quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

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A “regra de ouro”

                                             


A “regra de ouro”

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 6,27-38).

Jesus quer e exige o amor sem limites para com os irmãos e irmãs, por isto diz aos Seus discípulos para amarem a todos, mesmo os inimigos, e que rezem e façam o bem desinteressadamente.

Deste modo, o mandamento do amor aos inimigos, consiste no sentido e centro do amor dos cristãos, o amor gratuito por excelência:

“Todas as outras atitudes podem esconder egoísmo (busca do meu próprio eu através dos outros). Só quando se dá sem esperar recompensa, quando se ama sem que o outro o mereça, quando se perde para que o outro ganhe, só então se atingiu o mistério do amor que nos ensina (e nos oferece) Cristo. Viver esta realidade significaria a única verdadeira revolução da nossa história.” (1)

O discípulo do Senhor, peregrino de esperança de novos tempos, novas relações fraternas, deverá orientar e conduzir sua vida pela  regra de ouro: “Assim como quereis que os outros vos façam, fazei-o vós a eles.” (Lc 6,31).

Sobre esta regra, assim lemos no Catecismo da Igreja Católica:

“A Lei evangélica implica a escolha decisiva entre «os dois caminhos» (Mt 7,13-14) e a passagem à prática das palavras do Senhor (Mt 7,21-27); resume-se na regra de ouro: «Tudo quanto quiserdes que os homens vos façam, fazei-lho, de igual modo, vós também, pois nisso consiste a Lei e os Profetas» (Mt 7, 12, Lc 6,31).

Toda a Lei evangélica se apoia no «mandamento novo» de Jesus (Jo 13,34), de nos amarmos uns aos outros como Ele nos amou (Jo 15,12).”  (2)

Bem sabemos que é um mandamento de extrema exigência, e que nos coloca a questão: Como vivê-lo em nosso cotidiano, tantas vezes marcado por relações que criam feridas, frutos do ódio e violência de diversas formas?

O Lecionário Comentado pode nos ajudar em necessárias respostas e luzes:

“É preciso reconhecer que o Evangelho nos deixa a todos em dificuldade, porque nos coloca perante palavras claras do Mestre, fazendo-nos entrar no coração da mensagem cristã.

Só um coração novo, um coração convertido, uma mente iluminada pela oração, pelo Espírito e pela Palavra, pode viver um amor a intensidade desejada por Cristo, tornando-nos capazes de amar os nossos inimigos e de abençoar os que nos causaram mal.” (3)

O Apóstolo Paulo, em sua Carta aos Romanos (c.12), nos ajuda a dar passos neste sentido, e é oportuno que retomemos em Leitura Orante com seus passos (leitura, meditação, oração e contemplação), e haverá de nascer em nossos corações santos propósitos para maior fidelidade Àquele que, tendo nos amado, amou-nos até o fim, ainda que não o mereçamos, e que no ápice de dor, crueldade, ainda saíram de seu coração e lábios, palavras que ressoam e exalam o odor do amor e do perdão por todo o tempo: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23,34)

Esteja a “regra de ouro” em nossa mente e coração, para orientar e conduzir nossas relações, fora e dentro da comunidade, sobretudo para que aprendamos e vivamos o amor aos inimigos.

Oremos:

 
“Pai clementíssimo,
que no Vosso único Filho
nos revelais o amor gratuito e universal,
dai-nos um coração novo,
para que nos tornemos capazes de amar
também os nossos inimigos
e abençoar os que nos fizeram mal.” Amém. (4)

 
(1) Comentário à Bíblia Litúrgica – Editora Coimbra 2 – Palheira – pág. 1088
(2)Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 1970
(3)Lecionário Comentado – Tempo Comum – Volume I – Editora Paulus – 2010 – pág. 318
(4)Idem pág. 319

Em poucas palavras...

                                                        


Bebamos da Divina Fonte

“As abelhas estão sugando o néctar das flores.

Nós precisamos beber da divina fonte,

de onde jorrou água e sangue.

As abelhas se contentam com o néctar das flores.

Eu tenho sede do Sangue de Jesus, do Bom Jesus.”

 

PS: Conclusão ao rezar a Consagração ao Senhor Bom Jesus de Matosinhos – Conceição do Mato Dentro -MG - 24 de junho de 2025.

Conduzidos pelas Obras de Misericórdia

 


                                         Conduzidos pelas Obras de Misericórdia
 
Tão certo quanto o rio que deságua no mar,
A alegria no coração quando não se cansa de amar.
 
A Igreja, perita em humanidade, tem algo a nos ensinar.
Da Sagrada Tradição luzes a nos conduzir e iluminar.
 
Obras de Misericórdia corporais e espirituais,
Em prática postas, quaresma santa e fecunda.
 
Sete obras de misericórdia corporais:
Dar de comer a quem tem fome; 
dar de beber a quem tem sede; 
vestir os nus; 
dar pousada aos peregrinos; 
assistir aos enfermos; 
visitar os presos; 
enterrar os mortos. 
 
Sete obras de misericórdia espirituais:
Dar bom conselho; 
ensinar os ignorantes; 
corrigir os que erram; 
consolar os aflitos;
perdoar as injúrias; 
sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo; 
rogar a Deus por vivos e defuntos.  
 
Primeiros passos de um santo itinerário,
Com o Senhor mais perfeitamente configurados,
d’Ele mesmos sentimentos tenhamos,
Aprendizes do Verbo, fortalecidos e encorajados sejamos.
 
Ao Seu Divino Amor correspondamos:
O mesmo do presépio, barca, cruz e sepultura.
Na glória Ressuscitado, entre nós caminha.
E na Páscoa, cantemos exultantes o Aleluia. Amém.

Ó Maria, mãe e modelo de discípula/o

                                                         

Ó Maria, mãe e modelo de discípula/o

 (súplica)

Ó  Virgem Santíssima do Pentecostes, Vós que vistes vosso Filho Jesus crescer «em sabedoria, em estatura e em graça» (1), confiamos totalmente em vossa intercessão e vos louvamos, ó Mãe de Deus e Senhora nossa:

 

- Pela maternidade do Verbo que Se fez Carne e veio morar entre nós (2), e tivestes a graça de tê-Lo sobre os vossos joelhos e ouvi-Lo, pleno de graça e de verdade, durante a sua vida oculta em Nazaré;

- Por serdes a primeira dos Seus discípulos quanto ao tempo, pois já  no encontro no vosso Filho no templo, acolhestes humildemente Suas lições e as conservastes no coração (3);

- Por ser a primeira também, sobretudo, em grau de profundidade, pois ninguém foi assim «ensinado por Deus» (4);

- Por que fostes  «Mãe e discípula ao mesmo tempo», mas para vós, ser discípula foi mais importante do que ser mãe (5).

Nós vos louvamos e expressamos todo o nosso carinho, porque sois «um catecismo vivo», «mãe e modelo dos catequistas», totalmente aberta à vontade e presença divinas, pela ação do Espírito Santo.

Nós, Catequistas, contamos com a vossa intercessão para que como Mãe da Igreja, avancemos na catequese que favoreça a iniciação à vida cristã de todas as pessoas, na fidelidade à missão inalienável e universal recebida do vosso Filho e Senhor Nosso:  «Ide e ensinai todas as gentes» (6). Amém.

 

(1)    Lc 2,52

(2)   Jo 1,14

(3)  Lc 2,51

(4)  Jo 6,45)

(5)   Santo Agostinho Cf. Sermão 25,7: PL 46,937-938

(6)  Mt 28,19

 

Fonte: Exortação Apostólica  «CATECHESI TRADENDAE» de Sua Santidade João Paulo II, ao Episcopado, ao Clero e aos fiéis de toda a Igreja sobre a Catequese do nosso tempo (1979) n. 73

Em poucas palavras...

                                              


O Novo Mandamento de Jesus

“A Lei evangélica implica a escolha decisiva entre «os dois caminhos» (Mt 7,13-14) e a passagem à prática das palavras do Senhor (Mt 7,21-27); resume-se na regra de ouro: «Tudo quanto quiserdes que os homens vos façam, fazei-lho, de igual modo, vós também, pois nisso consiste a Lei e os Profetas» (Mt 7, 12, Lc 6,31).

Toda a Lei evangélica se apoia no «mandamento novo» de Jesus (Jo 13,34), de nos amarmos uns aos outros como Ele nos amou (Jo 15,12).”  (1)

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 1970

Em poucas palavras...

                                                         


“A Quaresma é tempo privilegiado...”

“A Quaresma é tempo privilegiado para tomar consciência das situações problemáticas e dramáticas de nossa vida e para rezar: por nós e pelos outros. E juntamente com os outros” (1)

 

(1)  Comentário do Missal  Cotidiano – Editora Paulus – p. 193 – passagem da Leitura do Livro de Ester (Est 4,1.3-5.12-14)

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