quinta-feira, 18 de junho de 2026

Em poucas palavras...

                                                 


Plena confiança na misericórdia divina

“Quando os homens pecam durante muito tempo, rompem os laços de amor e de comunhão, formam-se feridas profundas que não podem cicatrizar-se de repente ou num breve período.

O Senhor faz-Se nosso médico, partilhando nossas dores, chorando e sofrendo conosco, até maturarem dentro de nós os tempos da Salvação.

Quando éramos pecadores, Deus não nos abandonou, pelo contrário, enviou o Seu Filho que padeceu e morreu por nós, para nos reconciliarmos com Ele (cf Rm 5,6-11). Pelas suas Chagas é que fomos curados (1 Pd 2,25).”  (1)

 

(1) Comentário do Lecionário Comentado - Volume I - Tempo Comum Editora Paulus  - pág. 829, sobre a passagem do Livro do Profeta Jeremias (Jr 14,17-22)

 

Quanto maior a escuridão, mais a luz ilumina

                                                          

Quanto maior a escuridão, mais a luz ilumina

O momento atual, que exige de nós o testemunho de uma fé Pascal, que não nos permita vacilar, retomo trechos de quatro músicas, que muito me inspiram neste bom propósito:

“Nada a temer senão o correr da luta. Nada a fazer senão esquecer o medo. Abrir o peito à força numa procura. Fugir às armadilhas da mata escura...” (Milton Nascimento);

Quando tudo está perdido, sempre existe um caminho. Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz...” (Legião Urbana);

 “Ei medo... eu não te escuto mais, você, não me leva a nada. E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou. E se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou...” (Jota Quest).

Quando a sua história tira a minha para dançar. Como bailarina salta e gira sem cansar. Vence a gravidade e fica leve até voar. Vendo a gente toda a gente busca o seu par. Quando um coração se acalma e volta “pro” lugar. A esperança sonolenta acorda e vai brincar. Toda a melodia é um farol guia em alto mar. Quando uma canção consola alguém valeu cantar. Quando uma canção consola alguém valeu cantar” (Oswaldo Montenegro).

Portanto, se o medo tomar conta de nós em algum momento, se a aparente derrota parecer querer devorar nossas forças, que também as canções nos embalem em novos sonhos, novas procuras, novos encontros, que somente se refazem com a presença e a Vida Nova do Ressuscitado. Aleluia!

O perigo da cultura do imediatismo

                                                          

O perigo da cultura do imediatismo

Entre tantas virtudes que devemos cultivar, a paciência é uma das mais importantes.  Virtude do ser humano que consiste na disposição de suportar a adversidade de forma voluntária, enquanto se espera algo bom e melhor.

Mas como sermos pacientes se somos bombardeados pela cultura do imediatismo, que consiste no “alcançar ontem o que queremos hoje”; se basta pararmos um pouco diante das propagandas publicitárias e perceberemos os apelos explícitos e implícitos para o consumo, à satisfação imediata, à voracidade do consumo, às pseudonecessidades?

Mais grave ainda, quando esta cultura passa a determinar nossas relações na família, na Igreja e na sociedade, levando-nos à impaciência de ouvir, esperar, silenciar, acolher o outro com seus problemas e sentimentos.

A cultura do imediatismo sacrifica a virtude da paciência, e faz suas vítimas, influenciando grandemente até mesmo no modo de vivermos nossa relação também com Deus.

Queremos uma religião que nos traga respostas e soluções imediatas: cura, milagres, espetáculo, emoção instantânea (ainda que passageira), prosperidade com matizes de individualismo, relativizando o poder redentor que a Cruz tem.

Renovemos o nosso ardor na promoção da cultura da vida, para não nos curvarmos à cultura do imediato e seus apelos consumistas e individualistas, pois não podemos permitir que o império do imediato sufoque e mate precipitadamente tantas sementes que silenciosamente foram plantadas, cultivadas e nutridas pela força da Palavra de Deus e da linfa vital do Seu Amor presente na Eucaristia.

Ressoem em nosso coração, entre tantas, duas belas Parábolas do Divino Mestre, Jesus, expressão da suprema paciência de Deus com a humanidade, sobretudo com os pecadores, para que se convertam e vivam: a Parábola do joio e do trigo, que retrata a necessária paciência no semear o bem, apesar do mal que também pode ser semeado; e também a Parábola da semente que germina por si só secretamente para produzir frutos no tempo certo, (Mt 13,24-30 e Mc 4,26-29, respectivamente).

Cultivando e amadurecendo a virtude da paciência, sem imediatismos estéreis, façamos florescer e frutificar novos tempos, novas relações, novo modo de viver, superando a cultura do imediatismo e suas trágicas consequências.

Imitemos a irmã terra!

                                                          

                                     Imitemos a irmã terra!
 
Com o a Homilia escrita pelo bispo São Basílio Magno, (séc. IV), reflitamos sobre a importância de saber viver para gerar a vida em favor do outro.
 
Imitai a terra, ó homem! A semelhança dela produza fruto, não te reveles inferior a uma coisa inanimada. Ela nutre frutos não para seu consumo, mas para teu serviço.
 
Tu, no entanto, todo fruto de beneficência que produzisses, colheria para ti mesmo, porque o prêmio das boas obras reverteria a ti.
 
Como o trigo que cai na terra redunda em lucro para o semeador, assim o pão dado ao faminto, grande proveito te trará no futuro.
 
Seja, portanto, o final de tua lavoura o início da sementeira celeste...
 
Ânimo então e reparte de diversos modos as riquezas, sendo liberal e magnânimo nos gastos com os indigentes...
 
Não te alegras, não te regozijas por não teres que ir bater à porta dos outros, mas que eles venham a tua?
 
Agora, no entanto, és rabugento, com dificuldade consegue alguém te falar: evitas encontros; não aconteça teres de abrir mão nem que seja um pouquinho.
 
Conheces só uma frase: ‘Não tenho nem dou; também sou pobre’.
És pobre na verdade, indigente de todo bem; pobre de amor, pobre de bondade, pobre de fé em Deus, pobre de esperança eterna”.
 
Como é empobrecedor não saber partilhar ou dizer que nada temos, ainda que tenhamos.
 
Como fugimos da verdadeira riqueza, quando abraçamos os bens que passam e não os bens que não passam.
 
Com Deus, aprendemos a viver em permanente solidariedade, com olhos voltados para os valores da eternidade, para alcançarmos a verdadeira vida e felicidade.
 
Oremos:
 
Senhor, que meu coração não seja por tantos sentimentos inúteis e estéreis ocupado, Ficando do Teu amor pobremente, miseravelmente esvaziado.
 
Senhor, que minhas mãos não se fechem, em atitude fria e mesquinha
A quem suplica um pedaço de pão e um pouco da atenção minha.
Senhor que eu aprenda com a irmã terra que dá frutos e flores, mas não para si própria.
 
Senhor que eu seja como a irmã terra, dando o melhor de mim não para mim propriamente, mas para o bem do outro.
 
Senhor, que Tu sejas meu Tudo, pois sem Ti, nada tenho; nada possuo. Mas Contigo, nada me falta, porque és a fonte de toda graça e bondade. Amém.

Em poucas palavras...

                                           


O genuíno culto espiritual

“O genuíno culto espiritual não se baseia numa construção material, mas na observância das normas morais especialmente a justiça e o amor fraterno” (1)

(1) Comentário do Missal Cotidiano sobre a passagem do Livro do Profeta Jeremias (Jr 7,1-11) - Edições Paulinas - pág. 1069

 

Em poucas palavras... (Pai- Nosso)

                                                                


A Oração do “Pai Nosso”: compêndio do Evangelho

“Embora seja uma oração breve, o ‘Pai nosso’ sintetiza tudo o que Jesus viveu e sentiu a propósito de Deus e dos seus projetos.

Constitui também um resumo de tudo o que Jesus disse e ensinou, um verdadeiro compêndio do Evangelho.

Faz todo o sentido, portanto, que esta seja a oração dos discípulos de Jesus; faz todo o sentido que, sempre que os discípulos se reúnem à volta da mesa eucarística, rezem ‘a oração que Jesus ensinou’.” (1)

 

(1)               www.dehonianos.org

Em poucas palavras...

                                                           


Eucaristia autêntica: passagens necessárias

“Toda a vida cristã é contínua ‘passagem’, da morte do pecado à vida da graça, de uma vida a uma ‘mais-vida’, do egoísmo ao amor.

Dá-se deveras esta ‘passagem’? Todo dia? Num surto de doação sempre generosa aos irmãos, como Cristo, que morreu por nós?

Se não, a Eucaristia, nossa páscoa, é mera cerimônia, nada diz à vida; faltar-nos-á alegria, porque não somos ‘ressuscitados’” (1)

 

(1)               Comentário do Missal Cotidiano - Editora Paulus sobre a passagem do Livro do Êxodo (Êx 11,10-12.14)- pág. 1037

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4º Bispo da Diocese de Guanhães - MG