Ser
catequista: mistério de sedução, atração e paixão
“Então
Jesus lhes perguntou: ‘E vós, quem dizeis que eu sou?’ Simão Pedro respondeu:
‘Tu és o Mesias, o Filho do Deus vivo’” (Mt 16,15-16)
Ser Catequista não é:
- Comunicar tão apenas
conhecimentos sobre Jesus Cristo, acumulados e guardados na memória.
- Um cargo, uma tarefa,
uma missão que se cumpra por tempo determinado, sem marcar a sua própria
história e daqueles a quem foi confiado.
- Alguém que se coloca
acima dos que se abrem para acolher os ensinamentos, como meros receptores, sem
nenhuma interação de amor, amizade e comunhão esperadas.
Ser Catequista é um
Mistério e graça de:
- Sedução por Ele, o
Verbo que Se fez Carne e habitou entre nós (Jo 1,14).
- Sedução por Ele, que
mudou e transformou a sua vida, dando-lhe novo sentido e horizontes largos e
auspiciosos.
- Sedução incondicional,
sem perspectiva de servir a dois senhores, como Ele mesmo alertou aos
discípulos.
- Atração contínua, que
aponta um rumo definitivo, na espera de Sua vinda gloriosa.
- Atração permanente,
para que as forças sejam renovadas em incansável discipulado.
- Atração que não
permite a escuta de outras vozes de pseudo-pastores ou “cantos de sereias”.
- Atração por uma Voz
apenas, afastando toda e qualquer possibilidade de ilusão ou facilidades
enganadoras.
-
Paixão vivida com as renúncias necessárias, cotidianamente, para carregar cruz
sem medo, com coragem e ousadia, seguindo os Seus passos.
-
Paixão pelo Senhor expressa na configuração, de tal modo que, tenha d’Ele mesmos
sentimentos, como nos falou o Apóstolo Paulo (Fl 2,5).
-
Paixão vivida na Comunhão Trinitária: no amor ao Pai, fidelidade ao Filho e sob
a proteção e luzes do Santo Espírito.
Catequista:
seja no mundo testemunha da Luz que veio iluminar nossas trevas, Jesus.
Tenha sempre coração por Ele seduzido, em atração crescente e contínua, em Paixão acrisolada no Mistério do Amor Pascal. Amém.


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