A Vós clamamos, ó Senhor
“–1 Senhor, eu clamo por
Vós, socorrei-me;
quando eu grito, escutai minha voz!
–2 Minha oração suba a Vós como incenso,
e minhas mãos, como oferta da tarde!
–3 Ponde uma guarda em minha boca, Senhor,
e vigias às portas dos lábios!
–4 Meu coração não deixeis inclinar-se
às obras más nem às tramas do crime;
– que eu não seja aliado dos ímpios
nem partilhe de suas delícias!
=5 Se o justo me bate é um favor;
porém jamais os perfumes dos ímpios
sejam usados na minha cabeça!
– Continuarei a orar fielmente,
enquanto eles se entregam ao mal!
=6 Seus juízes, que tinham ouvido
as suaves palavras que eu disse,
do rochedo já foram lançados.
=7 Como a mó rebentada por terra,
os seus ossos estão espalhados
e dispersos à boca do abismo.
–8 A Vós, Senhor, se dirigem meus olhos,
em Vós me abrigo: poupai minha vida!
–9 Senhor, guardai-me do laço que armaram
e da armadilha dos homens malvados!”
O Salmo
140(141),1-9 é uma oração elevada a Deus nas dificuldades da vida. Um
verdadeiro clamor que sobe até Deus, acompanhado da plena e incondicional
confiança em Deus:
“Em grande
perigo de pecar, o salmista reza para ficar livre da sedução dos maus. Pede a
Deus que aceite sua oração, arma de que dispões nesta luta e promete afastar-se
de todo contato nocivo com a impiedade.” (1)
Subam até
Deus nossas orações, com a mesma confiança, como lemos na passagem do Livro do
Apocalipse:
“Da mão do
anjo, subia até Deus a fumaça do incenso, com as orações dos santos (Ap 8,4).
(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 848


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