quarta-feira, 5 de agosto de 2026
Uma súplica humilde e confiante
Fé viva, graças alcançadas (XXDTCA)
- Deus está sempre pronto para curar, salvar, libertar... E eu estou aberto e pronto para o agir de Deus?
Em poucas palavras...
Para a cura dos doentes...
“As experiências científicas, médicas ou psicológicas, sobre pessoas ou grupos humanos, podem concorrer para a cura dos doentes e para o progresso da saúde pública.” (1)
(1) Parágrafo do Catecismo da Igreja Católica - n. 2292
Maria, Mãe de Deus e nossa
Sejamos enriquecidos pela Homilia pronunciada pelo Bispo São Cirilo de Alexandria, no Concílio de Éfeso (431), em que Maria, a Mãe de Jesus, é proclamada Mãe de Deus.
Em poucas Palavras... (Nossa Senhora)
Maria Santíssima que a Igreja nos ensina a crer
“Cremos que Maria Santíssima, que permaneceu sempre Virgem, tornou-se Mãe do Verbo Encarnado, nosso Deus e Salvador, Jesus Cristo; e que por motivo desta eleição singular, em consideração dos méritos de seu Filho, foi remida de modo mais sublime, e preservada imune de toda a mancha do pecado original; e que supera de longe todas as demais criaturas, pelo dom de uma graça insigne.
Associada por um vínculo estreito e indissolúvel aos mistérios da Encarnação e da Redenção, a Santíssima Virgem Maria, Imaculada, depois de terminar o curso de sua vida terrestre, foi elevada em corpo e alma à glória celestial; e, tornada semelhante a seu Filho, que ressuscitou dentre os mortos, participou antecipadamente da sorte de todos os justos.
Cremos que a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva, Mãe da Igreja, continua no céu a desempenhar seu ofício materno, em relação aos membros de Cristo, cooperando para gerar e desenvolver a vida divina em cada uma das almas dos homens que foram remidos.” (1)
(1) Solene Profissão de fé na conclusão do «Ano da Fé» proclamado por ocasião do XIX centenário do martírio dos Apóstolos Pedro e Paulo em Roma – Papa São Paulo VI – Praça de São Pedro - 30/06/1968 – parágrafos nn.14-15.
“Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” (XIXDTCA)
“Senhor, salva-me, porque estou afundando” (XIXDTCA)
“Senhor, salva-me, porque estou afundando”
Sermão escrito pelo bispo e doutor Santo Agostinho (séc. V), sobre a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 14,22-33):
“O Evangelho que nos foi proclamado e que recolhe o episódio de Cristo, o Senhor, andando sobre as ondas do mar, e do Apóstolo Pedro, que ao caminhar sobre as águas vacilou sob a ação do temor, duvidando se afundava e confiando novamente saiu flutuando, nos convida a ver no mar um símbolo do mundo atual, e no Apóstolo Pedro a figura da única Igreja.
Na realidade, Pedro em pessoa – ele, o primeiro na ordem dos Apóstolos e generosíssimo no amor a Cristo – com frequência responde em nome de todos. Quando o Senhor Jesus perguntou quem dizia o povo que Ele era, enquanto os demais discípulos lhe informam sobre as distintas opiniões que circulavam entre os homens, ao insistir o Senhor em sua pergunta e dizer: E vós, quem dizeis que Eu sou?, Pedro respondeu: Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo. A resposta deu um em nome de muitos, a unidade em nome da pluralidade.
Contemplando a este membro da Igreja, tratemos de discernir nele o que procede de Deus e o que procede de nós. Deste modo, não vacilaremos, mas estaremos fundamentados sobre a pedra, estaremos firmes e estáveis contra os ventos, as chuvas e os rios, isto é, contra as tentações do mundo presente.
Observai, pois, nesse Pedro que então era nossa imagem: algumas vezes confia, outras vacila; algumas vezes lhe confessa imortal e outras teme que morra. Por isso, porque a Igreja tem membros seguros, tem também inseguros, e não pode subsistir sem seguros nem sem inseguros. Naquilo que Pedro disse: Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo, representa os que são seguros; no fato de tremer e vacilar, não querendo que Cristo padecesse, temendo a morte e não reconhecendo a Vida, representa os inseguros da Igreja.
Assim, portanto, naquele único apóstolo, ou seja, em Pedro, o primeiro e o principal entre os apóstolos, no qual estava prefigurada a Igreja, deviam estar representados os dois tipos de fiéis, ou seja, os seguros e os inseguros, já que sem eles não existe a Igreja.
Este é também o significado do que nos acabou de ser lido: Senhor, se és tu, manda-me ir até ti andando sobre a água. E, diante de uma ordem do Senhor, Pedro verdadeiramente caminhou sobre as águas, consciente de não poder fazê-lo por si mesmo. Pode a fé o que a humana fraqueza era incapaz de fazer. Estes são os seguros da Igreja. Ordene-o o Deus homem e o homem poderá o impossível. Vem – disse Ele -, e Pedro desceu e começou a andar sobre as águas: pôde fazê-lo porque o havia ordenado a Pedro.
Eis aqui do que Pedro é capaz em nome do Senhor; o que é que pode por si mesmo? Ao sentir a força do vento, ficou com medo, começou a afundar e gritou: Senhor, salva-me, porque estou afundando! Confiou no Senhor, pôde no Senhor; vacilou como homem, retornou ao Senhor. Em seguida estendeu a ajuda de sua destra, agarrou ao que estava afundando, censurou ao desconfiado: Que pouca fé!
Bom, irmãos, temos que terminar o sermão. Considerai o mundo como se fosse o mar: vento fortíssimo, tempestade violenta. Para cada um de nós, suas paixões são sua tempestade.
Amas a Deus: andas sobre o mar, sob os teus pés ruge a agitação do mundo. Amas o mundo: ele te engolirá. Ele sabe devorar, não suportar os seus adoradores. Porém, quando o sopro da concupiscência agita teu coração, para vencer tua sensualidade invoca sua divindade. E se teu pé vacila, se hesitas, se existe algo que não consegues superar, se começas a afundar, diz: Senhor, salva-me, porque estou afundando! Porque só te livra da morte da carne Aquele que na carne morreu por ti.” (1)
A exemplo do apóstolo, também podemos passar por momentos ou experiências difíceis, em que tudo ou quase tudo parece naufragar.
Como Igreja Sinodal, misericordiosa e missionária, caminhando sempre juntos, não poucos são os desafios que interpelam o testemunho de nossa confiança incondicional no Senhor.
No entanto, é preciso que tenhamos fé no Senhor, em Sua Palavra e presença, que jamais permitirá que sejamos naufragados no mar da vida. Amém.
(1) Lecionário Patrístico Dominical, Editora Vozes – 2013 - pp. 192-194.







