segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Somos pó

 


                                               Somos pó


“Lembra-te que és pós, e ao pó hás de voltar!” (cf. Gn 3,19)

Quarta-feira de cinzas celebrada,
Consciência de finitude renovada.
 
Cinzas sobre a cabeça,
Gesto simples e simbólico.
 
É o que somos diante do Criador,
Lembrança necessária nos acompanhe.
 
Como nos falam as Escrituras,
Do pó viemos, ao pó voltaremos, real finitude.
 
A morte e a finitude para todos inevitável:
Para eminentes ou não, distante ou iminente.
 
Que as sombras e lembrança dos mortos
Nos acordem enquanto é tempo:
 
Com as cinzas, a penitência nos acompanhe,
Conversão da mente e do coração desejáveis.
 
Sem negligência que leva ao esquecimento,
Esquecimento que, por sua vez, leva ao desejo e pecado.
 
Dos pecados capitais despir, a alma libertar:
Soberba, avareza, luxúria, ira, gula, inveja e preguiça.
 
As cinzas recebidas, não como um mero e vazio rito,
Nos coloca no mais belo itinerário quaresmal.
 
Exercícios quaresmais nos acompanhem:
Oração, jejum e esmola, em segredo do coração.
 
Em empenho de conversão e reconciliação.
A Cristo configurados: Mistério de Sua Paixão e Morte,
 
Para que, com Ele, também possamos dessepultar,
E a glória da Ressurreição, vida eterna alcançar. Amém.

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG