domingo, 26 de julho de 2026
A inesgotável compreensão de Deus! (XVIIDTCA)
A inesgotável compreensão de Deus! (continuação) (XVIIDTCA)
Busquemos em primeiro lugar o Reino de Deus... (XVIIDTCA)
Busquemos em primeiro lugar o Reino de Deus...
“Devemos confiar como se tudo dependesse de Deus
e nos empenhar como se tudo dependesse de nós.
Muitas vezes, podemos nos preocupar com as exigências do dia a dia, sem colocar em primeiro lugar a busca pelo Reino de Deus, sem a necessária confiança no Senhor.
Na passagem do Evangelho de Mateus (Mt 6, 24-34), Jesus nos ensina a darmos o devido valor às coisas, colocando Deus em primeiro lugar: “Não podeis servir a Deus e a riqueza”.
E, também, convida a nos abandonarmos completamente à Providência de Deus: “Não vos preocupeis por vossa vida, pelo que comereis, nem por vosso corpo, pelo que vestireis.”
Não entendamos confiança como sinônimo de passividade ou de comodismo: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a Sua justiça e todas estas coisas vos serão dadas em acréscimo.”
De fato, a ação divina não dispensa a ação humana, ao contrário, eleva-a como graça da possibilidade de participação na construção do Reino
Quanto maior for nossa confiança em Deus, tanto mais cresce nossa responsabilidade. Também poderemos dizer que a responsabilidade é diretamente proporcional à confiança que temos em Deus.
Santo Inácio de Loyola diz de forma límpida e contundente: “devemos confiar como se tudo dependesse de Deus e nos empenhar como se tudo dependesse de nós.”.
“Buscar o Reino de Deus” com absoluta confiança em Deus, como meros instrumentos, veículos de Sua Mensagem. Lembremo-nos que continuamos a refletir o desdobramento das Bem-Aventuranças, a missão de ser Sal e Luz (Capítulos 5 e 6 de Mateus).
Concluindo, podemos afirmar que ser Discípulo do Senhor é ter encontrado uma Pessoa que mudou nossa vida, e que ela só tem sentido e conteúdo quando em relacionamento contínuo e íntimo, renovado no Banquete da Eucaristia.
É preciso trilhar o caminho da santidade, empenhados na construção do Reino, com total confiança em Deus e em Sua força, com disponibilidade, fidelidade, alegria e com muito amor a fim de que correspondamos ao Amor Divino que jamais nos falta.
Somente assim, comunicaremos luz da Fonte de Luz nas mais diversas situações obscuras, nas "cavernas sombrias e escuras" da existência.
“Buscai primeiro o Reino de Deus” (XVIIDTCA)
Reflitamos:
- O que motiva minha vida?
Em poucas palavras... (XVIIDTCA)
Oremos:
“Ó Deus, amparo dos que em Vós esperam, sem Vós nada tem valor, nada é santo. Multiplicai em nós a vossa misericórdia para que, conduzidos por vós, usemos de tal modo os bens temporais que possamos aderir desde já os bens eternos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. Amém!” (1)
(1) Oração do dia da Missa do 17º Domingo do Tempo Comum
Em poucas palavras... (XVIIDTCA)
Para que existem os maus?
“Os maus existem no mundo ou para que se
convertam, ou para que por eles, os bons, exercitem a paciência.” 1)
(1)Atribuído a Santo Agostinho
“Usemos as coisas temporais, mas desejemos as eternas” (XVIIDTCA)
“Usemos as coisas temporais, mas desejemos as eternas”
“Se não podeis deixar as coisas do mundo,
fazei uso delas de tal modo que não vos prendam a ele...”
Sejamos enriquecidos por uma das homilias sobre os Evangelhos, escrita pelo Papa São Gregório Magno (séc. V).
“Desejaria exortar-vos a deixar tudo, mas não me atrevo. Se não podeis deixar as coisas do mundo, fazei uso delas de tal modo que não vos prendam a ele, possuindo os bens terrenos sem deixar que vos possuam.
Tudo o que possuís esteja sob o domínio do vosso espírito, para que não fiqueis presos pelo amor das coisas terenas, sendo por elas dominados.
Usemos as coisas temporais, mas desejemos as eternas. As coisas temporais sejam simples ajuda para a caminhada, mas as eternas, o termo do vosso peregrinar.
Tudo o que se passa neste mundo seja considerado como acessório. Que o olhar do nosso espírito se volte para frente, fixando-nos firmemente nos bens futuros que esperamos alcançar.
Extirpemos radicalmente os vícios, não só das nossas ações, mas também dos pensamentos. Que o prazer da carne, o ardor da cobiça e o fogo da ambição não nos afastem da Ceia do Senhor!
Até as coisas boas que realizamos no mundo, não nos apeguemos a elas, de modo que as coisas agradáveis sirvam ao nosso corpo sem prejudicar o nosso coração.
Por isso, irmãos, não ousamos dizer-vos que deixeis tudo. Entretanto, se o quiserdes, mesmo possuindo-as, deixareis todas as coisas se tiverdes o coração voltado para o alto. Pois quem põe a serviço da vida todas as coisas necessárias, sem ser por elas dominado, usa do mundo como se dele não usasse.
Tais coisas estão ao seu serviço, mas sem perturbar o propósito de quem aspira às do alto. Os que assim procedem têm à sua disposição tudo o que é terreno, não como objeto de sua ambição, mas de sua utilidade. Por conseguinte, nada detenha o desejo do vosso espírito, nenhuma afeição vos prenda a este mundo.
Se amarmos o que é bom, deleite-se o nosso espírito com bens ainda melhores, isto é, os bens celestes. Se tememos o mal, ponhamos diante dos olhos os males eternos. Desse modo, contemplando na eternidade o que mais devemos amar e o que mais devemos temer, não nos deixaremos prender ao que existe na terra.
Para assim procedermos, contamos com o auxílio do Mediador entre Deus e os homens. Por meio d’Ele logo obteremos tudo, se amarmos realmente Aquele que, sendo Deus, vive e reina com o Pai e o Espírito Santo, pelos séculos dos séculos. Amém.”
Os cristãos estando no mundo não são do mundo e devem ter atitude diferente frente aos bens, de modo especial nos exorta o Papa São Gregório Magno, com sabedoria e sobriedade devem usar as coisas, e não por elas serem possuídos.
Quanto mais Eucarísticos e Pascais formos, maior será:
- A nossa liberdade e desprendimento diante de tudo e de todos para maior fidelidade ao Senhor;
- A nossa disponibilidade para amá-Lo e servi-Lo na pessoa do nosso próximo;
- O nosso contentamento com o que possuímos, afinal não precisamos muito para sermos felizes, quando nosso coração encontrou no Senhor o divino deleite e inebriamento;
- A nossa gratidão pelo que possuímos, sem cairmos no consumismo que não dá o verdadeiro sentido e preenchimento da alma.
Concluindo, maior alegria sentiremos quando menos trêfegos formos e soubermos trafegar entre as privações e provações da vida, com toda confiança no Senhor, buscando as coisas do alto onde habita Deus, como tão bem expressou o Apóstolo Paulo – “Se, portanto, ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas lá do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus.” (Cl 3,1).
Oremos:
“Ó Deus, sois o amparo dos que em Vós esperam e, sem Vosso auxílio, ninguém é forte, ninguém é santo; redobrai de amor para conosco, para que, conduzidos por Vós, usemos de tal modo os bens que passam, que possamos abraçar os que não passam. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!” (1)
(1) Oração da Coleta do 17º Domingo do Tempo Comum – Missal Romano – antiga Edição.


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