A Lei do Reino de Deus
“Vinde a mim, todos vós que
estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e
Eu vos darei descanso.” A Lei do Reino de Deus consiste
no amor aos pobres, humildes e pequenos, assim como Jesus o fez. É o que
contemplamos na passagem do Evangelho do 14º Domingo do Tempo Comum (ano A) -
(Mt 11,25-30).
Oremos:
Ó Senhor, nós cremos que Vos
revelastes a todos, mas os sábios, ontem e hoje, tornam, muitas vezes, ineficaz
e vã a revelação de Deus, porque não abrem o coração a Vós.
Quando pregastes em nosso meio,
os inteligentes e os sábios, os mestres religiosos do templo, os escribas, os
fariseus, conhecedores da lei e hábeis manipuladores das tradições, embora
possuindo o conhecimento da Lei, tornaram-se opressores e sobrecarregam os
ombros dos pobres e dos ignorantes de pesos insuportáveis, que se quer tocaram
nem com um dedo! (Lc 11, 46).
Vós, ao contrário, Senhor,
chamastes a Si os que estão fatigados e oprimidos, e o jugo que lhes impusestes
foi suave e o fardo leve.
Oferecestes, ontem e hoje, Vosso
suave jugo, não por ser ele menos exigente, com moralidade permissiva e
licenciosa, mas porque Vós, Senhor, com Vossa solidariedade e participação
concreta, o tornastes leve.
Vós sois, Senhor, o primeiro dos
pobres, dos simples, dos mansos, carregando, na frente, a Cruz sobre Vossos
ombros.
Vossa proximidade torna
suportável e leve a cruz de todos nós, Vossos discípulos missionários que Vos
seguimos, no anúncio e no testemunho.
Cremos e procuramos viver a Lei
do Reino de Deus, por vós anunciada e vivida, que consiste na Lei do Amor em
favor dos mais pequeninos, dos mais pobres.
Cremos e Vos louvamos, Senhor,
que, por Vossa ação entre nós, nos revelastes um Deus que escolhe os humildes,
os simples, os ignorantes.
Aprendemos convosco a Lei do
grão de mostarda, dos inícios humildes e ocultos, assim como Paulo, Vosso amigo
e corajosa testemunha, o fez e proclamou aos irmãos da Comunidade de Corinto:
“Considerai, de fato, o vosso
chamado, irmãos: não há entre vós muitos sábios segundo a carne, nem muitos
poderosos, nem muitos nobres.
Deus escolheu o que é tolo, no
mundo, para confundir os sábios; Deus escolheu o que é fraco, no mundo, para
confundir os fortes, Deus escolheu o que é ignóbil e desprezado e o que nada é,
para reduzir a nada as coisas que são, a fim de que ninguém possa gloriar-se
diante de Deus” (1Cor 1, 26-29).
Dai-nos força, Senhor, para que,
a Vosso exemplo, carreguemos o jugo da cruz, com amor e fidelidade, sem jamais
esmorecer e, se quedas houver, saibamos que estais conosco neste erguer e
continuar do caminho que nos leva à glória, mas que passa, necessariamente,
pelo carregar da cruz de cada dia, acompanhado de renúncias de nós mesmos, para
maior disponibilidade a Vós; e nos pobres e pequenos, Vos amar e servir. Amém!
“Vinde a mim, todos vós que
estais cansados e fatigados


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