quinta-feira, 7 de maio de 2026

Minhas reflexões no Youtube

 
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Construamos pontes de paz!

                                                      

Construamos pontes de paz!

Os discípulos missionários do Senhor constroem pontes de paz e não muros que criam separações e inimizades, e para isto temos que ter os mesmos pensamentos e sentimentos de Jesus, e com Ele aprendermos sempre, num processo contínuo de conversão.

Jesus é o modelo de Pastor e a responsabilidade no cuidado do rebanho e as contas que teremos de prestar:
“A Igreja no seu conjunto, e em particular os responsáveis, deve prestar contas a Deus de como desempenha a missão recebida d’Ele, tendo diante dos olhos o modelo de Jesus, Bom Pastor”.

O perigo do ativismo e a necessidade de recuperar a serenidade e a força: 
“É útil recordá-lo também aos agentes de pastoral, sempre a correr de uma tarefa para outra, mas também a cada cristão, que precisa muito de se desligar da sua atividade, para recuperar serenidade e força".

O rebanho não é propriedade nossa – devemos cuidar com amor:
“É importante relembrar que o Povo é de Deus, não dos pastores de serviço: Mateus insistirá em dizer que o único Mestre é Cristo (Mt 23,8) e João colocará a ênfase no dever de apascentar as ovelhas do Senhor (Jo 21,15-17)”.

A amizade e intimidade com Jesus e o assimilar de Sua proposta, Seu Evangelho e modo de viver:
“O apostolado não é um ofício entre os outros: nasce da fé e da proximidade constante com o Mestre, do qual se aprendem os conteúdos e o estilo da evangelização; porventura seria mais apta a expressão ‘d’Ele se assimilam’ os conteúdos e o estilo da evangelização.

Para tal assimilação é preciso tempo, calma, descanso ‘sobre o peito’, como disse João (Jo 13,25). Deve também ser repensado o conteúdo na evangelização que não se refere só a conceitos teológicos, mas também à autêntica paixão pelo homem e pelas suas necessidades.”

O cuidado pastoral origina-se na fé e nos coloca em atitude de ida ao encontro do outro:
“O cuidado pastoral nasce da fé, dizia-se, mas também do coração que sabe comover-se e adaptar-se com flexibilidade aos programas, para ir ao encontro das expectativas concretas das pessoas”.

Sejamos fascinados e apaixonados por Cristo e Sua Igreja:
“Deus tomou um coração de carne e utilizou uma linguagem humanamente quente para nos falar de Si mesmo, por vezes acontece que nós esquecemos o nosso coração de carne e assumimos uma linguagem friamente teológica para falar de Deus. E então as pessoas deixam de nos procurar: não nos veem comovidos como Jesus”.

Anunciar e testemunhar a Boa Nova, com palavra e ação:
“A Boa Notícia que se deve anunciar a todos é que a paz já foi assinada por Cristo na Cruz. Mas deve ser ratificada por cada um.”

O discípulo constrói pontes de paz:
“O cuidado pastoral acompanha com generosidade e paciência a ratificação e a realização da paz para todos. Em lugar de construir muros de separação, é-nos pedido que construamos pontes de paz”.

Renovemos a alegria de sermos discípulos missionários do Senhor, e renovemos também a chama batismal, para que possamos no coração do mundo ser um raio de Sua luz, comunicando o gosto e a beleza da vida, pela qual o Senhor Se entregou, morreu e Ressuscitou.

Este é também nosso caminho, este também é o nosso destino: somos Pascais, carregamos em vaso de argila o tesouro do Espírito, como templos divinos. Carregamos a semente da eternidade. Amém!

PS: Citações extraídas do Lecionário Comentado - Volume I Tempo Comum - Editora Paulus - Lisboa - pp. 760-764

"Amor, obediência e alegria"

                                                                 

"Amor, obediência e alegria"

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de São João (Jo 15,9-11).

Antes de tudo, é necessário o amor de Jesus por nós; Ele que por sua vez, é amado pelo Pai, e este amor de Jesus pede nossa resposta: 

“Permanecei no meu amor”, que corresponde ao convite – “Permanecei em mim”.

Este amor é notável na observância dos Mandamentos de Jesus, que dá o exemplo, caminhando ao encontro da morte em obediência ao Pai, de tal modo que, vivido na obediência, tem como fruto a plena alegria.

Portanto, para amar a Deus, pressupõe, antes de tudo, que é preciso deixar-se amar por Ele, porque amar a Deus nunca é iniciativa nossa, mas sempre uma resposta do dom que nos vem de Deus, que nos comunica o Seu infinito amor.

Oremos:

Concedei-nos, ó Deus, a graça de viver esta tríplice relação de amor, obediência e alegria, no seguimento de Jesus Cristo, Vosso Filho, em comunhão com o Espírito Santo. Amém.


PS: Missal Cotidiano – Editora Paulus – p. 440

A Sagrada Eucaristia nos alimenta, vivifica e nos santifica

                                                        

A Sagrada Eucaristia nos alimenta, vivifica e nos santifica
 
À luz dos Tratados escrito pelo Bispo São Gaudêncio de Bréscia (séc. IV), reflitamos sobre a Eucaristia, que é a Páscoa do Senhor.
 
“Um só morreu por todos. É Ele mesmo que em todas as Igrejas do mundo, pelo mistério do pão e do vinho, imolado, nos alimenta, acreditado, nos vivifica e, consagrado, santifica os que o consagram.
 
Esta é a Carne e este é o Sangue do Cordeiro. É o mesmo Pão descido do céu que diz: O pão que Eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo (Jo 6,51). Também o Seu sangue está expresso sob a espécie do vinho.
 
Ele mesmo afirma no Evangelho: Eu sou a videira verdadeira (Jo 15,1), manifestando com toda clareza que é Seu sangue todo vinho oferecido como sacramento da paixão. O grande patriarca Jacó já profetizara acerca de Cristo, ao dizer: Lavará no vinho a Sua túnica e no sangue da uva o Seu manto (Gn 49,11). Na verdade, haveria de lavar no Seu próprio sangue a túnica do nosso corpo, que tomara sobre Si como uma veste.
 
O Criador e Senhor da natureza, que produz o pão da terra, também transforma o pão no Seu próprio Corpo (porque pode fazê-lo e assim havia prometido); do mesmo modo, Aquele que transformou a água em vinho, transforma o vinho no Seu sangue.
 
Diz a Escritura: É a páscoa do Senhor (Ex 12,11), isto é, a passagem do Senhor. Por isso não julguemos terrestres os elementos que se tornaram celestes, porque o Senhor ‘passou’ para essas realidades terrestres e transformou-as no Seu Corpo e no Seu Sangue.
 
O que recebes é o Corpo d’Aquele Pão do Céu, e o Sangue é d’Aquela videira sagrada. Porque, ao dar o pão e o vinho consagrados a Seus discípulos, disse-lhes: Isto é o meu corpo. Isto é o meu sangue (Mt 26,26.28). Acreditemos, portanto, n’Aquele em quem pusemos a nossa confiança: a Verdade não sabe mentir.
 
Quando Jesus falava sobre a necessidade de comer Seu Corpo e de beber Seu Sangue, a multidão, desconcertada, murmurava: Esta palavra é dura! Quem consegue escutá-la? (Jo 6,60). Querendo purificar com o fogo celeste tais pensamentos – que deveis evitar, como já vos disse – ele acrescentou: O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida (Jo 6,63)”.
 
Cremos que Ele é a nossa Páscoa, a passagem da morte para a vida, que por Sua a morte, morre por todos nós, a fim de que vivamos para sempre.
 
Cremos em Jesus, que em todas as Igrejas do mundo, se faz presente no Pão e no Vinho, Mistério do Seu Corpo e Sangue.
 
Cremos na Eucaristia, Corpo e Sangue do Senhor, que consagrado, santifica os que O consagram; o Corpo e Sangue do Senhor, que imolado, nos alimenta; e acreditado, nos vivifica e nos santifica, comprometendo-nos a serviço da vida plena e definitiva para todos.


quarta-feira, 6 de maio de 2026

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai

                                                     

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai

Assim Se apresentou Jesus, na passagem do Evangelho de João (Jo 15,1-8): “Eu sou a Verdadeira Videira e meu Pai é o agricultor”. E ainda: “Eu sou a Videira e vós os ramos”.

Notável é a presença do verbo “permanecer”, ao longo da passagem, o que nos leva a refletir e rezar:

Oremos:

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai, quero permanecer contigo, para dar frutos de amor, bondade, justiça, comunhão, vida, fraternidade e paz, pois sem Ti sou apenas um ramo seco, que morrerá sem nada produzir.

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai, quero permanecer contigo, perseverando até o fim, unido a Ti, quaisquer que sejam as situações, dificuldades, provações, que tenha que passar, mas contando com a Seiva do Teu Espírito, a Seiva do Amor.

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai, quero permanecer contigo, na travessia do vale escuro do cotidiano, e enfrentar as noites escuras da secura da alma, certo de Tua divina e iluminadora presença, porque estás vivo e Ressuscitado.

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai, quero permanecer contigo,  na fidelidade à missão que me confiaste e vivendo o Novo Mandamento que nos deste: “amai-vos uns aos outros, assim como Eu vos amei”.

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai, quero permanecer contigo, vivendo os inseparáveis Mandamentos do amor a Deus sobre todas as coisas e ao próximo.

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai, quero permanecer contigo, vivendo um amor sem arrependimento, incondicional e eterno, até a morte, para um dia entrar na plenitude do amor e luz: céu.

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai, quero permanecer contigo em Tua Igreja, Teu corpo, comunidade dos que creem em Ti, em Tua divindade e humanidade, inseparáveis, que veio ao nosso encontro para nos redimir de todo pecado para uma Vida Nova.

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai, quero permanecer contigo, inseparavelmente, portanto, de Tua Igreja, onde a vida se move na linha do dom e do serviço, mesmo que nela estejam presentes o pecado e a fraqueza própria da condição humana.

Senhor Jesus, Verdadeira Videira do Pai, quero permanecer contigo, na fidelidade ao Projeto de Teu Amado Pai, e envolvido pelo Teu Santo Espírito de Amor, contando com a ternura, carinho e presença de Tua amantíssima Mãe, que jamais nos abandona. Amém.


Lecionário Comentado – Editora Paulus – Lisboa 2011 – Vol. Quaresma / Páscoa – p.552

Maria e Jesus: Um mistério de proximidade e separação

                                                


Maria e Jesus: Um mistério de proximidade e separação

Quantas vezes vivi a proximidade de Tua separação, meu Filho:

 
Na fuga para o Egito, por pouco te tiraram tão cedo de mim.
 
Na apresentação, as palavras de Simeão fincaram raízes em meu coração – o que seria esta espada a trespassar meu coração?
 
Eu Te vi crescer sob minha ternura e olhar maternal, mas sabia que tinhas que partir, das coisas divinas cuidar, desde que Te perdemos e encontramos no templo quando tinhas doze anos.
 
Nas bodas, intervim, porque sabia que tão somente podias o Vinho Novo oferecer, prefigurando Teu Sangue dado em cada Eucaristia, e a sede do mundo, sede de amor, vida e paz sacia: Redenção de toda a  humanidade.
 
Teus passos na agonia, abandono dos discípulos, insana e cruenta flagelação, crudelíssima morte. Tão próximo um dia no ventre, agora corpo dilacerado, na cruz crucificado. Ó imensa dor que me consome!
 
Proximidade e separação: espada cortante o coração me trespassando.
 
Abandonar-Te, como tua Mãe, jamais o faria. Não podia Te livrar da cruz, mas poderia amenizar Tua dor com minha presença.
 
Ouvir de Teus lábios que, no discípulo amado, da humanidade Mãe seria, e ele me acompanharia para refazer sonhos, retomar os passos, na espera da madrugada da Ressurreição.
 
Agora Ressuscitado, por Tuas Chagas Gloriosas, curaste minha indescritível dor.
 
Sinto-Te Vivo, presente, glorioso, e do Alto, nos envias o fogo do Espírito em permanente Pentecostes. Amém. Aleluia!

Dai-nos, ó Deus, Vossa Sabedoria em nosso peregrinar

                                                     


Dai-nos, ó Deus, Vossa Sabedoria em nosso peregrinar

Ó Deus, onde encontraremos a Vossa Divina Sabedoria?

Não permitais que nos acomodemos, julgando já tê-La encontrado, mas que a procuremos continuamente, desinstalando-nos na busca de novas fronteiras e desafios, na procura do inédito que sempre nos agracia.

Libertai-nos da tentação de permanecermos à margem da praia,  e dai-nos a Vossa Sabedoria para avançarmos para águas mais profundas e sulcar corajosamente os mares, resgatando quantos pudermos para a beleza do bem viver, com dignidade e plenitude.

Como peregrinos de esperança, rompei as correntes que nos aprisionam, para que jamais prefiramos o imobilismo, e, incansavelmente, Vos busquemos incessantemente no caminhar da história, pondo somente em Vós toda a nossa confiança.

Vossa Sabedoria nos comunicai, iluminando as entranhas de nossa alma, para que vençamos eventuais medos secretos que, por vezes, tentam roubar ou aniquilar nossas forças, fragilizando-nos nos sagrados compromissos da Boa Nova do Reino.

Dai-nos, ó Deus, Vossa Divina Sabedoria, para que nos passos de Vosso Amado Filho, o Sol nascente que nos veio visitar, nos abramos a ela  a cada nascer do sol  até que possamos merecer a glória da eternidade. Amém.

 

 

PS: Fonte de inspiração – Comentário do Missal Cotidiano sobre a passagem do Livro do Eclesiástico (Eclo 2,1-13 (gr. 1-11). – p.798

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG