terça-feira, 22 de setembro de 2026

Da família do Senhor seremos se...

                                                            


                          Da família do Senhor seremos se...
 
“Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a põem em prática” (Lc 8,21)
 
Na passagem do Evangelho ser proclamado na Missa da terça-feira da 25ª Semana do Tempo Comum, Jesus nos ensina que Sua família é constituída por todos aqueles que fazem a vontade de Deus, e não tão apenas pelos laços de sangue (Lc 8, 19-21).
 
É condição indispensável, portanto, um compromisso com o Evangelho e com o Reino de Deus, sem jamais fazer a separação entre que o se crê e o que se vive, o que se celebra e o que se traduz no cotidiano, nos mais diversos âmbitos da vida.
 
Deste modo, para Jesus há algumas exigências indispensáveis para que alguém se torne importante para Ele, e de Sua família faça parte:
 
- Ouvir a Palavra de Deus, colocando em prática;
 
- Pautar toda existência pelo Mandamento maior do Amor a Deus e ao próximo; amando como Ele nos ama – “amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei” (Jo 13,34);
 
- Saber perdoar, e procurar o perdão, quando necessário, como expressão de que todos somos passíveis de erros e necessitados do perdão do outro, para vivermos a autêntica misericórdia que Ele nos ensinou;
 
- Ter a alegria de partilhar o melhor que possui, para que o milagre da multiplicação continue a ser realizado, de modo que não haja necessitados entre nós;
 
- Aprender que na acolhida do outro, se acolhe o próprio Jesus, sobretudo se for um pequenino, pobre, doente, marginalizado;
 
- Saber se esforçar, quando preciso, em ser sinal de consolo, compreensão e solidariedade, como a mais bela expressão da compaixão divina com expressões concretas;
 
- Ser comprometido com a Boa Nova do Reino, com coragem e profecia, sem deixar-se submergir no medo, na omissão e na indiferença;
 
- Viver a doação pura e simples, sem nada esperar em troca, na mais perfeita alegria;
 
- Saber ser feliz com os que são felizes, mas também saber chorar com os que choram;
 
- A prática da misericórdia para com  os pecadores, caridade com os pobres, amor aos amigos
 
- A partilha e a solidariedade do melhor que temos
 
- A acolhida do outro – prática das obras de misericórdia
 
- Viver na graça, gratidão e gratuidade
 
- Viver o Programa das Bem-Aventuranças
 
- Não somente se encontrar e se reunir para celebrar, orar, mas fazer o necessário prolongamento no dia a dia, jamais separando a Mesa da Palavra e do Altar das incontáveis mesas do cotidiano.
 
 
 
 
 
 
Evidentemente que poderíamos apresentar outras exigências, mas estas já são o bastante para avaliarmos o quanto somos, de fato, membros da família de Jesus.
 
Neste sentido, contemplamos Maria, Sua Mãe, como a mais perfeita e integrada em Sua família, porque não somente foi Mãe do Salvador, pela ação do Espírito Santo, mas em todo o seu viver sempre colocou a vontade de Deus acima da própria vontade.
 
Maria é por excelência modelo de escuta e prática da Palavra, e nos ensina o mesmo fazer, e mais: com ela também podemos contar, para que o mesmo façamos, ressoando em nosso coração suas palavras que não emanaram de seus lábios apenas, mas de um coração pleno do amor e graça divinas:
 
            “Fazei tudo o  que Ele vos disser” (Jo 2, 5).
 


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