quarta-feira, 7 de outubro de 2026

A fecundidade missionária

 


A fecundidade missionária 


Em tempo favorável ou adverso,
A missão de anunciar o Evangelho
Em todos os espaços nos acompanha.
 
A Igreja, como uma tenda, alargar
Para a necessária inclusão,
A todos/as a Luz divina comunicar.
 
Ainda que a escuridão pareça vencer,
Não perder a esperança de superação,
Acompanhados de súplicas e orações.
 
Ainda que digam que de nada adianta,
Que esforços multiplicados não valem a pena,
Mantenhamos a ternura e a alma serena.
 
Fecundidade missionária é desafio
Para profetas de ontem, de hoje e de sempre,
Na escuta atenta da voz do Verbo.
 
A Sua Palavra penetrante,
Para as sombras, luz radiante.
É Pão que alimenta e sacia.
 
A Sua Palavra espada cortante,
Revela nossos medos e incertezas,
Sobretudo ouvida na Sagrada Mesa.
 
Depois, Palavra que Se faz Pão,
Pão de imortalidade, antídoto para não morrer.
Vigor para os passos: mundo novo há de nascer.
 
“Levanta-te e come”, o anjo nos fala mais uma vez.
Aos cansados, sem forças, à humanidade inteira.
Aos que têm fome de amor, vida e paz verdadeira. Amém. 


Fontes: 1 Rs 19,5-8; Jo 1,14; Hb 4,12; Santo Inácio de Antioquia.
 

Em poucas palavras... (Rosário)

                                                            


A purificação de nossos pecados

“’Virgem Imaculada, bem sei que sou um pobre miserável, que não faço mais do que aumentar todos os dias o número dos meus pecados...’

Disseste-me o outro dia que falavas assim com a Nossa Mãe.

E aconselhei-te, com plena segurança, que rezasses o terço: bendita monotonia de ave-marias, que purifica a monotonia dos teus pecados! “ (1)


(1) Trecho extraído do livro Sulco, ponto 475, de São José Maria Escrivá.



Em poucas palavras...

 


Infundi, Senhor, a vossa graça em nossos corações

“Infundi, Senhor, pela intercessão da Santa Virgem Maria, a vossa graça em nossos corações para que, conhecendo pela mensagem do anjo a encarnação de Jesus Cristo, vosso Filho, cheguemos por sua paixão e cruz, à glória da Ressurreição.

Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos. Amém.”

 

(1)        Oração da Coleta – Missa da Bem-Aventurada Virgem Maria do Rosário

Rezando à luz dos Prefácios da Bem-Aventurada Virgem Maria

                                      


Rezando à luz dos Prefácios da Bem-Aventurada Virgem Maria

Rezemos à luz dos cinco Prefácios da Bem-Aventurada Virgem Maria conforme Missal Romano:

I - A maternidade da Bem-Aventurada Virgem Maria:

“...Por obra do Espírito Santo ela concebeu o vosso Filho Unigênito e, sem perder a glória de sua virgindade, deu ao mundo a luz eterna, Jesus Cristo, Senhor nosso...”

II – A Igreja louva a Deus com as palavras de Maria:

- “...Na comemoração da Bem-aventurada, exaltamos, ainda mais, vossa clemência, inspirando-nos no mesmo hino que ela cantou em vosso louvor.

De fato, fizestes grandes coisas por toda a terra e, de geração em geração, manifestastes a vossa infinita misericórdia, quando olhastes para a humildade de vossa serva, e nos destes, por meio dela, o autor da salvação da humanidade, vosso Filho Jesus Cristo, Senhor nosso...”

III – Maria, imagem e Mãe da Igreja:

- “Acolhendo vosso Verbo no seu coração imaculado, ela mereceu concebê-lo em seu seio virginal, e dando à luz o Fundador, acalentou a Igreja que nascia.

Recebendo aos pés da cruz o testamento da caridade divina, ela assumiu todos os seres humanos como filhos e filhas, gerados para a vida eterna pela morte de Cristo.

Ao esperar com os Apóstolos o Espírito prometido, unindo suas súplicas às preces dos discípulos tornou-se modelo da Igreja orante...”

IV – Maria, sinal de consolação e esperança:

- “Nós vos louvamos e bendizemos na (...) da Bem-aventurada Virgem Maria, por Cristo, Senhor nosso.

Humilde serva, ela acolheu vossa palavra e a guardou no seu coração; admiravelmente unida ao mistério da redenção, perseverou com os apóstolos em oração, esperando a vinda do Espírito Santo; agora resplandece no caminho da nossa vida, como sinal de consolação e de firme esperança...”

V – Maria, imagem da nova humanidade:

“...Na plenitude dos tempos revelastes o mistério escondido nos séculos antigos para que o mundo inteiro recuperasse a vida e a esperança.

Pois, em Cristo, novo Adão, e em Maria, nova Eva, manifestastes o mistério da vossa Igreja como primícia da humanidade redimida.

Por este dom admirável, toda a criação, na força do Espírito Santo, retorna ao caminho original da Páscoa eterna...”

“Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida e doçura...”

Discípulos missionários da Vinha do Senhor

 



Discípulos missionários da Vinha do Senhor
 
Como é bom trabalhar na Vinha do Senhor, como discípulos missionários Seus, contando com a ação e a presença do Espírito Santo!
 
E para aprofundamento, retomemos as palavras escritas por Orígenes (séc. III), em memorável Sermão:
 
“Quem vos ensinou a escapar da cólera vindoura? Produzi frutos que a conversão pede.
 
Também a vós que vos aproximais para receber o batismo, vos é dito: produzi frutos que a conversão pede.
 
Quereis saber quais são os frutos que a conversão pede? Os frutos do Espírito são: amor, alegria, paz, compreensão, afabilidade, bondade, fidelidade, brandura, temperança e outras qualidades do mesmo tipo.
 
Se possuíssemos todas estas virtudes, teríamos produzido os frutos que a conversão pede”.
 
Também oportuno retomar o parágrafo n. 1832 do Catecismo da Igreja Católica, sobre os frutos do Espírito que devemos produzir, pois por Deus são esperados, em incondicional  fidelidade ao Seu Filho Amado, Jesus:
 
“Os frutos do Espírito são perfeições que o Espírito Santo forma em nós, como primícias da glória eterna.  

A Tradição da Igreja enumera doze: «caridade, alegria, paz, paciência, bondade, longanimidade, benignidade, mansidão, fidelidade, modéstia, continência, castidade» (Gl 5, 22-23 segundo a Vulgata)”.
 
Continuemos, com renovado ardor, a missão por Deus a nós confiada, contando com a presença e proteção dos anjos, aos quais expressamos reverência, gratidão e confiança, como nos disse São Bernardo (séc. XII):
 
“E para que nas alturas nada falte no serviço a nosso favor, envias os Teus Santos Espíritos a servir-nos, confia-lhes nossa guarda, ordenas que se tornem nossos pedagogos. 

A teu respeito, ordenou a Seus anjos que te guardem em todos os teus caminhos. 

Esta palavra quanta reverência deve despertar em ti, aumentar a gratidão, dar confiança. 

Reverência pela presença, gratidão pela benevolência, confiança pela proteção. 

Estão aqui, portanto, e estão junto de ti, não apenas contigo, mas em teu favor... 

São fiéis, são prudentes, são fortes; por que trememos de medo? 

Basta que os sigamos, unamo-nos a eles e habitaremos sob a proteção do Deus do céu”.
 
Contemos com a presença e proteção dos Arcanjos, em todo o tempo, pois auxiliam no testemunho da fé:
 
- Na batalha, contemos com o Arcanjo São Miguel - "Quem como Deus";
- Curados de nossas enfermidades físicas e espirituais,  contando com  o Arcanjo Rafael - "Deus curou";
- Na missão evangelizadora, contemos com o Arcanjo Gabriel - "A força de Deus".
 

E ainda, contemos com a  proteção do Santo Anjo do Senhor:
 
“Santo Anjo do Senhor, meu zeloso guardador, se a ti me confiou a piedade divina, sempre me rege, me guarda, me governa e me ilumina. Amém."

E com Maria, a Estrela da Evangelização, recorramos contando  com sua proteção:

 
“À vossa proteção recorremos, santa Mãe de Deus; não desprezeis as nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita”. Amém.
 

PS: Passagem do Evangelho de Mateus (Mt 21,33-43)

Eucaristia: salutar Alimento

                                          


Eucaristia: salutar Alimento

Sejamos enriquecidos pelo Tratado contra as heresias, escrito por Santo Irineu de Lião (sec. II).

“Estão inteiramente loucos aqueles que rejeitam toda a economia de Deus, ao negar a salvação da carne e desprezar o seu novo nascimento, pois dizem que ela não é capaz de ser incorruptível. Pois se a carne não se salva, então nem o Senhor nos redimiu com o seu sangue, nem o cálice da Eucaristia é comunhão com o seu Sangue, nem o pão que partimos é a comunhão com o seu Corpo. Porque o sangue não pode ter origem a não ser das veias e da carne, e de tudo o que forma a substância do homem, pelo qual, tendo o Verbo de Deus a assumido verdadeiramente, nos redimiu com seu Sangue.

Como diz o Apóstolo: N’Ele temos a redenção pelo seu sangue e a remissão dos pecados. E, como somos os seus membros, e nos alimentamos por meio das coisas criadas, Ele mesmo põe à nossa disposição a sua criação, fazendo se erguer o sol e chover como Ele quer. Porque Ele mesmo ainda confessou que o cálice, tirado da natureza criada, é seu Sangue, com o qual fortifica nosso sangue; e o pão, que também é tirado da natureza criada, declarou ser seu próprio Corpo, com o qual fortifica nossos corpos.

Em consequência, se o cálice misturado com água e o pão que foi produzido recebem a Palavra de Deus para converterem-se na Eucaristia do Sangue e do Corpo de Cristo, e mediante estes a carne de nosso ser se fortalece e se desenvolve, como eles podem negar que a carne seja capaz de receber o dom de Deus que é a vida eterna, já que se nutriu com o Sangue e o Corpo de Cristo, e se converteu em seu membro?

Quando o bem-aventurado Apóstolo escreve em sua Carta aos Efésios: Somos membros de seu corpo, de sua carne e de seus ossos, não diz isto de algum homem espiritual e invisível - pois um espírito não tem carne nem ossos -, mas daquele ser que é verdadeiro homem, que está formado por carne, ossos e nervos, o qual se nutre do Sangue do Senhor e se desenvolve com o pão de seu Corpo.

Quando um galho separado da videira é plantado na terra, apodrece, cresce e se multiplica por obra do Espírito de Deus que contém tudo.  Logo, pela sabedoria divina, torna-se útil aos homens, e recebendo a Palavra de Deus se converte na Eucaristia, que é o Corpo e o Sangue de Cristo. De modo semelhante, também nossos corpos, alimentados por esta Eucaristia e sepultados na terra, nela apodrecem para ressuscitar no tempo oportuno, quando o Verbo de Deus os fará ressuscitar para a glória de Deus Pai.

Ele é quem transforma o mortal em imortal e ao corruptível concede gratuitamente tornar-se incorruptível, pois o poder de Deus se manifesta na fraqueza.” (1)

O Tratado de Santo Irineu de Lion nos remete a Santo Inácio, que dizia que a Eucaristia "é remédio de imortalidade, antídoto para não morrer, mas para viver em Jesus Cristo para sempre".

Participantes da Mesa da Eucaristia, nos alimentamos do Corpo e Sangue do Senhor, pão e vinho transubstanciados na Oração Eucarística.

Oportuno que rezemos, aprofundemos e saboreemos em cada Missa, as riquezas dos Prefácios das Orações Eucarísticas, bem como a diversidade de Orações Eucarísticas que o Missal Romano nos oferece.

Fundamental que sejam escolhidas sempre em conformidade com a Liturgia celebrada, na estreita relação da Mesa da Palavra com a Mesa da Eucaristia, para ressoar no testemunho cotidiano. Amém.

 

 

(1) Lecionário Patrístico Dominical - Editora Vozes - 2013 - pág. 446-447

Em poucas palavras...

                                                              


Óleo da Consolação e Vinho da Esperança

“Em sua vida terrena, Ele passou fazendo o bem e socorrendo todos os que eram prisioneiros do mal.

Ainda hoje, como bom samaritano, vem ao encontro de todos os que sofrem no corpo ou no espírito, e derrama em suas feridas, o óleo da consolação e o vinho da esperança.

Por este dom da vossa graça, também quando nos vemos submergidos na noite da dor, vislumbramos a luz Pascal em vosso Filho morto e ressuscitado.” (1)

 

 

(1) Missal Romano – Prefácio Tempo Comum VIII

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