segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Nossa vocação é amar e servir



                                   Nossa vocação é amar e servir
 
Como Igreja sinodal, somos convocados a lançar redes em águas mais profundas (Lc 5, 1-11), a fim de que nosso Batismo seja fonte de tantas vocações indispensáveis dentro e fora dela, para que o mundo seja mais fraterno, solidário e sinal do Reino Definitivo, anunciado e inaugurado por Jesus de Nazaré.
 
Nossa vocação precisa ser revitalizada na inesgotável fonte de amor revelada a nós nas pessoas da Santíssima Trindade. Quanto mais mergulharmos no Mistério do Amor Trinitário, muito mais viveremos nossa vocação que consiste, antes de tudo, em amar e servir, em alegre doação da própria vida.
 
Só quem ama, porque foi amado primeiro, (cf. 1 Jo 4,10), pode ser capaz de uma plena oblatividade (atitude de serviço).  O próprio Jesus nos ama, a ponto de dar a vida por nós, porque fez a extraordinária experiência de ser o Filho amado do Pai (Lc 3,22).
 
Somos vocacionados (as) para o amor, portanto eternos aprendizes do Mandamento do Amor que Deus nos deu, tanto em relação a Ele, como em relação ao nosso próximo.
 
Amor desinteressado; testemunhado na gratuidade; assumido na alegria pascal que não se acaba, passando pela Cruz, se necessário, como nos falou Jesus.
 
Retomo as palavras do Papa São Paulo VI na Evangelii Nuntiandi (1975): “O homem contemporâneo escuta com melhor boa vontade as testemunhas do que os mestres, dizíamos ainda recentemente a um grupo de leigos, ou então se escuta os mestres, é porque eles são testemunhas”.
 
Deste modo, não podemos perder nenhum momento de nossa vida; nenhuma oportunidade para concretizar nossa vocação, com gestos sinceros, alegres e profundos de amor em relação a Deus e ao próximo, consequentemente, em relação a nós mesmos e ao mundo em que vivemos.

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG