Nós
vos adoramos, Senhor Jesus Cristo, Rei da Paz!
Oremos:
“Nós vos
adoramos, Senhor Jesus Cristo, e Vos bendizemos porque pela Vossa Santa Cruz
remistes o mundo.”
Nós vos adoramos, Senhor
Jesus Cristo, Rei da Paz, Vós que Vos oferecestes como uma “carícia para a
humanidade, e Vos bendizemos porque, pela Vossa Santa Cruz remistes o mundo.
Ó Rei da Paz, reconciliastes
o mundo no abraço do Pai e derrubastes todos os muros que nos separam de Deus e
do próximo, porque sois nossa paz (cf.Ef 2, 14).
Ó Rei da Paz, entrastes em
Jerusalém montado num jumento, não num cavalo, cumprindo a antiga profecia que
convidava a exultar pela chegada do Messias (cf. Zc 9, 9-10).
Ó Rei da Paz, quando um
dos Vossos discípulos desembainhou a espada para Vos defender e feriu o servo
do sumo sacerdote, imediatamente o detivestes (cf. Mt 26, 52).
Ó Rei da Paz, enquanto éreis
carregado com os nossos sofrimentos e traspassado pelas nossas culpas, Vós não
abristes a boca, como um cordeiro que é levado ao matadouro, ou como uma ovelha
emudecida nas mãos do tosquiador (cf. Is 53, 7).
Ó Rei da Paz, deixastes Vos cravar na cruz,
para abraçar todas as cruzes erguidas em cada tempo e lugar da história da
humanidade.
Ó Rei da Paz, sois um
Deus que rejeita a guerra, cumprindo a palavra do Profeta - «Podeis multiplicar as vossas preces, que Eu
não as atendo. É que as vossas mãos estão cheias de sangue» (Is 1,
15).
Ó Rei da Paz, fostes crucificado
por nós, e Vos vemos nos crucificados da humanidade. Nas suas chagas, vemos as
feridas de tantas mulheres e homens de hoje.
Ó Rei da Paz, no Vosso
último grito dirigido ao Pai ouvimos o choro de quem se encontra abatido, sem
esperança, doente, sozinho.
Ó Rei da Paz, também
ouvimos, sobretudo, no gemido de dor de todos aqueles que são oprimidos pela
violência e de todas as vítimas da guerra, como um clamor que brada aos céus
para que todas as armas sejam depostas, porque somos todos irmãos e irmãs.
Ó Rei da Paz, à Vossa
Mãe, aos pés da cruz e também aos pés dos crucificados de hoje, clamamos:
«Santa Maria, mulher do
terceiro dia, dá-nos a certeza de que, apesar de tudo, a morte já não terá mais
poder sobre nós. Que os dias das injustiças dos povos estão contados. Que os
clarões das guerras se estão a reduzir a luzes crepusculares. Que os sofrimentos
dos pobres chegaram aos seus últimos suspiros. […] E que, finalmente, as
lágrimas de todas as vítimas da violência e da dor em breve secarão, como a
geada ao sol da primavera» (1) Amém.


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