sexta-feira, 22 de junho de 2018

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“Intrigas palacianas”

“Intrigas palacianas”

A passagem bíblica proclamada na primeira Leitura da sexta-feira da XII Semana do Tempo comum (Ano par), (2Rs 11,1-4.9-18.20), retrata um período muito conturbado da história do Povo de Deus, no Antigo Testamento (ano 841 A.C.).

A história do povo de Israel corre o risco do desaparecimento devido às contínuas intrigas e morticínios.

Sejamos enriquecidos por este comentário do Lecionário Comentado:

 “A descrição das comuns intrigas palacianas, pretende fazer-nos compreender como o desígnio de Deus e a fidelidade divina caminham dentro das tortuosidades da História humana: as tristes figuras históricas, que nós somos, tão longe de poder satisfazer a necessidade de salvação do homem, fazem lembrar o Rei ideal que encarnará na Sua Pessoa a salvação e a paz.

Portanto, não é a bens materiais ou a salvadores de todos os gêneros (quantos se apresentam hoje!) que podemos apegar o nosso coração, mas sim ao Bem eterno, ‘todo o Bem, o sumo Bem’ (São Francisco de Assis), porque, como lemos no Evangelho, ‘onde está o teu tesouro, aí estará o seu coração’ (Mt 6,21)...

Com efeito, este tesouro, no texto evangélico é o Reino, mas o Reino é afinal uma Pessoa, o Senhor, o Rei que pede para tomar posse do nosso coração de forma a enchê-lo de luz e de vida”  (1)

Esta reflexão nos remete às tentações que Jesus venceu nos quarenta dias e quarenta noites no deserto: ser, ter, poder.

São estas tentações que geram outras tantas e que, seduzindo o coração humano, levam à multiplicação de páginas de sofrimento, intrigas, injustiças, fraudes, roubos e mortes, que mancham a história da humanidade com o pecado, e muitas vezes com o sangue dos inocentes.

Assim como na história do Povo de Deus, hoje também estas “intrigas palacianas” se repetem, nos diversos espaços em que circulamos: família, escola, trabalho, política e também dentro de nossas comunidades.

A cada um de nós cabe a vigilância para que estas tentações não nos seduzam, e não nos ceguem diante das necessidades do próximo, e tão pouco nos ensurdeçam diante dos clamores dos empobrecidos, que carregam as marcas da injustiça sofrida.

Urge por fim às “intrigas palacianas”, vivendo a Boa Nova do Evangelho de Jesus, buscando em primeiro lugar o Reino e a sua justiça, e tudo mais nos será acrescentado, como nos alertou e prometeu o Senhor.

Deste modo o desígnio de Deus e a fidelidade divina encontrarão em nós correspondência maior de amor e fidelidade ao Seu Projeto de amor, vida, alegria e paz.

Supliquemos ao Senhor que não sejamos envolvidos pelas “intrigas palacianas de cada dia”, para que assim nossa vida seja marcada pela doação, serviço, partilha e simplicidade de coração, confiando em Deus, e tão somente a Ele amar e adorar, pois assim, nosso amor ao próximo ganhará conteúdo e expressão autênticos.


(1) Lecionário Comentado - p. 551.

Envolvidos pelo amor divino

Envolvidos pelo amor divino

O cristão é, fundamentalmente, alguém que descobriu que Deus o ama. Por isso, enfrenta a cada dia o bom combate da fé com serenidade e alegria. Possui uma esperança que brota da certeza fundamental: o Amor de Deus.

O Amor de Deus deve ser para nós o grande tesouro de que nos fala o Evangelho (Mt 6,19-23):

“… ajuntai tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem,
nem os ladrões assaltam e roubam… Pois onde estiver teu tesouro, aí estará também o teu coração”. O cristão condiciona e fundamenta toda sua vida nesta certeza.

A alegria de quem encontrou e experimentou o Amor de Deus o faz discípulo missionário sal da terra e luz do mundo, numa espiritualidade Eucarística.

A missionariedade consistirá em corresponder ao Amor de Deus. Somente no verdadeiro encontro e apaixonamento por Cristo e Seu Evangelho estaremos, como João Batista, vivendo nossa vocação profética, ontem, hoje e sempre.

Com a Palavra, Jesus Cristo revelou o Deus Bíblico: Deus de Amor, pois o Espírito do Senhor repousava sobre Ele na mais perfeita relação de comunhão e Amor.

Embarquemos na aventura da Aliança de Amor de Deus por nós, um amor no exato sentido da Palavra, pois Deus é Amor e ama Seu Povo e o tem como Seu tesouro, Sua propriedade e o constitui povo de sacerdotes e nação santa (Ex 19,2-6a).

Ama apesar de toda infidelidade, traição, idolatria, abandono, morticínios, sacrifícios inúteis, abominações, reclamações sem fundamento, provação, provocação, lamentações infundadas, ingratidão, atrocidades cometidas, amor não correspondido…

Deus ama na contra mão da história, pois ama um povo pequeno, aos olhos humanos, absolutamente desprezível, débil, frágil e insignificante. 

Encarna-Se para redimi-lo e não somente este povo, mas toda a humanidade, em Cristo Jesus, e perpetua Seu Amor na presença do Espírito Santo, não nos deixando órfãos!  Ainda mais, Deus habita em cada um de nós como templo Seu, sendo para nós o mais belo Hóspede!

Deste modo, como definir o Amor de Deus? Verdadeiramente o amor de Deus é: 
Idealizador,
Idílico, Ilimitado, Ilimitado,
Ilógico, Iluminador, Ilustre, Imaculado,
Imortal, Impecável, 
Imperante, 
Imperdível,
Imperturbável, Implacável, Impressionante, Imutável, Imprescindível, Inalienável, Inalterável, Incandescente,
Incansável, Incendiário, Incessante, Incomensurável,
Incomparável, Incondicional, Inconfundível,
Incontestável, Incorruptível,
Indelével, Indiscutível, 
Indispensável, 
Indissociável, 
Incrível Indubitável, Indulgente, Inédito, Inerente, Inesgotável, Inesquecível, Inestimável, Inexplicável, Infalível, Infinito, Inflamável, Inigualável, Iniludível, Inimitável, Inovador, Inqualificável, Inquebrável, Insaciável, Insigne, Inspirador, 
Insubstituível, 
Inteligente,
Interminável, Íntimo, Inusitado, Inviolável,
Irradiante, Irrecusável, Irrenunciável,
Irresistível, Irrestrito, Irretocável,
Irreversível, Irrevogável,
Irrigador...

Contemplemos na Cruz o Mistério do Encontro/presença de um Deus que é eterno Amante (Pai), eterno Amor (Espírito Santo), eterno Amado (Filho), como nos falou Santo Agostinho. 

Somente o Senhor sacia nossa sede de eternidade

Somente o Senhor sacia nossa sede de eternidade

Fizeste-nos para Ti e inquieto está nosso coração,
enquanto não repousa em Ti.”

Sejamos enriquecidos por mais uma das Homilias do Bispo São Gregório de Nissa (séc. IV), na qual nos apresenta Deus como um rochedo inacessível, mas sempre voltado para nós, nas inquietações que nos acompanham, no árduo caminho da fé que fazemos ao Seu encontro, para que um dia O contemplemos face a face.

“O que costuma acontecer a quem do alto de um monte olha para o vasto mar lá embaixo, isto mesmo se dá com o meu espírito em relação à altíssima Palavra do Senhor: dessa altura olho para a inexplicável profundidade de seu sentido.

A mesma vertigem que se pode sentir em alguns lugares da costa, quando se olha desde uma grande elevação a cavaleiro das ondas para o mar profundo, do alto saliente de um penhasco que, do lado do mar, parece cortado pelo meio do vértice até a base mergulhada nas profundezas, sobrevém a meu espírito suspenso à grande Palavra proferida pelo Senhor:

‘Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus’.

Deus Se oferece à visão daqueles que têm o coração purificado. ‘Deus, ninguém jamais O viu’, diz o grande João. Confirma esta asserção, Paulo, aquele espírito sublime: ‘A quem homem algum vê nem pode ver’.

Eis aqui o penhasco, escorregadio, despenhadeiro sem fundo, talhado a pique, que não oferece em si nenhum ponto de apoio para a inteligência da criatura!

O próprio Moisés sentiu-se esmagado pela Palavra: ‘Não há, diz ele, quem veja a Deus e continue a viver’. Ele sentenciou que este penhasco é inacessível, porque nunca nossa mente pode lá chegar, por mais que se esforce por alcançá-Lo, erguendo-se até Ele.

Ora, ver a Deus é gozar a vida eterna. No entanto, que Deus não possa ser visto, as colunas da fé, João, Paulo e Moisés, o afirmam.

Percebes a vertigem que arrasta logo o espírito para as profundezas do conteúdo desta questão?

De fato, se Deus é a vida, quem não vê a Deus não vê a vida. Mas que não se possa ver a Deus, tanto os Profetas quanto os Apóstolos, levados pelo Espírito divino, o atestam. Em que angústias, portanto, se debate a esperança dos homens?

Contudo, o Senhor vem erguer e sustentar a esperança vacilante, assim como fez a Pedro, a ponto de afundar, firmando-o na água tornada resistente ao caminhar, para que ele não se afogasse.

Portanto, se a mão do Verbo se estender para nós, que vacilamos no abismo de nossas especulações, colocando-nos em outra perspectiva, perderemos o medo e, já seguros, abraçaremos o Verbo que nos conduz como que pela mão, dizendo:

‘– Bem-aventurados os puros de coração porque eles verão a Deus’.”

Ver a Deus consiste no mais sublime desejo que habita nossa alma, como assim o foi na vida de todos os Santos e Santas, e que levou Santo Agostinho a dizer:

– “Fizeste-nos para Ti e inquieto está nosso coração, enquanto não repousa em Ti.”

Enquanto isto, importa suplicar ao Senhor, como falou o bispo; que O Senhor estenda Sua mão para que não vacilemos no abismo das especulações inúteis e estéreis, e assim não nos percamos no labirinto das verdades efêmeras, e tão pouco permitamos que nosso coração se curve às paixões que nos afastem da Paixão maior e incondicional, e, assim, nosso coração seja tomado pelo fogo abrasador do Amor de Deus, como rezou o Salmista (Sl 68/69):

“Por vossa causa é que sofri tantos insultos, e o meu rosto se cobriu de confusão; eu me tornei como um estranho a meus irmãos, como estrangeiro para os filhos de minha mãe. Pois meu zelo e meu amor por vossa casa/ me devoram como fogo abrasador.”

Movidos por uma esperança sem vacilos indesejáveis, e firmados numa fé, que nos impulsiona para os compromissos do Reino, na prática da inseparável virtude da caridade, que torna crível nossa fé e não ilusória nossa esperança, rumamos para a eternidade, ao mais belo e desejado dos Encontros.

Que a cada Eucaristia que participarmos, bebamos do Rochedo, que é o próprio Cristo, que nos dá vida nova pelo Batismo e nos sacia com o Sangue jorrado de Seu lado, para nos nutrir neste bom combate da fé, até que possamos merecer receber um dia, a coroa da glória, aos justos reservada.

Não quero a desventura...


Não quero a desventura...

Felizes os íntegros em seu caminho,
os que andam conforme a Lei de Iaweh!
Felizes os que guardam Seus testemunhos,
procurando-O de todo o coração,
e que, sem praticar a iniquidade,
andam em Seus caminhos!” 
Sl 119,1-3
Não quero a desventura de quem nada crê.
Jamais o infortúnio que roube a graça de viver.

Não andarei sob o jugo do medo,
Mas procurarei quem me ajude a enfrentá-lo.

Não sucumbirei com os que se curvam diante do mal,
Mas me revigorarei com os que se empenham pelo bem.

Não vou somar com quem nada espera,
Mas sonhar com os que sabem esperançar.

Não serei aprendiz de verbos que roubem a beleza da vida,
Mas, com o Divino Mestre, verbos salutares reaprender a conjugar.

Não farei crescer a fila dos que se entregam a mediocridade,
Mas, com pessoas de boa vontade, construir laços de fraternidade.

Não quero a desventura dos que se entregam aos pesadelos.
Jamais o infortúnio que roube a beleza e a força dos belos sonhos.

Quero firmar os passos nos caminhos do Senhor,
Com o Santo Espírito, os preceitos divinos viver. Amém.

O Amor de Deus falou mais alto no coração de João


O Amor de Deus falou mais alto no coração de João

”Graças ao entranhado Amor do nosso
Deus, visitou-nos a luz que vem do alto” (Lc 1,78)

Celebraremos dia 24 de junho a Solenidade de São João Batista, e à luz da Palavra de Deus, refletiremos sobre a pessoa e a missão de João Batista, aquele que foi escolhido por Deus para ser Profeta ainda antes de nascer, como dom de Deus ao Seu povo.

E mais, na sua pessoa, de Isabel e Zacarias contemplar e refletir sobre o entranhado Amor de Deus em seus corações. É próprio do Amor de Deus se entranhar no mais profundo de cada um de nós para que possamos comunicar Seu amor, vida, presença e luz.

Assim fez de modo singular, incomparável, João Batista, o maior de todos os Profetas que nasceram antes do Salvador, o único que viu e apontou o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, a luz dos povos!

João, a voz que clamou no deserto a presença da Palavra em nosso meio, Jesus. Como próprio Santo Agostinho disse: “João é a voz no tempo; Cristo é, desde o princípio, a Palavra eterna”.

A primeira Leitura (Is 49,1-6) é parte do segundo canto do Servo sofredor de Javé. Retrata o final do exílio e, à luz da Palavra, pode-se afirmar que a missão profética brota e se sustenta do próprio Deus. Sendo eleito vive da Palavra e para a Palavra de Deus.

A vocação é, portanto, dom de Deus, pois é Ele quem toma a iniciativa. O Profeta vive uma especial relação de amizade e intimidade com Deus, tornando visível Sua ação salvadora, que fará nascer uma luz que iluminará todos os povos. A ação divina é o derramamento de graça, bondade, amor. Deus jamais se esquece de nós e nos quer plenos de vida, alegria, felicidade.

Reflitamos:

Como vivo a vocação profética que recebi no dia do meu Batismo?
Qual tem sido a intimidade/amizade que vivo com Deus, para Sua Palavra com credibilidade anunciar?

- Como sinto a presença e a força de Deus no viver da vocação profética que me confiou?
O que sou capaz de suportar para viver esta vocação?

Na segunda Leitura (At 13,22-26), o Apóstolo Paulo nos apresenta uma rápida síntese da História da Salvação, desde Davi culminando em Jesus. Apresenta a pessoa de João e o papel que ele teve em relação a Jesus. O próprio João se declara inferior a Jesus e o indica às multidões (v.24-25).

A missão de João consiste no anúncio da necessária conversão de mentalidade e atitudes. João prepara o coração de seus ouvintes e seguidores para a acolhida do Messias que vai inaugurar o novo Reino, numa frutuosa “metanoia” (transformação da mentalidade e do coração).

Embora homem simples e frágil, torna-se precioso instrumento na mão de Deus para orientar o coração humano. Seu programa de vida tem tríplice aspectos: o apelo à conversão, a revolução e a transformação das mentalidades e atitudes e o convite para o acolhimento da libertação que Deus nos oferece.

Agindo com coragem e fidelidade o Profeta não aparece, mas sim Aquele que o chamou, o enviou e o acompanha em sua missão. Caminhando o Profeta encontra e revela a presença, a ação e o querer de Deus.

O Evangelho (Lc 1,57-66.80) nos apresenta o nascimento de João Batista. O Evangelista tem a preocupação de apresentar o papel relevante de João, mas totalmente subordinado à pessoa e missão de Jesus.

Com João Batista chegou o tempo do cumprimento das promessas de Deus, o tempo da misericórdia de Deus, como o próprio nome do Profeta sugere: João – “O Senhor concede graça”.

O nome dos pais de João também nos revelam o Amor e ação de Deus: Izabel significa “Deus é plenitude”, e Zacarias, “Deus Se lembrou”.

Portanto, celebramos o Deus de Amor que Se revela na figura do Profeta João Batista. Com ele aprendemos que o caminho profético é o caminho do despojamento, da radicalidade, da entrega e da doação da vida.

João foi amigo do Esposo, Jesus, soube reconhecer que Ele era maior e tornou-se para todos nós um belo exemplo na caminhada de fé e no seguimento ao Senhor: “é preciso que Ele cresça e eu diminua” (Jo 3,30).

Aprendamos com João seu estilo de vida, sua atividade e coragem e fidelidade até o fim, enfrentando a morte violenta. Ele por ser testemunha é para nós mestre de vida espiritual, para maior e sincera fidelidade ao Senhor Jesus. João é a testemunha de Cristo por excelência. Veio como testemunha para dar testemunho da luz verdadeira (Jo 1,7-9).

Questionemo-nos:
João foi o precursor do Salvador, e selou sua missão derramando por Ele o seu sangue.

-    Sou um sinal vivo e profético de Deus como João o foi?
-    João soube qual foi o seu lugar na História da Salvação. Sei qual o papel e o lugar que devo ocupar nesta História?

-    De que modo apresento Jesus, a Luz do Mundo, ao mundo, às pessoas com quem convivo?
-    De que modo vivo a missão de precursor do Senhor? 
-    Como preparo a Sua vinda gloriosa?
-    O que João tem a me ensinar na caminhada de fé e fidelidade ao Senhor?
   
Concluo com o Prefácio da Missa desta Festa:

“... Proclamamos, hoje, as maravilhas que operastes em
são João Batista, precursor de Vosso Filho e Senhor nosso,
consagrado como o maior entre os nascidos de mulher.

Ainda no seio materno, ele exultou com a chegada do
Salvador da humanidade e seu nascimento trouxe
grande alegria. Foi o único dos Profetas
que mostrou o Cordeiro redentor.

Batizou o próprio autor do Batismo
nas águas assim santificadas e,
derramando seu sangue, mereceu
dar o perfeito testemunho de Cristo...”.

Agora é nossa vez acolher nas entranhas de nosso coração o Amor de Deus e viver com ardor a vocação profética, reavivando a chama do Batismo que um dia foi acesa, e que jamais se apagando nos leve um dia à plenitude da luz divina: Céu.

“João Batista: a voz no tempo...”

“João Batista: a voz no tempo...”

A Igreja celebrará no dia 24 de junho a Festa do nascimento do último Profeta, uma voz que clamou no deserto.

É um acontecimento tão importante, que é o único Santo que a Igreja celebra o nascimento, uma vez que normalmente só é celebrada sua morte.

Voltar à reflexão do Bispo Santo Agostinho (ver post anterior) nesta Festa é inevitável, pois cada vez que a retomamos algo novo Deus faz renascer em nosso coração, nossa vida é iluminada, tamanha a sabedoria de suas palavras.

Deleitemo-nos com o paralelo que ele faz entre o nascimento do precursor e o nascimento do Salvador:

“João é a voz no tempo; Cristo é, desde o princípio, a Palavra eterna”!

Tão preciosa exclamação que a tantas interrogações nos levará a refletir, sobre a nossa vida cristã avaliar, aprofundar.

Reflitamos:

- João, a voz no tempo, e nós?
- Qual a comunicação que fazemos do Verbo?
- Qual o testemunho profético que damos?

- Que história escrevemos?
- Por que e para que existimos?
- Que caminhos haveremos de preparar para que o Senhor possa vir glorioso, uma vez que já veio no tempo?

São interrogações que se multiplicam, são questionamentos que também me faço, para que a celebração de tão bela solenidade produza maior ardor ao Verbo, acolhida ao Espírito para maior temor do Deus Amor...  Ó tão amável Trindade! 

Quem sou eu

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Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte - MG