sábado, 7 de fevereiro de 2026

Sejamos testemunhas visíveis da Compaixão Divina

                                                      

 

Sejamos testemunhas visíveis da Compaixão Divina
 
A passagem do Evangelho de Marcos (Mc 6,30-34) nos revela a humanidade de Jesus, que ultrapassa quaisquer parâmetros, e não há adjetivos para descrevê-la.
 
Mais uma vez, contemplamos o Amor e o zelo de Deus com Seu Povo; Sua misericórdia, ternura e compaixão com Seu rebanho, que parece ovelhas sem pastor.
 
O Evangelista Marcos retrata um dia do Mestre e dos Apóstolos: ficam entre a necessidade do repouso e a atenção às necessidades dos outros.
 
Este é o modelo para todos e para sempre, não importa o tempo ou o lugar onde a Igreja se faça presente.
 
Na passagem, também contemplamos o notável entusiasmo dos Apóstolos, ansiosos por narrar o resultado da sua primeira missão: “Os Apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo que haviam feito e ensinado (Mc 6,30).
 
A escuta de Jesus se deu com afeto e compreensão, de modo que os convida paternalmente a descansar: “Vinde sozinhos para um lugar deserto, e descansai um pouco (Mc 6,31).
 
Com este convite, Jesus nos revela a importância do repouso aos agentes de pastoral, sempre a correr, sobrecarregados por tanto a fazer, bem como todo cristão, que precisa muito se ‘desligar’ de suas atividades, a fim de recuperar a serenidade e a força, recolocando-se, prontamente, a serviço da evangelização, em todas as suas dimensões e desafios.
 
A passagem nos apresenta a multidão reunida, sedenta de uma Palavra, atenção, por isto Jesus Se comove diante dela, pois estavam como ovelhas sem pastor: “Jesus viu uma multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas” (Mc 6,34), e, assim, a ela restitui a serenidade e a esperança.
 
Quanta humanidade nas palavras e no agir de Jesus! Somente Ele, o Senhor, tem Palavra de vida eterna, dirá o Apóstolo, e somente Ele nos assegura a serenidade, força e esperança.
 
Com isto, entendemos o nascimento das mais diversas pastorais e serviços dentro da comunidade: cuidar da vida do rebanho.
 
Deus é tomado da compaixão por quem enfrenta todo tipo de sofrimento, suscitando Profetas, discípulos para cuidar com carinho do Seu rebanho. Ninguém pode ficar excluído do pão, da alegria, da vida.
 
Há um só Deus, um só povo, um só Senhor, como bem diz São Paulo na Carta aos Efésios (Ef 4,1-6).
 
Com Jesus os “muros” foram derrubados. Ele gerou o homem novo com vida plena. Não podemos ficar desanimados e desorientados à mercê dos ventos e das marés. Ele mesmo nos devolve a paz, a alegria e a serenidade.
 
Para que nossa missão seja plena de êxito, é necessário intimidade e confiança em Deus, e a certeza de que é o Espírito Santo o Protagonista da história.
 
A comunidade tem que ser sinal e instrumento da compaixão, do Amor e da ternura divina. Coração e mente sensibilizados aos clamores do povo e à busca de evangélicas respostas.
 
Reflitamos:
 
- Quando estou cansado e desanimado onde me reabasteço para continuar a missão evangelizadora?
- Tenho sido como discípulo missionário uma testemunha visível da compaixão e Amor de Deus?
 
- Sou agente de Pastoral na minha comunidade? Sirvo a Deus com entusiasmo e empenho?
- Tenho consciência de que continuo a missão do Senhor Jesus?
 
Renovemos a graça da missão de discípulos missionários do Senhor, na fidelidade a Ele, Divino Mestre da serenidade, da força e da esperança.
 
Oremos: 
 
"Ó Deus, sede generoso para com os Vossos filhos e filhas e multiplicai em nós os dons da Vossa graça, para que, repletos de esperança e caridade, guardemos fielmente os Vossos mandamentos. Por N.S.J.C. na unidade do Espírito Santo. Amém"
  
PS: Liturgia 16º Domingo  do Tempo Comum (ano B):  (Jr 23,1-6; Sl 23;  Ef 2,13-18; Mc 6,30-34); dia 07 de janeiro, após a Epifania do Senhor (Mc 6,34-44), 4º Sábado do Tempo Comum. 
Fonte: Lecionário Comentado – Vol I – Editora Paulus – Lisboa – pp.762-763

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