sábado, 26 de setembro de 2026

Em poucas palavras... (A cruz) (XXVIDTCA)

                                                              


“A cruz é o único sacrifício de Cristo...”

“A cruz é o único sacrifício de Cristo, mediador único entre Deus e os homens (1 Tm 2,5). Mas porque, na sua pessoa divina encarnada. 

«Ele Se uniu, de certo modo, a cada homem» (Gaudium et spes – GS n.22), «a todos dá a possibilidade de se associarem a este mistério pascal, por um modo só de Deus conhe­cido» (GS n.22).

Convida os discípulos a tomarem a sua cruz e a segui-Lo(Mt 16,24) porque sofreu por nós, deixando-nos o exemplo, para que sigamos os seus passos (1 Pd 2,21).

De fato, quer associar ao seu sacrifício redentor aqueles mesmos que são os primeiros beneficiários (Mc 10,39; Jo, 21-18-19; Cl 1,24). Isto realiza-se, em sumo grau, em sua Mãe, associada, mais intimamente do que ninguém, ao mistério do seu sofrimento redentor (Lc 2,35):

«Há uma só escada verdadeira fora do paraíso; fora da cruz, não há outra escada por onde se suba ao céu» (Santa Rosa de Lima).” (1)

 (1)               Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 618

O imperativo da conversão no trabalho da Vinha do Senhor (XXVIDTCA)

                                                   

O imperativo da conversão no trabalho da Vinha do Senhor

Com a Liturgia do 26º Domingo do Tempo Comum (ano A), contemplamos um Deus que chama a todos para participarem, com empenho concreto, da construção do Mundo Novo de justiça e paz que Ele sonhou e propõe insistentemente.

Diante deste convite, podemos nos acomodar, isolar ou colaborar. Portanto, não basta dizer sim, mas realizar este sim dado com todo ardor, como Jesus o fez no anúncio e realização de Sua missão redentora e concretização do Reino. Sua vida foi marcada pelo amor, serviço, doação até a entrega total na Cruz.

Vivendo um amor que ama até o fim, esvaziando-Se, empobrecendo-Se, despojando-Se para nos enriquecer, nos cumular de todas as bênçãos, graças e riquezas. Fazendo-Se pobre, enriqueceu-nos copiosamente.

Na passagem da primeira Leitura (Ez 18,25-28) vemos a missão do Profeta Ezequiel, tido como o “Profeta da esperança”, num período que marca a volta do exílio e o recomeço de uma nova história.

O Profeta tem que destruir as falsas esperanças, provocar atitudes de conversão e responsabilidade pela própria história de cada um diante de Deus. Ele deve ressuscitar a confiança e a esperança do povo em Deus. De nada ajudará o povo ficar culpando os antepassados, ou atribuir a Deus a culpa de seus pecados e infidelidades. O presente está em nossas mãos para que correspondamos à vontade divina, assegurando um futuro novo e melhor.

O Profeta chama à responsabilidade a cada um, pois de nada adianta procurar culpados se antes não nos revermos diante de Deus e de Sua proposta. Revermos como realizamos o que a nós é próprio; como e com que intensidade e fidelidade aos preceitos de Deus, a Sua adoração em Espírito e verdade se vivemos.

O Profeta Ezequiel assegura-nos que Deus está sempre presente no meio de Seu povo, nunca o abandona, sendo que o contrário pode acontecer, e se isto ocorre as consequências são extremamente danosas. 

Toda infidelidade a Deus traz frutos amargos: sofrimentos, desolação, enfraquecimento. De outro lado, a fidelidade a Deus é fonte de bênçãos. Deus está sempre pronto a selar aliança de amor conosco, e não nos é permitido ficar com rodeios, desculpas evasivas e subterfúgios que nos afastam d’Ele e de nossa felicidade.

É preciso que o povo tenha consciência de seus limites e não acuse Deus como o responsável pelos erros que comete. Deste modo, novo horizonte de vida e liberdade se abrirá diante dele. 

Deus em Sua fidelidade não se alegra com nossa flutuabilidade, incoerência e contradição.

Reflitamos:

- Diante d’Ele qual é a nossa resposta?
- Quais são os nossos compromissos?
- Qual é a nossa parcela de culpa diante dos sinais de morte? 
- Qual é a nossa participação na construção da cultura da vida, em total fidelidade ao Senhor?
- O que preciso fazer para me converter?

A passagem da segunda Leitura (Fl 2,1-11) traz o maravilhoso Hino Cristológico Paulino. Uma carta dirigida a uma comunidade viva, piedosa, generosa, mas não perfeita (haverá comunidade perfeita?).

Ela precisa aprender o desprendimento, a humildade, a simplicidade, dizendo não ao orgulho, à autossuficiência, à vaidade e à ambição. Para isto precisará comportar-se como Cristo, em atitude “kenótica”, ou seja, despojamento, esvaziamento, aniquilamento. Assumir a Cruz de Nosso Senhor, vivendo em total entrega, obediência, amor e serviço.

A Carta nos provoca: num mundo competitivo, como viver esta lógica de Jesus, que é o caminho da glorificação, o caminho da vida plena, da glória que não prescinde da Cruz.

A passagem do Evangelho de Mateus (Mt 21,28-32), apresenta-nos a Parábola dos dois filhos, e mais uma vez refletimos sobre a alegria e graça de trabalhar na Vinha do Senhor. 

Para além da aparente singeleza da Parábola, há um conflito muito forte que deve ser percebido. 

Jesus está em Jerusalém, onde culminará Sua missão, cenário de Sua Paixão e Morte. Mais precisamente está no Templo, que é o centro do poder político, econômico e ideológico daquela época e Se dirige ao chefe dos sacerdotes (poder religioso-ideológico) e aos anciãos do povo (poder econômico), ou seja, os líderes religiosos judaicos que se constituirão nos opositores e principais sujeitos de Sua morte.

A Parábola fala de um filho que disse sim ao pai e não foi para a vinha (que são os próprios acima descritos). De outro lado o filho que disse não e foi para a vinha são os pecadores, as prostitutas, os marginalizados, os publicanos que se abriram à Boa Nova de Jesus.  Trata-se de Parábola de confronto e de conflito entre o Mestre da Justiça e os promotores da sociedade injusta.

Mais tarde Mateus aplicará a Parábola na recusa dos Judeus e no acolhimento por parte dos pagãos à Boa Nova de Jesus.

Com a Parábola, Jesus nos ensina que todos somos chamados para trabalhar na Vinha. Não há lugar para o imobilismo, a preguiça, o comodismo, a autossuficiência, o egoísmo.

Reflitamos:

- O que significa dizer “sim” a Deus? Somente a procura dos Sacramentos não basta.

- Como vivo os Sacramentos que celebro e qual o conteúdo vivencial da Palavra que escuto?

Não basta assentar-se nos bancos das Igrejas e pregar em seus púlpitos. É preciso testemunhar a Palavra que se anuncia, que se proclama. Testemunhá-la com toda nossa fragilidade, imperfeição, dando o melhor de nós onde quer que estejamos.  

É preciso por em prática a Fé, a Esperança e a Caridade, dando, incansavelmente, provas concretas de nosso amor. Como uma mãe que diz ao filho: “Para de me dizer que gosta de mim. Prova-me!” Fácil é dizer, é preciso viver, dar o melhor de nós, simplesmente por amor.

Concluindo, acolhamos a Palavra do Profeta Ezequiel que nos chama à conversão, confiança, responsabilidade, esperança encarnada, em total fidelidade a Deus.

Abramo-nos ao questionamento de Nosso Senhor, para que nosso “sim” a Deus seja um “sim” vivo e verdadeiro, denso de conteúdo e compromissos. 

Tenhamos Jesus como modelo de vida, tenhamos a coragem de imitá-Lo, pois Ele chegou à glória, passando pela Cruz; desceu ao poço mais profundo da miséria e solidão humana para ser exaltado, glorificado e “diante d’Ele todo joelho se dobre e toda língua proclame que Ele é o Senhor”.

Embora sem méritos, o Senhor nos chamou para trabalhar em Sua vinha.

Reflitamos:

- Qual é a nossa resposta?
- Quais as conversões que devemos realizar em nossa vida para melhor correspondermos aos desígnios de Deus e caminharmos rumo aos horizontes de uma sociedade justa e fraterna?

Procuremos a mais perfeita coerência entre o que cremos e o que vivemos, para que o mundo veja Cristo em nós, e como Paulo, digamos: 

“E já não sou eu que vivo: é Cristo que vive em mim. 
E a vida que vivo agora na carne, 
eu a vivo pela fé no Filho de Deus, 
que me amou e Se entregou a Si mesmo por mim.” (Gl 2,20)

Os Arcanjos, enviai-nos, Senhor

                                       


Os Arcanjos, enviai-nos, Senhor

Enviai, Senhor, Vossos Arcanjos ao nosso encontro,
Sobretudo nestes momentos tão difíceis por que passamos,
Em que o sol parece se pôr como que para sempre,
Sem perspectivas de contemplar um novo amanhecer.
 
Devido a uma enfermidade, a partida de quem amamos
Para a eternidade, doce lembrança de momentos vividos,
Amargo gosto da ausência para um abraço, uma palavra,
Ainda que os tenhamos vivos na memória e coração.
 
Não fosse a fé que temos na Ressurreição,
Como suportaríamos a dor da saudade que nos consome?
Ah, se não fosse a presença amável dos Anjos e Arcanjos conosco,
Revelando-nos a divina onipotência de amor que nos envolve!
 
Vossos Arcanjos enviai-nos, Senhor, suplicamos-Vos.
Enviai Vosso Arcanjo Miguel, cujo nome revela uma missão:
“Quem é como Deus?”, para com Ele vencermos os combates
De nomes tantos do cotidiano, bem como a força do Maligno.
 
Vossos Arcanjos, enviai-nos, Senhor, suplicamos-Vos,
Enviai Vosso Arcanjo Gabriel, para renovar em nós
A fé, a coragem e a confiança incondicional em vosso poder,
Vossa força que vem em socorro de nossa humana fraqueza.
 
Vossos Arcanjos enviai-nos, Senhor, suplicamos-Vos.
Enviai Vosso Arcanjo Rafael, trazendo-nos de Vós a Cura
De nossas enfermidades físicas ou espirituais,
Que nos fragilizam no carregar da cruz cotidiana.
 
Vossos Arcanjos enviai-nos, Senhor, suplicamos-Vos.
Rafael, para a cura de nossas enfermidades múltiplas,
Gabriel, para nos comunicar a força divina,
Miguel, para vencermos o bom combate da fé. Amém.
 

Em poucas palavras...

 


Eucaristia: alimento, remédio e conforto

“Deve-se cuidar que nas exposições transpareça claramente a relação do culto do Santíssimo Sacramento com a Missa.

Evite-se na exposição todo aparato que de qualquer modo possa contrariar o desejo de Cristo ao instituir a Santíssima Eucaristia sobretudo para nos servir de alimento, remédio e conforto.” (1)

 

(1)        A Sagrada Comunhão e o Culto do Mistério Eucarístico fora da Missa – Editora Paulus – n. 82 – p.56

 

O olhar e a voz da misericórdia divina: Jesus

 


O olhar e a voz da misericórdia divina: Jesus


“Naquele tempo, Jesus viu um homem chamado Mateus,

sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe:

‘Segue-me!’’.  Ele se levantou e seguiu a Jesus.” (Mt 9,9)

 

O olhar,

A voz,

A resposta...

 

Um momento que muda uma vida.

Ontem, o olhar de compaixão do Senhor;

A Sua voz, penetrante como espada de dois gumes;

A resposta de Mateus ao chamado.

 

Hoje, Ele também passa por nós.

Seu olhar, mar de compaixão, nos envolve.

É impossível a indiferença ao fixarmos n’Ele, o nosso olhar.

Um colírio para a fé, e  para sempre nossos olhos n’Ele fixos.

 

Sua voz como suave melodia,

Envolve-nos o  corpo, a alma e o espírito.

Invade os ouvidos do coração,

Em  divino abraço de ternura.

 

“Segue-me”.

Ontem, Mateus Te seguiu,

A vida por Ti entregou,

Martírio abraçou, consumido pelo Amor.

 

“Segue-me”.

Hoje, nós discípulos missionários Teus,

Queremos por Ti a vida consumir,

Com renúncias cotidianas necessárias, a cruz assumir.

 

Ó divino olhar de misericórdia a nós dirigido.

Ó suavidade de voz que invade as veias do coração.

Que nosso coração contigo em perfeita sintonia,

Seduzido pelos mesmos sentimentos que brotam do teu coração. Amém.



PS: Passagem do Evangelho de Mateus (Mt 9,9-13)

 

A morte da inveja

                                                  


A morte da inveja

Um dia aparecerá nos noticiários e em todos os informativos,
Será partilhado nas comunidades virtuais,
Uma nota de falecimento: Morreu, nesta madrugada fria, a inveja.

Morreu congelada, por inanição, porque não mais foi alimentada,
Não encontrou mais a seiva que a alimentasse e desse vigor,
Porque falou mais alto o princípio de alegrar-se com o bem do outro.

Com sua morte, cessaram as labaredas do ódio que queimavam almas,
Porque faziam arder no coração sentimentos de inveja sem controle,
Levando ao desejo do que não se possui, não valorizando o já adquirido.

A morte da inveja, a morte do pecado que cegava, feria,
matava a quem este pecado cultivava, ainda que em disfarçado silêncio,
Mas que não conseguia simular por muito tempo por causa da desenfreada ambição.

Ela morrendo, já não mais se vê mais as coisas e as pessoas com os olhos da inveja;
Não mais nos faz sombra, porque a inveja presente, corrói, destrói, mata.
Foi sepultada, ressuscitou a pureza da alma, a alegria pelo bem alheio.

Morreu a inveja, já não somos acometidos pela zelotipia,
Porque aprendemos a controlar nossos desejos, por vezes doentios,
Agradecidos, aprendemos a viver com o que temos e somos.

Morreu a inveja, não a ressuscitemos sob nenhuma hipótese,
E relacionamentos mais sinceros e edificantes, teremos,
Mais felizes conosco e com os outros seremos.

Em poucas palavras...

 






A devoção à Santíssima Eucaristia

“Sendo o Sacrifício Eucarístico fonte e ápice de toda a vida cristã, recomenda-se encarecidamente tanto a devoção particular como o culto público à Santíssima Eucaristia, mesmo fora da Missa, em conformidade com as normas estabelecidas pela autoridade competente.

Na organização destes piedosos e sacros exercícios, tenham-se em conta os tempos litúrgicos, de modo que se harmonizem com a Sagrada Liturgia, nela se inspirem e para ela encaminhem o povo.” (1)

 


(1)        A Sagrada Comunhão e o Culto do Mistério Eucarístico fora da Missa – Editora Paulus – n. 79 – p.55

 

 

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