segunda-feira, 20 de julho de 2026

Chamados à santidade: Jovens que fazem a diferença

 




Chamados à santidade: Jovens que fazem a diferença
 
"Cristo não tem mãos,
pois só dispõe das nossas mãos para transformar o mundo de hoje.
 
Cristo não tem pés,
pois só possui os nossos pés para orientar o mundo rumo a Ele.
 
Cristo não tem lábios,
pois só dispõe dos nossos lábios para falar ao homem." (1)
 
O mundo precisa de jovens que façam a diferença no mundo
em todo o tempo.
 
Jovens que acolhem as belas sementes do trigo em seu coração
para produzirem frutos abundantes, que se transformem em pão...
 
Pão que mata fome de nomes tantos, fome de
alegria, vida, paz, amor, bondade, ternura, luminosidade, compreensão, resiliência, solidariedade, compaixão, proximidade.
 
Jovens que não permitam crescer
as sementes do joio em sua mente e coração,
espalhadas, por vezes, pelas vozes midiáticas e
por espaços virtuais que empobrecem
os contatos reais e, mais do que nunca, vitais.
 
O mundo precisa de vocês,
que nos ajudem a reescrever as linhas da história,
com necessária humildade, confiança e paciência,
como nos falou o Senhor em sua parábola do joio e do trigo.
 
Jovens que acreditem no que são e no que podem fazer
para que o mundo seja melhor,
como grão de mostarda e o fermento na massa.
 
Por pequenos e poucos que sejam
nossos gestos quando multiplicados,
Fazem renovar no mundo a confiança e a esperança
De um novo e necessário amanhecer.
 
Senhor, com alegria dizemos:
 
Sejam Tuas as nossas mãos, os nossos pés e os nossos lábios,
Em um enamoramento crescente por Ti,
que um dia nos olhaste, chamaste e nos enviaste, porque muito nos amaste. Amém.
 
Fonte: Discurso do Papa São João Paulo II pronunciado no Encontro de peregrinos dos “Cursilhos de Cristandade”  (29/07/ 2000)

Uma súplica pelos amigos

                                                          

Uma súplica pelos amigos

“Como a águia que vela por seu ninho 
e revoa por cima dos filhotes, 
Ele o tomou, estendendo as Suas asas, 
E o carregou em cima de Suas penas” (Dt 32,11)

Quando tuas inquietações e preocupações forem tantas, como que te fazendo cair no caminho, lá estarei para te estender a mão e te levantar, para aliviar teus fardos a fim de te pores a caminho, sem jamais desistir de encontrar as superações necessárias.

Quando sonhos que te moviam se tornarem pesadelos, levando-te ao mais profundo do abismo do desespero, aparentemente sem consolo, te farei voltar à planície, a fim de que não desista jamais deles. Se sagrados forem, imortais serão.

Quando não mais forças tiveres para subir à montanha em busca da brisa que nos envolve e nos dá novo fôlego para enfrentar as tramas diabólicas do cotidiano que nos asfixiam, lá estarei invocando sobre ti o Sopro do Espírito.

Quando os mares das adversidades e contrariedades parecerem ser mais fortes, num aparente naufrágio, sem perspectiva de travessia para a margem, estarei presente, te resgatando com a Palavra do Divino Mestre que todos precisamos: “Coragem!”.

Quando a linha do horizonte a ti se apresentar com nuvens escurecidas, sem perspectivas de luminosidade, com o enterro da semente da esperança, lá estarei para te dizer que juntos e com fé, a faremos desabrochar, florescer, ressuscitar.

Quando o céu e o brilho das estrelas, o calor do sol dourado, e a beleza da prateada forem apenas astros, lá estarei para te ajudar a encontrar o reencantamento pela beleza da vida, fazendo-te reencontrar contigo mesmo e com o Sol Nascente que te conduz e ilumina.

Quando nem pela palavra, nem pelos atos eu nada mais puder fazer, na mais pura e fina flor da misericórdia, elevarei orações por ti, no silêncio fecundo que te fará reencontrar o caminho, para que voes mais alto nas asas do Espírito, porque Deus jamais te abandonará.

Levanta-te, creia, luta, não desistas jamais!
Leva contigo minha súplica a Deus,
E com ela, a certeza de que não seremos vencidos,
Porque com Ele, somos mais que vencedores.

Levanta-te,  amigo(a)!

Rezando com os Salmos - Sl 85(86)

 



Deus nos consola em nossas aflições

“–1 Inclinai, ó Senhor, Vosso ouvido,
escutai, pois sou pobre e infeliz!
=2 Protegei-me, que sou Vosso amigo,
e salvai Vosso servo, meu Deus,
que espera e confia em Vós!

–3 Piedade de mim, ó Senhor,
porque clamo por Vós todo o dia!
–4 Animai e alegrai Vosso servo,
pois a Vós eu elevo a minh'alma.

–5 Ó Senhor, Vós sois bom e clemente,
sois perdão para quem Vos invoca.
–6 Escutai, ó Senhor, minha prece,
o lamento da minha oração!

–7 No meu dia de angústia eu Vos chamo,
porque sei que me haveis de escutar.
–8 Não existe entre os deuses nenhum
que convosco se possa igualar;
– não existe outra obra no mundo
comparável às Vossas, Senhor!

–9 As nações que criastes virão
adorar e louvar Vosso nome.
–10 Sois tão grande e fazeis maravilhas:
Vós somente sois Deus e Senhor!

–11 Ensinai-me os Vossos caminhos,
e na Vossa verdade andarei;
– meu coração orientai para Vós:
que respeite, Senhor, Vosso nome!

–12 Dou-Vos graças com toda a minh'alma,
sem cessar louvarei Vosso nome!
–13 Vosso amor para mim foi imenso:
retirai-me do abismo da morte!

=14 Contra mim se levantam soberbos,
e malvados me querem matar;
não Vos levam em conta, Senhor!

–15 Vós, porém, sois clemente e fiel,
sois amor, paciência e perdão.
=16 Tende pena e olhai para mim!
Confirmai com vigor Vosso servo,
de Vossa serva o filho salvai.

–17 Concedei-me um sinal que me prove
a verdade do Vosso amor.
– O inimigo humilhado verá
que me destes ajuda e consolo.”

O Salmo 85(86) é a oração do pobre nas dificuldades:

“No meio das angústias, o salmista pede a proteção divina e louva a Deus, o único que faz maravilhas (v.10). Confiante na misericórdia divina, enfrenta o perigo e pede a graça de viver uma vida digna.” (1)

Este é o convite que o Apóstolo nos faz em sua Carta aos Coríntios:

“Bendito seja o Deus, o Pai das misericórdias e Deus de toda consolação. Ele nos consola em toda a nossa tribulação, para que possamos consolar os que se acham em alguma tribulação, por meio da consolação com a qual nós mesmos somos consolados por Deus.” (2 Cor 1,4.5)

Peregrinando na esperança, como filhos e filhas, experimentamos a bondade do Pai que tanto nos ama e, também, devemos ser bondosos com os irmãos e irmãs, com quem angústias e esperanças, alegrias e tristezas compartilhamos.

Sejamos livres para amar e servir, de tal modo que se a dor vier, perderá sua força obsessiva e opressora, porque experimentamos e confiamos na misericórdia, bondade e consolação divinas, e o nosso sofrimento é embebido de amor e serenidade, e não desistimos do bom combate da fé. Amém.

 

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 800

Minhas reflexões no Youtube

 
Acesse:

https://www.youtube.com/c/DomOtacilioFerreiradeLacerd d brba 

A Deus cabe o julgamento final

                                              

A Deus cabe o julgamento final

Vejo o mundo em páginas múltiplas e densas.
Por vezes o vejo confuso, além do meu entendimento...
No campo crescem grão de trigo e joio, ainda que não deseje,
Nas redes entram peixes bons e ruins, aquém de meu querer.

Quantos sofrem por isto e se inquietam.
Indaga-se: por que Deus tolera os maus?
Por que até mesmo na Igreja isto se dá?
As questões se avolumam e até nos consomem.

Por que Cristo não seleciona uma Igreja de puros,
Perfeitos, imaculados e quase anjos?
A uns Deus e Seu Cristo têm paciência demais,
Para salvar quem sumariamente já condenamos.

Aguardemos pacientemente a colheita,
Não diminuída por prematuras intervenções de escolhas,
Ou por uma rede cheia de tão apenas peixes bons,
Ressoe a mensagem das Parábolas do Senhor.

Só então, no fim, haverá a colheita, o recolher da rede
Com base na realidade de ser grão de trigo ou joio, peixe bom ou mau.
Acolhamos a advertência eficaz das parábolas:
Deus é paciente e cabe a cada um fazer a sábia escolha.

Escolher ser bom grão e bom peixe e não joio ou peixe imprestável.
Decidamos enquanto é tempo, pois o tempo é breve.
As urgências nos interpelam a renovar a nossa fé,
Dar razão de nossa esperança e inflamar a chama da caridade. Amém.


PS: Conferir Mt 13,1-51; Rm 2,1-11; Tg 4,11-12

A escuridão do palco

                                                          

A escuridão do palco

A escuridão do palco parece um vazio.
A tela do meu celular ficou toda preta.
Ledo engano! Aos poucos, as luzes e seus efeitos,
Que não seriam os mesmos, se as luzes acesas.

Cada efeito da luminosidade, um deleite;
Uma sensação da alma em elevação,
Ao som das cordas da guitarra e do baixo,
A melodia, o palco, perfeita combinação.

Luzes, sons, melodia, a voz de quem canta,
Invadem em doce e harmoniosa sintonia,
Levando a voos a quem se encanta,
Para ver o mundo com esperança e poesia.

A escuridão do palco parece um vazio,
A escuridão da vida, também assim me parece.
Ledo engano, também, aos poucos surgem a Luz e seu efeito:
A Luz de Deus em nossa escura travessia.

O cenário político, a realidade social,
Uma escuridão que teima em persistir.
Corrupção, violência, tráfico, agressões,
Destruição, depredação, insana ganância.

E ainda outras, sombrias e obscuras realidades,
Permanentemente, a nossa fé desafiam:
Como ser luz do mundo em contextos assim?
Como ser sinal de esperança com caridade e ousadia?

A escuridão do palco é como a vida:
Reencontrar a necessária harmonia
Da voz, do canto, dos sons, da música,
Um grito pela edificante, dia pós dia.

Enamorados por Jesus, a Luz que veio ao mundo,
Para aqueles que nas trevas jaziam,
Iluminando o palco escuro da história.
A Ele, rendemos toda a honra, poder, louvor e glória.

O palco escuro da vida nos desafia.
Revigoremos nossas forças no Sagrado Banquete,
No Divino Banquete da Eucaristia: pela Palavra, iluminados;
Pelo Pão de Imortalidade, revigorados. Amém. 

Jesus, a plena manifestação do amor de Deus

                                                      

Jesus, a plena manifestação do amor de Deus

Na segunda-feira, da 16ª Semana do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 12,38-42), em que os escribas e fariseus pedem a Jesus um sinal do céu, e Ele responde, “Uma geração má adúltera busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, exceto o sinal do profeta Jonas” (Mt 8,39).

Nenhum sinal seria dado para que n’Ele cressem, pois Ele é o grande sinal, o Filho do Homem esperado que veio trazer a Salvação para a humanidade.

Para melhor compreensão das Palavras de Jesus, voltemo-nos à passagem do Livro de Jonas (Jn 3, 1-10), que foi enviado por Deus para pregar a destruição de Nínive, porém Deus desiste de destruí-la, porque o povo se abriu e se converteu à pregação de Jonas.

Evidentemente que também nós, hoje e sempre, como cristãos, precisamos nos colocar no itinerário cristão, num caminhar contínuo acompanhado de sincera conversão e fidelidade ao Senhor:

“Os cristãos foram escolhidos por Deus, não para um privilégio, e sim para um serviço. Fomos escolhidos por Ele para testemunhar uma salvação oferecida a todos...

O Senhor está no meio de nós e nos concede quarenta dias para fazermos penitência. Os habitantes de Nínive acolheram a Palavra de Deus e converteram-se. Só podemos proclamar o convite à conversão se pudermos dar testemunho de que ela tem significado para nós” . (1)

Voltando à passagem do Evangelho, trata-se de uma alusão de Jesus ao fato que diz que nenhum sinal seria dado a esta geração, a não ser o sinal de Jonas, e Ele, Jesus, é maior do que Jonas. É preciso crer na Pessoa e na Palavra de Deus, na escuta e acolhida de Seu Projeto de Vida e Salvação para toda a humanidade:

“A fé não se baseia nos milagres, mas na confiança concedida à Pessoa de Jesus. O próprio milagre não seria percebido sem uma fé inicial, que Ele pode confirmar ou reforçar... A rainha do sul e os ninivitas, que aceitaram prontamente a sabedoria de Salomão e a pregação de Jonas, são-nos propostos por Jesus como exemplos de fé e de conversão interior a imitarmos. Acrescente-se uma precisão: hoje, de fato, o cristão é que deve ser no mundo um sinal que seja apelo à conversão.” (2)

De fato, o Amor de Deus se revela na Pessoa e missão de Jesus, e em Sua Palavra que, se acolhida no mais profundo de cada de um nós, é sempre um forte apelo de conversão (metanoia):

“Também para nós é difícil sair dos nossos esquemas, dos nossos juízos, das nossas condenações sobre nós mesmos (quantas vezes somos o juiz mais desapiedado para conosco próprios!) e acolher a sabedoria tão diferente da de Deus, esse sinal supremo que é a morte e Ressurreição de Cristo, como epifania do grande Amor de Deus para cada homem”. (3)

Portanto, trilhar o caminho de conversão requer de nós a multiplicação de gestos de caridade suscitados pela própria caridade, fecundada na fé fundante e geradora de sagrados compromissos, que tornam visível a esperança de uma nova realidade.

Neste caminho de conversão, somos levados à renúncia de algo que achamos necessário, e é tão apenas supérfluo, concentramo-nos no essencial, porque mais atentos e abertos à mensagem da Palavra Divina, num diálogo frutuoso, em sincera Oração, que nos leve, inevitavelmente, à atenção e solidariedade aos que mais precisam, e que se encontram perto ou mesmo distantes de nós.

A conversão genuína leva à abertura de horizontes novos, porque nos liberta das âncoras de nossas seguranças e nos torna mais disponíveis para o acolhimento da Boa-Nova Pascal de Jesus Cristo.

Somente quando nos abrimos à Epifania do Amor de Deus, revelada e a nós comunicada por Jesus, abrimo-nos à ação do Santo Espírito, plenificados por Sua presença, pomo-nos no caminho da Salvação, cremos no coração, professamos o que cremos com nossos lábios e testemunhamos com a nossa vida, sempre à luz do Mistério Pascal, Mistério de Morte e Ressurreição, sem jamais prescindir da Cruz, assumida corajosamente, cheios de fé, com o ardor da caridade, o fogo do amor de Deus inflamado em nossos corações.



(1) Missal Cotidiano - Editora Paulus - pág. 190.
(2) Idem - pág. 191.
(3) Leccionário Comentado - pág. 78.

PS: Apropriada para a 27ª terça-feira do Tempo Comum, quando se proclama na primeira Leitura a passagem do Livro de Jonas (Jn 3,1-10)

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