quarta-feira, 15 de abril de 2026

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O Amor venceu! Ressuscitou! Aleluia!

 


O Amor venceu! Ressuscitou! Aleluia!


Quantas vezes vivi a proximidade de Tua separação, meu Filho:
 
Na fuga para o Egito, por pouco te tiraram tão cedo de mim.
 
Na apresentação, as palavras de Simeão fincaram raízes em meu coração – o que seria esta espada a trespassar meu coração?
 
Eu Te vi crescer sob minha ternura e olhar maternal, mas sabia que tinhas que partir, das coisas divinas cuidar, desde que Te perdemos e encontramos no templo quando tinhas doze anos.
 
Nas bodas, intervim, porque sabia que tão somente podias o Vinho Novo oferecer, prefigurando Teu Sangue dado em cada Eucaristia, e a sede do mundo, sede de amor, vida e paz sacia: Redenção de toda a  humanidade.
 
Teus passos na agonia, abandono dos discípulos, insana e cruenta flagelação, crudelíssima morte. Tão próximo um dia no ventre, agora corpo dilacerado, na cruz crucificado. Ó imensa dor que me consome!
 
Proximidade e separação: espada cortante o coração me trespassando.
 
Abandonar-Te, como tua Mãe, jamais o faria. Não podia Te livrar da cruz, mas poderia amenizar Tua dor com minha presença.
 
Ouvir de Teus lábios que, no discípulo amado, da humanidade Mãe seria, e ele me acompanharia para refazer sonhos, retomar os passos, na espera da madrugada da Ressurreição.
 
Agora Ressuscitado, por Tuas Chagas Gloriosas, curaste minha indescritível dor.
 
Sinto-Te Vivo, presente, glorioso, e do Alto, nos envias o fogo do Espírito em permanente Pentecostes. Amém. Aleluia!

Setas ardentes do Amor Divino

                                                                  


Setas ardentes do Amor Divino

“Mas quem pode livrar-se porventura

dos laços que o amor arma brandamente” (Camões)

 

É uma manhã como todas as demais: o sol desponta timidamente no horizonte para iluminar o novo dia, com seus raios também aquecer e garantir a sagrada teimosia da existência, não obstante depredações e destruições, superaquecimento global, camada de ozônio...

Caminhando entre pedras e espinhos, sigo curando os cortes, e vencendo as dores, carregando as lembranças sacramentadas pelas cicatrizes.

Não fosse o Amor do Amado, quem avançar suportaria? Mais fortes seriam os turbilhões das emoções e medos a levar consigo os sonhos, metas, cantos, prosas e a mais belas poesias.

Mas Deus e Seu amor, que dá vertigem, porque ultrapassa nossos limites, as métricas dos méritos, créditos e débitos dos pecados e acertos que marcam os humanos relacionamentos.

As esperanças se renovam, porque amados por Ele, Jesus, trazemos nos olhos e no coração, a luz da fé, que nos torna intrépidos a vencer os inevitáveis desafios.

Agora, por um instante, silêncio das entranhas do coração, tão somente por Deus conhecido, declaro meu amor pelo Filho Amado do Pai; Amado que nos ama com o Fogo do Amor do Espírito, e  caminhamos mendicantes de imerecido Amor.

E assim, vou descortinando cada dia como páginas de um grande livro, que somente o Autor da Vida conhece seu epílogo, ao Amado abrindo meu coração, ferido pelas setas pontiagudas das Suas Palavras de ternura.

Tão lancinante dor do Amor que:

- Consome, sem me consumir, que, paradoxalmente me faz reencontrar o verdadeiro sentido do existir, sem me fazer perder a direção da vontade e o objetivo da alma do eterno encontro na eternidade Celestial, plenitude de Luz e Amor;

- Devolve o olhar da transcendência, que rompe ilusões e nos conduz no absolutamente essencial, para que a condição existencial tenha beleza e graça;

- Garante a mais bela e necessária de todas as conexões: a conexão com o Divino e Sua vontade a se realizar. E tão somente assim, a felicidade alcançar. Amém. Aleluia!

A fé no Ressuscitado e a alegria da missão

                                                                    

A fé no Ressuscitado e a alegria da missão

Na quarta-feira da 2ª semana do Tempo Pascal, ouvimos a passagem do Evangelho de João (Jo 3,16-21), em nos fala do imenso amor de Deus por nós por meio do Seu Filho Jesus Cristo.

O Evangelista São João convida a contemplar o Amor plenamente revelado por meio de Jesus, como o próprio exclama – “Deus amou tanto o mundo que nos deu o Seu Filho para que quem n’Ele crê não morra, mas tenha a vida eterna”  (Jo 3,16). 

No Antigo Testamento, encontramos na passagem do segundo Livro das Crônicas (2Cr 36,14-16.19-23), a possibilidade da contemplação do  o Amor de Deus.

Ele descreve com densidade própria o caminho da infidelidade do Povo de Deus que o levou ao exílio na Babilônia, e com a mesma beleza descreve a ação de Deus que, em Seu incansável Amor, através de um pagão, com Ciro e o seu Edito, possibilita que Seu povo volte para Jerusalém e recomece sua história. 

Com Deus é sempre possível recomeçar, pois é próprio do Amor de Deus criar novas perspectivas, possibilidades e horizontes.

O Apóstolo Paulo, escrevendo aos Efésios (Ef 2,4-10), também nos fala de um  Deus rico em misericórdia que nos concedeu a Salvação como dom. 

É pela graça que fomos salvos mediante a fé para a prática de boas obras: fomos salvos para as boas obras e não por causa de nossas obras, pois Ele morreu por nós quando ainda éramos pecadores. 

Nas mãos de Deus, somos frágeis instrumentos, e comunicamos o Seu Amor e bondade através de palavras, gestos, em atitudes de partilha e serviço.

No entanto, a contemplação do Amor de Deus deve levar cada um de nós a rever qual é a resposta de amor que estamos dando a Ele.

Reflitamos:

- Como testemunhamos o Mandamento do Amor a Deus e ao próximo?
 De que modo correspondemos ao imensurável Amor de Deus?

- Quais os compromissos que haveremos de renovar, para que os vivamos com maior ardor e sejamos testemunhas do Ressuscitado?

Plenos do Amor Divino, agradecidos pela Salvação que o Senhor nos concede, multipliquemos as boas obras para corresponder a este Amor, sem medir as dificuldades, e nem procurando desculpas diante do muito fazer, pois bem disse Santo Agostinho: “naquilo que se ama, ou não se sente a dificuldade ou ama-se a própria dificuldade...”

Alegremo-nos!  Fomos salvos para as boas obras e não por causa de nossas obras: quanto maior for a nossa gratidão pela Salvação que o Senhor nos alcançou, maior deverá ser a nossa resposta de amor.

Alegremo-nos com a Ressurreição do Senhor! Empenhemo-nos para viver com mais ardor e entusiasmo a nossa missão de discípulos missionários do Senhor, que tanto nos ama, e merece que sejamos melhores! Aleluia!  

PS: Fonte de pesquisa: www.Dehonianos.org/portal

Sede de autênticas e salutares amizades

 


Sede de autênticas e salutares amizades

A autêntica amizade nos impulsiona mutuamente para voarmos em direção das estrelas  e alcançarmos a luz que nos vem do alto; a luz divina, que nos ilumina e nos conduz por noites e caminhos, vales escuros e, por vezes, sombrios.

E assim alcançam um outro olhar, quando perspectivas pareciam não mais existir, ou quando muito parcas, fracas ou o não bastante para passos trocar pelo peso do sofrimento, dor e a frágil humana condição.

Amizades, precisamos para acender a luz da esperança no mundo, e assim podemos, porque a esperança não decepciona, e ela tem nome: Jesus, sobretudo porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações por meio do Espírito Santo (cf. Rm 5,5).

Sede de amizades autênticas haverá de sempre nos acompanhar, porque sem elas, que sentido a vida teria, que beleza e encanto possuiria?

Também o Senhor tem sede de nossa amizade e por isto não nos chamou e tratou como servos, mas nos chamou e conosco se relacionou como Amigo.

Como o discípulo amado, em Seu peito reclinemos, e em Suas Chagas gloriosas mergulhemos, para que forças e reencanto reencontremos, e com Ele, n’Ele, na Palavra e na Eucaristia, amizade autêntica eternizada. Amém. Aleluia!

Discípulos missionários do Senhor: amados para amar

                                 

Discípulos missionários do Senhor: amados para amar


“Pois o Amor que d’Ele vem e
experimentamos é impossível de ser contido.”

Na quarta-feira da 2ª semana do Tempo Pascal, ouvimos a passagem do Evangelho de João (Jo 3,16-21).

Reflitamos sobre a Encarnação e Missão do Verbo, Nosso Senhor, que é também a nossa missão, de uma comunidade que escuta, acolhe, acredita, anuncia, testemunha a Sua Palavra.

Assim lemos na passagem da Epístola aos Hebreus:

“Muitas vezes e de muitos modos falou Deus outrora aos nossos pais, pelos Profetas; nestes dias, que são os últimos, Ele nos falou por meio do Filho, a quem Ele constituiu herdeiro de todas as coisas e pelo qual Ele também criou o universo.

Este é o esplendor da glória do Pai, a expressão do Seu ser. Ele sustenta o universo com o poder de Sua Palavra. Tendo feito a purificação dos pecados, Ele sentou-Se à direita da Majestade Divina, nas alturas. Ele foi colocado tanto acima dos Anjos quanto o nome que Ele herdou supera o nome deles.” (Hb 1,1-4)

Como vemos e cremos, Deus Se revelou e Se comunicou com a humanidade num momento histórico por meio de Jesus de Nazaré, a Palavra de Deus viva e encarnada.

Esta citação nos ajuda a dar um passo neste itinerário Pascal que estamos trilhando:

“Jesus é a Palavra de Deus no meio de nós, porque a Palavra não é uma coisa, mas uma pessoa: ‘A Palavra fez-Se Carne e habitou entre nós’ (Jo 1,14).

Jesus é o Messias enviado por Deus e consagrado pelo Espírito para falar em nome do Senhor, trazendo a Sua misericórdia, a liberdade e o auxílio aos cativos, aos pobres, aos oprimidos (Lc 4,14-21).

A condição hoje necessária a cada cristão é o acolhimento de Jesus e da Sua Palavra” (1)

Iluminadoras as citações do Missal Cotidiano que nos ajudam à compreensão desta inserção do Verbo em nossa história e a missão que nos foi por Ele confiada:

- “A Bíblia é a literatura de um povo; nela estão reunidas as vicissitudes, os sofrimentos, as angústias, as alegrias e as esperanças da história de um povo; as reflexões dos sábios, os líricos, os hinos dos poetas, as canções populares até a vida das primitivas comunidades cristãs... A história passada é lida como Palavra de Deus para que, à sua luz, possamos ler a nossa história, a nossa vida, e descobrir e encontrar Deus nas vicissitudes do nosso cotidiano”

“... A Igreja não proclama uma abstrata ideologia humana, mas a Palavra que Se fez Carne em Cristo, Filho de Deus, Senhor e Redentor de todos os homens”.

- “Antigo e Novo Testamento se tornam atuais, próximos, se não ficarmos presos à letra morta. Mais cedo ou mais tarde descobriremos que podemos dizer a cada página – ‘Aqui se fala de nós. Eu sou Adão.

Nós somos os apóstolos no mar. Encontramo-nos precisamente como Jesus no caminho do Calvário e da Ressurreição. Assim, através da Palavra de Deus, vamos lentamente descobrindo como é nossa vida aos olhos d’Ele, isto é, na dimensão profunda...’

A Palavra que vem de Deus possui a força e a eficácia de Deus. Interpela, provoca, consola, cria comunhão e salva, das mais diversas maneiras, conforme os momentos e as formas; todo ato de pregação é glorificação de Deus e acontecimento sociológico para os homens. Hoje também a Palavra quer tornar-se carne para nossa vida”.

A força e a eficácia da Palavra em nossa vida são inegáveis:

“A Palavra de Deus deve ser conhecida, redescoberta, vivida. A Palavra de Deus fundamenta a fé dos crentes e constrói a Igreja: ‘A Palavra de Deus é viva, eficaz’ (Hb 4,12); ‘toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para ensinar, para refutar, para corrigir, para educar... para que o homem de Deus seja perfeito, preparado para toda a boa obra’ (2Tm 3,16-17). Pedro diz claramente que: ’nascemos de novo, não de uma semente mortal, mas imortal, por meio da Palavra de Deus, que é viva e permanece’” (1Pd 1,23)”.

Concluímos com as palavras de São João Crisóstomo, em sua Homilia sobre o Evangelho de São João:

“As Escrituras não nos foram dadas para que as conservássemos só escritas nos livros, mas para que as gravássemos no coração [...] impressas na alma para que esta fosse purificada”.

Expressemos nosso amor ao Senhor, que ainda não amamos nunca o bastante, e que desejamos amá-Lo com todo nosso ser, nossa alma, nossa força e nosso entendimento, pois Ele é Aquele que um dia Se fez igual a nós, exceto no pecado, para caminhar conosco.

Reclinaremos em Seu Sagrado Coração, como fez o discípulo amado, e nada mais diremos, pois diante do amor, as palavras se tornam desnecessárias.

Diante da Palavra, nossas palavras nada são, pois não expressam quão grande é o amor do Senhor por nós.

Refeitos pelo Amor e carinho do Senhor, revigorados pelo Pão da Palavra e da Eucaristia, vamos ao encontro de nosso próximo, pois o Amor que d’Ele vem e experimentamos é impossível de ser contido.



(1) Lecionário Comentado - Volume Tempo Comum – Editora Paulus - p.121. 

Cremos no Senhor, expressão maior do Amor de Deus

                                                         


Cremos no Senhor, expressão maior do Amor de Deus

“Pois Deus amou tanto o mundo, que
deu o Seu Filho único para que não morra
quem n’Ele crê, mas tenha vida eterna.”  (Jo 3,16)

Na 2ª quarta-feira da Páscoa, ouvimos a passagem do Evangelho de João (Jo 3, 16-21), no qual encontramos um dos mais belos versículos da Sagrada Escritura: “Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o Seu Filho único para que não morra quem n’Ele crê, mas tenha vida eterna”.

À luz desta passagem, elevo uma Oração ao Senhor, que tendo nos amado, nos amou até o fim, e continua manifestando o Seu Amor com a presença do Seu Espírito, que nos anima e nos fortalece na fidelidade ao Projeto do Pai, pelo qual a Vida entregou.

Oremos: 

Contemplo, Senhor Jesus, Vossa vinda ao mundo como a maior manifestação do Amor misericordioso de Deus por todos nós, que não quer a nossa morte como pecadores que somos, mas que nos convertamos e vivamos.

Creio em Vós, Senhor, e em Vossa missão, que viestes ao mundo não para condená-lo, mas para que seja salvo por Vós, pelo Mistério de Vossa Paixão, Morte e Ressurreição.

Creio em Vós, Senhor, que não permitis que caiamos em tentação diante das dificuldades e provações, multiplicando as obras das trevas, numa vida marcada pelo pecado com suas tristes e por vezes mortais consequências.

Creio em Vós, que nos libertastes para não mais vivermos segundo a carne, escravos do pecado e da morte, e assim, vivendo livres, segundo o Espírito, como filhos e filhas de Deus, irmãos uns dos outros, na graça abundante e revitalizadora de nossos passos, de amanhecer em amanhecer.

Creio em Vós, Senhor, no transbordamento imensurável de Vossa graça em nosso coração, para que movidos pela Paixão do Reino, fascinados por Vós, em adesão total e incondicional a Vossa Palavra, caminhemos na Vida Nova que vem de Vós, Ressuscitado.

Creio em Vós, Senhor, que viestes ao mundo para trazer a Salvação à humanidade mergulhada no pecado, e que por si só é incapaz de se livrar desta trágica situação.

Creio em Vós, Senhor, que viestes para a divina missão de nos reconciliar com Deus, para por fim na antiga inimizade de nossos pais com o Criador, e, pelo Vosso Sangue derramado, selássemos uma indissolúvel Nova e Eterna Aliança de Amor.

Creio em Vós, Senhor, e também Vos peço, para que, sedentos da Salvação eterna, não apenas Vos confessemos com os lábios, mas que verdadeiramente nos configuremos a Vós; com o Vosso divino modo de ser e viver, em total submissão à vontade de Deus Pai, com o Santo Espírito que pousou sobre Vós.

Creio em Vós, Senhor, que fazeis frutificar a nossa fé na prática da caridade, para que se tornem realizadas as mais belas esperanças, também na mente e coração cultivados, para que um dia alcancemos a esperança maior: a eternidade, e junto de Vós e com Vosso Espírito, a face de Deus contemplar.

Senhor, que o Vosso Amor esteja entranhado em nosso coração e seja expresso na relação para com nosso próximo, porque tão somente assim, luminosos seremos, e ao mundo, por vezes tão sombrio, poderemos comunicar um raio de Vossa divina luz. Amém. Aleluia!

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