quinta-feira, 18 de junho de 2026
Rezar o "Pai-Nosso" e deixar-se envolver pela ternura divina
Jesus, na passagem do Evangelho (Lc 11,1-4; Mt 6,7-15), ensina-nos a rezar, de modo que a Oração daquele que crê, deve ser um diálogo confiante, como uma criança em relação ao pai.
“Santificado seja o Vosso nome” – que Deus Se manifeste como Salvador aos olhos de todos, através de nossa conduta, marcada pela justiça, bondade e santidade;
Em poucas palavras... (Pai-Nosso)
A esperança nossa de cada dia, nos dai hoje
“A esperança cristã manifesta-se, desde o princípio da pregação de Jesus, no anúncio das Bem-Aventuranças.
As Bem-Aventuranças elevam a nossa esperança para o céu, como nova terra prometida e traçam-lhe o caminho através das provações que aguardam os discípulos de Jesus.
Mas, pelos méritos do mesmo Jesus Cristo e da sua paixão, Deus guarda-nos na «esperança que não decepciona» (Rm 5, 5). A esperança é «a âncora da alma, inabalável e segura» que penetra [...]«onde entrou Jesus como nosso precursor» (Hb 6, 19-20).
É também uma arma que nos protege no combate da salvação: «Revistamo-nos com a couraça da fé e da caridade, com o capacete da esperança da salvação» (1 Ts 5, 8).
Proporciona-nos alegria, mesmo no meio da provação: «alegres na esperança, pacientes na tribulação» (Rm 12, 12). Exprime-se e nutre-se na oração, particularmente na oração do Pai-Nosso, resumo de tudo o que a esperança nos faz desejar.” (1)
(1) Parágrafo do Catecismo da Igreja Católica – n.1820
Enamorados por Cristo o sejamos!
Enamorados por Cristo o sejamos!
“Pois
aquele que é amado, sem temor passeia
no íntimo do coração do que ama”
A Liturgia das Horas nos apresenta uma homilia do bispo São João Crisóstomo (séc. IV), sobre a segunda Carta de Paulo aos Coríntios, possibilitando-nos uma reflexão sobre a verdadeira caridade.
“Nosso coração se dilatou. Aquilo
que produz calor costuma dilatar. Assim é próprio da caridade dilatar, pois é
uma virtude cálida e fervente.
Ela abria também
a boca de Paulo e lhe dilatava o coração. 'Não
amo só de boca, diz ele; meu coração, em verdade, harmoniza-se com o amor; por
isso falo confiante, com toda a voz e toda a mente'.
Nada mais amplo
do que o coração de Paulo que, à semelhança de um enamorado, abraçava a todos
os fiéis com intenso amor, sem dividir e enfraquecer a amizade, mas
conservando-a indivisa.
Que há de admirar
ser assim em relação aos homens piedosos, se até aos infiéis da terra inteira
seu coração os abraçava?
Por isto não diz
apenas 'Amo-vos', mas faz com maior ênfase: Nossa boca se abre, nosso coração se dilata.
Guarda-os a todos
dentro de nós e não de qualquer jeito, mas com imensa amplidão.
Pois aquele que é
amado, sem temor passeia no íntimo do coração do que ama.
Assim diz: Não estais apertados em nós, mas sim em
vossos corações. Vê a censura temperada com a não pequena
indulgência. Isto é bem de quem ama. Não
disse: 'Vós não me amais', e
sim: 'Não do mesmo modo'. De
fato, não queria atormentá-los com maior severidade.
Em várias passagens, extraindo textos de cada epístola sua, pode-se ver de que amor incrível ardia para com os fiéis.
Aos romanos
escreve: Desejo ver-vos: e muitas
vezes fiz o propósito de ir até vós; e, também: Se de qualquer modo puder ir fazer-vos boa
visita.
Aos gálatas
escreve: Meus filhinhos, aos quais
gero de novo; e aos efésios: Por
esta razão dobro meus joelhos por vós.
E aos
tessalonicenses: Qual a minha
esperança ou gáudio, ou coroa da glória? Não sois vós? Dizia também
carregá-los em suas cadeias e em seu coração.
Igualmente aos
colossenses, escreve: Desejo que
vejais vós e aqueles que ainda não viram meu rosto, a grande luta que sustento
por vós, para que vossos corações se fortaleçam.
Aos
tessalonicenses: À semelhança de uma
mãe que acalenta seus filhos, assim amando-vos, desejávamos vos dar não só o
Evangelho, mas nossas vidas. Não estais apertados em nós.
Não diz apenas
que os ama, mas que é amado por eles, para deste modo atraí-los melhor. Pois
assim escreve: Tito chegou e contou-nos
vosso desejo, vossas lágrimas, vosso zelo”.
Notável o
enamoramento do apóstolo por Jesus Cristo, fazendo de Cristo a razão de
seu viver, e sua vida foi transformada; fez deste amor fonte de relacionamento
amoroso com as comunidades fundadas e acompanhadas.
Somente nutridos
da Fonte do amor, enamorados por Ele, é que chegaremos à maturidade do amor
pela Igreja que somos.
Invoquemos o fogo
do Espírito, para que aqueça e dilate nosso coração; e assim, “os amados” de
Deus, no íntimo d’Ele passeiem sem medo algum, como nos falou São João
Crisóstomo.
Reflitamos:
- Sinto-me enamorado por Cristo?
- A caridade
dilata meu coração para que nele caibam os irmãos e irmãs da comunidade que
faço parte?
- Como vivencio
este amor por Cristo em relação a Sua Igreja?
- O que significa
para mim a comunidade que participo?
- O que mais me toca ao contemplar o testemunho de Paulo em relação a Cristo e a Sua Igreja?
Concluindo,
no coração onde o amor está presente, alargado e redimensionado fica, para
amar na mesma medida de Deus: um amor verdadeiramente imensurável!
PS: Celebramos dia 13 de setembro a Memória do Bispo São João Crisóstomo
Em poucas palavras... (Pai-Nosso)
A Oração dominical
“«A oração dominical é verdadeiramente o resumo de todo o Evangelho»(Tertuliano). «Depois de o Senhor nos ter legado esta fórmula de oração, acrescentou ‘Pedi e recebereis’ (Jo 16, 24). Cada um pode, portanto, dirigir ao céu diversas orações segundo as suas necessidades, mas começando sempre pela oração do Senhor, que continua a ser a oração fundamental» (Tertuliano).” (1)
(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n.2761 - sobre a Oração do "Pai-Nosso"
Em poucas palavras... (Eucaristia)
A Santíssima Eucaristia
“A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço do céu que se abre sobre a terra – é um raio de glória da Jerusalém celeste, que atravessa as nuvens da história e vem iluminar nosso caminho.” (1)
(1)Papa São João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia – 2003.
Em poucas palavras... (Pai-Nosso)
Meditação sobre o "Pai-Nosso"
"É entrando no santo nome do Senhor Jesus que podemos acolher, desde dentro, a oração que Ele nos ensina: «Pai nosso!».
A sua oração sacerdotal inspira, a partir de dentro, as grandes petições do Pai-nosso: a preocupação com o nome do Pai (Jo 17,6,11,12,26), a paixão pelo seu Reino (a glória) (Jo 17, 1.5.10.22.23-26.42), o cumprimento da vontade do Pai, do seu desígnio de salvação (Jo 17, 2.4.6.9.11.12.24) e a libertação do mal (Jo 17,15)." (1)
(1) Catecismo da Igreja Católica - parágrafo n.2750







