terça-feira, 15 de setembro de 2026

Em poucas palavras...

 


Maria aos pés da cruz

“João, Mãe, te é entregue em vez de Jesus, o servo em lugar do Senhor, o discípulo pelo Mestre, o filho de Zebedeu pelo Filho de Deus, o puro homem, em vez do Deus verdadeiro.” (1)

 

 

(1)        São Bernardo – séc. XII

Em poucas palavras...

                                                                  


“Ó Deus, junto vosso filho exaltado na cruz...”

“Ó Deus, junto ao vosso Filho exaltado na cruz, quisestes que a Mãe estivesse de pé sofrendo com ele. Concedei que a vossa Igreja, associada com Maria à paixão de Cristo, mereça participar da sua ressurreição. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.  (1)

 

(1)        Oração do dia – Missa da Memória de Nossa Senhora das Dores 

Pétalas/sépalas

 


Pétalas/sépalas

No jardim, as rosas se sobressaem pela beleza, perfume e cor.
Suavidade em cada pétala, por vezes desfolhadas,
Em “mal me quer, bem me quer”, brinquedo de enamorados.
 
Pétalas são conhecidas, variadas em cores e formatos,
Em poesias, músicas, entre páginas guardadas,
Suaves e doces lembranças de encontros vividos.
 
Mas não haveria as pétalas, não fossem as sépalas,
Que por um tempo as preservaram para que se abrissem
Em botões para decorações e selar puras emoções.
 
Sépalas? Quem delas poesia faria, e encanto despertaria?
Sépalas, no anonimato e escondimento, dobram-se suavemente,
Quase imperceptíveis aos olhos, mas ali estiveram e estarão.
 
Penso nas sépalas nossas de cada dia,
Não as da rosa do meu ou do teu jardim,
Mas aquelas que são fundamentais para mim.
 
Sépalas mães, que por um tempo, no ventre,
Uma vida fecundam no silêncio, por vezes na dor,
Acolhidas como sinais de bênção do Amado Senhor.
 
Sépalas pais, que em imprescindível presença, 
coragem, afeto, proteção, pão de cada dia, 
força e confiança oferecem.

Sépalas, profissionais da saúde, cultura e educação.
Outros tantos impossível  serem aqui mencionados.
Com seu suor e trabalho prolongam a obra da criação.
 
Sépalas de nossas comunidades de fé,
Que se desdobram, se curvam humildemente,
Discípulos/as do Servo que se fez Servidor.
 
Em formações, encontros, catequese,
Cantos, acolhidas, visitas, celebrações.
Palavra proclamada que arde corações.
 
Assim é a história da humanidade,
A beleza das “pétalas”, o escondimento das “sépalas”,
Em harmonia para que o Jardim do Senhor floresça.
 
Pétalas, beleza e encanto para os olhos.
Sépalas, beleza e encanto para o coração
Em perfeita sintonia, sagrado abraço e comunhão. Amém.


 
PS: Sépalas são as estruturas em forma de folha localizadas na parte mais externa de uma flor, cuja principal função é proteger o botão floral antes de ele se abrir.
Pétalas são folhas modificadas que formam a parte colorida e mais visível de uma flor.

Maria, a Mãe que cremos e amamos (Papa Leão XIV)

                                                           


Maria, a Mãe que cremos e amamos

Maria, cremos que tu és:

- A primeira discípula, quem melhor aprendeu as coisas de Jesus, teu Amado Filho;

- A primeira daqueles que «escutam a Palavra de Deus e a põem em prática» (Lc 11, 28);

- A primeira a colocar-se entre os humildes e pobres do Senhor para nos ensinar a esperar e receber, com confiança, a salvação que vem apenas de Deus;

- A primeira a quem Jesus parecia dizer: “Segue-me”, mesmo antes de dirigir este chamamento aos Apóstolos ou a quaisquer outros (cf. Jo 1, 43)»;

- Modelo de fé e caridade para a Igreja pela sua obediência à vontade do Pai, cooperadora na obra redentora do seu Filho na abertura à ação do Espírito Santo;

- Aquela a quem mais valeu ser discípula de Cristo do que ter sido mãe de Cristo, como nos falou Santo Agostinho;

- Mais discípula que mãe, a primeira e a mais perfeita discípula de Cristo;

- Mãe, e que  Cristo te entregou a nós porque não quer que caminhemos sem uma mãe;

- A Mãe fiel que se tornou «Mãe de todos os que creem, e ao mesmo tempo, é «a Mãe da Igreja evangelizadora, e nos acolhe assim como Deus nos quis convocar, não apenas como indivíduos isolados, mas como Povo que caminha;

- A nossa Mãe, que quer sempre caminhar conosco, estar perto, ajudar-nos com a sua intercessão e o seu amor;

- A Mãe do Povo fiel que, movida por uma ternura amorosa, caminha em meio ao seu povo e cuida das suas angústias e vicissitudes. Amém.

 

PS: Fonte - Dicastério para a Doutrina da Fé  - Mater Populi fidelis - Nota doutrinal sobre alguns títulos marianos referidos à cooperação de Maria na obra da Salvação – parágrafos n.73.76

 

As Sete Dores de Maria

                                                       

As Sete Dores de Maria

Contemplo a profecia de Simeão (Lc 2,35):
A espada que transpassaria tua alma.
E assim se fez, no ápice momento,
Aos pés da crudelíssima Cruz.
 
Contemplo a tua fuga para o Egito (Mt 2,13s):
Com José ao teu lado, para defender a vida
Da frágil Criança, que faz tremer as forças do mal,
Que faz cegar pelo medo o coração de Herodes.
 
Contemplo a perda de Jesus no templo (Lc 2,48):
Discutindo com os doutores O encontraste,
Das coisas do Pai já Se ocupando,
Teu coração vivendo proximidade e separação.
 
O caminho para o calvário (Lc 23,27):
Em silêncio acompanhas, nada podes fazer,
A dor te consome. Porém maior que a dor,
É o amor que te une ao teu Filho.
 
A crucificação de Jesus (Lc 23,33):
Como Ele, te sentes crucificada,
Não te afastas sequer por um momento.
Quem poderia sofrer tamanha dor e tormento?
 
Jesus deposto na Cruz (Jo 19,38):
Há pouco, Ele nos deu como nossa mãe;
No discípulo amado, nos fez teus filhos.
Recebe no teu colo quem que no teu ventre foi concebido.
 
A sepultura de Jesus, teu Filho (Jo 19,40s):
Serenidade e doçura tu conservas,
Após três dias sombrios e frios,
Morte vencida na madrugada da Ressurreição. Amém.
 

A autêntica devoção à Nossa Senhora das Dores

 


A autêntica devoção à Nossa Senhora das Dores
 
A devoção às dores de Maria foi a princípio mais popular do que litúrgica, difundida particularmente pelos Servitas e Passionistas na Idade Média, especialmente entre os séculos XII e XIII.
 
A introdução na Liturgia se deu com o papa Pio VII (séc. XIX) . Atualmente, esta Memória se concentra melhor sobre ela, Maria, e o sacrifício de Cristo que ela própria oferece com Ele ao Pai.
 
O caminho que Maria nos ensina, como peregrinos da esperança, nos dá coragem para sermos fiéis discípulos missionários do seu Amado Filho, Jesus.
 
Com Maria aprendemos a fidelidade ao carregar da cruz de cada dia, acompanhada das renúncias necessárias.
 
Oportuno que retomemos para aprofundamento as sete dores de Maria:
1ª – A profecia de Simeão (Lc 2,35); 2ª – A fuga para o Egito (Mt 2,13s);  3ª – A perda de Jesus no templo (Lc 2,48);  4ª – O caminho de Jesus para o calvário (Lc 23,27); 5ª – A crucificação de Jesus (Lc 23,33); 6ª – Jesus deposto da cruz (Jo 19,38); 7ª – A sepultura de Jesus (Jo 19,40s)
 
Façamos sempre nossa declaração de amor à Maria, acompanhada da imitação de suas virtudes em total fidelidade ao Seu Amado Filho.
 
Nossa Senhora das Dores, Mãe das dores do tempo presente e das alegrias eternas, rogai por nós! Amém.
 

Meditemos sobre as sete dores de Maria

                                                   



Meditemos sobre as sete dores de Maria

1ª – A profecia de Simeão (Lc 2,35)

2ª – A fuga para o Egito (Mt 2,13s)

3ª – A perda de Jesus no templo (Lc 2,48)

4ª – O caminho de Jesus para o calvário (Lc 23,27)

5ª – A crucificação de Jesus (Lc 23,33)

6ª – Jesus deposto da cruz (Jo 19,38)

7ª – A sepultura de Jesus (Jo 19,40s)

 


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