(1) Lecionário Comentado – Editora Paulus – Lisboa – 2011 - Vol. II - Tempo Comum - p.680.
sexta-feira, 30 de outubro de 2026
A misericórdia do Senhor ultrapassa as nossas “curtas medidas”
(1) Lecionário Comentado – Editora Paulus – Lisboa – 2011 - Vol. II - Tempo Comum - p.680.
Cresçamos no amor mútuo
Cresçamos no amor mútuo
“Que o vosso amor cresça sempre mais...”
Reflexão à luz da passagem da Carta de Paulo aos Filipenses ( Fl,1-11).
Trata-se de um breve exórdio em que o Apóstolo Paulo exprime a doçura do seu amor especial para com a Igreja de Filipos, presente em sua mente e coração, sobretudo num momento tão difícil de sua prisão (Fl 1,7).
É visível a ternura incontida do Apóstolo para com esta comunidade, que acompanha com saudades e Oração.
No versículo 4 encontramos uma Oração que ele eleva a Deus pela Comunidade, e mais acentuadamente nos versículos 9-10:
“E isto peço em Oração: que o vosso amor cresça sempre mais no pleno conhecimento e em todo o discernimento, para que aproveis as coisas excelentes, a fim de que sejais sinceros, e sem ofensa até o dia de Cristo”.
Urge que nosso amor cresça sempre mais para discernirmos o que é melhor, para sermos íntegros e irrepreensíveis na espera de sua vinda gloriosa, cheios de frutos de justiça e santidade para a glória de Deus.
Com o Apóstolo elevemos a Deus súplicas para que cresçamos na vivência do verdadeiro amor dado a nós pelo Senhor e testemunhado na Sua doação, entrega e Morte na Cruz, o Amor redentor, reconciliador e de vida nova inaugurador.
Que o nosso amor aumente sempre mais:
- pela comunidade, pelo movimento ou serviço Pastoral que participamos;
- entre os Agentes de Pastoral e os Presbíteros;
- entre os casais e seus filhos;
- pelas crianças, jovens, idosos e enfermos.
Continuemos elevando a nossa Oração ao Senhor, pois orar é ao mesmo tempo compromisso que se renova no coração de amar como Ele, a Divina Fonte do Amor, amou, e que tão bem o Apóstolo expressou e testemunhou.
“Pai Nosso que estais nos céus...”
Ajudai-nos, Senhor, a viver as Bem-Aventuranças (Todos os Santos)
Ajudai-nos,
Senhor, a viver as Bem-Aventuranças
Amado Senhor Bom Jesus,
nas Bem-Aventuranças contemplo Vosso rosto e vejo descrita Vossa inflamada
chama de caridade por toda a humanidade pecadora, da qual também faço parte,
sem qualquer mérito merecido.
Nelas medito sobre a
vocação dos fiéis associados à glória de Vossa Paixão e Ressurreição, e renovo
meu “sim” na fidelidade a Vós, com as renúncias necessárias para seguir-Vos com
liberdade e desprendimento.
Nas linhas e entrelinhas
da vida cotidiana, elas nos configuram a Vós, porque definem as atitudes e
virtudes características da vida cristã, marcando-nos com o Selo do Vosso Santo
Espírito, tornando-nos alegres discípulos missionários Vossos.
Renovai a esperança em
nossos corações, para que creiamos na luminosidade e na garantia de felicidade
que elas trazem, pois são as promessas
paradoxais que sustentam a nossa esperança em meio às tribulações.
Amado Jesus, fazei que sejamos
alegres testemunhas das Bem-Aventuranças, e que jamais recuemos no seu anúncio,
pois elas são o programa único de autêntica felicidade, nossa carteira de
identidade no mundo, para que Vós sejais reconhecido em nossas ações.
Assim vividas, Senhor,
derramai sobre nós copiosas bênçãos e concedei-nos as recompensas já
obscuramente adquiridas, que já estão inauguradas na vida da Virgem Maria e de
todos os santos e santas. Amém.
Fontes: (1)Catecismo da
Igreja Católica – parágrafo n. 1717; Passagens do Evangelho - (Lc 6,17.20-26; Mt
5,1-12)
Resquiescat in pace - Descanse em paz!
Resquiescat in pace - Descanse em paz!
O sol escondido sob as nuvens, dia sombrio, como ficaram os dias sem você, desde quando partiu, e meus olhos nadam em lágrimas vertentes.
Hoje, uma lembrança com misto de tristeza suave e dilacerante me consome, e volto meus olhos para o passado, procurando preencher o vácuo que você deixou, que por vezes parece impreenchível.
Não fosse a fé na ressurreição da carne, ficaria apenas a sombra do túmulo, eterna sombra da morte; eterno descanso; ocaso sem esperança; derradeira pulsação da vida, sem desabrochar na outra margem.
Não fosse a fé na ressurreição da carne, aquele momento supremo da vida, seria um eterno sábado; o véu da morte ficaria para sempre posto, e não reconheceríamos os sinais do Ressuscitado, “os panos dobrados e colocados à parte” desde aquela memorável madrugada (cf. Jo 20, 7).
Mas creio na ressurreição da carne, e a morte é o descansar no regaço do Senhor; o dormir o sono da noite, sem horas após o último suspiro e o cerrar dos olhos à luz; o sentimento do frio pelas asas da morte a roçar a fronte; o fugir dos últimos lampejos da vida.
RIP – Resquiescat in pace – Descanse em paz amigo/a. Que o Senhor se compadeça de sua alma e o tenha para sempre em Sua glória, até que um dia também faça a necessária e derradeira passagem e viveremos o epílogo da eternidade e comunhão na glória dos céus, com os anjos e santos. Assim creio. Assim espero.
Tenho que seguir em frente, lembrando com carinho de cada momento que vivemos; cada sorriso compartilhado; cada lágrima enxugada; cada dificuldade superada...
Descanse em paz! O brilho do Sol nascente vem nos iluminar, até que um dia possamos nos céus nos encontrar. Amém.
Aumentar e transbordar o amor divino
Aumentar e transbordar o amor divino
Em poucas palavras... (A generosidade é plural)
A generosidade é plural
“Notemos que a generosidade, como todas as virtudes, é plural, tanto em seu conteúdo como nos nomes que lhe emprestamos ou que servem para designá-la.
Somada à coragem, pode ser heroísmo.
Somada à justiça, faz-se equidade.
Somada à compaixão, torna-se benevolência.
Somada à misericórdia, vira indulgência.
Mas seu mais belo nome é seu segredo, que todos conhecem:
somada à doçura, ela se chama bondade” (1)
(1)André Comte Sponville


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