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quinta-feira, 18 de junho de 2026
“Perdoai-nos as nossas ofensas”
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“As três ou quatro Palavras” que o Senhor nos ensinou..."
três ou quatro Palavras.
desaparecer e perder-se.
carregado de todos os pecados do mundo.
No “Pai-Nosso”, tudo que precisamos, encontramos
No “Pai-Nosso”, tudo que precisamos, encontramos
Sejamos enriquecidos por este texto da Carta a Proba, de Santo Agostinho, bispo (Séc. V), sobre a oração do “Pai-Nosso”.
“Quem diz, por exemplo: Sê glorificado em todos os povos, assim como foste glorificado em nós (Eclo 36,3) e: Sejam reconhecidos fiéis os Teus profetas (Eclo 36,15), o que diz senão: Santificado seja o Teu nome?
Quem diz: Deus dos exércitos, converte-nos e mostra Tua face e seremos salvos (Sl 79,4), o que diz senão: Venha o Teu reino?
Quem diz: Orienta meus caminhos segundo Tua palavra e nenhuma iniquidade me dominará (Sl 118,133), o que diz senão: Seja feita Tua vontade assim na terra como no céu?
Quem diz: Não me dês indigência nem riquezas (Pr 30,8) o que diz senão: O pão nosso de cada dia dá-nos hoje?
Quem diz: Lembra-Te, Senhor, de Davi e de sua mansidão (Sl 131,1) ou Senhor, se assim agi, se há iniquidade em minhas mãos, se paguei o bem com o mal (cf. Sl 7,14), o que diz senão: Perdoa nossas dívidas assim como perdoamos a nossos devedores?
Quem diz: Arrebata-me de meus inimigos, ó Deus, e dos que se levantam contra mim liberta-me (Sl 58,2), o que diz senão: Livra-nos do mal?
E se percorreres todas as palavras das santas preces, em meu parecer, nada encontrarás que não esteja contido nesta oração dominical ou que ela não encerre. Por isto cada qual ao orar é livre de dizer estas ou aquelas palavras, mas não pode sentir-se livre de dizer coisa diferente.
Sem a menor dúvida, é isso que devemos pedir na oração, por nós, pelos nossos, pelos estranhos e até pelos inimigos; uma coisa para este, outra para aquele, conforme o parentesco mais próximo ou mais afastado, segundo brote ou inspire o sentimento no coração do orante.
Sabes, agora, assim penso, não apenas como rezar, mas o que rezar; não fui eu o mestre, mas aquele que se dignou ensinar-nos a todos nós.
A vida feliz, a ela temos de tender, temos de pedi-la ao Senhor Deus. O que seja ser feliz tem sido muito e por muitos discutido. Nós, porém, para que irmos atrás de muitos e de muitas coisas?
Na Escritura de Deus, com toda a verdade e concisão, se diz: Feliz o povo que tem por Senhor o próprio Deus (Sl 143,15). Para sermos deste povo, chegar a contemplar a Deus e com ele viver sem fim, a meta do preceito é a caridade com um coração puro, consciência boa e fé sem hipocrisia (cf. 1Tm 1,5).
Nestes três objetivos, a esperança corresponde à boa consciência. Portanto a fé, a esperança e a caridade levam a Deus o orante, aquele que crê, que espera, que deseja e que presta atenção ao que pede ao Senhor na oração dominical.”
De fato, nada encontraremos que não esteja contido na oração do Senhor, o “Pai Nosso” (cf. Mt 6,7-15; Lc 11,1-4).
Portanto, devemos rezá-la sempre com amor e confiança, procurando viver o que rezamos no cotidiano, nas pequenas e grandes ações de nossas vidas.
“Pai Nosso que estais nos céus...”
Rezemos o “Pai-Nosso” com humildade e confiança
Rezemos o
“Pai-Nosso” com humildade e confiança
Reflitamos
sobre a Oração do Senhor, o “Pai-Nosso”, à luz do Tratado de São Cipriano,
bispo e mártir. (Séc. III),
“Haja
ordem na palavra e na súplica dos que oram, tranquilos e respeitosos. Pensemos
estar na presença de Deus. Sejam agradáveis aos olhos divinos a posição do
corpo e a moderação da voz. Porque se é próprio do irreverente soltar a voz em
altos brados, convém ao respeitoso orar com modéstia. Por fim, ensinando-nos,
ordenou o Senhor orarmos em segredo, em lugares apartados e escondidos, até nos
quartos, no que auxilia a fé por sabermos estar Deus presente em toda a parte,
ouvir e ver a todos e na plenitude de sua majestade penetrar até no mais
oculto. Assim está escrito: Eu sou Deus
próximo e não Deus longínquo. Se se esconder o homem em antros, acaso não o
verei Eu? Não encho o céu e a terra? E de novo: Em todo lugar os olhos de Deus
veem os bons e os maus.
Quando
nos reunimos com os irmãos e celebramos com o sacerdote de Deus o sacrifício
divino, temos de estar atentos à reverência e à disciplina devidas.
Não
devemos espalhar a esmo nossas preces com palavras desordenadas, nem lançar a
Deus com tumultuoso palavrório os pedidos, que deveriam ser apresentados com
submissão, porque Deus não escuta as palavras e sim o coração.
Com
efeito, não se faz lembrado por clamores Aquele que vê os pensamentos, como o
Senhor mesmo provou ao dizer: Que estais
pensando de mal em vossos corações? E em outro lugar: E saibam todas as Igrejas
que eu sou quem perscruta os rins e o coração.
Ana,
no Primeiro Livro dos Reis, como figura da Igreja, tem esta atitude, ela que
suplicava a Deus não aos gritos, mas silenciosa e modesta, no mais secreto do
coração. Falava por prece oculta e fé manifesta, falava não com a voz, mas com
o coração, pois sabia ser assim ouvida pelo Senhor. Obteve plenamente o que
pediu porque o suplicou com fé. A Escritura divina declara: Falava em seu coração, seus lábios moviam-se, mas não se ouvia som
algum e o Senhor a atendeu. Lemos também nos salmos: Rezai em vossos corações e compungi-vos em vossos aposentos.
Através de Jeremias ainda o mesmo Espírito Santo inspira e ensina: No coração deves ser adorado, Senhor.
O
orante, irmãos caríssimos, não ignora por certo como o publicano orou no
templo, com o fariseu. Não com olhos orgulhosos levantados para o céu nem de
mãos erguidas com jactância, mas batendo no peito, confessando os pecados
ocultos em seu íntimo, implorava o auxílio da misericórdia divina. Por que o
fariseu se comprazia em si mesmo, mais mereceu ser santificado aquele que
rogava sem firmar a esperança da salvação na presunção de sua inocência, já que
ninguém é inocente; rezava, porém, reconhecendo seus pecados; e atendeu ao
orante aquele que perdoa aos humildes.”
Sendo
o “Pai-Nosso” a oração que o Senhor nos ensinou, não podemos rezá-la de
qualquer modo, pois a oração deve brotar do coração humilde e confiante.
Concluímos
com uma das motivações para a Oração do “Pai-Nosso”, quando celebramos a Santa
Missa:
- "Guiados pelo Espírito Santo, que ora em nós e por nós, elevemos as mãos ao Pai e rezemos juntos a oração que o próprio Jesus nos ensinou: Pai nosso..."
Rezando com os Salmos - Sl 56(57)
Peregrinamos confiantes sob a sombra do
Altíssimo
“–1 Ao
maestro do coro. Conforme a melodia
“Não
destruas”. Poema de Davi.
Quando
fugindo de Saul, escondeu-se na caverna.
–2 Piedade, Senhor,
piedade,
pois em vós se abriga a minh'alma!
– De vossas asas, à sombra, me achego,
até que passe a tormenta, Senhor!
–3 Lanço um grito ao Senhor Deus Altíssimo,
a este Deus que me dá todo o bem.
=4 Que me envie do céu sua ajuda
e confunda os meus opressores!
Deus me envie sua graça e verdade!
–5 Eu me encontro em meio a leões,
que, famintos, devoram os homens;
– os seus dentes são lanças e flechas,
suas línguas, espadas cortantes.
–6 Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus,
vossa glória refulja na terra!
–7 Prepararam um laço a meus pés,
e assim oprimiram minh'alma;
– uma cova me abriram à frente,
mas na mesma acabaram caindo.
–8 Meu coração está pronto, meu Deus,
está pronto o meu coração!
–9 Vou cantar e tocar para vós:
desperta, minh'alma, desperta!
– Despertem a harpa e a lira,
eu irei acordar a aurora!
–10 Vou louvar-vos, Senhor, entre os povos,
dar-vos graças, por entre as nações!
–11 Vosso amor é mais alto que os céus,
mais que as nuvens a vossa verdade!
–12 Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus,
vossa glória refulja na terra!”
O Salmo 56(57) é uma Oração da manhã numa aflição, e como nos
falou Santo Agostinho, este Salmo canta a Paixão do Senhor:
“O
Salmista sabe que está seguro sob a proteção de Deus; mesmo quando habita no
meio de gente violenta. Sua firme esperança o leva a sentir-se salvo e suscita
nele a ação de graças.”(1)
Experimentemos também nós a força e presença divina nos momentos
de aflição por que possamos passar, e renovemos em cada Eucaristia as forças
necessárias para que carreguemos as cruzes cotidianas das aflições ou de
quaisquer outros nomes. Amém.
(1)
Comentário da Bíblia Edições CNBB – pág. 773
O Pão da Vida, dai-nos, Senhor
O Pão da Vida, dai-nos, Senhor
À luz do Tratado sobre os Mistérios, escrito pelo bispo Santo Ambrósio (Séc. IV), reflitamos sobre a Eucaristia aos neófitos.
“O povo purificado, enriquecido com estas vestes, adianta-se para o altar de Cristo, dizendo: E entrarei até o altar de Deus, do Deus que alegra a minha juventude.
Despidas as vestimentas do antigo erro, renovada a juventude como a da águia, apressa-se em ir participar do celeste banquete. Chega, e, ao ver a ornamentação do santo altar, exclama: O Senhor é meu pastor, nada me falta; levou-me a boas pastagens. Conduziu-me às águas da quietude. E mais adiante: Mesmo que caminhe em meio às sombras da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo. Teu cajado e teu bastão são meus arrimos. Preparaste diante de mim uma mesa contra aqueles que me perseguem. Ungiste com óleo minha cabeça e como é luminoso teu cálice embriagador!
Coisa admirável o ter Deus feito chover o maná para sustentar com o alimento celeste os patriarcas. Por isso se disse: O homem comeu o pão dos anjos. No entanto, aqueles que comeram deste pão, todos eles morreram no deserto; o alimento, porém, que tu recebes, pão vivo que desceu do céu, comunica a substância da vida eterna e quem quer que dele comer não morrerá eternamente, pois é o corpo de Cristo.
Considera agora qual deles é de maior valor: o pão dos anjos ou a carne de Cristo, que é o corpo da vida. Aquele maná vem do céu; este está acima do céu. Aquele, do céu; este, do Senhor dos céus. Aquele é corruptível, se guardado para o dia seguinte; este é totalmente imune de corrupção e quem o tomar piedosamente não poderá experimentar a corrupção.
Para aqueles brotou a água da pedra; para ti, o sangue de Cristo. Àqueles, por um momento, a água saciou; a ti o sangue do Senhor refresca para sempre. O povo antigo bebe e tem sede; tu, ao beberes, não podes mais sentir sede, pois, de fato, aquilo era sombra, enquanto isto é realidade.
Se já admiras a sombra, qual não será tua admiração da realidade? Escuta como é sombra o acontecido aos patriarcas: Bebiam da pedra que os seguia; a pedra era Cristo. Mas Deus não se agradou de muitos deles, pois caíram mortos no deserto. Estas coisas foram feitas em figura para nós. Conheces agora o que tem maior valor: a luz supera a sombra; a realidade, a figura; o corpo do Criador vale mais do que o maná do céu.” (1)
A Eucaristia é o alimento indispensável para que vivamos a graça do batismo, e darmos testemunhos da fé, esperança e caridade, virtudes divinas que nos movem, sobretudo para nós, peregrinos da esperança.
Neófitos (recém-batizados) ou não, todos precisamos deste alimento salutar e de eternidade.
Fundamental que participemos dominicalmente das Missas e tanto quanto possível das Missas nos dias da semana.
A Eucaristia é o ponto alto e a fonte de toda a nossa vida, para carregarmos com fidelidade nossa cruz de cada dia com suas renúncias necessárias.
(1) Liturgia das Horas - oportuna para aprofundamento da passagem do Evangelho de João (Jo 6, 24-35) proclamada no 18º Domingo do Tempo Comum.
A vida é um dom precioso de Deus







