domingo, 30 de novembro de 2025

Advento: Vem, ó Senhor, com o teu povo caminhar (IDTAA)

                                                        


Advento:  Vem, ó Senhor, com o teu povo caminhar

Advento: Vem ó Senhor, com o teu povo caminhar. Tempo de compromisso com o Reino e um novo tempo se inaugura para a humanidade.

Oremos:

Venha a nós, Senhor, o Vosso Reino, que se firma na verdadeira paz, ressoando as palavras do Salmista: “O Amor e a Verdade se encontram, Justiça e Paz se abraçam, da terra germinará a Verdade, e a Justiça se inclinará do céu. O próprio Senhor dará a felicidade e nossa terra dará seu fruto. A Justiça caminhará a sua frente, e com seus passos traçará um caminho” (Sl 85,11-14).

Conduzi, Senhor, a Vossa Igreja, no semear da semente da Palavra para que o Reino aconteça, irradiando para todo o mundo uma mensagem de paz, promovendo a conversão de todos os povos, superando toda e qualquer forma de violência, e todas as ideologias que a legitimem.

Ajudai-nos, Senhor,  a transformar as “espadas em peças de arado e as lanças em foices”, de tal modo que não haja mais as espadas e lanças do egoísmo, do desinteresse, do ódio e do desamor. Que tenhamos uma  permanente atitude de vigilância e oração, na espera do Senhor que veio, vem e virá, inaugurando novos tempos e novas realidades; sinais de um novo céu e uma nova terra. Amém.

 

 

Fonte: Missal Cotidiano – Editora Paulus – pág. 11 – comentário da passagem do Livro do Profeta Isaías (Is 2,1-5).

 

Advento: Preparemos a vinda do Verbo! (Parte I) (IDTAA)

                                                              

Advento: Preparemos a vinda do Verbo!

Na Liturgia do primeiro Domingo o Tempo do Advento (ano A), encontramos um forte apelo para que nos coloquemos em atitude de vigilância na preparação de um verdadeiro Natal.

Assim lemos no  Missal Dominical:

“A assembleia eucarística é a Igreja em estado de vigilância, que aprende a ler a vinda do Senhor nos acontecimentos e que encontra o Senhor da Glória na História da Salvação e na dos homens”. (1)

Na passagem da primeira Leitura (Is 2,1-5), temos no oráculo, um poema da paz universal e da convergência de todos os povos na volta para Deus em perfeita concórdia, harmonia, uma paz sem fim. Muito oportuna quando estamos assistindo o multiplicar da violência e a banalização da vida com diversos conflitos entre povos e nações.

O Profeta com coração de poeta sonha um novo tempo, logo precisamos recuperar a dimensão da profecia e a vitalidade da poesia, que não nos distancia do tempo, mas nos insere corajosamente nele. Poesia e profecia devem caminhar sempre juntas!

Em Jesus este sonho se realizará: Ele veio, vem e virá para derrubar os muros que nos separam, a fim de que construamos o Seu Reino, como vimos recentemente na Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo:  Reino eterno e universal, da santidade e da graça, da verdade e da vida, do amor, da alegria, da paz... (cf. Prefácio da Solenidade Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo).

A problemática das divisões é tão real em todo o tempo que Paulo a abordou mais do que uma vez, e na segunda leitura (Rm 13,11-14) retomará esta questão: a comunidade é congregada a viver no amor, e deve estar em permanente vigilância no amor mútuo, abandonando as obras das trevas – “Revesti-vos do Senhor Jesus Cristo”.

Com Paulo somos sempre provocados à conversão, ao despertar para uma fé mais sólida, esperança enraizada e caridade vivenciada em todos os níveis, enquanto o Senhor não vem – “A noite já vai adiantada, o dia vem chegando: despojemo-nos das ações das trevas e vistamos as armas da luz”. Na aurora de Sua chegada a noite será iluminada!

Na passagem do Evangelho de Mateus (Mt 24, 37-44) encontramos o crente ideal: vigilante e atento, sempre preparado para a chegada do Senhor. Na espera do Senhor que vem a responsabilidade ocupa o lugar do ócio, do trabalho que esgota, da não vigilância que leva à perda do sentido...

Vigiar é, sobretudo, fortalecer-se, paradoxalmente, com a força desarmada do amor. Paradoxal, pois se é força desarmada, não tem arma alguma, e não a tendo, como ser fortalecido?

Eis a beleza da fé cristã: a força do amor é a força de todas as forças. Sem ela não haverá Natal!

Vigiar é avaliar o quanto nos empenhamos no essencial da fé cristã, no suprassumo da pregação do Senhor: o amor a Deus e ao próximo, pois nisto consiste toda Lei.

Com o Tempo do Advento, vamos nos preparar para o Natal do Verbo, que iluminará nossas trevas, reacendendo em nós a mais bela de todas as chamas, a chama da caridade; e esta inflamada em nossos corações, fará resplandecer a verdadeira luz do Natal, concretizando e renovando esperanças, porque sempre movidos pela fé que descortina novos horizontes...

(1) Missal Dominical - Editora Paulus - 1995 - p.5

Advento: Preparemos a vinda do Verbo! (parte II) (IDTAA)

                                                         


Advento: Preparemos a vinda do Verbo!

Advento, Tempo favorável de preparação da vinda do Senhor, de esperar Sua chegada, reacendendo e mantendo acesa a chama da caridade, e assim o Natal, de fato, aconteça.

Sejamos enriquecidos pela Comentário do Missal Dominical, intensificando nossa preparação para a vinda do Verbo.

O ritmo da vida atual, cada vez mais agitado, as engrenagens de um sistema que pretende planejar todos os momentos do homem, mesmo o que há de mais privado, reduzem cada vez mais os limites do imprevisto. Tudo deve ser passado pelo computador, classificado, neutralizado, assegurado. Mas para o cristão, Cristo continua a ser um acontecimento revolucionador: quando irrompe em sua vida, impõe uma mudança radical que quebra e transforma a rotina cotidiana. Cristo não pode ser programado; deve ser esperado. Devemos deixar em nossa vida um espaço para Sua presença. A vigilância cristã permite ler em profundidade os fatos para neles descobrir a vinda do Senhor. Exige coração suficientemente missionário para ver essa vinda nos encontros com os outros”. (1)

A atitude de Vigilância, com dimensões pascais (Morte e Ressurreição) nos prepara para o verdadeiro Natal com passagens múltiplas, em renovado compromisso com o Reino:

- Passagem das trevas para a luz;
- do pecado à graça;
- da distância dos relacionamentos à comunhão;
- do ódio ao amor;
- do egoísmo à partilha;
- das práticas injustas para práticas com equidade;
- da mentira à verdade...

Ao cristão jamais será permitido instalações em atitudes que não condizem com a fé cristã, como o comodismo, passividade, desleixo, rotina, desunião, desânimo, esfriamento no caminho da fé, perda da esperança (“hoppelesness” que alguns dizem hoje crescer entre nós), ausência de empenho no enfrentar dos desafios, insensatez, imprevidência, comer e beber sem medida; divertir-se tão apenas, arrivismo (ambições), desejos da concupiscência da carne (desejos em excesso)...

Oremos:

Acendei e reacendei, ó Deus, sempre em nossos corações, a Vossa maviosa Chama; a chama da caridade, que nos impulsiona a viver como amados filhos Vossos, no amor a Vós e ao nosso próximo. Amém.

Vigilância na espera do Senhor que vem (IDTAA)

                                                                        

Vigilância na espera do Senhor que vem

 “Vós sabeis em que tempo estamos, pois já é hora de despertar.
Com efeito, agora a Salvação está mais perto de nós
do que quando abraçamos a fé.” ( Rm 13,11)

No 1º Domingo do Advento do Ano Litúrgico (ano A), somos exortados para uma frutuosa preparação para o Natal:

“O apelo à vigilância, atentos ao Senhor que veio, vem e virá: “Nas Leituras deste primeiro domingo do Ano Litúrgico predominam dois temas: a vinda do Senhor e o tema da Vigilância.

Mais do que dois temas, trata-se antes, de dois ‘movimentos’: O Senhor vem – vamos a Seu encontro; Deus vem ao homem, mas só O encontra quem se coloca ao encontro d’Ele, quem está pronto” .(1)

Numa atitude de vigilância, como cristãos, precisamos superar todo comodismo, passividade, desleixo, sem nos acomodarmos numa rotina sem brilho e sem luz.

A passagem da primeira Leitura (Is 2,1-5) é um dos oráculos mais profundos e mais belos do Antigo Testamento: trata-se de uma visão em que os povos se encontram no Monte Sião (Jerusalém), em harmonia e paz sem fim.

Somente o encontro com Deus e com Sua Palavra possibilita a harmonia, o progresso, o entendimento entre os povos, traduzido em vida em abundância e paz universal.

Monte Sião é o contrário de Babel, pois esta segunda se caracteriza pelo confronto dos homens com Deus, o orgulho, a autossuficiência, o conflito, a confusão, a falta de entendimento, a dispersão e tudo que destrói a paz e relação de amizade com Deus.

Urge que nos ponhamos a caminho, ao encontro de Deus e Sua proposta de vida, amor e paz, e este sonho se realizará perfeitamente e plenamente em Jesus.

Na passagem da segunda Leitura (Rm 13,11-14), o Apóstolo Paulo nos exorta para que despertemos de nosso sono, ou seja, passemos das trevas para a luz. Deixemos de lado todo egoísmo, injustiça, mentira e pecado, e nos empenhemos numa vida marcada pela partilha, justiça, verdade e graça.

Na acolhida e espera do Senhor que vem, contra toda possibilidade de divisão, é preciso, congregados pelo Evangelho, viver na vigilância e no amor mútuo.

Como batizados, esperar o Senhor que vem é o abandono das obras das trevas, para que, como pessoa, família, Igreja e sociedade, vivamos na luz.

Para isto, é preciso que sejamos sempre despertados de nosso sono: na aurora da chegada do Senhor a noite de nossa existência será totalmente iluminada.

Importante lembrar que “Santo Agostinho compara seu estado na vigília da conversão a um sono semidesperto, em que metade de sua vontade, acordada e ao lado de Deus, mandava que a outra metade despertasse e se decidisse.

Sono profundo ou sono semidesperto, não somente o estado de quem está em pecado ou vive esquecido de Deus, mas também a tibieza, a incoerência, a indecisão: um cristianismo ‘implícito’ que seria melhor chamar de cristianismo apagado...

Foram precisamente as últimas palavras de Paulo que acabamos de ouvir que levaram Agostinho a dar o último passo para a conversão. Encontrava-se num jardim em Milão, no ápice daquela luta entre ‘as duas vontades’, quando ouviu uma voz misteriosa que cantava: ‘Pega e lê’.

Pegou a Bíblia e abriu-a, leu as palavras de Paulo que diziam para que se despertasse do sono, e dessa forma encontrou luz e paz no coração, Havia, enfim, tomado sua decisão diante de Deus” (2).

A passagem do Evangelho de São Mateus (Mt 24,37-44), reforça a atitude de vigilância na fé que o cristão deve ter, em compromisso irrenunciável e inadiável com o Reino. 

A vinda do Senhor é certa, é preciso estar vigilante, preparado e ativo, e isto implica em abertura e disponibilidade para o Reino de Deus, eterno e universal, marcado por relações de verdade, vida, graça, justiça, santidade e paz, como tão bem expressa o Prefácio da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.

Para isto, o Evangelista nos apresenta três quadros: o ócio, o trabalho e a não vigilância, ou seja, a despreocupação com a vida e a existência; ou o contrário, os compromissos e trabalhos para a subsistência; e por fim a ausência da vigilância, que leva à perda do encontro com o Senhor que vem. (v.37-39; 40-41; 43-44, respectivamente).

Somente a atitude de vigilância nos prepara para o verdadeiro Natal: a passagem das trevas para a luz, do pecado para a graça, do distanciamento para a comunhão e intimidade com Deus, do ódio para o amor.

Recuperemos a dimensão Pascal do Natal para celebrar o Nascimento de Jesus, o Sol Nascente, a Luz sem ocaso, que nos veio visitar e sempre vem nos visitar.

Nossa espera é memória e presença. Memória porque Aquele que esperamos, Jesus, já veio (por isto a preparação necessária para o Natal), e presença, porque cremos e sentimos que Jesus está desde agora conosco; presente de modo salutar e real na Santíssima Eucaristia, que não apenas celebramos, mas comungamos, porque é o  Deus Conosco, o Deus que Se faz Pão, Comida e Bebida para nos Alimentar e nos Salvar.

Que o Tempo do Advento seja a nossa ida com alegria ao encontro de Alguém que caminha conosco, e mais do que caminhar ao nosso lado, Se faz morada em nós pelo Espírito Santo.


(1) O Verbo se fez carne –  (Pe. Raniero Cantalamessa) - Editora Ave Maria - 2013 - p. 17.
(2) Idem pp. 18-19.

O Tempo do Advento e as duas vindas do Senhor (IDTAA)

                                                             

O Tempo do Advento e as duas vindas do Senhor

Ele veio, vem e virá

 

Iniciando o tempo do Advento, à luz das Catequeses do Bispo São Cirilo de Jerusalém (séc. IV), reflitamos sobre as duas vindas de Cristo. 

“Anunciamos a vinda de Cristo: não apenas a primeira, mas também a segunda, muito mais gloriosa. Pois a primeira revestiu um aspecto de sofrimento, mas a segunda manifestará a coroa da realeza divina.


Aliás, tudo o que concerne a nosso Senhor Jesus Cristo tem quase sempre uma dupla dimensão. Houve um duplo nascimento: primeiro, Ele nasceu de Deus, antes dos séculos; depois, nasceu da Virgem, na plenitude dos tempos. Dupla descida: uma, discreta como a chuva sobre a relva; outra, no esplendor, que se realizará no futuro.


Na primeira vinda, Ele foi envolto em faixas e reclinado num presépio; na segunda, será revestido num manto de luz. Na primeira, Ele suportou a cruz, sem recusar a Sua ignomínia; na segunda, virá cheio de glória, cercado de uma multidão de anjos.


Não nos detemos, portanto, somente na primeira vinda, mas esperamos ainda, ansiosamente, a segunda. E assim como dissemos na primeira: Bendito o que vem em nome do Senhor (Mt 21,9), aclamaremos de novo, no momento de sua segunda vinda, quando formos com os anjos ao seu encontro para adorá-Lo: Bendito o que vem em nome do Senhor.


Virá o Salvador, não para ser novamente julgado, mas para chamar a juízo aqueles que se constituíram seus juízes. Ele, que ao ser julgado, guardara silêncio, lembrará as atrocidades dos malfeitores que O levaram ao suplício da cruz, e lhes dirá: Eis o que fizestes e calei-me (Sl 49,21).


Naquele tempo Ele veio para realizar um desígnio de amor, ensinando aos homens com persuasão e doçura; mas, no fim dos tempos, queiram ou não, todos se verão obrigados a submeter-se à Sua realeza.


O profeta Malaquias fala dessas duas vindas: Logo chegará ao seu templo o Senhor que tentais encontrar (Ml 3,1). Eis uma vinda.


E prossegue, a respeito da outra: E o anjo da aliança, que desejais. Ei-lo que vem, diz o Senhor dos exércitos; e quem poderá fazer-lhe frente, no dia de sua chegada? E quem poderá resistir-lhe, quando ele aparecer? Ele é como o fogo da forja e como a barrela dos lavadeiros; e estará a postos, como para fazer derreter e purificar (Ml 3,1-3).


Paulo também se refere a essas duas vindas quando escreve a Tito: A graça de Deus se manifestou trazendo salvação para todos os homens. Ela nos ensina a abandonar a impiedade e as paixões mundanas e a viver neste mundo com equilíbrio, justiça e piedade, aguardando a feliz esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador, Jesus Cristo (Tt 2,11-13). Vês como ele fala da primeira vinda, pela qual dá graças, e da segunda que esperamos?


Por isso, o símbolo da fé que professamos nos é agora transmitido, convidando-nos a crer naquele que subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Nosso Senhor Jesus Cristo virá portanto dos céus, virá glorioso no fim do mundo, no último dia. Dar-se-á a consumação do mundo, e este mundo que foi criado será inteiramente renovado.” (1)


Entre a primeira vinda e a segunda vinda, vivemos o tempo intermediário. tempo de vigilância, de oração, em todo o momento, como o Senhor nos falou no Evangelho (Lc 21,25-28.34-36). É preciso que fiquemos de pé, ergamos a cabeça, levantemos nosso ânimo.

O tempo do Advento não é apenas para a preparação de presépios de árvores de Natal, mas preparação do coração, para que Ele venha e encontre nele e em nosso lar, lugar digno para nascer.


Vivamos este tempo de abertura à graça divina, que nos vem por meio de Jesus Cristo, com a comunicação da presença e ação do Seu Espírito, para que vivamos maior fidelidade ao Projeto do Pai.

Preparemo-nos para celebrar autenticamente o Natal do Senhor, que veio, vem e virá, a cada instante, com sagrados compromissos expressos em gestos de acolhida, perdão, amor, solidariedade.

Preparemos nossos corações para celebrar o nascimento do Senhor na manjedoura preferida d’Ele, que é o coração humano, no qual Ele quer fazer Sua morada, habitando em nós como o mais belo Hóspede.

De nada adianta a luz de um pisca-pisca, se não nos voltarmos confiantes e vigilantes à espera do Senhor, que vem para iluminar nossos caminhos.

Somente assim, daremos um passo significativo, para celebrar autenticamente o Natal do Senhor.

 

 

PS: Liturgia das Horas – Tempo do Advento/Natal - Vol. I - pp.113-114.

Apropriado para a quinta-feira da 27ª semana do Tempo Comum, quando se proclama Malaquias (Ml 3,13-20a)


É tempo de vigiar (IDTAC)

                                        

É tempo de vigiar

 

"E o que digo a vós, digo a todos: Vigiai!"(Mc 13,37)

 

Com o Tempo do Advento, a Igreja Católica começa mais um ano Litúrgico.

 

Os Prefácios da Oração Eucarística deste tempo, possuem uma riqueza imensa, pois nos falam da vinda do Senhor em momentos diferenciados, mas não isolados.

 

Ele veio na primeira vinda, na fragilidade de uma criança, encarnando-Se e realizando o Mistério de nossa Redenção, pela Sua vida doada e pregada na Cruz.

 

Ele vem na vinda intermediária, e assim nos colocamos em perfeita comunhão e vigilância com a segunda vinda, em que virá na  glorioso, revestido de poder e majestade. Neste dia, passará o mundo presente e surgirá um mundo novo, uma nova terra.

 

Na vinda intermediária, o tempo em que vivemos, Ele vem ao nosso encontro presente em cada pessoa humana, para que O acolhamos na fé e O testemunhemos na caridade, enquanto esperamos a feliz realização de Seu Reino.

 

E o Advento se constitui no tempo da alegre espera vigilante do Senhor, para que possamos preparar mais um santo e verdadeiro Natal, que não se limita ao Natal das vitrines, lojas e compras, luzes e árvores artificiais.

 

É o Tempo de nos enxertarmos mais decididamente na Árvore da Vida, para que os frutos apareçam abundantemente e a luz divina possa iluminar a todos com quem convivemos no dia a dia.

 

É tempo de vigilância! E vigiar exige de nós algumas atitudes:

 

- cumprir os compromissos assumidos no dia do Batismo, sendo um sinal vivo do amor e da bondade de Deus no mundo; 

- não esquecer que toda vida cristã é uma caminhada rumo ao encontro final com Cristo Salvador e Juiz;


- cumprir a Missão recebida, dando testemunho de Jesus e do Seu Evangelho;

- viver a vida sem reduzi-la à duração terrena, finita, sem horizontes de eternidade, mantendo a esperança da revelação plena do Senhorio de Jesus;


- empenhar-se na solidificação e santificação de nossas famílias;

- viver intensamente a vida da Comunidade que fazemos parte, como pedras vivas, escolhidas e queridas de Deus;

- assumir nossos compromissos pastorais a cada dia, por amor e no Amor, motivação única e insubstituível, certeza de êxito e fidelidade até o fim;

 

- ser no mundo fermento, sal e luz;

- fazer da profissão não algo penoso, mas participação agraciada por Deus na realização de Sua obra da criação, como cocriadores com Deus;

 

- multiplicar momentos de intensa comunhão com Deus na oração, recolhimento necessário para fortalecer nossa intimidade com Ele, para que as boas obras se multipliquem, testemunhando esta comunhão de amor que gera belas flores e saborosos frutos;

 

- assumir um caminho de alegre expectativa de Sua chegada, com revisão de nossos projetos e caminhos, podendo culminar na busca de Sua misericórdia pelo Sacramento da Penitência, com uma boa confissão e mudança de vida.

 

- viver sempre empenhado e comprometido na construção de um mundo de vida, de amor e de paz. 

Vigiemos sempre, para que acolhamos o Senhor com alegria transbordante em mais um Natal que se aproxima!

Vigilância em todo o tempo (IDTAA)

 


Vigilância em  todo o tempo
 
A passagem do Evangelho de São Mateus (Mt 24,37-44), reforça a atitude de vigilância na fé que o cristão deve ter em todo o tempo, com compromissos irrenunciáveis e inadiáveis com o Reino de Deus na espera do Senhor que veio, vem e virá.
 
A vinda do Senhor é certa, é preciso estar vigilante, preparado e ativo, e isto implica em abertura e disponibilidade para o Reino de Deus, eterno e universal, marcado por relações de verdade, vida, graça, justiça, santidade e paz, como tão bem expressa o Prefácio da Solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo.
 
Para isto, o Evangelista nos apresenta três quadros: o ócio, o trabalho e a não vigilância, ou seja, a despreocupação com a vida e a existência; ou o contrário, os compromissos e trabalhos para a subsistência; e por fim a ausência da vigilância, que leva à perda do encontro com o Senhor que vem. (v.37-39; 40-41; 43-44, respectivamente).
 
A atitude de vigilância é fundamental para que façamos as  necessárias passagens das trevas para a luz, do pecado para a graça, do distanciamento para a comunhão e intimidade com Deus, do ódio para o amor, da morte para a vida.
 
Somos peregrinos de esperança, testemunhas da vigilante espera do Senhor que  veio, vem e virá é memória e presença.
 
Memória porque Aquele que esperamos, Jesus, já veio;  presença, porque cremos e sentimos que Jesus está desde agora conosco, e Ele está presente de modo salutar e real na Santíssima Eucaristia, que não apenas celebramos, mas comungamos, porque é o  Deus Conosco, o Deus que Se faz Pão, Comida e Bebida para nos Alimentar e nos Salvar.
 
 
PS: Oportuno para a passagem do Evangelho de Lucas (Lc 12, 39-48)

Advento: Tempo de experimentar a misericórdia de Deus (IDTAA)

                                                       

Advento: Tempo de experimentar a misericórdia de Deus

Advento, Tempo de nos prepararmos para celebrar o nascimento d’Aquele que veio ao nosso encontro, o Sol Nascente, que veio nos visitar, o nascimento que mudou o rumo da história da humanidade e de toda a criação.

Advento, Tempo fecundo de vigilância e oração, na espera da Luz, que resplandeceu naquela Noite Santa, e em todas as noites escuras por que possamos passar, pois quem O acolhe, O ama e O segue, jamais andará nas trevas, como Ele mesmo, um pouco mais tarde, nos falaria.

Advento, Tempo de redescobrir a força e a beleza da Palavra de Deus, Pão que sacia nossa fome, água cristalina para nossa sede de vida, amor, paz e luz para o nosso caminho, ainda que a escuridão teime em nos desviar do verdadeiro Caminho, Verdade e Vida, Jesus (cf. Jo 14,6).

Advento, Tempo de nos abrirmos à Misericórdia de Deus, que vem ao nosso encontro na Pessoa de Jesus, que, ao Se encarnar, foi a própria misericórdia que se encarnou e habitou entre nós, e no-la ensinou a viver, para que misericordiosos como o Pai sejamos (Lc 6, 36).

Advento, Tempo de todos os dias de nossa caminhada, marcada pela presença de Deus, que guia os nossos passos com a força e a graça do Espírito, permitir que ela infunda em nosso coração o Seu amor, para amá-Lo, como convém, em correspondência desejável de amor.

Advento, Tempo da misericórdia para todos, sem nenhuma exclusão, de modo que ninguém possa pensar ou sentir que é indiferente para Deus, que ama sem exceção e a todos quer comunicar a força de Sua ternura e carícia, através daqueles que n’Ele creem.

Advento, Tempo da misericórdia para quantos que se sentem fracos e indefesos, afastados e sozinhos, para que sintam a presença de irmãos e irmãs presentes e solidários, nas mais diversas realidades e necessidades.

Advento, Tempo da misericórdia, para que os pobres sintam pousado sobre si o olhar respeitoso, mas atento daqueles que, vencida a indiferença, são promotores da cultura da misericórdia e da solidariedade, descobrem e promovem a beleza e a sacralidade da vida.

Advento, Tempo favorável para vivermos com criatividade e ousadia as obras de misericórdia corporais e espirituais, pois o mais belo Natal do Senhor acontece quando O vemos presente em cada um que de nós se aproxima suplicando um pouco de vida, alegria, consolação e paz.


Advento, Tempo de nos prepararmos e ouvirmos Sua Mãe, a primeira que abriu a procissão e nos acompanha no testemunho do amor, e nos indica sem cessar o seu Divino Filho, em seu ventre encarnado por Obra do Espírito Santo, e nos manda fazer tudo o que Ele nos disser (Jo 2, 5).

Advento, Tempo de nos prepararmos para celebrar com júbilo, na Noite Santa, o Nascimento na fragilidade de uma Criança, e em Seu rosto contemplar “o rosto radiante da misericórdia de Deus”, que se estende de geração em geração, como cantou Sua e nossa amada Mãe Santíssima, Maria. Amém!


PS: Inspirado no parágrafo no parágrafo n.21 da Carta Apostólica “Misericordia et misera

Advento - Cantar e caminhar, orar e vigiar (IDTAA)

                                                      


Advento - Cantar e caminhar, orar e vigiar

Reflitamos sobre o Tempo do Advento à luz do Sermão do Bispo Santo Agostinho (Séc. V) sobre o fim de todos nós, a eternidade que todos ansiamos, porém ainda a caminho, empenhados para ela alcançar, ela merecer...

“Aqui embaixo, cantemos o Aleluia, ainda apreensivos, para podermos cantá-lo lá em cima, tranquilos. Por que apreensivos aqui? Não queres que eu esteja apreensivo, se leio: Não é acaso uma tentação a vida humana sobre a terra? (Jó 7,1).

Não queres que fique apreensivo, se me dizem outra vez: Vigiai e orai para não caírdes em tentação? (cf. Mt 26,41).

Não queres que esteja apreensivo onde são tantas as tentações, a ponto de a própria oração nos ordenar: Perdoai nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores? (Mt 6,12). Pedintes cotidianos, devedores cotidianos.

Queres que esteja seguro quando todos os dias peço indulgência para os pecados, auxílio nos perigos?

Tendo dito por causa das culpas passadas: Perdoai nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores, imediatamente acrescento por causa dos futuros perigos: Não nos deixeis entrar em tentação (Mt 6,13).

Como pode estar no bem o povo que clama comigo: Livrai-nos do mal? (Mt 6,13). E, no entanto, irmãos, mesmo neste mal, cantemos o Aleluia ao Deus bom que nos livra do mal. Ainda aqui, no meio de perigos, de tentações, por outros e por nós seja cantado o Aleluia. Pois Deus é fiel e não permitirá serdes tentados além do que podeis (1Cor 10,13).

Portanto cantemos também aqui o Aleluia. O homem ainda é réu, mas fiel é Deus. Não disse: Não permitirá serdes tentados, mas: Não permitirá serdes tentados além do que podeis, mas fará que com a tentação haja uma saída para poderdes aguentar (1Cor 10,13). Entraste em tentação; mas Deus dará uma saída para não pereceres na tentação; para, então, à semelhança de um pote de barro, seres plasmado pela pregação, queimado pela tribulação.

Todavia, ao entrares, pensa na saída; porque Deus é fielguardará o Senhor tua entrada e tua saída (Sl 120,7-8).

Contudo, só quando esse corpo se tornar imortal e incorruptível, então terá desaparecido toda tentação; porque na verdade o corpo morreu; por que morreu? Por causa do pecado.

Mas o espírito é vida; por quê? Por causa da justiça (Rm 8,10). Largaremos então o corpo morto? Não; escuta: Se o Espírito d’Aquele que ressuscitou a Cristo habita em vós, Aquele que ressuscitou dos mortos a Cristo vivificará também vossos corpos mortais (Rm 8,10- 11). Agora, portanto, corpo animal; depois, corpo espiritual.

Como será feliz lá o Aleluia! Quanta segurança! Nada de adverso! Onde ninguém será inimigo, não morre nenhum amigo. Lá, louvores a Deus; aqui, louvores a Deus. Mas aqui apreensivos; lá, tranquilos. Aqui, dos que hão de morrer; lá, dos que para sempre hão de viver. Aqui, na esperança; lá, na bem-aventurança. Aqui, no caminho; lá, na pátria.

Cantemos, portanto, agora, meus irmãos, não por deleite do repouso, mas para alívio do trabalho.

Como costuma cantar o caminhante: canta, mas segue adiante; alivia o trabalho cantando. Abandona, pois, a preguiça.

Canta e caminha. Que é isto, caminha? Vai em frente, adianta-te no bem. Segundo o Apóstolo, há quem progrida no mal. Tu, se progrides, caminhas. Mas progride no bem, progride na fé, sem desvios, progride na vida santa. Canta e caminha”.

O Bispo nos convida a cantar o Aleluia, provisoriamente e apreensivamente, aqui e agora, para que possamos cantá-lo tranquilamente na eternidade.

Viver o Tempo do Advento como tempo da vigilância e oração, e como Santo Agostinho nos disse, a cantar e caminhar. Cantar com confiança, caminhar com toda esperança, como pedintes e devedores cotidianos.

Pedintes e devedores cotidianos? Sim. É isto que somos diante de Deus, enquanto peregrinos que caminham rumo ao Pai, tão pedintes quanto devedores.

Quem ousaria pedir algo a quem tanto deve? Somente Deus mesmo é capaz de ouvir nossos pedidos, ainda que devedores eternos do Seu amor, e também devedores do amor mútuo, como o Apóstolo Paulo também nos exorta na Carta aos Romanos (Rm 13,8-10).

Como não merecedores pedintes e eternos devedores, cantemos e caminhemos e estejamos prontos para o grande momento da vinda do Senhor. Isto é Advento!

Advento: Tempo de fecundação (IDTAC)

                                                                    

Advento: Tempo de fecundação

Tempo de vigiar e orar, tempo de a fé viver,
para solidificar a esperança na vivência de uma
autêntica caridade para com o próximo.

A Liturgia do 1º Domingo do Advento (Ano C) é um convite à preparação da vinda do Senhor, para mais uma luminosa e alegre Festa do Seu Natal.

Na passagem da primeira Leitura (Jr 33,14-16) contemplamos a promessa do Messias. É um período muito difícil da história do Povo de Deus (séc. VI A.C.), parece o princípio do fim, a derrocada de todas as esperanças e seguranças do Povo. 

Neste contexto, o Profeta Jeremias, em nome do Senhor, proclama a chegada de um novo tempo, em que Deus vai “pensar as feridas” do seu povo oferecendo a cura e favorecendo a abundância da paz e da segurança. 

O Profeta anuncia a fidelidade ao Senhor e as promessas que foram feitas, há alguns séculos, a Davi (cf. 2Sm 7). A mensagem é uma recordação das promessas divinas, de modo que é preciso ser eliminada toda nostalgia de um passado nem tão distante; é preciso eliminar toda sombra de medo no presente, para que possa num futuro bem próximo acontecer a instauração de um novo tempo de alegria, esperança, vida e paz, que será a realização da promessa messiânica cultivada na mente e no coração, realizada pelo Messias, que será o próprio Jesus.

A mensagem é atual: é preciso superar o medo, a frustração, o negativismo, a insegurança, o pessimismo. Crer no Senhor, em Sua força, presença e ação, correspondendo sempre à Sua iniciativa, numa resposta autêntica de conversão, fidelidade e compromisso. 

A passagem da segunda Leitura (1Ts 3,12-4,2) é um convite a ficarmos atentos, não nos instalando na mediocridade e comodismo. A vigilância é uma atitude ativa na espera do Senhor, pois Ele é o centro de nosso testemunho pessoal, comunitário e eclesial. 

Trata-se do primeiro Livro escrito do Novo Testamento dirigido a uma comunidade que vive o contexto de perseguição e provação. Tendo recebido notícias animadoras da comunidade, o Apóstolo Paulo envia uma Carta para que não se acomodem na espera do Senhor que vem, mas vivam a espera do Senhor, aprofundando as relações de amor entre seus membros. 

Ser cristão não é possuir a perfeição consumada, pois é preciso recomeçar em cada dia um novo instante da vida; saber que há um caminho novo a ser feito e não se conformar ao que já foi feito. 

Nisto consiste esperar, saber amar, avançar em águas mais profundas da fidelidade e compromisso com o Reino do Senhor.

Deste modo, o cristão não se acomoda, mas vigilante, se incomoda e se compromete com alegria e coragem na participação da construção do Reino.

A passagem do Evangelho (Lc 21,25-28.34-36) é uma mensagem de alegria, confiança, esperança e compromisso na acolhida do Filho do Homem, Jesus, que faz acontecer o Projeto de um mundo novo.

Retrata os últimos dias da vida terrena de Jesus e a iminente destruição de Jerusalém (anos 70 D.C.), como de fato aconteceu.

Jesus anuncia uma Palavra de ânimo, “é preciso levantar a cabeça porque a libertação está próxima” (Lc 21,28). A comunidade não pode se amedrontar, mas deve abrir o coração à esperança, em atitude de vigilância e confiança.

A salvação, dom de Deus,  não pode ser esperada de braços cruzados: Jesus vem, mas é preciso reconhecê-Lo nos sinais da história, no rosto dos irmãos, nos apelos dos que sofrem e buscam a libertação.

É preciso deixar que Ele nos transforme a mente e o coração para que Ele apareça em nossos gestos e palavras, em toda a nossa vida.

Celebrar o Tempo do Advento é celebrar a preparação para o Natal do Senhor. Celebrar a esperança de um mundo novo que há de vir e que depende de nosso testemunho. 

O Reino vem e acontece como realidade escatológica, ou seja, não será uma realidade plena neste tempo em que vivemos, será plenitude somente depois que Cristo destruir definitivamente o mal que nos rouba a liberdade e ainda nos faz escravos.

Trabalhamos e nos empenhamos pelo Reino que é já e ainda não, pois ainda que muitas coisas tenhamos feito e o mundo tornado melhor, ainda não será o “tudo melhor” que Deus tem reservado para nós. O Reino de Deus é uma realidade inesgotável, imensurável e indescritível, e o vemos em sinais.

Por ora, é preciso vigiar e orar, numa esperança que nos leve a viver uma caridade ativa tornando fecunda a nossa fé. 

Advento é tempo propício para ajudar o outro a se erguer de novo, é tempo de voltar a dar gosto à vida que germina silenciosamente.

Comecemos bem este Tempo maravilhoso e frutuoso que a Igreja nos oferece, preparando nosso coração para que nele Cristo possa nascer e renascer sempre. 

Que em nós, em nossas famílias e no mundo, o Deus Menino encontre uma digna moradia.

“Segui-me”

                                                          

“Segui-me”

Celebramos dia 30 de novembro, a Festa de Santo André, e, na Liturgia, ouvimos a proclamação a passagem do Evangelho em que André estava com seu irmão Simão, quando foi visto por Jesus, que caminhava à beira do mar da Galileia, quando os chamou para O seguirem: “Segui-me, e Eu farei de vós pescadores de homens”.  Imediatamente deixaram suas redes e O seguiram (Mt 4, 18-22).

André, como o próprio Pedro, nos ensina a estarmos sempre atentos à presença de Jesus, que Se aproxima de nós e nos chama para o serviço do Reino.

Ontem, a André Jesus falou - “Segui-me...”; hoje também o Senhor nos chama para segui-Lo, como alegres e convictos discípulos missionários Seus.

Seu chamado se dá em meio aos apelos que alcançam nossos ouvidos, ou são captados pelo nosso olhar, pela nossa sensibilidade aos sofrimentos e dores que constituem a tecida rede da vida, que, com ousadia e coragem, reluta contra os sinais de morte (corrupção, violência, degradação da vida, destruição incomum do meio ambiente...).

O mesmo chamado, ouvimos ao compartilhar na superação das necessidades básicas do existir não satisfeitas, na realidade da miséria, fome, abandono, refugiados em busca de vida e liberdade.

Jesus nos chama em meio à realidade da frieza e relativização do pecado e banalização da morte, na falta de fé, no desconhecimento de Deus ou mesmo na negação ou indiferença a Ele.

Chama-nos para segui-Lo e sermos sinal de Sua presença, comunicando a Sua Palavra, irradiando Sua Divina Luz aos que mergulharam no vale da falta de sentido de vida, na violência, enfim, em tudo o que exige de nós uma resposta de amor.

Para que tudo isto se torne possível, é preciso que deixemos tudo o que estamos fazendo, para sermos uma resposta viva de Deus a todos esses apelos, sinal também de Sua infinita misericórdia, em favor de todos, sem exceção.

Aprendamos com André, Pedro e todos aqueles que não tiveram medo de dizer sim ao chamado do Divino Mestre da Misericórdia.

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