sábado, 24 de outubro de 2026

Minhas reflexões no Youtube

 
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Ó Deus, humildes e confiantes, Vos suplicamos

                                                             

Ó Deus, humildes e confiantes, Vos suplicamos

Ó Deus de misericórdia, Vós que tomais sempre a iniciativa da Aliança, livrai-nos da atitude farisaica de nos vangloriarmos de merecimentos diante de Vós, colocando-nos num plano de igualdade convosco, até mesmo submetendo Vossa vontade à nossa.

Ó Deus bondoso e clemente, Vós que levastes o plano de amor para com a humanidade ao bom êxito, apesar da infidelidade de Israel, ou das infidelidades do povo da Nova Aliança, conduzi-nos por caminhos de fidelidade aos Vossos santos desígnios.

Ó Deus compassivo e paciente, Vós que respeitais e solicitais a adesão de cada um de nós, e quereis nos salvar com total fidelidade, redimindo-nos do limite último da condição humana, a morte, pela morte de Vosso amado Filho, orientai nossos pensamentos e passos para Vós.

Ó Deus de amor e bondade, Vós que nos escolhestes por amor incondicional e irrevogável, não permitais que nos voltemos para outro deus, além de Vós, tão pouco para outra lei e palavra, que nos arraste afastando-nos de Vós, e, portanto, da verdadeira felicidade.

Ó Deus clemente e fiel, ajudai-nos, para que em Cristo, Deus-e-Homem, reconheçamos Vossa presença e rosto, porque quem viu o Filho viu o Pai, pura e divina manifestação da Vossa Salvação que veio ao nosso encontro.

Ó Deus, nosso socorro e fortaleza, alimentai-nos pela Eucaristia, e ajudai-nos, para que a prolonguemos no cotidiano com gestos de amor, partilha, serviço e doação, promovendo a cultura da vida e da paz, sendo sinais autênticos de fé, esperança e caridade. Amém.


PS: Fonte de inspiração – Missal Cotidiano – Editora Paulus – p.200
Passagens bíblicas: Gn 26,16-19 e Lc 13,1-9

A necessária conversão cotidiana

                                                        

A necessária conversão cotidiana
 
“E se não vos converterdes,
todos morrereis do mesmo modo.” (Lc 13,5)
 
Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 13,1-9), sobre a Parábola da figueira plantada na vinha e que não produzia frutos.


Vemos que o vinhateiro pediu ao dono da vinha para cavar ao redor da figueira e adubá-la, por mais um ano, pois há três, nada produzira.


Em todo o tempo, sobretudo em tempo de crise, temos  o imperativo da conversão se impõe a todos nós, como nos alertou Jesus Cristo na passagem da parábola.


Vivemos o tempo da graça que Deus nos concede para “cavar e adubar”.

Cavar” significa remover toda impunidade, imoralidade, corrupção, desvios de verbas, cumplicidade com atitudes e comportamento mesquinhos que mutilam a beleza da vida, de modo especial de uma nação, impondo-nos a vergonha, a desilusão e o opróbrio.Ao mesmo tempo, é preciso “adubar”, que significa fortalecer os pilares do amor, verdade, justiça e liberdade, os pilares da casa da paz, como nos disse o Papa São João XXIII.

Deus que nos criou sem nossa participação não quer nos salvar sem nossa colaboração, como afirmou Santo Agostinho. 

É tempo de renovar sagrados compromissos para fazer nascer e renascer sempre a fina flor da esperança de um novo tempo.

Que estas ações de “cavar” e “adubar” nos acompanhem em todo o tempo, pois tão somente assim seremos no mundo sinal e expressão da misericórdia divina, que espera que produzamos saborosos frutos, e que deles todos possam participar, como sinal do Reino, do qual somos instrumentos, como discípulos missionários.        

A misericórdia divina e a conversão necessária

                               

A misericórdia divina e a conversão necessária


Do deserto à montanha, da montanha à planície...
 Em todos os dias a conversão,
Mistério de Paixão e Morte: Transfiguração!
Gloriosa e desejada Ressurreição...

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 13,1-9), é um convite a repensarmos a nossa existência, para que sejamos homens novos e livres, com exigente mudança de mentalidade e atitudes.

Jesus nos revela a face misericordiosa de Deus, que deseja de todos os modos a salvação da humanidade, e ao mesmo tempo requer de todos nós a conversão à novidade do Reino de Deus por Ele inaugurado:

“Por maior que seja uma catástrofe que atinja os homens nos seus bens e até na sua sobrevivência terrena, muito mais grave é a catástrofe a que vai ao encontro quem não se abre à ação de Deus e não lhe responde.

Isto não significa que o Senhor seja um juiz vingativo e que o mal seja uma represália Sua. Pelo contrário, Ele é um Pai misericordioso, pronto a fazer mais festa por um só pecador que se tenha salvado do que por noventa e nove justos que O louvam (cf. Lucas 15)” (1)

De fato, a fé em Jesus requer a nossa sincera conversão que consiste numa reorientação geral da própria vida, como resposta à ação misericordiosa de Deus por meio d’Ele, o Filho Amado, Jesus.

A onipotência divina pode ser contemplada em sua ação misericordiosa, sendo livre para perdoar e criando o bem mesmo onde ele não existe.

Da mesma forma sua transcendência ultrapassa a distância entre o céu e a terra como reza o Salmista (Sl 102,11).

Lamentavelmente, pode se confundir a paciência de Deus contemplada no Evangelho com a indiferença para com nossos pecados, e permissividade para a continuidade marcada por uma vida descomprometida e desordenada.   

Jamais nos é permitido confundir misericórdia divina como cumplicidade e permissividade. Ao contrário, ela é uma força de Amor que rompe a dureza de nosso coração, incendeia com o fogo do Espírito a frieza do pecado.

Ela provoca que abramos a mente e o coração para um sincero e contínuo compromisso de conversão (Rm 2,4) de tal modo que nos tornemos misericordiosos como o Pai, e na solicitude para com os empobrecidos procuremos ter os mesmos pensamentos e sentimentos de Cristo Jesus.

Reflitamos:
  -   Onde e quando Deus nos oferece oportunidades para conversão?
  -   O que entendemos como conversão da mente e coração?

  -   Quais são os frutos que expressam nossos esforços de conversão?
  -  De que modo correspondemos à bondade e paciência de Deus, sem abuso da mesma?

  -   Como o tempo é breve, temos nos empenhado em busca sincera de conversão?

Jamais nos esqueçamos ou nos descuidemos, e que ressoe em nosso coração o forte apelo de conversão da mente e coração (metanoia), para que produzamos os frutos esperados por Deus.

A contemplação e correspondência ao Amor divino são verdadeiras quando nos fazem melhores, mais humanos, mais sinceros, mais fraternos.

Contemplemos a misericórdia, compaixão, bondade divinas, sem jamais abusar da paciência de Deus.

Do deserto para a montanha, da montanha para a planície, pois é nela que os apelos de conversão se multiplicam.


(1) Lecionário Comentado - Editora Paulus - Lisboa - p. 148

Sejamos inflamados pelo Amor Divino

                                                       

Sejamos inflamados pelo Amor Divino


Sejamos enriquecidos pelos escritos do Bispo Santo Antônio Maria Claret (sec. XIX).

“Impelidos pelo fogo do Espírito Santo, os Apóstolos percorreram o orbe da terra. Incendiados do mesmo fogo, os missionários apostólicos chegaram, chegam e chegarão até o fim do mundo, de um extremo da terra a outro, para anunciar a Palavra de Deus, podendo, assim, com justiça dizer de si mesmos as palavras do Apóstolo Paulo: O amor de Cristo nos impele (2Cor 5,14).

A caridade de Cristo estimula, incita-nos a correr e voar com as asas do santo zelo. Quem ama a Deus de verdade, também ama o próximo. O verdadeiro zeloso é o mesmo que ama, mas em grau maior, conforme o grau de amor: quanto mais arde de amor, tanto mais é impelido pelo zelo. 

Se alguém não tem zelo, testemunha por isto que em seu coração o amor, a caridade se extinguiu. Quem tem zelo deseja e faz as maiores coisas e se esforça para que Deus seja sempre mais conhecido, amado e servido nesta e na outra vida, já que este amor sagrado não tem fim. 

O mesmo faz com o próximo: sua ambição e esforço são para que na terra todos estejam contentes, e na pátria celeste felizes e ditosos; que todos se salvem, nenhum pereça eternamente nem ofenda a Deus, nem permaneça mesmo por breve instante no pecado. É isto que vemos nos Santos Apóstolos e em todos os que são movidos pelo espírito apostólico.

A mim mesmo eu digo: um filho do Imaculado Coração de Maria é aquele que arde de caridade e, por onde quer que passe, incendeia; que deseja eficazmente, por todos os meios, que todos os homens se inflamem com o fogo do Amor Divino. 

Não se amedronta com coisa alguma; goza com as privações; vai ao encontro dos trabalhos; abraça as tristezas; nas calúnias está contente; alegra-se nos tormentos; pensa unicamente em como seguir e imitar Jesus Cristo, rezando, trabalhando, sofrendo sempre e unicamente preocupado com a glória e a salvação dos homens”.

Santo Antônio Maria Claret fundou a Congregação dos Missionários Filhos do Coração Imaculado de Maria (Claretianos). 

Com o texto acima, somos convidados a crescer no amor por Cristo, fortalecendo nossos passos como peregrinos da esperança.

Sejamos verdadeiramente impelidos a assumir com ardor a missão que recebemos em nosso Batismo, fazendo progressos na devoção Mariana, como a Igreja nos exorta, para que ela não seja estéril.

Renovemos a cada dia nossa fidelidade ao Senhor, com renúncias necessárias, inflamados pelo Amor do fogo do Espírito, para anunciar por todo o mundo a Boa Nova do Reino.

PS: Memória celebrada dia 24 de outubro

Em poucas palavras...

                                       


“É ainda tempo de conversão...”

“É ainda tempo de conversão... Deus cuidou de nós, uma e outra vez, como de uma árvore que parece totalmente incapaz de dar fruto.

O jardineiro, porém, sente pena. Deus tem pena dos homens e cuida deles, uma vez mais, por meio da mensagem e da esperança de Jesus. Se não correspondemos a esses cuidados, o machado da destruição cairá sobre nós.” (1)

 

 

(1) Comentários da Bíblia Litúrgica – Gráfica de Coimbra 2 – p. 1149 – passagem do Evangelho de Lucas (Lc 13,1-9)

 

sexta-feira, 23 de outubro de 2026

A floresta de nossos sonhos

                                            


A floresta de nossos sonhos


Sonhos, quem não os tem, ora belos, ora nem tanto assim.

Sonhos que ora nos movem, ora nos inquietam...

Se somados um ao outro, formam uma grande floresta.

Não haveria floresta sem a menor das sementes, folhas e flores.

 

Viver é ter coragem de visitar a floresta de nossos sonhos.

Sonhos que podem ser simples devaneios,

Sem conexão com as marcas da realidade inserida;

Mas, se relidos, podem alargar horizontes de medos e mesquinhez.

 

Sonhos de loucos, de esperanças vãs e insensatas,

De impossível realização, poderão dizer alguns,

Ou apenas o silêncio, palavras contidas,

Pela ausência da coragem, de sincera expressão.

 

Sonhos acordados de poetas nas florestas encantadas,

Enamorados pela vida, olhar transcendente,

Que colore o cinza triste de paisagens sombrias

E emprega a luminosidade para vencer o horror da escuridão.

 

Adentrar as florestas de nossos sonhos em todas as estações.

No verão, refrescar nas fontes revitalizantes da Palavra divina;

Na primavera, não desistir de contar as flores de suave perfume;

No inverno, aquecer-se na fogueira com o Fogo Divino.

 

No outono, coragem de contemplar folhas caídas,

Podas necessárias para um novo germinar, florescer,

Na certeza de que frutos não haverão de faltar:

Saborosos frutos do Espírito, Ele há de nos conceder.

 

Assim são as florestas de nossos sonhos a serem visitadas.

Nelas, por vezes, espaços desertificados ou ajardinados.

Dias difíceis, tempos de escuridão e secura da alma,

Outros, nutridos em “cascatas de leite e mel”. Adentremos...

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG