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quarta-feira, 22 de julho de 2026
A sagrada amizade de Maria Madalena com o Senhor
A sagrada amizade de Maria Madalena com o Senhor
Através da Homilia do Papa São Gregório Magno (séc. VI), vemos como Maria Madalena sentia o desejo de encontrar a Cristo, que julgava ter sido roubado, e assim renovemos mesmo amor pelo Cristo Ressuscitado.
“Maria Madalena, tendo ido ao sepulcro, não encontrou o corpo do Senhor. Julgando que fora roubado, foi avisar aos discípulos. Estes vieram também ao sepulcro, viram e acreditaram no que a mulher lhes dissera.
Sobre eles está escrito logo em seguida: Os discípulos voltaram então para casa (Jo 20,10). E depois acrescenta-se: Entretanto, Maria estava do lado de fora do túmulo chorando (Jo 20,11).
Este fato leva-nos a considerar quão forte era o amor que inflamava o espírito dessa mulher, que não se afastava do túmulo do Senhor, mesmo depois de os discípulos terem ido embora.
Procurava a quem não encontrara, chorava enquanto buscava e, abrasada no fogo do seu amor, sentia ardente saudade d'Aquele que julgava ter sido roubado. Por isso, só ela O viu então, porque só ela O ficou procurando.
Na verdade, a eficácia das obras está na perseverança, como afirma também a voz da Verdade: Quem perseverar até o fim, esse será salvo (Mt 10,22).
Ela começou a procurar e não encontrou nada; continuou a procurar, e conseguiu encontrar.
Os desejos foram aumentando com a espera, e fizeram com que chegasse a encontrar. Pois os desejos santos crescem com a demora; mas se diminuem com o adiamento, não são desejos autênticos.
Quem experimentou este amor ardente, pode alcançar a verdade. Por isso afirmou Davi: 'Minha alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus?' (Sl 41,3). Também a Igreja diz no Cântico dos Cânticos: 'Estou ferida de amor' (Ct 5,8). E ainda: 'Minha alma desfalece' (Ct 5,6).
'Mulher, por que choras? A quem procuras?' (Jo 20,15). É interrogada sobre o motivo de sua dor, para que aumente o seu desejo e, mencionando o nome de quem procurava, se inflame ainda mais o seu amor por Ele.
Então Jesus disse: 'Maria' (Jo 20,16). Depois de tê-la tratado pelo nome comum de mulher sem que ela o tenha reconhecido abertamente: 'Reconhece Aquele por quem és reconhecida. Não é entre outros, de maneira geral, que te conheço, mas especialmente a ti'.
Maria, chamada pelo próprio nome, reconhece quem lhe falou; e imediatamente exclama: 'Rabuni', que quer dizer Mestre (Jo 20,16).
Era Ele a quem Maria Madalena procurava exteriormente; entretanto, era Ele que a impelia interiormente a procurá-Lo.” (1)
Maria Madalena foi mencionada entre os discípulos de Cristo, esteve presente ao pé da Cruz e mereceu ser a primeira a ver o Redentor Ressuscitado, na madrugada da Ressurreição (Mc 16,9).
Santa Maria Madalena: que amor, que amizade!
Imitemos Maria Madalena, procuremos o Senhor!
Que nosso amor e amizade pelo Senhor seja de tamanha intensidade e profundidade, que O testemunhemos Vivo e Ressuscitado, com renúncias cotidianas necessárias, na fidelidade plena do carregar de nossa cruz!
Eis o verdadeiro amor que haveremos de testemunhar por Cristo Jesus! Amém. Aleluia!
(1) Liturgia das Horas – Vol. III – Editora Paulus - pág. 1435-1436.
PS: Oportuno para a terça-feira da oitava da Páscoa (Jo 20,11-18); e dia 22 de julho, quando celebramos a Memória de Santa Maria Madalena (Jo 20, 1-2.11-18).
A escuridão do palco
Sejamos um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus
Sejamos um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus
“Pela misericórdia de Deus...”
As palavras do Apóstolo Paulo, revigoram e iluminam nosso discipulado, a fim de que sejamos peregrinos da esperança, em plena fidelidade à missão que Jesus nos confiou:
“Pela misericórdia de Deus, eu vos exorto, irmãos, a vos oferecerdes em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: Este é o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com o mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e de julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, isto é, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito”. (Rm 12,1-2)
A vida do apóstolo Paulo é a história de um coração extremamente apaixonado e seduzido por Deus, e exorta-nos a assumir atitudes coerentes com a fé que professamos.
