sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Em poucas palavras...

                                                       


A participação nas celebrações litúrgicas

“A reforma litúrgica, empenhada em tornar mais ativa e consciente a participação dos cristãos nas celebrações litúrgicas, torna mais difícil o exercício de um culto considerado como um tributo a pagar. 

A liturgia hoje nos força a ser mais sinceros e autênticos em nossas atitudes religiosas.”  (1)

 

(1) Comentário sobre a passagem: Is 1,10.16-20 - Missal Cotidiano – Editora Paulus – 1998 - p.207 

As aves do céu e os lírios do campo

 

                     
 As aves do céu e os lírios do campo

“Olhem os pássaros do céu: eles não semeiam, não colhem, nem ajuntam em armazéns. No entanto, o Pai que está no céu os alimenta. Será que vocês não valem mais do que os pássaros?

 Quem de vocês pode crescer um só centímetro, à custa de se preocupar com isto? E por que vocês ficam preocupados com a roupa? Olhem como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam” (cf. Mt 6,26-28)

Fixar o olhar nas aves do céu e nos lírios do campo,
Em meio a sinais de mortes, devastação é possível?
Não é esta a questão essencial a ser respondida,
Mas o que podem nos ensinar neste contexto?
 
Que nossa ânsia enferma por voos mais altos tem preço;
Voos sinônimos de arrogância, acúmulo, consumo voraz,
Devastação desmedida, colocando em colapso a ecologia integral,
Multiplicando sinais de sofrimento, luto, dor e morte.
 
Aprendemos com o crescimento silencioso dos lírios dos campos,
Que crescem sem impedir que outros lírios também cresçam.
Com pureza e beleza, encantam os olhos dos passantes,
Como que dizendo: ainda resta um quê de esperança!
 
Voar e crescer.
Aprendamos com as aves dos céus e os lírios dos campos.
Voar nas asas do Espírito, buscando as coisas do alto,
Fazer crescer e florir os mais belos lírios no Jardim do Senhor. Amém.



Antes que seja tarde demais

 


Antes que seja tarde demais


Como um rio escuro, podem ser algumas páginas

Da história de alguém, eminente ou não.

 

E desafia para, com coragem, uma decisão necessária:

Varrer doces lembranças para resgate da luz perdida.

 

Visitar, sem medo, cada página, e assumi-la tal qual,

Escurecida pela solidão, abandono, derrota, decepção.

 

Antes que seja tarde demais, luminosa aurora irromperá;

Então, olhar fixo no horizonte de novos tempos.

 

Alargado porque não sucumbido na autossuficiência,

ou na mediocridade da falta de salutar humildade.

 

Coração humano com o Coração Sagrado, sintonizado,

Nova página, e a sede em rio de água cristalina saciado.

 

Pouse sobre nós o Santo Espírito a nos iluminar,

E em águas tranquilas repousar, forças refeitas, avançar.

Amém.

Em poucas palavras...

 


Não julgar o pecador

“Ao ver outra pessoa pecando, um santo homem chorou dizendo:

‘É ele hoje e sem dúvida serei eu amanhã’.

Se acontecer que alguém comete um pecado em tua presença, não o julgues.

De preferência, desde que ele não tenha ofendido a Deus, considera-te mais pecador do que ele, mesmo que ele seja um mundano.” (1)

 

(1) Ditos anônimos dos Pais do Deserto – Editora Vozes – 2023 – n. 432 – p. 273

Rezando com os Salmos - Sl 138(139),1-18.23-24

 


Quem nos conhece melhor do que Deus?

“–1 Senhor, Vós me sondais e conheceis,
2 sabeis quando me sento ou me levanto;
= de longe penetrais meus pensamentos,
3 percebeis quando me deito e quando eu ando,
os meus caminhos Vos são todos conhecidos. –

–4 A palavra nem chegou à minha língua,
e já, Senhor, a conheceis inteiramente.
–5 Por detrás e pela frente me envolveis;
pusestes sobre mim a Vossa mão.
–6 Esta Verdade é por demais maravilhosa,
é tão sublime que não posso compreendê-La.

–7 Em que lugar me ocultarei de Vosso espírito?
E para onde fugirei de Vossa face?
–8 Se eu subir até os céus, ali estais;
se eu descer até o abismo, estais presente.

–9 Se a aurora me emprestar as suas asas,
para eu voar e habitar no fim dos mares;
–10 mesmo lá vai me guiar a Vossa mão
e segurar-me com firmeza a Vossa destra.

–11 Se eu pensasse: ‘A escuridão venha esconder-me
e que a luz ao meu redor se faça noite!’
=12 Mesmo as trevas para Vós não são escuras,
a própria noite resplandece como o dia,
e a escuridão é tão brilhante como a luz.

–13 Fostes Vós que me formastes as entranhas,
e no seio de minha mãe Vós me tecestes.
=14 Eu Vos louvo e Vos dou graças, ó Senhor,
porque de modo admirável me formastes!
Que prodígio e maravilha as Vossas obras!

– Até o mais íntimo, Senhor, me conheceis;
15 nenhuma sequer de minhas fibras ignoráveis,
– quando eu era modelado ocultamente,
era formado nas entranhas subterrâneas.

–16 Ainda informe, os Vossos olhos me olharam,
e por Vós foram previstos os meus dias;
– em Vosso livro estavam todos anotados,
antes mesmo que um só deles existisse.

–17 Quão insondáveis são os Vossos pensamentos!
Incontável, ó Senhor, é o seu número!
–18 Se eu os conto, serão mais que os grãos de areia;
se chego ao fim, ainda falta conhecer-vos.

–23 Senhor, sondai-me, conhecei meu coração,
examinai-me e provai meus pensamentos!
–24 Vede bem se não estou no mau caminho,
e conduzi-me no caminho para a vida!””

Com o Salmo 138(139),1-18.23-24 elevamos a Deus nossa prece, Ele que tudo vê e que nos conhece em tudo:

“Lindo poema sobre a presença de Deus: Ele vê tudo e nada Lhe é oculto, e Ele está em toda parte. Conhece o coração de cada um e sabe seu destino antes que nasce.”(1)

Com as palavras do Apóstolo Paulo professamos também nossa fé em Deus que é soberano em poder e sabedoria:

“Quem conheceu o pensamento do Senhor? Ou quem foi seu conselheiro?” (Rm 11,34).

Deste modo, expressemos nossas angústias e esperanças, alegria e tristezas, medos e inseguranças a Deus, que nos conhece e volta para nós o Seu olhar, porque nos criou e nos salva por amor, e quer tão apenas nossa resposta de amor a Ele.

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 846

Rezando com os Salmos - Sl 139(140),1-9.13-14

 


O Senhor é nosso refúgio e proteção

“–1 Ao maestro do coro. Salmo de Davi.

–2 Livrai-me, ó Senhor, dos homens maus,
dos homens violentos defendei-me,
–3 dos que tramam só o mal no coração
e planejam a discórdia todo o dia!
–4 Como a serpente eles afiam suas línguas,
e em seus lábios têm veneno de uma víbora.

=5 Salvai-me, ó Senhor, das mãos do ímpio,
defendei-me contra o homem violento,
contra aqueles que planejam minha queda!
=6 Os soberbos contra mim armaram laços,
estenderam-me uma rede sob os pés
e puseram em meu caminho seus tropeços.

–7 Mas eu digo ao Senhor: 'Vós sois meu Deus,
inclinai o Vosso ouvido à minha prece!'
–8 Senhor meu Deus, sois meu auxílio poderoso,
Vós protegeis minha cabeça no combate!
–9 Não atendais aos maus desejos dos malvados!
Senhor, fazei que os seus planos não se cumpram!

–13 Sei que o Senhor fará justiça aos infelizes,
defenderá a causa justa de seus pobres.
–14 Sim, os justos louvarão o Vosso nome,
e junto a vós habitarão os homens retos.”

Com o Salmo 139(140),1-9.13-14, o salmista professa sua confiança em Deus, pois tão somente Ele é seu refúgio e proteção:

“Oprimido por homens violentos que o caluniam, o salmista manifesta sua confiança de encontrar em Deus refúgio e libertação. A certeza do justo juízo de Deus é seu consolo na provação.” (1)

Assim também viveu Jesus no Mistério de Sua Vida, Paixão e Morte na fidelidade ao Projeto de Deus, na redenção de toda a humanidade:

“O Filho do Homem é entregue nas mãos dos pecadores.” (cf. Mt 26,45).

Vivamos também incondicional confiança em Deus que é o nosso refúgio e proteção, e nos liberta de todo o mal, e de todo o pecado, por Sua Morte e Ressurreição. Amém.

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 847

Rezando com os Salmos - Sl 141 (142)

 


“A Vós grito, Senhor, a Vós clamo...”


 “–1 Poema de Davi, quando estava na caverna. Oração.

–2 Em voz alta ao Senhor eu imploro,
em voz alta suplico ao Senhor!
=3 Eu derramo na Sua presença
o lamento da minha aflição,
diante dele coloco minha dor!

–4 Quando em mim desfalece a minh'alma,
conheceis, ó Senhor, meus caminhos!
– Na estrada por onde eu andava
contra mim ocultaram ciladas.

–5 Se me volto à direita e procuro,
não encontro quem cuide de mim,
– e não tenho aonde fugir;
não importa a ninguém minha vida!

=6 A Vós grito, Senhor, a Vós clamo
e Vos digo: 'Sois Vós meu abrigo,
minha herança na terra dos vivos'.
–7 Escutai meu clamor, minha prece,
porque fui por demais humilhado!

–8 Arrancai-me, Senhor, da prisão,
e em louvor bendirei Vosso nome!
– Muitos justos virão rodear-me
pelo bem que fizestes por mim.”

Rezando o Salmo 141(142) nós renovamos nossa confiança em Deus, nosso refúgio e proteção:

“Perdido todo socorro do humano, só em Deus o salmista encontra refúgio no momento do perigo. Oprimido pela angústia, reza, confiando que Deus o libertará – São Francisco de Assis morreu rezando este salmo.” (1).

Segundo Santo Hilário, tudo o que este salmo descreve, se realizou no Senhor durante a Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Seja também, por nós rezado, em total e incondicional confiança em Deus, para que sejamos mais perfeitamente configurados a Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus, completando em nossa carne por amor à Sua Igreja (cf. Cl 1,24). Amém.

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 848

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