Presbítero: a fecundidade da fidelidade no Ministério Presbiteral
“Uma fidelidade que gera futuro”
A fecundidade do ministério
presbiteral é diretamente proporcional à fidelidade vivida, garantia de um
futuro fecundo.
Deste modo, o presbítero viverá com zelo de Pastor a
identidade presbiteral, para que seja sacerdote segundo o amor do Coração de
Jesus.
A cada dia, será
renovada a chama do primeiro amor do encontro pessoal com Cristo, que deu um
novo horizonte e um rumo decisivo à sua vida; aquele memorável encontro que o
Senhor o amou, escolheu, chamou e confiou a graça da vocação de discípulos Seu.
Nos passos do Bom
Pastor, a Ele configurado, tem os passos firmados e cresce na familiaridade e
intima amizade com Ele, de tal modo que, é envolvida toda a sua pessoa, coração
e inteligência, sem cansaço ou desânimo indesejáveis.
A
fidelidade deve ser expressa no serviço, na fraternidade, na sinodalidade, na
missão gera futuro:
-
Fidelidade e serviço – uma vida
oferecida ao celebrar o Sacrifício de Cristo na Eucaristia; no anúncio da
Palavra de Deus; na absolvição dos pecados; na generosa dedicação a
serviço da comunhão e no necessário cuidado dos que mais sofrem e passam
necessidades.
Conta com a sabedoria
divina para viver o chamado ao ministério ordenado, como dom livre e gratuito
de Deus, e sua vida é generosa resposta marcada pela graça, gratidão e
gratuidade, envolvido pela divina ternura que sabe trabalhar com as
fragilidades e limitações humanas.
Tão somente aberto ao
sopro do Espírito, que conduz a Igreja, cuida da formação permanente,
acompanhada da cotidiana conversão e vigilância, para que não caia na tentação
do imobilismo ou o fechamento.
-
Fidelidade à fraternidade -
imprescindível o estabelecimento de vínculos de comunhão com os bispos e
presbíteros, superando toda tentação de individualismo; de tal modo que a
fraternidade presbiteral é elemento constitutivo do ministério pela Igreja
confiado; jamais mergulhado na empobrecedora solidão ou reclusão em si mesmo.
A concórdia e harmonia
na caridade será um hino a Jesus Cristo, na vida em comum, unidade
irrepreensível, para que cada vez mais inserido na fecunda comunhão de Amor da Vida
Trinitária.
-
Fidelidade e sinodalidade - aberto
ao sopro do Espírito, que conduz e anima a Igreja, vive sadia e fecunda relação
no cuidado das comunidades, sem jamais
concentrar tudo em suas mãos ou cair na tentação de trabalhar sozinho; e assim
vive o ministério da síntese e não a síntese de todos os Ministérios na
edificação de uma Igreja ministerial, sinodal, misericórdia e missionária.
- Fidelidade
e missão – exala o odor do
óleo que ungiu as suas mãos em alegre atitude de doação, serviço, com humildade
e mansidão; vivendo a compaixão, proximidade e coerência, sem cair na tentação
da eficiência expressa na preocupação com a quantidade de atividades e projetos
realizados, ou em empobrecedor quietismo, fechado em si mesmo, assustado pelos
contexto nos qual inserido.
Na graça da missão, o
fogo da caridade pastoral garante o equilíbrio e a unificação da vida de todo
presbítero na vida cotidiana, de tal modo que a missão alcança todas as
dimensões da sociedade, em particular a cultura, a economia e a política, para
que tudo seja recapitulado em Cristo (cf. Ef 1,10).
Na missão vivida com
sabedoria, cuida da necessária harmonia entre a contemplação e a ação,
afastando toda a tentação do individualismo e a celebração de si mesmo, em
empobrecedora autorreferencialidade; e com João Batista, aprende a se fazer
pequeno para que Ele, Jesus, cresça e seja conhecido e glorificado (cf. Jo
3,30).
Na necessária presença
no mundo midiático, usa as redes sociais e todos seus instrumentos à disposição
com discernimento e sabedoria, para ver o que de fato contribui para a sadia
evangelização, lembrando as palavras do Apóstolo Paulo – “Tudo me é
lítico! Sim, mas nem tudo convém.” (1 Cor 6,12).
- Fidelidade
e futuro – empenha-se na vivência
do ministério, por um renovado Pentecostes vocacional dentro da Igreja,
cuidando das pastorais e dentre elas a pastoral familiar e juvenil, sem jamais se
esquecer que “não há futuro sem cuidar de todas as vocações!”.
Por fim,
pode contar e confiar na intercessão da Virgem Imaculada, Mãe do Bom Conselho,
e de São João Maria Vianey, padroeiro dos párocos, para que viva “um
amor tão forte que dissipa as nuvens da rotina, do desânimo e da solidão: um
amor total que nos é dado em plenitude na Eucaristia. Amor Eucarístico, amor
sacerdotal.” Amém.
PS: Reflexão inspirada na Carta Apostólica “Uma fidelidade que gera futuro” – Papa Leão XIV -8/12/25 – Solenidade da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria.


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