Maria e Jesus: Um mistério de proximidade e separação

Maria e Jesus: Um mistério de proximidade e separação
Quantas vezes vivi a proximidade de Tua separação, meu Filho:
Na fuga para o Egito, por pouco te tiraram tão cedo de mim.
Na apresentação, as palavras de Simeão fincaram raízes em meu coração – o que seria esta espada a trespassar meu coração?
Eu Te vi crescer sob minha ternura e olhar maternal, mas sabia que tinhas que partir, das coisas divinas cuidar, desde que Te perdemos e encontramos no templo quando tinhas doze anos.
Nas bodas, intervim, porque sabia que tão somente podias o Vinho Novo oferecer, prefigurando Teu Sangue dado em cada Eucaristia, e a sede do mundo, sede de amor, vida e paz sacia: Redenção de toda a humanidade.
Teus passos na agonia, abandono dos discípulos, insana e cruenta flagelação, crudelíssima morte. Tão próximo um dia no ventre, agora corpo dilacerado, na cruz crucificado. Ó imensa dor que me consome!
Proximidade e separação: espada cortante o coração me trespassando.
Abandonar-Te, como tua Mãe, jamais o faria. Não podia Te livrar da cruz, mas poderia amenizar Tua dor com minha presença.
Ouvir de Teus lábios que, no discípulo amado, da humanidade Mãe seria, e ele me acompanharia para refazer sonhos, retomar os passos, na espera da madrugada da Ressurreição.
Agora Ressuscitado, por Tuas Chagas Gloriosas, curaste minha indescritível dor.
Sinto-Te Vivo, presente, glorioso, e do Alto, nos envias o fogo do Espírito em permanente Pentecostes. Amém. Aleluia!
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