Dom Otacilio F. Lacerda
sábado, 17 de outubro de 2026
Agraciados pelo Senhor para continuar Sua Missão
Santo Inácio de Antioquia: Apaixonadamente devotado a Cristo(17/10)
Apaixonadamente devotado a Cristo
Em poucas palavras...
Peregrinar com fé, coragem e esperança
“Vosso batismo seja a vossa arma; a fé o vosso capacete; a caridade, a vossa lança; a paciência, a vossa armadura completa.
As vossas obras sejam vosso depósito para receberdes em justiça o que vos é devido.” (1)
(1) Santo Inácio de Antioquia - bispo e mártir (séc. I)
sexta-feira, 16 de outubro de 2026
Plena confiança no Senhor
Plena confiança no Senhor
Reflitamos sobre a necessária plena confiança no Senhor, à luz das passagens da Sagrada Escritura: Rm 4,1-8; Sl 31,1-2.5.11; Lc 12,1-7.
Na Carta de Paulo aos Romanos, o Apóstolo Paulo nos apresenta a emblemática figura de Abraão, “antepassado” segundo a carne (v.1) de todo o povo Hebreu.
Contemplar a história de Abraão é contemplar uma história que revela a atuação de Deus em sua vida, marcada pela gratuidade e confiança inabalável na intervenção divina.
Abrão foi chamado a acreditar na promessa divina de ter uma descendência, mesmo quando a promessa humanamente parecia um absurdo e impossível de se realizar. Abraão creu contra toda a humana esperança. Sua fé consistiu em confiar totalmente em Deus, reconhecendo suas limitações, insuficiência de suas obras diante do Senhor Onipotente e Misericordioso, como nos fala o Salmista.
Abraão, ao lado de Sara, aos poucos procurou compreender os desígnios divinos e possibilitou a intervenção e a ação divina, que vêm ao encontro de nossa miséria humana, de nossas limitações.
Deste modo, podemos afirmar que a fé é a total e incondicional confiança e entrega nas mãos de Deus, não como passividade, patologia, paralisia, mas acompanhada do temor divino, que segundo o Catecismo da Igreja Católica (n.1830) consiste na tensão em responder positivamente às exigências do Senhor, que não dispensa nossa participação, colaboração e atuação.
O Temor do Senhor, por sua vez, é amor profundo, relação de amizade também profunda e frutuosa, porque traz consigo a paz e o desejo de estar à altura das necessidades do Outro, que é o próprio Deus, que nos chama e nos quer como amigos.
O Temor, serenamente e biblicamente vivido, coloca-nos em total realização de amizade e entrega nas mãos de Deus, numa procura incansável de correspondermos à altura d’Aquele que tanto nos amou e nos ama, a ponto de nos ter dado o Seu próprio Filho (Jo 3,16), para que todo o que n’Ele crer não morra, mas tenha a vida eterna. O amor de Deus nos eterniza para uma relação que não conhece o ocaso, pois o céu consiste na plenitude de Seu amor.
Na passagem do Evangelho, Jesus nos convida a tomar cuidado com o fermento dos fariseus que é a hipocrisia, que consiste na falta de uma fé autêntica em Deus; a ausência da transparência e coerência e a suas necessárias purezas inseparáveis (interior e exterior).
Os discípulos de Jesus não podem ter a mesma atitude. Os discípulos missionários do Senhor são movidos por outro fermento que Nosso Senhor ao mundo comunicou: O amor.
No Evangelho de Mateus, o Senhor afirmou que Seus discípulos são fermento na massa. O mundo novo só nascerá do fermento do Novo Mandamento do Amor, o mais belo e divino fermento que tanto precisamos.
Uma vez possuidor deste fermento, deverão comunicá-lo corajosamente ao mundo. Nada e a ninguém temendo.
Jesus sabe que esta postura diante do mundo atrairá sobre os discípulos e Sua Igreja, incompreensão, perseguição, até mesmo o martírio.
Por isto diz: “Não tenhais medo dos que matam o corpo e depois disso nada mais podem fazer” (Lc 12,4), e um pouco mais adiante nos assegura que em todos os momentos os discípulos poderão contar com um Advogado, Paráclito, Defensor:
“Não vos preocupeis como vos defender, nem com o que dizer: pois o Espírito Santo vos ensinará naquele momento o que deveis dizer” (Lc 12, 12).
MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV PARA O 100º DIA MUNDIAL DAS MISSÕES (síntese)
MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV
PARA O 100º DIA MUNDIAL DAS MISSÕES (síntese)
Celebraremos dia 18 de outubro de 2026 o 100º
Dia Mundial das Missões de 2026, marcando o centenário desta celebração,
instituída por PIO XI, com o tema “Um em Cristo, unidos na missão”.
Faz-se necessário que os corações sejam unificados em
Cristo, as comunidades sejam reconciliadas e, em todos, haja a disponibilidade
para colaborar com generosidade e confiança.
Na primeira parte, o Papa nos convida a
refletir sobre o fato de sermos um em Cristo, como discípulos missionários unidos n’Ele e com os irmãos e
irmãs, tendo no centro da missão o Mistério da nossa união com Cristo, e assim
mantermos sempre o olhar voltado para o Senhor para que Ele esteja
verdadeiramente no centro da vida pessoal e comunitária, de cada palavra, ação,
relação interpessoal, como tão bem expressou o Apóstolo Paulo - «Já não sou
eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gl 2, 20).
Deste modo, ser cristão, afirma o Papa, não é, em primeiro
lugar, um conjunto de práticas ou ideias: é uma vida em união com Cristo, na
qual nos tornamos participantes da relação filial que Ele vive com o Pai no
Espírito Santo.
Assim temos a primeira responsabilidade missionária da
Igreja de renovar e manter viva a unidade espiritual e fraterna entre os seus
membros, e consequentemente, a necessidade de intensificar o compromisso ecumênico
com todas as Igrejas cristãs.
Reitera com as palavras de São Paulo VI - «Não haverá
nunca evangelização verdadeira se o nome, a doutrina, a vida, as promessas, o
reino, o mistério de Jesus de Nazaré, Filho de Deus, não forem anunciados»
(Exort. ap. Evangelii nuntiandi, 22); e deste modo, quanto mais estivermos
unidos em Cristo, mais poderemos realizar juntos a missão que Ele nos confia.
Na segunda parte, exorta-nos a viver unidos na
missão para o que o mundo creia em Cristo Senhor.
Sendo assim, nenhum batizado é estranho ou indiferente à
missão: todos, cada um segundo a sua vocação e condição de vida, participam na
grande obra que Cristo confia à sua Igreja.
Lembra as palavras do Papa Francisco que afirmava: o anúncio
do Evangelho é sempre uma ação conjunta, comunitária, sinodal.
Ressalta que unidade missionária não deve se confundir com uniformidade;
mas a necessária convergência dos diferentes carismas para o mesmo objetivo,
que consiste em tornar visível o amor de Cristo e convidar todos a um encontro
com Ele.
A evangelização realiza-se quando as comunidades locais colaboram
entre si exercem com criatividade formas concretas de colaboração; e quando as
diferenças culturais, espirituais e litúrgicas se expressam plena e
harmoniosamente na mesma fé.
Agradece ao precioso trabalho das Pontifícias Obras
Missionárias pelo serviço à cooperação missionária para a vida de toda
a Igreja (como ele mesmo experimentou no Peru - afirma), com suas quatro obras:
– Propagação da Fé, Infância
Missionária, São Pedro Apóstolo e União
Missionária.
As quatro Obras são um sinal vivo da unidade e da comunhão
missionária eclesial, e é fundamental que colaboremos com elas com espírito de
gratidão, através de orações e concretamente com a oferta.
Na terceira parte apresenta-nos a Missão do amor: que
consiste em anunciar, viver e partilhar o amor fiel de Deus.
Se de um lado a unidade é condição da missão, o amor é a sua
essência, afirma o Papa; portanto, a missão dos discípulos e de toda a Igreja é
a continuação, no Espírito Santo, da missão de Cristo: uma missão que nasce do
amor, que se vive no amor e que conduz ao amor.
Agradece experiências de missionários ad gentes:
pessoas que, como São Francisco Xavier, deixaram a sua terra, a sua família e
as seguranças para anunciar o Evangelho, levando Cristo e o seu amor a lugares
muitas vezes difíceis, pobres, marcados por conflitos ou culturalmente
distantes.
Também faz referência a São Francisco de Assis, ao celebrarmos
oitocentos anos de seu trânsito para o céu, e sua preocupação expressa em suas
palavras - «o Amor não é amado».
Também é lembrada Santa Teresinha do Menino Jesus, que se
propôs continuar a sua missão mesmo depois da morte.
Enfatiza a importância de nossas orações e apoio concreto,
especialmente por ocasião do Dia Mundial das Missões, que são uma grande ajuda
para levar o Evangelho do amor de Deus a todos, especialmente aos mais pobres e
necessitados.
Conclui nos concedendo a bênção, acompanhada desta oração:
“Pai santo,
concedei-nos ser um em
Cristo,
enraizados no seu amor
que une e renova.
Fazei que todos os
membros da Igreja sejam unidos na missão,
dóceis ao Espírito Santo,
corajosos no testemunho
do Evangelho,
anunciando e encarnando
todos os dias
o vosso amor fiel por
cada criatura.
Abençoai os missionários
e as missionárias,
sustentai-os no seu
esforço,
guardai-os na esperança!
Maria, Rainha das
missões,
acompanhai a nossa obra
evangelizadora em todos os cantos da terra:
tornai-vos instrumentos
de paz
e fazei que o mundo
inteiro reconheça em Cristo a luz que salva.
Amém.”
Contemplemos e adoremos o Preciosíssimo Sangue de Cristo
Contemplemos e adoremos o Preciosíssimo Sangue de Cristo
“Uma só gota pode salvar o mundo inteiro de qualquer culpa”
(Hino Adoro Te devote)
No mês de julho em que dedicamos à contemplação do Preciosíssimo Sangue de Cristo, imensurável Mistério de Amor e Misericórdia, sejamos enriquecidos pelas palavras de dois Santos da Igreja:
- “Talvez vos perturbe a enormidade de meus sofrimentos causados por vós. Não tenhais medo. Esta Cruz não me feriu a mim, mas feriu a morte. Estes cravos não me provocam dor, mas cravam mais profundamente em mim o amor por vós. Estas Chagas não me fazem soltar gemidos, mas vos introduzem ainda mais intimamente em meu Coração.
O meu Corpo, ao ser estirado na Cruz, não aumenta o meu sofrimento, mas dilata os espaços do Coração para vos acolher. Meu Sangue não é uma perda para mim, mas é o preço do vosso resgate.” (São Pedro Crisólogo, Bispo - séc. V)
- “Estando Jesus já morto e ainda pregado na Cruz, diz o Evangelista, um soldado aproximou-se, feriu-Lhe o lado com uma lança, e imediatamente saiu Água e Sangue: a Água, como símbolo do Batismo; o Sangue, como símbolo da Eucaristia.” (São João Crisóstomo, Bispo - séc. IV)
Oremos:
Ó Deus, dai-nos a firmeza e a coragem, a graça e a força para que sejamos Vossas verdadeiras testemunhas, como discípulos missionários do Vosso Filho Amado, Jesus.
Que Vosso Sangue nos lave, e o fogo do Vosso Amor por meio do Santo Espírito nos queime, para nos afastarmos de todo contágio do mal, e não sermos seduzidos pelas falsas alegrias, pois cremos que somente em Vós encontramos o Sumo Bem e a Verdadeira Alegria. Amém!
Ladainha do Preciosíssimo Sangue de Jesus
Ladainha do Preciosíssimo Sangue de Jesus
Rezemos, em todo o tempo, a Ladainha ao Preciosíssimo Sangue de Jesus, pois “uma só gota pode salvar o mundo inteiro de qualquer culpa” (Hino Adoro Te devote):
“Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus Pai dos Céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, redentor do mundo,
Deus Espírito Santo,
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,
Sangue de Cristo, Unigênito do Eterno Pai, salvai-nos.
Sangue de Cristo, Sangue do Verbo de Deus encarnado,
Sangue de Cristo, Sangue do Novo e Eterno Testamento,
Sangue de Cristo, correndo pela Terra na agonia,
Sangue de Cristo, manando abundante na flagelação,
Sangue de Cristo, gotejando na coroação de espinhos,
Sangue de Cristo, derramado na Cruz,
Sangue de Cristo, preço da nossa salvação,
Sangue de Cristo, sem o qual não pode haver redenção,
Sangue de Cristo, que apagais a sede das almas e as purificais na Eucaristia,
Sangue de Cristo, torrente de misericórdia,
Sangue de Cristo, vencedor dos demônios,
Sangue de Cristo, fortaleza dos mártires,
Sangue de Cristo, virtude dos confessores,
Sangue de Cristo, que suscitais almas virgens,
Sangue de Cristo, força dos tentados,
Sangue de Cristo, alívio dos que trabalham,
Sangue de Cristo, consolação dos que choram,
Sangue de Cristo, esperança dos penitentes,
Sangue de Cristo, conforto dos moribundos,
Sangue de Cristo, paz e doçura dos corações,
Sangue de Cristo, penhor de eterna vida,
Sangue de Cristo, que libertais as almas do Purgatório,
Sangue de Cristo, digno de toda a honra e glória.
℣. Remistes-nos, Senhor com o Vosso Sangue.
℟. E fizestes de nós um reino para o nosso Deus.
Oremos:
Todo-Poderoso e Eterno Deus, que constituístes o Vosso unigênito Filho, Redentor do mundo, e quisestes ser aplacado com o Seu Sangue, concedei-nos a graça de venerar o preço da nossa salvação e de encontrar, na virtude que Ele contém, defesa contra os males da vida presente, de tal modo que eternamente gozemos dos seus frutos no Céu. Pelo mesmo Cristo, Senhor nosso. Amém.”






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