sexta-feira, 15 de maio de 2026

Indefinibilidade do amor...

                              

Indefinibilidade do amor... 

Assim conclui a reflexão do Missal Cotidiano, quando se proclama o trecho da Carta de São Paulo aos Romanos (Rm 13,8-10):

“O amor não se define, vive-se. Importa amar para ver claro. E se quisermos que algum outro veja claro, a única estratégia eficiente é amá-lo sem condições, como a nós mesmos. Deus é Aquele que ama primeiro: ama-nos antes de nós mesmos...”

Lembramos as Palavras do Apóstolo aos Romanos: ”A caridade é a plenitude da lei” (Rm 13,10).

Também somos enriquecidos pelo seu memorável texto sobre o amor, que encontramos na Primeira Carta aos Coríntios 13.

Um texto indiscutivelmente inspirador de tantos outros, para cristãos ou não.

Remete-nos a Luís Vaz de Camões (1524-1580), grande poeta da língua portuguesa e sua ímpar poesia:

               “Amor é fogo que arde sem se ver;          
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?”


Lembramos “Monte Castelo”, do grupo Legião Urbana, que fez uma releitura musical dos textos acima!

Bíblia, poesia e música: que nossa alma se eleve para amar, sem procura de definições conceituais.

Amar na bela e plena medida como Cristo amou e nos ama...
Amor não se define, vive-se!

Contemplemos o amor que se concretiza
Em múltiplas expressões e relações.

Contemplemos o amor que se eterniza
Em versos, sonetos e belas canções.

Contemplemos o amor que nos eterniza,
Porque condição e meta do existir.

Contemplemos o amor, que nos nutre
E fortalece para tudo que há de vir!

Ah! indefinibilidade do amor!
Ah! inesgotabilidade do amor!

Sobretudo o amor de Nosso Senhor!
que possui o mais belo esplendor! Amém.

Cair, levantar e caminhar

                                               


Cair, levantar e caminhar

Por vezes, podemos experimentar a queda,
mas temos que nos levantar e continuar o caminho...

Ainda que não tenhamos forças para nos levantar,
Deus, em Sua bondade e providência, nos assiste.

Não nos deixa faltar mãos solidárias estendidas,
Que não apenas nos levantam, mas condividem os fardos.

Agradeçamos a Deus por estas mãos tantas,
Que nos foram estendidas para sermos o que somos.

Mãos que tocaram nossas feridas com o bálsamo da atenção,
E nos enfaixaram com as faixas da ternura e coragem.

Sejam nossas mãos também estendidas e solidárias,
A quantos caídos, feridos sem vontade de viver e caminhar.

Contemplemos a tríplice queda do Senhor,
E a solidariedade de Simão Cirineu no carregar da cruz.

O Senhor caiu pelo peso de nossos pecados e maldade.
Caiu porque expressão máxima da misericórdia divina.

Caiu pela misericórdia redentora por todos nós vivida.
Caímos, por vezes, por causa de nossos pecados e miséria.

Se cairmos, que não seja para sempre,
Pois há um longo deserto a atravessar...

“Unidos no Espírito Santo pelo vínculo da paz”

 


“Unidos no Espírito Santo pelo vínculo da paz”

Sejamos enriquecidos pela Homilia sobre o Cântico dos Cânticos escrita pelo bispo São Gregório de Nissa (Séc.IV):

“Se o amor expulsa completamente o temor, de tal modo que o temor se transforma em amor, então compreenderemos que a salvação nos é obtida pela unidade. Pois a salvação consiste em estarmos todos unidos, na íntima adesão ao único e sumo bem, pela perfeição que está representada naquela pomba de que nos fala o Cântico dos Cânticos.

É o que parece depreender-se das seguintes palavras: Uma só é a minha pomba, uma só é a minha perfeita; é a única filha de sua mãe, a predileta daquela que lhe deu à luz (Ct 6,9).

No Evangelho, a palavra do Senhor no-lo diz ainda mais claramente. Jesus abençoa seus discípulos, dá-lhes todo o poder e concede-lhes os seus bens. Nestes bens incluem-se também as santas expressões que dirige ao Pai.

Mas entre todas as palavras que Ele diz e as graças que concede, há uma que é a mais importante e como que a fonte e a síntese de tudo o mais. É aquela em que adverte os seus para nunca mais se separarem por divergência alguma no discernimento das atitudes a tomar; mas, pelo contrário, sejam um só coração e uma só alma, procurando acima de tudo a união com aquele único e sumo bem.

Deste modo, unidos no Espírito Santo pelo vínculo da paz, como diz o Apóstolo, serão todos um só corpo e um só espírito, animado pela mesma esperança a que foram chamados.

Entretanto, será melhor referir textualmente as divinas palavras do Evangelho: Que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós (Jo 17,21).

O vínculo desta unidade é a glória. Nenhuma pessoa sensata poderá negar que este nome “glória” é atribuído ao Espírito Santo, se recordar as palavras do Senhor: Eu dei-lhe a glória que tu me deste (Jo 17,22). Foi esta glória que o Senhor deu aos discípulos quando lhes disse: Recebei o Espírito Santo (Jo 20,22).

Ele sempre possuiu esta glória, antes mesmo que o mundo existisse; mas recebeu-a também ao assumir a natureza humana. E uma vez que a natureza humana de Cristo foi glorificada pelo Espírito Santo, a glória do Espírito foi comunicada a todos os que participam dessa natureza, a começar pelos apóstolos.

Por esta razão diz: Eu dei-lhes a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que assim eles cheguem à unidade perfeita (Jo 17,22-23). Por isso, todo aquele que vai crescendo desde a infância até alcançar o estado de homem perfeito, chega àquela maturidade espiritual que somente a inteligência, iluminada pela fé, pode compreender. Então será capaz de receber a glória do Espírito Santo, através de uma vida pura, livre de toda mancha. Esta é aquela pomba perfeita a que se refere o esposo quando afirma: Uma só é a minha pomba, uma só é a minha perfeita.” (1)

O Senhor nos comunica a glória que do Pai recebeu, e nos envia o Espírito Santo para que edifiquemos comunidades mais fraternas e solidárias.

Urge que nossas comunidades empenhem-se, cada dia, fazer progressos neste sentido, no fortalecimento da comunhão vivida, com gestos concretos de amor, perdão, compaixão, proximidade e solidariedade.

“Pai Nosso que estais nos céus...”

 

(1) Liturgia das Horas – Volume Quaresma/Páscoa – Editora Paulus - p. 868-870

Em poucas palavras...

                                            


“A alma da constância é o amor”

“A alma da constância é o amor; só por amor se pode ser paciente (Santo Tomás de Aquino) e lutar, sem aceitar os defeitos e as falhas como coisa inevitável e sem remédio.

Não podemos ser como aqueles a quem, depois de muitas batalhas e pelejas, ‘acabou-se-lhes o esforço, faltou-lhes o ânimo’ quando estavam ‘a dois passos da fonte de água viva’ (Santa Teresa).” (1)

 

 

(1) Hablarcondios.org

Em poucas palavras...

                                     


Maria, imagem puríssima da esperança

“Pelos profetas, Deus forma o seu povo na esperança da salvação, na expectativa duma aliança nova e eterna, destinada a todos os homens (Is 2,2-4), e que será gravada nos corações (Jr31,31-34; Hb 10,16). 

Os profetas anunciam uma redenção radical do povo de Deus, a purificação de todas as suas infidelidades (Ez 36), uma salvação que abrangerá todas as nações (Is 49,5-6; 53,11).

Serão sobretudo os pobres e os humildes do Senhor (Sf 2,3) os portadores desta esperança. As mulheres santas como Sara, Rebeca, Raquel, Míriam, Débora, Ana, Judite e Ester conservaram viva a esperança da salvação de Israel. Maria é a imagem puríssima desta esperança (Lc 1,38).” (1)

 

(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 64

Em poucas palavras...

                                            


Jesus, rosto radiante da misericórdia de Deus

“Sobre nós permanecem pousados os olhos misericordiosos da Santa Mãe de Deus. 

Ela é a primeira que abre a procissão e nos acompanha no testemunho do amor.

A Mãe da Misericórdia reúne a todos sob a proteção do seu manto, como a quis frequentemente representar a arte.

Confiemos na sua ajuda materna e sigamos a indicação perene que nos dá de olhar para Jesus, rosto radiante da misericórdia de Deus.” (1)

  

(1) Parágrafo n 22 - Carta Misericórdia et mísera - Papa Francisco

A mais bela súplica: Envia, Senhor, o Teu Espírito!

                                                       

 

A mais bela súplica: Envia, Senhor, o Teu Espírito!
 
Ó Espírito Santo de Deus, fonte de toda luz e amor.
Sem Ti, sucumbiríamos em nossa miséria humana,
Não suportaríamos o peso da cruz cotidiana,
e mergulharíamos em um vale de sofrimento e dor.
 
Ó Espírito Santo, que conheces nossos prantos,
e ouves nossos lamentos,
Sem Ti seriam insuportáveis nossos louvores e cantos.
e a última palavra seria a morte e sofrimentos.
 
Por isto, Te pedimos: Envia, Senhor, o Teu Espírito!
Porque Ele é vento que a todos assopra,
Fogo que arde e jamais se consome,
A todos aquece e ilumina!
 
Ó Espírito Santo, Vem! Teu sopro nos envie.
Como Igreja Sinodal reunida, a Ti, confiantes, suplicamos:
Vem até nós para nos aquecer, salvar e iluminar,
Curar, fortalecer, ensinar, aconselhar e consolar. 
 
Ó Espírito Santo de Deus, sem Ti nada somos,
nada podemos. Sem Ti não há vida.
e somos como orvalho da manhã que passa,
Como a grama que murcha ao entardecer.
 
Ó Espírito Santo de Deus, fonte de graça e todo vigor,
Para Ti, nossas mãos confiantes, estendidas se levantam, 
nosso coração se abre, caminhos novos apontam,
E nossos lábios proclamam: És de nossa vida, Senhor!
 
Ó Espírito Santo de Deus, fonte de paz e comunhão,
Contigo, os fardos são mais leves, jugos suavizados.
Contigo, morreu em nós a morte: É Ressurreição!
Contigo, com Tua morada em nós, somos divinizados. Amém. 

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG