sexta-feira, 1 de maio de 2026

Celebrando 35 anos da criação da Diocese de Guanhães (2021)

                                      

Celebrando 35 anos da criação da Diocese de Guanhães 

 Querido Povo de Deus!

Viva, São Miguel! Viva, São José Operário! 

No dia 1º de maio, quando celebramos a Festa de São José Operário, nossa amada Diocese completamos 35 anos de evangelização, e pelo segundo ano consecutivo, celebraremos sem a presença física dos nossos diocesanos, mas com certeza unidos a nós espiritualmente, rezando conosco, através dos meios de comunicação. 

Com isto, retomamos o sentido da Igreja Doméstica, como nos falou o Apóstolo São Paulo na Primeira Carta aos Coríntios (1 Cor 16,19), nas saudações finais: “As Igrejas da Ásia enviam saudações a vocês. Áquila e Priscila, com a Igreja que se reúne na casa deles, enviam a vocês muitas saudações no Senhor.” 

Devido à Pandemia da Covid-19 que atormenta a humanidade, a necessidade do isolamento social tornou-se imprescindível para a preservação da vida. As famílias, de seus lares, têm demonstrado e irradiado uma fé viva, transformando, de fato, suas casas em verdadeiras Igrejas Domésticas. 

O Catecismo da Igreja Católica, quanto à Igreja Doméstica, assim nos fala: “Cristo quis nascer e crescer no seio da Sagrada Família de José e Maria. A Igreja não é outra coisa senão a ‘família de Deus’. Desde suas origens, o núcleo da Igreja era, em geral, constituído por aqueles que ‘com toda a sua casa’ se tornavam cristãos. Quando eles se convertiam, desejavam também que ‘toda a sua casa’ fosse salva.” (CIC n.1655). 

Nesta ocasião festiva, em que também celebramos o Dia do Trabalho, dirijo-me a todos vocês que, de suas casas, rezam conosco pela caminhada da nossa Igreja diocesana, fazendo sempre memória de todos aqueles e aquelas que por aqui passaram e deixaram a sua preciosa semente de evangelização. 

Destaco o primeiro Bispo Dom Antônio Felippe da Cunha (in memoriam); Pe. Saint Clair Ferreira Filho (in memoriam), Administrador Diocesano; Dom José Heleno (Administrador Apostólico); Dom Emanuel Messias de Oliveira, o segundo Bispo; o então Pe. Marcello Romano, Administrador Diocesano; Dom Jeremias Antônio de Jesus, Bispo Emérito, o terceiro; Dom Darci José Nicioli, Administrador Apostólico; e tantos outros padres, cristãos leigos e leigas que ajudaram a construir a história desta Diocese. 

Exorto a todos para não desanimarem. Esta fase difícil prolongada, esperamos que passe o mais breve possível, com a graça de Deus, e assim, poderemos nos reencontrar em nossas Celebrações Litúrgicas, encontros de formação, e, num afetuoso abraço, acolhermo-nos como filhos e filhas de Deus, formando uma verdadeira Comunidade Eclesial Missionária, alicerçada nos Pilares da Palavra, do Pão, da Caridade e da Ação Missionária. 

Concluo com esta Oração, pedindo a Proteção de São José Operário por todos nós, de modo especial para todos os trabalhadores empregados e desempregados, que com seu trabalho, participam do prolongamento da obra da criação: 

 

Ó Deus, que aprendamos com São José
Operário, homem de bondade, esperança e
humildade, o carpinteiro de Nazaré, que disse sim ao
Senhor, cuidando de Vossa Sagrada Família, o mesmo fazer.
 
Ó Deus, que aprendamos com ele,
homem do povo, patrono de todos
trabalhadores, compromissos inadiáveis com
a justiça, a esperança, a paz, o amor e a fraternidade.
 
Ó Deus, por intercessão de São José Operário,
Vos pedimos que nunca nos falte trabalho digno
e salário justo, para que continuemos com força e coragem
a fazer do trabalho um prolongamento da Vossa Obra da Criação.
 
