quarta-feira, 8 de janeiro de 2025

Se quiseres seguir Jesus...

                                                 

Se quiseres seguir Jesus...

Se quiseres seguir Jesus...
Tome em suas mãos a Palavra de Deus, medite o sofrimento de Jó (Jó 9.1-12.14-16) e sua atitude diante de Deus, e as exigências que Jesus apresenta a todo aquele desejo ser Seu discípulo missionário, como vemos nos Evangelhos.

Se quiseres seguir Jesus...
Sete exigências emergem suavemente de nossa reflexão.

Desapego material – vida na pobreza, o que não podemos compreender como sinônimo de miséria. Deus jamais sacralizou a miséria, pelo contrário a abominou. Saciou os famintos, partilhou o pão, anunciou um mundo de igualdade e partilha, com vida digna para todos, que só será possível quando os bens forem para o bem comum, sem exclusão. A opulência e luxo de alguns é o preço da miséria e sofrimento de muitos.

Desapego da própria Vida – desejo profundo de vida nova que brota da fé na Ressurreição. Desapegar-se da própria vida é não prender-se ao passado e suas seduções, mas ansiar por uma vida nova. Há que se caminhar sem saudosismo do passado, sem lamentos e reclamações. Com a Ressurreição tudo o que era velho passou, eis que Ele faz novas todas as coisas. Não cultuemos a morte, amemos e adoremos a Vida n’Aquele que é o Caminho, a Verdade e a Vida.

Desapego familiar – novos laços são sempre possíveis quando nos abrimos à vida de comunidade. Desapegar-se da família não é relativizá-la, desprezá-la, antes, é inseri-la numa grande família que é formada pela Comunidade Igreja, na qual somos introduzidos pelo Batismo, como pedras vivas, amadas e escolhidas por Deus. Ser Igreja, membro de uma família maior, na santificação de nossas pequenas células de uma sociedade: nossa pequena e indispensável família, sacrário vivo da vida, escola em que aprendemos as primeiras lições que nos marcarão para sempre. A família está para a comunidade Igreja, como a comunidade Igreja se coloca a serviço de toda família (Igreja Doméstica) e prima pela sua estruturação e santificação.

Confiança irredutível em Deus – haja o que houver, como a experiência profunda de Jó no AT. Confiança irredutível, irrevogável e irremovível, para além de todas as perdas, abandonos, incompreensões, mistérios que a vida comporta… Confiar e se comprometer, jamais ao Amor e Projeto de Deus se fechar. Confiar para além de todas as aparências e reticências.

Assumir nossa pequenez diante da grandiosidade de Deus  somos tão pequenos diante do Mistério de Deus, do Seu infinito Amor. Quem somos para questionar os desígnios e Mistérios de Deus? Somos criaturas, obras imperfeitas, porém queridas e amadas pelo Criador. Em constante aperfeiçoamento, em interminável “inacabamento” final.

Humildade – húmus – terra – pó – isto é o que somos. Jó se dirige a Deus com toda humildade. A Ele nunca podemos nos dirigir com arrogância, como intrépidos cobradores, presunção e indiferença… Quem somos nós para nos colocarmos em pé diante de Deus, cobrando-lhe direitos e respostas? Antes de tudo, Ele nos predestinou, criou, amou, santificou, redimiu, e um dia quer nos acolher junto de Si na glória da imortalidade, no esplendor de Sua luz, na profundidade de Sua ternura e Amor – céu.

Saber fazer silêncio – Saber calar-se. Cessem as palavras, para que no silêncio das mesmas a Palavra, que é o próprio Cristo, possa no mais profundo de nós, falar. 

Quando nos calamos e nos silenciamos, temos a possibilidade de a voz de Deus ouvir. No silêncio de nossas palavras, a Palavra ecoa e ressoa trazendo as respostas às inquietantes questões que nos roubam a paz, a alegria. A alegria e a saúde brotam no coração de quem sabe silenciar diante dos Mistérios de Deus, para Sua Palavra acolher e frutificar…

Se quiseres seguir Jesus… E, como queremos!
Sete exigências para refletir, e uma única resposta a oferecer.
Somente a Ti, Senhor, queremos amar e seguir.
Somente por Ti nosso coração se deixará seduzir.
Alegria, paz e o encanto no coração hão de resplandecer!

“FICA COMIGO, SENHOR!”

                                                           


“FICA COMIGO, SENHOR!”
 
Fica Senhor comigo, pois preciso da tua presença para não te esquecer. 
Sabes quão facilmente posso te abandonar.

 
Fica Senhor comigo, porque sou fraco e preciso da tua força para não cair.
 
Fica Senhor comigo, porque és minha vida, e sem ti perco o fervor.
 
Fica Senhor comigo, porque és minha luz, e sem ti reina a escuridão.
 
Fica Senhor comigo, para me mostrar tua vontade.
 
Fica Senhor comigo, para que ouça tua voz e te siga.
 
Fica Senhor comigo, pois desejo amar-te e permanecer sempre em tua companhia.
 
Fica Senhor comigo, se queres que te seja fiel.
 
Fica Senhor comigo, porque, por mais pobre que seja minha alma, quero que se transforme num lugar de consolação para ti, um ninho de amor.
 
Fica comigo, Jesus, pois se faz tarde e o dia chega ao fim; a vida passa, e a morte, o julgamento e a eternidade se aproximam. Preciso de ti para renovar minhas energias e não parar no caminho. Está ficando tarde, a morte avança e eu tenho medo da escuridão, das tentações, da falta de fé, da cruz, das tristezas. Oh, quanto preciso de ti, meu Jesus, nesta noite de exílio.
 
Fica comigo nesta noite, Jesus, pois ao longo da vida, com todos os seus perigos, eu preciso de ti. Faze, Senhor, que te reconheça como te reconheceram teus discípulos ao partir do pão, a fim de que a Comunhão Eucarística seja a luz a dissipar a escuridão, a força a me sustentar, a única alegria do meu coração.
 
Fica comigo, Senhor, porque na hora da morte quero estar unido a ti, se não pela Comunhão, ao menos pela graça e pelo amor.
 
Fica comigo, Jesus. Não peço consolações divinas, porque não as mereço, mas apenas o presente da tua presença, ah, isso sim te suplico!
 
Fica Senhor comigo, pois é só a ti que procuro, teu amor, tua graça, tua vontade, teu coração, teu Espírito, porque te amo, e a única recompensa que te peço é poder amar-te sempre mais. Com este amor resoluto desejo amar-te de todo o coração enquanto estiver na terra, para continuar a te amar perfeitamente por toda a eternidade. Amém.


 
PS: Oração de São Pio de Pietrelcina
 

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Exultemos de alegria no Senhor

                               

Exultemos de alegria no Senhor 

        ‘O Amigo do homem,fez-Se Homem nascendo da Virgem"

 À luz do Sermão do Bispo de Constantinopla, São Proclo (Séc. V), reflitamos sobre o nascimento de Jesus, nascido de uma Virgem. 

Alegrem-se os céus nas alturas, e que as nuvens façam chover a justiça, porque o Senhor Se compadeceu de Seu povo (cf. Is 45,8). 

Alegrem-se os céus nas alturas porque, quando eles foram criados no princípio, Adão foi igualmente formado da terra virgem pelo Criador. Tornou-se assim amigo e familiar de Deus. 

Alegrem-se os céus nas alturas porque agora, pela Encarnação de Nosso Senhor, a terra foi santificada, e o gênero humano libertado dos sacrifícios idolátricos. 

Que as nuvens façam chover a justiça, porque hoje o pecado de Eva foi apagado e perdoado pela pureza da Virgem Maria e pelo Deus e Homem que dela nasceu. Hoje, Adão, passada a antiga condenação, foi libertado daquela horrível e tenebrosa sentença. 

Cristo nasceu da Virgem, dela recebendo a natureza humana, conforme a livre disposição da Providência divina: A Palavra se fez carne e habitou entre nós (Jo 1,14); deste modo, a Virgem se tornou Mãe de Deus. 

Ela é Virgem e Mãe, porque gerou a Palavra encarnada sem participação de homem. Conservou, porém, a virgindade, a fim de pôr em relevo o nascimento miraculoso d’Aquele que assim determinara que fosse. 

Ela é mãe da Palavra divina segundo a substância da natureza humana. Nela, a Palavra se fez homem, nela, realizou a união das duas naturezas e, por ela, foi dada ao mundo, segundo a sabedoria e a vontade d’Aquele que opera prodígios. Como diz São Paulo: Dos Israelitas é que Cristo descende, quanto à Sua humanidade (cf. Rm 9,5). 

Com efeito, Ele foi, é e será sempre o mesmo. Todavia, Se fez homem por causa de nós. Aquele que ama o homem, Se fez Homem, o que antes não era. Mas Se fez homem, permanecendo ao mesmo tempo Deus, sem mudança de espécie alguma. 

Fez-Se, portanto, semelhante a mim por causa de mim. Fez-Se o que não era, conservando, no entanto, o que era. Finalmente, Se fez homem para que, tornando Seus os nossos sofrimentos, nos tornasse capazes da adoção de filhos, e nos concedesse o Reino. 

Que sejamos dignos desse Reino pela graça e a misericórdia do Senhor Jesus Cristo. A Ele, juntamente com o Pai e o Espírito Santo, sejam dados glória, honra e poder, agora e sempre e pelos séculos dos séculos. Amém”. 

Refletir sobre o Mistério da Encarnação do Senhor, é sempre enriquecedor para mergulharmos no Mistério do Amor de Deus por nós, como nos é apresentando neste precioso Sermão. 

Transborde nosso coração, pela Encarnação de Nosso Senhor, pois por meio dela: 

- “a terra foi santificada, e o gênero humano libertado dos sacrifícios idolátricos”; 

“o pecado de Eva foi apagado e perdoado pela pureza da Virgem Maria e pelo Deus e Homem que dela nasceu”; 

- foi passada a antiga condenação de Adão, fomos libertos “daquela horrível e tenebrosa sentença”; 

Jesus Se fez igual a nós por causa de nósFez o que não era, conservando, no entanto, o que era”; 

- Ele Se fez Homem para que, tornando Seus os nossos sofrimentos, nos tornasse capazes da adoção de filhos, e nos concedesse o Reino. 

Alegremo-nos e exultemos no Senhor, pelo Mistério de Sua Encarnação, Paixão, Morte e Ressurreição.Glorifiquemos ao Pai por meio do Filho na plena Comunhão com o Seu Espírito. Amém.

Em poucas palavras...

 


“Amor pede amor...”

“Amor pede amor, mas para ser autêntico, mais que uma resposta ‘vertical’ de amor para com  Deus, Ele nos pede amor para com os irmãos: ‘Nisto vos reconhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros’ (Jo 13,35; 1 Jo 4,12-20).” (1)

(1)         Missal Cotidiano – Editora Paulus – Comentário da passagem (1Jo 4,7-10) – pág. 148

Evangelizar é missão de todos nós (06/01)

                                                          

Evangelizar é missão de todos nós

Reflexão sobre a missão evangelizadora de todos nós, à luz da passagem do Evangelho de Marcos (Mc 6,34-44).

Assim lemos no comntário Missal Dominical, em que nos apresenta uma pequena citação do Documento “Lumen Gentium” (n.32):

“A distinção que o Senhor estabeleceu entre os ministros sagrados e o restante Povo de Deus, contribui para a união, já que os pastores e os demais fiéis estão ligados uns aos outros por uma vinculação comum: os pastores da Igreja, imitando o exemplo do Senhor, prestem serviço uns aos outros e aos fiéis: e estes deem alegremente a sua colaboração aos pastores e doutores.

Deste modo, todos testemunham, na variedade, a admirável unidade do Corpo místico de Cristo: a própria diversidade de graças, ministérios e atividades, consagra em unidade os filhos de Deus, porque «um só e o mesmo é o Espírito que opera todas estas coisas» (1Cor 12,11).”

Pela condição batismal, todos somos responsáveis pela evangelização, e dentro desta missão as funções se diferenciam para formar a “admirável unidade do Corpo místico de Cristo”.

A mútua colaboração torna-se mais do que indispensável dentro da Igreja, para que avançando em águas mais profundas encontremos respostas para as questões mais inquietantes de nosso tempo.

Os ministros, ordenados ou não, devem ter no mais profundo de si o desejo de ser a imitação do exemplo do Senhor no serviço feito com zelo, entusiasmo, para que todos tenham mais vida e vida plena.

O grande sopro que o Espírito Santo trouxe para a Igreja com a realização do Vaticano II foi a graça de todos, pelo Batismo, continuarem a missão do Senhor, com o Sacramento da Ordem ou não.

“Ai de mim se eu não evangelizar” (1Cor 9,16), disse Paulo. Que cada um de nós, ordenados, consagrados ou como cristãos leigos e leigas, renovemos constantemente a alegria de sermos membros do rebanho, e ao mesmo tempo cuidadores deste, pois assim Deus quis e nos confiou.

Não nos omitamos na consolidação da santidade a que fomos chamados, nem percamos tempo com questões pequenas e insignificantes, com quirelas que nos consomem inutilmente, enquanto há um povo faminto e sedento de Deus, sedento de vida, de amor e de paz.

Sejamos testemunhas da compaixão divina (06/01)

                                                      

Sejamos testemunhas da compaixão divina

Reflexão à luz da passagem do Evangelho de Marcos (Mc 6,34-44, sobre  Amor e a solicitude de Deus para com o Seu rebanho, verdadeiramente, uma compaixão incomparável, na Pessoa e ação de Jesus Cristo, o Bom Pastor esperado.

Deus mesmo é quem promete ser o próprio Pastor, conforme anunciara o Profeta Jeremias (Jr 23,1 -6).

O Profeta Jeremias foi uma voz incompreendida que clamou pela conversão e fidelidade do Povo a Deus e ao Seu Divino Projeto Libertador. Por isto é considerado o “Profeta da desgraça”.

Ele denunciou a ação dispersiva dos pastores do seu tempo, e anunciou a pertença do Povo a Deus.

Falou da intervenção divina através da repatriação dos exilados (a volta do exílio); a escolha de pastores exemplares e a vinda do Messias.

Já não mais ficariam perdidos e abandonados ao sabor dos ventos e dos mares, dos interesses inescrupulosos de seus pastores, de suas autoridades.

Com Jeremias, aprendemos a confiar em Deus mantendo, nas adversidades, a alegria, a serenidade, a esperança e a paz, e, de modo muito especial, a não usar o povo que nos foi confiado em benefício próprio.

Retomando a passagem do Evangelho, refletimos sobre o regresso dos discípulos que foram enviados em missão, entusiasmados pelos resultados, mas cansados, naturalmente.

Jesus compreende e os convida ao recolhimento, a gozar da intimidade com Ele, recuperando as forças, para não caírem num ativismo que esvazia a vida de sentido e dinamismo.

É preciso estar sempre refeito e disposto para colocar-se com alegria a serviço do rebanho sofrido do Senhor, e nisto consiste a essência de toda atividade pastoral. De modo que podemos dizer tal Cristo, tal cristão.

Reflitamos:

- Vivemos num ativismo descontrolado?
- Nossas atividades não são, por vezes, de funcionários eficientes tão apenas?

- Nossas atividades são revigoradas por uma genuína espiritualidade?
- Qual o perigo da fadiga, cansaço, desânimo, diante dos muitos desafios e das respostas que devemos dar diante do povo?

- Diante do rebanho, temos a humanidade e a sensibilidade de Jesus?
- Nosso coração e consciência doem diante dos clamores que brotam da vida do povo simples de nossas comunidades?

- O que procuramos fazer em resposta a estes clamores?
- Como acolhemos e vivemos a proposta de Jesus no cuidado daqueles que nos foram confiados, dentro e fora da Igreja?

- Nossa comunidade deixa-se transformar pela proposta amorosa de Deus?

Deste modo, como discípulos de Jesus, o Bom Pastor, somos continuadores da Missão do Senhor, unidos por amor, sem barreiras e divisões, porque estas foram superadas pela vida e missão do Senhor Jesus.

Nisto consiste o eterno ciclo na vida do discípulo missionário do Senhor por força de seu Batismo: envio, missão, cansaço, descanso, renovação, continuidade.

Começar e recomeçar sempre, sem desânimo, revigorados no Banquete da Palavra e da Eucaristia, a serviço do Reino, até que alcancemos a glória da eternidade, e então brilharemos com os  justos, conforme o Senhor nos assegurou.

A graça do Batismo nos faz testemunhas do Amor (10/01)

                                                          


A graça do Batismo nos faz testemunhas do Amor


A Igreja nos enriquece, na Liturgia das Horas, com o Sermão do Presbítero Santo Hipólito sobre a Santa Teofania (séc. III): 


Como Igreja que somos, é sempre tempo da graça de vivermos a graça do Batismo; de caminharmos com Aquele que veio ao nosso encontro e, conosco, quer nossos passos firmar.

 

É sempre  tempo de nos sentirmos intensamente amados por Deus, e a Ele e ao próximo, inseparavelmente, amar, pois nisto consiste a essência de nosso Batismo. 


Oremos:

 

Adoro-Vos Senhor Jesus, que fostes até João, e por ele batizado.

Ó fato realmente admirável exultantes contemplamos!

 

Sois a torrente infinita que alegra a cidade de Deus,

E a lavais com um tão pouco d’água.


Sois a fonte inesgotável e perene que gera a vida para todos os homens, e sois coberto por um pequeno e passageiro curso d’água.

 

Estais presente sempre e em toda parte,

Sois incompreensível aos Anjos e invisível aos homens,

E viestes receber o Batismo por Vossa própria vontade:


“Então o céu se abriu e fez-se ouvir uma voz que dizia:

‘Este é o meu Filho amado, no qual Eu pus o meu agrado’” (Mt 3,16.17).

 

Sois o Amado e gerais o Amor;

Sois a luz imaterial e gerais a luz inacessível;

Sois chamado filho de José e sois também

O Filho único, segundo a essência divina:

“Este é o meu Filho amado”.

 

Vós tendes fome e alimentais multidões inumeráveis;

Vós afadigais e aliviais os fatigados;


Não tendes onde reclinar a cabeça

e tudo sustentais com Vossas mãos;


Sofreis e dais remédio a todos os sofrimentos;

Sois esbofeteado e dais liberdade ao mundo;


Fostes transpassado em Seu lado e curastes o lado de Adão.

Acorro a Vós que sois o Manancial da vida,


E contemplo a divina fonte de onde jorram os remédios da Salvação. 

 

Vós, Filho Imortal, enviado ao mundo pelo Pai da imortalidade.

Vós que sois o Verbo que viestes ao encontro dos homens

Para nos purificar na água e no Espírito;


E a fim de gerar-nos novamente

Para a incorruptibilidade da alma e do corpo,

Infundistes em nós o Vosso Espírito de vida

E nos revestistes com uma armadura incorruptível.

 

Vós nos tornastes imortais e divinizados

Mediante o banho da regeneração,

Pela Água e o Espírito Santo, e nos fizestes também

Herdeiros convosco com a Vossa Ressurreição.

 

Ao mundo proclamo com voz forte:

"Vinde, nações todas, ao Batismo verdadeiro

Que confere a nós o que tanto desejamos, a imortalidade.

Esta é a Água, unida ao Espírito, que irriga o paraíso,

Fertiliza a terra, dá crescimento às plantas e faz os seres se reproduzirem”.

 

Ele é a água pela qual recebemos nova vida,

Com a qual Ele mesmo, o Cristo, foi batizado,

E sobre a qual o Espírito Santo desceu em forma de pomba.

 

Desçamos com fé a esse banho de  regeneração,

Renunciando ao demônio e nos entreguemos a Cristo;

Reneguemos o inimigo que nos seduz

E proclamemos que Cristo é Deus.

 

Renunciemos à escravidão e revistamo-nos da adoção filial;

Saiamos do Batismo, resplandecentes como o sol,

Irradiando justiça; e mais que tudo isso,

Tornando-nos filhos de Deus e herdeiros com Cristo.

 

Junte-se a mim para que a Ele toda glória e poder rendamos,

Em comunhão com o Seu Espírito Santíssimo, bom e vivificante,

Em amor indizível com o Pai vivido,

Agora e sempre e por todos os séculos dos séculos.

Amém.


 

Quem sou eu

Minha foto
4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG