Quaresma e sagrados compromissos com a Fraternidade – (CF 2026)
Celebremos
e vivamos a Quaresma como tempo favorável de conversão e penitência, para que
bem nos preparemos para a Celebração da Páscoa do Senhor, Mistério de Morte e
Ressurreição – “Arrependei-vos e crede no Evangelho” (Mc 1,15),
disse Jesus.
Com
a Igreja, aprendemos que a Quaresma não deve ser apenas interna e
individual, mas também com dimensão externa e social.
Neste
sentido, a Igreja no Brasil realiza todo ano, na Quaresma, a Campanha da
Fraternidade (CF) que, longe de esvaziar o sentido quaresmal, dá a ele conteúdo
e fecundidade para flores e frutos pascais.
A
CF é uma iniciativa concreta para realizarmos ações que dão testemunho de
arrependimento e verdadeira conversão nos diversos âmbitos: pessoal,
comunitário, eclesial e social.
A CF 2026 tem como
Tema “Fraternidade e Moradia”, e como lema “Ele
veio morar entre nós” (cf. Jo 1,14,31).
Urge
refletir sobre a realidade de moradia, e lembramos as palavras do Papa
Francisco:
“É
bom que todos nos perguntemos: por que estão sem casa estes nossos irmãos? Não
têm um teto, por quê?”
Assim
lemos no parágrafo n. 13 do Manual da Campanha da Fraternidade deste ano:
“A
pergunta por um teto, uma digna moradia, nasce da fraternidade. Só nos incomoda
que alguém esteja privado de um teto, carente de uma moradia digna, se
reconhecemos nele um irmão...”
Destaco
o Objetivo Geral da CF 2026:
“Promover,
a partir da Boa-Nova do Reino de Deus e em espírito de conversão quaresmal, a
moradia digna como prioridade e direito, junto aos demais bens e serviços
essenciais de toda a população.”
E
tem como objetivos específicos:
1.
Analisar a
realidade da moradia precária, admitida como normal e que culpabiliza os pobres
e segrega milhões de pessoas no Brasil.
2.
Identificar
omissões do poder público e da sociedade civil frente à universalização dos
direitos à moradia e à cidade, bem como iniciativas pastorais, governamentais e
da organização popular que promovem a moradia.
3.
Conscientizar,
a partir da Palavra de Deus e do Ensino Social da Igreja, sobre a necessidade
sagrada de teto, terra e trabalho para todos.
4.
Corrigir a
compreensão da moradia como mercadoria, objeto de especulação ou mérito
individual.
5.
Fortalecer
a presença eclesial e o compromisso sociotransformador junto aos mais pobres,
caminhando com os movimentos e organizações populares que promovem a moradia.
6.
Empenhar-se
para efetivar leis e viabilizar políticas públicas de moradia em todas as
esferas sociais e políticas.
Fundamental que multipliquemos espaços e encontros para refletir, rezar
e encontrar caminhos para darmos sagrados passos para que estes sagrados
objetivos se realizem, bem como vivermos os exercícios quaresmais: oração,
jejum e esmola, como lemos na passagem do Evangelho de São Mateus (cf. Mt 6,
1-18). Amém.


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