quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Em poucas palavras...

 


Os inseparáveis Montes: das Bem-aventuranças e do Calvário

Dois montes se relacionam como se fosse o primeiro e o segundo atos de uma dramaturgia em dois atos: o Monte das Bem-aventuranças e o Monte do Calvário.

Ele que subiu o primeiro monte para pregar as Bem-aventuranças, teve necessariamente de subir o segundo para praticar o que havia pregado...

No Monte das Bem-aventuranças, Cristo ordenou aos seres humanos que se lançassem na cruz da abnegação; no Monte do Calvário, Ele abraçou essa mesmíssima cruz.

Embora a sombra da Cruz não viesse a escurecer o Lugar da Caveira senão três anos depois, ela já estava no Seu Coração no dia em que pregou sobre ‘como ser feliz’” (1)

 


(1)  Vida de Cristo – Fulton J Sheen – Editora Molokai – 2024 – p.249.264

Sagrado Coração de Jesus: fonte para a santidade presbiteral

                                  


Sagrado Coração de Jesus: fonte para a santidade presbiteral

 

«Sede santos, porque Eu, o Senhor, vosso Deus, sou santo»

(Lv 19, 2; cf. 1 Pd 1, 16).

 

Fundamental que todos os padres contemplem o Coração trespassado do Senhor, do qual brota uma fonte inesgotável de paz e unidade para todo a humanidade e para toda a comunidade que conduzem e animam.

Deste modo, vivam a santidade:

- Não como uma opção entre tantas outras, nem como um ideal abstrato, mas como uma interpelação a todos que desejam participar da vida do Ressuscitado;

- Como participação no Mistério de Cristo, num abandono confiante, deixando-se transformar pelo Espírito Santo;

- Expressa no abandono confiante nas mãos divinas, cientes de suas fraquezas, cansaços, e por vezes, feridas, deixando se  transformar pelo Espírito Santo, conscientes de que carregam tesouro em vasos de barro ( 2 Cor 4,7);

- Procurando a paz no peito aberto do Senhor Jesus, do qual jorrou água e sangue;

- Configurados ao Verbo que Se fez Carne, oferecendo ao mundo que tem uma grande necessidade de pastores que não ofereçam apenas palavras ou programas; mas o testemunho vivo dum coração reconciliado, espalhando o bom perfume da santidade de Cristo, por quem são totalmente apaixonados;

- No corajoso testemunho de uma vida sacerdotal firme e configurada com o Coração de Jesus, como sinais credíveis de unidade, paz e misericórdia;

- Testemunhando a ternura do Bom Pastor, que sabe reunir os dispersos e cuidar dos feridos com compaixão, proximidade e solidariedade;

. Na devoção ao Sagrado Coração de Jesus, ícone por excelência do amor de Deus: um amor todo-poderoso precisamente porque é capaz de se fazer vulnerável, de transformar a dor em graça e o sofrimento em esperança;

- Com zelo inadiável na solidificação da fraternidade presbiteral que permite o crescimento, na escuta e ajuda mútua, vencendo toda tentação de isolamento que o apagaria lentamente;

Enfim, inspirem-se nas memoráveis palavras do Santo Cura d’Ars - «o sacerdócio é o amor do Coração de Jesus», com a presença da Virgem Maria, Mãe dos Sacerdotes. Amém.

 

Fonte: Mensagem do Santo Padre Leão XIV aos Sacerdotes por ocasião do Dia da Santificação dos Sacerdotes – Solenidade do Sagrado Coração de Jesus (12/06/26)


O Presbítero e a vocação à perfeição

                                                      

O Presbítero vive a vocação à perfeição

“Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”
(Mt 5,48)

O Concílio Vaticano II, no Decreto “Presbyterorum Ordinis”, é enriquecedor para a reflexão sobre a vocação dos Presbíteros à perfeição, que todos, pelo Batismo, também são chamados.

Apresento precedendo os parágrafos de pequenos comentários introdutórios para favorecer a compreensão do texto:

Configurados com Cristo Sacerdote e chamados à perfeição, não obstante a condição da fraqueza humana:

“Pelo Sacramento da Ordem, os Presbíteros são configurados com Cristo Sacerdote, na qualidade de ministros da Cabeça, para construir e edificar todo o Seu corpo que é a Igreja, como cooperadores da ordem episcopal.

De fato, já pela consagração do Batismo receberam, como todos os cristãos, o sinal e o dom de tão grande vocação e graça para que, apesar da fraqueza humana, possam e devam procurar a perfeição, segundo a Palavra do Senhor: ‘Sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito (Mt 5,48).”

São instrumentos vivos de Cristo, o Eterno Sacerdote, portanto devem atingir a perfeição querida por Jesus:

“Os Sacerdotes, porém, estão obrigados por especial motivo a atingir tal perfeição, uma vez que, consagrados a Deus de modo novo pela recepção do Sacramento da Ordem, se transformaram em instrumentos vivos de Cristo, eterno Sacerdote, a fim de poderem continuar através dos tempos Sua obra admirável que reuniu com suma eficiência toda a família humana.”

O Sacerdote faz as vezes da própria Pessoa de Cristo; é enriquecido por graça especial para que seja curada a fraqueza própria de sua condição de homem:

“Como, pois, cada Sacerdote, a seu modo, faz as vezes da própria Pessoa de Cristo, é também enriquecido por uma graça especial, para que, no serviço dos homens a ele confiados e de todo o povo de Deus, possa alcançar melhor a perfeição d’Aquele a quem representa, e para que veja a fraqueza do homem carnal curada pela santidade d’Aquele que por nós Se fez Pontífice santo, inocente, sem mancha, separado dos pecadores (Hb 7,26).”

O Presbítero, consagrado pela Unção do Espírito Santo e enviado por Cristo, mortifica em si mesmo as obras da carne para total dedicação ao povo que lhe foi confiado, para progredir na santidade, até alcançar a estatura do homem perfeito:

“Cristo, a quem o Pai santificou, ou melhor, consagrou e enviou ao mundo, Se entregou por nós, para nos resgatar de toda a maldade e purificar para Si um povo que lhe pertença e que se dedique a praticar o bem (Tt 2,1), e assim, pela Paixão, entrou na Sua glória.

De modo semelhante, os Presbíteros, consagrados pela unção do Espírito Santo e enviados por Cristo, mortificam em si mesmos as obras da carne e dedicam-se totalmente ao serviço dos homens, e assim podem progredir na santidade pela qual foram enriquecidos em Cristo, até atingirem a estatura do homem perfeito.”

O Presbítero, se dócil ao Espírito, firma-se na vida espiritual, em comunhão com o Bispo e a Família Presbiteral, orientando-se para a perfeição da vida:

“Deste modo, exercendo o ministério do Espírito e da justiça, se forem dóceis ao Espírito de Cristo que os vivifica e dirige, firmam-se na vida espiritual.

Pelas próprias ações sagradas de cada dia, como também por todo o seu ministério, exercido em comunhão com o Bispo e com os outros Presbíteros, eles mesmos se orientam para a perfeição da vida.”

Através dos Presbíteros, embora ministros indignos, se dóceis ao impulso e a direção do Espírito Santo, em íntima união com Cristo, numa crescente santidade de vida, Deus manifesta Suas maravilhas por meio deles:

“A santidade dos Presbíteros, por sua vez, contribui muitíssimo para o desempenho frutuoso do próprio ministério; pois, embora a graça divina possa realizar a obra da salvação também por meio de ministros indignos, contudo Deus prefere, segundo a lei ordinária, manifestar as Suas maravilhas através daqueles que, dóceis ao impulso e direção do Espírito Santo, pela sua íntima união com Cristo e santidade de vida, podem dizer com o Apóstolo: Eu vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim (Gl 2,20)".

Esta reflexão é muito oportuna para que, como presbíteros ou não, reflitamos quão preciosa é esta vocação.

O Ministério Presbiteral é imprescindível na vida da Igreja, em perfeita comunhão e sintonia com todos os demais Ministérios de cristãos leigos que se multiplicam pela graça do Batismo.

Presbíteros e leigos são chamados da mesma forma a perseverar, como os primeiros cristãos, na Doutrina dos apóstolos, na Fração do Pão, na Comunhão Fraterna e na Oração.

Partícipes do Cálice do Senhor, devem fazer da vida uma oferenda, um sacrifício agradável ao Senhor: “Oferecei os vossos corpos, como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus; este é o vosso culto espiritual” (Rm 12, 1), e todos possamos dizer como o Apóstolo:

“Eu vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).


PS: “Presbyterorum Ordinis”, N.12 

O Padre e a vocação à perfeição

                                                              

O Padre e a vocação à perfeição

Obrigado, Senhor, porque pelo Sacramento da Ordem, tornei-me  Presbítero e fui configurado com Cristo Sacerdote, na qualidade de ministro da Cabeça, para construir e edificar todo o Seu Corpo, que é a Igreja, como cooperador da Ordem Episcopal.

Bem sei que muito antes, pela consagração do Batismo, recebi, como todo cristão, o sinal e o dom de tão grande vocação e graça para que, apesar da fraqueza humana, procurasse a perfeição, segundo a Palavra do Senhor: “Sede perfeitos como o Vosso Pai Celeste é perfeito” (Mt 5,48).

Senhor, fortalecei-me nesta graça a que todo sacerdote está obrigado:  atingir tal perfeição, uma vez que, consagrados a Deus de modo novo pela recepção do Sacramento da Ordem, transformar-se em instrumentos vivos de Cristo, Eterno Sacerdote, para continuarem,  através dos tempos, Sua obra admirável, que reuniu com suma eficiência toda a família humana.

Embora não mereça, como sacerdote, sou chamado a fazer às vezes da própria Pessoa de Cristo, enriquecido por uma graça especial, para que, no serviço ao Povo de Deus a mim confiado, possa alcançar melhor a perfeição d’Aquele a quem represento, e por isto tenha eu a fraqueza carnal, própria da condição humana,  curada pela santidade d’Aquele que por nós Se fez Pontífice Santo, inocente, sem mancha, separado dos pecadores (Hb 7,26).

Que eu tenha os mesmos sentimentos Vossos, Senhor Jesus Cristo (Fl 2,5), a quem o Pai santificou, consagrou e enviou ao mundo, Se entregou por nós, para nos resgatar de toda a maldade e purificar para Si um povo que lhe pertença e que se dedique a praticar o bem (Tt 2,1), e assim, pela Paixão, entrou na Sua glória.

Senhor, ao ser consagrado pela unção do Espírito Santo e enviado por Cristo, que eu saiba mortificar em mim mesmo as obras da carne, e dedicando-me totalmente ao serviço do Povo de Deus,  progredindo no caminho de santidade, enriquecido em Cristo, até atingir a estatura do homem perfeito.

Deste modo, Senhor, exercendo o ministério do Espírito e da justiça, dócil ao Espírito de Cristo, que me vivifica e me dirige, solidifique a cada dia minha vida espiritual.

Que pelas próprias ações sagradas de cada dia, como também por todo o ministério, com ardor e paixão vivido, exercido em comunhão com o bispo e com os outros presbíteros, tenha como meta a perfeição da vida.

Senhor, que jamais me esqueça que a santidade dos presbíteros, por sua vez, contribui muitíssimo para o desempenho frutuoso do próprio ministério; pois, embora a graça divina possa realizar a obra da Salvação também por meio de ministros indignos, contudo preferis, manifestar as Suas maravilhas através daqueles que, dóceis ao impulso e direção do Espírito Santo, pela sua íntima união com Cristo e santidade de vida, possam dizer como e com o Apóstolo Paulo: “Eu vivo, mas não eu, é Cristo que vive em mim “(Gl 2,20).
Amém.



PS: Inspirado no “Decreto Presbyterorum Ordinis” - sobre o ministério e a vida dos presbíteros, do Concílio Vaticano II - (N.12).

Santificar e santificar-se, eis a missão do Presbítero!

                                               

Santificar e santificar-se, eis a missão do Presbítero!

É sempre tempo oportuno de refletir a razão de ser da Igreja, bem como a missão do Presbítero nela. Cada tempo possui seu contexto, desafios, interpelações, mas a missão é a mesma, na irrenunciável e intransferível fidelidade ao Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, jamais conformando com este século, como nos falou São Paulo em suas Epístolas.

Na missão evangelizadora caberá ao Presbítero participar da santificação dos fiéis a ele confiados. Mas, como favorecer esta santificação  se não se propuser também a colocar-se neste mesmo caminho de santificação?

Para aprofundamento, retomo parte da catequese do Papa Bento XVI sobre esta Missão de santificação do Padre, principalmente mediante os Sacramentos e o culto da Igreja.

Mas em que consiste a santidade? O que é ser santo se não a qualidade específica do ser de Deus, isto é, absoluta verdade, bondade, amor, beleza, pura luz? Conforme as palavras do Papa:

“... Santificar uma pessoa significa, portanto, colocá-la em contato com Deus, com este seu ser luz, verdade e amor puro. É óbvio que tal contato transforma a pessoa...”.

Nessa afirmação está implícito um precioso desafio para o próprio Presbítero: fazer ele próprio a experiência do ser de Deus, deixando-se envolver por Seu amor puro; iluminando-se por Sua Palavra que, além de luz para o escuro dos caminhos, é a verdade que o liberta de tudo que o impossibilita de, alegremente e com o fogo da caridade, colocar-se a serviço do Amor Maior: Deus.

Evidentemente, o Presbítero ao celebrar os Sacramentos deve fazer este profundo contato, possibilitando que os fiéis também o façam. Celebrando com zelo e piedade cada Sacramento introduz os fiéis, ao mesmo tempo em que é introduzido, no Mistério do Amor Trinitário, experimentando o amor salvífico do Senhor, em profunda vivência do Mistério Pascal, sobretudo no augustíssimo Sacramento da Eucaristia. E quando do Banquete Eucarístico participamos, de amor nos envolvemos, de alegria nos inebriamos e com um novo mundo mais que sonhado nos comprometemos!

Sacramentos bem celebrados, e na vida prolongados, farão o Presbítero e os fiéis mais santos, e consequentemente, santificarão o mundo, no empenho irrenunciável e incansável porque, por amor, se cumprirá o que o Senhor disse - seremos sal da terra que dá sabor, luz que ilumina e fermento de um mundo novo.

Não há modo mais sublime de corresponder à bondade e ternura divina: Deus quer apenas nossa resposta de amor na missão assumida, com alegria, confiança e serenidade...

Santidade assim entendida jamais será evasão do mundo, o fugir das emaranhadas teias da realidade política, cultural, econômica, religiosa, pelo contrário, será inserção concreta e solidária, impregnando o mundo com os valores do Evangelho para que um novo céu e uma nova terra aconteçam.

O Apóstolo Paulo dirigindo-se a Timóteo assim diz: “Tu, porém, ó homem de Deus, foge destas coisas. Segue a justiça, a piedade, a fé, o amor, a perseverança, a mansidão. Combate o bom combate da fé, conquista a vida eterna, para a qual fostes chamado, como reconheceste, numa bela profissão de fé, diante de muitas testemunhas...” (1 Tim 6,11-12).

A vida do Presbítero e dos fiéis deve transbordar nestas palavras exortadas pelo Apóstolo Paulo: justiça, piedade, fé, amor, perseverança, mansidão.  Somente assim a santidade poderá ser vivida e a esperança da eternidade alcançada no amor que se traduz em partilha, solidariedade e sensibilidade com os clamores dos que mais precisam.

Que a justiça seja compreendida como retidão em relação às pessoas, em relação ao nosso próximo; a piedade como a nossa relação de retidão para com Deus em estreita intimidade e fidelidade; a como a nossa adesão incondicional e plena a Jesus Cristo; o amor seja a bela e desejável concretização de nossa fé e norma de comportamento em tudo e em todos os momentos e lugares.

Que a perseverança se renove na capacidade de superação de conflitos internos e externos, e a mansidão, como desejável virtude, nos identifique como cristãos, como o Senhor no-la apresentou no Sermão da Montanha. E assim indubitavelmente seremos sinais do Bom Pastor.

Nunca é demais repetir: na Missão de Santificar os fiéis o Presbítero deve também se santificar...

Em todo tempo, santificar e santificar-se é preciso!
Eis a meta, a vocação e o ideal de cada vida cristã: tornar-se
um prolongamento de Jesus - Presbíteros e fiéis.

Peregrinos da esperança, aprendamos com Tobias

                                                      

Peregrinos da esperança, aprendamos com Tobias

Um pequeno decálogo do discípulo missionário do Senhor, à luz do Livro de Tobias:

01 – Ser vigilante em todas as obras.
02 – Mostrar-se prudente na conversação.
03 – Não fazer a ninguém o que para si não desejar.
04 – Dar do próprio pão a quem tem fome.
05 – Dar as próprias vestes aos que estão despidos.
06 – Dar de esmola todo o supérfluo.
07 – Bendizer ao Senhor em todo o tempo.
08 – Pedir ao Senhor que sejam retos os caminhos.
09 – Pedir ao Senhor êxito em todos os passos.
10 – Pedir ao Senhor êxito, também, em todos os projetos.

Dez bons propósitos a serem vividos, como discípulos missionários, para que sejamos sal da terra e luz do mundo, como nos disse o próprio Senhor (Mt 5,13-16), e sejamos peregrinos da esperança.

Estejam, portanto, presentes estas orientações em nosso pensar, falar e agir: vigilância, prudência, bondade, partilha, a súplica confiante ao Senhor para êxito em nosso discipulado, no anúncio e testemunho, acompanhado do louvor e gratidão por Sua presença que nos fortalece, porque nos envia o Seu Espírito para maior fidelidade ao Pai.


Fonte inspiradora: Tb 4,14b-15a.16ab.19a

Fidelidade na provação

                                                  


Fidelidade na provação

Reflexão à luz da passagem do Livro de Tobias (Tb 1,3;2,11a-8).

Tobias (quer dizer – “Deus é bom”) andava no caminho da verdade e da justiça em total fidelidade a Deus a todo custo, como rezamos no refrão do Salmo da Missa (Sl 111/112):

“Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua Lei...”

Tobias viveu a fidelidade desde a sua juventude. Mesmo desterrado (sob o domínio dos assírios), manteve-se fiel a seus compromissos religiosos; tornando-se rico, servia-se do que tinha em favor dos outros. Mesmo colocando em risco a própria vida, dava sepultura aos justiçados e assassinados.

A cena descrita na passagem, bem como em todo o livro, coloca em evidência a sua generosidade.

Tobias mesmo dando tudo, Deus lhe pede tudo:

“Quando menos o esperamos, pode vir a ‘provação’ decisiva, a confirmar a própria doação e é o pressuposto da retribuição de Deus.” (1)

A preocupação e interesse pelos seus irmãos que padecem, exigiu sacrifícios, renúncia às próprias comodidades, afastamento das vozes da própria razão – “Só indigência do irmão dá a medida de seu interesse.” (2)

Reflitamos:


- Quais são as lições a aprender com Tobias?

- Qual a autenticidade da fidelidade à Lei Divina em nossa vida?


- Qual é o nosso compromisso solidário com os que mais precisam?

- Como enfrentamos as provações em nosso cotidiano?

Peçamos a Deus: “Dai-nos força para resistir à tentação, paciência na tribulação, e sentimentos de gratidão na prosperidade”.

Oremos:

“Senhor Deus, que nos convocais para a mesa santa, sinal de unidade e de amor, concedei-nos a graça de cumprirmos com confiança a obra que nos confiastes, para atendermos às necessidades da vida e cooperarmos na edificação do vosso Reino.” Amém.

 

(1) Missal Cotidiano – Editora Paulus – 1988 – pág. 844-845.

(2)Lecionário Comentado – Tempo Comum – Volume I – Editora Paulus – Lisboa - p.427

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