Amemos quem tanto nos amou: Jesus
“Tu és Pedro. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus”
Sejamos
enriquecidos pela reflexão que São que São Gregório de Nazianzeno (séc. IV) nos
oferece, sobre a pergunta que Jesus dirige aos discípulos: “Quem dizem
os homens ser o Filho do Homem?” e “E vós, quem dizeis que
Eu sou?” (Mt 16,13.15),
e
a resposta de Pedro revelada por Deus Pai, como o próprio Senhor o disse: “Tu
és o Messias, o Filho do Deus vivo.” (Mt 16,16).
“Foi
envolvido em panos, porém, ao ressuscitar, lançou as vendas da sepultura.
Foi
reclinado em um presépio, mas depois foi celebrado pelos Anjos, assinalado pela
estrela e adorado pelos magos.
Por
que te maravilhas do que viste com os olhos, enquanto não observas o que é
percebido com a inteligência e com o coração?
Foi
obrigado a fugir do Egito, porém transforma em fuga o andar errante dos
egípcios.
Não
tinha nem aspecto nem beleza humana entre os judeus, porém, segundo Davi, era
belo de rosto acima dos filhos dos homens; e também no cume do monte, como
esplendor, resplandece e chega a ser mais luminoso que o sol, vislumbrando,
desta forma, e esplendor futuro.
Foi
batizado como homem, mas alcançou a vitória como Deus. Ordena-nos ter confiança
n’Ele como n’Aquele que venceu o mundo.
Sofreu
fome. Mas saciou a muitos milhares de pessoas, e Ele mesmo tornou-Se Pão que dá
vida e o céu.
Padeceu
sede, mas exclamou: se alguém tem sede, venha a mim e beba; e também prometeu
fazer manar, para aqueles que têm fé, fontes de água viva.
Experimentou
o cansaço, mas Se fez repouso daqueles que estão cansados e oprimidos.
Sentiu-Se
extenuado pelo sono, porém caminha ligeiro sobre o mar, repreende aos ventos e
salva Pedro que estava a ponto de ser submergido pelas ondas.
Paga
os impostos com um peixe, porém é rei dos arrecadadores. É chamado samaritano e
possuído pelo demônio, mas leva a salvação àquele que, descendo de Jerusalém,
foi assaltado por alguns ladrões.
É
reconhecido pelos demônios, porém expulsa os demônios e impele as legiões de
espíritos malignos para precipitarem-se ao mar, e vê o príncipe dos demônios,
quase como um relâmpago, precipitar-se do céu.
É
agredido com pedras, mas não é preso. Suplica, porém acolhe aos demais que
pedem. Chora, mas enxuga as lágrimas.
Pergunta
onde foi sepultado Lázaro, pois realmente era homem, mas ressuscita Lázaro da
morte à vida, porque de fato era Deus.
É
vendido e por pouco preço: por trinta moedas de prata, mas, entretanto, redimia
ao mundo a grande preço: com o Seu Sangue.
É
conduzido à morte como uma ovelha, mas Ele apascenta a Israel e agora também ao
mundo inteiro.
Está
mudo como um cordeiro, mas Ele é o próprio Verbo, anunciado no deserto pela voz
daquele que clamava.
Foi
abatido e ferido pela angústia, mas vence toda enfermidade e sofrimento.
É
tirado do lenho onde foi suspenso, mas nos restituiu a vida com o lenho, e
concede a Salvação também ao ladrão – que pende do lenho –, e ignora-se tudo o
que se revela.
É-lhe
dado a beber vinagre, e Se nutre com fel, mas para quem? Para Aquele que
transformou a água em vinho. Saboreou aquele gosto amargo, Aquele que era o
próprio deleite e todo apetecível.
Confia
a Deus a Sua alma, porém conserva a faculdade de tomá-la novamente.
O
véu se rasga – e as potências superiores se manifestam -, e as pedras se
despedaçam, porém os mortos ressuscitam.
Ele
morre, porém devolve a vida e derrota a morte com Sua morte.
É
honrado com a sepultura, mas ressuscita do sepulcro.
Desce
aos infernos, mas acompanha as almas ao alto e sobe ao céu, e virá para julgar
os vivos e os mortos, e para examinar as palavras dos homens.” (1)
Retomemos
a resposta revelada por Deus Pai a Pedro, como o próprio Senhor o disse: “Tu
és o Messias, o Filho do Deus vivo.” (Mt 16,16), porque a pergunta de
Jesus continua sendo dirigida a todos nós que cremos em Jesus,
Verdadeiramente Homem, Verdadeiramente Deus.
A
pergunta de Jesus continua sendo dirigida a todos nós, e é imprescindível a
nossa resposta: cremos em Jesus, Verdadeiramente Homem, Verdadeiramente Deus.
Professamos
nossa fé em Jesus, que Se fez Carne e habitou entre nós, tão igual a nós,
exceto no pecado, para nos redimir e nos conceder vida plena e eterna.
A
profissão de fé, assim feita, torna impossível a concepção de uma religião
alienante, sem verdadeiros e sagrados compromissos com a vida da humanidade,
como tão sabiamente expressou a Igreja na introdução da “Gaudium Et Spes”:
“As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias
dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são
também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos
de Cristo; e não há realidade alguma verdadeiramente humana que não encontre
eco no seu coração.
Porque a sua comunidade é formada por homens, que,
reunidos em Cristo, são guiados pelo Espírito Santo na sua peregrinação em
demanda do Reino do Pai, e receberam a mensagem da salvação para a comunicar a
todos. Por este motivo, a Igreja sente-se real e intimamente ligada ao gênero
humano e à sua história.” (n.1)
Elevemos a Deus orações pelo Leão XIV , para que
continue conduzindo a Igreja em sua missão de anunciar e testemunhar a Boa-Nova
de Jesus a todos os povos.
Que o Espírito do Senhor repouse sobre ele, para que a
sua missão de manter a unidade e a catolicidade da Igreja seja realizada com
coragem e fecundidade.
Por fim, renovemos em nós o ardor
necessário para a graça de viver e testemunhar o nosso Batismo, seduzidos por
um amor incondicional ao Senhor Jesus, na fidelidade ao Deus Pai, com a luz e o
sopro do Espírito Santo, de modo que vivamos a vocação como graça divina e
resposta nossa, numa dupla liberdade: a de Deus, que chama e a nossa, que
respondemos.
“Tu és Pedro. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus”


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