terça-feira, 31 de março de 2026

Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, Rei da Paz!

 


Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, Rei da Paz!

Oremos:

“Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos porque pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.”

Nós vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, Rei da Paz, Vós que Vos oferecestes como uma “carícia para a humanidade, e Vos bendizemos porque, pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.

Ó Rei da Paz, reconciliastes o mundo no abraço do Pai e derrubastes todos os muros que nos separam de Deus e do próximo, porque sois nossa paz (cf.Ef 2, 14).

Ó Rei da Paz, entrastes em Jerusalém montado num jumento, não num cavalo, cumprindo a antiga profecia que convidava a exultar pela chegada do Messias  (cf. Zc 9, 9-10).

Ó Rei da Paz, quando um dos Vossos discípulos desembainhou a espada para Vos defender e feriu o servo do sumo sacerdote, imediatamente o detivestes (cf. Mt 26, 52).

Ó Rei da Paz, enquanto éreis carregado com os nossos sofrimentos e traspassado pelas nossas culpas, Vós não abristes a boca, como um cordeiro que é levado ao matadouro, ou como uma ovelha emudecida nas mãos do tosquiador (cf. Is 53, 7).

Ó  Rei da Paz, deixastes Vos cravar na cruz, para abraçar todas as cruzes erguidas em cada tempo e lugar da história da humanidade.

Ó Rei da Paz, sois um Deus que rejeita a guerra, cumprindo a palavra do Profeta -  «Podeis multiplicar as vossas preces, que Eu não as atendo. É que as vossas mãos estão cheias de sangue» (Is 1, 15).

Ó Rei da Paz, fostes crucificado por nós, e Vos vemos nos crucificados da humanidade. Nas suas chagas, vemos as feridas de tantas mulheres e homens de hoje.

Ó Rei da Paz, no Vosso último grito dirigido ao Pai ouvimos o choro de quem se encontra abatido, sem esperança, doente, sozinho.

Ó Rei da Paz, também ouvimos, sobretudo, no gemido de dor de todos aqueles que são oprimidos pela violência e de todas as vítimas da guerra, como um clamor que brada aos céus para que todas as armas sejam depostas, porque somos todos irmãos e irmãs.

Ó Rei da Paz, à Vossa Mãe, aos pés da cruz e também aos pés dos crucificados de hoje, clamamos:

«Santa Maria, mulher do terceiro dia, dá-nos a certeza de que, apesar de tudo, a morte já não terá mais poder sobre nós. Que os dias das injustiças dos povos estão contados. Que os clarões das guerras se estão a reduzir a luzes crepusculares. Que os sofrimentos dos pobres chegaram aos seus últimos suspiros. […] E que, finalmente, as lágrimas de todas as vítimas da violência e da dor em breve secarão, como a geada ao sol da primavera» (1) Amém.

 
 
(1)Maria, mulher de nossos dias – Bispo Tonino Bello, Servo de Deus
Fonte: Homilia do Papa Leão XIV dia 29 de março de 2026 – Praça São Pedro

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG