Dom Otacilio F. Lacerda
sexta-feira, 9 de outubro de 2026
Vai nascer a flor...
Em poucas palavras...
“O caminho desta perfeição passa pela cruz...”
“O caminho desta perfeição passa pela cruz.
Não há santidade sem renúncia e combate espiritual (2 Tm 4).
O progresso espiritual implica a ascese e a mortificação, que conduzem gradualmente a viver na paz e na alegria das Bem-Aventuranças:
«Aquele que sobe, nunca mais para de ir de princípio em princípio, por princípios que não têm fim. Aquele que sobe nunca mais deixa de desejar aquilo que já conhece» (São Gregório de Nissa).” (1)
(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n.2015
Não desistir diante das provações
Não desistir diante das provações
Diante da história de todos nós, com suas páginas de provações, tribulações, dificuldades, tropeços e inquietações, como fazer a necessária superação?
Precisamos, a partir da fé, escrever novas páginas de paciência, esperança, perseverança, perfeição, integridade e de verdadeira alegria.
Como Igreja Sinodal, peregrinos de esperança, sejamos iluminados e fortalecidos pela Palavra de Deus, que é luz para o nosso caminho (Sl 119,105), no bom combate da fé (2 Tm 4,7-8).
Urge firmar nossos passos, escrevendo páginas de acrisolamento, amadurecimento, aperfeiçoamento, vivendo o Mistério da Paixão e Morte do Senhor, para com Ele Ressuscitar, e com Ele, sermos mais que vencedores:
– “Mas em todas estas coisas somos mais que vencedores por Aquele que nos amou. Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus” (Rm 8,37-39).
O Apóstolo São Paulo também nos ajuda neste santo propósito, como peregrinos do Senhor que somos:
- “Tendo sido, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e nos gloriamos na esperança da glória de Deus.
E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações; sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência a experiência, e a experiência a esperança. E a esperança não decepciona, porquanto o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,1-5).
Por fim, acolhamos e aprofundemos nossa reflexão, à luz das palavras do Apóstolo São Tiago:
- “Meus irmãos, quando deveis passar por diversas provações, considerai isso motivo de grande alegria, por saberdes que a comprovação da fé produz em vós a perseverança. Mas é preciso que a perseverança gere uma obra de perfeição, para que vos torneis perfeitos e íntegros, sem falta ou deficiência alguma.” (Tg 1,2-4)
Nota-se um itinerário que o cristão precisa percorrer, na vivência da fé:
1º - A provação, como motivo de grande alegria;
2º - A comprovação da fé;
3º - A perseverança na fé;
4º - A geração da obra de perfeição;
5º - A perfeição e integridade (sem falta ou deficiência alguma).
Concluindo, vejamos o que nos diz o Catecismo da Igreja Católica sobre o caminho da perfeição que devemos trilhar:
“O caminho da perfeição passa pela Cruz. Não existe santidade sem renúncia e sem combate espiritual. O progresso espiritual envolve ascese e mortificação, que levam gradualmente a viver na paz e na alegria das bem-aventuranças.” (1)
Façamos as renúncias necessárias, tomemos nossa cruz de cada dia e sigamos o Senhor (cf. Lc 9,23), cujo fardo é leve e o jugo é suave (cf. Mt 11,28-30), revitalizando-nos com o Pão da Palavra e o Pão da Eucaristia, que são os imprescindíveis e divinos Pães de nossa vida, no tempo presente e na eternidade. Amém.
(1) Catecismo da Igreja Católica – n. 2015
Antes que o sol se ponha...
Antes que o sol se ponha...
Que
a esperança jamais se ponha.
Antes
que o sol se ponha atrás da montanha,
cerro
meus ouvidos aos que bradam o fim da história,
que
não há esperança alguma no horizonte da humanidade,
ou
que em estéril saudosismo, dizem que nada é mais como antes.
Cerrados
sejam também para os que semeiam dogmatismos,
Fundamentalismos,
sectarismos que criam muros, insanas divisões.
Seja
nos espaços reais da convivência cotidiana,
Seja
nos espaços virtuais que semeiam discórdias e violência.
O
sol se porá, inevitavelmente, como todos os dias,
O
véu da escuridão cobrirá mais uma vez a Terra.
E,
na espera dos raios de sol em nova aurora,
Peço
as luzes de quem tem algo salutar a dizer.
Quero
ouvir os que me fazem crer no novo humanismo;
que não poupam esforços para não incorrermos em barbáries,
porque se não
vigilantes, ela é sempre possível,
e não podemos
recuar jamais nos avanços históricos alcançados.
Recolhido na
espera dos primeiros raios de um novo dia,
Releio, reflito e
compartilho com pessoas de boa vontade,
Palavras que nos
fazem reacender a esperança de um novo tempo,
Porque a fé
também assim exige, expressa em fecunda caridade:
“Ser humanista doravante não é apenas pensar que os
perigos, as incertezas e as crises (entre as quais a da democracia, a do
pensamento político, a provocada pela explosão do lucro, a da biosfera e a
multidimensional da pandemia) nos uniram numa comunhão de destinos.
Ser humanista não é apenas saber que somos todos humanos semelhantes e diferentes, não é apenas querer escapar das catástrofes e aspirar um mundo melhor.
Ser humanista é também sentir intimamente que cada um de nós é um momento efêmero de uma aventura extraordinária, a aventura da vida que deu origem à aventura humana, que, ao longo das criações, tormentos e desastres, chegou a uma crise gigantesca, na qual está em jogo o destino da espécie.
O humanismo regenerado, não é apenas o sentimento de comunidade humana, de
solidariedade humana, é também o sentimento de estar no interior dessa aventura
desconhecida e incrível, e desejar que ela continue em direção a uma
metamorfose, da qual nascerá um novo devir.” (1)
Sigamos em frente... que o sol se ponha,
Mas jamais se ponha com ele a esperança.
Renovam-se as forças, novas linhas escrever,
O inédito do melhor nos desafia... Amém.
(1) Lições de um século de vida - Edgar
Morin – Bertrand Brasil – p. 86.88
A caridade nos impele na missão
Que jamais percamos...
Em poucas palavras...
Cristãos: templo do Espírito Santo
“«Justificados pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus» (1 Cor 6, 11), «santificados e chamados a serem santos» (1 Cor 1,2) os cristãos tornaram-se «templo do Espírito Santo» (1 Cor 6, 19).
Este, que é o «Espírito do Filho», ensina-os a orar ao Pai (Gl 4,6) e, tendo-Se feito vida deles, impele-os a agir (Gl 5,25) para produzirem os frutos do Espírito (Gl 5,22) mediante uma caridade ativa.
Curando as feridas do pecado, o Espírito Santo renova-nos interiormente por uma transformação espiritual (Ef 4,23), ilumina-nos e fortalece-nos para vivermos como «filhos da luz» (Ef 5, 8) «em toda a espécie de bondade, justiça e verdade (Ef 5, 9).” (1)
(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 1695






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