domingo, 30 de março de 2025

Irradiemos a luz do Senhor (IVDTQA)

Irradiemos a luz do Senhor

Trilhando o itinerário Quaresmal, no quarto domingo (ano A), a Igreja celebra o conhecido “Dominica Laetare”, já experimentando a alegria pela Páscoa que se aproxima.

Em todo tempo, favorável ou adverso, é preciso irradiar a luz do Espírito que em nós habita, pela graça batismal recebida, pois o próprio Senhor nos disse que somos a luz do mundo (Mt 5,14), e disse também: “Eu Sou a luz do mundo, quem me segue, não anda nas trevas mas terá a luz da vida” (Jo 8,12); e no mesmo Evangelho: “Enquanto estou no mundo Eu sou a luz.” (Jo 9, 5).

Na segunda Leitura, ouvimos a passagem da Carta de Paulo aos Efésios (Ef 5,8-14), e ressaltamos de modo especial este versículo:  “Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz” (Cf. Ef 5,8). Em outra passagem, novamente insiste: “Todos vós sois filhos da luz e filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas.” (Cf. 1Ts 5,5).

Nisto consiste a missão do discípulo missionário: ser luz do Senhor, por Ele iluminados e d’Ele iluminantes, em todos os tempos e âmbitos (família, comunidade, trabalho, cultura, lazer, meios de comunicação; lugares reais ou também nos espaços/mídias virtuais).

Quando permitimos que o Cristo ocupe o primeiro lugar em nossa vida, quando O temos como o centro de nossa existência, a fé se torna prática e resplandecemos como astros no mundo, não para um exibicionismo estéril, mas para testemunhar a Palavra Divina, Palavra de vida, e assim, frutos eternos produzir, alegria plena alcançar, como Ele mesmo nos prometeu.

Somos iluminados e nos tornamos iluminantes, tendo em nós iluminados e aquecidos pelo fogo do Espírito, que faz arder nosso coração para que o mundo seja mais terno, quando somos sobressaltados com a frieza diante da vida, com mortes absurdas e inadmissíveis, pela fome ou pela violência, e outros inúmeros fatos que bem conhecemos.

Não podemos permitir que a frieza congele a nossa sensibilidade, e não nos faça curvar diante de sentimentos de impotência ou indiferença; tão pouco podemos permitir que nos cegue os olhos e petrifique nosso coração.

Urge que sejamos iluminados e iluminantes, como um pincel de luz, comunicando raios de luz em todas as situações, em todas as horas, sobretudo nas mais difíceis e sombrias, como a morte de alguém que tanto amamos. 

Importa ser sempre a luz do Senhor, noite e dia, como também exortou Paulo em sua Carta:

“Sede irrepreensíveis e sinceros filhos de Deus, inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual deveis resplandecer como astros no mundo..."  (Fl 2,15).

Vivamos, portanto, a graça batismal, irradiando a luz batismal, e assim, como discípulos missionários do Senhor,  iluminados e iluminantes seremos.

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG