quarta-feira, 4 de novembro de 2026
Dez características do Discípulo Missionário do Senhor Jesus
Para gerar Cristo em nós e nos outros...
Para gerar Cristo em nós e nos outros...
São Carlos Borromeu, cuja memória celebramos no dia 4 de novembro, foi um verdadeiro pastor da Igreja.
Em sua missão visitou várias vezes toda a Diocese de Milão; convocou Sínodos e desenvolveu a mais intensa atividade, em todos os setores, para a salvação dos que o Senhor os confiou, promovendo todos os meios para a renovação da vida cristã.
À Luz do seu Sermão, feito no século XVI, por ocasião do encerramento do último Sínodo que participou, apresento algumas lições que são atualíssimas para nós, padres, e todo aquele que se faz discípulo missionário de Jesus Cristo, ontem, hoje e sempre:
- Para que nos fortaleçamos é preciso acolher todos os meios que o Senhor nos oferece;
- Desejar possuir uma vida íntegra;
- Ter um comportamento angélico: jejum, oração;
- Evitar conversas nocivas, vãs;
- Evitar perigosas familiaridades;
- Antes do culto não deixar os pensamentos o distrair – preparar-se e fugir às distrações;
- Não expor a pequena fagulha do amor divino ao vento;
- Estudar e entregar-se ao necessário;
- Fazer primeiro o que se prega: pregar com a vida e o comportamento;
- Não negligenciar a si mesmo ao cuidar das almas –“não dês com tanta liberalidade aos outros que nada sobre para ti”;
- Colocar-se constantemente em oração mental;
- Meditar os sacramentos que celebra;
- Meditar na Missa que se oferece ou se participa;
- Meditar o que se canta (salmos e cânticos);
- Viver intensamente a caridade.
Reflitamos:
- Destas lições, à quais estamos mais atentos?
- Quais mereceriam mais atenção?
Concluo com suas palavras para nos motivar no discipulado, em maior fidelidade ao Senhor:
“Deste modo, as dificuldades que encontramos todos os dias, inúmeras e necessárias (para isto estamos aqui), serão vencidas com facilidade. Teremos assim força de gerar Cristo em nós e nos outros.”
Oremos:
Senhor Deus, que, a exemplo de São Carlos Borromeu, sejamos zelosos no cuidado do rebanho, empenhados em pregar e viver o que pregamos, para que nosso testemunho seja credível e irradie Vossa luz, conduzindo o rebanho à maior fidelidade também a Vós, por meio de Jesus Cristo, Vosso Filho, na força e unidade do Vosso Santo Espírito! Amém.
Fidelidade na provação
Fidelidade na provação
Reflexão à luz da passagem do Livro de Tobias (Tb 1,3;2,11a-8).
Tobias (quer dizer – “Deus é bom”) andava no caminho da verdade e da justiça em total fidelidade a Deus a todo custo, como rezamos no refrão do Salmo da Missa (Sl 111/112):
“Feliz o homem que respeita o Senhor e que ama com carinho a sua Lei...”
Tobias viveu a fidelidade desde a sua juventude. Mesmo desterrado (sob o domínio dos assírios), manteve-se fiel a seus compromissos religiosos; tornando-se rico, servia-se do que tinha em favor dos outros. Mesmo colocando em risco a própria vida, dava sepultura aos justiçados e assassinados.
A cena descrita na passagem, bem como em todo o livro, coloca em evidência a sua generosidade.
Tobias mesmo dando tudo, Deus lhe pede tudo:
“Quando menos o esperamos, pode vir a ‘provação’ decisiva, a confirmar a própria doação e é o pressuposto da retribuição de Deus.” (1)
A preocupação e interesse pelos seus irmãos que padecem, exigiu sacrifícios, renúncia às próprias comodidades, afastamento das vozes da própria razão – “Só indigência do irmão dá a medida de seu interesse.” (2)
Reflitamos:
- Quais são as lições a aprender com Tobias?
- Qual a autenticidade da fidelidade à Lei Divina em nossa vida?
- Qual é o nosso compromisso solidário com os que mais precisam?
- Como enfrentamos as provações em nosso cotidiano?
Peçamos a Deus: “Dai-nos força para resistir à tentação, paciência na tribulação, e sentimentos de gratidão na prosperidade”.
Oremos:
“Senhor Deus, que nos convocais para a mesa santa, sinal de unidade e de amor, concedei-nos a graça de cumprirmos com confiança a obra que nos confiastes, para atendermos às necessidades da vida e cooperarmos na edificação do vosso Reino.” Amém.
(1) Missal Cotidiano – Editora Paulus – 1988 – pág. 844-845.
(2)Lecionário Comentado – Tempo Comum – Volume I – Editora Paulus – Lisboa - p.427
Uma fé autêntica
Uma fé autêntica
Com a Catequese do Bispo São Cirilo de Jerusalém (Séc. IV), refletimos sobre o poder da fé que ultrapassa as forças humanas.
“A fé tem um só nome, mas duas maneiras de ser. Há um gênero de fé que se relaciona com o dogma e inclui a elevação de uma pessoa e seu assentimento sobre determinado assunto; diz respeito ao interesse pessoal, conforme o Senhor: Quem ouve minhas palavras e crê n’Aquele que me enviou, tem a vida eterna e não incorre em condenação (Jo 5,24); e de novo: Quem crê no Filho não será julgado, mas passa da morte para a vida (cf. Jo 3,18.24).
Ó bondade imensa de Deus para com os homens! Com efeito, os justos foram agradáveis a Deus pelo labor de muitos anos. Mas aquilo que alcançaram, entregando-se corajosamente e por dilatados anos ao serviço de Deus, isto mesmo em uma simples hora Jesus te concede. Porque se creres que Jesus Cristo é Senhor e que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo e levado ao paraíso por aquele que nele introduziu o ladrão. E não hesites em acreditar ser isto possível, pois quem salvou o ladrão neste santo Gólgota, pela fé de uma só hora, pode também salvar-te a ti, se creres.
O outro gênero é a fé que Cristo concede por graça especial. Pois a uns pelo Espírito é dada a palavra da sabedoria, a outros a palavra da ciência, segundo o mesmo Espírito. A outros a fé, no mesmo Espírito, a outros o dom de curar (1Cor 12,8-9).
Este carisma da fé dado pelo Espírito não se relaciona apenas com o dogma; torna ainda capaz de realizar coisas acima das forças humanas. Quem tiver uma fé assim, dirá a este monte: Vai daqui para ali; e irá (Mt 17,20). Quando, pois, pela fé, alguém isto disser, crendo que acontecerá sem hesitar em seu coração, então é sinal de que recebeu esta graça.
Dela se disse: Se tivésseis fé como um grão de mostarda (Mt 17,20). Como o grão de mostarda, tão pequenino, possui uma força de fogo, e semeado em estreito pedaço de terra produz grandes ramos, que depois de crescidos podem dar sombra às aves do céu, assim também, num abrir e fechar de olhos, a fé realiza as maiores coisas na pessoa. Porque lhe dá uma ideia sobre Deus e o vê tanto quanto é capaz, inundada pela luz da fé. Percorre os confins da terra; e antes da consumação do mundo, já prevê o juízo e a entrega das recompensas prometidas.
Guarda então a fé que de ti depende e que te leva a Ele; para que recebas de Suas mãos também aquela que age muito além das forças humanas.”
De fato, a fé tem um só nome, mas duas maneiras de ser: a que se relaciona com o dogma e inclui a elevação de uma pessoa e seu assentimento sobre determinado assunto; e a fé que Cristo concede por graça especial.
Cabe-nos viver a fé, que depende de cada um de nós e que nos leva até Jesus, a fim de que recebamos de Suas divinas mãos a fé que age muito além das forças humanas.
Fé renovada no Senhor, é certeza de que nossa esperança será sempre frutuosa, porque expressa em gestos multiplicados de caridade, concretizando os inseparáveis Mandamentos do Amor a Deus e ao próximo (Mc 12,28b-34).
Cristãos leigos e leigas que perseveram no amor
Assim lemos no Comentário do Missal Cotidiano:
“Hoje, junto a nós, já não existe ambiente de cristandade. Muitas vezes, até sob formas cristãs, palpita um conteúdo pagão. Acompanhar Jesus transportado pelo entusiasmo da massa é dificilmente possível em nosso clima.
Renúncias necessárias para o discipulado
Contextualizemos a passagem: Jesus está caminhando rumo a Jerusalém; caminhar com Ele e segui-Lo, não é falta de opção, ao contrário, é a melhor e a mais decisiva opção que fazemos em nossa vida.
Pelo caminho da facilidade ou da felicidade?
Amor e ardor na fidelidade ao Senhor!
Amor e ardor na fidelidade ao Senhor!







