sexta-feira, 15 de maio de 2026

A Inteligência artificial a serviço da autêntica comunicação

 


 

A Inteligência artificial a serviço da autêntica comunicação
 
Ó Deus, Vós nos criastes à Vossa imagem e semelhança,
ajudai-nos a preservar a dignidade do rosto e da voz de cada pessoa
com quem convivemos,
dentro e fora da comunidade que participamos,
Ajudai-nos, para que jamais percamos
a beleza do encontro humano,
vivendo em espaços nos quais as relações sejam fundadas
no amor, verdade, liberdade,
 
Concedei-nos a Vossa Divina sabedoria,
Para o correto uso das novas tecnologias,
e que a inteligência artificial seja instrumento do bem
e jamais substitua a empatia,
a responsabilidade e a liberdade humana.
 
Iluminai-nos, para que nossa comunicação favoreça
A cultura do encontro e da vida fraterna,
Colaborando no florescer o pensamento crítico,
Com a proteção dos mais frágeis
de toda forma de manipulação, dominação e mentira.
 
Pai de ternura e bondade, firmai nossos passos
Nos passos do Vosso Filho,
que Se fez Palavra E veio morar entre nós
Para nos comunicar com a Vida e a Voz a Palavra de Vida plena e eterna.


Na fidelidade à Palavra do Vosso Filho,
a Revelação do Vosso rosto de Misericórdia,
ensinai-nos a educar e comunicar em todos espaços, reais e virtuais
com responsabilidade, como alegres cooperadores de esperança. 
 
Enfim, ó Deus, para que toda inovação
esteja a serviço da humanidade,
Sejam nossas palavras promotoras de paz e a comunhão;
e que nossa voz e nosso rosto revelem sempre Vossa presença,
com a assistência, ação e luz do Vosso Santo Espírito. Amém.
 
 

PS: Inspirado na Mensagem do Papa para o LX Dia Mundial das Comunicações Sociais - 2026, que poderá ser acessada na íntegra
https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/messages/communications/documents/20260124-messaggio-comunicazioni-sociali.html

 

MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV PARA O LX DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS – 2026 (síntese)

 


MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV
PARA O LX DIA MUNDIAL DAS COMUNICAÇÕES SOCIAIS – 2026 (síntese)
 
A mensagem tem como título “Preservar vozes e rostos humanos”, pois de fato, são os traços únicos e distintivos de cada pessoa e manifestam a sua identidade irrepetível e são elemento constitutivo de cada encontro, afirma o Papa na introdução da mensagem.
 
O rosto e a voz são sagrados e nos foram dados por Deus, que nos criou à Sua imagem e semelhança, chamando-nos à vida com a Palavra que Ele mesmo nos dirigiu, fazendo-Se Carne e vindo habitar entre nós, e podemos ainda escutá-la e vê-la diretamente (cf. 1 Jo 1, 1-3), porque se deixou conhecer na voz e no Rosto de Jesus, Filho de Deus.
 
Citação enriquecedora nos apresenta o Papa São Gregório de Nissa:
 
«Ter sido criado à imagem de Deus significa que foi impresso no homem, desde o momento da sua criação, um carácter régio [...]. Deus é amor e fonte de amor: o divino Criador também colocou esta característica no nosso rosto, para que, através do amor – reflexo do amor divino –, o ser humano reconheça e manifeste a dignidade da sua natureza e a semelhança com o seu Criador»
 
Somos criados à imagem e semelhança de Deus para dialogar com Ele, e temos impresso em nós o Seu amor – “Não somos uma espécie feita de algoritmos bioquímicos predefinidos antecipadamente: cada pessoa possui uma vocação insubstituível e irrepetível, que emerge da vida e se manifesta precisamente na comunicação com os outros.”
 
Desenvolve a mensagem apresentando os aspectos positivos que nos trazem o bom uso da inteligência artificial, bem como os aspectos que despertam preocupação e o necessário cuidado para que não percamos nossa dignidade, identidade e desígnio que Deus tem para cada pessoa e toda a humanidade (a perda do pensamento crítico e criatividade em todos os âmbitos; a polarização e manipulação emocional; a perda da criatividade, empatia e responsabilidade pessoal).
 
A inteligência artificial faz parte do cotidiano, no entanto não podemos por ela ser dominados, tornando-nos consumidores passivos de pensamentos não pensados, de produtos anônimos, sem autoria e sem amor: estamos diante de um grande desafio que não é apenas tecnológico, mas antropológico, ou seja, é preciso preservar a humanidade diante de uma automação crescente.
 
O desafio que nos espera não é impedir a inovação digital, mas sim orientá-la, estando conscientes do seu caráter ambivalente. Cabe a cada um de nós levantar a voz em defesa das pessoas, para que estas ferramentas possam realmente ser integradas por nós como aliadas, de tal modo, que não ocorra a substituição das relações humanas por interações artificiais; o crescimento da desinformação e a manipulação da realidade; a multiplicação de “deepfakes” fraudes digitais, “cyberbullying”, bem como o uso indevido da voz e da imagem, etc. 
 
Em sua mensagem, exorta-nos a uma necessária e possível aliança baseada em três pilares: responsabilidade, cooperação e educação.
 
1 - A responsabilidade – como expressão de honestidade, transparência, coragem, visão, dever de partilhar conhecimento, direito de ser informado, de tal modo que, a responsabilidade é exigida de todos criadores e desenvolvedores de modelos de IA; legisladores nacionais e reguladores supranacionais, que têm a função de zelar pelo respeito da dignidade humana.
 
2 – A cooperação - todos somos chamados a cooperar – “Nenhum setor pode enfrentar sozinho o desafio de liderar a inovação digital e governar a IA. Por isso, é necessário criar mecanismos de salvaguarda. Todas as partes interessadas – desde a indústria tecnológica aos legisladores, das empresas de criação ao mundo académico, dos artistas aos jornalistas e educadores – devem estar envolvidas na construção e na efetivação de uma cidadania digital consciente e responsável.”
 
3 – A educação – “aumentar as nossas capacidades pessoais de refletir criticamente, avaliar a credibilidade das fontes e os possíveis interesses por trás da seleção das informações que nos chegam, compreender os mecanismos psicológicos que elas ativam, permitir às nossas famílias, comunidades e associações a elaboração de critérios práticos para uma cultura de comunicação mais saudável e responsável.”
 
Fundamental que favoreçamos, especialmente os jovens, a aquisição da capacidade para o pensamento crítico e cresçam na liberdade de espírito, numa necessária literacia (1).
 
Finaliza exortando para que o rosto e a voz voltem a dizer a pessoa: “É necessário preservar o dom da comunicação como a mais profunda verdade do ser humano, para a qual também se deve orientar toda a inovação tecnológica.”  
 
Não há nada que possa substituir o rosto e a voz real, preservando a dignidade de cada pessoa e a necessária convivência fraterna nos mais diversos espaços.
 
 
PS: Fundamental que acolhamos a mensagem, para que, como comunicadores sociais, de modo especial, favoreçamos a preservação dos sagrados valores da dignidade, verdade, liberdade, fraternidade e paz.
 
Se desejar ler a mensagem na íntegra, acesse:
https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/messages/communications/documents/20260124-messaggio-comunicazioni-sociali.html
 
1 - Literacia – consiste na capacidade de ler, escrever, compreender e aplicar informações de forma funcional no dia a dia. Mais do que apenas saber decodificar letras (alfabetização), trata-se de usar essas competências para aprender, comunicar-se e resolver problemas na sociedade.

Dai-nos, Senhor, a Luz do Espírito

                                                   

Dai-nos, Senhor, a Luz do Espírito

Dai-nos, Senhor, a Luz do Espírito, a fim de que reconheçamos a Vossa divina presença em nosso meio, na Palavra e nos Sacramentos, de forma tão respeitosa, paciente e humilde, e no amor testemunhado na doação da vida  sacrificada na Cruz.

Dai-nos, Senhor, a Luz do Espírito, para que reconheçamos na aparente "presença fraca" a expressão de um "amor forte" de Vós por nós (Ez 2,2-5), que se opõe à nossa "fortaleza débil", e que jamais desiste de nós.

Dai-nos, Senhor, a Luz do Espírito, para que contemplemos no Cristo crucificado, expressão maior do amor divino, indefectível  e infinito  por nós, um amor mais forte que a morte, quando, inerme na Cruz, teve Seu coração trespassado.

Dai-nos, Senhor, a Luz do Espírito, para que vejamos na Cruz a revelação da maldade humana, e mais ainda, o amor de Deus pela humanidade redimida pelo Sangue do Inocente, Jesus Cristo.

Dai-nos, Senhor, a Luz do Espírito, para que contemplemos, aos pés da Cruz Redentora, o confronto dramático e perene; o  duelo entre a “fortaleza débil’ do homem e a "fraqueza forte" de Deus.

Dai-nos, Senhor, a Luz do Espírito, para que, enfim, revigorada a nossa fé, tenhamos os véus dos nossos olhos retirados, e experimentemos a Vida que vem da Gloriosa Ressurreição. Amém.


PS: Fonte de inspiração – Lecionário Comentado – Tempo Comum – Voume I – Lisboa - 2011 – p.666

“FICA COMIGO, SENHOR!”

                                             


“FICA COMIGO, SENHOR!”
 
Fica Senhor comigo, 
pois preciso da tua presença para não te esquecer. 
Sabes quão facilmente posso te abandonar. 
Fica Senhor comigo, 
porque sou fraco e preciso da tua força para não cair.
 
Fica Senhor comigo, 
porque és minha vida, e sem ti perco o fervor.
 
Fica Senhor comigo, 
porque és minha luz, e sem ti reina a escuridão.
 
Fica Senhor comigo, 
para me mostrar tua vontade.
 
Fica Senhor comigo, para que ouça tua voz e te siga.
 
Fica Senhor comigo, 
pois desejo amar-te e permanecer sempre em tua companhia.
 
Fica Senhor comigo, 
se queres que te seja fiel.
 
Fica Senhor comigo, 
porque, por mais pobre que seja minha alma, 
quero que se transforme num lugar de consolação para ti, 
um ninho de amor.
 
Fica comigo, Jesus, 
pois se faz tarde e o dia chega ao fim; 
a vida passa, e a morte, o julgamento e a eternidade se aproximam. 
Preciso de ti para renovar minhas energias e não parar no caminho. 
Está ficando tarde, a morte avança e eu tenho medo da escuridão, das tentações, da falta de fé, da cruz, das tristezas. 
Oh, quanto preciso de ti, meu Jesus, nesta noite de exílio.
 
Fica comigo nesta noite, Jesus, 
pois ao longo da vida, com todos os seus perigos, eu preciso de ti. 

Faze, Senhor, que te reconheça como te reconheceram teus discípulos ao partir do pão, a fim de que a Comunhão Eucarística seja a luz a dissipar a escuridão, a força a me sustentar, a única alegria do meu coração.
 
Fica comigo, Senhor, 
porque na hora da morte quero estar unido a ti, 
se não pela Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.
 
Fica comigo, Jesus. 
Não peço consolações divinas, porque não as mereço, 
mas apenas o presente da tua presença, ah, isso sim te suplico!
 
Fica Senhor comigo, pois é só a ti que procuro, teu amor, tua graça, tua vontade, teu coração, teu Espírito, porque te amo, e a única recompensa que te peço é poder amar-te sempre mais. 


Com este amor resoluto desejo amar-te de todo o coração enquanto estiver na terra, para continuar a te amar perfeitamente por toda a eternidade. Amém.
 
PS: Oração de São Pio de Pietrelcina
 

Em poucas palavras...

                                         


Três recomendações aos párocos

1ª - viver cada vez mais o carisma ministerial específico a serviço das muitas formas de dons semeados pelo Espírito no Povo de Deus;

2º - aprender e praticar o discernimento comunitário, elemento-chave da ação pastoral de uma Igreja sinodal - “conversação no Espírito”;

3º - viver o intercâmbio e a fraternidade entre si e com seus bispos: ser filhos e irmãos para serem bons sacerdotes, viver a comunhão para serem autênticos pais.

 

PS: Recomendações feitas pelo Papa Francisco aos párocos, por ocasião do encerramento do encontro internacional “Párocos em prol do Sínodo - 02 de maio de 2024, em Sacrofano - Roma

Não ficamos órfãos

                                                         


Não ficamos órfãos

Preparemos o nosso coração para as próximas Solenidades que nos encherão de alegria (Ascensão do Senhor e Pentecostes) e esperança, apesar das situações que ainda nos entristecem em nosso contexto de pecado e morte de tantos nomes.

Renovemos a confiança de que Deus está conosco, e por isso, não desistimos jamais da missão de continuar anunciando e testemunhando Sua Palavra e Seu Reino, mesmo que encontremos oposições, dúvidas, resistências, e polarizações de múltiplas expressões.

Verdadeiramente Deus está conosco, e nos envia o dom do Espírito Santo, que nos cumula com os sete dons: sabedoria, entendimento, conselho, fortaleza, ciência, temor e piedade.

Vinde, Espírito Santo, “...com o amor entranhado de um irmão mais velho: vem para salvar, curar, ensinar, aconselhar, fortalecer, consolar, iluminar a alma de quem O recebe, e, depois por meio desse, a alma dos outros....” Amém. Aleluia! (1)

 

PS: Fonte inspiradora - Jo 16,20-23a
(1)São Cirilo de Jerusalém, Bispo -  (séc. IV)

Quem melhor que Nossa Senhora do Caminho?

                                             



Quem melhor que Nossa Senhora do Caminho?

Ó Deus, rico em misericórdia, a Vós recorremos confiantes e suplicamos, pela gloriosa Virgem Maria, Vossa Mãe e nossa, a quem invocamos como Nossa Senhora do Caminho.

Verdadeiramente Nossa Senhora do Caminho, porque seu coração é imaculado, e jamais conheceu o pecado e a desobediência à Vossa vontade e projetos.

Quem melhor que Nossa Senhora do Caminho para:

- Nos apontar Jesus, o Caminho, a Verdade e a Vida, e nos fazer mergulhar no Mistério profundo e imenso do Coração trespassado e ferido de amor do Seu Amado Filho?

 - Caminhar conosco, e nós, como os discípulos de Emaús, sentirmos arder nosso coração como Seu Amado Filho fez ao revelar as Sagradas Escrituras no caminho e reconhecido no partir do Pão (Lc 24,13-35)?

- Nos ensinar a falar com o coração para que no discipulado vivamos a necessária proximidade, compaixão e ternura, sobretudo com os pobres, Vossos amados e preferidos?

- Nos ensinar o caminho de conversão, para que passemos de um mundo sem coração, para uma civilização do amor, fraternidade e comunhão?

- Nos ajudar a discernir e nos comprometermos com novas posturas e mentalidades para curar a “Terra ferida” pelo nossa arrogância, consumismo e autossuficiência, comprometidos com uma necessária Ecologia integral, onde tudo está interligado?

- Nos ajudar a contemplar os Vossos Mistérios, meditando e guardando tudo no Coração, como assim Ela o fazia, pois olhava com o coração, com olhar da contemplação?

- Nos lembrar e nos ajudar a redescobrir, na era da inteligência artificial, que não podemos nos esquecer que a poesia e o amor são necessários para salvar o humano (Papa Francisco)?

- Nos ensinar a confiar em Seu Filho, que viveu um amor apaixonado, que sofreu por nós, um coração ferido de amor e por nós Se entregou para nossa redenção, e espera tão apenas que sejamos uma resposta ao Seu divino amor, como um mendicante de nosso amor?

- Nos encorajar, como peregrinos da esperança rumo à casa do Pai, mergulhados no Coração de Cristo, a obra prima do Espírito Santo (Papa São João Paulo II)?

- Fazer nosso coração bater em uníssono com seu coração e o com o Sagrado Coração do Seu Filho, o compêndio do Evangelho, para vivermos a ternura da fé e a alegria do serviço, em sagrados compromissos comunitário, social e missionário?

- Firmar nossos passos, para que sejamos discípulos missionários e irradiar as chamas do amor de Cristo, não nos perdendo com discussões secundárias, mas fazendo da vida uma agradável oferenda e sacrifício de louvor a Deus?

- Nos ajudar, para que sejamos enamorados pelo Verbo que Se fez Carne, e a missão nossa de cada dia não seja por obrigação ou dever, mas simplesmente por um amor que nos envolve e nos enche de ternura, que se torna impossível conter?

- Apontar o Caminho, ainda que marcado por renúncias e cruz carregada cotidianamente, com horizonte de eternidade, ela, que jamais nos apontaria caminhos e atalhos do abismo do sofrimento sem esperança Amém. Aleluia!

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG