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Dom Otacilio F. Lacerda
sexta-feira, 22 de maio de 2026
Sejamos um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus
Sejamos um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus
“Pela misericórdia de Deus...”
As palavras do Apóstolo Paulo, revigoram e iluminam nosso discipulado, a fim de que sejamos peregrinos da esperança, em plena fidelidade à missão que Jesus nos confiou:
“Pela misericórdia de Deus, eu vos exorto, irmãos, a vos oferecerdes em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: Este é o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com o mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e de julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, isto é, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito”. (Rm 12,1-2)
A vida do apóstolo Paulo é a história de um coração extremamente apaixonado e seduzido por Deus, e exorta-nos a assumir atitudes coerentes com a fé que professamos.
Também nos exorta para que assumamos atitudes coerentes com a fé que professamos, tornando nossa vida um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, não nos conformando ao mundo em que vivemos, mas configurando-nos ao Senhor e Seu Evangelho, oferecendo nossa vida inteiramente a Deus.
Portanto, exige de nós transformação e conversão de nossa maneira de pensar e julgar, não nos deixando moldar pela lógica do mundo, mas pela lógica do Evangelho, procurando sempre o que é agradável a Deus.
O Apóstolo exorta em nome da misericórdia divina, para que façamos progressos espirituais cada vez maiores, e alguns verbos são expressivos nos ajudam a fortalecer nossos passos em processo contínuo de conversão e de configuração ao Senhor, como sacrifícios a Ele agradáveis:
1º – “a vos oferecerdes” - urge que sejamos sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, pois nisto consiste o verdadeiro e frutuoso culto espiritual. Fazer da vida uma eterna e agradável oferenda a Deus, sobretudo colocando nossa vida no Cálice Sagrado do Senhor, configurados a Ele no Seu Mistério de Paixão e Morte, celebrando piedosa, ativa e frutuosamente a Sua Memória.
2º – “Não vos conformeis com o mundo” – ou seja, não compactuar com a mentalidade do mundo, para que sal, luz e fermento sejamos, como bem nos falou o Senhor, nas passagens evangélicas, e próprio Apóstolo Paulo na Carta aos Filipenses, sobre ter os mesmos sentimentos de Jesus (Fl 2,5).
3º – “transformai-vos” – implica viver em permanente atitude de conversão, para que melhor correspondamos aos desígnios de Deus, dando passos sucessivos na escala da perfeição e santidade.
4º – “renovando vossa maneira de pensar e julgar” – a fim de que sejamos moldados pela mão de Deus, porque obras imperfeitas e inacabadas somos.
5º – “distinguir o que é a vontade de Deus” – discernir entre bem e o mal; a mentira e o ódio; o justo e desejável por Deus; o pecado e a graça; o que conduz à vida ou à morte; enfim, fazer o bom uso da liberdade de arbítrio, que por Ele nos foi concedida.
Deste modo, viver um culto agradável a Deus, consiste em viver no amor, no serviço, na doação em entrega a Deus e aos irmãos; e urge, pois, rever o grande sinal que nos identifica, o Sinal da Cruz, que tantas vezes fazemos, e, por vezes, sem pensar no que o gesto implica: carregar a cruz com fé, coragem e fidelidade, como ponte necessária para a eternidade. Sem cruz, não há como conceber e alcançar a eternidade.
Urge que integremos o culto e a vida, fortalecendo os pilares de nossas comunidades, como tão bem expressam as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora do Brasil – Conferência Nacional do Brasil – CNBB – 2019-2023): os pilares da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária.
Quando o culto e a vida andam de mãos dadas, tornam-se agradáveis a Deus, e Jesus Cristo é, verdadeiramente, Senhor de nossa vida e Rei do Universo.
Reflitamos:
- O que precisamos rever em nossa vida de fé (pensamentos, palavras e ações), para melhor correspondermos aos desígnios de Deus, de tal modo, que nossa vida seja um culto agradável ao Senhor?
- Como estamos carregando nossa cruz de cada dia?
- Quais as renúncias necessárias?
- Como vivemos as palavras que o Senhor nos ensinou, na Oração do “Pai-Nosso” – “Seja feita a Vossa vontade...”?
Concluindo, se necessário e possível, procuremos o Sacramento da Penitência, para confessarmos nossos pecados.
Absolvidos, iniciemos um novo caminho, com santos propósitos de progressos maiores ainda no caminho de santidade, a vocação de todos nós, vivendo a vida nova que recebemos no dia do Batismo, e assim irradiaremos a luz divina em todo tempo e em todo o lugar.
Sejamos discípulos do Senhor, e não há outro caminho, senão o caminho da cruz; viver corajosamente a “A loucura da Cruz”, de tal modo que o sacrifício vivo seja acompanhado da necessária conversão.
Fonte: Lecionário comentado – Tempo Quaresma e Páscoa – Editora Paulus – 2011 – p. 202
PS: Oportuno para o Tempo da Quaresma e em todo o tempo.
“Se me amares, cuidarás do meu rebanho”
Este amor é condição fundamental e imprescindível para que possamos participar da missão evangelizadora da Igreja, pois qualquer outra motivação é insuficiente, e está fadada ao fracasso, por vezes mais rápido do que se possa pensar.
Santíssima Trindade: adorar, amar e imitar...
Santíssima
Trindade: adorar, amar e imitar...
“A graça de nosso Senhor
Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco.”
(2 Cor 13,13)
Reflexão
sobre o Tratado Sobre a Trindade, do Bispo Santo Hilário (Séc. IV:
"O Senhor mandou
batizar em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, quer dizer, professando
a fé no Criador, no Filho e no que é chamado Dom de Deus.
Um só é o Criador de
todas as coisas. Pois um só é Deus Pai, de quem tudo procede; um só é o
Filho Unigênito, nosso Senhor Jesus Cristo, por quem tudo foi feito; e um só é
o Espírito, que foi dado a todos nós.
Todas as coisas são
ordenadas segundo suas capacidades e méritos: um só é o Poder, do qual tudo
procede; um só é o Filho, por quem tudo começa; e um só é o Dom, que é penhor
da esperança perfeita. Nada falta a tão grande perfeição.
Tudo é perfeitíssimo na
Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo: a infinidade no Eterno, o esplendor na
Imagem, a atividade no Dom. Escutemos o que diz a palavra do Senhor sobre
a ação do Espírito em nós:
Tenho ainda muitas
coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de compreendê-las agora (Jo
16,12). É bom para vós que Eu parta: se Eu me for, vos mandarei o
Defensor (cf. Jo 16,7).
Em outro lugar: Eu
rogarei ao Pai, e Ele vos dará um outro Defensor, para que permaneça sempre
convosco: o Espírito da Verdade (Jo 14,16-17). Ele vos conduzirá à
plena verdade. Pois Ele não falará por Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver
ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará. Ele me glorificará porque
receberá do que é meu (Jo 16,13-14).
Estas palavras, entre
muitas outras, foram ditas para nos dar a conhecer a vontade d'Aquele que
confere o Dom e a natureza e a perfeição do mesmo Dom.
Por conseguinte, já que
a nossa fraqueza não nos permite compreender nem o Pai nem o Filho, o Dom que é
o Espírito Santo estabelece um certo contato entre nós e Deus, para iluminar a
nossa fé nas dificuldades relativas à encarnação de Deus. Assim, o
Espírito Santo é recebido para nos tornar capazes de compreender.
Como o corpo natural do
homem permaneceria inativo se lhe faltassem os estímulos necessários para as
suas funções – os olhos, se não há luz ou não é dia, nada podem fazer; os
ouvidos, caso não haja vozes ou sons, não cumprem seu ofício; o olfato, se não sente
nenhum odor, para nada serve; não porque percam a sua capacidade natural por
falta de estímulo para agir – assim é a alma humana: se não recebe pela fé o
Dom que é o Espírito, tem certamente uma natureza capaz de conhecer a Deus, mas
falta-lhe a luz para chegar a esse conhecimento.
Este Dom de Cristo está
inteiramente à disposição de todos e encontra-Se em toda parte; mas é dado na
medida do desejo e dos méritos de cada um. Ele está conosco até o fim do
mundo; Ele é o Consolador no tempo da nossa espera; Ele, pela atividade dos
Seus Dons, é o penhor da nossa esperança futura; Ele é a Luz do nosso
espírito; Ele é o Esplendor das nossas almas”.
Nas três Pessoas da Trindade contemplamos,
respectivamente (Pai, Filho e Espírito Santo):
“... a infinidade no
Eterno, o esplendor na Imagem, a atividade no Dom”;
“... o Espírito Santo é
recebido para nos tornar capazes de compreender.”;
“Ele está conosco até o
fim do mundo; Ele é o Consolador no tempo da nossa espera;
Ele, pela atividade dos
Seus Dons, é o penhor da nossa esperança futura;
Ele é a Luz do nosso
espírito; Ele é o Esplendor das nossas almas”.
Assim
falou Santo Agostinho: “Vês a Trindade se vês o Amor”.
E
ainda: “Deus é um Mistério tão grande, que uma vez encontrado, ainda falta tudo
para encontrá-Lo”.
Bem
afirmou Santo Irineu (séc. II): O Filho e o Espírito são “as duas mãos do Pai”,
que nos acolhem, envolvem, abraçam e nos impelem para a missão.
Crer
na Santíssima Trindade, mistério de comunhão, amor, partilha e esperança, nos
compromete em transformar um mundo dividido, individualista e sem esperança.
Contemplemos,
adoremos a ação da Trindade Santa e renovemos sagrados compromissos, como
Igreja Sinodal: ser no mundo, sinal e instrumento do Amor
Trinitário.
Adoremos,
amemos e imitemos a Santíssima Trindade: vida, luz e paz teremos, e um dia
nesta comunhão plena e eterna viveremos.
Concluímos com a palavra do Evangelista São João:
“Deus amou tanto o mundo, que deu o Seu
Filho unigênito, para que não morra todo o que n’Ele crer, mas tenha
a vida eterna” (Jo 3,16).
Exultemos
de alegria com a ação do Espírito em nós, e a Ele rezemos:
“Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos Vossos fiéis
e acendei neles o Fogo do Vosso Amor...”
Fortalecei a fidelidade de todos os Presbíteros (súplica)
Fortalecei a fidelidade de todos os Presbíteros (súplica)
“Uma fidelidade que gera futuro”
Senhor, dai-nos a graça de viver uma fidelidade que gere futuro, vivendo com zelo de Pastor a identidade presbiteral, para que sejamos sacerdotes segundo o amor do Coração de Jesus.
Renovai a chama do primeiro amor do encontro pessoal com Cristo, que deu um novo horizonte e um rumo decisivo em nossas vidas; aquele memorável encontro que o Senhor nos amou, escolheu, chamou e nos confiou a graça da vocação de discípulos Seus.
Nos passos do Bom Pastor, a Ele configurados, firmemos os passos na familiaridade com Ele, envolvendo toda a nossa pessoa, coração e inteligência, sem cansaço ou desânimo indesejáveis.
Senhor, que a cada dia, na fidelidade e serviço, nossa vida seja oferecida ao celebrar o Sacrifício de Cristo na Eucaristia; no anúncio da Palavra de Deus; na absolvição dos pecados; na generosa dedicação a serviço da comunhão e no necessário cuidado dos que mais sofrem e passam necessidades.
Concedei-nos sabedoria, para viver o chamado ao Ministério Ordenado como dom livre e gratuito de Deus e que nossa vida seja uma resposta marcada pela graça, gratidão e gratuidade, envolvidos pela divina ternura que sabe trabalhar com nossas fragilidades e limitações.
Abertos ao sopro do Espírito, que conduz a Igreja que amamos e servimos, como alegres discípulos missionários do Senhor, cuidemos da formação permanente, acompanhada da conversão cotidiana e da vigilância necessária, para que não caiamos na tentação do imobilismo ou o fechamento.
Fortalecei-nos na fidelidade à fraternidade, estabelecendo vínculos de comunhão com os bispos e presbíteros, superando toda tentação de individualismo; de tal modo que a fraternidade presbiteral seja elemento constitutivo do Ministério a nós, pela Igreja confiado; jamais mergulhados na empobrecedora solidão ou reclusão em si mesmo.
Sejam a concórdia e harmonia na caridade um hino a Jesus Cristo, na vida em comum, unidade irrepreensível, para que cada vez mais sejamos inseridos na fecunda comunhão de Amor da Vida Trinitária.
Na fidelidade e sinodalidade, abertos ao sopro do Espírito, que conduz e anima a Igreja, vivamos sadia e fecunda relação no cuidado de nossas comunidades, sem jamais concentrar tudo nas mãos ou cair na tentação de trabalhar sozinho; para que, então, vivamos o Ministério da síntese e não a síntese de todos os Ministérios; edificando assim uma Igreja sinodal e missionária e ministerial.
Na fidelidade e missão, exalemos o odor do óleo que ungiu as nossas mãos em alegre atitude de doação, serviço, com humildade e mansidão; vivendo a compaixão, proximidade e coerência, sem cair na tentação da eficiência expressa na preocupação com a quantidade de atividades e projetos realizados, ou em empobrecedor quietismo, fechado em si mesmos, assustados pelos contextos nos quais inseridos.
Na graça da missão, o fogo da caridade pastoral garanta o equilíbrio e a unificação da vida de todo presbítero, concedendo o equilíbrio na vida cotidiana e a missão alcance todas as dimensões da sociedade, em particular a cultura, a economia e a política, para que tudo seja recapitulado em Cristo (cf. Ef 1,10).
Dai-nos sabedoria para vivermos a harmonia entre a contemplação e a ação, afastando toda a tentação do individualismo e a celebração de si mesmo, em empobrecedora autorreferencialidade; e com João Batista, aprendamos a nos fazer pequenos para que Ele, Jesus, cresça e seja conhecido e glorificado (cf. Jo 3,30).
Na necessária presença no mundo midiático, que o uso das redes sociais e todos seus instrumentos à disposição sejam sempre avaliados e usados com sabedoria, sem perder o paradigma do discernimento para ver o que de fato contribui para a sadia evangelização, lembrando as palavras do Apóstolo Paulo – “Tudo me é lítico! Sim, mas nem tudo convém.” (1 Cor 6,12).
Que a cada dia, a fidelidade e futuro se façam presentes em nossa vida Ministerial, empenhados num renovado Pentecostes vocacional dentro da Igreja, cuidando das pastorais e dentre elas a pastoral familiar e juvenil, sem jamais nos esquecermos que “não há futuro sem cuidar de todas as vocações!”.
Contamos e confiamos na intercessão da Virgem Imaculada, Mãe do Bom Conselho, e de São João Maria Vianey, padroeiro dos párocos, para que vivamos “um amor tão forte que dissipa as nuvens da rotina, do desânimo e da solidão: um amor total que nos é dado em plenitude na Eucaristia. Amor Eucarístico, amor sacerdotal.” Amém.
PS: Oração para os Presbíteros inspirada na Carta Apostólica “Uma fidelidade que gera futuro” – Papa Leão XIV -8/12/25 – Solenidade da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria.
“A tríplice confissão apaga a tríplice negação...”
“A tríplice confissão apaga a tríplice negação...”
“A força do amor vence o temor da morte”
À luz dos Tratados sobre o Evangelho de São João, do Bispo Santo Agostinho (Séc. V), reflitamos sobre a força do amor que vence o temor da morte.
“O Senhor interroga sobre o que já sabia, não só uma vez, mas duas e três vezes: se Pedro o ama. De todas as vezes, ouve uma só resposta, que Pedro o ama. E, em todas elas, confia a Pedro o pastoreio de suas ovelhas.
A tríplice confissão apaga a tríplice negação, para que a língua não sirva menos ao amor do que ao temor; e não pareça que a iminência da morte o obrigou a falar mais do que a presença da vida. Seja serviço de amor apascentar o rebanho do Senhor, como foi prova de temor negar o pastor.
Quem apascenta as ovelhas de Cristo, como se fossem suas, não ama a Cristo mas a si mesmo.
Contra esses, que também o Apóstolo censura dizendo que procuram os próprios interesses e não os de Cristo, estas palavras que o Senhor repete insistentemente são uma séria advertência.
Então que quer dizer: Tu me amas? Apascenta as minhas ovelhas (Jo 21,17) senão: Se me amas, não penses em te apascentar a ti mesmo, mas as minhas ovelhas; apascenta-as, considerando minhas, não tuas; procura nelas minha glória, não a tua; meus interesses, não os teus; não sejas daqueles que nos tempos de perigo só amam a si mesmos e tudo o que deriva deste princípio, que é a raiz de todo mal.
Os que apascentam as ovelhas de Cristo, não amem a si mesmos; não as apascentem como sendo próprias, mas como pertencentes a Cristo.
O defeito que mais devem evitar os que apascentam as ovelhas de Cristo consiste em procurar os próprios interesses e não os de Jesus Cristo, destinando ao proveito próprio aqueles por quem Cristo derramou o seu sangue.
O amor de Cristo deve crescer até atingir tal grau de ardor espiritual naquele que apascenta as suas ovelhas, que supere até mesmo o natural medo da morte, que nos leva a não querer morrer, ainda que queiramos viver com Cristo.
Contudo, por maior que seja o temor da morte, deve vencê-lo a força do amor com que se ama Aquele que, sendo nossa vida, quis sofrer até a morte por nós.
Na verdade, se não houvesse ou fosse insignificante o mal da morte, não seria tão grande a glória dos mártires. Mas, se o Bom Pastor, que deu a vida por suas ovelhas, suscitou tantos mártires entre as suas ovelhas, quanto mais não devem lutar pela verdade até à morte, e até o sangue, contra o pecado, aqueles que receberam o encargo de apascentá-las, isto é, de instruí-las e dirigi-las?
Por este motivo, diante do exemplo da paixão de Cristo, e ao pensar em tantas ovelhas que já o imitaram, quem não compreende que os pastores devem ser os primeiros a imitar o Pastor? Na verdade, os mesmos pastores são também ovelhas do único rebanho, governado pelo único Pastor. De todos nós ele fez suas ovelhas, por todos nós padeceu; para padecer por todos nós, ele mesmo se fez ovelha”. (1)
“A tríplice confissão apaga a tríplice negação”, assim aconteceu com Pedro. Também nós precisamos permanentemente declarar nosso amor pelo Senhor, superando possível “negação”, com nossas infidelidades e pecados.
Urge rever nossos caminhos, palavras, pensamentos e atitudes, a fim de que sejamos autênticas testemunhas do Cristo Ressuscitado.
Renovemos em nós a força do amor que vence o temor da morte, bem como a nossa fé no Senhor, que conosco caminha, ainda que não percebamos.
A exemplo de Pedro, renovemos em nós a chama do primeiro amor, para vencermos as dificuldades e tentações do cotidiano, em plena fidelidade ao Senhor, como rezamos na oração que Ele mesmo nos ensinou:
“Pai Nosso, que estais nos céus... Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal. Amém.”
(1) Liturgia das Horas (Volume Advento Natal – pp. 1032-1033) ao celebrar a Memória de São Nicolau, no dia 06 de dezembro. Bispo de Mira, na Lícia (hoje Turquia). Morreu em meados do século IV e, sobretudo a partir do século X, é venerado em toda a Igreja
PS: Apropriado para o Tempo do Advento, a fim de revermos nossos caminhos, palavras, pensamentos e atitudes, para que na vigilância e na oração, estejamos melhor preparados para celebrar a vinda do Salvador, na tão esperada Noite de Natal.
Apropriado, também, para refletirmos a passagem do Evangelho de São João (Jo 21,1-14).







