sexta-feira, 12 de junho de 2026
“Meu jugo é suave e meu fardo é leve” (SCJ)
Com Santo Antônio, aprendamos a prática das Obras de Misericórdia
Com o Tríduo, refletimos sobre a prática das obras da misericórdia corporais e espirituais, que tão bem Santo Antônio as viveu, e que muito nos ilumina no tempo presente, para que nossa devoção aos Santos seja fecunda, concretizada em sagrados compromissos com a vida plena e feliz, com a Boa-Nova do Reino de Deus.
quinta-feira, 11 de junho de 2026
Em poucas palavras...
Com São Barnabé aprendamos
“Barnabé
significa filho da consolação, e foi o sobrenome dado pelos Apóstolos a José,
levita e cipriota de nascimento (At 4,36), pelo seu espírito conciliador e pela
sua simpatia, segundo comenta São João Crisóstomo (Homilia sobre Atos dos
Apóstolos)...
São
Barnabé convida-nos hoje a ter um coração grande na tarefa apostólica, um
coração que nos leve a não desanimar facilmente perante os defeitos e
retrocessos dos amigos ou parentes que queremos levar ao Senhor, a não
deixá-los de lado quando fraquejam ou talvez não correspondam às nossas
atenções e à nossa oração...” (1)
(1) Coleção Falar com Deus - Vol. IV - Francisco Fernandes-Carvajal - Editora Quadrante - p. 321; 322
Para onde caminha aquele homem?
E grita pela boca dos famintos
E a gente quando vê passa adiante
Às vezes pra chegar depressa à Igreja...”
Luzes para a iniciação à vida cristã
Luzes para a iniciação à
vida cristã
Reflexão à luz das
Homilias sobre o Livro de Josué, escrito elo presbítero Orígenes (Séc. III):
“No Jordão, a arca da
aliança era o guia do povo de Deus. A fileira dos sacerdotes e levitas pára, e
as águas, como que em reverência aos ministros de Deus, refreiam seu curso e
amontoam-se abrindo caminho livre para o povo de Deus.
Não te admires de que
estes fatos, acontecidos com o povo antigo, se refiram a ti, cristão, que pelo
sacramento do batismo atravessaste o rio Jordão. A palavra divina te promete
coisas ainda maiores e mais elevadas: oferece-te mesmo a travessia pelos ares.
Escuta o que Paulo diz
acerca dos justos: Seremos arrebatados nas nuvens, ao encontro de Cristo nos
ares, e assim estaremos com o Senhor para sempre. Não há nada que amedronte
o justo. Todas as criaturas o servem.
Ouve ainda como pelo
Profeta Deus lhe promete: Se passares pelo fogo, a chama não te queimará,
porque eu sou o Senhor, teu Deus. Todo lugar acolhe o justo e toda criatura
lhe presta o devido serviço. E não julgues que estas coisas se deram
antigamente e que em ti, que as escutas, nada de semelhante acontece. Todas se
perfazem em ti de modo místico. De fato, tu que, abandonando há pouco as trevas
da idolatria, desejas aproximar-te da lei divina, deixas primeiro o Egito.
Quando te inscreveste no
número dos catecúmenos e começaste a obedecer aos preceitos da Igreja,
atravessaste o mar Vermelho. Assim, levado às paradas do deserto, tu te
entregas diariamente à audição da lei divina e à contemplação do rosto de
Moisés, com o véu já retirado pela glória do Senhor.
Se depois te achegares à
fonte do místico batismo e, na presença dos sacerdotes e levitas, fores
iniciado naqueles veneráveis e magníficos mistérios conhecidos por aqueles a
quem de direito, então depois de ter atravessado o Jordão, também pelo
ministério sacerdotal, entrarás na terra prometida. Nesta, depois de Moisés,
acolher-te-á Jesus e ele próprio se fará teu guia na nova caminhada.
Tu, porém, lembrado de
tantas e tão grandes maravilhas de Deus, como o mar que se dividiu para ti e a
água do rio que parou diante de ti, voltado para eles dirás: Que houve, ó
mar, que fugiste? e tu, Jordão, que voltaste para trás? Montes, por que saltais
como cabritos e as colinas como cordeirinhos? A palavra divina responderá:
Diante da face do Senhor abalou-se a terra, diante da face do Deus de Jacó, que
muda a pedra em lago e o rochedo em fontes de água.” (1)
Esta
reflexão é oportuna para o aprofundamento do 5º Capítulo das novas Diretrizes
Gerais da Ação Evangelizadora no Brasil – DGAE (2026-2032), em que nos apresenta
os cinco Caminhos da Missão, mas de modo mais específico o segundo caminho da
Missão que trata da Iniciação à Vida Cristã.
Urge que nossas Paróquias acolham as novas Diretrizes, que
oportunamente estarao em nossas mãos, para estudo, e iluminar nossa caminhada
evangelizadora.
(1) Liturgia das Horas – Volume III – Editora Paulus – p. 298-299
Eucaristia é o centro e o ápice da vida cristã
Eucaristia é o centro e o ápice da vida cristã
Na Eucaristia, celebramos o triunfo do amor sem limites de Jesus ao Pai e por todos nós. Nela, anunciamos e acolhemos a Salvação que essa morte continuamente nos comunica e nos tornamos cada vez mais conscientes da nossa dignidade filial perante Deus e da fraternidade que nos une. Impossível que celebremos a Eucaristia sem estar em comunhão com o próximo. (1).
Reflitamos sobre a Eucaristia, Mistério sublime do Amor de Deus por nós:
1 – Santo Inácio de Antioquia (séc. I):
O Pão eucarístico é “remédio de imortalidade e antídoto para não morrer”.
2 – Santo Ambrósio, Bispo e Doutor da Igreja (séc. IV):
“Do Corpo de Deus brotou para mim uma fonte eterna; Cristo bebeu minhas amarguras para dar-me a suavidade de Sua graça.”
3 – São Pedro Crisólogo (séc. V):
“O Pai Celeste exorta-nos a pedir, como filhos do céu, o Pão Celeste (Jo 6,51). Cristo «é Ele mesmo o Pão que, semeado na Virgem, levedado na carne, amassado na paixão, cozido no forno do sepulcro, guardado em reserva na Igreja, levado aos altares, fornece cada dia aos fiéis um alimento celeste»”
4 - Presbítero Santo Tomás de Aquino (séc. XIII):
“Poderia haver algo de mais admirável que este Sacramento? De fato, nenhum outro Sacramento é mais salutar do que este; nele os pecados são destruídos, crescem as virtudes e a alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais.”
5 - Eucaristia: fonte e ápice de toda a vida cristã:
“'A Eucaristia é ‘fonte e ápice de toda a vida cristã'. 'Os demais Sacramentos, assim como todos os ministérios eclesiásticos e tarefas apostólicas, se ligam à sagrada Eucaristia e a ela se ordenam. Pois a Santíssima Eucaristia contém todo o bem espiritual da Igreja, a saber, o próprio Cristo, nossa Páscoa’’’ (2)
6- Eucaristia e Cruz - pedras de tropeço:
“O primeiro anúncio da Eucaristia dividiu os discípulos, tal como o anúncio da paixão os escandalizou: «Estas palavras são insuportáveis! Quem as pode escutar?» (Jo 6, 60).
A Eucaristia e a Cruz são pedras de tropeço. É o mesmo mistério e não cessa de ser ocasião de divisão. «Também vos quereis ir embora?» (Jo 6, 67): esta pergunta do Senhor ecoa através dos tempos, como convite do Seu amor a descobrir que só Ele tem «Palavras de vida eterna» (Jo 6, 68) e que acolher na fé o dom da Sua Eucaristia é acolhê-Lo a Ele próprio” (3)
7 - Eucaristia e Penitência:
“Eucaristia e Penitência. A conversão e a penitência cotidianas têm a sua fonte e alimento na Eucaristia: porque na Eucaristia torna-se presente o sacrifício de Cristo, que nos reconciliou com Deus: pela Eucaristia nutrem-se e fortificam-se os que vivem a vida de Cristo: «ela é o antídoto que nos livra das faltas cotidianas e nos preserva dos pecados mortais» (Concílio de Trento).” (4)
8 – Papa São João Paulo II,
“A Eucaristia é amor levado ao extremo”;
“A Eucaristia edifica a Igreja e a Igreja faz a Eucaristia”;
“A Eucaristia cria comunhão e edifica para a comunhão”;
“na simplicidade dos sinais do banquete se esconde o abismo da santidade de Deus”;
“A Eucaristia é verdadeiramente um pedaço do céu que se abre sobre a terra – é um raio de glória da Jerusalém celeste, que atravessa as nuvens da nossa história e vem iluminar nosso caminho”;
“... o cristão, que participa na Eucaristia, dela aprende a tornar-se promotor de comunhão, de paz, e solidariedade em todas as circunstâncias da vida... a Eucaristia como uma grande escola de paz...” (5)
9 - Papa Bento XVI:
“Na Eucaristia Deus vem a nós corporalmente para continuar a Sua ação em nós e através de nós”.(6)
10 – Papa Leão XIV:
“’É através da Eucaristia que também as nossas mãos se tornam mãos do Ressuscitado’. Alimentados pelo Corpo e Sangue do Senhor, somos enviados a ser testemunhas da sua presença, da sua misericórdia e da sua paz.” (7)
Oremos:
“Senhor Jesus Cristo, neste admirável sacramento, nos deixastes o memorial da vossa Paixão. Dai-nos venerar com tão grande amor o mistério do vosso corpo e do vosso sangue, que possamos colher continuamente os frutos da vossa redenção. Vós, que sois Deus com o Pai, na unidade do Espírito Santo. Amém.” (8)
(1) Comentário sobre a passagem da Carta de Paulo aos Coríntios (1 Cor 11,17-26.33) - Lecionário Comentado – Editora Paulus – 2011 – p. 353
(2) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n.1324
(3) Catecismo da Igreja Católica - n.1336
(4) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo 1436
(5) Ecclesia de Eucharistia – 2003 e Mane Nobiscum Domine – 2004):
(6) Carta Encíclica “Deus Caritas est”
(7)Palavras do Papa Leão IV durante sua reflexão antes da oração do Regina Caeli no domingo, 12/04/2026.
(8) Oração da Coleta – Missa da Solenidade de Corpus Christi – Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo







