de hoje.
 
Cristo não tem pés, pois só possui os nossos pés para orientar o mundo rumo a Ele.  
 
Cristo não tem lábios, pois só dispõe dos nossos lábios para falar ao homem."
 
Fonte: Discurso do Papa São João Paulo II pronunciado no Encontro de peregrinos dos “Cursilhos de Cristandade”  (29/07/ 2000)

Por uma Paz verdadeira!

                                                   

Por uma Paz verdadeira!

As pessoas falam e procuram tanto a paz... Mas que paz?
Confunde-se muitas vezes o sentido mais profundo que possui a palavra paz.

Paz não é a ausência de problemas, tão pouco de desafios a serem enfrentados.
Paz não é a serenidade da ausência do dinamismo próprio da vida.
Paz não é ausência de conflitos a serem superados, 
Nem tão pouco a ausência de compromissos num imobilismo estéril.
Paz não pode ser reduzida a um sentimento intimista e sentimental. 

Paz não é fugir do mal ou os olhos ao mesmo fechar.
Paz não é viver fora da realidade, sinônimo de alienação total. 
Paz não é evasão do mundo numa ilha imaginária e irreal.
Paz não é o sossego aparente dos braços cruzados. 

Paz não é cegueira e indiferença que levam à morte.
Paz não é seguir sempre caminhos já trilhados. 
Paz não é viver num mundo sem contratempos.

As pessoas falam e procuram tanto a paz... Mas que paz? 
A paz que somente o Ressuscitado nos pode alcançar. 


Paz que é banir do coração medos e temores, 
Para manter sempre acesa a chama do fiel amor. 
Mantendo a chama mais bela sempre acesa, 
A chama da fidelidade na presença do Senhor. 

Paz que é experimentada por quem com Deus vive a comunhão. 
Paz de quem sabe que a alegria verdadeira não se rouba, 
Pois é construída na Verdade da Fé da Ressurreição. 
Paz saboreada e enraizada no mais profundo do coração. 

Paz, sentimento de quem alcançou a maturidade, 
De também na vida suportar sofrimentos, 
Pois sabe que do menor ao maior sacrifício, 
Com Cristo se configura, com paixão e sem lamentos. 

Esta paz verdadeira é o que desejo para você.
Esta paz que tanto procuro e espero alcançar...

Paz que não se compra e não se financia.
Paz nutrida pela Palavra e celebrada em cada Eucaristia.
Paz
vislumbrada e contemplada no coração da Mãe Maria.

A Paz verdadeira somente Ele pode nos dar! Amém.

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG