terça-feira, 29 de setembro de 2026

Revestidos sejamos com as armas da justiça

 


Revestidos sejamos com as armas da justiça

Sejamos iluminados pela Carta aos Filipenses escrita pelo bispo e mártir São Policarpo (séc. II);

“Eu vos escrevo sobre a justiça, não por pretensão minha, mas por insistência vossa. Pois nem eu nem outro semelhante a mim pode igualar a sabedoria do santo e glorioso Paulo.

Estando junto de vós, diante dos homens vivos naquela ocasião, ensinou com perfeição e firmeza a palavra da verdade e, ausente, vos enviou cartas.

Por estas, se as lerdes com atenção, sereis edificados na fé que vos foi dada. Ela é a mãe de todos nós (Gl 4,26), seguida pela esperança, precedida pela caridade em Deus, em Cristo e no próximo. Quem estiver envolvido por elas, cumpre o mandamento da justiça; pois quem tem a caridade mantém longe de si o pecado.

A raiz de todos os males é a ânsia de possuir (1Tm 6,10). Certos de que nada trouxemos para este mundo nem dele poderemos levar coisa alguma (1Tm 6,7), revistamo-nos com as armas da justiça e ensinemos a caminhar no preceito do Senhor.

A nós mesmos em primeiro lugar; depois, a vossas esposas, para que andem na fé que lhes foi entregue e na caridade e castidade. Que amem seus maridos com inteira fidelidade e estimem a todos com recato. Eduquem os filhos na disciplina do temor de Deus (cf. Ef 5,23s).

Às viúvas ensinemos a serem versadas na doutrina do Senhor, intercedendo sem cessar por todos, afastadas de toda a impostura, maledicência, falso testemunho, da avareza e de todo mal.

Conscientes de serem altar de Deus e de que Ele tudo vê claramente, nada Lhe escapa de apreciações, de pensamentos e dos segredos do coração (cf. 1Tm 5).

Sabendo, portanto, que não se zomba de Deus (Gl 6,7), devemos caminhar de modo digno conforme a seu preceito manifesto. Igualmente têm os diáconos de ser irrepreensíveis em face de sua justiça, como ministros de Deus e do Cristo, não dos homens.

Não sejam maldizentes, falsos, avaros (cf. 1Tm 3,6s), mas sóbrios em tudo, misericordiosos, dedicados, vivendo de acordo com a verdade do Senhor que se fez o servo de todos. Se lhe formos agradáveis neste mundo, seremos recompensados no outro, como nos prometeu: ele ressuscitará dos mortos a cada um de nós. Se vivermos de modo digno dele, também com Ele reinaremos (2Tm 2,12), já que temos fé.” (1)

Renovemos nossa fidelidade ao Senhor como discípulos missionários Seus, revestidos com as armas da justiça, para um autêntico testemunho de nossa fé n’ele, vivendo na esperança e caridade cotidiana em pequenos e grandes gestos de amor.

“Vinde Espírito Santo...”

 

 

(1) Liturgia das Horas – Volume IV – Tempo Comum – Editora Paulus – p. 276-277

 

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG