quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Fidelidade na provação
Fidelidade na provação
Reflexão à luz da passagem do Livro de Tobias (Tb 1,3;2,11a-8).
Tobias (quer dizer – “Deus é bom”) andava no caminho da verdade e da justiça em total fidelidade a Deus a todo custo, como rezamos no refrão do Salmo da Missa (Sl 111/112):
“Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua Lei...”
Tobias viveu a fidelidade desde a sua juventude. Mesmo desterrado (sob o domínio dos assírios), manteve-se fiel a seus compromissos religiosos; tornando-se rico, servia-se do que tinha em favor dos outros. Mesmo colocando em risco a própria vida, dava sepultura aos justiçados e assassinados.
A cena descrita na passagem, bem como em todo o livro, coloca em evidência a sua generosidade.
Tobias mesmo dando tudo, Deus lhe pede tudo:
“Quando menos o esperamos, pode vir a ‘provação’ decisiva, a confirmar a própria doação e é o pressuposto da retribuição de Deus.” (1)
A preocupação e interesse pelos seus irmãos que padecem, exigiu sacrifícios, renúncia às próprias comodidades, afastamento das vozes da própria razão – “Só indigência do irmão dá a medida de seu interesse.” (2)
Reflitamos:
- Quais são as lições a aprender com Tobias?
- Qual a autenticidade da fidelidade à Lei Divina em nossa vida?
- Qual é o nosso compromisso solidário com os que mais precisam?
- Como enfrentamos as provações em nosso cotidiano?
Peçamos a Deus: “Dai-nos força para resistir à tentação, paciência na tribulação, e sentimentos de gratidão na prosperidade”.
Oremos:
“Senhor Deus, que nos convocais para a mesa santa, sinal de unidade e de amor, concedei-nos a graça de cumprirmos com confiança a obra que nos confiastes, para atendermos às necessidades da vida e cooperarmos na edificação do vosso Reino.” Amém.
(1) Missal Cotidiano – Editora Paulus – 1988 – pág. 844-845.
(2)Lecionário Comentado – Tempo Comum – Volume I – Editora Paulus – Lisboa - p.427
Da cripta ao crepitar
Da
cripta ao crepitar
“Lembrai-vos
de vossos dirigentes, que vos falaram a Palavra de Deus: considerando o fim de
sua vida, imitai-lhes a fé. Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e sempre.” (Hb
13,7-8)
“Por
aqui passou um homem de Deus”
Foi
assim que me apresentaram Dom Felippe,
Desde
os primeiros dias à frente de nossa amada Diocese.
Hoje
a cripta da nossa Diocese recebe seus restos mortais
Ainda
que no seu silêncio receba, acompanhado de nossas orações,
Suas
palavras de amado primeiro pastor, não morrerão jamais
Jamais
nos esqueçamos de seus traços memoráveis,
Simplicidade,
proximidade, despojamento, solidariedade
Amor,
ternura, compaixão e muito mais.
Amor
pela Palavra não apenas anunciada no altar,
Mas
na vida encarnada, e nos grupos diversos,
Motivada,
ensinada, por ser luz nos caminhos obscuros.
Amor
pelos pobres de mil nomes; como Cristo, fez esta opção,
De
mãos dadas com o amor e carinho pelas juventudes,
Amor
incondicional pela Igreja, vida consumida em doação.
O
lema que marcou seu episcopado, embora por curto tempo,
“Com
a presteza de Maria”, presença discreta e silenciosa,
Mas
que para nós brilhará para sempre como uma
joia preciosa.
Na
cripta, lugar do escondimento, seus restos mortais,
Em
nossos corações, suas palavras marcadas como um selo,
Que
haverão de florescer, e delas esquecimento jamais.
Na
cripta, o escondimento dos restos mortais
Em
nossas almas, suas pregações;
Chama
que não se apaga,
a
crepitar cada vez mais. Amém.
Uma fé autêntica
Uma fé autêntica
Com a Catequese do Bispo São Cirilo de Jerusalém (Séc. IV), refletimos sobre o poder da fé que ultrapassa as forças humanas.
“A fé tem um só nome, mas duas maneiras de ser. Há um gênero de fé que se relaciona com o dogma e inclui a elevação de uma pessoa e seu assentimento sobre determinado assunto; diz respeito ao interesse pessoal, conforme o Senhor: Quem ouve minhas palavras e crê n’Aquele que me enviou, tem a vida eterna e não incorre em condenação (Jo 5,24); e de novo: Quem crê no Filho não será julgado, mas passa da morte para a vida (cf. Jo 3,18.24).
Ó bondade imensa de Deus para com os homens! Com efeito, os justos foram agradáveis a Deus pelo labor de muitos anos. Mas aquilo que alcançaram, entregando-se corajosamente e por dilatados anos ao serviço de Deus, isto mesmo em uma simples hora Jesus te concede. Porque se creres que Jesus Cristo é Senhor e que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo e levado ao paraíso por aquele que nele introduziu o ladrão. E não hesites em acreditar ser isto possível, pois quem salvou o ladrão neste santo Gólgota, pela fé de uma só hora, pode também salvar-te a ti, se creres.
O outro gênero é a fé que Cristo concede por graça especial. Pois a uns pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria, a outros a palavra da ciência, segundo o mesmo Espírito. A outros a fé, no mesmo Espírito, a outros o dom de curar (1Cor 12,8-9).
Este carisma da fé dado pelo Espírito não se relaciona apenas com o dogma; torna ainda capaz de realizar coisas acima das forças humanas. Quem tiver uma fé assim, dirá a este monte: Vai daqui para ali; e irá (Mt 17,20). Quando, pois, pela fé, alguém isto disser, crendo que acontecerá sem hesitar em seu coração, então é sinal de que recebeu esta graça.
Dela se disse: Se tivésseis fé como um grão de mostarda (Mt 17,20). Como o grão de mostarda, tão pequenino, possui uma força de fogo, e semeado em estreito pedaço de terra produz grandes ramos, que depois de crescidos podem dar sombra às aves do céu, assim também, num abrir e fechar de olhos, a fé realiza as maiores coisas na pessoa. Porque lhe dá uma ideia sobre Deus e o vê tanto quanto é capaz, inundada pela luz da fé. Percorre os confins da terra; e antes da consumação do mundo, já prevê o juízo e a entrega das recompensas prometidas.
Guarda então a fé que de ti depende e que te leva a Ele; para que recebas de Suas mãos também aquela que age muito além das forças humanas.”
De fato, a fé tem um só nome, mas duas maneiras de ser: a que se relaciona com o dogma e inclui a elevação de uma pessoa e seu assentimento sobre determinado assunto; e a fé que Cristo concede por graça especial.
Cabe-nos viver a fé, que depende de cada um de nós e que nos leva até Jesus, a fim de que recebamos de Suas divinas mãos a fé que age muito além das forças humanas.
Fé renovada no Senhor, é certeza de que nossa esperança será sempre frutuosa, porque expressa em gestos multiplicados de caridade, concretizando os inseparáveis Mandamentos do Amor a Deus e ao próximo (Mc 12,28b-34).
Cristãos leigos e leigas que perseveram no amor
Assim lemos no Comentário do Missal Cotidiano:
“Hoje, junto a nós, já não existe ambiente de cristandade. Muitas vezes, até sob formas cristãs, palpita um conteúdo pagão. Acompanhar Jesus transportado pelo entusiasmo da massa é dificilmente possível em nosso clima.
Renúncias necessárias para o discipulado
Contextualizemos a passagem: Jesus está caminhando rumo a Jerusalém; caminhar com Ele e segui-Lo, não é falta de opção, ao contrário, é a melhor e a mais decisiva opção que fazemos em nossa vida.
Pelo caminho da facilidade ou da felicidade?
Amor e ardor na fidelidade ao Senhor!
Amor e ardor na fidelidade ao Senhor!







