Dom Otacilio F. Lacerda
domingo, 12 de julho de 2026
Que o nosso coração seja fecundo (XVDTCA)
Iluminado e conduzido pela Santa Palavra do Senhor (XVDTCA)
Iluminado
e conduzido pela Santa Palavra do Senhor
Converte meu coração,
por vezes duro como o chão de terra batida dos caminhos, no qual Tua
Santa Palavra não consegue penetrar e dar fruto como desejas.
Fortalece meu coração,
por vezes inconstante, capaz de se entusiasmar instantaneamente, mas
também de desanimar diante das primeiras dificuldades, e assim não podes com a
Tua Santa Palavra, nele raízes criar e frutos produzir.
Liberte meu coração, por
vezes materialista, que dá prioridade à riqueza e aos bens deste mundo, fazendo
com que Tua Santa Palavra seja facilmente sufocada por esses e outros
interesses dominantes.
Dá-me um coração sempre
disponível e bom, aberto aos desafios ao Projeto do Reino de Deus, no qual
Tua Santa Palavra, como Divina Semente, é
acolhida e dê muito fruto.
Ajuda-me para que, com
Teu Santo Espírito, como Teu discípulo missionário, eu seja uma “boa terra”,
participante da sagrada comunhão e missão que a todos confias. Amém.
PS: fonte dehonianos.org
– passagem do Evangelho de Mateus (Mt 13,1-23)
Fortalecei a fidelidade de todos os Presbíteros (súplica)
Fortalecei a fidelidade de todos os Presbíteros (súplica)
“Uma fidelidade que gera futuro”
Senhor, dai-nos a graça de viver uma fidelidade que gere futuro, vivendo com zelo de Pastor a identidade presbiteral, para que sejamos sacerdotes segundo o amor do Coração de Jesus.
Renovai a chama do primeiro amor do encontro pessoal com Cristo, que deu um novo horizonte e um rumo decisivo em nossas vidas; aquele memorável encontro que o Senhor nos amou, escolheu, chamou e nos confiou a graça da vocação de discípulos Seus.
Nos passos do Bom Pastor, a Ele configurados, firmemos os passos na familiaridade com Ele, envolvendo toda a nossa pessoa, coração e inteligência, sem cansaço ou desânimo indesejáveis.
Senhor, que a cada dia, na fidelidade e serviço, nossa vida seja oferecida ao celebrar o Sacrifício de Cristo na Eucaristia; no anúncio da Palavra de Deus; na absolvição dos pecados; na generosa dedicação a serviço da comunhão e no necessário cuidado dos que mais sofrem e passam necessidades.
Concedei-nos sabedoria, para viver o chamado ao Ministério Ordenado como dom livre e gratuito de Deus e que nossa vida seja uma resposta marcada pela graça, gratidão e gratuidade, envolvidos pela divina ternura que sabe trabalhar com nossas fragilidades e limitações.
Abertos ao sopro do Espírito, que conduz a Igreja que amamos e servimos, como alegres discípulos missionários do Senhor, cuidemos da formação permanente, acompanhada da conversão cotidiana e da vigilância necessária, para que não caiamos na tentação do imobilismo ou o fechamento.
Fortalecei-nos, Senhor, na fidelidade à fraternidade, estabelecendo vínculos de comunhão com os bispos e presbíteros, superando toda tentação de individualismo; de tal modo que a fraternidade presbiteral seja elemento constitutivo do Ministério a nós confiado pela Igreja; jamais mergulhados na empobrecedora solidão ou reclusão em si mesmo.
Sejam a concórdia e harmonia na caridade um hino a Jesus Cristo, na vida em comum, unidade irrepreensível, para que cada vez mais sejamos inseridos na fecunda comunhão de Amor da Vida Trinitária.
Senhor, fortalecei-nos na fidelidade e sinodalidade, abertos ao sopro do Espírito, que conduz e anima a Igreja; vivamos sadia e fecunda relação no cuidado de nossas comunidades, sem jamais concentrar tudo nas mãos ou cair na tentação de trabalhar sozinho; para que, então, vivamos o Ministério da síntese e não a síntese de todos os Ministérios; edificando assim uma Igreja sinodal e missionária e ministerial.
Senhor, ajudai-nos a viver na fidelidade e missão, exalando o odor do óleo que ungiu as nossas mãos em alegre atitude de doação, serviço, com humildade e mansidão; vivendo a compaixão, proximidade e coerência, sem cair na tentação da eficiência expressa na preocupação com a quantidade de atividades e projetos realizados, ou em empobrecedor quietismo, fechado em si mesmos, assustados pelos contextos nos quais inseridos.
Na graça da missão, o fogo da caridade pastoral garanta o equilíbrio e a unificação da vida de todo presbítero, concedendo o equilíbrio na vida cotidiana e a missão alcance todas as dimensões da sociedade, em particular a cultura, a economia e a política, para que tudo seja recapitulado em Cristo (cf. Ef 1,10).
Dai-nos a Sabedoria para vivermos a harmonia entre a contemplação e a ação, afastando toda a tentação do individualismo e a celebração de si mesmo, em empobrecedora autorreferencialidade; e com João Batista, aprendamos a nos fazer pequenos para que Ele, Jesus, cresça e seja conhecido e glorificado (cf. Jo 3,30).
Na necessária presença no mundo midiático, que o uso das redes sociais e todos seus instrumentos à disposição sejam sempre avaliados e usados com sabedoria, sem perder o paradigma do discernimento para ver o que de fato contribui para a sadia evangelização, lembrando as palavras do Apóstolo Paulo – “Tudo me é lícito! Sim, mas nem tudo convém.” (1 Cor 6,12).
Que a cada dia, a fidelidade e futuro se façam presentes em nossa vida Ministerial, empenhados num renovado Pentecostes vocacional dentro da Igreja, cuidando das pastorais e dentre elas a pastoral familiar e juvenil, sem jamais nos esquecermos que “não há futuro sem cuidar de todas as vocações!”.
Contamos e confiamos na intercessão da Virgem Imaculada, Mãe do Bom Conselho, e de São João Maria Vianey, padroeiro dos párocos, para que vivamos “um amor tão forte que dissipa as nuvens da rotina, do desânimo e da solidão: um amor total que nos é dado em plenitude na Eucaristia. Amor Eucarístico, amor sacerdotal.” Amém.
PS: Oração para os Presbíteros inspirada na Carta Apostólica “Uma fidelidade que gera futuro” – Papa Leão XIV -8/12/25 – Solenidade da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria.
Ladainha do Preciosíssimo Sangue de Jesus
Ladainha
do Preciosíssimo Sangue de Jesus
Rezemos, em todo o tempo, a Ladainha ao Preciosíssimo
Sangue de Jesus, pois “uma só gota pode salvar o mundo inteiro de qualquer
culpa” (Hino Adoro Te devote):
“Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
Jesus Cristo, ouvi-nos.
Jesus Cristo, atendei-nos.
Deus Pai dos Céus, tende piedade de nós.
Deus Filho, redentor do mundo,
Deus Espírito Santo,
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,
Sangue de Cristo, Unigênito do Eterno Pai, salvai-nos.
Sangue de Cristo, Sangue do Verbo de Deus encarnado,
Sangue de Cristo, Sangue do Novo e Eterno Testamento,
Sangue de Cristo, correndo pela Terra na agonia,
Sangue de Cristo, manando abundante na flagelação,
Sangue de Cristo, gotejando na coroação de espinhos,
Sangue de Cristo, derramado na Cruz,
Sangue de Cristo, preço da nossa salvação,
Sangue de Cristo, sem o qual não pode haver redenção,
Sangue de Cristo, que apagais a sede das almas e as purificais na Eucaristia,
Sangue de Cristo, torrente de misericórdia,
Sangue de Cristo, vencedor dos demônios,
Sangue de Cristo, fortaleza dos mártires,
Sangue de Cristo, virtude dos confessores,
Sangue de Cristo, que suscitais almas virgens,
Sangue de Cristo, força dos tentados,
Sangue de Cristo, alívio dos que trabalham,
Sangue de Cristo, consolação dos que choram,
Sangue de Cristo, esperança dos penitentes,
Sangue de Cristo, conforto dos moribundos,
Sangue de Cristo, paz e doçura dos corações,
Sangue de Cristo, penhor de eterna vida,
Sangue de Cristo, que libertais as almas do Purgatório,
Sangue de Cristo, digno de toda a honra e glória.
℣.
Remistes-nos, Senhor com o Vosso Sangue.
℟.
E fizestes de nós um reino para o nosso Deus.
Oremos:
Todo-Poderoso e Eterno Deus, que constituístes o Vosso unigênito Filho, Redentor do mundo, e quisestes ser aplacado com o Seu Sangue, concedei-nos a graça de venerar o preço da nossa salvação e de encontrar, na virtude que Ele contém, defesa contra os males da vida presente, de tal modo que eternamente gozemos dos seus frutos no Céu. Pelo mesmo Cristo, Senhor nosso. Amém.”
Em poucas palavras...
Contemplemos o indizível Amor na Cruz de Cristo
“Não aconteça que perante a Cruz de Cristo as pedras e os sepulcros sejam mais sensíveis que os vossos corações” (1)
(1) Papa São Leão Magno (séc. V)
Parábolas do cotidiano
Parábolas do cotidiano
Uma história que traz uma mensagem essencial, sobretudo para os tempos em que vivemos.
“Há muito tempo, a Verdade, a Mentira, o Fogo e a Água estavam viajando e chegaram a um rebanho de gado. Discutiram o assunto e chegaram à conclusão de que seria melhor dividir o rebanho em quatro partes iguais para que cada um pudesse levar consigo uma quantidade igual de animais.
Mas a Mentira era gananciosa e arquitetou um plano para ficar com uma parte maior.
- Ouça o meu conselho - sussurrou ela, puxando a Água para um canto. - O Fogo está planejando queimar toda a relva e as árvores das suas margens para conduzir seu gado pelas planícies e ficar com os animais para si. Se eu fosse você, acabaria com ele logo agora, e assim repartiríamos a parte dele entre nós.
A Água foi tola o suficiente para acatar o conselho da Mentira e lançou-se sobre o Fogo, apagando-o.
E a Mentira dirigiu-se em seguida para a Verdade, sussurrando-lhe:
- Veja só o que fez a Água! Acabou com o Fogo para ficar com o gado dele. Não deveríamos associar-nos a alguém assim. Deveríamos pegar todo o gado e partir para as montanhas.
A Verdade acreditou nas palavras da Mentira e concordou com seu plano. E, juntas, levaram o gado para as montanhas.
- Esperem por mim - disse a Água, correndo no seu encalço, mas é claro que não conseguiu correr morro acima. E foi deixada para trás, no vale.
Ao chegarem no topo da montanha mais alta, a Mentira virou-se para a Verdade e pôs-se a rir.
- Consegui enganá-la, sua idiota! - disse ela, soltando uma risada estridente. - Agora você vai me dar todo o gado e será minha escrava, ou eu a destruirei.
- Ora essa! Você me enganou - admitiu a Verdade. - Mas eu jamais serei sua escrava.
E as duas brigaram; e enquanto se batiam, os trovões ecoavam pelas montanhas. As duas se agrediram como o quê, mas nenhuma conseguiu destruir a outra.
Acabaram decidindo chamar o Vento para decidir quem seria a vencedora da disputa. E o Vento subiu a montanha a toda velocidade, e escutou o que ambas tinham a dizer. E por fim falou:
- Não me cabe apontar a vencedora. A Verdade e a Mentira estão fadadas à disputa. Às vezes, a Verdade ganhará; outras vezes a Mentira prevalecerá; neste caso, a Verdade deverá se erguer e tornar a lutar. Até o fim do mundo, a Verdade deverá combater a Mentira e jamais buscar o descanso ou baixar a guarda; caso contrário, será aniquilada para sempre.
Assim é que a Verdade e a Mentira continuam lutando até hoje”.
De fato, a Verdade e a Mentira continuam lutando até hoje, e esta luta ganhou dimensões imensuráveis no mundo digital, haja vista toda problemática de “Fake News”, com seus promotores e vítimas incontáveis.
Quanto sofrimento, perdas, amizades destruídas, e injustiças realizadas, e a morte em sua expressão máxima: morte de indivíduos, mas também a morte de nossa Casa Comum.
Também em nossos relacionamentos este duelo se faz presente, na família, na comunidade eclesial que participamos, ou qualquer outra forma de comunidade, e mesmo no emaranhado dos pensamentos e atitudes de cada pessoa.
Vigilantes sejamos, para não sermos envolvidos pelas tramas diabólicas da mentira, cujo pai é “Satanás”, como lemos na passagem do Evangelho (Jo 8,44):
“Vós sois do diabo, vosso pai, e quereis realizar os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio e não permaneceu na verdade, porque nele não há verdade: quando ele mente, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira”.
(1) O Livro das Virtudes - William J. Bennett - Editora Nova Fronteira
Em poucas palavras... (XVDTCA)
A prática da meditação
“A
meditação é sobretudo uma busca. O espírito procura compreender o porquê e o
como da vida cristã, para aderir e corresponder ao que o Senhor lhe pede.
Exige uma
atenção difícil de disciplinar. Habitualmente, recorre-se à ajuda dum livro e
os cristãos não têm falta deles: a Sagrada Escritura, em especial o Evangelho,
os santos ícones (as imagens), os textos litúrgicos do dia ou do tempo, os
escritos dos Padres espirituais, as obras de espiritualidade, o grande livro da
criação e o da história, a página do «hoje» de Deus.” (1)
(1)Catecismo
da Igreja Católica – parágrafo n. 2705



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