quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Uma súplica humilde e confiante

                                                              

Uma súplica humilde e confiante

Ouvimos, na quarta-feira da 18ª semana do Tempo Comum, a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 15,21-28).

Trata-se de uma cena comovente: a humildade, a confiança, a súplica, a fé daquela mulher “cananeia”, uma pagã, habitante de uma região não recomendada pelos judeus.

Contemplamos, na ação de Jesus, a Salvação de Deus concedida a todos, como a expressão de Sua misericórdia, e tem uma dimensão universal, pois se estende a todos os povos, de modo que ninguém é excluído do Seu Projeto de Amor e Salvação.

Aprendemos com ela que temos que pedir a Deus com fé, uma vez que embarcar na aventura do Reino é cultivar uma fé autêntica, abrir-se a graça da Salvação, ainda que não a mereçamos.

A postura da “cananeia” é totalmente contrária à atitude dos fariseus e doutores da Lei, que por sua vez é marcada por preconceitos e autossuficiência, totalmente fechados à Salvação oferecida por Jesus e às Suas propostas. São duas atitudes totalmente opostas diante de Jesus.

Ao atender a súplica daquela mulher Jesus desmascara todos os preconceitos. A aparente dureza das palavras de Jesus é, antes de tudo, para revelar a atitude contrária de Seus opositores.

A humildade da mulher é revelada pela pedagogia de Jesus – “receba a minha salvação”. Jesus revela a misericórdia de Deus, um amor que se volta incansavelmente a quem a Ele acorre com fé.


De fato, a Misericórdia Divina é universal, operativa e inclusiva, porque a todos se destina!

Reflitamos:

- Deus está sempre pronto para curar, salvar, libertar... E eu estou aberto e pronto para o agir de Deus?
- Como nossa comunidade testemunha o amor inclusivo de Deus pelos pobres?


- Como nos abrirmos e acolhemos a Salvação de Deus?
- A “cananeia” de um lado, fariseus e doutores da lei de outro. Quem é, de fato, o verdadeiro crente?

- O Evangelho ajuda a comunidade a refletir sobre sua postura. Somos uma comunidade que acolhe e favorece a salvação a todos?
-  O que a atitude da “cananeia” tem a nos ensinar?

Finalizando, vemos que assim se constrói o Reino de Deus: com fé, confiança, humildade, persistência, abertura, universalidade...

Abramo-nos à Divina Misericórdia que Jesus viveu e anunciou, e ao mundo nos enviou para que o mesmo fizéssemos, sem jamais nos fecharmos ao Projeto de Salvação de Deus para toda a humanidade.

Aprendamos com a “Cananeia”, com sua súplica humilde e confiante.

Fé viva, graças alcançadas (XXDTCA)

Fé viva, graças alcançadas

Com a Liturgia do 20º Domingo do Tempo Comum (ano A) podemos contemplar a Salvação de Deus concedida a todos, que é a expressão de Sua misericórdia, e tem uma dimensão universal, pois se estende a todos os povos. Ninguém é excluído do Seu Projeto de Amor e Salvação.

Na passagem da primeira Leitura (Is 56,1.6-7) refletimos sobre um período extremamente difícil do Povo de Deus: momento de reconstrução. O contexto é de retorno, o cenário é desolador, os desafios são de toda ordem...

Entretanto, o Profeta, homem da esperança, anuncia o tempo novo, onde todos deverão abrir-se ao outro, todos deverão participar do desafio da reconstrução.

A Salvação de Deus, como foi dito, destina-se a todos, inclusive os estrangeiros que também dela são destinatários e, portanto, acolhidos e envolvidos nesta missão de restauração, alcançando também a Salvação.

Na passagem da segunda Leitura (Rm 11,13-15.29-32) mais uma vez o Apóstolo Paulo insiste que a Salvação de Deus destina-se a todos. A Misericórdia Divina não abandona e não exclui ninguém.

Deus só quer o bem dos Seus filhos e não se deixa vencer pelas nossas misérias, ao contrário, serve-Se delas, por vezes, para nos fazer voltar ao caminho do Seu amor, beneficiando-nos com a Sua Misericórdia.

É nesta ordem de ideias que se move São Paulo ao afirmar que a infidelidade de Israel não será definitiva. O fechamento do Povo de Israel, portanto, possibilitou que a Salvação de Deus se estendesse a todos os povos, houve abertura aos gentios.

Na passagem do Evangelho (Mt 15,21-28) contemplamos uma cena comovente: a humildade, a confiança, a súplica, a fé daquela mulher “cananeia”, uma pagã, habitante de uma região não recomendada pelos judeus.

Aprendemos com ela que temos que pedir a Deus com fé.  Embarcar na aventura do Reino é cultivar uma fé autêntica, abrir-se a graça da Salvação, ainda que não a mereçamos.

A postura da “cananeia” é totalmente contrária à atitude dos fariseus e doutores da Lei, que por sua vez é marcada por preconceitos e autossuficiência, totalmente fechados à Salvação oferecida por Jesus e às Suas propostas. São duas atitudes totalmente opostas diante de Jesus.
Ao atender a súplica daquela mulher Jesus desmascara todos os preconceitos. A aparente dureza das palavras de Jesus são, antes de mais nada, para revelar a atitude contrária de Seus opositores.

A humildade da mulher é revelada pela pedagogia de Jesus – “receba a minha salvação”. Jesus revela a misericórdia de Deus, um amor que se volta incansavelmente a quem a Ele acorre com fé.

Reflitamos:

- Deus está sempre pronto para curar, salvar, libertar... E eu estou aberto e pronto para o agir de Deus?
- Como nossa comunidade testemunha o amor inclusivo de Deus pelos pobres?

- Vivemos a Misericórdia Divina, que é universal, operativa e inclusiva, porque a todos se destina?
- Como nos abrirmos e acolhemos a Salvação de Deus?

- A “cananeia” de um lado, fariseus e doutores da lei de outro. Quem é de fato o verdadeiro crente?
- A passagem do Evangelho ajuda a comunidade a refletir sobre sua postura. Somos uma comunidade que acolhe e favorece a salvação a todos?

 O que a atitude da “cananeia” tem a nos ensinar?

Finalizando, vemos que assim se constrói o Reino de Deus: com fé, confiança, humildade, persistência, abertura, universalidade...

Aprendamos com a “Cananeia”!
Não nos fechemos ao Projeto de Salvação de Deus!
Abramo-nos à Divina Misericórdia que Jesus
viveu e anunciou, e ao mundo nos enviou
para que o mesmo fizéssemos.

Em poucas palavras...

                                            


Para a cura dos doentes...

“As experiências científicas, médicas ou psicológicas, sobre pessoas ou grupos humanos, podem concorrer para a cura dos doentes e para o progresso da saúde pública.” (1)

  

(1) Parágrafo do Catecismo da Igreja Católica - n. 2292

Maria, Mãe de Deus e nossa

                                                             


Maria, Mãe de Deus e nossa

No dia 5 de agosto, celebramos a Festa da Dedicação da Basílica Santa Maria Maior, a mais antiga Igreja do Ocidente dedicada à Santíssima Virgem, erigida pelo Papa Sisto III (432-440), em Roma, no monte Esquilino.

Sejamos enriquecidos pela Homilia pronunciada pelo Bispo São Cirilo de Alexandria, no Concílio de Éfeso (431), em que Maria, a Mãe de Jesus, é proclamada Mãe de Deus.

"Contemplo esta assembleia de homens santos, alegres e exultantes que, convidados pela santa e sempre Virgem Maria e Mãe de Deus, prontamente acorreram para cá.

Embora oprimido por uma grande tristeza, a vista dos santos padres aqui reunidos encheu-me de júbilo. Neste momento vão realizar-se entre nós aquelas doces palavras do salmista Davi:

‘Vede como é bom, como é suave os irmãos viverem juntos bem unidos!’(Sl 132,1).

Salve, ó mística e Santa Trindade, que nos reunistes a todos nós nesta Igreja de Santa Maria Mãe de Deus.

Salve, ó Maria, Mãe de Deus, venerável tesouro do mundo inteiro, lâmpada inextinguível, coroa da virgindade, cetro da verdadeira doutrina, templo indestrutível, morada d’Aquele que lugar algum pode conter, virgem e mãe, por meio de quem é proclamado Bendito nos Santos Evangelhos ‘o que vem em nome do Senhor’(Mt 21,9).

Salve, ó Maria, tu que trouxeste em teu sagrado seio virginal o Imenso e Incompreensível; por ti, se festeja e é adorada no universo a Cruz preciosa; por ti, exultam os céus; por ti, se alegram os Anjos e os Arcanjos; por ti, são postos em fuga os demônios; por ti, cai do céu o diabo tentador; por ti, é elevada ao céu a criatura decaída; por ti, todo o gênero humano, sujeito à insensatez dos ídolos, chega ao conhecimento da verdade; por ti, o santo Batismo purifica os que creem; por ti, recebemos o óleo da alegria; por ti, são fundadas Igrejas em toda a terra; por ti, as nações são conduzidas à conversão.

E que mais direi? Por Maria, o Filho Unigênito de Deus veio ‘iluminar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte’(Lc 1,77); por ela, os Profetas anunciaram as coisas futuras; por ela, os mortos ressuscitam; por ela, reinam os Reis em nome da Santíssima Trindade.

Quem dentre os homens é capaz de celebrar dignamente a Maria, merecedora de todo o louvor? Ela é mãe e virgem. Que coisa admirável! Este milagre me deixa extasiado. Quem jamais ouviu dizer que o construtor fosse impedido de habitar no templo que ele próprio construiu? Quem se humilhou tanto a ponto de escolher uma escrava para ser a sua própria mãe?

Eis que tudo exulta de alegria! Reverenciemos e adoremos a divina Unidade, com santo temor, veneremos a indivisível Trindade, ao celebrar com louvores a sempre Virgem Maria! Ela é o templo santo de Deus, que é seu Filho e esposo imaculado. A Ele a glória pelos séculos dos séculos. Amém".

Maria, Templo Santo de Deus, templo criado para Aquele pelo qual tudo foi criado, louvores aos céus elevemos.

Louvemos a Maria, que permitiu que nela se pousasse a sombra do Espírito, e nela o Mistério da Encarnação viesse a ocorrer.

Louvamos a Maria, na qual Deus fez sua morada para vir ao nosso encontro. Nela o Verbo Se fez Carne e habitou entre nós.

Louvamos a Maria, por ser a Mãe de Jesus, Mãe de Deus e nossa, que nos carrega em seu coração, e nos sentimos envolvidos por sua ternura, no seu colo, seguros e protegidos.

Louvemos a Maria, que em nenhum instante se separou de Seu Filho, e nos acolheu, aos pés da Cruz, como seus Filhos, em atenção às Palavras geradas na dor indescritível do seu Filho chagado na Cruz, que nela morrendo, o mundo redimiu.

Louvemos a Maria, Mãe da Igreja, da qual nos tornamos membros pelo Batismo, como pedras vivas, amadas e escolhidas por Deus.

Louvemos a Maria, que cantou a esperança dos pobres no Magnificat, e as maravilhas que Deus realiza em nosso favor (Lc 1, 46-55).

Louvemos a Maria, assunta ao céu, coroada Rainha dos Céus; contando com sua presença em nosso árduo combate da fé, aqui na terra, enquanto peregrinamos longe do Senhor, longe ainda de nosso desejo inflamado de contemplar a face de Deus, de a comunhão plena e eterna de Amor do Deus Uno e Trino para sempre viver.

Louvemos a Maria, enquanto caminhamos pelas estradas da vida, trilhando o Caminho que é o próprio Jesus, seu humano e amado Filho, iluminados pelo esplendor da Verdade; seu divino e adorado Filho, sedentos de Vida e paz, seu humano e divino, amado e adorado Filho, Jesus, a quem tributamos toda honra, glória, poder e louvor por todos os séculos. Amém!

Em poucas Palavras... (Nossa Senhora)

                                     


Maria Santíssima que a Igreja nos ensina a crer

“Cremos que Maria Santíssima, que permaneceu sempre Virgem, tornou-se Mãe do Verbo Encarnado, nosso Deus e Salvador, Jesus Cristo; e que por motivo desta eleição singular, em consideração dos méritos de seu Filho, foi remida de modo mais sublime, e preservada imune de toda a mancha do pecado original; e que supera de longe todas as demais criaturas, pelo dom de uma graça insigne.

Associada por um vínculo estreito e indissolúvel aos mistérios da Encarnação e da Redenção, a Santíssima Virgem Maria, Imaculada, depois de terminar o curso de sua vida terrestre, foi elevada em corpo e alma à glória celestial; e, tornada semelhante a seu Filho, que ressuscitou dentre os mortos, participou antecipadamente da sorte de todos os justos.

Cremos que a Santíssima Mãe de Deus, nova Eva, Mãe da Igreja, continua no céu a desempenhar seu ofício materno, em relação aos membros de Cristo, cooperando para gerar e desenvolver a vida divina em cada uma das almas dos homens que foram remidos.” (1)

 

(1) Solene Profissão de fé na conclusão do «Ano da Fé» proclamado por ocasião do XIX centenário do martírio dos Apóstolos Pedro e Paulo em Roma – Papa São Paulo VI  – Praça de São Pedro -  30/06/1968 – parágrafos nn.14-15.

“Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!” (XIXDTCA)

                                                

“Coragem! Sou eu. Não tenhais medo!”

No 19º Domingo do Tempo Comum (ano A), ouvimos a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 14,22-33).

Sejamos enriquecidos por uma parte do Sermão do Bispo e Doutor da Igreja, Santo Agostinho (séc. V.):

“Considerai o mundo como se fosse o mar: vento fortíssimo, tempestade violenta. Para cada um de nós, suas paixões são sua tempestade.

Amas a Deus: andas sobre o mar, sob os teus pés ruge a agitação do mundo. Amas ao mundo: ele te engolirá. Ele sabe devorar, não suportar os seus adoradores.

Porém, quando o sopro da concupiscência agita teu coração, para vencer tua sensualidade, invoca Sua divindade. E se teu pé vacila, se hesitas, se existe algo que não consegues superar, se começas a te afundar, diz: ‘Senhor, salve-me, porque estou afundando!’ Porque só te livra da morte da carne, Aquele que na carne morreu por ti”.

Estamos na mesma barca, e enfrentando os mesmos ventos das dificuldades e provações.

Também enfrentamos outros ventos no dia a dia, e como precisamos da presença do Senhor, de Suas mãos estendidas a nós, com suas palavras que nos dão coragem e segurança: “Coragem! Sou Eu. Não tenhais medo” (Mt 14,27).

Sintamos a presença do Senhor conosco, e continuemos empenhados nesta desafiadora travessia, sempre em Seu Barco, a Igreja, e com certeza, venceremos as provações e ventos contrários.

Façamos nossas as palavras dos discípulos, prostrados diante do Senhor, dizendo: “Verdadeiramente, Tu és o Filho de Deus” (Mt 14,33).

“Senhor, salva-me, porque estou afundando” (XIXDTCA)

                                                


“Senhor, salva-me, porque estou afundando”

Sermão escrito pelo bispo e doutor Santo Agostinho (séc. V), sobre a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 14,22-33):

“O Evangelho que nos foi proclamado e que recolhe o episódio de Cristo, o Senhor, andando sobre as ondas do mar, e do Apóstolo Pedro, que ao caminhar sobre as águas vacilou sob a ação do temor, duvidando se afundava e confiando novamente saiu flutuando, nos convida a ver no mar um símbolo do mundo atual, e no Apóstolo Pedro a figura da única Igreja.

Na realidade, Pedro em pessoa – ele, o primeiro na ordem dos Apóstolos e generosíssimo no amor a Cristo – com frequência responde em nome de todos. Quando o Senhor Jesus perguntou quem dizia o povo que Ele era, enquanto os demais discípulos lhe informam sobre as distintas opiniões que circulavam entre os homens, ao insistir o Senhor em sua pergunta e dizer: E vós, quem dizeis que Eu sou?, Pedro respondeu: Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo. A resposta deu um em nome de muitos, a unidade em nome da pluralidade.

Contemplando a este membro da Igreja, tratemos de discernir nele o que procede de Deus e o que procede de nós. Deste modo, não vacilaremos, mas estaremos fundamentados sobre a pedra, estaremos firmes e estáveis contra os ventos, as chuvas e os rios, isto é, contra as tentações do mundo presente.

Observai, pois, nesse Pedro que então era nossa imagem: algumas vezes confia, outras vacila; algumas vezes lhe confessa imortal e outras teme que morra. Por isso, porque a Igreja tem membros seguros, tem também inseguros, e não pode subsistir sem seguros nem sem inseguros. Naquilo que Pedro disse: Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo, representa os que são seguros; no fato de tremer e vacilar, não querendo que Cristo padecesse, temendo a morte e não reconhecendo a Vida, representa os inseguros da Igreja.

Assim, portanto, naquele único apóstolo, ou seja, em Pedro, o primeiro e o principal entre os apóstolos, no qual estava prefigurada a Igreja, deviam estar representados os dois tipos de fiéis, ou seja, os seguros e os inseguros, já que sem eles não existe a Igreja.

Este é também o significado do que nos acabou de ser lido: Senhor, se és tu, manda-me ir até ti andando sobre a água. E, diante de uma ordem do Senhor, Pedro verdadeiramente caminhou sobre as águas, consciente de não poder fazê-lo por si mesmo. Pode a fé o que a humana fraqueza era incapaz de fazer. Estes são os seguros da Igreja. Ordene-o o Deus homem e o homem poderá o impossível. Vem – disse Ele -, e Pedro desceu e começou a andar sobre as águas: pôde fazê-lo porque o havia ordenado a Pedro.

Eis aqui do que Pedro é capaz em nome do Senhor; o que é que pode por si mesmo? Ao sentir a força do vento, ficou com medo, começou a afundar e gritou: Senhor, salva-me, porque estou afundando! Confiou no Senhor, pôde no Senhor; vacilou como homem, retornou ao Senhor. Em seguida estendeu a ajuda de sua destra, agarrou ao que estava afundando, censurou ao desconfiado: Que pouca fé!

Bom, irmãos, temos que terminar o sermão. Considerai o mundo como se fosse o mar: vento fortíssimo, tempestade violenta. Para cada um de nós, suas paixões são sua tempestade.

Amas a Deus: andas sobre o mar, sob os teus pés ruge a agitação do mundo. Amas o mundo: ele te engolirá. Ele sabe devorar, não suportar os seus adoradores. Porém, quando o sopro da concupiscência agita teu coração, para vencer tua sensualidade invoca sua divindade. E se teu pé vacila, se hesitas, se existe algo que não consegues superar, se começas a afundar, diz: Senhor, salva-me, porque estou afundando! Porque só te livra da morte da carne Aquele que na carne morreu por ti.” (1)

A exemplo do apóstolo, também podemos passar por momentos ou experiências difíceis, em que tudo ou quase tudo parece naufragar.

Como Igreja Sinodal, misericordiosa e missionária, caminhando sempre juntos, não poucos são os desafios que interpelam o testemunho de nossa confiança incondicional no Senhor.

No entanto, é preciso que tenhamos fé no Senhor, em Sua Palavra e presença, que jamais permitirá que sejamos naufragados no mar da vida. Amém.

 

 

(1) Lecionário Patrístico Dominical, Editora Vozes – 2013 - pp. 192-194.

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