terça-feira, 11 de maio de 2021

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Enviai-nos o Espírito Santo, o Paráclito, o Consolador


Enviai-nos o Espírito Santo, o Paráclito, o Consolador

“Senhor Jesus Cristo,
Enviai também sobre nós o Espírito,
Que nos dá o conhecer e o querer,
E concedei-nos cooperar,
Em quanto nos for possível,
Com tudo o que depende de nós,
De modo a tornarmo-nos templos do mesmo Espírito.

Enviai-nos o Paráclito, o Consolador,
Por meio do qual podemos reconhecer-Vos e amar-Vos,
De modo a sermos dignos de chegar até Vós,
Que sois bendito pelos séculos dos séculos.
Amém”.



P S: Oração ao Espírito Santo de Santo Antônio de Lisboa – citado pelo Lecionário Comentado – Editora Paulus – Lisboa – Volume Quaresma/Páscoa – página 522

Síntese da Mensagem para o LV Dia Mundial das Comunicações Sociais - 2021

 


Síntese da Mensagem para o

LV Dia Mundial das Comunicações Sociais - 2021

 

«“Vem e verás” (Jo 1, 46). 

Comunicar encontrando as pessoas onde estão e como são».

Na mensagem, o Papa Francisco ressalta o convite a «ir e ver», que acompanha os primeiros e comovedores encontros de Jesus com os discípulos, que consiste no método de toda a comunicação humana autêntica.

É preciso que haja uma expressão comunicativa que queira ser transparente e honesta, e deste modo dedica a quantos participam da na redação dum jornal como no mundo da web, tanto na pregação comum da Igreja como na comunicação política ou social.

O Papa afirma que é preciso “gastar as solas dos sapatos” no processo comunicativo:

“A crise editorial corre o risco de levar a uma informação construída nas redações, diante do computador, nos terminais das agências, nas redes sociais, sem nunca sair à rua, sem ‘gastar a sola dos sapatos’, sem encontrar pessoas para procurar histórias ou verificar com os próprios olhos determinadas situações”.

Ressalta a importância da presença, do convívio, contato, como fez Jesus em Sua pregação, desde o início de Sua missão, uma vez que a fé cristã começa e se comunica assim, com um conhecimento direto, nascido da experiência, e não pelo ouvi dizer.

Agradece a coragem de muitos jornalistas que se fazem presentes em situações desafiadoras, indo aonde mais ninguém vai:

“Temos que agradecer à coragem e determinação de tantos profissionais (jornalistas, operadores de câmera, editores, cineastas que trabalham muitas vezes sob grandes riscos), se hoje conhecemos, por exemplo, a difícil condição das minorias perseguidas em várias partes do mundo, se muitos abusos e injustiças contra os pobres e contra a criação foram denunciados, se muitas guerras esquecidas foram noticiadas...”

Reflete sobre as oportunidades e insídias na web, pois se trata de um instrumento formidável, que nos responsabiliza a todos como usuários e desfrutadores:

“Todos somos responsáveis pela comunicação que fazemos, pelas informações que damos, pelo controlo que podemos conjuntamente exercer sobre as notícias falsas, desmascarando-as. Todos estamos chamados a ser testemunhas da verdade: a ir, ver e partilhar.”

Um aspecto a destacar, é a afirmação de que “nada substitui o ver pessoalmente”:

“Na comunicação, nada pode jamais substituir, de todo, o ver pessoalmente. Algumas coisas só se podem aprender, experimentando-as...”

Neste sentido, menciona o intenso fascínio de Jesus sobre quem O encontrava, dependia da verdade da Sua pregação, mas a eficácia daquilo que dizia era inseparável do Seu olhar, das Suas atitudes e até dos Seus silêncios. Os discípulos não só ouviam as Suas palavras, mas viam-No falar.

Apresenta-nos Paulo de Tarso como exemplo para os tempos atuais, neste processo comunicativo de “ir” e ver” e “partilhar”:

“Todos os instrumentos são importantes, e aquele grande comunicador que se chamava Paulo de Tarso ter-se-ia certamente servido do e-mail e das mensagens eletrônicas; mas foram a sua fé, esperança e caridade que impressionaram os contemporâneos que o ouviram pregar e tiveram a sorte de passar algum tempo com ele, de o ver durante uma assembleia ou numa conversa pessoal....”

Cita Santo Agostinho, acompanhado da exortação para que verifiquemos a realidade e o cumprimento das profecias que se encontram na Sagrada Escritura - “Nas nossas mãos, temos os livros; nos nossos olhos, os acontecimentos”.

O Papa afirma a urgência de testemunhos transparentes de pessoas cuja vida foi mudada pelo encontro com Jesus, de modo que o desafio que nos espera é o de comunicar, encontrando as pessoas onde estão e como são.

Conclui a Mensagem com esta Oração:

“Senhor, ensinai-nos a sair de nós mesmos,
e partir à procura da verdade. Ensinai-nos a ir e ver,
ensinai-nos a ouvir,

a não cultivar preconceitos,
a não tirar conclusões precipitadas. Ensinai-nos a ir aonde não vai ninguém,
a reservar tempo para compreender,
a prestar atenção ao essencial,
a não nos distrairmos com o supérfluo,
a distinguir entre a aparência enganadora e a verdade.

Concedei-nos a graça de reconhecer as Vossas moradas no mundo
e a honestidade de contar o que vimos.”

 

Se desejar conferir a mensagem na integra, acesse:

http://www.vatican.va/content/francesco/pt/messages/communications/documents/papa-francesco_20210123_messaggio-comunicazioni-sociali.html

 

Enraizados em Cristo


Enraizados em Cristo

Este pequeno trecho da Homilia do Bispo e Doutor da Igreja São João Crisóstomo (séc. IV), convida-nos a refletir sobre a glória na tribulação.

“As árvores que crescem em lugares sombreados e livres de ventos, enquanto externamente se desenvolvem com aspecto próspero, tornam-se fracas e moles, e facilmente qualquer coisa as fere; mas as árvores que vivem no cume dos montes mais altos, agitadas pelos muitos ventos e constantemente expostas à intempérie e a todas as inclemências, atingidas por fortíssimas tempestades e cobertas por frequentes neves, tornam-se mais robustas que o ferro” (1)

Por vezes podemos ter querido ser plantado em lugares sombreados e livres de ventos”, e não no “cume dos montes altos”.

No entanto, é preciso que sejamos enraizados no amor de Cristo, para que suportemos os ventos e tempestades das quais ninguém está livre – Portanto, assim como recebestes Cristo Jesus, o Senhor, assim nele andai, enraizados n’Ele, n’Ele edificados e apoiados na fé, como aprendestes, e transbordando em ação de graças” (Cl 2, 6-7).

Vivemos momento de provação, considerando tudo o que o mundo está vivendo em tempo de pandemia, mas temos a confiança na presença do Espírito, como a necessária seiva da videira, que nos garante a vida e os frutos abundantes, saborosos e eternos.

O Apóstolo Paulo nos exorta: Nós nos gloriamos também nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a perseverança, a perseverança, a virtude comprovada, a virtude comprovada  a esperança” (Rm 5,3).

Como as árvores dos “cumes dos montes mais altos”, sejamos sempre fortalecidos pelo Pão da Palavra, da Eucaristia e da Caridade, para que sejamos ardorosos e zelosos em nossa ação missionária.

Em todos os instantes, supliquemos o Espírito Santo, como nosso Divino Mestre doce e sábio, que nos cumula com Seus dons (Sabedoria, Entendimento, Ciência, Conselho, Fortaleza, Temor e Piedade), que também não deixa de ser exigente, para que correspondamos à Sua ação e graça, passando pela Cruz.

Enviai, Senhor, o Defensor, o Espírito da Verdade

Enviai, Senhor, o Defensor, o Espírito da Verdade

Senhor Jesus, Vossas Palavras nos aquecem e acalentam, quando ao partir, no Mistério de Paixão e Morte, em Vossa despedida, nos dissestes: “É bom para vós que Eu parta; se Eu não for não virá a vós o Defensor, mas, se Eu me for, Eu vo-lo mandarei” (Jo 16,7).

Senhor Jesus, também são preciosas Vossas Palavras que nos enchem de coragem e esperança:“O Espírito da Verdade vos conduzirá à plena verdade” Pois Ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará” (Jo 16,13).

Senhor Jesus, no anúncio e testemunho de Vosso Evangelho, quão preciosa e insubstituível a presença do Vosso Espírito, que vem nos  iluminar, guiar, estimular a Igreja a interpretar sempre mais fundo a Vossa Palavra.

Senhor Jesus, com o Vosso Espírito, a Palavra de Deus não é um depósito de proposições cristalizadas, mas uma Palavra viva e eficaz que penetra nossa alma, no mais profundo de nós, iluminando os cantos mais obscuros que houver.

Senhor Jesus, com a assistência do Espírito da Verdade, o Defensor, temos a orientação para a plenitude da verdade, e também estímulo para a compreensão sempre nova e criativa da realidade em que nos encontramos.

Senhor Jesus, com Vosso Espírito da Verdade, somos revigorados para uma fidelidade de leitura e interpretação da Palavra Sagrada, a fim de que não incorramos em acomodações humanas, omissões ou conivências incoerentes com a Boa-Nova do Reino.

Senhor Jesus, enviai junto do Pai, onde estais, o Vosso Espírito da Verdade, pois Ele é nosso Defensor nesta dura e desafiadora travessia do deserto a ser feita, até que possamos alcançar outras margens por Vós para nós preparadas.

Senhor Jesus, enviai de junto do Pai, onde reinais na plena comunhão de amor, o Vosso Espírito, o Defensor, para que não nos curvemos diante das dificuldades, e jamais seja vacilante nossa fé, sem vida nossa esperança e inexpressiva a nossa caridade. Amém.

Não estamos sós!


Não estamos sós!

“Se Eu não for, o Paráclito
não virá a vós” (Jo 16,5-11)

Dentro de poucos dias celebraremos a Festa de Pentecostes: nascimento e missão da Igreja com a presença e ação do Espírito Santo que a acompanha e acompanhará por todo o tempo, enriquecendo-a com a plenitude dos Dons, e a passagem do Evangelho (Jo 16,5-11) nos ajuda nesta preparação.

Num contexto de despedida, Jesus assegura que Sua partida se faz necessária, com dores e sofrimentos por um momento, mas alegria para sempre, pois vai para nos enviar do Pai, o Paráclito, o Defensor, o Advogado, o Espírito Santo para acompanhar e assistir a Sua Igreja.

É o Espírito que iluminará a mente e o coração do discípulo para não sucumbir diante da lógica do mundo (ter, poder e ser), com sua iniquidade e falta de solidez, intrigas e falsas salvações, soluções simplistas e imediatas.

É Ele, que num processo perene, iluminará o coração daquele que crê, para viver a lógica que fundamentou a vida de Jesus: doação, serviço, amor, entrega, fidelidade, obediência...

Viver esta lógica implica em suportar as provações, perseguições, incompreensões, confiante porque sabe que pode contar com a presença e ação do Espírito que ajudará e fortalecerá, para que se permaneça firme na fidelidade ao Evangelho, na construção do Reino.

Assim prometeu Jesus, assim se cumpriu. Temos como Igreja a presença e a força do Espírito e podemos afirmar: como é bom sermos a Igreja por Ele fundada, e contar com a presença do Espírito Santo que nos acompanha a cada instante, em toda e qualquer situação.

Acolhamos sempre a presença do Espírito em suas múltiplas formas de manifestações: fogo, sopro, dom, força, luz, graça, amor, ternura, coragem, diversidade, comunhão...

Senhor, renovai as nossas forças!

Senhor, renovai as nossas forças!

Senhor, a Vós recorremos fadigados, exauridos fisicamente,
Depois de um dia marcado por um número sem fim de atividades:
Missas, reuniões, estudos, unções, velórios, administração.
Há dias que outras coisas se somam: aconselhamentos, contatos diários,
Atendimento a alguém em busca de sentido para a vida,
Em busca da sobriedade, do equilíbrio e da paz perdida.
Muitos também nos procuraram para uma direção espiritual,
E a santa busca do perdão, que costura as feridas da alma, e as cicatriza,
Com a graça do Sacramento, sinal de Vossa misericórdia.
Ainda tem aqueles que nos procuram com seus sonhos,
Por vezes maculados, pisoteados, e em pesadelos transformados,
Querendo uma Palavra que os refaçam, os renovem,
Como que desejando remover alguma ferrugem da alma.

Sim, Senhor, a Vós recorremos fadigados, exauridos fisicamente,
Mas com o espírito renovado, porque pelo Vosso Espírito,
Em todos os momentos, ininterruptamente, assistidos.
Com o espírito renovado, porque iluminados e conduzidos
Por Vossa Palavra, que comunicamos e na Homilia pregamos,
Revigorados pelo Vosso Corpo e Sangue que comungamos,
Sem o que nos renderíamos diante de tantos problemas,
De incontáveis desafios, e das chagas de tantos crucificados.
Porém, recolhidos diante de Vossa Presença,
Na “Oração das Completas”, ao findar de mais um dia,
Reconhecemos nossos pecados e limitações,
E Vos pedimos, ao romper da aurora,
Como foi na madrugada da Vossa Ressurreição,
A graça de nos pormos de pé e escrevermos novas linhas,
Para sermos sinais de Vossa presença, servos do Bom Pastor,
Que nos refaz com a força revitalizante do Divino Amor. 

A Vós, Senhor, entregamos nossos cansaços, bons e maus:
O cansaço bom ao cuidar do rebanho a nós confiado,
O cansaço ruim, por ficar vigilante contra a ação dos inimigos,
Do tentador, que de mil formas deseja nos desvirtuar
Do bom Caminho, que Sois Vós, garantia de plenitude de Vida.
E ainda, o cansaço mais perigoso, o cansaço de nós próprios,
Quando não zelamos pelo encantamento, fascínio e
Apaixonamento incondicional por Vós,
Quando não cuidamos da chama do primeiro Amor,
Ou até o abandonamos, fazendo de nós mesmos
Autorreferenciais, revestidos de um mundanismo
Que maculou as sagradas vestes do Batismo e da
Tão desejada e recebida no Sacramento da Ordem.

A Vós, Senhor, nos entregamos e suplicamos:
Refazei-nos, renovai-nos, revigorai-nos.
Queremos rezar e viver o que tão belo aprendemos:
“Quero ser Padre, somente Padre e totalmente Padre”,
Com o Vosso Espírito, na fidelidade ao Pai,
Amparado e protegido pela Vossa mãe tão gloriosa,
Aquela que está sempre presente, a amável Mãe Maria.

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG