terça-feira, 14 de julho de 2026

A compaixão do Senhor secará nossas lágrimas

                                                            

A compaixão do Senhor secará nossas lágrimas

Na noite escura de tua vida,
Vi as lágrimas, como estrelas prateadas,
Verterem sobre o céu de tua face.

Iluminavam a noite dos pesadelos
Dos quais  ninguém pode estar isento.
Hora mais intensa, mas vai passar.

Lágrimas ao consumir-se de dor
Da partida de alguém que se amou
E para sempre e sempre há de se amar.

Reluziam ao expressar sofrimento,
Mas junto com elas a esperança acompanhada
Da superação, reencontro do sentido da vida.

Lágrimas caem para que o corpo não se curve,
Como que os pontos entregando,
Em prostração, sem nenhum passo, estático...

Virá o sol em um novo amanhecer,
Secará tuas e minhas lágrimas:
O brilho do Sol Maior virá ao nosso encontro.

Trará saúde em seus raios em novo amanhecer:
“Mas para vós que temeis o Meu nome,
brilhará o Sol de justiça que tem a cura em seus raios” (Ml 3,20).

Se não suportarmos o peso da cruz, choremos,
Vertamos lágrimas como estrelas prateadas
A iluminar a escuridão dos que nada creem.

Unamos nossas lágrimas ao sangue do Redentor,
Na hora de Sua imensa agonia, morte iminente:
Na solidão, mas na presença do Pai em oração.

“Entrando em agonia, Jesus orava com mais insistência.
Seu suor tornou-Se como gotas de sangue que caiam ao chão”
Unamo-nos à Sua agonia, por amor de nós vivida.

No monte das Oliveiras, Jesus, sozinho e triste,
Sofrendo e empalpando a terra com o seu Sangue.
Sangue divino, resgatando nossa miséria: pó que somos.

Sobre a terra dura, de joelhos perseverando em oração.
Chorando por ti, por mim e por toda a humanidade
Esmagado pelos pecados de todos nós.

Confiante na presença e na onipotência do amor do Pai,
Não desfalece, e em Sua imensa agonia,
Vem um anjo confortá-Lo em Sua humana natureza.

Vertamos lágrimas como estrelas prateadas.
Contemplemos o suor do Divino Redentor.
Quem suportaria tamanho sofrimento?

Quem nos amou tanto assim?
Choremos, supliquemos ao Senhor em todos os momentos.
Não serão em vão nossas lágrimas e o Sangue do Redentor.

Lágrimas de arrependimento, novos propósitos

                                                          

Lágrimas de arrependimento, novos propósitos

Em seu discurso aos párocos da Diocese de Roma, no dia 6 de março de 2014, o Papa Francisco fez referência à oração para pedir o dom das lágrimas, encontrada nos Missais antigos.

Assim se rezava na Oração da “Coleta”:

“Ó Deus onipotente e misericordiosíssimo, que fizestes sair da rocha uma fonte de água viva para o povo sedento, fazei sair, da dureza do nosso coração, lágrimas de arrependimento, para que possamos chorar os nossos pecados e merecer, por vossa misericórdia, a remissão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que vive e reina na unidade do Espírito Santo pelos séculos dos séculos. Amém.”

Oremos:

Senhor, não mais bebemos da água que jorrou daquela rocha no deserto. Bebemos da água viva que tendes para nos oferecer (Jo 4,1-25). Saciai, Senhor, nossa sede de amor, vida e paz.

Senhor, contemplamos Vosso trespassado Coração, do qual verteu água e sangue, sinais que nos remetem aos Sacramentos do Batismo e da Eucaristia. Ajudai-nos a viver a graça do Batismo, nutridos pelo Vosso Corpo e Sangue, no Divino Banquete Eucarístico.

Senhor, façais sair, não obstante a dureza de nosso coração, as necessárias lágrimas de arrependimento, para que, contritos e com propósitos de conversão, choremos copiosamente nossos pecados, despindo-nos das obras das trevas, revestindo-nos com as armas da luz. (Rm 13,11-14a).

Senhor, não permitais que nosso coração fique endurecido, frio, curvado diante da globalização da indiferença, diante da dor, sofrimento e angústia de nosso próximo, sobretudo dos que se encontram feridos à beira do caminho (Lc 10,25-37).

Senhor, concedei-nos a graça de viver sinceros propósitos de reconciliação convosco e com nosso próximo, na prática da oração, jejum e esmola, a fim de que façamos progressos maiores ainda na prática das virtudes que nos movem – carregando com fidelidade nossa cruz cotidiana. Amém.

PS: Apropriada para a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 11,20-24)

Choremos nossas culpas, confessemos nossos pecados

                                                    

Choremos nossas culpas, confessemos nossos pecados

Choremos nossas culpas enquanto é tempo, cada um em sua devida intensidade, conforme a parte que lhe cabe, sem demora, com toda a verdade e humildade.

Choremos nossas culpas pelas palavras ditas, escritas no papel ou numa tela, que não animam, não comunicam alegria, esperança, coragem, luz e sabedoria.

Choremos pelo bem não feito, pela mão que não se abriu em gestos de solidariedade a quem mais precisava; tristemente fechada em expressão de egoísmo.

Choremos nossas culpas pela agonia de nosso planeta, nossa Casa Comum, tão vilipendiado, agonizado, por causa do egoísmo, consumismo e exploração com fins inescrupulosos de lucro.

Choremos nossas culpas pelos pensamentos cultivados, que não poderiam ser consentidos, ferindo os princípios da fé que professamos, dos valores fundamentais para uma nova humanidade.

Choremos nossas culpas na omissão e assim permitimos que a mentira, o ódio, a dor, a vergonha, a corrupção proliferassem em todos os âmbitos, sobretudo dentro de nós.

Choremos nossas culpas, confessemo-las diante da misericórdia divina, reconhecendo nossos pecados, a miséria em que nos encontramos quando seguimos a trilha do pecado.

Mais que chorar nossas culpas e confessar nossos pecados, sintamo-nos acolhidos e perdoados pela misericórdia divina, para que reiniciemos um novo caminho, na fidelidade ao Divino Caminho: Jesus.

Acolhidos e perdoados, conhecendo e amando a Verdade, que é o próprio Jesus, sejamos livres de todo pecado, que Ele, o Cordeiro de Deus imolado, veio ao mundo tirar, porque pecadores todos somos.

Acolhidos, perdoados e libertos e pelo Senhor tão amados, correspondência maior de amor a Ele vivida, vida plena e feliz já teremos, vida eterna alcançaremos. Amém.

PS: Apropriado para a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 11,20-24)

Minhas reflexões no Youtube

 
Acesse:

https://www.youtube.com/c/DomOtacilioFerreiradeLacerd d brba 

Dai-nos, Senhor, o dom das lágrimas

                                                        

Dai-nos, Senhor, o dom das lágrimas

Em seu discurso aos párocos da Diocese de Roma, no dia 6 de março de 2014, o Papa Francisco fez referência à oração para pedir o dom das lágrimas, encontrada nos Missais antigos.

Assim se rezava na Oração da “Coleta”:

“Ó Deus onipotente e misericordiosíssimo, que fizestes sair da rocha uma fonte de água viva para o povo sedento, fazei sair, da dureza do nosso coração, lágrimas de arrependimento, para que possamos chorar os nossos pecados e merecer, por vossa misericórdia, a remissão. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, que vive e reina na unidade do Espírito Santo pelos séculos dos séculos. Amém.”

Oremos:

Senhor, não mais bebemos da água que jorrou daquela rocha no deserto. Bebemos da água viva que tendes para nos oferecer (Jo 4,1-25). Saciai, Senhor, nossa sede de amor, vida e paz.

Senhor, contemplamos Vosso trespassado Coração, do qual verteu água e sangue, sinais que nos remetem aos Sacramentos do Batismo e da Eucaristia. Ajudai-nos a viver a graça do Batismo, nutridos pelo Vosso Corpo e Sangue, no Divino Banquete Eucarístico.

Senhor, façais sair, não obstante a dureza de nosso coração, as necessárias lágrimas de arrependimento, para que, contritos e com propósitos de conversão, choremos copiosamente nossos pecados, despindo-nos das obras das trevas, revestindo-nos com as armas da luz. (Rm 13,11-14a).

Senhor, não permitais que nosso coração fique endurecido, frio, curvado diante da globalização da indiferença, diante da dor, sofrimento e angústia de nosso próximo, sobretudo dos que se encontram feridos à beira do caminho (Lc 10,25-37).

Senhor, concedei-nos a graça de viver neste Tempo da Quaresma os sinceros propósitos de reconciliação convosco e com nosso próximo, na prática da oração, jejum e esmola, a fim de que façamos progressos maiores ainda na prática das virtudes divinas que nos movem, e assim, poderemos celebrar a alegria transbordante da Páscoa. Amém.


PS: Apropriado para reflexão da passagem do Evangelho de Mateus (Mt  11,20-24)

Confiemos plenamente no Senhor

                                                         

Confiemos plenamente no Senhor

Ouvimos na terça-feira da 15ª Semana do Tempo Comum (ano par), a passagem do Profeta Profeta Isaías (Is 7,1-9), com uma mensagem fundamental: Deus nunca abandona o Seu povo e está sempre presente.

Com o Profeta, aprendemos que não se pode confiar em alianças efêmeras, passageiras, temporais (nações potentes, exércitos estrangeiros...).

A confiança e a esperança devem ser tão apenas em Deus, do contrário, pode se incorrer em maior sofrimento e opressão.

É preciso que, como Povo de Deus, saibamos ler os sinais de Deus, para não confiarmos em falsas seguranças e ilusórias esperanças. Somente Deus, Sua presença e Palavra, devemos ter como nossa “rocha segura”.

Esta promessa de Salvação se deu em Jesus Cristo: contemplemos e professemos a fé em Jesus Cristo, que veio nos trazer a Salvação; Ele é o Emanuel prometido, ou seja, o “Deus conosco” (Mt 1,23).

Na fidelidade ao Senhor Jesus, renovemos sagrados compromissos com o Reino, iluminados pelo Santo Espírito que ilumina nossos caminhos obscuros, sobretudo quando vemos noticiários cotidianos em que a mentira, a maldade, o roubo, o desmando, a corrupção parecem prevalecer sobre as atitudes e pessoas de boa vontade. 

Uma fé fecunda e autêntica

                                                              

Uma fé fecunda e autêntica

 

“Eu porém, Vos digo: no dia do juízo, Sodoma será tratada com menos dureza do que vós." (Mt 11,24)

 

Uma reflexão à luz da passagem do Evangelho de São Mateus (Mt 11,20-24; Lc 10,13-16), em que Jesus dirigiu "ais" de lamentação contra as Cidades de Corazim e Betsaida, pela sua incredulidade e não conversão, não obstante Sua presença e sinais realizados.

Hoje, esta mensagem se dirige a nós. Acolhamos as Palavras do Senhor, para que não tenhamos a mesma sorte destas cidades.

Afastemos toda a infidelidade a Deus, e nos empenhemos em esforços sinceros de conversão, pois bem maior é a nossa responsabilidade, sobretudo porque temos a graça dos Sacramentos, a Palavra de Deus e muito mais.

Mais do que membros da Igreja, é preciso que dela participemos ativamente, a serviço do Reino.

E mais do que fazer parte do povo de Deus, é preciso que vivamos como filhos de Deus.

Urge como discípulos missionários do Senhor, renovar a alegria da missão evangelizadora, no fortalecimento dos seus quatro pilares: da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária.

Acompanhe a fé, que recebemos como dom, a virtude da esperança, e gestos de caridade se multipliquem, como expressão de sua fecundidade e autenticidade.

Façamos um sincero exame de consciência, a fim de que não nos contentemos em apenas ter fé, mas nos esforcemos por vivê-la; pois para que não sejamos meros ouvintes da Palavra de Deus, mas dela praticantes. Amém.

Quem sou eu

Minha foto
4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG