terça-feira, 4 de agosto de 2026

Ser Padre: revelar a Face de Cristo

 


                                  Ser Padre: revelar a Face de Cristo

 
Ao celebrar o Dia do padre, elevemos orações e multipliquemos gestos solidários e fraternos, para que cada Presbítero ofereça sua pobreza nas mãos da Misericórdia Divina e, assim, alimentado pela força da oração, possa conduzir muitos a Ele, o Sumo e Eterno Sacerdote, Jesus Cristo.
 
Deste modo, revelará verdadeiramente a Face do Cristo Bom Pastor, Divino Semeador, Divino Multiplicador, no tríplice munus de santificar, ensinar e reger:
 
- Na presidência da Celebração Eucarística e todos os Sacramentos; proclamar e ensinar à luz da Sagrada Escritura;
 
- No reger a Paróquia ou comunidades a ele confiadas, contando com a imprescindível colaboração e participação dos mais diversos conselhos, em expressiva sinodalidade, na comunhão, participação e sagrada missão;
 
- Na motivação e vivência das obras de misericórdia corporais e espirituais;
 
- Na colaboração da edificação de uma cultura do encontro, na promoção da compaixão, proximidade e solidariedade;
 
- Na promoção da cultura do cuidado, na promoção do bem comum e no cuidado de todas as criaturas e da Casa Comum.
 
Concluo com as palavras de um autor do século II, na  “Carta de Barnabé”:
 
"Amemos como a pupila dos olhos aqueles que nos pregam a Palavra do Senhor". Amém.
 
 

Em poucas palavras...

                                           


Libertar-se de maus pensamentos

“Um irmão perguntou a um ancião:

‘Como é que os maus pensamentos que me afligem não batem em retirada, mas permanecem firmes, mesmo que eu os repreenda frequentemente?’

O ancião respondeu:

‘Enquanto não lhes disseres firmemente e com jejum – afastai-vos de mim -  eles não irão embora, porque, enquanto e sentirem à vontade, nãos se retirarão’” (1)

 

(1) Ditos anônimos dos Pais do Deserto – Editora Vozes – 2023 – n. 453 – p. 287

Oração do Ano Vocacional de 1983

                                              


Oração do Ano Vocacional de 1983 

Senhor da Messe e Pastor do Rebanho,
faz ressoar em nossos ouvidos Teu forte e suave convite:
“Vem e segue-me”.
Derrama sobre nós o Teu Espírito,
que Ele nos dê sabedoria para ver o caminho
e generosidade para seguir Tua voz. 

Senhor, que a Messe não se perca por falta de Operários.
Desperta nossas comunidades para a Missão.
Ensina nossa vida a ser serviço.
Fortalece os que querem dedicar-se ao Reino
na vida consagrada e religiosa. 

Senhor, que o Rebanho não pereça por falta de Pastores.
Sustenta a fidelidade de nossos bispos, padres e ministros.
Dá perseverança a nossos seminaristas.
Desperta o coração de nossos jovens
para o ministério pastoral em Tua Igreja. 

Senhor da Messe e Pastor do Rebanho,
chama-nos para o serviço de Teu povo.
Maria, Mãe da Igreja,
modelo dos servidores do Evangelho,
ajuda-nos a responder SIM.
Amém. (1)

 

PS: A abertura oficial do Ano Vocacional ocorreu no 20º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, em 24 de abril de 1983. E esta Oração Vocacional é rezada ainda hoje.

Se desejar, acesse e confira:

https://www.cnbb.org.br/jubileu-do-1d-ano-vocacional-do-brasil-1/


São João Maria Vianney, ensinai-nos a orar e amar

                                                          


               São João Maria Vianney, ensinai-nos a orar e amar 


Sejamos enriquecidos pelos escritos do Catecismo escrita pelo Presbítero São João Maria Vianney (séc. XIX):


“Prestai atenção, meus filhinhos: o tesouro do cristão não está na terra, mas nos céus. Por isso, o nosso pensamento deve estar voltado para onde está o nosso tesouro. Esta é a mais bela profissão do homem: rezar e amar. Se rezais e amais, eis aí a felicidade do homem sobre a terra. A Oração nada mais é do que a união com Deus.
 
Quando alguém tem o coração puro e unido a Deus, sente em si mesmo uma suavidade e doçura que inebria, e uma luz maravilhosa que o envolve. Nesta íntima união, Deus e a alma são como dois pedaços de cera, fundidos num só, de tal modo que ninguém pode mais separar.
 
Como é bela esta união de Deus com Sua pequenina criatura! É uma felicidade impossível de se compreender.
 
Nós nos havíamos tornado indignos de rezar. Deus, porém, na Sua bondade, permitiu-nos falar com Ele. Nossa oração é o incenso que mais lhe agrada.
 
Meus filhinhos, o vosso coração é por demais pequeno, mas a oração o dilata e torna capaz de amar a Deus. A Oração faz saborear antecipadamente a felicidade do céu; é como o mel que se derrama sobre a alma e faz com que tudo nos seja doce.
 
Na Oração bem feita, os sofrimentos desaparecem, como a neve que se derrete sob os raios do sol.
 
Outro benefício que nos é dado pela oração: o tempo passa tão depressa e com tanta satisfação para o homem, que nem se percebe sua duração. Escutai: certa vez, quando eu era pároco em Bresse, tive que percorrer grandes distâncias para substituir quase todos os meus colegas que estavam doentes; nessas intermináveis caminhadas, rezava ao bom Senhor e – podeis crer! – o tempo não me parecia longo.
 
Há pessoas que mergulham profundamente na oração, como peixes na água, porque estão inteiramente entregues a Deus. Não há divisões em seus corações. Ó como eu amo estas almas generosas! São Francisco de Assis e Santa Clara viam nosso Senhor e conversavam com Ele do mesmo modo como nós conversamos uns com os outros.
 
Nós, ao invés, quantas vezes entramos na Igreja sem saber o que iremos pedir. E, no entanto, sempre que vamos ter com alguém, sabemos perfeitamente o motivo por que vamos.
 
Há até mesmo pessoas que parecem falar com Deus deste modo: 'Só tenho duas palavras para Vos dizer e logo ficar livre de Vós.'. Muitas vezes penso nisto: quando vamos adorar a Deus, podemos alcançar tudo o que desejamos, se o pedirmos com fé viva e coração puro.” (1)
 
São João Maria Vianney, Presbítero, também conhecido como Cura d’Ars, nasceu em 8 de maio de 1786 e  faleceu em 4 de agosto de 1859, quando neste dia, como Igreja, celebramos sua Memória.
 
Padroeiro dos Párocos e responsáveis pelas paróquias. por mais de quarenta anos serviu a paróquia que lhe foi confiada na aldeia de Ars, perto de Belley, na Gália, com pregação ativa, oração e exemplo de penitência.
 
Catequizava diariamente crianças e adultos, reconciliava penitentes e, brilhando com ardente caridade retirada da Sagrada Eucaristia, avançou tanto que seus conselhos se espalharam amplamente, conduzindo muitos sabiamente a Deus.
 
Com palavras tão simples nos diz coisas tão profundas e salutares para alma. Como poucos, tinha a palavra certa para tantos quantos o procuraram, vindo de lugares tão diferentes e tão distantes.
 
São homens como Cura D’ars, como ele era chamado, que ficarão para sempre como luminares para a humanidade, pela configuração a Cristo, por quem a vida consagrou.
 
Oremos e multipliquemos gestos solidários e fraternos para que cada Presbítero ofereça sua pobreza nas mãos da Misericórdia Divina e, assim, alimentados pela força da oração, possa muitos conduzir a Ele, o Sumo e Eterno Sacerdote, Jesus Cristo. Amém!
 
Deste modo, é verdadeiramente a Face do Cristo Bom Pastor, Divino Semeador, Divino Multiplicador, que todos Presbíteros devem ser.
 
Como disse um autor do século II, na  “Carta de Barnabé”,  "Amemos como a pupila dos olhos aqueles que nos pregam a Palavra do Senhor".
 
 
(1)
Liturgia das Horas – Volume IV – Editora Paulus – p.1145-1147

Em poucas palavras...

                                    


“Maria, sarça ardente da teofania definitiva”

“Em Maria, o Espírito Santo manifesta o Filho do Pai feito Filho da Virgem. Ela é a sarça ardente da teofania definitiva: cheia do Espírito Santo, mostra o Verbo na humildade da sua carne; e é aos pobres (Lc 2,15) e às primícias das nações (Mt 2,11) que Ela O dá a conhecer.” (1)

 

 

(1)Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 724

Minhas reflexões no Youtube

 
Acesse:

https://www.youtube.com/c/DomOtacilioFerreiradeLacerd d brba 

Amemos como Deus nos ama

                                                      

Amemos como Deus nos ama
“Para colaborar com Deus é
necessário amar muito, como Cristo”.

Assim diz o Missal na reflexão da primeira Leitura (Jr 30,1-2.12-15.18-22), proclamada na terça-feira da 18ª Semana do Tempo Comum (ano par):

“Ainda hoje, enquanto os homens odeiam e destroem, Deus ama sempre e está em ação para reconstruir; enquanto forças ou tendências antagônicas se digladiam, Deus faz sempre algo novo, porque Sua obra é obra de amor. Para colaborar com Deus é necessário amar muito, como Cristo”.

Isto nos remete às palavras do Papa Francisco ao longo da XXXI Jornada Mundial da Juventude (Cracóvia):

“Uma só palavra gostaria de dizer para esclarecer. Quando eu falo de “guerra”, falo de guerra seriamente, não de “guerra de religiões”: não. 

Existe guerra de interesses, existe guerra pelo dinheiro, existe guerra pelos recursos da natureza, existe guerra pelo domínio dos povos: esta é a guerra. 

Alguém pode pensar: 'Está falando de guerra de religiões': não! 

Todas as religiões, queremos a paz. 

A guerra, a querem os outros. Entendido?”.

Por tudo isto, a Boa-Nova de Jesus e o Mandamento do amor a Deus e ao próximo, por Ele dado e também vivido, é o caminho para a construção de uma nova civilização, a “civilização do amor”.

É preciso repensar as relações e fortalecer tudo quanto possa criar elos entre as pessoas, edificação de “pontes de fraternidade” e não muros que isolam ou "trincheiras de guerra", seja de que nome for.

Portanto, ou pomos o fim a todas as guerras, ou colocamos em risco o próprio futuro da humanidade, e podemos contar com o irrenunciável amor de Deus e Sua ação que faz novas todas as coisas, porque, verdadeiramente a Sua obra é uma obra de amor, e o amor jamais passará (1 Cor 13).

Rezemos pela paz, comprometamo-nos com ela, a partir dos pequenos gestos cotidianos, em nível local, até em sua máxima expressão, em nível global, com matizes mundiais.

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG