quarta-feira, 13 de maio de 2026

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Preparemos a Festa da Ascensão do Senhor

                                                

Preparemos a Festa da Ascensão do Senhor

Reflitamos o Sermão do Papa São Leão Magno (séc. V), sobre os dias entre a Ressurreição e a Ascensão do Senhor.

“Caríssimos filhos, os dias entre a Ressurreição e a Ascensão do Senhor não foram passados na ociosidade. Pelo contrário, neles se confirmaram grandes Sacramentos, grandes Mistérios foram neles revelados.

No decurso destes dias foi afastado o medo da morte cruel e proclamada a imortalidade não apenas da alma, mas também do corpo. Nestes dias, mediante o sopro do Senhor, todos os Apóstolos receberam o Espírito Santo; nestes dias foi confiado ao Apóstolo Pedro, mais que a todos os outros, o cuidado do rebanho do Senhor, depois de ter recebido as chaves do Reino.

Durante esses dias, o Senhor juntou-Se, como um terceiro companheiro, a dois discípulos em viagem, e para dissipar as sombras de nossas dúvidas repreendeu a lentidão de espírito desses homens cheios de medo e pavor. Seus corações, por Ele iluminados, receberam a chama da fé; e à medida que o Senhor ia lhes explicando as Escrituras, foram se convertendo de indecisos que eram em ardorosos.

E mais: ao partir o Pão, quando estavam sentados com Ele à mesa, abriram-se-lhes os olhos. Abriram-se os olhos dos dois discípulos, como os dos nossos primeiros pais. Mas quão mais felizes foram os olhos dos dois discípulos ante a glorificação da própria natureza, manifestada em Cristo, do que os olhos de nossos primeiros pais ante a vergonha da própria prevaricação!

Durante todo esse tempo, caríssimos filhos, passado entre a Ressurreição e a Ascensão do Senhor, a providência de Deus esforçou-se por ensinar e insinuar não apenas aos olhos, mas também aos corações dos Seus que a Ressurreição do Senhor Jesus Cristo era tão real como o seu Nascimento, Paixão e Morte.

Os Santos Apóstolos e todos os discípulos ficaram muito perturbados com a tragédia da Cruz e hesitavam em acreditar na Ressurreição. De tal modo eles foram fortalecidos pela evidência da verdade que, quando o Senhor subiu aos céus, não experimentaram tristeza alguma, mas, pelo contrário, encheram-se de grande alegria.

Na verdade, era grande e indizível o motivo de sua alegria: diante daquela santa multidão, contemplavam a natureza humana que subia a uma dignidade superior à de todas as criaturas celestes, ultrapassando até mesmo as hierarquias dos Anjos e a altura sublime dos Arcanjos. Deste modo, foi recebida junto do eterno Pai, que a associou ao trono de Sua glória, depois de tê-la unido na pessoa do Filho à Sua própria natureza  divina.”

Vivendo intensamente o Tempo Pascal, iluminados pela Palavra divina ricamente proclamada em cada Eucaristia, enriquecidos pelo transbordamento da alegria Pascal, damos passos decisivos para melhor celebrarmos a Festa da Ascensão, que é a Festa de nossa missão evangelizadora.

Alegremo-nos no Senhor, pois a sua missão a nós foi confiada.
Portanto, Sua missão é a nossa missão.
Aleluia!

PS: Liturgia das Horas – Volume II - Quaresma/Páscoa - p. 807-808 

Conduzidos pelo Espírito da Verdade

                                                   

Conduzidos pelo Espírito da Verdade

Ouvimos na quarta-feira da sexta Semana da Páscoa a passagem do Evangelho de  João (Jo 16,12-15), em que Jesus nos promete a vinda do Espírito da Verdade que conduziria os discípulos à plena verdade:

“Quando, porém vier o Espírito da Verdade, Ele vos conduzirá à plena verdade. Pois Ele não falará por Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará” (Jo 16,13).

De fato, Jesus cumprindo a missão que o Pai lhe confiou, possui plenos poderes e participa dos Mistérios de Deus, pois Ele e o Pai são um, e tudo o que é do Pai é d’Ele. Por isto pode comunicar a vinda do Espírito da Verdade junto do Pai (cf Jo 10,30; 16,15):

“Era necessário dar conta de que Jesus era o plenipotenciário do Pai, o Seu agente, enviado para a Salvação do mundo. Só quem está na posse dos segredos de Deus como o Seu Espírito, pode conhecer tudo isto e dá-lo a conhecer” (1).

Oremos:

Dai-nos, ó Deus, a graça de abrir a mente e o coração para acolher vossos segredos e desígnios para que participemos do Vosso projeto de amor, vida e paz.

Ajudai-nos, ó Deus, para que  jamais sucumbamos à quaisquer sinais de ignorância, fechamento à graça divina que quereis sempre derramar em nosso coração.

Libertai-nos, ó Deus, por Vosso Divino poder, de todas as amarras e armadilhas do medo, da falta de esperança, incertezas e falta de fé, que roubem nossa alegria e realização humana.

Concedei-nos, ó Deus, continuar a missão realizada pelo Vosso Filho, pleno de poderes, e a nós comunicado com o sopro do Espírito, para trilharmos caminhos da verdade, justiça e fraternidade. Amém. Aleluia!


(1). Comentários à Bíblia Litúrgica – Gráfica Coimbra 2 – pág. 1319-1320

terça-feira, 12 de maio de 2026

“Nunc Dimittis”

                                                          


“Nunc Dimittis”

A Igreja reza à noite, todos os dias, a Oração das Completas, e nela está contido o “Nunc Dimittis” - "agora deixe partir",  rezado por Simeão, homem justo e piedoso, quando da apresentação do Senhor no Templo (Lc 2,29-32).

Cristo, Luz das nações e glória de Seu povo, é um cântico evangélico que pode também ser rezado por quantos puderem nas orações da noite, ao terminar um dia de intensas atividades, preocupações e eventual cansaço, para um bom descanso e um novo dia bem iniciado:

“Antífona: Salvai-nos, Senhor, quando velamos, guardai-nos também quando dormimos! Nossa mente vigie com o Cristo, nosso corpo repouse em Sua paz!

“–29 Deixai, agora, Vosso servo ir em paz,
conforme prometestes, ó Senhor.

30 Pois meus olhos viram Vossa salvação
31 que preparastes ante a face das nações:

32 uma Luz que brilhará para os gentios
e para a glória de Israel, o Vosso povo.”

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. 
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

"Antífona: Salvai-nos, Senhor, quando velamos, guardai-nos também quando dormimos! Nossa mente vigie com o Cristo, nosso corpo repouse em Sua paz!"

Ser Mãe, uma graça divina

 


Ser mãe, uma graça divina

 

Uma mãe abraça o filho com o olhar,

O envolve de ternura,

ainda que não o toque fisicamente.

 

Mãe, com uma palavra dita,

Acende no horizonte

uma luz no coração do filho que ama.

 

Mãe ouve o grito das lágrimas de um filho,

Aquelas que gritam, ainda que no silêncio.

Divina sensibilidade para a escuta.

 

A mãe, melhor que ninguém, conhece

Os limites e imperfeições dos filhos,

ainda que tente ocultar.

 

Mãe acende luzes na escuridão da noite,

Com a Palavra da Luz Divina,

Luz a iluminar passos comuns, juntos.

 

Mãe ajuda a reencontrar

a beleza do sol que nos cobre,

Ou do lumiar da lua em noites sombrias.

 

Mãe, como anjo, empresta as asas aos filhos

Para alcançarem a luz das estrelas,

E jamais ao precipício se atirarem.

 

Mãe é uma voz pela qual Deus nos fala.

Louvado seja Deus por tua sagrada vocação.

Para ti, carinho, eterna gratidão. Amém.

Mãe nos comunica o amor de Deus

 


Mãe nos comunica o amor de Deus

Ser mãe é ser um instrumento criado por Deus para nos comunicar a Sua presença.

Deste modo, a mãe nos possibilita a visibilidade do Amor divino.

Oremos pelas nossas mães, quer estejam ao nosso lado ou já na glória de Deus.

Ave Maria, cheia de graça...

Não estamos sós!

                                                                  


Não estamos sós!

“Se Eu não for, o Paráclito
não virá a vós” (Jo 16,5-11)

Dentro de poucos dias celebraremos a Festa de Pentecostes: nascimento e missão da Igreja com a presença e ação do Espírito Santo que a acompanha e acompanhará por todo o tempo, enriquecendo-a com a plenitude dos Dons, e a passagem do Evangelho (Jo 16,5-11) nos ajuda nesta preparação.

Num contexto de despedida, Jesus assegura que Sua partida se faz necessária, com dores e sofrimentos por um momento, mas alegria para sempre, pois vai para nos enviar do Pai, o Paráclito, o Defensor, o Advogado, o Espírito Santo para acompanhar e assistir a Sua Igreja.

É o Espírito que iluminará a mente e o coração do discípulo para não sucumbir diante da lógica do mundo (ter, poder e ser), com sua iniquidade e falta de solidez, intrigas e falsas salvações, soluções simplistas e imediatas.

É Ele, que num processo perene, iluminará o coração daquele que crê, para viver a lógica que fundamentou a vida de Jesus: doação, serviço, amor, entrega, fidelidade, obediência...

Viver esta lógica implica em suportar as provações, perseguições, incompreensões, confiante porque sabe que pode contar com a presença e ação do Espírito que ajudará e fortalecerá, para que se permaneça firme na fidelidade ao Evangelho, na construção do Reino.

Assim prometeu Jesus, assim se cumpriu. Temos como Igreja a presença e a força do Espírito e podemos afirmar: como é bom sermos a Igreja por Ele fundada, e contar com a presença do Espírito Santo que nos acompanha a cada instante, em toda e qualquer situação.

Acolhamos sempre a presença do Espírito em suas múltiplas formas de manifestações: fogo, sopro, dom, força, luz, graça, amor, ternura, coragem, diversidade, comunhão...

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG