domingo, 1 de junho de 2025
A Solenidade da Ascensão segundo Santo Agostinho... (Ascensão do Senhor)
Ascensão: o Triunfo do Vencedor, Jesus Cristo (Ascensão do Senhor)
Ascensão: o Triunfo do Vencedor, Jesus
Cristo
Ao Celebramos a
Ascensão do Senhor, sejamos enriquecidos pelo Sermão de São Máximo de Turim
(séc. V):
“’Se o grão de trigo não cai na terra e morre, fica
infecundo; mas se morre, dá muito fruto’. Floresceu, pois, novamente o Senhor
ressuscitando do sepulcro; frutifica quando sobe ao céu.
É flor quando é gerado nas profundezas da terra; é
fruto quando é assentado em Sua sublime sede. É grão – como Ele mesmo diz –
quando, só, padece a Cruz; é fruto quando Se vê cercado da copiosa fé dos
Apóstolos.
De fato, durante aqueles quarenta dias em que, depois
da Ressurreição, conviveu com Seus discípulos, instruiu-lhes em toda a
maturidade da sabedoria e os preparou para uma safra abundante com toda a fecundidade
de Sua doutrina. Depois subiu ao céu, ou seja, ao Pai, levando o fruto da carne
e deixando em Seus discípulos as sementes da justiça.
Subiu, portanto, o Senhor ao Pai. Vossa santidade
recordará, sem dúvida, que comparei o Salvador com aquela águia do salmista, da
qual lemos que renova sua juventude.
Realmente existe uma semelhança, e não pequena. Pois
assim como a águia abandonando os vales se eleva às alturas e penetra impetuosa
nos céus, assim também o Salvador abandonando as profundidades do abismo Se
elevou aos serenos picos do paraíso, e penetrou nas mais elevadas regiões do
céu.
E assim como a águia, abandonando a mesquinharia da
terra, e voando para as alturas, usufrui da salubridade de um ar mais puro,
assim também o Senhor, abandonando a imundície dos pecados terrenos e revoando
em Seus santos, alegra-Se na simplicidade de uma vida mais pura.
De forma que a comparação com a águia se encaixa
perfeitamente ao Salvador. Mas, então, como explicar o fato de que
frequentemente a águia destroça sua presa e arrebata seguidamente a presa
alheia? Contudo, tampouco nisto é dessemelhante ao Salvador.
De certo modo arrastou com a presa quando ao homem
que tinha assumido, arrancado das gargantas do inferno, o conduziu ao céu, e ao
que era escravo de uma dominação alheia, isto é, da potestade diabólica,
libertado da catividade, cativo o conduziu às regiões elevadas, como escreve o
profeta: ‘Subiu ao alto levando cativa a catividade e deu dons aos homens’.
Esta frase certamente significa que levou ao alto dos
céus a catividade cativa. Uma e outra catividade são designadas com idêntica
palavra. Mas ambas com um significado bem distinto, visto que a catividade do
diabo reduz o homem à escravidão, enquanto a catividade de Cristo restitui a
liberdade.
‘Subiu’, disse, ‘ao alto levando cativa a catividade’.
Quão bem descreve o profeta o triunfo de Cristo! Pois, segundo dizem, a pompa
da carruagem dos vencidos costuma preceder ao rei vencedor.
Mas eis aqui que a catividade gloriosa não precede ao
Senhor em sua Ascensão aos céus, mas que o acompanha; não é conduzida a
carruagem à frente, mas sim que é ela a que leva ao Salvador.
Por um inefável mistério, enquanto o Filho de Deus
eleva ao céu o Filho do homem, a própria catividade é ao mesmo tempo portadora
e portada. O que acrescenta: ‘deu dons aos homens’, é o gesto típico do
vencedor.” (1)
O Prefácio da
Solenidade da Ascensão é expressivo para aprofundamento de quanto tenha dito
São Máximo de Turim em seu Sermão:
“Na Verdade, é justo e necessário, é nosso dever e
salvação dar-vos graças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus
eterno e todo-poderoso. Vencendo o pecado e a morte, vosso Filho, Jesus, Rei da
glória, subiu (hoje) ante os anjos maravilhados ao mais alto dos céus. E
tornou-Se o mediador entre vós, Deus, nosso Pai, e a humanidade redimida, juiz
do mundo e Senhor do universo. Ele, nossa cabeça e princípio, subiu aos céus,
não para afastar-Se de nossa humildade, mas para dar-nos a certeza de que nos
conduzirá à glória da imortalidade...” .
De fato, a
Ascensão de Cristo é o triunfo do vencedor, como tão bem expressa a Oração do
dia desta Solenidade:
Oremos:
“Ó Deus todo-poderoso, a Ascensão do
Vosso Filho já é nossa vitória. Fazei-nos exultar de alegria e fervorosa ação
de graças, pois, membros de Seu corpo, somos chamados na esperança a participar
da Sua glória. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do
Espírito Santo. Amém.”
(1)
Lecionário Patrístico Dominical – Editora Vozes – 2013 - pp. 110-111
As Virtudes Divinas à luz da Ascensão do Senhor (Ascensão do Senhor)
A Festa da Ascensão é a Festa da nossa Missão! (Ascensão do Senhor)
Ascensão, um Mistério de esperança que convida à ação (Ascensão do Senhor)
Uma pessoa que tem fé, não será
submergida na travessia dos mares nem terá sua garganta ressequida, ou a alma
falecida pela secura e aridez do deserto, muito menos desistirá de trilhar seu
caminho, porque sabe que com Ele, Jesus, o Caminho, a Verdade e a Vida (cf. Jo
14,6), não caminhará à deriva sem horizonte, sem rumo.
Ascensão: Jesus caminha conosco! (Ascensão do Senhor - Homilia Ano B)
As Leituras proclamadas nos convidam à superação da passividade alienante. É preciso ir para o meio do mundo, como sal, luz e fermento. Levar a humanidade a viver a comunhão querida por Deus, a fim de que todos sejamos um em Cristo Jesus.
A construção do Reino exige empenho contínuo e nisto consiste o papel da comunidade formada por aqueles que creem e se afirmam cristãos.
Ascensão: O Senhor subiu aos céus para ficar conosco para sempre (Ascensão do Senhor - Ano A)
Deste modo, como Igreja, seremos cumulados de todos os dons necessários, para que continuemos a missão de Jesus, que morreu, foi Ressuscitado por Deus, e Se faz presente em nosso meio; caminha conosco e nos acompanha na missão do anúncio e testemunho da Boa Nova do Evangelho.







