Nossa vocação é amar e servir

Nossa vocação é amar e servir
Como
Igreja sinodal, somos convocados a lançar redes em águas mais profundas (Lc 5,
1-11), a fim de que nosso Batismo seja fonte de tantas vocações indispensáveis
dentro e fora dela, para que o mundo seja mais fraterno, solidário e sinal do
Reino Definitivo, anunciado e inaugurado por Jesus de Nazaré.
Nossa
vocação precisa ser revitalizada na inesgotável fonte de amor revelada a nós
nas pessoas da Santíssima Trindade. Quanto mais mergulharmos no Mistério do
Amor Trinitário, muito mais viveremos nossa vocação que consiste, antes de
tudo, em amar e servir, em alegre doação da própria vida.
Só
quem ama, porque foi amado primeiro, (cf. 1 Jo 4,10), pode ser capaz de uma
plena oblatividade (atitude de serviço).
O próprio Jesus nos ama, a ponto de dar a vida por nós, porque fez a
extraordinária experiência de ser o Filho amado do Pai (Lc 3,22).
Somos
vocacionados (as) para o amor, portanto eternos aprendizes do Mandamento do
Amor que Deus nos deu, tanto em relação a Ele, como em relação ao nosso
próximo.
Amor
desinteressado; testemunhado na gratuidade; assumido na alegria pascal que não
se acaba, passando pela Cruz, se necessário, como nos falou Jesus.
Retomo
as palavras do Papa São Paulo VI na Evangelii Nuntiandi (1975): “O homem
contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres,
dizíamos ainda recentemente a um grupo de leigos, ou então se escuta os
mestres, é porque eles são testemunhas”.
Deste modo, não podemos perder nenhum momento de nossa vida;
nenhuma oportunidade para concretizar nossa vocação, com gestos sinceros,
alegres e profundos de amor em relação a Deus e ao próximo, consequentemente,
em relação a nós mesmos e ao mundo em que vivemos.
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