Que a exemplo de São José Operário,
aprendamos a amar, a vibrar e a sorrir com o labor
de cada dia, para que muitos frutos sejam produzidos.
 
Por intercessão deste grande Santo
agradecemos, ó Deus Todo-Poderoso, pelos benefícios
que nos tendes concedido, por meio do Vosso Amado Filho
que vive e reina em comunhão com Vosso Espírito. Amém.

 

PS: Escrito em parceria com o Pe. Dilton – Chanceler da Diocese de Guanhães - MG - maio de 2021


São José Operário, rogai a Deus pela nossa Diocese! (2020)


São José Operário, rogai a Deus pela nossa Diocese!

No dia 1º de maio, celebramos 34 anos instalação da Diocese, 11 anos da dedicação da sua Catedral ao Arcanjo São Miguel, e a Festa de dia de São José Operário em tempo de coronavírus, tempo de recolhimento e isolamento, tempo em que todas as reuniões e assembleias estão canceladas ou adiadas e sem previsão de retorno.

Não andaremos no descompasso colocando vidas em risco. Eu sou muito zeloso e amo muito a vida de cada um de vocês, como também amo minha própria vida. Estamos no mesmo barco e temos que nos cuidar e prevenir sempre para que possamos chegar ao lado da margem do mar.

Dia Primeiro de maio, dia de São José Operário, patrono dos trabalhadores, como declarou, em 1955, o Papa Pio XII, reafirmando a Doutrina Social da Igreja: Trabalho não é castigo divino, é graça divina, é bênção! Trabalhar é participar do prolongamento da obra da criação. Trabalho é coisa digna.

Triste é o desemprego (mais de 12 milhões desempregados); não ter o dinheiro para dar pão, educação, sustento, vida digna para um filho, uma filha...

Toda esta realidade e a fragilidade de nossa vida, como estamos testemunhando, levam-nos a pedir a intercessão de São José, para que tenhamos dias melhores, uma sociedade mais justa, fraterna e solidária; pedir, por intercessão de São José, pelo nosso país, pelas autoridades, pelos políticos que dirigem nossa nação, para que amem a vida e, como Estado, saibam promover trabalhos, iniciativas em socorro dos que mais precisam.

Urge pedir a Deus pelo fortalecimento das instituições democráticas de nosso país, pois somente com os poderes devidamente constituídos, fortalecidos, temos a garantia de uma nação mais próspera, como pronunciamos como CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Há muitos que querem fragilizar e ignorar e até fechar instituições democráticas, que têm papel fundamental. A Constituição é fundamental no país para que se promova a fraternidade, a justiça, os direitos inalienáveis, que não se pode abrir mão na existência humana.

Ouvimos na passagem do Evangelho que São José, pai adotivo de Jesus, trabalhando na oficina, como que revelando a dignidade do trabalho, e de fato, o trabalho é digno e é garantia do sustento e da sobrevivência humana. 

Refletindo sempre o aniversário de nossa Diocese, rezamos, também, por intercessão de São José Operário e Nossa Senhora e o Arcanjo Miguel, patrono de nossa Diocese, para que nós, como Igreja, como Diocese, continuemos firmes e fortes na ação evangelizadora, em comunhão com a Igreja do Brasil e com nosso querido Papa Francisco.

Precisamos edificar uma Igreja missionária, uma Igreja em saída, presente nas periferias existenciais, abrindo as portas, por enquanto fechadas para sua participação, mas abre as portas para a solidariedade, levando ao mundo luz, alegria, esperança e a Palavra divina.

É bem verdade que as portas estão fechadas, mas, é mais verdade ainda, que abrimos todos os meios de comunicação de nossas paróquias, para que nenhuma família fique sem a Palavra de Deus. 

As portas se fecharam, mas o nosso coração se abriu para o anúncio da Boa-Nova e, assim, na plena e fecunda comunhão espiritual, também preocupados com a partilha do pão material, a fim de que ninguém fique privado do pão cotidiano, em multiplicados gestos de solidariedade em nossas comunidades e Paróquia. 

