quinta-feira, 30 de julho de 2026

Em poucas palavras...

 


“O grande tesouro é Cristo”

“O grande tesouro é Cristo é Ele que ilumina todo o antigo e o novo.

Ele que deve ser anunciado e transmitido, permanecendo fiéis à Sua Pessoa que encerra em Si todas as novidades capazes de explicar e realizar as antigas promessas.

Também nós reconhecemos com Santo Irineu: omnem novitatem attulit semetipsum afferens. (Adversus haeresis, IV, 34,1).” (1)

 

(1)Comentário Lecionário Comentado – Editora Paulus – p. 841 – sobre a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 13,1-53)

PS: A frase significa "Ele trouxe toda a novidade, trazendo a Si mesmo". Trata-se de uma declaração central de Santo Ireneu de Lião,  em sua obra Contra as Heresias (Adversus haereses).

 

Em poucas palavras...



Modelados pelas mãos divinas

"O Criador jamais deixou de nos falar e de nos modelar com as Suas mãos e, se em algumas ocasiões parece destruir com palavras/acontecimentos demasiado duros, é só para evitar que a nossa vida se perca na inutilidade e no nada” (1)

 

(1)Comentário Lecionário Comentado – Editora Paulus – Lisboa – p. 842 – sobre a passagem do Livro do Profeta Jeremias (Jr 18,1-6).

Minhas reflexões no Youtube

 
Acesse:

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A Deus cabe o julgamento final

                                              

A Deus cabe o julgamento final

Vejo o mundo em páginas múltiplas e densas.
Por vezes o vejo confuso, além do meu entendimento...
No campo crescem grão de trigo e joio, ainda que não deseje,
Nas redes entram peixes bons e ruins, aquém de meu querer.

Quantos sofrem por isto e se inquietam.
Indaga-se: por que Deus tolera os maus?
Por que até mesmo na Igreja isto se dá?
As questões se avolumam e até nos consomem.

Por que Cristo não seleciona uma Igreja de puros,
Perfeitos, imaculados e quase anjos?
A uns Deus e Seu Cristo têm paciência demais,
Para salvar quem sumariamente já condenamos.

Aguardemos pacientemente a colheita,
Não diminuída por prematuras intervenções de escolhas,
Ou por uma rede cheia de tão apenas peixes bons,
Ressoe a mensagem das Parábolas do Senhor.

Só então, no fim, haverá a colheita, o recolher da rede
Com base na realidade de ser grão de trigo ou joio, peixe bom ou mau.
Acolhamos a advertência eficaz das parábolas:
Deus é paciente e cabe a cada um fazer a sábia escolha.

Escolher ser bom grão e bom peixe e não joio ou peixe imprestável.
Decidamos enquanto é tempo, pois o tempo é breve.
As urgências nos interpelam a renovar a nossa fé,
Dar razão de nossa esperança e inflamar a chama da caridade. Amém.


PS: Conferir Mt 13,1-51; Rm 2,1-11; Tg 4,11-12

O Reino dos céus é como uma rede lançada ao mar

                                                          

O Reino dos céus é como uma rede lançada ao mar

Na quinta-feira da 17ª Semana do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 13,47-53), em que Jesus nos apresenta mais uma parábola, exclusiva deste Evangelista,  sobre o Reino dos Céus: a parábola da rede lançada ao mar, e que recolhe todo tipo de peixe.

O Evangelista tinha diante de si uma comunidade imersa na monotonia, na falta de empenho, numa vivência morna da fé, logo, pouco exigente e comprometida.

Deste modo, era necessário buscar uma Palavra do Senhor, para que ela perseverasse diante das perseguições e hostilidades, enfrentando as dificuldades que vão se apresentando na caminhada da comunidade.

Nisto consiste a beleza das Parábolas: revigoram o ânimo, o entusiasmo, ajudam no discernimento e fortalecem no seguimento de Jesus.

A comunidade deve ver no Reino a grande pérola ou tesouro, pelo qual todo sacrifício deve ser feito e toda renúncia não será em vão.

É preciso rever a escala de valores que pautam nossa vida: o que nos seduz, o que consome nossas forças, nosso tempo; bem como refletir sobre a alegria que devemos ter por sermos instrumentos, colaboradores na realização do Reino.

A Parábola da rede e dos peixes leva a comunidade a refletir, mais uma vez, sobre a necessidade da paciência para ver o Reino de Deus acontecer (joio e trigo).

Deus não tem pressa de condenar e destruir. Ele não quer a morte do pecador, por isso, dá ao homem o tempo necessário e suficiente para amadurecer as suas opções e fazer suas escolhas.

Refletimos sobre a Misericórdia de Deus, que se manifesta na tolerância, paciência, sempre desejoso de que em nós aconteça a conversão e o amadurecimento.

Na conclusão da passagem do Evangelho, os discípulos são chamados a compreender e acolher o novo ensinamento proposto, num renovado compromisso e empenho.
  
Reflitamos:

- O que pedimos quando dizemos: “Venha a nós o Vosso Reino”?
- Como vivemos a paciência a serviço do Reino?

-  Como Igreja, estamos a serviço do Reino. Temos consciência desta missão?

- Sentimos alegria contagiante ao trabalhar para que o Reino de Deus aconteça?

O melhor Ele já nos deu: O Espírito Santo e os sete Dons (Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Piedade e Temor de Deus). 

Empenhemo-nos, decididamente, na construção do Reino, o Espírito nos assiste, a Sabedoria nos é comunicada, incessantemente. 

Como discípulos missionários do Senhor, renovemos nossa alegria de participar da realização do Reino de Deus, como herdeiros da graça em Cristo Jesus, pelo Espírito Santo, no amor do Pai.


PS: Apropriado para o 17º Domingo do Tempo Comum - Ano A

Como argila nas mãos de Deus

                                               


Como argila nas mãos de Deus

“O Senhor Deus plasmou o homem com o pó da terra”
(Gn 2,7)

Em tempos em que não havia a disponibilidade tão fácil de acesso, mantinha sempre uma pasta com mensagens que via ou que recebia, para compartilhá-las em momento oportuno.

Hoje retomei a pasta, e dentre tantas mensagens e reflexões, uma me chamou a atenção:

“Eu, naquele entardecer da criação, senti passos no jardim. Era Ele, o Senhor da criação. Acontece que, nesse entardecer, Ele parou, inclinou-se, com um olhar carregado de amor. E, de repente, juntou-me do chão, a mim, pobre e pequeno punhado de terra e ficou a me olhar pensativo… Remexeu-me longamente… longamente… com todo o carinho!

E, então, começou a me amassar: primeiro, retirou de mim uma porção de impurezas que O atrapalhavam: pedrinhas, pedacinhos de pau, ciscos. E eu fui ficando terra pura, do Seu gosto. Fez ainda operações, que eu não compreendia, nem poderia compreender: “Pode por acaso um vaso dizer ao oleiro: eu entendo disso mais do que você?”  (Is 29,16).

Eu nada perguntei. Oferecia simplesmente o meu ser em disponibilidade de amor. Deixava-me trabalhar. Deixava que Ele me fizesse. Porque eu sabia que era obra sua e que ele transformava com amor.

De fato, fui tomando forma. Uma forma à maneira sua, à sua imagem! Para que haveria eu de servir no futuro? Eu não o sabia. “Como argila nas mãos de um oleiro, assim estava eu em Suas mãos” (Jr 18, 6).

E fui-me tornando obra de Deus. “E ele aplicava seu coração em aperfeiçoar-me, pondo cuidado vigilante em tornar-me belo e perfeito” (Eclo 38, 31).

Depois, veio uma etapa difícil. Porque foi um forno superaquecido que ao barro vejo dar força e consistência. É o calor e o valor de minha vida que leva a bom termo a obra de Suas mãos, o Senhor Criador.

A cada vaso muito querido, Ele dá contornos de eternidade. Então, comecei a olhar em torno de mim. E descobri outros vasos que Suas mãos hábeis e cheias de amor haviam amassado e modelado artisticamente. Sem Se cansar, dava Ele mais outra demão aqueles que não haviam saído bem.

Cada um tinha sua forma e sua cor, sem dúvida, isso conforme a destinação no mundo. Mas, do mais humilde ao mais rico, todos eram lindos, todos bem feitos. Ele nos tinha feito como Ele bem queria (…).

“Pode, por ventura, um vaso perguntar ao oleiro: por que me fizeste assim? Não tem o oleiro poder sobre o barro para fazer da mesma argila um vaso de uso nobre e outro de uso vulgar?” (Rm 9, 20-21).

Ó Oleiro Divino, Criador e Pai, permite que se cumpra em mim a obra que começaste. Seja meu projeto o Teu Projeto sobre mim!” (1).

Somos exatamente como um barro na mão do Oleiro Divino, que nos criou por amor e nos modela segundo o Seu querer, aperfeiçoando-nos.

Uma obra nas mãos de Deus, inacabada, imperfeita, com suas inquietações, múltiplas possibilidades, no exercício do livre arbítrio que nos concedeu.

Por vezes não compreendemos determinados fatos em nossa vida, e somente algum tempo depois, é que vamos descobrir o quanto eles puderam e nos ajudaram em nosso amadurecimento e crescimento em todos os aspectos.

Vivendo este tempo de quarentena, aproveitemos para avaliarmos o quanto, de fato, cada um de nós está se deixando modelar pela mão divina, para que correspondamos aos Seus desígnios e Projeto.

Como barro nas mãos divinas, felizes e plenos de vida seremos (Jo 10,10).

(1)         D. Estevão Bettencourt, osb

Lágrimas de arrependimento, novos propósitos

                                                          

Lágrimas de arrependimento, novos propósitos

Em seu discurso aos párocos da Diocese de Roma, no dia 6 de março de 2014, o Papa Francisco fez referência à oração para pedir o dom das lágrimas, encontrada nos Missais antigos.

Assim se rezava na Oração da “Coleta”:

“Ó Deus onipotente e misericordiosíssimo, que fizestes sair da rocha uma fonte de água viva para o povo sedento, fazei sair, da dureza do nosso coração, lágrimas de arrependimento, para que possamos chorar os nossos pecados e merecer, por vossa misericórdia, a remissão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que vive e reina na unidade do Espírito Santo pelos séculos dos séculos. Amém.”

Oremos:

Dai-nos, Senhor, o dom das lágrimas!

Senhor, não mais bebemos da água que jorrou daquela rocha no deserto. Bebemos da água viva que tendes para nos oferecer (Jo 4,1-25). Saciai, Senhor, nossa sede de amor, vida e paz.

Senhor, contemplamos Vosso trespassado Coração, do qual verteu água e sangue, sinais que nos remetem aos Sacramentos do Batismo e da Eucaristia. Ajudai-nos a viver a graça do Batismo, nutridos pelo Vosso Corpo e Sangue, no Divino Banquete Eucarístico.

Senhor, façais sair, não obstante a dureza de nosso coração, as necessárias lágrimas de arrependimento, para que, contritos e com propósitos de conversão, choremos copiosamente nossos pecados, despindo-nos das obras das trevas, revestindo-nos com as armas da luz. (Rm 13,11-14a).

Senhor, não permitais que nosso coração fique endurecido, frio, curvado diante da globalização da indiferença, diante da dor, sofrimento e angústia de nosso próximo, sobretudo dos que se encontram feridos à beira do caminho (Lc 10,25-37).

Senhor, concedei-nos a graça de viver sinceros propósitos de reconciliação convosco e com nosso próximo, na prática da oração, jejum e esmola, a fim de que façamos progressos maiores ainda na prática das virtudes que nos movem – carregando com fidelidade nossa cruz cotidiana. Amém.

Dai-nos, Senhor, o dom das lágrimas

PS: Apropriada para a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 11,20-24)

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