“Misericordia et misera” (síntese n.1) Ao encerrar o Jubileu Extraordinário da Misericórdia (novembro de
2016), o Papa Francisco nos agraciou com a Carta Apostólica “Misericordia et
misera”, com vistas a continuar os propósitos e iniciativas surgidas ao longo
de sua realização: “Termina o
Jubileu e fecha-se a Porta Santa. Mas a porta da misericórdia do nosso coração
permanece sempre aberta de par em par” (n.16) Iniciou
a referida Carta “Misericordia et misera”, referindo-se às duas palavras que
Santo Agostinho utilizou para descrever o encontro de Jesus com a adúltera (cf.
Jo 8, 1-11), em alusão ao amor de Deus que vem ao encontro do pecador. A a
misericórdia não pode ser reduzida a um parêntese na vida da Igreja, mas deve
se constituir na sua própria existência, por se tratar da verdade profunda e
visível do próprio Evangelho. Fundamentou-se
na passagem do Evangelho, em que uma pecadora, num banquete na casa de um
fariseu (cf. Lc 7, 36-50), ungiu com perfume os pés de Jesus, banhando-os com
as suas lágrimas e os enxugando com os seus cabelos, e muito foi perdoada,
porque muito amou. Outra
referência do Evangelho é o perdão dado por Jesus no alto da Cruz: «Perdoa-lhes, Pai, porque não sabem o que
fazem» (Lc 23, 34), de modo que, nada que um pecador arrependido coloque
diante da misericórdia de Deus pode ficar sem o abraço do Seu perdão. Sendo
assim, a misericórdia é a ação concreta do amor, que transforma e muda a vida
de cada um de nós através do perdão, e não é um parêntese na vida da Igreja. O
perdão experimentado pelas duas mulheres (a adúltera e a pecadora) faz brotar
alegria no coração. Não
podemos ficar na indiferença e, uma vez acolhido o sopro vital do Espírito, há a
menção de algumas ações concretas na Carta:. 1 - Viver a
necessária “conversão pastoral”, a fim de não entristecermos o Espírito, com a
força renovadora da Misericórdia levando a todos a Boa- Nova da Salvação (n.5). 2 - Celebrar a
misericórdia, que se encontra presente na oração da Igreja: no Ato Penitencial;
no tempo quaresmal; na Oração Eucarística; depois do Pai Nosso; na oração antes
do abraço da paz. De fato, cada momento da Celebração Eucarística faz
referência à misericórdia de Deus (n.5). 3 - Valorizar, de
modo especial, os Sacramentos de Cura: Penitência e Unção dos Enfermos,
favorecendo a experiência da misericórdia de Deus. 4 - Continuar a
iniciativa das 24 horas para o Senhor,
nas proximidades do IV Domingo da Quaresma, como forte apelo pastoral para
vivermos intensamente o Sacramento da Confissão (n.11). 5 - Todos os
Sacerdotes se empenhem para oferecer oportunidade de confissão a quantos
precisarem, acolhendo assim os pecadores na misericórdia de Deus. 6 - Valorizar a
Palavra de Deus na Catequese e Homilias, sendo esta última a expressão da
verdade que anda de mãos dadas com a beleza e o bem, fazendo vibrar o coração
dos crentes. Por isto a necessária preparação pelo Sacerdote (Evangelii Gaudium
n.142). 7 - Acentuar cada
vez mais a importância da Bíblia, que narra as maravilhas da misericórdia de
Deus: «Toda a Escritura é inspirada por Deus e adequada para ensinar, refutar,
corrigir e educar na justiça» (2 Tm 3,
16) 8 - Valorizar o Dia
da Bíblia, num domingo do Ano Litúrgico, ressaltando a importância da Palavra
de Deus, pois ela é a revelação da misericórdia de Deus. 9 - Incentivar a
Leitura Orante como fonte de espiritualidade, e de modo especial sobre as Obras
de Misericórdia à luz da Palavra de Deus e da Tradição espiritual da Igreja,
levando a gestos e obras concretas de caridade (n.7). 10 - Todos os
sacerdotes podem dar o perdão de Deus para quem pedir perdão para o pecado do
aborto (um grave pecado, reitera o Papa), até que se diga algo em contrário:“Em virtude desta exigência, para que nenhum
obstáculo exista entre o pedido de reconciliação e o perdão de Deus, concedo a
partir de agora a todos os sacerdotes, em virtude do seu ministério, a
faculdade de absolver a todas as pessoas que incorreram no pecado do aborto.
Aquilo que eu concedera de forma limitada ao período jubilar fica agora alargado
no tempo, não obstante qualquer disposição em contrário...” pois todo
pecado, pressupondo o arrependimento pode ser destruído pela misericórdia
divina. 11 - Conceder a
recepção válida e lícita da absolvição sacramental dos pecados dos que
frequentam as Igrejas oficiadas pelos sacerdotes da Fraternidade de São Pio X
(n.12). 12 - Favorecer para
que a alegria do amor que se vive nas famílias se intensifique, pois esta
alegria é também o júbilo da Igreja, como mencionada em sua Exortação (Amoris
Laetitiae n.17), em meio às dificuldades, provações, pelas quais passa, mas a
família constitui num lugar privilegiado para se viver a misericórdia (Amoris
Laetitiae n.291-300). A necessidade de acompanhá-las, solidificá-las na
experiência viva da misericórdia. 13 - A importância da
presença do sacerdote no momento difícil que passa a família, a hora da morte
de um de seus membros, sobretudo numa cultura em que se banaliza a morte, até
mesmo a reduzindo a ficção ou a ocultando, de modo que a oração das exéquias
seja um mento forte de esperança para a alma da pessoa falecida e para dar
consolação à família que sofre a separação da pessoa amada. 14 - Construir da
cultura de misericórdia, com base na redescoberta do encontro com os outros:
uma cultura na qual ninguém olhe para o outro com indiferença, nem vire a cara
quando vê o sofrimento dos irmãos. (n.20). Deste modo é preciso intensificar a
oração assídua, na abertura dócil à ação do Espírito, na familiaridade com a
vida dos Santos e na solidariedade concreta para com os pobres (n.20) na
construção da cultura da misericórdia 15 – Que seja celebrado
no 33º Domingo do Tempo Comum, o Dia Mundial dos Pobres, fazendo deste momento
um modo mais digno para a preparação e vivência da Solenidade de Nosso Senhor
Jesus Cristo Rei do Universo, que Se identificou com os pequeninos e os pobres
e nos há de julgar sobre as obras de misericórdia (cf. Mt 25, 31-46). Concluindo, o Papa exorta que, a continuidade da experiência do
Jubileu, faça chegar a todos a carícia de Deus, através do testemunho dos
crentes (n.21), confiando-nos à ajuda materna de Maria, a Mãe da Misericórdia,
que nos acompanha no testemunho do amor, pois ela nos indica o perene olhar
para Jesus, “o rosto radiante da misericórdia de Deus” (n. 22).
Leia a Carta na íntegra acessando:
2 - Celebrar a
misericórdia, que se encontra presente na oração da Igreja: no Ato Penitencial;
no tempo quaresmal; na Oração Eucarística; depois do Pai Nosso; na oração antes
do abraço da paz. De fato, cada momento da Celebração Eucarística faz
referência à misericórdia de Deus (n.5).
4 - Continuar a
iniciativa das 24 horas para o Senhor,
nas proximidades do IV Domingo da Quaresma, como forte apelo pastoral para
vivermos intensamente o Sacramento da Confissão (n.11).
6 - Valorizar a
Palavra de Deus na Catequese e Homilias, sendo esta última a expressão da
verdade que anda de mãos dadas com a beleza e o bem, fazendo vibrar o coração
dos crentes. Por isto a necessária preparação pelo Sacerdote (Evangelii Gaudium
n.142).
8 - Valorizar o Dia
da Bíblia, num domingo do Ano Litúrgico, ressaltando a importância da Palavra
de Deus, pois ela é a revelação da misericórdia de Deus.
10 - Todos os
sacerdotes podem dar o perdão de Deus para quem pedir perdão para o pecado do
aborto (um grave pecado, reitera o Papa), até que se diga algo em contrário:“Em virtude desta exigência, para que nenhum
obstáculo exista entre o pedido de reconciliação e o perdão de Deus, concedo a
partir de agora a todos os sacerdotes, em virtude do seu ministério, a
faculdade de absolver a todas as pessoas que incorreram no pecado do aborto.
Aquilo que eu concedera de forma limitada ao período jubilar fica agora alargado
no tempo, não obstante qualquer disposição em contrário...” pois todo
pecado, pressupondo o arrependimento pode ser destruído pela misericórdia
divina.
12 - Favorecer para
que a alegria do amor que se vive nas famílias se intensifique, pois esta
alegria é também o júbilo da Igreja, como mencionada em sua Exortação (Amoris
Laetitiae n.17), em meio às dificuldades, provações, pelas quais passa, mas a
família constitui num lugar privilegiado para se viver a misericórdia (Amoris
Laetitiae n.291-300). A necessidade de acompanhá-las, solidificá-las na
experiência viva da misericórdia.
14 - Construir da
cultura de misericórdia, com base na redescoberta do encontro com os outros:
uma cultura na qual ninguém olhe para o outro com indiferença, nem vire a cara
quando vê o sofrimento dos irmãos. (n.20). Deste modo é preciso intensificar a
oração assídua, na abertura dócil à ação do Espírito, na familiaridade com a
vida dos Santos e na solidariedade concreta para com os pobres (n.20) na
construção da cultura da misericórdia
Concluindo, o Papa exorta que, a continuidade da experiência do
Jubileu, faça chegar a todos a carícia de Deus, através do testemunho dos
crentes (n.21), confiando-nos à ajuda materna de Maria, a Mãe da Misericórdia,
que nos acompanha no testemunho do amor, pois ela nos indica o perene olhar
para Jesus, “o rosto radiante da misericórdia de Deus” (n. 22).
Leia a Carta na íntegra acessando:
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