segunda-feira, 7 de setembro de 2026

Minhas reflexões no Youtube

 
Acesse:

https://www.youtube.com/c/DomOtacilioFerreiradeLacerd d brba 

Jesus Misericordioso, ouvi-nos

                                                   


Jesus Misericordioso, ouvi-nos
 
“Observavam, para verem
se Jesus curaria em dia de sábado”.
Jesus manso e humilde de coração,
Rosto vivo da misericórdia divina,
Contemplo a Vossa divina missão,
Quando passastes entre nós
Ensinando e curando nossas enfermidades.
 
Vosso olhar voltado para os enfermos,
Os envolvia, os libertava de toda a enfermidade.
Vossas palavras, com ternura e mansidão,
Ao mesmo tempo plenas de vigor e autoridade.
Qual Deus viveu tão imensa proximidade?
 
 Jesus, cheio de compaixão pelos pequenos,
Conhecias o coração de cada um, bem como seus pensamentos.
Na mais imensa e indizível profundidade,
Conhecias toda a malícia e, também, a bondade;
Pleno cumpridor da Lei, sem jamais ferir a caridade.
 
Jesus, estendei para nós Vossas divinas mãos,
Ensinai-nos a viver a solidariedade e a fraternidade,
Firmai nossos passos na graça do discipulado,
Ajudai-nos a viver a fidelidade aos Vossos ensinamentos.
Em Vos colocamos toda a nossa vida, com toda confiança. Amém.
 
 
Fonte inspiradora: Passagem do Evangelho de Lucas (Lc 6,6-11, Mc 2,23-3,6).
Comentário do Missal Cotidiano – Editora Paulus – p.1246-1247


Misericórdia acima de tudo

                                                                   

Misericórdia acima de tudo

No sábado da 22ª semana do Tempo Comum e na segunda-feira da 23ª Semana do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 6,1-5 e Lc 6,6-11, respectivamente).

O Evangelista nos apresenta dois episódios na vida de Jesus: em dia de sábado Seus discípulos colhem espigas para comer, e Ele cura um homem que tinha a mão seca.

Na conclusão, vemos que os escribas e fariseus encheram-se de raiva e começaram a discutir sobre o que fariam contra Jesus.

Sejamos enriquecidos por este Comentário do Missal Dominical:

“Nas mãos dos doutores da Lei e dos escribas, o sábado se transformara numa série de minuciosa e pesada de prescrições e proibições, a ponto de se tornar sinal de nova escravidão, a de um culto formalista e exterior.

Mas Jesus vem corrigir todas essas inúteis e opressoras prescrições. Ele não Se coloca contra o sábado eliminando-o ou transtornando-lhe o sentido, Observa o sábado, mas vai diretamente ao essencial, afirmando duas ideias:

- o primado da misericórdia sobre as exigências culturais e as prescrições relativas ao repouso sabático (cura o homem da mão paralítica):

- o primado da consciência sobre a regra, do homem sobre a Lei (o sábado é feito para o homem e não o homem para o sábado).”

Para Jesus, o mais importante é que o bem seja feito em todo o tempo, o mal jamais.

A prática da misericórdia ressalta o valor sagrado da vida humana, que está acima de toda prescrição legalista e fria que não gera vida, empobrecendo, assim, o sentido da Lei e sua prática.

Fundamental que, como Igreja, aprendamos com Jesus o primado da misericórdia e da consciência, para nos colocarmos sempre a serviço da vida plena e definitiva.

  
Missal Dominical – Editora Paulus – 1995 – p.918-919

Ó Deus onipotente, nós Vos suplicamos confiantes

                                                  


Ó Deus onipotente, nós Vos suplicamos confiantes

Ó Deus onipotente e misericordioso, ajudai nossa comunidade a dar testemunho da vitória pascal de Cristo sobre o velho “fermento” da “malícia” e da iniquidade.

Ó Deus onipotente e clemente, ajudai-nos para que nossa comunidade pascal, que celebra Cristo Ressuscitado, seja “ázimo”, agindo na “transparência” e na “verdade”.

Ó Deus onipotente e compassivo, concedei-nos a graça de nos tornarmos “ázimos” de pureza e de verdade, na fidelidade a Jesus, discípulos missionários Seus, superando toda e qualquer forma de incoerência entre nós.

Ó Deus onipotente e paciente, livrai-nos da tentação de criar comunidades “puritanas”, a fim de que não façamos juízos inapeláveis e excludentes.

Ó Deus onipotente e cheio de bondade, fortalecei nossa consciência de que, como Igreja que somos, não o somos como realidade finitiva, mas instrumentos de Vossas mãos e pleníssima vontade, a serviço do Vosso Reino de amor, verdade, vida, justiça, liberdade e paz. Amém.

 

PS: Fonte inspiradora – Comentário do Missal Cotidiano – Editora Paulus – passagem da Primeira Carta de Paulo aos Coríntios (1 Cor 5,1-8); e o Salmo 102

A Lei a serviço da vida

                                                   

A Lei a serviço da vida

No sábado da 22ª semana do Tempo Comum e na segunda-feira da 23ª Semana do Tempo Comum,  ouvimos a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 6,1-5 e Lc 6,6-11 - respectivamente).

À luz destes acontecimentos, refletimos sobre o Dia do Senhor (sábado para os judeus, domingo para os cristãos), que devemos guardar a fim de fazer memória da ação criadora e redentora de Deus com Seu Povo que somos.

Voltemos à passagem do Livro do Deuteronômio (Dt 5,12-15), que nos recorda o preceito do terceiro Mandamento, de guardar o sábado para santificá-lo, sugerindo que seja um dia que exprime a unidade do Povo que celebra a ação libertadora de Deus, sem qualquer tipo de desigualdades.

Temos a enunciação do Mandamento, uma explicação didática de como devemos praticá-lo e uma fundamentação teológica para essa mesma prática.

O referido Mandamento funciona como um símbolo dos deveres para com Javé (Dt 5,6.15) e para com o próximo (Dt 5,14.21).

Urge regressar aos fundamentos da celebração do Dia do Senhor, tomando a sério o valor do verbo “santificar”.

Santificar o Dia do Senhor implica em adorá-lo, acima de tudo e de todos, mas também implica em viver relações mais justas e fraternas com o próximo, para não incorrermos em nova escravidão.

Voltando aos fundamentos da celebração do Dia do Senhor, viveremos o sábado (ou Domingo), como memorial da libertação do Pecado na Páscoa de Cristo, que atualiza a obra libertadora de Deus da escravidão do Egito.

A celebração do Dia do Senhor tem uma grande dimensão social, sendo dia de descanso para todos, garantindo esse direito, sobretudo aos pobres que se veem assim protegidos pela Lei divina, como nos ensina o Catecismo da Igreja Católica:

“O agir de Deus é o modelo do agir humano. Se Deus ‘descansou’ no sétimo dia, o homem deve também ‘descansar’ e deixar que os outros, sobretudo os pobres, ‘tomem fôlego’. O sábado faz cessar os trabalhos quotidianos e concede uma folga. É um dia de protesto contra as servidões do trabalho e o culto do dinheiro” (n. 2172).

O Papa Bento XVI nos ajuda a compreender a importância do Domingo para os cristãos:

“Precisamos do Pão da vida para enfrentar as fadigas e o cansaço da viagem. O Domingo, Dia do Senhor, é a ocasião propícia para haurir a força d'Ele, que é o Senhor da vida.

Por conseguinte, o preceito festivo não é um dever imposto pelo exterior, um peso sobre os nossos ombros. Ao contrário, participar na Celebração dominical, alimentar-se do Pão eucarístico e experimentar a comunhão dos irmãos e irmãs em Cristo é uma necessidade para o cristão, é uma alegria, e assim pode encontrar a energia necessária para o caminho que devemos percorrer todas as semanas.

Um caminho, aliás, não arbitrário: a via que Deus nos indica na sua Palavra vai na direção inscrita na própria essência do homem, a Palavra de Deus e a razão caminham juntas. Seguir a Palavra de Deus e caminhar com Cristo significa para o homem realizar-se a si mesmo; perdê-la equivale a perder-se a si próprio”. (1)

Voltemos à passagem do Evangelho em que se retoma a temática do terceiro preceito do Decálogo, nos episódios em que os discípulos colhem espigas para comer e um homem com uma mão atrofiada curado - ambos os episódios em dia de sábado.

A mensagem central: quando se faz uma interpretação demasiado rigorista dos preceitos da Lei, esta deixa de cumprir a sua missão de estar ao serviço do homem em cada tempo.

Jesus nos convida, por isso, a posicionar-nos ao serviço dos necessitados, tendo em conta que o Dia do Senhor foi feito para o homem, não para fazer do homem um escravo.

O Evangelista nos convida a centrar nas palavras de Jesus que ajudam a interpretar a sua liberdade diante da instituição do sábado judaico: "O Filho do homem é senhor do sábado" (Lc 6,5):


“Diante do poder de Jesus e das necessidades humanas, as coisas sagradas não têm um valor próprio (nem o pão do santuário, no caso de David, nem o sábado, no caso dos discípulos de Jesus ou do homem com a mão atrofiada), mas existem para o bem da humanidade (os pães da proposição para alimentar David e os seus homens, o sábado para o homem e para Jesus); na interpretação de Jesus, é fundamental que o que é sagrado esteja ao serviço do homem...

Jesus escolheu fazer o bem e colocar-Se ao serviço das necessidades humanas, satisfazendo-as, mesmo se isso lhe acarreta a decisão do conluio das autoridades políticas e religiosas contra Ele, para O condenarem à morte” (2)

Não se trata, portanto, da interpretação libertina ou relativista do sábado, mas de fazer dele o dia da relação com Deus, que vem em auxílio de quem está em necessidade.

As interpretações rigoristas da Lei – como são as dos fariseus no nosso texto – cegam e não deixam ver as necessidades humanas que, na perspectiva de Jesus, são o verdadeiro critério para manter uma atitude livre diante da Lei, sendo assim o cristão prolonga a existência da vida de Cristo, e no Dia Maior, o Domingo, a Ele consagrado, não pode perder de vista os que foram os Seus prediletos, com gestos de amor, solidariedade e partilha.

Por fim, concluímos que todas as instituições, sejam elas religiosas ou civis, devem estar ao serviço da vida humana, para que possam realizar a missão para a qual nasceram, do contrário, perderão a razão de existir.


PS: Citações extraídas de www.Dehonianos.org/portal 

Discernir entre o importante e o urgente

                                                

Discernir entre o importante e o urgente

Sobre a passagem do Evangelho (Lc 14, 22), uma breve reflexão:

“Eis, portanto, quem é o homem sábio à luz da experiência cristã: aquele que não se deixa enredar pelas coisas, que consegue salvar em cada circunstância o primado de Deus e do Espírito, quem não arrisca o todo pela parte, o eterno pelo transitório, o importante por aquilo que é somente urgente... 

Nós sacrificamos continuamente, sem perceber, aquilo que é importante para correr atrás do que é simplesmente urgente, mas não importante. É o mesmo erro que cometeu aquele homem que foi experimentar os bois recém-comprados em vez de ir ao Banquete do Reino.”  (1) 

Reflitamos:

Viver é navegar com o discernimento necessário
Entre o que é importante e o que é urgente;
Com sábias escolhas para não naufragarmos
No mar vasto e complexo de múltiplas possibilidades.

Vivemos premidos pelo tempo que se esvai,
Muitas vezes sem que o percebamos, velozmente.
Consumidos pelo muito a fazer, porque inadiáveis
Algumas coisas urgentes, e outras nem tanto.

O que é de fato importante e o que é urgente?
O que não nos é permitido prorrogar?
O que de fato deve nos consumir
Com zelo, ardor e fervor, numa expressão de amor?

Não há tempo a perder, as horas são contadas.
Que densidade damos a cada hora que passa?
A cada hora que passa, que história foi escrita,
Para que não percamos a beleza de um desejável epílogo?

Viver é consagrar o que somos e o que temos,
Nem tanto pelo que é urgente, e sim importante
Para o consumar do que nos realiza como pessoas,
Sem estresse, desgastes inúteis, devorados por inquietações.

É tempo de revermos o caminho e escolhas feitas:
A Missa, a Oração, o silêncio serão para nós importantes
Ou, em nome de urgências incontáveis,
Imediatamente sacrificamos, adiamos, nos esvaziamos?

Não será o vazio, por muitos sentido,
Fruto desta escolha não bem feita,
O perder-se no emaranhado da escolha
Entre o importante e o urgente?

Não concluo lúcido, propositalmente,
Porque agora tenho algo importante para fazer:
Recolher-me no mais profundo de mim mesmo
E encontrar-me, no silêncio, com Ele.

Encontrando-me com Ele, saberei discernir, com sabedoria,
O que de fato é importante, não necessariamente urgente,
Que me faz mais humano, menos estéril da Divina Semente
Que abundantemente o Senhor lança em nossos corações.

Um pensamento de Santo Agostinho para concluir:

Minha alma está inquieta, sempre estará,
enquanto não encontrar seu repouso em Ti, ó Senhor”.


(1) O Verbo se faz carne – Reflexão sobre a Palavra de Deus – Anos A, B, C – Pe. Raniero Cantalamessa - OFM - Ed. Ave Maria - 2013 - p. 724.

Vinde, Espírito Santo de Deus! (Eleições)

                                          


Vinde, Espírito Santo de Deus! 

Vinde, Espírito Santo de Deus!
Vinde mais uma vez nos iluminar,
Neste momento tão sublime de nossa Nação.
 
Acompanhai-nos, a fim de que participemos
ativa e pacificamente das Eleições,
expressivo momento de fortalecimento
e solidificação de uma sociedade verdadeiramente democrática.


Vinde, Espírito Santo, e dai-nos o dom da Sabedoria
para escolhermos candidatos e candidatas para o executivo (presidente, governadores) , senadores, deputados federais e estaduais.

Vinde, Espírito Santo, iluminai aqueles já eleitos e os que ainda serão, para que representem os projetos comprometidos com o bem comum, a justiça social, a defesa integral da vida desde a concepção até o seu declínio natural, da família e da Casa Comum. Amém.

 

PS: fonte inspiradora (Escrito em 2022)

https://www.cnbb.org.br/mensagem-da-cnbb-ao-povo-de-deus-aprovada-na-56a-ag/

 

Quem sou eu

Minha foto
4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG