quinta-feira, 18 de junho de 2026

Silencio diante do Mistério Divino

 


Silencio diante do Mistério Divino


Cai a tarde, o sol se esconde lentamente atrás da montanha,
Cedendo lugar à noite, para um novo amanhecer.
 
Adoro-Te, Senhor, presente no Santíssimo Sacramento,
Tua real e divina presença entre nós, mais que necessária.
 
Sabes muito bem o que se encontra em meu coração,
E quero que ele para Ti seja uma digna morada.
 
Bem como conheces meus pensamentos e sentimentos,
E Te peço que, cada vez mais, como os Teus, sejam.
 
A Ti revelo meus medos secretos, e quem não os tem?
Bem sei que os conheces desde o ventre materno.
 
Mas Tua presença me ajuda a vencê-los, dia após dia,
Quando de Ti me alimento na Divina Eucaristia.
 
Contigo nem palavras preciso para que me compreendas,
Pois o que são palavras diante de Ti, a Palavra encarnada?
 
Comigo estás, e Tua Palavra  se faz também Pão e Luz,
Que sacia a fome de amor, e ilumina as noites escuras.
 
Estás comigo em necessárias e desafiadoras travessias,
Na barca que avança em mar revoltoso das adversidades.
 
Fica comigo, Senhor, ainda que não mereça.
Fica com Tua Igreja, Senhor, da qual sois a Cabeça. 
 
Silencio diante de Ti, Eterno Filho do Pai,
O Eterno Amante, que em Teu nome nos enviou,
Como prometera quando entre os discípulos Teus,
O Santo Espírito, Eterno Amor, Fogo Divino Abrasador. Amém.

Uma súplica de perdão e reconciliação

 


 

Uma súplica de perdão e reconciliação

Ó Deus, ajudai-nos na reconciliação com nosso próximo, amando não somente a quem nos ama, mas também amarmos, orarmos e perdoarmos os nossos inimigos (Mt 5,43-44).

Reconciliados convosco e com nosso próximo, sejamos testemunhas de que o amor é mais forte que o pecado, e que é condição fundamental da reconciliação (2 Cor 5,18-21).

Transfigurai-nos, configurando nosso coração, para que seja semelhante ao Coração do Vosso Amado Filho, redimidos pelo Santo Espírito. Amém.

 

 

(1) Fonte de inspiração - Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 2844

 

Em poucas palavras... (XIIDTCA)

 


“O serviço e testemunho da fé”

O discípulo de Cristo, não somente deve guardar a fé e viver dela, como ainda professá-la, dar firme testemunho dela e propagá-la: «Todos devem estar dispostos a confessar Cristo diante dos homens e a segui-Lo no caminho da cruz, no meio das perseguições que nunca faltam à Igreja» (2).

O serviço e testemunho da fé são requeridos para a salvação: «A todo aquele que me tiver reconhecido diante dos homens, também Eu o reconhecerei diante do meu Pai que está nos céus. Mas àquele que me tiver negado diante dos homens, também Eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus» (Mt 10, 32-33).” (2)

 

(1) II Concílio do Vaticano, Const. dogm. Lumen Gentium, 42: AAS 57 (1965) 48: cf. ID., Decl. Dignitatis humanae, 14: AAS 58 (1966) 940.

(2)Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n. 1816

Em poucas palavras...

                                     


 

Deus nos ama e nos chama

“Deus ama e chama. Não há lugar para prantos estéreis, para desespero. 

Deus está conosco, caminha conosco para nos levar ao Seu ‘reino’ onde domina o amor, a fraternidade, a alegria. E isto se realiza todos os dias, na esperança.” (1)

 

 

 

(1) Comentário do Missal Cotidiano - passagem do Livro do Profeta Jeremias (Jr  31,1-7) - pág. 1115

Comunidades Eclesiais missionárias e fecundas

                                             


Comunidades Eclesiais missionárias e fecundas

Nossas comunidades eclesiais missionárias são espaços sagrados em que se procura viver autenticamente a Palavra de Deus, como herdeiros da bênção que o Senhor nos agraciou.

Neste sentido, as Palavras do Apóstolo Pedro são iluminadoras:

“Sede todos unânimes, compassivos, fraternos, misericordiosos e humildes. Não pagueis o mal com o mal, nem ofensa com ofensa. Ao contrário, abençoai, porque para isto fostes chamados: para serdes herdeiros da bênção.” (1)

Oportunas as palavras atribuídas a diferentes autores, como nos falou o Papa São João XXIII:

“Mas é preciso manter também a norma comum que, expressa com palavras diversas, se atribui a diferentes autores: nas coisas necessárias, unidade; nas duvidosas, liberdade; em todas, caridade.” (2)

Supliquemos a Deus para que nos conceda a graça de assim vivermos, como discípulos missionários do Senhor, com o coração ardente e os pés sempre a caminho.

 

 

(1)         Primeira Carta de São Pedro (1 Pd 3,8-9)

(2)        Sobre o conhecimento da verdade, restauração da unidade e da paz na caridade – Papa São João XXIII – 29/06/1959

Em poucas palavras...

                                                 


Plena confiança na misericórdia divina

“Quando os homens pecam durante muito tempo, rompem os laços de amor e de comunhão, formam-se feridas profundas que não podem cicatrizar-se de repente ou num breve período.

O Senhor faz-Se nosso médico, partilhando nossas dores, chorando e sofrendo conosco, até maturarem dentro de nós os tempos da Salvação.

Quando éramos pecadores, Deus não nos abandonou, pelo contrário, enviou o Seu Filho que padeceu e morreu por nós, para nos reconciliarmos com Ele (cf Rm 5,6-11). Pelas suas Chagas é que fomos curados (1 Pd 2,25).”  (1)

 

(1) Comentário do Lecionário Comentado - Volume I - Tempo Comum Editora Paulus  - pág. 829, sobre a passagem do Livro do Profeta Jeremias (Jr 14,17-22)

 

Quanto maior a escuridão, mais a luz ilumina

                                                          

Quanto maior a escuridão, mais a luz ilumina

O momento atual, que exige de nós o testemunho de uma fé Pascal, que não nos permita vacilar, retomo trechos de quatro músicas, que muito me inspiram neste bom propósito:

“Nada a temer senão o correr da luta. Nada a fazer senão esquecer o medo. Abrir o peito à força numa procura. Fugir às armadilhas da mata escura...” (Milton Nascimento);

Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho. Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz...” (Legião Urbana);

 “Ei medo... eu não te escuto mais, você, não me leva a nada. E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou. E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou...” (Jota Quest).

Quando a sua história tira a minha para dançar. Como bailarina salta e gira sem cansar. Vence a gravidade e fica leve até voar. Vendo a gente toda a gente busca o seu par. Quando um coração se acalma e volta “pro” lugar. A esperança sonolenta acorda e vai brincar. Toda a melodia é um farol guia em alto mar. Quando uma canção consola alguém valeu cantar. Quando uma canção consola alguém valeu cantar” (Oswaldo Montenegro).

Portanto, se o medo tomar conta de nós em algum momento, se a aparente derrota parecer querer devorar nossas forças, que também as canções nos embalem em novos sonhos, novas procuras, novos encontros, que somente se refazem com a presença e a Vida Nova do Ressuscitado. Aleluia!

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG