sexta-feira, 29 de novembro de 2024

Enquanto esperamos a Cidade Santa

                                                         

Enquanto esperamos a Cidade Santa

Uma reflexão sobre a espera da Cidade Santa, que descerá do céu, e que nos desafia, enquanto a aguardamos, com sagrados compromissos, tornarmos nossas cidades terrenas mais justas, humanas e fraternas.

Neste sentido, uma passagem iluminadora, encontramos no Livro do Apocalipse (Ap 21,1-5a), que nos remete a duas outras passagens: Apocalipse 21,10-14.22-23 e Profeta Ezequiel (capítulos 40-42).

A visão da Cidade Santa, a Jerusalém Celeste, que descia do céu, sinaliza para o fato de que ela é de iniciativa divina e temos a possibilidade de participar de sua construção desde o tempo presente.

Neste sentido compreendemos o Livro do Apocalipse, escrito por João para fortalecer a missão das primeiras comunidades cristãs, num contexto de dura perseguição pelo Império Romano, com martírios, sangue derramado. Como foram difíceis os primeiros anos daqueles que se puseram no caminho da fé, no testemunho do Ressuscitado!

A parte final do Livro retrata, através de uma linguagem figurada, o triunfo definitivo da Igreja, a esposa do Cordeiro.

A referência às 12 Tribos de Israel e os nomes dos 12 Apóstolos nos alicerces desta Cidade, retrata a continuidade do antigo Povo de Deus unida à novidade da Igreja de Cristo.

O Bispo Santo Agostinho nos ajuda a compreender outros significados que merecem ser conhecidos:

v.10 «A montanha é Cristo. A Igreja é a Cidade Santa edificada na montanha; é a esposa do Cordeiro. Foi edificada na montanha, quando foi conduzida aos ombros do pastor, como foi conduzida ao redil a própria ovelha (cf. Lc 15,  5)».

v.12 «As doze portas e os doze Anjos são os Apóstolos e os Profetas, segundo o que está escrito (Ef 2, 20). Isto está de harmonia também com o que o Senhor disse a Pedro (Mt 16, 18). (…) Diz-se que os Apóstolos são portas que, com a sua doutrina, abrem a porta da vida eterna».

v.13 «Porque a cidade descrita é a Igreja difundida por todo o orbe, mencionam-se três portas em cada uma das quatro partes do mundo, pois na Igreja, nas quatro partes do mundo, anuncia-se o Mistério da Trindade».

v.22 «Na cidade não vi nenhum templo»: «assim é, porque em Deus está a Igreja, e na Igreja está Deus», «porque o seu templo é o Senhor» (cf. Jo  2, 19-22; 4, 23-24).

v. 23 «Não precisa da luz do Sol». «A Igreja não é orientada pela luz, nem pelos elementos do mundo; é conduzida por Cristo, o eterno Sol, por entre as trevas do mundo (cf. Jo 8, 12; 1, 9)».

Assistidos pelo Paráclito que o Senhor nos prometeu e o Pai nos enviou em nome de Jesus para conduzir a Igreja, continuemos a nossa missão na construção deste novo céu e nova terra.

Crer no Ressuscitado, e com a força do Espírito Santo, do Advogado, do Defensor, continuarmos a missão que Ele nos confiou, para que o Projeto de Deus se realize em nosso meio.

Que a fé no Cristo Ressuscitado nos revigore na missão de participar, de construir uma cidade mais humanizada em que o bem comum seja promovido de fato, sem jamais recuar na fé, perder a esperança, e assim fazer progressos maiores na prática de caridade ativa.

Como cantamos nas Missas – “... Céus e terra passarão, mas a Sua Palavra não passará...”.




PS: Celebração Litúrgica – Revista de Liturgia e Pastoral - ano C - 2013 – p.666 - Edições Licel – Braga.

A Cidade Santa que descerá do céu...

                                                         

A Cidade Santa que descerá do céu...

A passagem do Livro do Apocalipse (Ap 21,1-5a), nos remete à duas outras passagens: Apocalipse 21,10-14.22-23 e Profeta Ezequiel (c. 40-42).

O Livro do Apocalipse foi escrito por João para fortalecer a missão das primeiras comunidades cristãs, num contexto de dura perseguição pelo Império Romano, com martírios, sangue derramado. Como foram difíceis os primeiros anos daqueles que se puseram no caminho da fé, no testemunho do Ressuscitado!

A parte final do Livro retrata, através de uma linguagem figurada, o triunfo definitivo da Igreja, a esposa do Cordeiro.

A visão da Cidade Santa, a Jerusalém Celeste, que descia do céu, sinaliza para o fato de que ela é de iniciativa divina e temos a possibilidade de participar de sua construção desde o tempo presente.

A referência às 12 Tribos de Israel e os nomes dos 12 Apóstolos nos alicerces desta Cidade, retrata a continuidade do antigo Povo de Deus unida à novidade da Igreja de Cristo.

O Bispo Santo Agostinho nos ajuda a compreender outros significados que merecem ser conhecidos:

v.10 «A montanha é Cristo. A Igreja é a Cidade Santa edificada na montanha; é a esposa do Cordeiro. Foi edificada na montanha, quando foi conduzida aos ombros do pastor, como foi conduzida ao redil a própria ovelha (cf. Lc 15,  5)».

v.12 «As doze portas e os doze Anjos são os Apóstolos e os Profetas, segundo o que está escrito (Ef 2, 20). Isto está de harmonia também com o que o Senhor disse a Pedro (Mt 16, 18). (…) Diz-se que os Apóstolos são portas que, com a sua doutrina, abrem a porta da vida eterna».

v.13 «Porque a cidade descrita é a Igreja difundida por todo o orbe, mencionam-se três portas em cada uma das quatro partes do mundo, pois na Igreja, nas quatro partes do mundo, anuncia-se o Mistério da Trindade».

v.22 «Na cidade não vi nenhum templo»: «assim é, porque em Deus está a Igreja, e na Igreja está Deus», «porque o seu templo é o Senhor» (cf. Jo  2, 19-22; 4, 23-24).

v. 23 «Não precisa da luz do Sol». «A Igreja não é orientada pela luz, nem pelos elementos do mundo; é conduzida por Cristo, o eterno Sol, por entre as trevas do mundo (cf. Jo 8, 12; 1, 9)».

Assistidos pelo Paráclito que o Senhor nos prometeu e o Pai nos enviou em nome de Jesus para conduzir a Igreja, continuemos a nossa missão na construção deste novo céu e nova terra.

Crer no Ressuscitado, e com a força do Espírito Santo, do Advogado, do Defensor, continuarmos a missão que Ele nos confiou, para que o Projeto de Deus se realize em nosso meio.

Que o transbordamento da Alegria Pascal que estamos celebrando, nos faça alegres testemunhas do Ressuscitado, sem jamais perder a esperança, para testemunharmos a fé numa caridade ativa. 

Como cantamos nas Missas – “... Céus e terra passarão, mas a Sua Palavra não passará...”.


PS: Celebração Litúrgica – Revista de Liturgia e Pastoral - ano C - 2013 – Pág. 666 - Edições Licel – Braga.

quinta-feira, 28 de novembro de 2024

Que caia a “Babilônia”, venha a “Jerusalém Celeste!”

                                                

Que caia a “Babilônia”, venha a “Jerusalém Celeste!”

A passagem do Livro do Apocalipse (Ap 18, 1-23) descreve a queda de Nínive e da Babilônia. Estas quedas foram celebradas como o fim de impérios prepotentes, cuja ação nefasta foi causa de sofrimento e morte para muitos povos.

A Babilônia representa as forças do mal, muito embora já não existisse mais na época em que o Apocalipse foi escrito, esse nome, no entanto, continuava extremamente mal afamado para os judeus do Antigo Testamento e os cristãos, porque Babilônia evocava no passado, a grande dominadora e destruidora do povo de Deus.

Assim como Nínive, Babilônia é uma cidade desumana, cruel, onde se pratica o homicídio, se mata, onde se trafica drogas, onde não se vive em segurança, onde uns pretendem devorar os outros, onde poucos estão sufocados no luxo e no dinheiro, enquanto uma multidão vive em condição de escravidão, numa vida próxima da bestialidade.

Assim são as cores com que o autor de Apocalipse pinta a cidade da Babilônia e as “Babilônias” de todos os tempos. Mas o autor também diz que esta realidade, esta cidade, tem os seus dias contados. O Cordeiro vitorioso, Cristo Jesus, com Sua vida doada, anuncia e inaugura o Reino de Deus.

A partir de Sua Ressurreição, podemos nos comprometer e nos empenhar no Seu testemunho e na Sua Palavra, em corajosa fidelidade, perseverança até o fim, para que construamos a Jerusalém Celeste.

Há que se esperar e buscar um novo céu e uma nova terra, crendo n’Aquele que faz novas todas as coisas: “O que está sentado no trono declarou então: Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21,5). 

A história, em resumo, pode ser um reerguimento da Babilônia que caiu, cantado e proclamado pelo autor de Apocalipse, ou compromisso incondicional com a Jerusalém Celeste.

Babilônia revigorada, reerguida ou Jerusalém Celeste acolhida, construída, na fidelidade ao Cordeiro Vencedor. 

A perpetuação de cidades que matam ou a humanização das mesmas para que seja espaço da vida, da acolhida, da fraternidade, da dignidade… Lamentavelmente muitas cidades ainda são reproduções, em alguma medida, da Babilônia que caiu, mas teima em ficar de pé. 

Urge compromissos inadiáveis pela construção de uma cidade mais humana, mais morada de Deus.

Urge compromissos com a Cidade de Deus, a Jerusalém Celeste, em que nunca mais haverá morte, nem luto, nem clamor, e nem dor haverá mais porque as coisas antigas passaram (Ap 21,14). 

A fé cristã é o cultivar do sonho, a esperança e compromisso com esta nova realidade como disse o apóstolo Pedro (2 Pd 3,13) – “O que nós esperamos, conforme Suas promessas são novos céus e nova terra, onde habitará a justiça”.

Diante de tudo isso, vem o questionamento: curvo-me diante da Babilônia ou assumo compromissos irrevogáveis, sinceros e corajosos com a Jerusalém Celeste?

O novo céu e a nova terra vêm como iniciativa de Deus e resposta nossa, porque assim Deus quis. Não vêm por decretos impostos e verticalizados, mas por iniciativas e propostas horizontais de comunhão e participação na construção da necessária fraternidade.

PS: Na quinta-feira da 34ª semana do Tempo Comum, ouvimos a passagem do Livro do Apocalipse (Ap 18,1-2.21-23;19,1-3.9a

Dai-nos, Senhor, prudência e simplicidade de coração

                                                         

Dai-nos, Senhor, prudência e simplicidade de coração 

Sejamos enriquecidos pela Homilia da divina fonte da Tradição da Igreja: a Homilia do Bispo e doutor da Igreja, São João Crisóstomo (séc. IV).
 
“Enquanto somos ovelhas, vencemos e ficamos por cima, seja qual for o número dos lobos que nos rodeiam. Se, ao contrário, formos lobos, seremos vencidos; não teremos a ajuda do pastor. Pois este apascenta ovelhas, não lobos; abandonar-te-á e te deixará, porque não lhe dás ocasião de mostrar seu poder. 

O que o Senhor quer dizer é isto: Não fiqueis perturbados quando, ao vos enviar para o meio dos lobos, Eu vos ordeno ser como ovelhas e pombas. Eu vos poderia proporcionar o contrário: enviar-vos sem mal algum em vista, sem vos sujeitar ao lobo qual ovelha, porém, tornar-vos mais terríveis do que leões. 

Convém que seja assim. Isto vos fará mais refulgentes e proclamará meu poder. Dizia o mesmo a Paulo: Basta-te minha graça, pois a força se realiza na fraqueza (2Cor 12,9).
 
Fui Eu mesmo que estabeleci isto para vós. Ao dizer, pois: Eu vos envio como ovelhas (Lc 10,3), subentende: Não desanimeis por este motivo; Eu sei, certamente, Eu sei que assim sereis invencíveis. 

Em seguida, para que não viessem a pensar que poderiam conseguir algo por si mesmos, sem demonstrar que tudo vem da graça, e, assim, não julgassem ser coroados sem méritos, diz: Sede prudentes como serpentes e simples como pombas (Mt 10,16). 

Que vantagem terá nossa prudência entre tantos perigos? dizem eles. Como poderemos ter prudência, sacudidos por tantas ondas? Por maior que seja a prudência que uma ovelha possua, no meio de lobos, e de tão grande número de lobos, que poderá fazer? 

Seja qual for a simplicidade de uma pomba, que lhe adiantará, diante de tantos gaviões ameaçadores? Para aqueles que não entendem, nada certamente. Para vós, porém, será de muito proveito.

Mas vejamos a prudência que aqui se exige: a da serpente. Esta expõe tudo, até mesmo se lhe cortam o corpo, não se defende, contanto que proteja a cabeça. Assim também tu, diz Ele, à exceção da fé, entrega tudo: dinheiro, corpo, até mesmo a vida. 

A fé é a cabeça e a raiz; salva esta, tudo o mais que perderes, recuperarás depois ao dobro. Por isso, não ordenou ser só simples, nem só prudente; mas uniu as duas coisas, a fim de serem verdadeiramente uma força. Ordenou a prudência da serpente para não receberes golpes mortais; e a simplicidade da pomba, para não te vingares dos que te fazem o mal nem afastares por vingança os perseguidores. Sem ela, de nada vale a prudência. 

E não pense alguém ser impossível cumprir este preceito. Mais do que todos, conhece Ele a natureza das coisas; sabe que a ferocidade não se aplaca com a ferocidade, mas com a brandura.” 

Sejamos fortalecidos para maior correspondência na realização do Projeto do Senhor, na construção do Seu Reino, para que de fato Ele reine em nossos corações e em todo o universo. 

Se formos ovelhas do rebanho do Senhor, com Ele, venceremos todas as dificuldades, ameaças, provações, pois experimentaremos e testemunharemos o poder de Deus que age em nossa vida; de outro lado, não basta estar no rebanho, pois a falta de fidelidade e coerência de fé nos fará lobos, e então seremos vencidos. 

Enviados como cordeiros em meio aos lobos, é a ocasião em que o Senhor manifesta a Sua graça em nossa fraqueza. Não há porque desanimar, com Ele, somos invencíveis, como o próprio Paulo afirmou, mais que vencedores (Rm 8, 37). 

Urge que sejamos prudentes como as serpentes (não permitir o golpe mortal) e simples como as pombas (não fomentar a lógica da violência), a fim de que a ferocidade seja vencida com a brandura. 
 
Mantenhamos viva e intacta a fé, contra toda dificuldade e esperança.

Perseveremos no caminho da caridade, do amor, do perdão, que são marcas distintivas dos discípulos missionários do Senhor. 

Supliquemos ao Senhor para que Ele nos dê, por Seu Espírito, a prudência e a simplicidade necessárias, para que continuemos a missão a nós confiada. 

Oremos:
 
Senhor nosso Deus,
Que sois o refúgio na tribulação,
Força na fraqueza e conforto no sofrimento,
Concedei-nos a prudência e sabedoria necessárias,
Para que, como membros do Vosso rebanho,
Com coragem, combatendo o bom combate da fé,
Um dia, a glória da eternidade mereçamos receber,
E a Vossa glória celestial para sempre contemplar.
Amém. 

O tempo é breve: Sabedoria em nossas escolhas

                                                       


O tempo é breve: Sabedoria em nossas escolhas 

A passagem do Evangelho da quinta-feira da 34ª Semana do Tempo Comum (Lc 21, 20-28) nos fala do fim dos tempos, e Jesus alerta: “Jerusalém será pisada pelos infiéis, até que o tempo dos pagãos se complete.”. 

No Comentário do Missal Cotidiano lemos:

“Salvação ou condenação, ruína ou libertação, felicidade ou desespero – a escolha faz-se agora, no tempo, com toda a nossa vida”

Lucas nos apresenta um discurso escatológico de Jesus, ou seja, sobre o fim dos tempos e a Sua volta para o julgamento final de todos.

Há implícita uma verdade que nos ilumina: se O procuramos como nosso amigo e Senhor, de fato o encontraremos com alegria e confiança.

De outro lado, se O ignoramos, descuramos, desprezamos em Sua Pessoa ou presença nos irmãos, nosso encontro com Ele será de medo e de dor.

Em cada instante estamos fazendo escolhas, tomando decisões, dando um matiz Pascal ou não a nossa vida. E, dependendo destas, encaminhamos nossa existência para o desabrochar na plenitude do Amor de Deus ou para o mergulho na escuridão eterna, onde haverá “choro e ranger de dentes”, como já nos alertara O Senhor.

Que Deus ilumine nossos pensamentos, palavras e ações, e nos conceda a sabedoria para fazermos escolhas corretas, determinando todo o nosso existir.

Oportunas são as palavras do Apóstolo Paulo (Rm 4,18): Temos que aprender como Abraão, o Pai da fé: “Ele, esperando contra toda a esperança, creu e tornou-se assim pai de muitos povos, conforme lhe fora dito: ‘Tal será tua descendência”.

Ainda peregrinos que somos, esperemos o Senhor que vem gloriosamente, e que já conosco caminha, sem vacilar na fé, firmando nossos passos. 

Esperamos Sua vinda, solidificando nossa esperança, com a eterna chama viva da caridade que se plenifica na eternidade, confiantes de que um dia O encontraremos e O contemplaremos face a face.


(1) Missal Cotidiano - pág. 1547.       

Em poucas palavras...

                                               


Prudente como a serpente

“Mas vejamos a prudência que aqui se exige: a da serpente. Esta expõe tudo, até mesmo se lhe cortam o corpo, não se defende, contanto que proteja a cabeça.

Assim também tu, diz Ele, à exceção da fé, entrega tudo: dinheiro, corpo, até mesmo a vida. 

A fé é a cabeça e a raiz; salva esta, tudo o mais que perderes, recuperarás depois ao dobro.”(1)

 

(1)São João Crisóstomo – Bispo e Doutor da Igreja  (séc IV)

quarta-feira, 27 de novembro de 2024

Em Vossas mãos, Senhor, nos colocamos

                                                        

Em Vossas mãos, Senhor, nos colocamos

Uma breve passagem da Sagrada Escritura, para refletirmos sobre os relacionamentos, dentro e fora da comunidade, para que nossa fé seja luminosa e fecunda (1 Pd 5,5b-7):

“Revesti-vos todos de humildade no relacionamento mútuo, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a Sua graça aos humildes. Rebaixai-vos, pois, humildemente, sob a poderosa mão de Deus, para que, na hora oportuna, Ele vos exalte. Lançai sobre Ele toda a vossa preocupação, pois é Ele quem cuida de vós”.

Observemos os três verbos no imperativo que o texto bíblico nos apresenta: “revesti-vos”, “rebaixai-vos” e “lançai”.

Oremos:

Senhor, revisti-nos com a humildade necessária no relacionamento mútuo, colocando nosso coração em Vossas mãos para ser transformado e inflamado de amor.

Senhor, concedei-nos a graça de nos rebaixarmos diante de Vós, colocando-nos sob Vosso poderoso amparo, em salutar e revigorante refúgio para o bom combate da fé.

Senhor, que saibamos em Vós confiar, colocando em Vossas mãos nossas inquietações, confiantes, com súplicas e ação de graças, pois jamais nos desamparais.

Experimentemos, nós, a força de Vossa Palavra, como nos falaram os Profetas:

“Mas os que esperam no Senhor renovarão as forças, subirão com asas como águias; correrão, e não se cansarão; caminharão, e não se fatigarão” (Is 40,31). Amém.

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG