segunda-feira, 9 de março de 2026

Minhas reflexões no Youtube

 
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Mulher, o Senhor está contigo! Não temas!

 


Mulher, o Senhor está contigo! Não temas!

O II Encontro para Mulheres da Diocese de Guanhães -MG, promovido pela Renovação Carismática Católica (RCC) tem como tema – Mulher, o céu nunca te perdeu de vista” e como lema - “Nunca te abandonarei até cumprir o que te prometi." (cf. Gn 28,15)

Encontro favorável para refletirmos, rezarmos e nos comprometermos com a transformação da cruel realidade de tanta Mulheres:

- Marcadas por tristeza que devora suas forças, no ápice da depressão;

- Com dores nas entranhas da alma;

- A violência de tantos nomes dentro de casa;

- Traídas de tantas formas;

- Que sofrem por não conseguirem ser mães;

- Mães que assumem sozinhas o peso da educação e sustento dos filhos;

-  Que se acreditam feias e até nem mais se olham no espelho;

- Que, em crise de abandono de tantos, pensam que Deus, também, delas Se esqueceu;

- Com aparência de fortes, mas destruídas por dentro;

- Em situações tantas que, no silêncio, continuamos a lembrar...

Assim como falou a Jacó, Deus fala a nós, mulheres e homens de boa vontade: “Nunca te abandonarei até cumprir o que te prometi." (cf. Gn 28,15).

Lembremos, também, das palavras do Profeta Isaías:

“Pode uma mulher esquecer-se do filho de suas entranhas? Mesmo que ela se esquecesse, Eu, contudo, não me esquecerei de ti!” Vê que eu te gravei em minhas mãos, e os teus muros estão sempre diante de mim.” (Is 49,15-16)

Olhemos para o alto, busquemos as coisas do alto, onde habita Deus: 

- “Aspirai as coisas celestes e não às coisas terrestres. Pois vós morrestes, e a vossa vida está escondida, com Cristo, em Deus.” (cf. Cl 3,1-11).

Urge que renovemos nossa fé na onipotência do amor e bondade divinas que jamais nos desampara, confiando em Sua terna e eterna  presença na história de Seu Povo, na história das mulheres marcadas pela dor, mas também marcadas pela coragem, resiliência, que sonham e se comprometem com um novo céu e nova terra.

Tenhamos, finalmente, Maria como Mãe e Modelo dos que jamais recuam na promoção e defesa da dignidade e da vida, no sentido mais amplo e belo que se possa pensar. Amém.

“Salve Rainha, Mãe de Misericórdia...”

Precisamos do Teu Espírito

                                                

Precisamos do Teu Espírito

Senhor Jesus, enfrentastes a reação furiosa dos habitantes de Nazaré, Teus concidadãos, querendo contigo acabar, mas firmaste Teus passos, em plena confiança na Missão do Pai a Ti confiada.

Senhor Jesus, a incredulidade e a reação negativa destes não Te removeram do firme propósito e da caminhada que iniciaste culminando em Tua morte, em Jerusalém.

Senhor Jesus, Tu és um Profeta, e como os profetas, não fugiste da perseguição, e assim haverá de ser com os que vierem a Te seguir em todos os tempos e lugares.

Senhor Jesus, contigo aprendemos que o destino comum de cada profeta é o de ser rejeitado, por causa do fechamento do coração aos desígnios e Projeto divino do Reino.

Senhor Jesus, fortalecei nossa fé, a fim de que nosso olhar transcenda os “muros“, e assim, consiga contemplar e enfrentar os problemas do nosso tempo.

Senhor Jesus, enviai-nos de Teu Pai de Amor, o Teu Espírito, para que vivamos com fidelidade a missão profética, que recebemos pelo  Batismo, a fim de que sal e luz, sejamos. Amém.


Fonte de inspiração: Lc 4,24-30 e Lecionário Comentado Tempo da Quaresma e Páscoa – Editora Paulus - Lisboa -  pp. 154-155

Nossa glória está tão somente no Senhor

                                                


Nossa glória está tão somente no Senhor

Sejamos enriquecidos por uma das homilias de São Basílio Magno, bispo (séc. IV):

Não se glorie o sábio de seu saber, não se glorie o forte de sua força, nem o rico de suas riquezas (Jr 9,22).

Qual é então o verdadeiro motivo de glória e em que consiste a grandeza do homem? Quem se gloria – diz a Escritura – glorie-se nisto: em conhecer e compreender que eu sou do Senhor (Jr 9,23).

A nobreza do homem, a sua glória e a sua dignidade consistem em saber onde está a verdadeira grandeza, aderir a ela e buscar a glória que procede do Senhor da glória. Diz efetivamente o Apóstolo: Quem se gloria, glorie-se no Senhor. Estas palavras encontram-se na seguinte passagem: Cristo Se tornou para nós, da parte de Deus, sabedoria, justiça, santificação e libertação, para que, como está escrito, ‘quem se gloria, glorie-se no Senhor’ (1Cor 1,31).

Por conseguinte, é perfeito e legítimo nos gloriarmos no Senhor quando, longe de orgulhar-nos de nossa própria justiça, reconhecemos que estamos realmente destituídos dela e só pela fé em Cristo somos justificados.

É nisto que Paulo se gloria: desprezando sua própria justiça, busca apenas a que vem por meio de Cristo, ou seja, a que se obtém pela fé e procede de Deus; para assim conhecer a Cristo, o poder de Sua ressurreição e a participação em Seus sofrimentos, configurando-se à Sua morte, na esperança de alcançar a ressurreição dos mortos.

Aqui desaparece todo e qualquer orgulho. Nada te resta para que te possas gloriar, ó homem, pois tua única glória e esperança está em fazeres morrer tudo que é teu e procurares a vida futura em Cristo. E como possuímos as primícias desta vida, já a iniciamos desde agora, uma vez que vivemos inteiramente na graça e no dom de Deus.

É certamente Deus quem realiza em nós tanto o querer como o fazer, conforme o Seu desígnio benevolente (Fl 2,13). E é ainda Deus que pelo Seu Espírito nos revela a sabedoria que, de antemão, destinou para nossa glória.

Deus nos concede força e resistência em nossos trabalhos. Tenho trabalhado mais do que os outros – diz também Paulo – não propriamente eu, mas a graça de Deus comigo (1Cor 15,10).

Deus nos livra dos perigos para além de toda esperança humana. Experimentamos, em nós mesmos, – diz ainda o Apóstolo – a angústia de estarmos condenados à morte. Assim, aprendemos a não confiar em nós mesmos, mas a confiar somente em Deus que ressuscita os mortos. Ele nos livrou, e continuará a livrar-nos, de um tão grande perigo de morte. N’Ele temos firme esperança de que nos livrará ainda, em outras ocasiões (2Cor 1,9-10).”

Quaresma, tempo favorável de conversão, reorientação de nossos passos, revisão de pensamentos e condutas, bem como superação de pecaminosas omissões.

Um sinal de conversão é tomar consciência de que nossa glória é verdadeira quando nos gloriamos no Senhor.

Não é pela sabedoria, poder ou riqueza que devemos nos gloriar, mas na força e poder que nos vêm do Senhor.

Nossa sabedoria é importante, mas em sintonia e aberta à Sabedoria divina, para que melhor correspondamos aos desígnios divinos, e caminhemos juntos ao encontro da felicidade tão desejada.

Sabedoria humana e divina não se contrapõem; fundamental que sabedoria humana seja sempre iluminada e conduzira pela Sabedoria divina, em abertura ao Santo Espírito que nos assiste e nos conduz.

Experimentar a força da onipotência divina em nossa fragilidade, pois nosso poder deve ser sempre expressão de doação e serviço, não despotismo ou tirania, como o Senhor nos ensinou ao lavar os pés dos seus discípulos (cf. Jo 13,1-5).

Todo poder é criador, quando movido pelo mandamento do amor que o Senhor nos confiou: poder sem amor é domínio e destrói a beleza da vida.

Riqueza possuída não é garantia de felicidade plena alcançada, pois tão somente o Senhor pode nos conceder a verdadeira alegria.

Apegos materiais demasiados, como deuses, nos cegam e nos levam aos abismos de possíveis desumanidades e cegueira diante dos clamores dos empobrecidos, dos “Lázaros” que suplicam migalhas de nossas mesas, como nos fala o Evangelho (Lc 16,19-31).

Gloriemo-nos tão somente no Senhor, para que a sabedoria, poder e riqueza estejam a serviço da fraternidade, comunhão e vida plena para todos. Amém.


PS: Apropriado para a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 16,1-8)
 

Quaresma: tempo de graça, gratidão e gratuidade

                                                 

Quaresma: tempo de graça, gratidão e gratuidade  

“...Um deles, ao perceber que estava curado,
voltou glorificando a Deus em alta voz;
atirou-se aos pés de Jesus, com o
 rosto por terra, e lhe agradeceu.”
Reflexão à luz da passagem do Segundo Livro dos Reis (2 Reis 5,1-15a), em que contemplamos a cura do sírio Naamã, mencionada por Jesus na passagem do Evangelho da Missa (Lc 4,24-30).

Somos remetidos à passagem do Novo Testamento em que Jesus cura dez leprosos, e apenas um volta para agradecer (Lc 17,11-19).

As passagens citadas nos revelam a ação de Deus, que cura a todos, sem limites de fronteiras: não há limites geográficos para a ação curativa de Deus.

Não há dúvida que o Amor, a bondade e o Projeto de Salvação de Deus destinam-se a todos os povos.

O que Deus espera de nós é a acolhida, com alegria, abertura, confiança, amor e gratidão, e com a Liturgia somos convidados a rever nossa abertura à Graça Divina, acompanhada pela gratidão por tudo que Ele realiza em nosso favor.

Se de um lado a gratidão é uma virtude que enobrece, por outro nada é mais desagradável do que conviver com pessoas ingratas, nada é mais empobrecedor do que o cultivo da autossuficiência, sobretudo da relativização da presença divina.

Viver como se de Deus não precisássemos é mergulhar no vazio de si mesmo, com perda de sentido, e horizontes restritos; é condenar-se a não realização; é o sequestrar-se de si mesmo.

Somente em Deus o resgate, logo, sem voltar-se para Ele, não há alternativa, não há caminho, somente dor, desolação, vazio, sofrimento – caos jamais superável!

Este é o rosto e o ser de Deus: Ele é único, dá a vida, salva a todos, pois a Salvação carrega em si a marca da universalidade, espera a gratidão e não se deixa manipular por ninguém.

A Espiritualidade genuinamente Eucarística leva-nos a dizer “obrigado a Deus” e ao nosso próximo, por tantos bens e graças recebidas.

Pode ocorrer que a cegueira, o desejo desmedido do dinheiro, do poder, da fama, dos privilégios, nos levem a uma secura diante do Mistério do Amor Divino, que nos inebria com o mais Sublime dos Vinhos, com o mais precioso dos pães, o Pão da Imortalidade.

Pessoas eucarísticas sabem dar graças a Deus em todas as circunstâncias, como nos disse o Apóstolo Paulo: “Em todas as circunstâncias dai graças, porque esta é a vontade de Deus em Jesus Cristo para convosco" (1Ts 5, 18).

E como o escritor romano Sêneca:  “Só os espíritos bem formados são capazes de cultivar a gratidão!”

E também, as palavras de William Shakespeare: “A gratidão é o único tesouro dos humildes.”

O grande Bispo Santo Agostinho, sobre a gratidão, já nos dizia: “Que coisa melhor podemos trazer no coração, pronunciar com a boca, escrever com a pena, do que estas palavras: ‘graças a Deus’? 

Não há nada que se possa dizer com maior brevidade, nem ouvir com maior alegria, nem sentir com maior elevação, nem realizar com maior utilidade.”

Assim completa: “Nada é nosso, a não ser o pecado que possuímos. Pois que tens tu que não tenhas recebido? (1Cor 4, 7).”

Agradecer sempre pelo que somos e pelo que temos sem nos tornarmos reféns de nossa ingratidão. Temos uma fertilidade de memória, para as nossas necessidades e carências, maior do que para os nossos bens de Deus recebidos.

Finalizando, agradeçamos a alguém pelo que significa em nossa vida. E, diante de Deus, também elevar nosso infinito “muito obrigado, Senhor!”.

A acolhida da graça, acompanhada da gratidão, leva-nos a viver cada vez mais intensamente na gratuidade: de graça recebemos, de graça devemos dar, disse-nos o Senhor!


PS: Apropriada para a Liturgia do 6º Domingo do Tempo Comum, quando se proclama a leitura opcional (2 Rs 5,9-14); bem como para a quarta-feira da 32ª semana do Tempo Comum.

Santa Francisca Romana: humildade, paciência e compaixão

                                                        

Santa Francisca Romana: humildade, paciência e compaixão

No dia 9 de março, celebramos a Memória de Santa Francisca Romana (séc. XV), e há escritos sobre esta, por Maria Magdalena Anguillaria, superiora das Oblatas de Tor de’Specchi, que nos fala de sua paciência, compaixão e solidariedade com os pobres.

Deus pôs à prova a paciência de Francisca não apenas nos bens exteriores de sua fortuna, mas quis experimentá-la em seu próprio corpo, por meio de graves e frequentes doenças, com que foi atingida, como já se disse e se dirá em seguida. Mesmo assim, nunca se notou nela o menor gesto de impaciência ou qualquer atitude de desagrado pelo tratamento que, às vezes com certa falta de habilidade, lhe tinha sido ministrado.

Francisca mostrou sua coragem na morte prematura dos filhos, que amava com grande ternura. Aceitava a vontade divina com ânimo sempre tranquilo, dando graças por tudo o que lhe acontecia. Com igual constância, suportou os caluniadores e as más línguas que criticavam seu modo de vida. Jamais demonstrou a menor aversão por estas pessoas que pensavam e falavam mal dela e do que lhe dizia respeito. Mas, pagando o mal com o bem, costumava rezar continuamente a Deus por elas.

Contudo, Deus não a escolheu para ser santa somente para si, mas para fazer reverter em proveito espiritual e corporal do próximo os dons que recebera da graça divina. Por isso, era dotada de grande amabilidade a ponto de que todo aquele que tivesse ocasião de tratar com ela, imediatamente se sentia cativado por sua bondade e estima, e se tornava dócil à sua vontade.

Havia em suas palavras tanta eficácia de força divina, que com breves palavras levantava o ânimo dos aflitos e angustiados, sossegava os inquietos, acalmava os encolerizados, reconciliava os inimigos, extinguia ódios inveterados e rancores, e muitas vezes impediu a vingança premeditada. Com uma palavra, era capaz de refrear qualquer paixão humana e de conduzir as pessoas aonde queria.

Por isso, de toda parte recorriam a Francisca como a uma proteção segura, e ninguém saía de perto dela sem ser consolado; no entanto, com toda franqueza, repreendia também os pecados e censurava sem temor tudo o que era ofensivo e desagradável a Deus.

Grassavam em Roma várias epidemias, mortais e contagiosas. Desprezando o perigo do contágio, a santa não hesitava também nessas ocasiões em mostrar o seu coração cheio de misericórdia para com os infelizes e necessitados de auxílio alheio.

Depois de encontrar os doentes, primeiro persuadia-os a unirem suas dores à paixão de Cristo; depois, socorria-os com uma assistência assídua, exortando-os a aceitarem de bom grado aquele sofrimento da mão de Deus e a suportá-los por amor daquele que em primeiro lugar tanto sofrera por eles.

Francisca não se limitava a tratar os doentes que podia agasalhar em sua casa, mas ia à sua procura em casebres e hospitais públicos onde se abrigavam. Quando os encontrava, saciava-lhes a sede, arrumava os leitos e tratava de suas feridas; e por pior que fosse o mau cheiro e maior a repugnância que lhe inspiravam, imensa era a dedicação e a caridade com que deles cuidava.

Costumava também ir ao Campo Santo, levando alimentos e finas iguarias, para distribuir entre os mais necessitados; de volta para casa, recolhia e trazia roupas usadas e pobres trapos cheios de sujeira; lavava-os cuidadosamente e consertava-os; depois, como se fossem servir ao seu Senhor, dobrava-os com cuidado e guardava no meio de perfumes.

Durante trinta anos, Francisca prestou este serviço aos enfermos e nos hospitais; quando ainda morava em casa de seu marido, visitava com frequência os hospitais de Santa Maria e de Santa Cecília, no Transtévere, o do Espírito Santo, em Sássia, e ainda outro no Campo Santo. Durante o período de contágio não era apenas difícil encontrar médicos que curassem os corpos, mas também sacerdotes para administrarem os remédios necessários às almas. Ela mesma ia procurá-los e levá-los àqueles que já estavam preparados para receber os sacramentos da penitência e da eucaristia. Para conseguir isto mais facilmente, sustentava à própria custa um sacerdote, que ia aos referidos hospitais visitar os doentes que ela lhe indicava”.

Francisca Romana nasceu em Roma, no ano de 1384, casando-se muito jovem e teve três filhos.

A época em que viveu foi marcada por grandes calamidades, e ajudou a muitos pobres com os seus bens, assim como dedicou-se aos doentes.

Uma vida admirável, pelo amor e compaixão em favor dos indigentes e na prática das virtudes, como é próprio de todos os santos e santas, notabilizada pela paciência e humildade.

Fundou ainda, a Congregação das Oblatas, sob a regra de São Bento no ano de 1425, vindo a fazer a passagem para a eternidade quinze anos depois.

Um ícone memorável, a exemplo do Bom Samaritano, que nos fala o Senhor na parábola   - “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10,33-34). 

Um luminar memorável para as mulheres e homens de todos os tempos, sobretudo ao refletimos sobre o Dia Internacional da Mulher (8 de agosto).

Concluo lembrando que o exemplo de Santa Francisca Romana está presente em nossas famílias, comunidades e sociedade, oferecendo o bálsamo do amor e da solidariedade para tantos feridos e caídos à beira do caminho.

Mulheres que nutrem os mais belos sentimentos de paciência, humildade e compaixão, porque movidas pelas virtudes divinas da fé, esperança e caridade, porque amadas pelo Senhor, são d’Ele grandes e imprescindíveis instrumentos e sinais.

domingo, 8 de março de 2026

Resiliência na travessia

                                               


Resiliência na travessia

Resiliência: uma palavra que tem sido cada vez mais falada, e que bem compreendida e vivida pode nos ajudar ao escrever sempre novas páginas de alegria, vida e esperança.

Uma possível definição da palavra“habilidade que uma pessoa desenvolve para resistir, lidar e reagir de modo positivo em situações adversas”. (1)

Oremos:

Concedei-nos, Senhor, resiliência no enfrentar de uma enfermidade, acompanhada da fé, de mãos dadas com a ciência: uma fé que a ciência não dispensa, uma ciência que a fé não desconsidere.

Que nos ajude no autocontrole, acompanhado da força de vontade de superação de situações embaraçosas, e que não nos sejam aniquiladas as nossas forças.

Para suportar com fortaleza, sem nos deixarmos vencer pelo espírito de medo e timidez, crendo em Vós, que nos acompanha em todos os passos e nos fortalece, (2)

Peregrinos de esperança sejamos, resilientes em toda e qualquer situação, confiando em Vossa presença na barca de Vossa Igreja, que nos garante o chegar à outra margem, em necessária travessia... (3)

Com sabedoria, remar, por vezes, contra a maré das provações e dificuldades, aguentando firme, sem jamais perder o horizonte da esperança, no bom combate da fé (4), inflamados pela chama de Vossa Caridade. Amém.

 

(1)     Dicionário Aulete

(2)    2 Tm 1,7

(3)    Mc 4,35-41

(4)   2 Tm 4,7

 

Quem sou eu

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG