segunda-feira, 25 de março de 2019

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O “Sim” que deu novo sentido à vida



O “Sim” que deu um novo sentido à vida


No dia 25 de março, celebramos a Solenidade da Anunciação do Senhor, e ouvimos a proclamação da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 1, 26-38).

Sejamos enriquecidos por uma trecho do Sermão do Abade São Bernardo (séc. XII), meditando sobre os Mistérios da Salvação que nos veio pela Encarnação do Verbo, Jesus Cristo.

“O Santo, que nascer de ti, será chamado Filho de Deus (cf. Lc 1,35), fonte de sabedoria, o Verbo do Pai nas alturas! Este Verbo, através de ti, Virgem santa, Se fará Carne, de modo que Aquele que diz: Eu no Pai e o Pai em mim (Jo 10,38), dirá também: Eu saí do Pai e vim (Jo 16,28).

No princípio, diz João, era o Verbo. Já borbulha a fonte, mas por enquanto apenas em si mesma. Depois, e o Verbo era com Deus (Jo 1,1), habitando na luz inacessível.

O Senhor dizia anteriormente: Eu tenho pensamentos de paz e não de aflição (cf. Jr 29,11). Mas teu pensamento está dentro de ti, ó Deus, e não sabemos o que pensas; pois quem conheceu a mente do Senhor ou quem foi seu conselheiro? (cf. Rm 11,34).
  
Desceu, por isto, o pensamento da paz para a obra da paz: O Verbo Se fez Carne e já habita em nós (Jo 1,14). Habita totalmente pela fé em nossos corações, habita em nossa memória, habita no pensamento e chega a descer até a imaginação.

Que poderia antes o homem pensar sobre Deus, a não ser talvez fabricando um ídolo no coração? Era incompreensível e inacessível, invisível e inteiramente impensável; agora, porém, quis ser compreendido, quis ser visto, quis ser pensado.

De que modo, perguntas? Por certo, reclinado no presépio, deitado ao colo da Virgem, pregando no monte, pernoitando em Oração; ou pendente da Cruz, pálido na morte, livre entre os mortos e dominando o inferno; ou ainda ressurgindo ao terceiro dia, mostrando aos Apóstolos as marcas dos cravos, sinais da vitória, e, por último, diante deles subindo ao mais alto do céu.

O que não se poderá pensar verdadeira, piedosa e santamente disto tudo? Se penso algo destas realidades, penso em Deus e em tudo Ele é o meu Deus. Meditar assim, considero sabedoria, e tenho por prudência renovar a lembrança da suavidade que, em essência tão preciosa, a descendência sacerdotal produziu copiosamente, e que, haurindo do alto, Maria trouxe para nós em profusão.”

Pelo “sim” de Maria, nos veio do alto o Verbo para nos redimir, e por isto tão bem expressou o Abade: Aquele que “era incompreensível e inacessível, invisível e inteiramente impensável; agora, porém, quis ser compreendido, quis ser visto, quis ser pensado.”

Temos, em breves palavras, um itinerário da Encarnação do Verbo feito criança até a Sua glorificação no céu, onde reina glorioso junto de Deus.

Com Maria, renovemos o nosso sim aos desígnios e Projeto divino, para que tenhamos vida plena e feliz, como ela nos ensinou naquele dia memorável das Bodas de Caná (Jo 2,1-12).

Aprendamos com Maria o silêncio necessário e contemplemos Jesus:

“... reclinado no presépio, deitado ao colo da Virgem, pregando no monte, pernoitando em oração; ou pendente da Cruz, pálido na morte, livre entre os mortos e dominando o inferno; ou ainda ressurgindo ao terceiro dia, mostrando aos Apóstolos as marcas dos cravos, sinais da vitória, e, por último, diante deles subindo ao mais alto do céu”.

“O anjo do Senhor anunciou a Maria...”



No dia 25 de março, celebramos a Solenidade da Anunciação do Senhor, e ouvimos a proclamação da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 1, 26-38).

Trata-se da anunciação do Anjo Gabriel a Maria de que seria a Mãe do Salvador. Uma das páginas mais belas da Sagrada Escritura: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a Tua Palavra” (Lc 1,26-38).

Este sim de Maria – “Faça-se em mim” – é ao mesmo tempo disposição passiva e adesão ativa; uma adesão singela e pura de Maria à vontade de Deus.

Deus não impõe Sua vontade, mas a acolhida e a realização da mesma implicam em alegre tomada de decisão.

Este sim à vontade divina, jamais se trata de uma disposição passiva como imposição da vontade Divina, que respeita a nossa vontade.

Em Maria, adesão e obediência à vontade de Deus, não se traduziram em preguiça e dificuldade, mas alegria e decisão.

Quem a Deus segue está pleno de Seu Espírito e caminha de coração alegre, de ânimo notável, ainda que por estradas fatigantes.

Deus não quer de nós passividade, mas que sejamos ativos e conscientes dentro de Seu Projeto de Salvação, de modo que a felicidade humana é diretamente proporcional à acolhida e realização da vontade de Deus.

Deste modo, Maria foi e é a mulher mais feliz que o mundo conheceu, cheia de graça divina, primeiro tabernáculo do Verbo.

Logo em seguida à Anunciação, o Evangelista Lucas nos apresenta outro momento: a visitação de Maria à sua prima Isabel. Duas mães, embora de idades tão diferentes, se encontram e entoam um único hino de louvor e alegria a Deus.

Lucas retratando a visitação faz um paralelo muito interessante entre a Arca da Aliança e o Verbo no ventre de Maria. Maria, bem como a Arca, permanece três meses numa casa da Judeia (cf. Lc 1,56 e 2 Sm 6,11).

Ele apresenta Maria como a nova Arca da Aliança. Quando na plenitude dos tempos Deus enviou Seu Filho, nascido de uma mulher (Gl 4,4), Ele já não habita mais em construções de pedra, mas num templo sagrado, no seio de uma mulher e ela,  Maria,  tornou-se o primeiro Sacrário do Verbo que se fez Carne.

A presença de Maria – a nova Arca da aliança – é uma irradiação e explosão de alegria. Contemplemos João exultando de felicidade e Isabel em calorosas exclamações de alegria por ser visitada pela Mãe do Seu Senhor.

Santo Ambrósio sobre esta passagem diz:

A criança exultou, a mãe ficou cheia do Espírito Santo. A mãe não se antecipou ao filho; mas estando o filho cheio do Espírito Santo, comunicou-o a sua mãe. João exultou; o espírito de Maria também exultou.

A alegria de João se comunica a Isabel; quanto a Maria, porém, não nos é dito que recebesse então o Espírito, mas que seu espírito exultou. – Aquele que é incompreensível agia em Sua mãe de modo incompreensível – Isabel recebe o Espírito Santo depois de conceber; Maria recebeu antes. Por isso, Isabel diz a Maria: Feliz és tu que acreditaste (cf. Lc 1,45).”

É a grande exultação dos pobres pela promessa de libertação, que agora é mais do que uma realidade em si. Esta alegria perpassará por todo o tempo e por toda a história da humanidade.

Maria, a pobre por excelência, a serva do Senhor, a nova Arca da Aliança, melhor do que ninguém para nos ensinar o segredo da felicidade, que consiste na total obediência e fidelidade à vontade divina, e hoje está nos céus, como nossa Mãe e Rainha.

“Maria é a mais bela flor que desabrochou na criação”


“Maria é a mais bela flor que desabrochou na criação

Sejamos enriquecidos pelas palavras do então Papa Bento XVI, para vivermos intensamente a nossa devoção Mariana:

“... Com efeito, Maria, é a flor mais bonita que desabrochou na criação, a "rosa" que apareceu na plenitude dos tempos quando Deus, enviando o seu Filho, conferiu ao mundo uma nova Primavera.

E é ao mesmo tempo protagonista, humilde e discreta, dos primeiros passos da Comunidade cristã: Maria é o seu coração espiritual, porque a sua própria presença no meio dos discípulos constitui a memória viva do Senhor Jesus e o penhor do dom do Seu Espírito.

O Evangelho deste Domingo, tirado do capítulo 14 de São João, oferece-nos um retrato espiritual implícito da Virgem Maria, onde Jesus diz: "Se alguém me ama, guarda a minha Palavra; meu Pai amá-lo-á, viremos a ele e nele faremos morada" (Jo 14, 23).

Estas expressões são dirigidas aos discípulos, mas podem ser aplicadas ao máximo grau precisamente àquela que é a primeira e perfeita discípula de Jesus. 

Efetivamente, Maria foi a primeira que observou de maneira plena a Palavra do seu Filho, demonstrando deste modo que O ama não apenas como Mãe, mas ainda antes como serva humilde e obediente; por isso, Deus Pai amou-a e nela a Santíssima Trindade fez a Sua morada.

Além disso, quando Jesus promete aos Seus amigos que o Espírito Santo os assistirá, ajudando-os a recordar cada uma das Suas Palavras e a compreendê-las profundamente (cf. Jo 14, 26), como não pensar em Maria, que no seu coração, templo do Espírito, meditava e interpretava fielmente tudo aquilo que o seu Filho dizia e fazia?

Deste modo, já antes e, sobretudo, depois da Páscoa, a Mãe de Jesus tornou-se também a Mãe e o modelo da Igreja.”

Ela é a primeira flor a exalar o odor de Cristo para o mundo, acolhendo-O em seu ventre pela ação do Espírito.

Flor que O acompanhou em todos os instantes, como os Evangelhos e a Igreja nos ensinam e cremos: desde a concepção, em seu crescimento em idade, tamanho, sabedoria e graça diante de Deus;  partícipe fundamental no primeiro sinal de Caná da Galileia; presente na hora da agonia, da Paixão, da morte e da Ressurreição.

Maria é a “rosa” que apareceu na plenitude dos tempos como nos falou o Papa, e, com certeza, é a rosa que torna mais belo o céu, porque nele, ao lado do Filho, se encontra.

Maria é a “rosa” que se faz presente em nosso caminhar, nos dizendo sempre, como disse em Caná: “fazei tudo o que Ele vos disser”.

Maria é a “rosa” que nos dá a certeza de que não estamos sós e que o Espírito Santo que nela agiu, continua agindo, assistindo e conduzindo a Igreja de Seu Filho e soprando onde Ele quer.

Maria é a mais bela “rosa” que jamais perde o encanto, a vida, a graça.

Maria é a mais bela “rosa” que torna mais belo o jardim de nossa existência, até que um dia tenhamos a graça de vê-la no céu, como há muito se canta:

“Com minha mãe estarei na Santa Glória um dia,
Junto com a Virgem Maria, no céu triunfarei...”

Aprendamos com Maria o segredo da felicidade

Aprendamos com Maria o segredo da felicidade

A anunciação do Anjo Gabriel a Maria de que seria a Mãe do Salvador é uma das páginas mais belas da Sagrada Escritura: “Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a Tua Palavra” (Lc 1,26-38).

Este sim de Maria – “Faça-se em mim” é ao mesmo tempo disposição passiva e adesão ativa. É uma adesão singela e pura de Maria à vontade de Deus. 

Jamais poderíamos entender disposição passiva como imposição da vontade Divina, que respeita a nossa vontade.

Ele não impõe Sua vontade, mas a acolhida e a realização da mesma implicam em alegre tomada de decisão.

Em Maria, a adesão à vontade de Deus e sua obediência não se traduziram em preguiça e dificuldade, mas alegria e decisão. Quem a Deus segue está pleno de Seu Espírito e caminha de coração alegre, de ânimo notável, ainda que por estradas fatigantes.

Deus não quer nossa passividade, ao contrário, nos quer ativos e conscientes dentro de Seu Projeto de Salvação. De modo que podemos afirmar que a felicidade humana é diretamente proporcional à acolhida e realização da vontade de Deus.

Por isto também podemos afirmar que Maria foi e é a mulher mais feliz que o mundo conheceu, cheia de graça divina, primeiro tabernáculo do Verbo.

Logo em seguida da anunciação, o Evangelista Lucas nos apresenta outro momento de extrema beleza: a visitação de Maria à sua prima Isabel. Duas mães, embora de idades tão diferentes, se encontram e entoam um único hino de louvor e alegria a Deus.

Lucas retratando a visitação faz um paralelo muito interessante entre a Arca da Aliança e o Verbo no ventre de Maria. Tanto Maria como a Arca permanecem três meses numa casa da Judeia (cf. Lc 1,56 e 2 Sm 6,11).

Ele apresenta Maria como sendo a nova Arca da Aliança. Quando na plenitude dos tempos Deus enviou Seu Filho, nascido de uma mulher (Gl 4,4), Ele já não habita mais em construções de pedra, mas num templo sagrado, no seio de uma mulher e ela,  Maria,  tornou-se o primeiro Sacrário do Verbo que se fez Carne.

A presença de Maria – a nova Arca da aliança – é uma irradiação e explosão de alegria. Contemplemos João exultando de felicidade e Isabel em calorosas exclamações de alegria por ser visitada pela Mãe do Seu Senhor.

Santo Ambrósio sobre esta passagem assim comenta:

A criança exultou, a mãe ficou cheia do Espírito Santo. A mãe não se antecipou ao filho; mas estando o filho cheio do Espírito Santo, comunicou-o a sua mãe. João exultou; o espírito de Maria também exultou.

A alegria de João se comunica a Isabel; quanto a Maria, porém, não nos é dito que recebesse então o Espírito, mas que seu espírito exultou. – Aquele que é incompreensível agia em Sua mãe de modo incompreensível – Isabel recebe o Espírito Santo depois de conceber; Maria recebeu antes. Por isso, Isabel diz a Maria: Feliz és tu que acreditaste (cf. Lc 1,45).”

É a grande exultação dos pobres pela promessa de libertação, que agora é mais do que uma realidade em si. Esta alegria perpassará por todo o tempo e por toda a história da humanidade.

Quem melhor do que ela, Maria, a pobre por excelência, a serva do Senhor, a nova Arca da Aliança, para nos ensinar o segredo da felicidade?

Supliquemos à Mãe do Senhor



No dia 25 de março, celebramos a Solenidade da Anunciação do Senhor, e ouvimos a proclamação do Evangelho (Lc 1, 26-38), em que Maria dá o mais precioso “sim”, para que ocorresse a Encarnação de Deus, em Jesus Cristo, por obra do Espírito Santo.

Inspirado nas palavras de Maria: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a Tua Palavra!” (Lc 1,38), oremos:

Maria, Mãe de Deus e nossa, tu és a “Serva do Senhor”, porque reconheceste que somente Deus é o verdadeiro, o único Senhor, e por isto te tornaste, ao mesmo tempo, Senhora nossa e serva de Deus.

Maria, Mãe de Deus e nossa, medito sobre teu humilde reconhecimento da verdade, da distância existente entre o Criador e criatura que somos.

Maria, Mãe de Deus e nossa, tu soubeste compreender a vontade divina e a ela, em plena liberdade, soubeste te submeter, com confiança e serenidade.

Maria, Mãe de Deus e nossa, ao dar teu sim, permitiste que se fizesse em Ti o Mistério da Encarnação, numa disposição passiva e adesão ativa.

Maria, Mãe de Deus e nossa, foste aberta e corajosa nesta adesão singela e pura à vontade de Deus, como mais tarde compreenderia, meditando tudo em teu Imaculado Coração.

Maria, Mãe de Deus e nossa, nisto contemplamos tua imensurável grandeza, tão pequena, tão frágil, mas tão aberta para experimentar a onipotência divina.

Maria, Mãe de Deus e nossa, ensina-nos também a compreender e realizar a vontade do Senhor, como tão bem fizeste, pois tão somente assim, felizes seremos.

Maria, Mãe de Deus e nossa, contigo aprendamos a nos preparar para a vinda gloriosa do Teu Filho, na fidelidade ao Pai e com a força e a luz do Santo Espírito. Amém.

Fonte de pesquisa: Missal Cotidiano – Editora Paulus – p.87

Quaresma: tempo de graça, gratidão e gratuidade

Quaresma: tempo de graça, gratidão e gratuidade  

“...Um deles, ao perceber que estava curado,
voltou glorificando a Deus em alta voz;
atirou-se aos pés de Jesus, com o
 rosto por terra, e lhe agradeceu.”
Na segunda-feira da 3ª semana do Tempo da Quaresma, ouvimos a passagem do Segundo Livro dos Reis (2 Reis 5,1-15a), em que contemplamos a cura do sírio Naamã, mencionada por Jesus na passagem do Evangelho da Missa (Lc 4,24-30).

Somos remetidos à passagem do Novo Testamento em que Jesus cura dez leprosos, e apenas um volta para agradecer (Lc 17,11-19).

As passagens citadas nos revelam a ação de Deus, que cura a todos, sem limites de fronteiras: não há limites geográficos para a ação curativa de Deus.

Não há dúvida que o Amor, a bondade e o Projeto de Salvação de Deus destinam-se a todos os povos.

O que Deus espera de nós é a acolhida, com alegria, abertura, confiança, amor e gratidão.

E este é o grande questionamento que a Liturgia nos propicia: rever nossa abertura à Graça Divina, acompanhada pela gratidão por tudo que Ele realiza em nosso favor.

Se de um lado a gratidão é uma virtude que enobrece, por outro nada é mais desagradável do que conviver com pessoas ingratas, nada é mais empobrecedor do que o cultivo da autossuficiência, sobretudo da relativização da presença divina.

Viver como se de Deus não precisássemos é mergulhar no vazio de si mesmo, com perda de sentido, e horizontes restritos; é condenar-se a não realização; é o sequestrar-se de si mesmo quase que sem preço de resgate.

Somente em Deus o resgate, logo, sem voltar-se para Ele, não há alternativa, não há caminho, somente dor, desolação, vazio, sofrimento – caos jamais superável!

Este é o rosto e o ser de Deus: Ele é único, dá a vida, salva a todos, pois a salvação carrega em si a marca da universalidade, espera a gratidão e não se deixa manipular por ninguém.

A Espiritualidade genuinamente Eucarística leva-nos a dizer “obrigado a Deus” e ao nosso próximo, por tantos bens e graças recebidas.

Pode ocorrer que a cegueira, o desejo desmedido do dinheiro, do poder, da fama, dos privilégios, nos levem a uma secura diante do Mistério do Amor Divino, que nos inebria com o mais Sublime dos Vinhos, com o mais precioso dos pães, o Pão da Imortalidade.

Pessoas eucarísticas sabem dar graças a Deus em todas as circunstâncias, como nos disse o Apóstolo Paulo:
“Em todas as circunstâncias dai graças…” (1Ts 5, 18).

E como o escritor romano Sêneca:
 “Só os espíritos bem formados são capazes de cultivar a gratidão!”

Palavras de William Shakespeare:
“A gratidão é o único tesouro dos humildes.”

O grande Bispo Santo Agostinho, sobre a gratidão, já nos dizia:
“Que coisa melhor podemos trazer no coração, pronunciar com a boca, escrever com a pena, do que estas palavras: ‘graças a Deus’?  

Não há nada que se possa dizer com maior brevidade, nem ouvir com maior alegria, nem sentir com maior elevação, nem realizar com maior utilidade.”

Agradecer sempre pelo que somos e pelo que temos sem nos tornarmos reféns de nossa ingratidão. Temos uma fertilidade de memória, para as nossas necessidades e carências, maior do que para os nossos bens de Deus recebidos.

Assim completa Santo Agostinho:

“Nada é nosso, a não ser o pecado que possuímos.
Pois que tens tu que não tenhas recebido? (1Cor 4, 7).”

Finalizando, agradeçamos a alguém pelo que significa em nossa vida. E, diante de Deus, também elevar nosso infinito “muito obrigado, Senhor!”.

A acolhida da graça, acompanhada da gratidão, leva-nos a viver cada vez mais intensamente na gratuidade: de graça recebemos, de graça devemos dar, disse-nos o Senhor!

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Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Belo Horizonte - MG