Santa Escolástica e São Bento: O mundo precisa de irmãos assim!
No dia 10 de fevereiro,
a Igreja celebra a memória de Santa Escolástica, e no dia 11 de julho, a
memória de seu irmão, São Bento.
É sempre oportuno
refletirmos a relação entre irmãos e irmãs dentro de uma família, à luz destes
dois irmãos.
Não poucos são os irmãos e irmãs
que vivem fechados uns para os outro. Alguns nada conversam dentro de casa, por
diversos motivos. Outros entram em contendas intermináveis, em disputa de
quirelas materiais de heranças deixadas. Entretanto, também há de se
multiplicar irmãos e irmãs que passam horas
juntos, com conversas sadias, edificantes; irmãos e irmãs que nem o
túmulo (a morte) possa separar.
A reflexão é um convite a
revermos nossos relacionamentos fraternais. Que nos leve a descobrir se há algo
a mudar em nós a partir destes grandes exemplos a serem imitados na fidelidade
ao Senhor.
Conheçamos um pouco da vida
destes dois irmãos e santos da Igreja, e que nos ajude a reaprender o caminho
da verdadeira fraternidade/amizade.
No séc. V, tivemos dois irmãos
que até hoje têm muito a nos ensinar. Como sempre os santos estão no seu tempo,
mas o transcendem. Santa Escolástica nasceu,
provavelmente, por volta do ano 480, na Úmbria (Itália), e dedicou-se junto a
seu irmão, São Bento, ao culto e louvor de Deus.
Sentiu-se sempre ligada ao irmão
pelo ideal de consagração a Deus e por uma comum vocação de fundadores. Bento,
de monges, Escolástica, de irmãs, que passaram a ter o nome de beneditinas, ou
por ter São Bento codificado os estatutos da Ordem, ou por ter sido ele o seu
grande inspirador.
Consagrada a Deus desde sua
infância, costumava visitar o irmão uma vez por ano, no mosteiro. Passavam o
dia em santas conversas e louvores ao Senhor e à noite tomavam juntos a
refeição.
Segundo conta a tradição, São
Bento, que era extremamente rigoroso a Regra, recebeu uma demonstração do poder
divino: Deus quis lhe provar que, de fato, o que vale mais é o amor.
Uma noite, Escolástica pediu a
Bento que ficasse em seu mosteiro para continuarem a conversa que estavam tendo
sobre assuntos espirituais. Bento recusou por causa das regras de sua
ordem.
Quando a religiosa ouviu a
negativa do irmão, juntou as mãos sobre a mesa e apoiou a cabeça para rogar a
Deus que não o deixasse ir. Naquele momento, trovões prenunciaram uma grande
tempestade que nem São Bento e os freis, que com eles estavam, puderam
sair.
Seu irmão foi obrigado a ficar,
mas a culpou pelo fato. E ela disse:
Pedi a você e você não me
ouviu. Pedi ao Senhor e Ele me ouviu.
Pode ir embora para o seu
mosteiro. Vá, se você puder!
E assim passaram à noite,
conforme Escolástica desejou: em santas conversas com todos os freis.
Três dias após, estando em
oração, São Bento viu a alma de sua irmã subindo ao céu em forma de pomba. Teve
tanta certeza de sua partida para a eternidade que pediu que fossem buscar seu
corpo para enterrá-lo no próprio túmulo.
Não foi por pouco a insistência
dessa sua irmã: Era uma despedida, em que Deus realizava Sua santa vontade.
Segundo autores da época, São
Bento tão cheio de júbilo por tão grande glória que lhe havia sido concedida,
deu graças a Deus onipotente com hinos e cânticos de louvor. O corpo da irmã
foi trazido para o mosteiro e depositado no túmulo que ele mesmo preparara para
si.
Como disse São Gregório
Magno: “… nem o túmulo separou aqueles que sempre tinham estado unidos
em Deus”.
Reflitamos:
- Como nos relacionamos como
irmãos e irmãs?
- Qual o conteúdo de nossas conversas?
- Qual a intensidade de nossa confiança em Deus
quando a Ele nos dirigimos e algo suplicamos?
- O que mais há de se aprender com estes dois irmãos
da Igreja?
- Sentimos alegria em partilhar com o outro as
maravilhas de Deus em nossa vida?
- Quais são outras possíveis lições que apreendemos
deste belo testemunho de Santa Escolástica e São Bento?
Pai Nosso que estais nos céus…


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