segunda-feira, 31 de agosto de 2026
O Espírito Santo nos conduz na missão
Em poucas palavras...
A Palavra de Deus encarnada renova e transforma...
Cumprimos a Palavra de Deus toda vez que ela é ouvida e aceita com fé na assembleia litúrgica, a comunidade de fiéis, para que sejamos fortalecidos como peregrinos de esperança:
“‘A Palavra de Deus é viva, eficaz... penetra no íntimo... e perscruta os sentimentos e pensamentos do coração’ (Hb 4,12), renova e transforma, porquanto se encarna em nós.” (1)
(1) Missal Cotidiano - Editora Paulus - pág. 1221 - Comentário da passagem do Evangelho (Lc 4,16-30)
Ó Deus, leve-me nas asas do Santo Espírito!
“Loucura da Cruz” – Loucura do Amor
Uma vida que não vai em direção da Cruz não é cristã. É preciso viver a “loucura da Cruz” – a loucura do Amor em fidelidade ao Amor Maior, Jesus.
Rezando com os Salmos - Sl 75 (76)
Aguardamos a vinda gloriosa do Senhor
Com
instrumentos de corda. Salmo de Asaf. Cântico.
–2 Em Judá o Senhor
Deus é conhecido,
e seu nome é grandioso em Israel.
–3 Em Salém ele fixou a sua tenda,
em Sião edificou Sua morada.
–4 E ali quebrou os arcos e as flechas,
os escudos, as espadas e outras armas.
–5 Resplendente e majestoso apareceis
sobre montes de despojos conquistados.
=6 Despojastes os guerreiros valorosos
que já dormem o seu sono derradeiro,
incapazes de apelar para os seus braços.
–7 Ante as Vossas ameaças, ó Senhor,
estarreceram-se os carros e os cavalos.
–8 Sois terrível,
realmente, Senhor Deus!
E quem pode resistir à Vossa ira?
–9 Lá do céu pronunciastes a sentença,
e a terra apavorou-se e emudeceu,
–10 quando Deus se levantou para julgar
e libertar os oprimidos desta terra.
–11 Mesmo a revolta dos mortais Vos dará glória,
e os que sobraram do furor Vos louvarão.
–12 Ao Vosso Deus fazei promessas e as cumpri;
Vós que o cercais, trazei ofertas ao Terrível;
–13 ele esmaga os reis da terra em seu orgulho,
e faz tremer os poderosos deste mundo!”
O Salmo 75(76) é uma ação de graças pela vitória:
“Ação
de graças depois de esplêndida vitória devida à intervenção de Deus libertador.
Deus aparece em Sião, os inimigos são aniquilados. O povo é convidado a louvá-Lo
e a oferecer sacrifícios.” (1)
Concluindo, reflitamos sobre a intervenção de Deus na história, e vinda
gloriosa do Filho do Homem (Mt 24,29-31), como lemos no versículo 30:
“Aparecerá,
então, no céu, o sinal do Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com
grande poder e glória.”
(1)
Comentário da Bíblia Edições CNBB p. 790
Sejamos iluminados pela Sabedoria Divina
Sejamos iluminados pela Sabedoria Divina
Sejamos um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus
Sejamos um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus
“Pela misericórdia de Deus...”
As palavras do Apóstolo Paulo, revigoram e iluminam nosso discipulado, a fim de que sejamos peregrinos da esperança, em plena fidelidade à missão que Jesus nos confiou:
“Pela misericórdia de Deus, eu vos exorto, irmãos, a vos oferecerdes em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: Este é o vosso culto espiritual. Não vos conformeis com o mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e de julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, isto é, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito”. (Rm 12,1-2)
A vida do apóstolo Paulo é a história de um coração extremamente apaixonado e seduzido por Deus, e exorta-nos a assumir atitudes coerentes com a fé que professamos, ornando nossa vida um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, não nos conformando ao mundo em que vivemos, mas configurando-nos ao Senhor e Seu Evangelho, oferecendo nossa vida inteiramente a Deus.
Portanto, exige de nós transformação e conversão de nossa maneira de pensar e julgar, não nos deixando moldar pela lógica do mundo, mas pela lógica do Evangelho, procurando sempre o que é agradável a Deus.
O Apóstolo exorta em nome da misericórdia divina, para que façamos progressos espirituais cada vez maiores, e alguns verbos são expressivos nos ajudam a fortalecer nossos passos em processo contínuo de conversão e de configuração ao Senhor, como sacrifícios a Ele agradáveis:
1º – “a vos oferecerdes” - urge que sejamos sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, pois nisto consiste o verdadeiro e frutuoso culto espiritual. Fazer da vida uma eterna e agradável oferenda a Deus, sobretudo colocando nossa vida no Cálice Sagrado do Senhor, configurados a Ele no Seu Mistério de Paixão e Morte, celebrando piedosa, ativa e frutuosamente a Sua Memória.
2º – “Não vos conformeis com o mundo” – ou seja, não compactuar com a mentalidade do mundo, para que sal, luz e fermento sejamos, como bem nos falou o Senhor, nas passagens evangélicas, e próprio Apóstolo Paulo na Carta aos Filipenses, sobre ter os mesmos sentimentos de Jesus (Fl 2,5).
3º – “transformai-vos” – implica viver em permanente atitude de conversão, para que melhor correspondamos aos desígnios de Deus, dando passos sucessivos na escala da perfeição e santidade.
4º – “renovando vossa maneira de pensar e julgar” – a fim de que sejamos moldados pela mão de Deus, porque obras imperfeitas e inacabadas somos.
5º – “distinguir o que é a vontade de Deus” – discernir entre bem e o mal; a mentira e o ódio; o justo e desejável por Deus; o pecado e a graça; o que conduz à vida ou à morte; enfim, fazer o bom uso da liberdade de arbítrio, que por Ele nos foi concedida.
Deste modo, viver um culto agradável a Deus, consiste em viver no amor, no serviço, na doação em entrega a Deus e aos irmãos, com a revisão do grande sinal que nos identifica, o Sinal da Cruz, que tantas vezes fazemos, e, por vezes, sem pensar no que o gesto implica: carregar a cruz com fé, coragem e fidelidade, como ponte necessária para a eternidade. Sem cruz, não há como conceber e alcançar a eternidade.
Fundamental que integremos o culto e a vida, fortalecendo os pilares de nossas comunidades, como tão bem expressaram as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora do Brasil – Conferência Nacional do Brasil – CNBB – 2019-2023): os pilares da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária.
Quando o culto e a vida andam de mãos dadas, tornam-se agradáveis a Deus, e Jesus Cristo é, verdadeiramente, Senhor de nossa vida e Rei do Universo.
Reflitamos:
- O que precisamos rever em nossa vida de fé (pensamentos, palavras e ações), para melhor correspondermos aos desígnios de Deus, de tal modo, que nossa vida seja um culto agradável ao Senhor?
- Como estamos carregando nossa cruz de cada dia e quais são as renúncias necessárias?
- Como vivemos as palavras que o Senhor nos ensinou, na Oração do “Pai-Nosso” – “Seja feita a Vossa vontade...”?
Concluindo, se necessário e possível, procuremos o Sacramento da Penitência, para confessarmos nossos pecados.
Absolvidos, iniciemos um novo caminho, com santos propósitos de progressos maiores ainda no caminho de santidade, a vocação de todos nós, vivendo a vida nova que recebemos no dia do Batismo, e assim irradiaremos a luz divina em todo tempo e em todo o lugar.
Sejamos discípulos do Senhor, e não há outro caminho, senão o caminho da cruz; viver corajosamente a “A loucura da Cruz”, de tal modo que o sacrifício vivo seja acompanhado da necessária conversão.
Fonte: Lecionário comentado – Tempo Quaresma e Páscoa – Editora Paulus – 2011 – p. 202
PS: Oportuno para o Tempo da Quaresma e em todo o tempo.
Acolhamos a Palavra do Senhor, com humildade e afeição íntima
Sejamos enriquecidos com um texto do Livro da Imitação de Cristo (séc XV):
“Ouve, filho, minhas palavras suavíssimas, que superam toda a ciência dos filósofos e sábios deste mundo. Minhas palavras são espírito e vida (cf. Jo 6,63), não ponderáveis por humanas inteligências.
Não devem ser puxadas para a vã complacência, mas escutadas em silêncio, acolhidas com total humildade e afeição íntima.
Eu disse: Feliz a quem instruis, Senhor, e lhe ensinas tua lei para que o alivies nos dias maus (Sl 93,12-13) e para que não se sinta abandonado na terra.
Eu, diz o Senhor, ensinei no início aos profetas e até hoje não cesso de falar a todos. Porém muitos, à minha voz, são surdos e endurecidos.
Muitos se comprazem em atender ao mundo mais que a Deus; com maior facilidade seguem os apetites de sua carne do que a vontade de Deus.
O mundo promete coisas temporárias e pequeninas e é servido com imensas cobiças. Eu prometo bens sublimes e eternos e se entorpecem os corações dos mortais.
Quem me serve e obedece com tanto empenho em todas as coisas, quanto se serve ao mundo e aos seus senhores?
Cora de vergonha, servo preguiçoso e descontente, porque aqueles estão mais prontos para se perderem do que tu para viveres.
Mais se alegram aqueles com a vaidade do que tu com a verdade.
E, no entanto, por vezes se frustra sua esperança, ao passo que jamais falha a alguém minha promessa, nem sai de mãos vazias quem em mim confia.
O que prometi, darei; o que falei, cumprirei.
Sou eu o remunerador dos bons e inabalável acolhedor de todos os fiéis.
Escreve minhas palavras em teu coração e rumina-as com cuidado; serão muito necessárias no tempo da tentação.
O que não entendes ao ler, entenderás quando te visitar.
Costumo visitar de dois modos meus eleitos: pela tentação e pela consolação.
E lhes leio diariamente duas lições: uma, arguindo seus vícios; outra, exortando a progredir na virtude.
Quem tem minhas palavras e delas faz pouco caso, terá quem o julgue no último dia (cf. Jo 12,48).”
Intensifiquemos e aprofundemos a oração, com a Sagrada Escritura, e seja a Leitura Orante (leitura, meditação, oração e contemplação) um modo privilegiado para que nossa oração nos ajude a viver mais configurados a Jesus Cristo (Fl 2,1-11).
Que a Palavra de Deus seja para nós, como foi para todos os profetas, como assim o foi para Jeremias:
“Quando encontrei tuas palavras, alimentei-me; elas se tornaram para mim uma delícia e a alegria do coração, o modo como invocar eu nome sobre mim, Senhor Deus dos exércitos” (Jr 15,16).
Por isto, Senhor, ainda que não mereça...
Uma pergunta sem sentido:
domingo, 30 de agosto de 2026
Sejamos fortalecidos no carregar da Cruz! (XXIIDTCA)
- O que nos ensinam no caminhar da fé?