Sigamos em frente, dando passos para a realização da sexta Assembleia, programada para o final do ano. Esperamos realizá-la para confirmar, ou redimensionar os nossos passos, para uma evangelização com zelo, amor e ardor, como falava o Papa São Paulo VI, na Evangelii Nuntiandi.

Amado Povo de Deus, exorto que amemos nossa Diocese, paróquias e comunidades. Amemos os irmãos e irmãs com quem devemos caminhar juntos. Não há Igreja da solidão, mas a Igreja da solidariedade e da comunhão.

Concluindo, quero gravar no coração de todos: compaixão, sabedoria e esperança. Precisamos do calor da compaixão, da luminosidade da sabedoria, do vigor da esperança. 

O calor da compaixão para enfrentar o frio do isolamento, do distanciamento, do medo, dos números que estão assustando, e se não tomarmos cuidado podem aumentar. Por isso, é inadmissível ouvirmos palavras de indiferença, irresponsáveis ou mesmo que retratam a banalização da vida.

Por outro lado, vejo gente simples costurando máscaras, levando cestas, levando sopa na madrugada fria para os moradores em situação de rua; assim como o nosso querido Papa Francisco que ligou para o arcebispo de Manaus, querendo saber como estava a situação, os povos indígenas, a população. O Papa é um homem, com certeza, que tem no coração o calor da compaixão.

O calor da compaixão está sendo expresso em gestos solidários e assim também o será nas ofertas e no dízimo.

Urge que os padres renovem no coração esse calor da compaixão, expressa na solidariedade, em mil gestos simples: uma ligação, uma mensagem, um vídeo. O calor da compaixão!

A catequese está fazendo encontros virtuais, pois o calor da compaixão não abandona ninguém.

O calor da compaixão com as famílias que no seu sofrimento não podem enterrar seus mortos como de costume. Que gelo, que sofrimento! O calor da compaixão, nesse momento, é expresso no altíssimo número de mortos em nosso país, devido à pandemia citada.

O calor da compaixão com aqueles que estão com suas lojas fechadas e precisam pagar suas contas; com os desempregados e tantas outras realidades.

Tendo que ficar todos juntos, as famílias estão redescobrindo o que é o calor da compaixão; pois era cada um com seu celular... agora é o calor da compaixão, tendo que ficar debaixo do mesmo teto, por horas e horas, inventando e recriando os relacionamentos.

Peçamos a luz da Sabedoria, por intercessão de São José, ele que cuidou de Jesus, a Luz, com o seu trabalho, com a suas mãos calejadas, com o suor derramando. Ele derramou suor físico, Jesus derramou o suor de sangue; o suor do pão material de José, o suor Redentor de Jesus.

Supliquemos a ele para que interceda a Deus, para que não nos falte a luminosidade da sabedoria divina, para que descubramos saídas. A escuridão da noite é iluminada com a luz d’Ele, sobretudo nas noites escuras por que passamos. Como precisamos imensamente da luz divina, da luz e do calor do Ressuscitado!

Nossa Diocese aniversariante, precisa da luminosidade da sabedoria divina. Também aos que dirigem a nação, não é dado o direito de semear discórdias, egoísmo e indiferença. Que as autoridades procurem a luminosidade da sabedoria: não apaguem as luzes, mas acedam luzes no caminho.

Por fim a necessidade do vigor da flor da esperança que nos vem da linfa vital do amor, do Espírito Santo. Jesus é a videira do Pai, nós somos os ramos, e quem não ficar unido à videira é ramo seco, podado, cortado, queimado (Jo 15).

Que São José, que segura esse lírio branco da paz, esse lírio branco da esperança, esse lírio branco da compaixão e da sabedoria divina, interceda a Deus para que não nos falte o vigor da esperança.

É preciso dar razão de nossa esperança, e não reclamar, em nenhum momento, do que estamos passando, mas com a esperança de que amanhã vai ser melhor. Agradeça o dia de hoje. Esperança no coração sempre! 

Neste dia de São José Operário, que nos recriemos, sempre dando graças a Deus em tudo o que fazemos, e tudo que fizermos, seja de coração para o Senhor e não para os homens, como Paulo falou aos Colossenses.

Com essas palavras, rogo a Deus que renovemos nosso amor à Igreja, a devoção a São José Operário, e nos corações, o calor da compaixão, a luminosidade da sabedoria, não deixe apagar a luz, a chama da sabedoria, tão pouco não perca o vigor da esperança!

Concluindo, cremos que este dia, o 34º ano da criação da Diocese, nunca mais será esquecido. Algo bom e melhor, nascerá depois desta pandemia, pois não há somente o coronavírus, há muitos outros vírus que precisamos vencer, e não nos deixar contaminar, para que a imagem de Deus resplandeça em cada um de nós. 

São José Operário, patrono de todos os trabalhadores, vos rogamos pela nossa Igreja, pela nossa pátria, pelas nossas famílias e pelo mundo inteiro. Amém.


PS: Homilia do dia 1º de Maio de 2020, memória de São José Operário, na festa do 34º ano de instalação da Diocese.

Supliquemos: Luz, Palavra, Pão e o Espírito

                                                            

Supliquemos: Luz, Palavra, Pão e o Espírito

Ó Deus, Pai de Misericórdia, pelo Vosso Filho Jesus e Senhor nosso,
Que convosco vive e reina, na mais perfeita comunhão de vida e amor,
Hoje e sempre, a Vós, os joelhos dobramos, as mãos elevamos e suplicamos:

Concedei-nos, pelo Vosso Filho Ressuscitado, a Luz da vida,
Sobretudo, quando vivemos momentos sombrios e difíceis.
Vós que pela coluna de fogo iluminastes Vosso Povo no deserto.

Concedei-nos, pelo Vosso Filho Ressuscitado, a Palavra de vida,
Sobretudo, quando vemos sinais de morte e a própria bem perto de nós,
Vós que pela voz de Moisés ensinastes o Vosso povo no monte Sinai.

Concedei-nos pelo Vosso Filho Ressuscitado o Pão da Vida,
Sobretudo, quando estamos famintos de alegria, amor e paz.
Vós que com o maná alimentastes o Vosso Povo peregrino.

Concedei-nos pelo Vosso Filho Ressuscitado o Espírito que dá Vida,
Sobretudo, quando o espírito do medo e timidez teima em devorar nossas forças.
Vós que com a água do rochedo destes de beber ao Vosso Povo eleito.

Concedei-nos Senhor:

Luz para iluminar as linhas da escuridão da história;
Palavra de Vida e Eternidade para nos conduzir em
Meio às palavras transitórias e vazias de conteúdo;

O Pão da Vida que sacia nossa fome de Eternidade,
E o Vosso Espírito que nos conduz, orienta e ilumina,
E nos dá a certeza de que jamais caminhamos sozinhos.
Amém. Aleluia!

PS: Livre adaptação das Preces das “Laudes”  da 4ª quinta-feira da Páscoa.

Ladainha de São José

                                                     

Ladainha de São José
 
Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.
 
Cristo, ouvi-nos.
Cristo, atendei-nos.
 
Pai celeste que sois Deus,
tende piedade de nós.
Filho, Redentor do mundo, que sois Deus,
tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus,
tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus,
tende piedade de nós.
 
Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós.
São José, nosso intercessor, rogai por nós.
São José, castíssimo esposo de Maria e guardião do Redentor, rogai por nós.

São José, provedor da Sagrada Família de Nazaré, rogai por nós.
São José, modelo de amor e liberdade na fidelidade a Deus, rogai por nós.
São José, cooperador do grande Mistério da Redenção, rogai por nós;
São José, homem do silêncio eloquente e da doação de si mesmo, rogai por nós.
São José, que tem um coração de pai, rogai por nós.
São José, que ensinou Jesus a andar, segurando-O pela mão, rogai por nós.
São José, que guardou o Menino Jesus e seguiu Seus passos, sem jamais d’Ele se afastar, rogai por nós.
São José, modelo de pai e educador para os filhos, rogai por nós.
São José, pai amado pelo povo cristão, rogai por nós.
São José, modelo de fé, esperança e caridade, rogai por nós.
São José, sempre pronto a cumprir a vontade de Deus, rogai por nós.
São José, testemunha da adoração dos pastores e reis magos, rogai por nós.
São José, Padroeiro Universal da Igreja, rogai por nós.
São José, amparo e guia nos momentos de dificuldades, rogai por nós.
São José, modelo de simplicidade e dedicação ao próximo, rogai por nós.
São José, pai na ternura, rogai por nós.
São José, pai na obediência, rogai por nós.
São José, pai no acolhimento dos Mistérios de Deus, rogai por nós.
São José, modelo de paciência e confiança em Deus, rogai por nós.
São José, que pronunciou seu “fiat”, cotidianamente, rogai por nós.
São José, homem misericordioso como o pai da parábola da misericórdia, rogai por nós.
São José, que não procurou “atalhos” das facilidades, mas enfrentou de olhos abertos aquilo que lhe acontecia, rogai por nós.
São José, modelo de homem respeitoso, dedicado e responsável, rogai por nós.
São José, pai com coragem criativa e forte, rogai por nós.
São José, modelo de audácia e obstinação, rogai por nós.
São José, que fez dos problemas uma oportunidade, com absoluta confiança em Deus, rogai por nós.
São José, pai  trabalhador, rogai por nós.
São José, humilde carpinteiro, rogai por nós.
São José, patrono dos operários, rogai por nós.
São José, que cultivava no coração o Projeto de Deus, para que vivamos um mundo onde não haja nenhum jovem, pessoa ou família sem trabalho, rogai por nós.

São José, que para Jesus é a sombra do Pai Celeste na terra, rogai por nós.
São José, modelo de acolhedor dos mais frágeis, rogai por nós.
São José, padroeiro dos que deixam a sua terra por causa das guerras, do ódio, da perseguição e da miséria, rogai por nós.
São José, defensor dos miseráveis, necessitados, aflitos  e exilados, rogai por nós.

São José, protetor dos pobres, moribundos, enfermos e desempregados, rogai por nós.

São José, solidário conosco na libertação de todo o mal e de todos os vírus que gerem morte, rogai por nós.

São José, padroeiro da boa morte, rogai por nós.
 
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
perdoai-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
ouvi-nos Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo,
tende piedade de nós.
 
Rogai por nós, São José.
Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.
 
Oremos:
 
Ó Pai de amor, por Vossa imensa bondade, Vos dignastes escolher a São José por esposo castíssimo de Maria, Mãe Santíssima de Jesus, conferindo a paternidade legal ao Menino Deus; concedei-nos a graça de aumentar nosso amor por ele, contar com a sua intercessão e imitar as suas virtudes e o seu zelo, como discípulos missionários do Senhor, em comunhão com o Espírito Santo. Amém.
 


PS: Inspirado na Carta Apostólica “Patris Corde” – Papa Francisco

 

As quatro portas do Templo

                                                                    

As quatro portas do Templo

“Eu sou a porta. Quem entrar por mim será salvo;
 entrará e encontrará pastagem” (Jo 10, 9)

Bem sabemos que a função essencial de uma porta é entrada e saída. Valendo-se de uma linguagem figurada, o Evangelista João nos apresenta Jesus como “a Porta”.

A Parábola adaptada de “Henri Denis”, muito pode nos ajudar a renovar o dinamismo da nossa vocação:

A Igreja é um templo com quatro portas:
Jesus de Nazaré, o Cristo, é a sua pedra angular.

O templo do Deus Vivo (Igreja) foi edificado com pedras vivas, e os alicerces colocados sobre esta Pedra são:
A fé de Maria, o ensino dos Apóstolos.  
Esta construção é permanente. 

A entrada no templo se dá através de duas portas:
Mistério e Instituição.

Porém, quem entra no templo, é logo convidado a sair, de modo que as portas de saída também são duas:
Missão e Reino.

O Templo não é um cofre, nem uma arca, nem um “bunker”, e nele se entra para sair e se sai para entrar.

Não é também um paraíso, nem uma mera ponte ou um edifício ornamental. Nele notamos admirável dinamismo, onde se harmoniza o aparentemente contraditório, de modo que todos estão a caminho, em permanente movimento.

No templo, há dois eixos:
- O centrípeto, para o qual conduzem as portas de entrada
(criam comunhão e identidade);
- O centrífugo, para o qual conduzem as portas de saída (responsável pela dispersão da Igreja e sua missão no mundo).

Cada um pode escolher, para começar, a porta de que mais gostar, a que lhe pareça mais fácil e acessível, mas com a condição de ir buscar em seguida as chaves das outras portas.

Um templo com quatro portas, assim é a Igreja:
Mistério, Instituição, Missão e Reino.

Como Igreja por Cristo edificada sobre a fé de Pedro (Mt 16,18),  celebramos o Mistério maior da presença de Deus em nosso meio, e o Seu Amor Eterno, na Nova e Eterna Aliança celebrada na Eucaristia.

Como Igreja, somos enviados em missão, com a presença e ação do Espírito Santo, como nos enviou do Pai, o Ressuscitado para participar da construção do Reino de Deus:

Um Reino de amor, justiça, paz, fraternidade, verdade, liberdade, santidade e paz...

Oremos:

“Velai com solicitude, ó Bom Pastor, sobre o Vosso rebanho
e concedei que vivam nos prados eternos as ovelhas
que remistes pelo Sangue do Vosso Filho.
Que vive e reina para sempre. Amém”


Contemplo...

                                                        

Contemplo...

Contemplo Cristo na Cruz, na qual é consumido pelo Fogo de Amor do Espírito.
É a partir dela que nos dá o Espírito (cf. Jo 19, 34), pois como Ele dissera: se não for para o Pai, o Espírito Consolador não virá até vós (Jo 16,7).

Contemplo Cristo na Cruz, na qual é consumido pelo Fogo de Amor do Espírito.
Mesmo Fogo que assistiu os Profetas em sua missão e combates.
Mesmo Fogo que fez arder o coração dos discípulos quando voltavam derrotados, tristes e abatidos para Emaús (Lc 24,12-35).
Mesmo Fogo que veio sobre os Apóstolos no dia de Pentecostes.

Contemplo Cristo na Cruz, na qual é consumido pelo Fogo de Amor do Espírito.
Mesmo Fogo que queimou o sentimento de aparente fracasso da Cruz.

Mesmo Fogo do Espírito que animou os Apóstolos, para que o Evangelho fosse anunciado em todos os lugares e a todos os povos.

Mesmo Fogo que aqueceu e iluminou o coração de Pedro, Paulo e tantos outros que a Escritura Sagrada menciona.

Contemplo Cristo na Cruz, na qual é consumido pelo Fogo de Amor do Espírito. 

Mesmo Fogo que aquece o coração daqueles que deram os primeiros passos e fecundaram a Semente da Palavra com o sangue, por causa do martírio corajosamente suportado.

Mesmo Fogo que ilumina a caminhada da Igreja em meio à obscuridade e incertezas.

Contemplo Cristo na Cruz, na qual é consumido pelo Fogo de Amor do Espírito. 

Mesmo Fogo que aquece e ilumina o cristão desde o verdadeiro dia nascente de seu Batismo.

Mesmo Fogo de amor que queima nosso medo, apatia, sentimento de omissão e covardia, para que sejamos sinais do Reino da vida, do amor e da liberdade.

Contemplo Cristo na Cruz, na qual é consumido pelo Fogo de Amor do Espírito.
Mesmo Fogo de amor que queima as mentiras, que ao seduzir o coração humano o fragiliza e escraviza, na perda da mais bela liberdade que vem do Espírito.
Mesmo Fogo de Amor que nos ilumina, para que não nos curvemos à cultura da morte, do relativismo, das verdades não duradouras.
Mesmo Fogo de Amor que possibilita a fecundação da semente para germinar e frutificar, conforme os desígnios divinos: amor, vida e felicidade plena.

Contemplo Cristo na Cruz, na qual é consumido pelo Fogo de Amor do Espírito.

Mesmo Fogo de Amor que faz o aconchego de um lar, e que queima quaisquer possibilidades de infidelidade e abandono dos preceitos divinos.

Mesmo Fogo que ilumina a mente, o coração e os lábios dos pais para educarem seus filhos.

Mesmo Fogo que reaviva a chama de quem um dia pelo Sacramento da Ordem se consagrou.

Mesmo Fogo que ilumina e dá sentido e vivacidade a quem a vida, por Jesus e Seu Evangelho, entregou.

Contemplo Cristo na Cruz, na qual é consumido pelo Fogo de Amor do Espírito... 
Que também eu o seja. 
Que a Tua Igreja que somos o seja. 
Amém. Aleluia!

Rezando com os Salmos - Sl 73 (74)

 


Deus jamais nos decepciona e escuta nossos lamentos

“–1 Ó Senhor, por que razão nos rejeitastes para sempre
e Vos irais contra as ovelhas do rebanho que guiais?
=2 Recordai-Vos deste povo que outrora adquiristes,
desta tribo que remistes para ser a Vossa herança,
e do monte de Sião que escolhestes por morada!

–3 Dirigi-Vos até lá para ver quanta ruína:
no santuário o inimigo destruiu todas as coisas;
–4 e, rugindo como feras, no local das grandes festas,
lá puseram suas bandeiras os ímpios inimigos.

–5 Pareciam lenhadores derrubando uma floresta,
6 ao quebrarem suas portas com martelos e com malhos.
–7 Ó Senhor, puseram fogo mesmo em Vosso santuário!
Rebaixaram, profanaram o lugar onde habitais!

–8 Entre si eles diziam: 'Destruamos de uma vez!'
E os templos desta terra incendiaram totalmente.
–9 Já não vemos mais prodígios, já não temos mais profetas,
ninguém sabe, entre nós, até quando isto será!
–10 Até quando, Senhor Deus, vai blasfemar o inimigo?
Porventura ultrajará eternamente o Vosso nome?
–11 Por que motivo retirais a Vossa mão que nos ajuda?
Por que retendes escondido Vosso braço poderoso?
–12 No entanto, fostes Vós o nosso Rei desde o princípio,
e só Vós realizais a salvação por toda a terra.

–13 Com Vossa força poderosa dividistes vastos mares
e quebrastes as cabeças dos dragões nos oceanos.
–14 Fostes Vós que ao Leviatã esmagastes as cabeças
e o jogastes como pasto para os monstros do oceano.
–15 Vós fizestes irromper fontes de águas e torrentes
e fizestes que secassem grandes rios caudalosos.

–16 Só a Vós pertence o dia, só a vós pertence a noite;
Vós criastes sol e lua, e os fixastes lá nos céus.
–17 Vós marcastes para a terra o lugar de seus limites,
Vós formastes o verão, vós criastes o inverno.

–18 Recordai-Vos, ó Senhor, das blasfêmias do inimigo
e de um povo insensato que maldiz o Vosso nome!
–19 Não entregueis ao gavião a Vossa ave indefesa,
não esqueçais até o fim a humilhação dos Vossos pobres!

–20 Recordai Vossa Aliança! A medida transbordou,
porque nos antros desta terra só existe violência!
–21Que não se escondam envergonhados o humilde e o pequeno,
mas glorifiquem Vosso nome o infeliz e o indigente!

–22 Levantai-Vos, Senhor Deus, e defendei a Vossa causa!
Recordai-Vos do insensato que blasfema o dia todo!
–23 Escutai o vozerio dos que gritam contra Vós,
e o clamor sempre crescente dos rebeldes contra Vós!”

O Salmo 73(74) é uma profunda lamentação sobre o templo devastado:

“Depois da destruição do Templo e da Cidade Santa (586 a.C.), o povo eleito está prostrado. Mas a recordação das maravilhas de Deus na Criação e na História faz crer que Deus não esquecerá seu povo.” (1)

Também podemos viver situações desoladoras, tanto pessoal como social. No entanto é preciso manter viva a fé, dando razão de nossa esperança, perseverando na prática da caridade, e contanto com a intervenção e manifestação da onipotência do amor de Deus que jamais nos abandona ou nos decepciona.


(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – pág. 788

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