segunda-feira, 22 de junho de 2026
Em poucas palavras...
O humilde não julga
“Ele disse também:
‘Assim como um cadáver não come, da mesma forma o humilde é incapaz de julgar um homem, mesmo que o veja adorando ídolos.” (1)
(1)Ditos anônimos dos Pais do Deserto – Editora Vozes – 2023 – n. 559 – p. 366
Não nos cabe julgar, mas orar e amar
Não nos cabe julgar, mas orar e amar
“Não faleis mal dos outros, irmãos. Quem fala mal
de seu irmão ou o julga, fala mal da Lei e julga-a. Ora, se julgas a Lei,
não és cumpridor da Lei, mas sim, seu juiz.
Um só é o legislador e juiz: Aquele que é
capaz de salvar e de fazer perecer. Tu, porém, quem és,
para julgares o teu próximo?” (1)
Na alegria de sermos Discípulos Missionários do Reino do Senhor, sinais
e instrumentos de um Amor exigente, porque se funda e se nutre no Amor
Trinitário, que se expressa na misericórdia, com feições de amor, testemunhado
em gestos incontáveis de caridade, renovemos nossos sagrados compromissos na
fidelidade incondicional ao Senhor.
Misericordiosos
como o Pai (cf. Lc 6,36) não implica que, como discípulos do Senhor, vivamos um
amor conivente que nada questiona e nada muda, porque antes falam os interesses
mesquinhos e egoístas.
Como
discípulos missionários do Senhor, urge que vivamos um Amor exigente,
jamais coniventes com o pecado!
Como
seguidores do Senhor que somos, um só caminho é possível, mais do que evidente,
que consiste no Caminho do amor que ama o pecador, que elimina todo pecado,
porque puro e verdadeiro.
Assim ama
o Senhor! Assim também devemos amar. Não como juízes do próximo, mas
testemunhas do autêntico amor, pois quem o vive, cumpre plenamente a Lei (cf.
Rm 13,10). Amém.
(1) Leitura breve das vésperas da
segunda-feira da 27ª semana do Tempo Comum.
Apropriado para a passagem do Evangelho de Mateus (Mt 7,1-5)
Não morre para sempre quem tanto amamos
Não morre para sempre quem tanto amamos
“Não se perturbe o vosso coração!
Credes em Deus, crede também em mim.
Na Casa de meu Pai há muitas moradas.
Se não fosse assim, Eu vos teria dito,
porque vou preparar um lugar” (Jo 14,1-2)
Ela veio, não pediu licença, e levou quem eu tanto amava.
Assim ela já fez com tantos que amamos em vida, e a dor deixou.
Tentamos nos reerguer e continuar nossa história,
Redescobrindo a beleza das cores das flores,
com seu perfume exalado,
Convidando-nos a, também,
A redescobrir a beleza da melodia.
Ela veio, sem pedir licença,
porque sabe que jamais permitiríamos
Que ela levasse quem conosco sorrisos partilhava,
Ou, em outros momentos,
nossas lágrimas, com ternura, secava;
Comia conosco o mesmo pão, no mesmo prato,
Por vezes saboroso, e ainda que não o fosse, também o faria.
Ela vem, e leva pessoas que para nós são como anjos;
Que nos falam de Deus, mais que com as palavras, com a vida,
Gestos e exemplos, que continuam falando para sempre,
Em suave e doce lembrança, que nos acompanha em todos os momentos.
Alívio para dores, bem como, em pequenos e grandes sofrimentos.
Ela veio, vem ou virá, em qualquer momento, inevitavelmente.
Ora para levar quem tanto amamos,
ora também para nos levar.
Que ela não venha e nos encontre distantes
d’Aquele que nos prometeu, no céu,
uma divina e eterna morada,
e que não fiquemos perturbados.
Assim cremos, esperamos com Ele
e com todos os que partiram, nos encontrar.
Ela veio e levou sem pedir licença. Levou?
Não, ela não pode levar para sempre quem tanto nos amou.
Ficará para sempre no coração quem tanto amamos,
Até que, no céu, se possa reencontrar, num abraço celestial,
louvores e cantos com todos os anjos e santos. Amém. Aleluia!
Dificuldades e tentações na oração
“A Couraça de São Patrício”
“A Couraça de São Patrício”
Segundo a tradição, São Patrício (padroeiro da Irlanda), teria escrito "Couraça de São Patrício", por volta do ano 433 a fim de invocar a proteção divina, depois de ter convertido com êxito do paganismo ao cristianismo, o rei irlandês e seus súditos.
Embora nos pareça incomum, o termo “couraça” se refere a uma peça de armadura que se usa para uma batalha; em sentido simbólico.
E é deste modo que ele se refere a essa oração como uma verdadeira couraça espiritual de proteção na luta contra o mal, e também podemos rezá-la a fim de vivermos, com coragem, o bom combate da fé.
Oremos:
“Levanto-me, neste dia que amanhece,
Por uma grande força, pela invocação da Trindade,
Pela fé na Tríade,
Pela afirmação da unidade
Do Criador da Criação.
Levanto-me neste dia que amanhece,
Pela força do nascimento de Cristo em Seu batismo,
Pela força da crucificação e do sepultamento,
Pela força da ressurreição e ascensão,
Pela força da descida para o Julgamento Final.
Levanto-me, neste dia que amanhece,
Pela força do amor dos Querubins,
Em obediência aos Anjos,
A serviço dos Arcanjos,
Pela esperança da ressurreição e da recompensa,
Pelas orações dos Patriarcas,
Pelas previsões dos Profetas,
Pela pregação dos Apóstolos
Pela fé dos Confessores,
Pela inocência das Virgens santas,
Pelos atos dos Bem-aventurados.
Levanto-me neste dia que amanhece,
Pela força do céu:
Luz do sol,
Clarão da lua,
Esplendor do fogo,
Pressa do relâmpago,
Presteza do vento,
Profundeza dos mares,
Firmeza da terra,
Solidez da rocha.
Levanto-me neste dia que amanhece,
Pela força de Deus a me empurrar,
Pela força de Deus a me amparar,
Pela sabedoria de Deus a me guiar,
Pelo olhar de Deus a vigiar meu caminho,
Pelo ouvido de Deus a me escutar,
Pela palavra de Deus em mim falar,
Pela mão de Deus a me guardar,
Pelo caminho de Deus à minha frente,
Pelo escudo de Deus que me protege,
Pela hóstia de Deus que me salva,
Das armadilhas do demônio,
Das tentações do vício,
De todos que me desejam mal,
Longe e perto de mim,
Agindo só ou em grupo.
Conclamo, hoje, tais forças a me protegerem contra o mal,
Contra qualquer força cruel que ameace meu corpo e minha alma,
Contra a encantação de falsos profetas,
Contra as leis negras do paganismo,
Contra as leis falsas dos hereges,
Contra a arte da idolatria,
Contra feitiços de bruxas e magos,
Contra saberes que corrompem o corpo e a alma.
Cristo guarde-me hoje,
Contra veneno, contra fogo,
Contra afogamento, contra ferimento,
Para que eu possa receber e desfrutar a recompensa.
Cristo comigo, Cristo à minha frente, Cristo atrás de mim,
Cristo em mim, Cristo em baixo de mim, Cristo acima de mim,
Cristo à minha direita, Cristo à minha esquerda,
Cristo ao me deitar,
Cristo ao me sentar,
Cristo ao me levantar,
Cristo no coração de todos os que pensarem em mim,
Cristo na boca de todos que falarem em mim,
Cristo em todos os olhos que me virem,
Cristo em todos os ouvidos que me ouvirem.
Levanto-me, neste dia que amanhece,
Por uma grande força, pela invocação da Trindade,
Pela fé na Tríade,
Pela afirmação da Unidade,
Pelo Criador da Criação.”
PS: Fonte de pesquisa – “Estudos recentes sugerem que o autor desta oração não seria de fato São Patrício, mas, de qualquer modo, ela reflete muito bem o espírito com que o Apóstolo da Irlanda levou a fé católica a esse país.” – www.aleteia.org
Em poucas palavras...
A virtude moral da justiça
“A justiça é a virtude moral que consiste na constante e firme vontade de dar a Deus e ao próximo o que lhes é devido. A justiça para com Deus chama-se «virtude da religião».
Para com os homens, a justiça leva a respeitar os direitos de cada qual e a estabelecer, nas relações humanas, a harmonia que promove a equidade em relação às pessoas e ao bem comum.
O homem justo, tantas vezes evocado nos livros santos, distingue-se pela retidão habitual dos seus pensamentos e da sua conduta para com o próximo. «Não cometerás injustiças nos julgamentos.
Não favorecerás o pobre, nem serás complacente para com os poderosos. Julgarás o teu próximo com imparcialidade» (Lv 19, 15). «Senhores, dai aos vossos escravos o que é justo e equitativo, considerando que também vós tendes um Senhor no céu» (Cl 4, 1).” (1)
(1) Catecismo da Igreja Católica – parágrafo n.1807.

.jpg)





