quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

A Quaresma e o Sacramento da Penitência - Para bem confessar

                                      

A Quaresma e o Sacramento da Penitência 

Para bem confessar

Urge aprofundarmos sobre este assunto tão vital para uma vida cristã mais ativa, piedosa, consciente e frutuosa, com o conhecimento da Doutrina e da fundamentação bíblica do Sacramento.

Sobretudo a Quaresma e o Advento são Tempos oportunos para procurarmos um Sacerdote, a fim de receber um dos sete Sacramentos da Igreja, o Sacramento da Penitência.

Bem entendido e vivido, este Sacramento nos introduz no Mistério do Amor de Deus, renova-nos para que melhor imagem d’Ele sejamos: “sede santos como Deus é santo” (1 Pd 1,16).

A Igreja nos ensina sobre a necessidade da Confissão Sacramental, para que possamos viver a Ressurreição de Cristo não só na Liturgia, mas também no transcorrer de nossos dias.

Retomo as palavras de São Josemaria Escrivá, que orientam de modo simples e prático para que  nossas confissões sejam concisas, concretas, claras e completas, e assim cheguemos melhor preparados para o Sacramento da Misericórdia Divina:

Confissão concisa, sem muitas palavras: apenas as necessárias para dizermos com humildade o que fizemos ou omitimos, sem nos estendermos desnecessariamente, sem adornos. A abundância de palavras denota às vezes o desejo, inconsciente ou não, de fugir da sinceridade direta e plena; para evitá-lo, temos que fazer bem o exame de consciência.

Confissão concreta, sem divagações, sem generalidades. O penitente indicará oportunamente a sua situação e o tempo que decorreu desde a sua última confissão, bem como as dificuldades que teve para levar uma vida cristã, declarando os seus pecados e o conjunto de circunstâncias que tenham caracterizado as suas faltas a fim de que o confessor possa julgar, absolver e curar.

Confissão clara, para sermos bem entendidos, declarando a natureza precisa das faltas e manifestando a nossa própria miséria com a necessária modéstia e delicadeza.

Confissão completa, íntegra, sem deixar de dizer nada por falsa vergonha, para “não ficar mal” diante do confessor.”

É sempre tempo favorável de nossa salvação, de não desperdiçarmos a graça de Deus: Sendo assim exercemos a função de embaixadores em nome de Cristo, e é por meio de nós que o próprio Deus vos exorta. Em nome de Cristo, suplicamos: reconciliai-vos com Deus” (2Cor 5,20).

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