sexta-feira, 21 de agosto de 2026

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Em poucas palavras...

 


Mantenhamos viva a fé e a esperança

“Quando todos se sentem ‘ossos secos’. Gente cansada, descrente, desesperada, é o momento de ‘esperar contra toda esperança’ (Rm 4,18).

Deus pode realizar uma ‘ressurreição’. A fé é assinalada pela Ressurreição de Cristo e a Eucaristia nos faz participar de sua Ressurreição, penhor de Ressurreição Eterna.” (1)

(1)        Missal Cotidiano – Editora Paulus – Comentário da passagem do Livro da Profecia de Ezequiel (Ez 37,1-14) – p. 1183

Eleições: o que nos diz a Igreja

                                                


Eleições: o que nos diz a Igreja

“Examinai tudo e guardai o que for bom” (1Ts 5, 21).

A Igreja não indica candidatos nem partidos, mas movida pelo Evangelho tem a missão de anunciá-Lo, para a promoção da vida, da dignidade humana, à serviço da construção e promoção do bem comum.

Ela assim o faz a partir da fé em Jesus Cristo e da convicção, reafirmada pela Doutrina Social da Igreja, de que a política, quando orientada pela ética, constitui uma das mais elevadas formas de caridade.

As eleições são oportunidades privilegiadas para o exercício da cidadania e da corresponsabilidade social; portanto, mais do que escolher governantes e representantes, somos chamados a renovar nosso compromisso com os valores que sustentam a convivência democrática, a justiça social e a fraternidade.

Como Igreja, não podemos, à luz do Evangelho, nos silenciar diante da escandalosa desigualdade social, da corrupção, da compra de votos, da utilização indevida dos recursos públicos e da disseminação deliberada de mentiras (fake news).

É impossível aceitar o abuso do poder econômico e político e as formas de violência que ameaçam a convivência social, enfraquecendo a confiança nas instituições democráticas.

A democracia é sólida quando a divergência legítima não é transformada em hostilidade permanente, pois o adversário político não pode ser tratado como inimigo.

A democracia, além de eleições periódicas, requer respeito às instituições da República, especialmente à Constituição Federal, ao Estado Democrático de Direito, à interdependência dos Poderes, à liberdade de expressão responsável e à participação cidadã;

A democracia também exige a confiança nos mecanismos legítimos de apuração da vontade popular, respeito aos resultados das urnas e à Lei da Ficha Limpa.

Conduzidos pelo Santo Espírito, como eleitores e eleitoras, temos que assumir nossa responsabilidade; de tal modo que a abstenção não tem lugar, pois não é a melhor escolha;

O discernimento cristão exige olhar não apenas para promessas de campanha, mas, principalmente, para a história de vida dos candidatos e as consequências dos compromissos assumidos.

Como nação, precisamos reforçar a capacidade de construir pontes e não muros, promovendo encontros e o cultivo da amizade social.

A esperança cristã não é ingenuidade nem otimismo superficial; e que esperar significa participar, construir, dialogar, resistir ao desânimo, defender a verdade, proteger a democracia e trabalhar pela justiça.

Os homens e mulheres de boa vontade têm que ser testemunhas da cultura do encontro, promotores da paz social e construtores da fraternidade.

Invoquemos a luz do Santo Espírito, para que façamos sábias escolhas nas eleições que se aproximam, tornando mais humana e fraternas nossas cidades, oferecendo condições melhores de vida para todos, sem feridas insanas de desigualdade, pobreza, violência e exclusão.

Oremos:

Senhor, dai-nos o dom da SABEDORIA, para que aprendamos e nos comprometamos decididamente com um Projeto de vida e paz, e assim sejamos iluminados para governar nossa vida segundo os desígnios divinos, revelados pelos sagrados Mandamentos,  sentindo e dando gosto de Deus à vida.

Dai-nos, o dom do ENTENDIMENTO, para discernir o que é justo e bom, sem ilusões e erros, de modo que nossos pensamentos e sentimentos e ações se tornem a expressão do viver para Deus, que conosco sempre estais, jamais nos desamparando.

Senhor, dai-nos o dom do CONSELHO, para que nos empenhemos na correspondência à vossa vontade, vivendo e ensinando sagrados valores com sinceridade, pureza e retidão de coração, participando da realização do plano divino de salvação, na mais perfeita sintonia entre o que celebramos e vivemos, jamais separando a fé da vida cotidiana.

Sejamos enriquecidos pelo dom da FORTALEZA, e cumulado de graça divina, intensificando e aprofundando nossos momentos de intimidade Convosco, na oração, mas de modo especialíssimo no sublime Sacramento da Eucaristia, fonte e ápice da vida cristã; vivendo com fidelidade o Mandamento do Amor, que se expressa concretamente no amor ao próximo; testemunhando a fé, com serenidade e firmeza.

Senhor, agraciados pelo dom da CIÊNCIA, busquemos o conhecimento pleno da verdade do Evangelho do Reino, com docilidade ao Espírito nas mais diversas situações, agradáveis ou não, favoráveis ou adversas, sem lamentações estéreis, mas com olhar e compromisso renovados, porque acompanhados da fina flor da esperança.

Renove em nós o dom da PIEDADE, para que correspondamos ao Vosso amor, numa profunda comunhão Convosco, acompanhado de maior fidelidade às Sagradas Escrituras, tornando-nos mais fraternos e solidários, comprometidos com a promoção da justiça e da paz, para que misericordiosos como o Pai o sejamos.

Finalmente, Senhor, com o dom do TEMOR, solidifiquemos nossa relação filial para com Deus, adorando-O em espírito e verdade, buscando, em primeiro lugar, o Seu Reino e a Sua justiça, e assim, tudo mais nos será acrescentado. Amém.

Que a nossa fé no Deus Uno e Trino nos inspire a assumir nossos deveres de cidadãos em sintonia com os ensinamentos da Igreja. Contamos com a companhia de Nossa Senhora Aparecida, Mãe e Padroeira do povo brasileiro e a ela recorremos, para que nos ajude a percorrer caminhos de justiça, verdade e paz.

 

Fonte: MENSAGEM DA CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL
AO POVO BRASILEIRO POR OCASIÃO DAS ELEIÇÕES DE 2026.

Vida, força e coragem

                                                       

Vida, força e coragem

“E Ele me disse: Profetiza sobre estes ossos e dize: Ossos ressequidos, escutai a Palavra do Senhor! Eu mesmo vou fazer entrar um espírito em vós e voltareis à vida.” (Ez 37,4)

Ó Bom Jesus, Vós bem sabeis que por vezes podemos contemplar a realidade como “monte de ossos ressequidos”, como nos falou o Profeta Ezequiel, num tempo de desolação e reconstrução, renovando a fina flor da esperança do Povo de Deus, por isto pedimos, dai-nos vida, força e coragem.

Ó Bom Jesus, que estais sentado à direita do Pai, porque sois Rei Senhor de todo o Universo, enviai o Vosso Espírito, a fim de nos restituir a vida a cada um de nós e às nossas famílias e comunidades, e que jamais nos curvemos diante de situações de morte, desagregações e aridez.

Ó Bom Jesus, fortalecei nossos vínculos fraternos, como Igreja Sinodal que somos, caminhando todos juntos, na comunhão, participação e missão, pois sozinhos não suportamos o peso da cruz, e fragilizados não seremos testemunhas Vossas.

Ó Bom Jesus, firmai nossos passos em direção à vida plena que tão somente Vós podeis nos alcançar, renovando em nossos corações a fé, esperança e caridade, vencendo todas as dificuldades, tribulações e ventos contrários pela vida apresentados.

Ó Bom Jesus, contemplando Vosso coração trespassado, contemplo o Novo Nascimento pelo Batismo, no sinal da água jorrada, e no sangue que também jorrou, a Eucaristia, Alimento que revigora nossas forças para vivermos sagrados compromissos com o Reino por Vós inaugurado. Amém.

 

Fonte: Livro do Profeta Ezequiel (EZ 37,1-14)

Uma declaração de amor à Maria

                                                  

Uma declaração de amor à Maria

Maria, Mãe de Deus e nossa,
Mãe de tantos nomes, podemos te invocar:

Nossa Senhora da Conceição Aparecida,
Nossa Senhora da Piedade ou das Dores...

Não importa como a ti recorramos,
Com qual titulo, a ti nos dirijamos (1).

És sempre Mãe, presente conosco,
Em dias sombrios, em dias de luz.

Tu és aquela que na onipotência divina sempre acreditou,
E por isto, mereces de todos nós o autêntico louvor.

Tu que és bem-aventurada pela fé em Deus,
E em ti, o Espírito, o Verbo concebeu.

Tu que nos ensinaste a ter coragem ao trilhar um caminho
Repleto de espada e de dor, mas em incondicional fidelidade.

Tu que não foste apenas ouvinte, mas praticante da Palavra,
Que emanou dos lábios do seu amado Filho.

Tu que não cedeste à maldade e à sedução da serpente,
És vitoriosa, como nos revela as Sagradas Escrituras.

Tua vida, em silêncio, humildade e disponibilidade,
Hoje, nos céus, és para toda a humanidade causa de júbilo e bênçãos.

Mãe de Deus, te veneramos!
Assunta ao céu, coroada estás, pois és Rainha dos céus.

Tu és, bendita entre todas as mulheres,
Pois foste aberta aos Mistérios de Deus sem nada antepor.

Tu és modelo para todos os crentes na missão de evangelizar,
Pois contigo aprendemos a responder, generosamente, ao chamado de Deus. 

"Salve Rainha, Mãe de Misericórdia...Amém".

PS: Nossa Senhora da Glória, Nossa Senhora da Pena, Nossa Senhora do Porto, Santa Maria Eterna, Nossa Senhora do Bom Sucesso, Nossa Senhora da Esperança, Nossa Senhora do Rosário, Nossa Senhora Mãe dos Homens...

Em poucas palavras... (Maria)

                                                            

“Maria é a mais bela flor que desabrochou na criação 

“... Com efeito, Maria, é a flor mais bonita que desabrochou na criação, a "rosa" que apareceu na plenitude dos tempos quando Deus, enviando o seu Filho, conferiu ao mundo uma nova Primavera.

E é ao mesmo tempo protagonista, humilde e discreta, dos primeiros passos da Comunidade cristã: Maria é o seu coração espiritual, porque a sua própria presença no meio dos discípulos constitui a memória viva do Senhor Jesus e o penhor do dom do Seu Espírito." (Papa Bento XVI)

Em poucas palavras...

                                                  


Amor a Deus e ao próximo 

“Esses dois Preceitos devem ser sempre lembrados, meditados, conservados na memória, praticados, cumpridos. O amor de Deus ocupa o primeiro lugar na ordem dos Preceitos, mas o amor do próximo ocupa o primeiro lugar na ordem da execução. Pois, quem te deu esse duplo preceito do amor não podia ordenar-te amar primeiro ao próximo e depois a Deus, mas primeiramente a Deus e depois ao próximo”.  (1)

 

(1)Santo Agostinho (séc. V)

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG