Dom Otacilio F. Lacerda
terça-feira, 4 de agosto de 2026
Em poucas palavras...
Libertar-se de maus pensamentos
“Um irmão perguntou a um ancião:
‘Como é que os maus pensamentos que me afligem não batem em retirada, mas permanecem firmes, mesmo que eu os repreenda frequentemente?’
O ancião respondeu:
‘Enquanto não lhes disseres firmemente e com jejum – afastai-vos de mim - eles não irão embora, porque, enquanto e sentirem à vontade, nãos se retirarão’” (1)
(1) Ditos anônimos dos Pais do Deserto – Editora Vozes – 2023 – n. 453 – p. 287
Oração do Ano Vocacional de 1983
Oração do Ano Vocacional de 1983
PS: A abertura oficial do Ano Vocacional ocorreu no 20º Dia Mundial de Oração pelas Vocações, em 24 de abril de 1983. E esta Oração Vocacional é rezada ainda hoje.
Se desejar, acesse e confira:
https://www.cnbb.org.br/jubileu-do-1d-ano-vocacional-do-brasil-1/
São João Maria Vianney, ensinai-nos a orar e amar
São João Maria Vianney, ensinai-nos a orar e amar
Sejamos enriquecidos pelos escritos do Catecismo escrita pelo Presbítero São João Maria Vianney (séc. XIX):
“Prestai atenção, meus filhinhos: o tesouro do cristão não está na terra, mas nos céus. Por isso, o nosso pensamento deve estar voltado para onde está o nosso tesouro. Esta é a mais bela profissão do homem: rezar e amar. Se rezais e amais, eis aí a felicidade do homem sobre a terra. A Oração nada mais é do que a união com Deus.
Quando alguém tem o coração puro e unido a Deus, sente em si mesmo uma suavidade e doçura que inebria, e uma luz maravilhosa que o envolve. Nesta íntima união, Deus e a alma são como dois pedaços de cera, fundidos num só, de tal modo que ninguém pode mais separar.
Como é bela esta união de Deus com Sua pequenina criatura! É uma felicidade impossível de se compreender.
Nós nos havíamos tornado indignos de rezar. Deus, porém, na Sua bondade, permitiu-nos falar com Ele. Nossa oração é o incenso que mais lhe agrada.
Meus filhinhos, o vosso coração é por demais pequeno, mas a oração o dilata e torna capaz de amar a Deus. A Oração faz saborear antecipadamente a felicidade do céu; é como o mel que se derrama sobre a alma e faz com que tudo nos seja doce.
Na Oração bem feita, os sofrimentos desaparecem, como a neve que se derrete sob os raios do sol.
Outro benefício que nos é dado pela oração: o tempo passa tão depressa e com tanta satisfação para o homem, que nem se percebe sua duração. Escutai: certa vez, quando eu era pároco em Bresse, tive que percorrer grandes distâncias para substituir quase todos os meus colegas que estavam doentes; nessas intermináveis caminhadas, rezava ao bom Senhor e – podeis crer! – o tempo não me parecia longo.
Há pessoas que mergulham profundamente na oração, como peixes na água, porque estão inteiramente entregues a Deus. Não há divisões em seus corações. Ó como eu amo estas almas generosas! São Francisco de Assis e Santa Clara viam nosso Senhor e conversavam com Ele do mesmo modo como nós conversamos uns com os outros.
Nós, ao invés, quantas vezes entramos na Igreja sem saber o que iremos pedir. E, no entanto, sempre que vamos ter com alguém, sabemos perfeitamente o motivo por que vamos.
Há até mesmo pessoas que parecem falar com Deus deste modo: 'Só tenho duas palavras para Vos dizer e logo ficar livre de Vós.'. Muitas vezes penso nisto: quando vamos adorar a Deus, podemos alcançar tudo o que desejamos, se o pedirmos com fé viva e coração puro.” (1)
São João Maria Vianney, Presbítero, também conhecido como Cura d’Ars, nasceu em 8 de maio de 1786 e faleceu em 4 de agosto de 1859, quando neste dia, como Igreja, celebramos sua Memória.
Padroeiro dos Párocos e responsáveis pelas paróquias. por mais de quarenta anos serviu a paróquia que lhe foi confiada na aldeia de Ars, perto de Belley, na Gália, com pregação ativa, oração e exemplo de penitência.
Catequizava diariamente crianças e adultos, reconciliava penitentes e, brilhando com ardente caridade retirada da Sagrada Eucaristia, avançou tanto que seus conselhos se espalharam amplamente, conduzindo muitos sabiamente a Deus.
Com palavras tão simples nos diz coisas tão profundas e salutares para alma. Como poucos, tinha a palavra certa para tantos quantos o procuraram, vindo de lugares tão diferentes e tão distantes.
São homens como Cura D’ars, como ele era chamado, que ficarão para sempre como luminares para a humanidade, pela configuração a Cristo, por quem a vida consagrou.
Oremos e multipliquemos gestos solidários e fraternos para que cada Presbítero ofereça sua pobreza nas mãos da Misericórdia Divina e, assim, alimentados pela força da oração, possa muitos conduzir a Ele, o Sumo e Eterno Sacerdote, Jesus Cristo. Amém!
Deste modo, é verdadeiramente a Face do Cristo Bom Pastor, Divino Semeador, Divino Multiplicador, que todos Presbíteros devem ser.
Como disse um autor do século II, na “Carta de Barnabé”, "Amemos como a pupila dos olhos aqueles que nos pregam a Palavra do Senhor".
(1) Liturgia das Horas – Volume IV – Editora Paulus – p.1145-1147
Em poucas palavras...
“Maria, sarça ardente da teofania definitiva”
“Em Maria, o Espírito Santo manifesta o Filho do Pai feito Filho da Virgem. Ela é a sarça ardente da teofania definitiva: cheia do Espírito Santo, mostra o Verbo na humildade da sua carne; e é aos pobres (Lc 2,15) e às primícias das nações (Mt 2,11) que Ela O dá a conhecer.” (1)
(1)Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 724







