
O mandato missionário do Senhor
Reflexão
à luz da passagem do Evangelho de Marcos (Mc 16,15-20), que nos apresenta
o mandato do Senhor, enviando os discípulos pelo mundo, para continuar a
sua missão.
Esta
acontece todo dia e em todo lugar desde o dia de nosso Batismo, como profetas,
sacerdotes, reis e pastores, num mundo marcado por inúmeros desafios,
perplexidade, incertezas, por uma pobreza espiritual fomentada pelo processo de
secularização e secularismo; culto do prazer (hedonismo); materialismo, às
vezes até negando Deus, pregando e afirmando a Sua morte; acentuado
relativismo, onde o que conta é a verdade de cada pessoa e de cada tempo
(verdades passageiras e transitórias).
Sendo
assim, os frutos amargos são consequências inevitáveis: incertezas, vazios,
cansaços inúteis, ausência de sentido, depressão e violação da sacralidade da
vida, perda do valor e da beleza da dignidade de cada pessoa.
E,
é neste vasto e complicado mundo que somos desafiados a proclamar a Boa Nova do
Evangelho, com alegria, coragem, ardor, criatividade, disponibilidade,
confiança.
Urge
um novo modo de ser cristão e viver o Evangelho, sem jamais negá-lo, sem nos
acomodarmos diante da realidade - como nos disse o Apóstolo Paulo, não podemos
nos conformar a este século.
O
Evangelho é que deve fermentar o mundo, iluminá-lo, transformá-lo, jamais o
contrário e, assim, se cumpra a ordem do Senhor: “Ide pelo mundo pregai
o Evangelho a toda criatura...” (Mc 16,15).
É
tempo favorável para nos revigorarmos na missão evangelizadora, comunicando a
Boa Nova do Evangelho em todos os meios, em novos areópagos, santificando e
estruturando nossas famílias, assumindo atitudes de conversão pessoal e
estrutural da Igreja, na comunhão e participação de todos, construindo uma
paróquia, como comunidade de comunidades e a inadiável e evangélica opção
preferencial pelos pobres, no serviço à vida plena.
Como
bem diz as Diretrizes da Ação Evangelizadora do Brasil (Doc. 94): “Jesus
Cristo, o grande missionário do Pai, envia, pela força do Espírito, Seus
discípulos em constante atitude de missão (Mc 16,15). Quem se apaixona por
Jesus Cristo deve igualmente transbordar Jesus Cristo, no testemunho e no
anúncio explícito de Sua Pessoa e Mensagem. A Igreja é indispensavelmente
missionária. Existe para anunciar, por gestos e palavras, a pessoa e a mensagem
de Jesus Cristo. Fechar-se à dimensão missionária implica fechar-se ao Espírito
Santo, sempre presente, atuante, impulsionador e defensor (João 14,16; Mt
10,19-20)...”.
Cremos
que se a missão evangelizadora por todos, com alegria e ardor, for assumidas,
transformaremos inúmeras realidades. Poderemos transfigurar o “cinza” triste da
cidade, com seus sinais de morte, num Jardim do Éden, não perdido, mas como
horizonte e compromisso, sobretudo daqueles que têm fé.
É preciso, portanto, impregnar a todas as atividades um sentido missionário.
Não se trata de uma atividade a mais, mas de empenharmos todas as forças,
criatividade no testemunho corajoso do Senhor e de Sua Boa Nova.
Seduzidos
pelo Senhor, enraizados e solidificados em Sua Palavra, como bem falou o
Apóstolo Paulo: “Proclama a Palavra, insiste, no tempo oportuno e no
inoportuno, refuta, ameaça, exorta com toda paciência e doutrina” (2Tm
4,2).
É tempo da Primavera de Deus em nossas vidas, em nossas comunidades. No
canteiro de nosso coração e do mundo, semeemos as Sementes do Verbo, até que um
dia possamos contemplar a Primavera Divina da Eternidade!
PS: No dia 25 de abril, celebramos a Festa do Evangelista São Marcos.
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