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Dom Otacilio F. Lacerda
sábado, 24 de outubro de 2026
Ó Deus, humildes e confiantes, Vos suplicamos
A necessária conversão cotidiana
A necessária conversão cotidiana
“E se não vos converterdes, todos morrereis do mesmo modo.” (Lc 13,5)
Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 13,1-9), sobre a Parábola da figueira plantada na vinha e que não produzia frutos.
Vemos que o vinhateiro pediu ao dono da vinha para cavar ao redor da figueira e adubá-la, por mais um ano, pois há três, nada produzira.
Em todo o tempo, sobretudo em tempo de crise, temos o imperativo da conversão se impõe a todos nós, como nos alertou Jesus Cristo na passagem da parábola.
Vivemos o tempo da graça que Deus nos concede para “cavar e adubar”.
Cavar” significa remover toda impunidade, imoralidade, corrupção, desvios de verbas, cumplicidade com atitudes e comportamento mesquinhos que mutilam a beleza da vida, de modo especial de uma nação, impondo-nos a vergonha, a desilusão e o opróbrio.Ao mesmo tempo, é preciso “adubar”, que significa fortalecer os pilares do amor, verdade, justiça e liberdade, os pilares da casa da paz, como nos disse o Papa São João XXIII.
Deus que nos criou sem nossa participação não quer nos salvar sem nossa colaboração, como afirmou Santo Agostinho.
É tempo de renovar sagrados compromissos para fazer nascer e renascer sempre a fina flor da esperança de um novo tempo.
Que estas ações de “cavar” e “adubar” nos acompanhem em todo o tempo, pois tão somente assim seremos no mundo sinal e expressão da misericórdia divina, que espera que produzamos saborosos frutos, e que deles todos possam participar, como sinal do Reino, do qual somos instrumentos, como discípulos missionários.
A misericórdia divina e a conversão necessária
Sejamos inflamados pelo Amor Divino
Em poucas palavras...
“É ainda tempo de conversão...”
“É ainda tempo de conversão... Deus cuidou de nós, uma e outra vez, como de uma árvore que parece totalmente incapaz de dar fruto.
O jardineiro, porém, sente pena. Deus tem pena dos homens e cuida deles, uma vez mais, por meio da mensagem e da esperança de Jesus. Se não correspondemos a esses cuidados, o machado da destruição cairá sobre nós.” (1)
(1) Comentários da Bíblia Litúrgica – Gráfica de Coimbra 2 – p. 1149 – passagem do Evangelho de Lucas (Lc 13,1-9)
sexta-feira, 23 de outubro de 2026
A floresta de nossos sonhos
A floresta de nossos sonhos
Sonhos, quem não os tem, ora belos, ora nem tanto assim.
Sonhos que ora nos movem, ora nos inquietam...
Se somados um ao outro, formam uma grande floresta.
Não haveria floresta sem a menor das sementes, folhas e flores.
Viver é ter coragem de visitar a floresta de nossos sonhos.
Sonhos que podem ser simples devaneios,
Sem conexão com as marcas da realidade inserida;
Mas, se relidos, podem alargar horizontes de medos e mesquinhez.
Sonhos de loucos, de esperanças vãs e insensatas,
De impossível realização, poderão dizer alguns,
Ou apenas o silêncio, palavras contidas,
Pela ausência da coragem, de sincera expressão.
Sonhos acordados de poetas nas florestas encantadas,
Enamorados pela vida, olhar transcendente,
Que colore o cinza triste de paisagens sombrias
E emprega a luminosidade para vencer o horror da escuridão.
Adentrar as florestas de nossos sonhos em todas as estações.
No verão, refrescar nas fontes revitalizantes da Palavra divina;
Na primavera, não desistir de contar as flores de suave perfume;
No inverno, aquecer-se na fogueira com o Fogo Divino.
No outono, coragem de contemplar folhas caídas,
Podas necessárias para um novo germinar, florescer,
Na certeza de que frutos não haverão de faltar:
Saborosos frutos do Espírito, Ele há de nos conceder.
Assim são as florestas de nossos sonhos a serem visitadas.
Nelas, por vezes, espaços desertificados ou ajardinados.
Dias difíceis, tempos de escuridão e secura da alma,
Outros, nutridos em “cascatas de leite e mel”. Adentremos...







