sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA LEÃO XIV PARA A QUARESMA DE 2026 (síntese)

 


MENSAGEM DE SUA SANTIDADE PAPA LEÃO XIV PARA A QUARESMA DE 2026 (síntese)

A Mensagem traz como título “Escutar e jejuar. Quaresma como tempo de conversão”. 

Inicia recordando que a Quaresma é o tempo em que a Igreja, com solicitude maternal, nos convida a recolocar o mistério de Deus no centro da vida, para que a fé nos impulsione frente as inquietações do cotidiano. 

É um itinerário a ser percorrido com a necessária escuta da voz do Senhor e a renovação da decisão em segui-Lo, no Mistério de Sua Paixão, Morte e Ressurreição. 

Destaca a necessidade do “Escutar”, de modo especial a Palavra na Liturgia que nos educa para a escuta mais autêntica da realidade.

Sendo a Quaresma tempo de escuta, o  jejum é uma prática concreta que nos predispõe a acolher a Palavra de Deus.

O verdadeiro jejum nos permite disciplinar o desejo, purificá-lo e torná-lo mais livre, ampliá-lo, de tal modo que se volte para Deus e se oriente para agir no bem,  e para conservar a sua autenticidade evangélica, precisa evitar a tentação de envaidecer o coração, a fim de que seja vivido com fé e humildade, afirma o Papa.

Para isto, convida-nos a abstinência muito concreta e frequentemente pouco valorizada:

“a abstinência de palavras que atingem e ferem o nosso próximo. Comecemos por desarmar a linguagem, renunciando às palavras mordazes, ao juízo temerário, ao falar mal de quem está ausente e não se pode defender, às calúnias.

Em vez disso, esforcemo-nos por aprender a medir as palavras e a cultivar a gentileza: na família, entre amigos, nos locais de trabalho, nas redes sociais, nos debates políticos, nos meios de comunicação social, nas comunidades cristãs. Assim, muitas palavras de ódio darão lugar a palavras de esperança e paz.”

Nossas paróquias, famílias, grupos eclesiais e comunidades religiosas são chamadas a percorrer, durante a Quaresma, um caminho comum, com a  escuta da Palavra de Deus, assim como do clamor dos pobres e da terra, se torne forma de vida comum e o jejum garanta um verdadeiro arrependimento.

Antes de concluir com a bênção, exorta para uma Quaresma que torne os nossos ouvidos mais atentos a Deus e aos últimos e pede a força do jejum que “também passe pela língua, para que diminuam as palavras ofensivas e aumente o espaço dado à voz do outro. E comprometamo-nos a fazer das nossas comunidades lugares onde o clamor de quem sofre seja acolhido e a escuta abra caminhos de libertação, tornando-nos mais disponíveis e diligentes no contributo para construir a civilização do amor.”

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG