quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Sobriedade, vigilância e oração

                                            


Sobriedade, vigilância e oração

Para que cumpramos os santos propósitos em mais um ano iniciado, retomemos os ditos do Pais do Deserto:

- Ele disse também: “Foi por ti, ó homem, que Cristo nasceu. O Filho de Deus veio para que sejas salvo.

Sendo Deus, Ele Se tornou uma criança, Se tornou um homem, depois um leitor. Tomando o livro na sinagoga, Ele leu dizendo: ‘O Espírito do Senhor está sobre mim, porque Ele me ungiu’ (Lc 4,18).

Ele se tornou um subdiácono quando ‘fez um chicote de cordas e expulsou todos do templo, as ovelhas, os bois’ e o resto. (Jo 2,15).

Tornou-Se um diácono quando, cingindo-Se com uma toalha, lavou os pés de Seus discípulos, ordenando-lhes que lavassem os pés dos irmãos (Jo 13,4-5.14).

Tornou-Se um sacerdote quando ensinou ao povo, sentado entre os sacerdotes (Lc 2,46).

Tornou-Se um bispo quando tomou o pão, o abençoou e o deu a Seus discípulos (Mt 26,26).

Ele foi açoitado por causa de ti, mas tu não suportas nem mesmo um insulto em atenção a Ele.

Ele foi sepultado e ressuscitou como Deus.

Tudo isto Ele realizou por nós na devida ordem e sequência para poder salvar-nos.

Sejamos sóbrios, sejamos vigilantes (1 Pd 5,8), dediquemo-nos à oração, façamos as coisas que Lhe agradam.” (1)

Contemplemos cada momento vivido pelo Verbo que Se fez Carne e habitou entre nós:

“E a Palavra Se fez carne e veio morar entre nós, e nós contemplamos a Sua glória, glória como do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade.” (2)

Sejamos conduzidos pelo Santo Espírito para trilharmos conduzidos pela graça e verdade divinas em tudo que façamos, e nos acompanhem a necessária sobriedade, vigilância e oração para que não sucumbamos diante de eventuais dificuldades, de tal modo que, não vacilemos na fé, nem esmoreçamos na esperança, e tampouco esfriemos na caridade (cf. Papa São Leão Magno – séc. V). Amém.

(1)   Ditos anônimos dos Pais do Deserto, - Editora Vozes – 2023 – n.81 – p. 81
(2)  Jo 1,14 

PS: Oportuno para nos ajudar no itinerário quaresmal

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Quaresma e sagrados compromissos com a Fraternidade – (CF 2026)

 


Quaresma e sagrados compromissos com a Fraternidade – (CF 2026)

Celebremos e vivamos a Quaresma como tempo favorável de conversão e penitência, para que bem nos preparemos para a Celebração da Páscoa do Senhor, Mistério de Morte e Ressurreição – “Arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15), disse Jesus.

Com a Igreja, aprendemos que  a Quaresma não deve ser apenas interna e individual, mas também com dimensão externa e social.

Neste sentido, a Igreja no Brasil realiza todo ano, na Quaresma, a Campanha da Fraternidade (CF) que, longe de esvaziar o sentido quaresmal, dá a ele conteúdo e fecundidade para flores e frutos pascais.

A CF é uma iniciativa concreta para realizarmos ações que dão testemunho de arrependimento e verdadeira conversão nos diversos âmbitos: pessoal, comunitário, eclesial e social.

A CF 2026 tem como Tema  “Fraternidade e Moradia”, e  como lema “Ele veio morar entre nós (cf. Jo 1,14).

Urge refletir sobre a realidade de moradia, e lembramos as palavras do Papa Francisco:

“É bom que todos nos perguntemos: por que estão sem casa estes nossos irmãos? Não têm um teto, por quê?”

Assim lemos no parágrafo n. 13 do Manual da Campanha da Fraternidade deste ano:

“A pergunta por um teto, uma digna moradia, nasce da fraternidade. Só nos incomoda que alguém esteja privado de um teto, carente de uma moradia digna, se reconhecemos nele um irmão...”

Destaco o Objetivo Geral da CF 2026:

“Promover, a partir da Boa-Nova do Reino de Deus e em espírito de conversão quaresmal, a moradia digna como prioridade e direito, junto aos demais bens e serviços essenciais de toda a população.”

E tem como objetivos específicos:

1.   Analisar a realidade da moradia precária, admitida como normal e que culpabiliza os pobres e segrega milhões de pessoas no Brasil.

 

2.     Identificar omissões do poder público e da sociedade civil frente à universalização dos direitos à moradia e à cidade, bem como iniciativas pastorais, governamentais e da organização popular que promovem a moradia.

 

3.     Conscientizar, a partir da Palavra de Deus e do Ensino Social da Igreja, sobre a necessidade sagrada de teto, terra e trabalho para todos.

 

4.     Corrigir a compreensão da moradia como mercadoria, objeto de especulação ou mérito individual.

 

5.     Fortalecer a presença eclesial e o compromisso sociotransformador junto aos mais pobres, caminhando com os movimentos e organizações populares que promovem a moradia.

 

6.     Empenhar-se para efetivar leis e viabilizar políticas públicas de moradia em todas as esferas sociais e políticas.

Fundamental que multipliquemos espaços e encontros para refletir, rezar e encontrar caminhos para darmos sagrados passos para que estes sagrados objetivos se realizem, bem como vivermos os exercícios quaresmais: oração, jejum e esmola, como lemos na passagem do Evangelho de São Mateus (cf. Mt 6, 1-18). Amém.

Quaresma: tempo de conversão e compromisso com a Campanha da Fraternidade

 


Quaresma: tempo de conversão e compromisso com a Campanha da Fraternidade
 
Como Igreja, com a Quarta-feira de Cinzas, iniciamos o Tempo da Quaresma, tempo favorável de graça e salvação, para todos que se põem a caminho com o Senhor.
 
Quaresma vem do latim: quadragésima, e lembra, sobretudo, os quarenta anos do Povo de Deus no deserto e os quarenta dias do Senhor, também no deserto, sofrendo as tentações do maligno do ter (acúmulo), ser (prestígio) e poder (domínio).
 
A Liturgia da Palavra, neste itinerário quaresmal rumo à Páscoa, nos propõe tomar consciência de nossos pecados, em fecunda penitência (como nos ensina a Igreja, que ela seja interna e individual, mas sobretudo externa e social), na prática dos exercícios quaresmais: esmola, oração e jejum (Mt 6, 1-18).
 
É um tempo de quarenta dias vividos na proximidade do Senhor, na entrega a Ele, e com ele podermos vencer estas tentações, perfeitamente configurados ao Seu Mistério de Vida, Paixão, Morte e Ressurreição.
 
E neste Tempo da Quaresma, a Igreja no Brasil realiza, desde 1964, com gestos e compromissos concretos, a Campanha da Fraternidade que, em 2026, traz o tema: “FRATERNIDADE E MORADIA”, e o lema bíblico: "Ele veio morar entre nós" (Jo 1,14).
 
A Campanha da Fraternidade bem compreendida e vivida, com reflexões, aprofundamento, leva, necessariamente, compromissos com a sacralidade da vida e os direitos inalienáveis, dentre eles a de moradia. Fundamental que retomemos o seu objetivo geral e objetivos específicos.
 
Exorto para que se multipliquem encontros, reflexões, momentos de oração para que vivamos uma santa Quaresma e uma corajosa e necessária participação da Campanha da Fraternidade, para bem celebrarmos a Páscoa do Senhor, e cantarmos, alegremente, o Aleluia.

Quarta-feira de Cinzas: iniciaremos o itinerário quaresmal

                                                              

Quarta-feira de Cinzas: iniciaremos o itinerário quaresmal

Com as missas e celebrações da Quarta-feira de Cinzas, iniciamos a caminhada penitencial da Quaresma, com o rito solene e  austero da imposição das cinzas, e deste modo, cumpre-se, mais uma vez, a palavra profética que nelas se proclama: um povo que se reúne para pedir perdão a Deus e para elevar até Ele as suas súplicas; um povo que deseja acolher o convite de conversão, a “rasgar o coração e não as vestes” (cf. Jl 2,12-18); um povo que se deixa ferir pela forte Palavra de Deus, para o regresso a Ele, a quem reconhece como um Senhor “clemente e compassivo, paciente e misericordioso” (Sl 145,8);.

Com a imposição das cinzas, somos interpelados a refletir sobre nossas escolhas, renúncias necessárias, para maior fidelidade ao Senhor, para segui-Lo, carregando nossa cruz de cada dia, em atitude permanente de conversão e resposta a um Deus que nos ama e jamais nos abandona, querendo sempre o melhor para nós.

A mortificação e os sacrifícios a que somos chamados, neste tempo, não são inspirados pelo desprezo da nossa humanidade, mas pelo sincero desejo de reencontrar o que é essencial, a única coisa necessária, Deus, nosso bem maior e fonte de todos os bens que quer nos conceder, a vida plena e feliz.

Supliquemos ao Senhor, para que nos conceda a  graça de começar com o santo jejum o Tempo da Quaresma, a fim de que, no combate contra o espírito do mal, sejamos fortalecidos com o auxílio das virtudes cardeais da prudência, justiça, fortaleza e temperança, dando testemunho das virtudes divinas que nos movem: fé, esperança e caridade. Amém.

 

Fonte: Lecionário Comentado - Volume Quaresma/Páscoa - Editora Paulus - Lisboa - pp.37-41

Campanha no momento, compromisso sempre! (CF 2026)

 


Campanha no momento, compromisso sempre!


A Igreja no Brasil realiza mais uma Campanha da Fraternidade, com uma proposta extremamente atual e de importância indiscutível.
 
Tema: “FRATERNIDADE E MORADIA”

Lema: “Ele veio morar entre nós ” (cf. Jo 1,14)

Exorto que nos empenhemos em acompanhar, refletir e ajudar a desenvolver esta Campanha, que não se encerra, como se diz, indevidamente, com a Páscoa.

 

Oração da Campanha da Fraternidade 2026 – CNBB

Deus, nosso Pai,

em Jesus, vosso Filho,

viestes morar entre nós e

nos ensinastes o valor da dignidade humana.

 

Nós vos agradecemos

por todas as pessoas e grupos que,

sob o impulso do Espírito Santo,

se empenham em prol da moradia digna para todos.

 

Nós vos suplicamos:

dai-nos a graça da conversão,

para ajudarmos a construir uma sociedade mais justa e fraterna,

com terra, teto e trabalho para todas as pessoas,

a fim de, um dia, habitarmos, convosco, a casa do céu.

Amém.

 

PS: A Campanha da Fraternidade inicia na Quarta-feira de Cinzas.

 

O sentido das Cinzas

                                                

  O sentido das Cinzas

Receber a cinza, na Missa da Quarta-Feira de Cinzas, não é receber vacina ou remédio. A Cinza que recebemos é para lembrar-nos que temos que viver a Quaresma no jejum, na oração e na penitência: “Convertei-vos e crede no Evangelho!" (Mc 1,15); e ainda: " “Lembra-te que és pó e ao pó voltarás”.

A cinza é produzida pela queima dos ramos do Domingo de Ramos do ano anterior. Isto quer dizer que eu vivi um ano com Jesus. O ramo com o qual O aclamamos, voltamos a recebê-lo em cinza até a próxima "Entrada em Jerusalém".  

Cinza na cabeça, significa que temos que ser melhores: Deus merece que sejamos melhores a cada dia.

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG