“A Vós grito, Senhor, a Vós clamo...”
“–1 Poema de Davi, quando estava na
caverna. Oração.
–2 Em voz alta ao Senhor eu
imploro,
em voz alta suplico ao Senhor!
=3 Eu derramo na Sua presença
o lamento da minha aflição,
diante dele coloco minha dor!
–4 Quando em mim desfalece a minh'alma,
conheceis, ó Senhor, meus caminhos!
– Na estrada por onde eu andava
contra mim ocultaram ciladas.
–5 Se me volto à direita e procuro,
não encontro quem cuide de mim,
– e não tenho aonde fugir;
não importa a ninguém minha vida!
=6 A Vós grito, Senhor, a Vós clamo
e Vos digo: 'Sois Vós meu abrigo,
minha herança na terra dos vivos'.
–7 Escutai meu clamor, minha prece,
porque fui por demais humilhado!
–8 Arrancai-me, Senhor, da prisão,
e em louvor bendirei Vosso nome!
– Muitos justos virão rodear-me
pelo bem que fizestes por mim.”
Rezando o Salmo
141(142) nós renovamos nossa confiança em Deus, nosso refúgio e proteção:
“Perdido
todo socorro do humano, só em Deus o salmista encontra refúgio no momento do
perigo. Oprimido pela angústia, reza, confiando que Deus o libertará – São
Francisco de Assis morreu rezando este salmo.” (1).
Segundo
Santo Hilário, tudo o que este salmo descreve, se realizou no Senhor durante a Paixão
de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Seja
também, por nós rezado, em total e incondicional confiança em Deus, para que
sejamos mais perfeitamente configurados a Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus,
completando em nossa carne por amor à Sua Igreja (cf. Cl 1,24). Amém.
(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 848


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