sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

Rezando com os Salmos - Sl 124 (125)

 


No Senhor confiamos, nada pode nos abalar


“–1 Quem confia no Senhor é como o monte de Sião:
nada o pode abalar, porque é firme para sempre.
=2 Tal e qual Jerusalém, toda cercada de montanhas,
assim Deus cerca Seu povo de carinho e proteção,
desde agora e para sempre, pelos séculos afora.

=3 O Senhor não vai deixar prevalecer por muito tempo
o domínio dos malvados sobre a sorte dos Seus justos,
para os justos não mancharem suas mãos na iniquidade.

=4 Fazei o bem, Senhor, aos bons e aos que têm reto coração,
5 mas os que seguem maus caminhos, castigai-os como os maus!
Que venha a paz a Israel! Que venha a paz ao vosso povo!”

Com o Salmo 124(125) rezamos e novamos nossa confiança no Senhor, e que nada possa nos abalar, pois Ele é o protetor do Seu povo: e garante a paz para o Israel de Deus (Gl 6,16):

“Salmo de Romaria. Deus, protetor da Cidade Santa, está sempre perto dos justos e não permitirá que sejam por mais tempo oprimidos pelos ímpios.” (1)

Um convite a ouvir o canto: “A força e a vitória” que expressa esta incondicional confiança em Deus.

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 839

Rezando com os Salmos - Sl 123 (124)

 


O nosso auxílio está no nome do Senhor

“–1 Se o Senhor não estivesse ao nosso lado,
que o diga Israel neste momento;
–2 se o Senhor não estivesse ao nosso lado,
quando os homens investiram contra nós,
–3 com certeza nos teriam devorado
no furor de sua ira contra nós.

–4 Então as águas nos teriam submergido,
a correnteza nos teria arrastado,
–5 e então, por sobre nós teriam passado
essas águas sempre mais impetuosas.
–6 Bendito seja o Senhor, que não deixou
cairmos como presa de seus dentes!

–7 Nossa alma como um pássaro escapou
do laço que lhe armara o caçador;
– o laço arrebentou-se de repente,
e assim nós conseguimos libertar-nos.
–8 O nosso auxílio está no nome do Senhor,
do Senhor que fez o céu e fez a terra!”

Com o Salmo 123(124) renovamos nossa confiança no Senhor, pois o nosso auxílio está no nome do Senhor:

“Salmo de romaria. Liberto do perigo, o povo agradece a Deus de quem veio o socorro desivio, sem o qual todos teriam perecido nas ondas da ira inimiga.” (1)

Finalizo com as palavras do Apóstolo Paulo, qu7e ao realizar a missão evangelizadora, ouviu do Senhor, estas palavras que nos acompanham a cada dia:

“Certa noite, numa visão, o Senhor disse a Paulo: ‘Não tenhas medo; continua a falar e não0 te cales, porque eu estou contigo. Ninguém porá a mão em ti para fazer-te mal. Nesta cidade há um povo numeroso que me pertence’.” (At 18,9-10).

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 838

A luz de Cristo resplandece no rosto da Igreja

                                                        

 A luz de Cristo resplandece no rosto da Igreja

Verdadeiramente, a luz de Cristo resplandece no rosto da Igreja, assim como deve resplandecer na vida de todo cristão, sejam Ordenados ou não; mas de modo especial, através do Ministério Presbiteral.

Vejamos o que nos ensina a Igreja:

“O Concílio deseja ardentemente iluminar todos os homens com a claridade de Cristo, luz dos povos, que brilha na Igreja, para que o Evangelho seja anunciado a todas as criaturas (cf. Mc 16,15)”. (1)

No dia da Ordenação Presbiteral se diz:  “Tu és Sacerdote para sempre, segundo a ordem do Rei Melquisedec”, para fazer resplandecer a luz de Cristo no rosto da Igreja.

Todos os dias, o Presbítero deve renovar esta imensa graça, vivendo uma vida em que o anúncio da Palavra seja acompanhado do indispensável testemunho.

Deste modo, deve celebrar e viver o que celebra, em perfeita sintonia, levando muitos a contemplar o resplandecer da luz de Cristo no rosto da Igreja, a qual se colocou a serviço.

Será um instrumento da publicidade da luz, numa vida simples, coerente, pois a luz não existe para ser escondida, como nos falou o Senhor no Evangelho, porque quando se possui a luz de Deus é impossível guardá-la para si.

É impossível esconder e apagar a chama do Amor de Deus acesa, um dia, e assim comunicará a universalidade da luz do amor pelos últimos, sem se esquecer dos primeiros; a luz do amor pelos pobres, pelos pequeninos, pelos humildes, enfermos, e outros tantos rostos com quem Ele Se identificou (Mt 25).

Comunicará a consistência da luz da Palavra Divina, que não se reduz às palavras, teorias, discursos, discussões, mas em obras concretas de amor, justiça, perdão, fraternidade, humildade, compaixão e solidariedade.

Nesta comunicação da transparência da luz divina, fará de tal modo que a sua vida não atraia ninguém para si, mas para Aquele que o chamou e o enviou.

A transparência de vida do Presbítero, por causa de suas obras, levará muitos a glorificar o Pai que está nos céus (Mt 5, 16).

Assim como Jesus, o Presbítero deve levar o povo a viver em perfeita comunhão.

Padres e fiéis, Igreja Ministerial e Missionária do Senhor seremos quando, verdadeiramente, revelarmos a luz de Cristo ao mundo.

Quando comunicarmos esta luz, na noite sombria de um mundo marcado por tantos sinais de morte e exclusão.

No Ministério vivido, a devoção a Nossa Senhora e ao Sagrado Coração de Jesus, de modo especial, o torna cada vez mais compadecido e solidário com a dor dos pobres, um Sacerdote conforme o Coração de Jesus.

Que a luz de Cristo resplandeça no rosto da Igreja pela vida e Ministério Presbiteral, assim como por meio de todos os batizados, para que sal da terra e luz do mundo sejamos, contando sempre com a força indispensável que nos vem da oração sincera, pura e confiante e, de modo especial, na Santa Eucaristia.

(1) Primeiros parágrafos da Constituição “Lumen Gentium” – Luz dos Povos - sobre a Igreja. 

A Ação Divina não dispensa a ação humana

                                                                   

A Ação Divina não dispensa a ação humana

No Reino de Deus,
lançar a semente é nossa missão!

Na passagem do Evangelho (Mc 4, 26-34) proclamado na terceira sexta-feira do Tempo Comum, Jesus nos fala do Reino de Deus à luz da Parábola da semente lançada na terra. 

Mais ainda, nos fala do Reino comparando-o a um grão de mostarda, a menor de todas as sementes e que produz ramos tão grandes que os pássaros vêm habitar à sua sombra.

Na construção e espera do Reino que vem, é preciso confiança ativa. O Reino é como o crescimento da semente, um processo lento e silencioso, mas seguro. A pequenez da semente também é significativa, pois aparentemente o que fazemos parece nada mudar, mas quanta diferença faz para quem dela recebe, já, os frutos.

Muitas vezes a pobreza dos meios, as nossas limitações, emergências e clamores nos levam a abrir-nos mais intensa e sinceramente à ação divina, explicitamente falando com a ação do Espírito que é imprescindível para a ação evangelizadora e a construção do Reino.

O Missal Cotidiano nos diz: “Em vez de agitação, serenidade; em vez de indolência, esforço; em vez de desânimo a certeza da fé; eis a atitude da Igreja, do apóstolo, do educador”.

Serenidade, esforço e a certeza da fé devem ser marcas de todo aquele que se coloca a serviço do Reino, contra toda tentação de agitação estéril e estressante, que nada de bom constrói; contra toda perniciosa, desastrosa tentação da acomodação, do recuo, do cruzar os braços em inativismo deplorável aos olhos de Deus – Deus que nos ama, como é próprio do Seu amor, não dispensa nossos esforços; contra toda tentação da perda da fé, do naufrágio da fé, o pior de todos os naufrágios.

Nisto consiste a missão de todos nós: lançar e cultivar as sementes. Se dela frutos não comermos, já terá valido ao outro ter assegurado esta possibilidade.

São oportunas as palavras do Apóstolo Paulo: “Eu plantei, Apolo regou, mas era Deus quem fazia crescer” (1Cor 3,6).

De fato, aquilo que comemos ou desfrutamos não é fruto do acaso, mas do reconhecido e louvável esforço e empenho de tantos/as que, muito antes e até no tempo presente, suas sementes lançaram... 

Lancemos nossas sementes, as melhores que pudermos para que outros desfrute
m.
..

Rezando com os Salmos - Sl 122 (123)

 





Confiança e esperança no Senhor

“–1 Eu levanto os meus olhos para Vós,
que habitais nos altos céus.
–2 Como os olhos dos escravos estão fitos
nas mãos do seu senhor,

– como os olhos das escravas estão fitos
nas mãos de sua senhora,
– assim os nossos olhos, no Senhor,
até de nós ter piedade.

–3 Tende piedade, ó Senhor, tende piedade;
já é demais esse desprezo!
–4 Estamos fartos do escárnio dos ricaços
e do desprezo dos soberbos!”

Rezando o Salmo 122(123) renovamos nossa confiança e esperança em Deus:

“Salmo de romaria: o levantar dos olhos ao monte Sião exprime a elevação dos olhos e da mente a Deus. Humilhado pelos povos vizinhos, Israel se entrega confiante nas mãos do Senhor e a Ele se recomenda como sua única Salvação.”

Esta confiança e esperança encontramos na passagem do Evangelho de Mateus:

“Nisso dois cegos sentados à beira da estrada ouviram que Jesus estava passando. Gritaram: ‘Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de nós!’” (Mt 20,30)

Seja também nossa confiança e esperança renovada em Deus que jamais nos decepciona. Façamos do clamor dos dois cegos o nosso clamor, com olhos fitos no Senhor, a Ele supliquemos com as mesmas palavras dos cegos – “‘Senhor, Filho de Davi, tem compaixão de nós!”.

 

(1) Comentário da Bíblia Edições CNBB – p. 838

“Creio na Igreja una”

                                                     


“Creio na Igreja una”

«Que admirável mistério! Há um só Pai do universo, um só Logos do universo e, também, um só Espírito Santo, idêntico em toda a parte; e há também uma só mãe, Virgem, à qual me apraz chamar Igreja». (1)

Deste modo, creio que a Igreja é una, pois pertence a sua própria essência que ela seja una:

Creio na Igreja una, graças à sua fonte: «O supremo modelo e princípio deste mistério, é a unidade na Trindade das Pessoas, dum só Deus, Pai e Filho no Espírito Santo». (2)

Creio na Igreja una, graças ao seu fundador: «O próprio Filho encarnado [...] reconciliou todos os homens com Deus pela Sua Cruz, restabelecendo a unidade de todos num só povo e num só Corpo». (3)

Creio na Igreja una, graças à sua «alma»: «O Espírito Santo que habita nos crentes e que enche e rege toda a Igreja, realiza esta admirável comunhão dos fiéis e une-os todos tão intimamente em Cristo, que é o princípio da unidade da Igreja». (4) Amém.

 

Fonte: Parágrafo n. 813 do Catecismo da Igreja Católica 

 

(1) Clemente de Alexandria, Paedagogus 1, 6, 42: GCS 12, 115 (PG 8, 300).

(2) II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 2: AAS 57 (1965) 92.

(3) II Concílio do Vaticano, Const. past. Gaudium et spes, 78: AAS 58 (1966) 1101.

(4) II Concílio do Vaticano, Decr. Unitatis redintegratio, 2: AAS 57 (1965) 91.

“As bem-aventuranças do político”

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“As bem-aventuranças do político”

“A boa política está ao serviço da paz” –
“A paz esteja nesta casa” (Lc 10,5)

Em sua Mensagem do Papa Francisco para o 52º Dia Mundial da Paz,  celebrado no dia 1º de janeiro de 2019, o Papa Francisco nos enriqueceu com as “bem-aventuranças do político”, escritas por uma testemunha fiel do Evangelho, o Cardeal vietnamita Francisco Xavier Nguyen Van Thuan, falecido em 2002:

“Bem-aventurado o político que tem uma alta noção 
e uma profunda consciência do seu papel.

Bem-aventurado o político de cuja pessoa irradia a credibilidade.

Bem-aventurado o político que trabalha para o bem comum 
e não para os próprios interesses.

Bem-aventurado o político que permanece fielmente coerente.

Bem-aventurado o político que realiza a unidade.

Bem-aventurado o político que está comprometido 
na realização duma mudança radical.

Bem-aventurado o político que sabe escutar.

Bem-aventurado o político que não tem medo”.

Urge que tenhamos o exercício da boa política a serviço da paz e da promoção do bem comum; respeitando e promovendo os direitos humanos fundamentais, que são igualmente deveres recíprocos, para que se teça um vínculo de confiança e gratidão entre as gerações do presente e as futuras.

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