Também nos exorta para que assumamos atitudes coerentes com a fé que professamos, tornando nossa vida um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, não nos conformando ao mundo em que vivemos, mas configurando-nos ao Senhor e Seu Evangelho, oferecendo nossa vida inteiramente a Deus.
Portanto, exige de nós transformação e conversão de nossa maneira de pensar e julgar, não nos deixando moldar pela lógica do mundo, mas pela lógica do Evangelho, procurando sempre o que é agradável a Deus.
O Apóstolo exorta em nome da misericórdia divina, para que façamos progressos espirituais cada vez maiores, e alguns verbos são expressivos nos ajudam a fortalecer nossos passos em processo contínuo de conversão e de configuração ao Senhor, como sacrifícios a Ele agradáveis:
1º – “a vos oferecerdes” - urge que sejamos sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, pois nisto consiste o verdadeiro e frutuoso culto espiritual. Fazer da vida uma eterna e agradável oferenda a Deus, sobretudo colocando nossa vida no Cálice Sagrado do Senhor, configurados a Ele no Seu Mistério de Paixão e Morte, celebrando piedosa, ativa e frutuosamente a Sua Memória.
2º – “Não vos conformeis com o mundo” – ou seja, não compactuar com a mentalidade do mundo, para que sal, luz e fermento sejamos, como bem nos falou o Senhor, nas passagens evangélicas, e próprio Apóstolo Paulo na Carta aos Filipenses, sobre ter os mesmos sentimentos de Jesus (Fl 2,5).
3º – “transformai-vos” – implica viver em permanente atitude de conversão, para que melhor correspondamos aos desígnios de Deus, dando passos sucessivos na escala da perfeição e santidade.
4º – “renovando vossa maneira de pensar e julgar” – a fim de que sejamos moldados pela mão de Deus, porque obras imperfeitas e inacabadas somos.
5º – “distinguir o que é a vontade de Deus” – discernir entre bem e o mal; a mentira e o ódio; o justo e desejável por Deus; o pecado e a graça; o que conduz à vida ou à morte; enfim, fazer o bom uso da liberdade de arbítrio, que por Ele nos foi concedida.
Deste modo, viver um culto agradável a Deus, consiste em viver no amor, no serviço, na doação em entrega a Deus e aos irmãos, com a revisão do grande sinal que nos identifica, o Sinal da Cruz, que tantas vezes fazemos, e, por vezes, sem pensar no que o gesto implica: carregar a cruz com fé, coragem e fidelidade, como ponte necessária para a eternidade. Sem cruz, não há como conceber e alcançar a eternidade.
Fundamental que integremos o culto e a vida, fortalecendo os pilares de nossas comunidades, como tão bem expressaram as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora do Brasil – Conferência Nacional do Brasil – CNBB – 2019-2023): os pilares da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária.
Quando o culto e a vida andam de mãos dadas, tornam-se agradáveis a Deus, e Jesus Cristo é, verdadeiramente, Senhor de nossa vida e Rei do Universo.
Reflitamos:
- O que precisamos rever em nossa vida de fé (pensamentos, palavras e ações), para melhor correspondermos aos desígnios de Deus, de tal modo, que nossa vida seja um culto agradável ao Senhor?
- Como estamos carregando nossa cruz de cada dia?
- Quais as renúncias necessárias?
- Como vivemos as palavras que o Senhor nos ensinou, na Oração do “Pai-Nosso” – “Seja feita a Vossa vontade...”?
Concluindo, se necessário e possível, procuremos o Sacramento da Penitência, para confessarmos nossos pecados.
Absolvidos, iniciemos um novo caminho, com santos propósitos de progressos maiores ainda no caminho de santidade, a vocação de todos nós, vivendo a vida nova que recebemos no dia do Batismo, e assim irradiaremos a luz divina em todo tempo e em todo o lugar.
Sejamos discípulos do Senhor, e não há outro caminho, senão o caminho da cruz; viver corajosamente a “A loucura da Cruz”, de tal modo que o sacrifício vivo seja acompanhado da necessária conversão.
Fonte: Lecionário comentado – Tempo Quaresma e Páscoa – Editora Paulus – 2011 – p. 202
PS: Oportuno para o Tempo da Quaresma e em todo o tempo.
“Alegria transbordante em toda a tribulação”
Eucaristia: A força de que tanto precisamos…
Morte: mistério que nos desafia e nos acompanha,.
Não só na maturidade, medo presença no coração da criança.
Morte e Vida, Vida e Morte, duelo de força tamanha.
Seu crescimento: um Projeto que se realiza.
Intimidade, amizade divina sempre amadurecida,
Que mais a criatura aberta ao Criador precisa?
Ausências, carências, demências que às vezes nos rodeiam,
Objetivos não alcançados, horizontes estreitados, decepções,
Êxitos alcançados, certezas na vida que nos norteiam.
E tão pouco, para sempre, um fardo a carregar.
Uma causa boa para morrer é preciso descobrir,
Por esta mesma causa, na vida, com alegria se entregar.
A Vida Nova irradiada na Madrugada da Ressurreição.
O Verbo que Se Encarnara, na Cruz morrera: Ressuscitou
E o Amor vivido até o fim tornou-se força e motivação.
Que somente em Deus se entregam e confiam;
Sonham, lutam de coração simples e contrito.
Ressurreição que os horizontes ampliam.
A vida dos pobres é nas mãos de Deus Sua força evangelizadora.
Com pescadores, pecadores humildes, lançou as primeiras sementes,
Do anúncio da Boa Nova, a comunidade se fez portadora.
Maria Madalena, Joana, Suzana, por Jesus chamadas,
Muitas outras mulheres, excluídas da religião do templo,
Mas por Jesus acolhidas, amadas, valorizadas e reintegradas...
Que é a âncora para quem da vida não foge e se compromete;
Força que misteriosamente nos revigora e alimenta,
Vitória certa porque Deus cumpre o que ao crente promete.
Fé na Ressurreição é o alargamento de horizontes.
Sim, alargar horizontes e com o Reino revigorar compromissos,
Por amor à humanidade edificar novas pontes.
Que foram vencidas as horríveis trevas do pecado,
E da mansão dos mortos, por amor nos resgatou,
Para que de todas correntes fôssemos libertados.
Naquela Arvore da vida o paraíso foi reaberto,
O inferno derrotado, diabo ferido, morte vencida,
Prisões dos infernos arrebentadas, estejamos certos.
Do qual Sangue e Água abundantes jorraram,
Para que o mundo, do pecado, fosse lavado e recriado.
E mais: Nascimento e Alimento de Seu coração brotaram!
À toda humanidade se conferiu nova aurora de alegria e esperança;
A maldade, pecado, condenação e Cruz foram caladas, o amor falou mais forte,
Naquela aurora se anunciou em quem devemos colocar nossa confiança.
Amor, verdade, justiça e paz discursos nada convincentes,
Evangelho palavra morta, vida sem luz, música sem melodia,
Suas testemunhas inexistentes, no vale de morte padecentes.
Jesus que ao fundo da miséria humana desceu porque morreu,
Porta para a eternidade à humanidade reabriu.
À direita do Pai, com e no Espírito, a Vida a Morte Venceu!
Há algo que ressoa em nosso íntimo mais profundo,
Com os anjos e arcanjos toda humanidade canta,
O Amor que nos amou até o fim é a Salvação do mundo.
“Graça, misericórdia e paz”
Em poucas palavras...
Prefácio da Festa de Santa Maria Madalena
“Na verdade, é digno e justo, é nosso dever e salvação louvar-vos em tudo, ó Pai onipotente, cuja misericórdia não é menor que o poder, por Cristo, Senhor nosso.
No jardim, Jesus se manifestou visivelmente a Maria Madalena, que tanto o tinha amado enquanto ele vivia na terra. Ela presenciou sua morte na cruz e, depois de tê-lo procurado no sepulcro, foi a primeira a adorá-lo ressuscitado dos mortos.
Para que a boa notícia da vida nova chegasse até os confins da terra, ela foi honrada com a missão de Apóstola dos Apóstolos...” (1)
(1) Prefácio da Festa de Santa Maria Madalena - 22 de julho
Santa Maria Madalena, privilegiada testemunha do Ressuscitado
Em poucas palavras...
Santa Maria Madalena, a Apóstola dos Apóstolos
“Ó Deus, o vosso Filho Unigênito confiou a Maria Madalena a missão de ser a primeira a anunciar a alegria pascal; concedei, nós vos pedimos, por sua intercessão e exemplo, proclamar que Cristo ressuscitou e contemplá-lo no seu Reino glorioso. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém.” (1)
(1) Oração da Coleta - Missa da Festa de Santa Maria Madalena
Maria Madalena, amiga e testemunha do Senhor
O propósito do Evangelista é levar-nos a compreender o novo modo de presença do Senhor, bem como um o novo modo de entrar em contato com Ele.












