terça-feira, 30 de setembro de 2025

Oração do(a) Secretário(a) Paroquial

                                                  


Oração do(a) Secretário(a) Paroquial 

Ó Deus, Vos peço a assistência do Espírito Santo, para que, como secretário(a), seja sinal da presença do Vosso Filho Jesus Cristo, a quantos vierem ao nosso encontro. 

Enriquecido (a) pelos dons da Sabedoria, Entendimento, Conselho, Fortaleza, Ciência, Temor e Piedade, corresponda à missão que fui agraciado (a), sem mérito algum, mas porque sois infinitamente misericordioso. 

Que ao terminar o dia, diga apenas: fui um(a) simples servo(a) e fiz apenas o que devia fazer (cf. Lc 17,10), no pensamento, palavra e ação. Amém.

Em poucas palavras...

                                              


Dai-nos, paciência, Senhor

“A primeira condição do discípulo é a paciência em face do insucesso.

Jesus reprovará Tiago e João e os convidará a dar o tempo necessário à realização da conversão e ao progresso do Reino. A impaciência dos apóstolos é muitas vezes a nossa.”  (1)

 

(1)         Missal Cotidiano – Editora Paulus - Comentário sobre a passagem do Evangelho de Lucas ( Lc 9,51-56) – pág.1328

O exigente caminho da Salvação

                                                          

O exigente caminho da Salvação

Como discípulos missionários de Jesus Cristo, é preciso que trilhemos o mesmo caminho por Ele percorrido, como tão bem retrata o Evangelista Lucas (Lc 9,51-56), na passagem proclamada na terça-feira da 26ª Semana do Tempo Comum.

Ele inicia uma viagem que é a caminhada para a glória, mas passa pelo inevitável caminho real da Cruz. Sem murmurações, contando sempre com a força, presença e ação do Espírito Santo que O leva a viver incondicional fidelidade ao Pai. 

Com Sua Vida, testemunha o que ensinou com a Sua Palavra, e é o Servo do Senhor que Se deixa conduzir ao matadouro, sem a boca abrir e, porque Cordeiro mudo, tornou-Se Pastor imortal para o rebanho por toda a eternidade. 

Muitas vezes, também nós cristãos gostaríamos de ver o triunfo da fé e da Igreja, mas segundo critérios mundanos.

O aplauso dos homens, as aclamações dos poderosos, o favor dos meios de comunicação podem ser, na verdade, modo de açaimar a verdadeira profecia, que compete aos sequazes de Cristo no mundo. 

Foi diferente o percurso traçado e indicado pelo Messias sofredor.” (1) 

Nada poderá calar a verdadeira profecia dos discípulos missionários do Senhor. nada poderá calar a voz daqueles que creem, anunciam e testemunham a Sua Palavra.

Da mesma forma, nada poderá amordaçar nossa boca e amarrar nossos pés, pois tão somente assim trilharemos o caminho que nos conduz ao Céu, carregando com fé nossa cruz cotidiana.

Reflitamos:
- O que poderá roubar a capacidade de nos entregarmos, com paixão, pela causa do Reino?
- O que poderá se sobrepor à missão da Igreja, na continuidade da missão do Senhor?

Oportunas são as palavras do Apóstolo Paulo aos Romanos: “Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?” (Rm 8,35).

Supliquemos sempre a força do Espírito Santo, que vem em socorro de nossa fraqueza, para que não vacilemos na fé, não esmoreçamos na esperança e jamais esfriemos na caridade, com total e incondicional confiança e entrega ao Senhor.

Façamos esta súplica tantas vezes quanto for necessário, mas jamais desistamos do caminho árduo da salvação, que passa pela porta estreita, com as renúncias necessárias, carregando nossa cruz de cada dia.
 

(1) Lecionário Comentado - Volume Tempo Comum - Ediora Paulus - Lisboa - pág. 460. 

Em poucas palavras...

                                                       


A Sagrada Escritura

"Se conforme o Apóstolo Paulo, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus, e quem ignora as Escrituras ignora o poder de Deus e Sua Sabedoria, ignorar as Escrituras é ignorar Cristo”. (1)

 

(1) São Jerônimo: Presbítero e Doutor da Igreja (340-420)  tradutor da Bíblia para o Latim, que até então era em hebraico e grego, por longos 35 anos.

Citado no parágrafo n.133 do Catecismo da Igreja Católica

 

A Missão que o Senhor nos confia

                                                                     

A Missão que o Senhor nos confia

Na Liturgia, da terça-feira da 26ª  Semana do Tempo Comum (ano ímpar), o Profeta Zacarias nos fala da vinda de muitos povos e nações que viriam visitar o Senhor em Jerusalém (Zc 8,20-23),

O Comentário do Missal Cotidiano nos diz: “O oráculo com que se encerra a primeira parte do Livro de Zacarias reflete a tomada de consciência por parte da nascente comunidade judaica, de sua missão espiritual e universal” (1).

E a Salvação que Jesus veio trazer se estenderá, de fato, a todos os povos, como vemos também na passagem do Evangelho (Lc 9, 51-56).

Volto a uma questão fundamental: na primeira Leitura, o Profeta deixa transparecer que quem conhece a Deus deve também torná-lo conhecido a todos, num processo contínuo de conversão e proximidade.

Diz ainda o Missal Cotidiano: “Nosso testemunho de fé deveria ser tal qual que pudéssemos ouvir: ‘Queremos ir convosco, porque compreendemos que Deus está convosco’” (2).

Mais uma vez, voltemos às palavras do Papa Bento XVI, em sua Carta Encíclica “Deus Caritas est”, primeiro parágrafo:

Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo”.

Vivendo os primeiros dias do mês que dedicamos de modo especial ao tema das Missões, é oportuno refletirmos:

- Temos consciência de que a Salvação de Deus se destina a todos os povos?
- Como nos empenhamos para que todos os povos conheçam e adorem a Deus em espírito e verdade?
- Despertamos, pelo testemunho de nossa fé em Deus, o desejo de que outros caminhem conosco?

Invoquemos a luz do Espírito Santo, para que sejamos fortalecidos na graça da missão de anunciar e testemunhar a Palavra do Senhor, com palavras e obras, pois tão somente assim nossa luz haverá de brilhar e Deus será glorificado.



(1) Missal Cotidiano – Editora Paulus -  p.1324
(2) Idem p.1325.

Em poucas palavras...

                                                


O testemunho de fé

“Zacarias insinua que quem conhece a Deus deve fazê-lo conhecido dos demais.

Nosso testemunho de fé deveria ser tal que pudéssemos ouvir: ‘Queremos ir convosco, porque compreendemos que Deus está convosco’” (1)

 

 

(1)               Comentário do Missal Cotidiano – Editora Paulus – pág. 1325 sobre a passagem bíblica: Zc 8,20-23

Oração de São João Crisóstomo (antes de ler a Sagrada Escritura)

                                                     



Oração de São João Crisóstomo (antes de ler a Sagrada Escritura)

Ó Senhor Jesus Cristo, abre os olhos do meu coração para que eu possa ouvir a Tua Palavra, que eu entenda e faça a Tua vontade, pois sou um peregrino na Terra.

Não escondas de mim os Teus Mandamentos, mas abre os meus olhos, para que eu possa perceber as maravilhas da Tua Lei.

Fala para mim as coisas ocultas e secretas da Tua sabedoria. 

Em Ti coloco minha esperança, ó meu Deus, de iluminar minha mente e meu entendimento com a luz do Teu conhecimento; não apenas para valorizar as coisas que estão escritas, mas para realizá-las, pois Tu és a luz para aqueles que jazem nas trevas, e de Ti vem toda boa ação e toda graça. Amém”.

Temos fome da Palavra de Deus

                                                            

Temos fome da Palavra de Deus

Iniciaremos amanhã o mês de outubro, dedicado de modo especial sobre o tema das Missões, renovemos a alegria de sermos discípulos missionários do Senhor.
 
Tenhamos sempre a Sagrada Escritura nas mãos e no coração, para que a Palavra ilumine e conduza a nossa vida, e dela não apenas ouvintes sejamos, mas praticantes, como nos exortou o Apóstolo Tiago (Tg 1,22-25).

Temos fome da Palavra de Deus
 
No dia 30 de setembro, celebramos a memória de São Jerônimo, presbítero e doutor, e a Igreja, nas Laudes e Vésperas, nos oferece este hino:
 
“Tradutor e exegeta da Bíblia,
foste um sol que a Escritura ilumina;
nossas vozes, Jerônimo, escuta:
nós louvamos-te a vida e a doutrina.
 
Relegando os autores profanos,
o mistério divino abraçaste,
qual leão, derrubando os hereges,
as mensagens da fé preservaste.
 
Estudaste a palavra divina
nos lugares da própria Escritura,
e, bebendo nas fontes o Cristo,
deste a todos do mel a doçura.
 
Aspirando ao silêncio e à pobreza,
no presépio encontraste um abrigo;
deste o véu a viúvas e virgens,
Paula e Eustáquia levaste contigo.
 
Pelo grande doutor instruídos,
proclamamos, fiéis, o Deus trino;
e ressoem por todos os tempos
as mensagens do livro divino”.
 
A São Jerônimo, somos devedores pela tradução da Bíblia para o Latim, que até então era em hebraico e grego, por longos 35 anos.
 
Uma de suas memoráveis afirmações:
 
 “Se conforme o Apóstolo Paulo, Cristo é o poder de Deus e a sabedoria de Deus, e quem ignora as Escrituras ignora o poder de Deus e Sua Sabedoria, ignorar as Escrituras é ignorar Cristo”.  

Concluo com uma das estrofes do hino, a fim de renovar em nós o desejo e compromisso do estudo, aprofundamento da Palavra Divina, na prática da Leitura Orante e sobretudo a Palavra proclamada nas Missas e Celebrações:
 
“Estudaste a palavra divina
nos lugares da própria Escritura,
e, bebendo nas fontes o Cristo,
deste a todos do mel a doçura”.

Em poucas palavras...

                                                


“Filhinhos, amai-vos uns aos outros”

“São Jerônimo conta-nos que o Apóstolo, já muito velho, repetia continuamente aos discípulos que o levavam às reuniões:

 ‘Filhinhos, amai-vos uns aos outros’. E quando um dia lhe perguntaram por que insistia em repetir sempre a mesma coisa, respondeu: ‘Este é o mandamento do Senhor; se se cumpre, não é preciso mais nada’” (1)

 

 

(1) hablarcomdios.org -  Francisco Fernández-Carvajal.

Rezando com os Salmos - Sl 55(56),2-7b.9-14

 


Confiança plena e incondicional e no Senhor


“=2 Tende pena e compaixão de mim, ó Deus,
pois há tantos que me calcam sob os pés,
e agressores me oprimem todo dia!
–3 Meus inimigos de contínuo me espezinham,
são numerosos os que lutam contra mim!

–4 Quando o medo me invadir, ó Deus Altíssimo,
porei em vós a minha inteira confiança.
=5 Confio em Deus e louvarei sua promessa;
é no Senhor que eu confio e nada temo:
que poderia contra mim um ser mortal?

–6 Eles falam contra mim o dia inteiro,
eles desejam para mim somente o mal!
–7b Armam ciladas e me espreitam reunidos,
seguem meus passos, perseguindo a minha vida!

=9 Do meu exílio registrastes cada passo,
em vosso odre recolhestes cada lágrima,
e anotastes tudo isso em vosso livro.
=10 Meus inimigos haverão de recuar
em qualquer dia em que eu vos invocar;
tenho certeza: o Senhor está comigo!

=11 Confio em Deus e louvarei sua promessa;
12 é no Senhor que eu confio e nada temo:
que poderia contra mim um ser mortal?
–13 Devo cumprir, ó Deus, os votos que vos fiz,
e vos oferto um sacrifício de louvor,

–14 porque da morte arrancastes minha vida
e não deixastes os meus pés escorregarem,
– para que eu ande na presença do Senhor,
na presença do Senhor na luz da vida.”

 

Ao rezar o Salmo 55(56),2-7b.9-14 renovamos nossa confiança na Palavra do Senhor:

“Ameaçado de morte o salmista invoca o socorro de Deus, lembrado de suas promessas. Não perde a serenidade, porque sabe que Deus conhece suas lágrimas, e faz a promessa de uma perene ação de graças.”(1)

Segundo São Jerônimo, neste salmo se manifesta o Cristo em sua Paixão.

Com o Senhor, confiantes em Sua Palavra e presença, sobretudo na Santa Eucaristia, firmemos nossos passos como discípulos Seus.

Em Seu Coração manso e humilde, enfermos renovam forças; desesperados reencontram a esperança; os fracassos superados seguidos de vitórias; entristecidos reencontram a alegria; aflitos reencontram a paz; pecadores, a pureza de alma; ansiosos, a serenidade; dependentes, a sobriedade; os apáticos e indiferentes se libertam destas amarras em sadios compromissos com a Boa Nova do Reino. Amém.

 

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – pág. 772

“Senhor, dai-nos a graça de sermos verdadeiros evangelizadores”

                                                    

“Senhor, dai-nos a graça de sermos verdadeiros evangelizadores”

Senhor, dai-nos a graça de sermos verdadeiros evangelizadores, sem jamais nos esquecermos de que, como disse Vosso Apóstolo Paulo, “o apego ao dinheiro é a raiz de todos os males” (1Tm 6,10).

Senhor, dai-nos a graça de sermos verdadeiros evangelizadores, não caindo na tentação da procura da fama, do dinheiro, do domínio, para que não sejamos sinais de divisão e discórdia.

Senhor, dai-nos a graça de sermos verdadeiros evangelizadores, felizes com o que temos, sem ambições desmedidas ou cobiças escravizadoras.

Senhor, dai-nos a graça de sermos verdadeiros evangelizadores, procurando o bem dos outros, em plena entrega ao serviço da fé, com o coração pobre, desinteressado, aberto à justiça de Deus.

Senhor, dai-nos a graça de sermos verdadeiros evangelizadores, vivendo a pobreza como expressão da libertação interior, alegria, fraternidade e total confiança na providência divina.

Senhor, dai-nos a graça de sermos verdadeiros evangelizadores, que também vivendo a pobreza, unamo-nos, solidariamente, com quem sofre, procurando alcançar a libertação recíproca.

Senhor, dai-nos a graça de sermos verdadeiros evangelizadores, vivendo na pobreza evangélica, libertos das prisões interiores e da necessidade de aprisionar os outros.

Senhor, dai-nos a graça de sermos verdadeiros evangelizadores, sendo instrumento e sinal de comunhão entre todos, testemunhando a Vida Nova dos que creem em Vós, até a plena Transfiguração, na glória definitiva convosco. Amém.


Uma súplica à luz da passagem da Primeira Carta de São Paulo a Timóteo (1 Tm 6,2c-12) - Missal Cotidiano – Editora Paulus – p.1286

O desafio de cativar e cultivar

O desafio de cativar e cultivar

Na Evangelização, todos nós, padres, bispos, religiosos (as), cristãos leigos, precisamos conjugar estes dois verbos: cativar e cultivar, para que nossa vocação e os trabalhos pastorais sejam cada vez mais frutuosos

Cativar:

É manter atitude de abertura, alegre e acolhedora; não ser um corpo estranho e indiferente dentro da própria comunidade, mas marcar presença nela, assumindo-a com amor e entusiasmo; trazê-la na mente e no coração, mesmo com todas as dificuldades próprias. Entusiasmo significa ter Deus dentro de nós.

Dentro da comunidade, anunciar, catequizar, animar um grupo de pastoral irradiar a luz de Deus que habita dentro de nós, cativando sempre novas pessoas para Aquele que anunciamos: Jesus.

Como é triste e melancólica a pregação quando aquele que anuncia o Evangelho de Cristo, não deixa a Luz d’Ele transparecer, e agravado, quando não acompanhado do testemunho.

Cultivar:

É cuidar da nossa chama batismal, para que nunca se apague. Quantos não vivem seu Batismo, e encontram-se desvinculados de uma Comunidade de irmãos e irmãs.

A graça do Batismo vivido também deve ser acompanhada da vigilância, abastecendo nossas lâmpadas com o óleo da justiça, da verdade, do amor, até que Ele venha.

É preciso fundamentar uma espiritualidade comprometida com Jesus de Nazaré; vivendo a vida segundo Seu Espírito, no autêntico amor a Deus, que passa necessariamente pelo outro, de modo preferencial pelos pobres. 

Deste modo, espiritualidade não é sinônimo de fuga e alienação, mas compromisso com o Deus da Vida e Seu Reino e com o fortalecimento da esperança todos os dias.

A humanidade não sobreviverá sem os ideais de liberdade e justiça; sem aqueles que dedicam sua vida a eles, até mesmo passando pelo martírio, como expressão máxima.

Somente enfrentando a desesperança é que alcançaremos a verdadeira esperança. E a História da Igreja tem inúmeros testemunhos.

Oportunas são as palavras do Apóstolo Paulo:

“Esperando contra toda humana esperança, Abrão acreditou e tornou-se o pai de muitas nações, conforme foi dito a ele...” (Rm 4, 18s).

Cativar e cultivar, dois grandes desafios: cativar é o primeiro momento de todo relacionamento, mas cultivar implica em dedicação, tempo, disciplina, atenção, oração, solidariedade, presença ainda que não física, porque às vezes humanamente impossível, mas a presença espiritual sempre.

Reflitamos:

- Como estamos cativando as pessoas com quem convivemos?
- Como cultivamos aqueles que cativamos?
- Como se dá o estreito elo cativar e cultivar em nossa Evangelização?

Concluindo, a Evangelização será coroada de êxitos se não descuidarmos do cativar, e não nos omitirmos no cultivar; do mesmo modo frutos saborosos colheremos, se este dois verbos além de conjugados, forem nos relacionamentos concretizados.

Cativemos e cultivemos amizades sinceras no Senhor!



PS: Reflexão escrita quando retornei da missão, na Diocese de Ji-Paraná - RO (2000-2002).

Síntese Mensagem para o Dia Mundial das Missões 2017 (Papa Francisco)

Síntese Mensagem para o Dia Mundial das Missões 2017 (Papa Francisco)

“A missão no coração da fé cristã”

Em sua Mensagem para o Dia Mundial das Missões 2017, o Papa nos apresenta a Pessoa de Jesus “o primeiro e maior evangelizador” como falara o Bem-Aventurado Papa Paulo VI em sua Exortação Apostólica ‘Evangelii nuntiandi' n. 7).

Na missão de anunciar a Boa-Nova do Evangelho, fala-nos da natureza da Igreja que é ser missionária.

Apresenta-nos três questões fundamentais diante de um mundo dilacerado por numerosas guerras fratricidas, frustrações, conflitos, vitimando tantos inocentes:

- “Qual é o fundamento da missão?”
- “Qual é o coração da missão?”
- “Quais são as atitudes vitais da missão?”

A missão da igreja que vivendo segundo o Espírito anuncia a vida de Jesus Cristo Ressuscitado, que é o Caminho, a Verdade e a Vida (Jo 14,6), ao anunciar o poder transformador do Evangelho, portador de alegria contagiante porque oferece uma vida nova:

“É Caminho que nos convida a segui-Lo com confiança e coragem. E, seguindo Jesus como nosso Caminho, fazemos experiência da Sua Verdade e recebemos a sua Vida, que é plena comunhão com Deus Pai na força do Espírito Santo, liberta-nos de toda a forma de egoísmo e torna-se fonte de criatividade no amor”.

A missão da Igreja, portanto, é Jesus Cristo que continua a evangelizar e agir no tempo presente, tempo favorável de nossa Salvação. E esta missão se dá na experiência viva da vida e graça do Ressuscitado.

Sendo a missão a Pessoa de Jesus Cristo, lembra as palavras do Papa Bento XVI: “ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo” (Carta. enc. Deus caritas est, 1), para nos revigorar e nos impulsionar na missão de anúncio e testemunho do Ressuscitado.

Portanto, pelo Batismo, o Evangelho se torna fonte de vida nova, libertando do domínio do pecado, iluminado e transformado pelo Espírito Santo.

Através da Confirmação, torna-se unção fortalecedora que, graças ao mesmo Espírito, indica caminhos e estratégias novas de testemunho e proximidade.

E pela Eucaristia, torna-se alimento do homem novo, “remédio de imortalidade” como afirmou Santo Inácio de  Antioquia.

Apresenta-nos a Igreja na figura do Bom Samaritano, “curando as feridas sanguinolentas da humanidade, e a sua missão de Bom Pastor, buscando sem descanso quem se extraviou por veredas enviesadas e sem saída... E podemos pensar em tantos testemunhos – testemunhos sem conta – de como o Evangelho ajuda a superar os fechamentos, os conflitos, o racismo, o tribalismo, promovendo por todo o lado a reconciliação, a fraternidade e a partilha entre todos”.

Esta missão tem como inspiração a espiritualidade do êxodo, peregrinação e exílio contínuos: Trata-se de «sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho» (Francisco, Exort. ap. Evangelii gaudium, 20).

Portanto, a Igreja é um instrumento e mediação do Reino, e se reporta à sua primeira Exortação: “é preferível uma Igreja acidentada, ferida e enlameada por ter saído pelas estradas, a uma Igreja enferma pelo fechamento e a comodidade de se agarrar às próprias seguranças’ (n.49).

Apresenta a juventude como esperança da missão: Os jovens são a esperança da missão. A pessoa de Jesus e a Boa-Nova proclamada por Ele continuam a fascinar muitos jovens. Estes buscam percursos onde possam concretizar a coragem e os ímpetos do coração ao serviço da humanidade...”, os caminheiros da fé, felizes por levarem Jesus Cristo a cada esquina, a cada praça, a cada canto da terra.

Na conclusão, destaca o importante serviço das Pontifícias Obras Missionárias como instrumento precioso, para suscitar em cada comunidade cristã o desejo de sair das próprias fronteiras e das próprias seguranças, anunciando o Evangelho a todos.

Finaliza apresentando-nos Maria, Mãe da Evangelização, que, movida pelo Espírito, acolheu o Verbo da vida na profundidade da sua fé humilde, para que tenhamos, crendo no Ressuscitado, uma santa ousadia de procurar novos caminhos para que chegue a todos o dom da Salvação.

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

Em poucas palavras...

 


Os olhares de Natanael

“Nazaré era uma aldeiazinha da Palestina; aquele Jesus de quem falavam não era senão um pobre carpinteiro.

A expectativa do Messias apoiava-se em outros valores (de prestígio, de riqueza, de poder...). Porém, ao convite do amigo, ‘Vem ver’ (v.46), Natanael aceitou encontrar-se com Jesus, iluminado pelo Espírito, logra ver naquele Filho de homem o Filho de Deus... O olhar humano havia lhe revelado a humanidade de Jesus; a fé, a sua divindade.” (1)

 

(1)               Comentário do Missal Cotidiano - Editora Paulus sobre a passagem do Evangelho de João (Jo 1,43-51)  p. 136-137

Em poucas palavras...

 


Com Natanael, aprendamos...

“Também nós devemos aproximar-nos de Jesus com olhar simples e sincero: a capacidade de conhecê-Lo, de amá-Lo, de crer n’Ele é estreitamente ligada à nossa disponibilidade para o encontro com Deus e com os irmãos.

Só aceitando entrar como Natanael em comunhão com Cristo, conseguiremos ter confiança no homem, amá-Lo, servi-Lo, sacrificar-nos por Ele, merecendo participar em seus triunfos e em sua glória no céu.” (1)

 

(1)               Comentário do Missal Cotidiano – Editora Paulus - passagem do Evangelho de João (Jo 1,43-51) - p. 137

Vejo-Vos...

                                                            


 Vejo-Vos...

“Tal como ouvimos, assim vimos...”
Tal como ouvi, assim vi.

Eu Vos adoro, Senhor, Rei da terra,
Com todas as nações Vos sirvo,
Contemplo Vossa glória por toda a terra.

Vejo Vossos pés e mãos não mais por pregos fixos.
Vejo-Vos nos pés cansados e mãos calejadas.
Vejo-Vos nas mãos enrugadas pelo tempo.
Vejo-Vos nas mãos dos que se abrem e se solidarizam.

Vejo-Vos nos corpos pendentes pelo peso da cruz;
Da cruz do desemprego, da enfermidade, da solidão.
Vejo-Vos nos corpos pendentes, em corpos anêmicos
Que suplicam um copo de água, um pedaço de pão.

Vejo-Vos nos que estão nus, despidos de sonhos,
De esperança, porque lhes foi arrancada e pisoteada.
Vejo-Vos nos que foram sugados, vilipendiados,
Com direitos naturais à vida, subtraídos, negados.

Mas, vejo-Vos reinando naqueles que não se dobram
Diante da tirania do lucro, do poder, do prestígio, da fama,
E não traem seus princípios de igualdade, comunhão,
Na mais bela relação de liberdade, paz e fraternidade.

Vejo-Vos agindo naqueles que se comprometem
Com a Boa Nova do Vosso Reino, pelo qual Vos consumistes,
A própria vida entregastes, numa incrível História de Amor,
Que se consumou Ressuscitando e no céu fostes coroado.

Vejo-Vos naqueles que vivem e creem em Vós
Com fé inquebrantável, esperança viva e fortificada,
Caridade ativa, semente de um novo e belo tempo,
Pelo Pão da Palavra e da Eucaristia alimentados.

Vejo-Vos por um instante no tempo com coroas de espinhos
Escarnecido, crudelissimamente maltratado, por ela coroado.
Vejo-Vos por um tempo infinito recebendo uma nova coroação,
Acompanhada pelos Anjos e Santos que Vos louvam e glorificam. 

“Tal como ouvimos, assim vimos...” Tal como ouvi, assim vi.
Assim Vos vejo, Senhor, e quero assim imitar-Vos,
Praticando a compaixão, alcançando a máxima felicidade.
Vejo-Vos Encarnado, Padecente, Morto, Glorioso e Ressuscitado.

Vejo-Vos em corpos que vão silenciosamente morrendo.
Vejo-Vos em sinais de Ressurreição que vão acontecendo.
Vejo-Vos morrer, Vos vejo Ressuscitar,
A fé me concede um novo olhar...

                                            Amém. Aleluia! 

Quem sou eu

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