MENSAGEM DO PAPA LEÃO XIV PARA O
XXXIV DIA MUNDIAL DO DOENTE (síntese)
A mensagem que traz como lema: “A compaixão do samaritano: amar carregando a dor do outroˮ, à luz da passagem do Evangelho de São Lucas (Lc 10,25-37), é
apresentada em 3 partes:
1ª - O dom do encontro: a alegria de oferecer
proximidade e presença:
Vivemos a cultura do
efêmero, do imediato, da pressa, bem como do descarte e da indiferença.
É preciso que aprendamos
com Jesus a nos tornarmos próximos de quem mais precisa, vivendo um amor que
não é passivo, mas vai ao encontro do outro, de tal modo que ser próximo não
depende da proximidade física ou social, mas da decisão de amar.
Este dom do encontro
nasce do vínculo com Jesus Cristo, a quem identificamos como o bom samaritano,
que nos trouxe a saúde eterna e a quem tornamos presente quando nos inclinamos
diante de um irmão ferido, afirmou o Papa.
2ª - A missão partilhada no cuidado dos doentes:
A compaixão implica numa
emoção profunda, que conduz à ação, brota do interior e leva a assumir um
compromisso com o sofrimento alheio.
Com
a parábola, vemos que a compaixão é a característica distintiva do amor ativo (aproxima-se;
cura; responsabiliza-se; cuida); e como o samaritano, a compaixão é
vivida com o outro em gestos comuns de solidariedade, de modo que estamos
chamados a convidar outros e a encontra-nos num “nós” mais forte que a soma de
pequenas individualidades:
3ª - Movidos sempre pelo amor a Deus, para nos
encontrarmos a nós mesmos e ao próximo.
Servir o próximo é amar
a Deus na prática, na expressão do duplo mandamento: «Amarás ao Senhor, teu
Deus, com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todas as tuas forças e
com todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo» ( Lc 10, 27).
Amores distintos, mas
sempre inseparáveis, de tal modo que a primazia do amor divino implica que
nossas ações sejam realizadas sem interesse pessoal ou recompensa, mas como a
manifestação de um amor que transcende as nomas rituais e se traduz num culto
autêntico.
Citando o Papa Francisco,
nos lembra que «o verdadeiro remédio
para as feridas da humanidade é um estilo de vida baseado no amor fraterno, que
tem as suas raízes no amor de Deus».
Com isto, não pode
faltar no nosso estilo de vida cristão a dimensão fraterna, “samaritanaˮ,
inclusiva, corajosa, comprometida e solidária, que tem a sua raiz mais íntima
na nossa união com Deus, na fé em Jesus Cristo.
Deste modo, inflamados
por esse amor divino, poderemos realmente entregar-nos em favor de todos os que
sofrem, especialmente dos nossos irmãos doentes, idosos e aflitos.
Eleva à Bem-Aventurada
Virgem Maria, Saúde dos Enfermos, uma antiga oração que se rezava em família,
pelos que vivem na doença e na dor, pedindo a sua ajuda por todos aqueles que
sofrem e que precisam de compaixão, escuta e consolo:
“Doce Mãe, não vos afasteis, vossos olhos de mim não aparteis.
Vinde comigo por todo o caminho, e nunca me deixeis sozinho.
Já que me protegeis tanto como uma verdadeira Mãe,
fazei com que me abençoem o Pai, o Filho e o Espírito Santo.”
Amém.
Finaliza a
mensagem concedendo a bênção apostólica a todos os doentes, às suas famílias e
aos que cuidam deles; também aos profissionais e agentes da pastoral da saúde
e, muito especialmente, aos que participam do Dia Mundial do Doente.
PS: Se
desejar ler a mensagem na integra, acesse:
https://www.vatican.va/content/leo-xiv/pt/messages/sick/documents/20260113-messaggio-giornata-malato.html


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