sábado, 13 de junho de 2026

Santo Antônio: luminar divino

                                                             

Santo Antônio:  luminar divino

A Igreja assistida pelo dom do Espírito Santo, em cada tempo tem seus luminares que escrevem belas histórias, deixando pegadas a serem trilhadas, na mais perfeita fidelidade ao Caminho que é Cristo Jesus, porque é um maravilhoso luminar divino.

Trilhar as pegadas de Santo Antônio é viver a fidelidade apaixonada e incondicional a Cristo; a humildade, numa vida doada sem medida e com paixão, como puro grão de trigo que aceita a inevitabilidade da morte, ainda que precocemente a fim de que o outro tenha vida. São pegadas que apontam para a eternidade de Deus – Céu – desde a terra, na solidariedade e compaixão para com os pobres, visibilidade de Deus.

Num mundo pós-moderno que muitas vezes promove a cultura da morte, os pensamentos de Santo Antônio nos ajudam a promover a cultura da vida e da paz, porque possuidor de um saber divino que ilumina em todo tempo.

A consciência de que somos meros instrumentos na mão de Deus e que d’Ele tudo procede e para Ele tudo retorna. A Deus toda honra, glória, poder e louvor:

“Como os raios se desprendem das nuvens, assim também dos santos pregadores emanam obras maravilhosas. Disparam os raios, enquanto cintilam os milagres dos pregadores; retornam os raios, quando os pregadores não atribuem a si mesmos as grandes obras que fazem, mas à graça de Deus”.

E ainda: “Quem não pode fazer grandes coisas, faça ao menos o que estiver na medida de suas forças; certamente não ficará sem recompensa”.

Num mundo globalizado, marcado por rancores e seduções que afastam culturas e povos, a simplicidade de seu discurso e o necessário esforço de superação na força da Oração:

“Como as abelhas, assim o bom cristão deve movimentar-se prontamente e com o ferrão de sua boa consciência e da Oração, tem que perseguir sem cansar os intrusos até expulsá-los para fora da colmeia de seu coração.”

Dom Luiz: 50 anos de vida Sacerdotal


Dom Luiz: 50 anos de vida Sacerdotal

Uma história de amor e alegria em servir

A Diocese de Guarulhos-SP, celebrava em junho de 2009, o Jubileu Sacerdotal de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, hoje na glória da eternidade.

Em nome do Conselho de Presbíteros e da Igreja de Guarulhos, elevamos a Deus, boníssimo e providente, Orações de súplicas, louvores e ação de graças pelo seu Jubileu.

Ação de Graças a Deus por ter dado a Sua Igreja um Presbítero, que no Batismo recebeu o nome de Luiz Gonzaga, para com amor e alegria servir ao povo de Deus.

Mais tarde com a Ordenação Episcopal, como Apóstolo, foi chamado e enviado por Deus para perenizar a Obra dos Apóstolos que Jesus iniciou, com a unção e o sopro do Espírito.

Ação de Graças pelo seu ministério, sendo a maior parte dele dedicado à Diocese de São João da Boa Vista – SP, e quase vinte frutuosos anos à nossa Diocese. Lá como zeloso e dedicado Sacerdote, aqui como Bispo e Pastor.

Louvores a Deus pelo seu incontestável amor pela Eucaristia, carinho e apreço pelo Seminário, a fim de que as comunidades tenham dignos e bons pastores.

Louvores a Deus também pelo seu esforço de inserção na dura realidade da Cidade de Guarulhos, desde sua chegada, procurando respostas aos incontáveis desafios e interpelações do rebanho, por Deus e pela Igreja confiados.

Louvores pela sua presença em nosso meio que, para além de todos os limites que carregamos, deixa transparecer a presença do Bom Pastor.

Louvores pelo incansável e ardoroso pastoreio motivado pelo seu Lema Episcopal. Ressoam aqui as palavras do Bispo Santo Agostinho:

“A fraqueza da criatura cede o poder do Criador e a vaidade dos afetos egoístas dissolve-se diante do amor universal”, enquanto João Batista do fundo da nossa angústia nos grita a misericórdia de Jesus Cristo: "É necessário que Ele cresça e eu diminua" (Jo 3,30).

Evangelizar é mostrar Jesus, como João Batista: “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1,29), e isto D. Luiz o faz com todo empenho, numa vida marcada pela simplicidade, despojamento e pobreza.

Louvores pelas tantas vezes que, falando e testemunhando com a vida, nos exorta a resplandecer a face de Jesus, sendo o amor de Jesus para o outro; coerência entre o que se diz, a fé que se professa e a vida que se vive. Ensina-nos que é preciso mergulhar sempre no coração de Jesus para tê-lo no coração.

Súplicas a Deus pela sua saúde. Somos testemunhas de tantas vezes, a cruz da enfermidade carregada, sem esmorecimento, lamentos, mas com muita confiança, coragem e serenidade.

Súplicas para que sua vida entregue e doada livremente por amor, seja por Deus abençoada e recompensada.

Súplicas para que seja sempre como barro nas mãos do oleiro, um vaso precioso de argila, com um coração plenificado com a água do Espírito Santo em incontáveis Eucaristias e continue transbordando sobre o rebanho carinho, alegria e amor.

Concluímos com estas palavras dirigidas a Dom Luiz:

“Se nossas palavras ainda portarem algum quê de pobreza, continue fazendo da Palavra de Deus sua mais bela e preciosa riqueza;

Se nossas palavras não forem pão que sacia e alegra o coração, continue se alimentando de Cristo, o mais belo e precioso Pão que, como Sacerdote, partiu,  comungou e distribuiu com amor e dedicação ao longo destes cinquenta anos.

Amparado, amado, acompanhado pelo Imaculado Coração de Maria, Padroeira de nossa Diocese, graças e Bênçãos jamais faltarão, porque abundantemente serão derramadas".


P S: Celebramos em 13 de junho de 2013, a Páscoa de Dom Luiz, Bispo Emérito de Guarulhos, que tendo combatido o bom combate da fé, o Senhor lhe conceda a Coroa da Glória. 

“As três despedidas”

                                                   

“As três despedidas”

Celebramos dia 13 de junho de 2013 a passagem do terceiro Bispo da Diocese de Guarulhos – SP, para a eternidade: Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, Bispo Emérito da Diocese de Guarulhos-SP.

Em uma das Missas de corpo presente, presidida por Dom Odilo Pedro Scherer, Cardeal de São Paulo, ele destacou “três despedidas” em sua pregação.

A primeira despedida: de Paulo a Timóteo.  
A primeira Leitura (2Tm 4, 1-8) falava que o Apóstolo Paulo, pronto para ser oferecido em sacrifício, preso, exorta a coragem, a fidelidade do jovem Timóteo no testemunho da fé.

Notável a serenidade, a confiança do Apóstolo, a certeza de o melhor ter feito em nome do Senhor. A certeza de ter completado a corrida, combatido o bom combate da fé, e agora rumando para a eternidade, para a coroa da justiça receber.

Paulo crendo no Cristo Ressuscitado fincou âncoras na eternidade, na morada do Pai. Terminou a vida no tempo presente com o mais belo sentimento: “valeu a pena ter vivido, ter amado, ter o Cristo seguido, para a certeza da vida eterna ter conseguido. Valeu a pena...”

A segunda despedida: de Jesus aos discípulos (cf. Jo 14,1-12).
Num contexto de Ceia, pão e vinho partilhado, Paixão anunciada e tão brevemente acontecida. Diante da morte certa e iminente, o Divino Mestre aponta o destino de todos que creem: a morada eterna. Não apenas aponta, mas Se faz o próprio Caminho, Verdade e Vida.

Na possibilidade do desespero, desânimo, recuos, abandono, Jesus assegura que Ele e somente Ele pode nos conduzir ao céu, ao Pai.

Despede-Se plantando a certeza de que não ficaremos sós. Que a morte não terá a última palavra, mas se tornará passagem para a vida que não conhece fim – Ele é a Ressurreição e a Vida. Despede-Se assegurando que vale a pena ser fiel ao Projeto de Deus, porque contamos com a força e vida do Espírito que nos eterniza.

A terceira despedida: da Igreja reunida a D. Luiz, nosso pai, pastor e amigo.
Despedir-se de Dom Luiz com sentimentos profundos no coração, mas sem a perda da serenidade e da confiança, à luz destas mesmas Palavras por ele tantas vezes pregada, testemunhada, em corações plantadas, e muitas almas iluminadas.

Despedir-se com a certeza de que ele foi para Deus, está junto d’Ele, porque soube, como humilde servo, com suas limitações e imperfeições da natureza humana, colocar-se com sabedoria e espírito de profecia em defesa da vida.

Um momento forte, inesquecível, que jamais sairá de nossa mente e coração, a Missa do início ao final, seguida do sepultamento.
                                                         
A dor da morte presente, a alegria da Vida Nova que brota da, Páscoa mais que presente, transbordante, radiante.

Lágrimas sim, mas de saudade do vazio da física ausência, para regar as sementes tantas que no coração ele plantou, sobretudo, em seus quase vinte anos de Episcopado em nossa Diocese.

Que Dom Luiz, no repouso eterno, contemple a face do Pai e esteja no maior esplendor da luz eterna, acolhido pelos Anjos e Santos na eternidade, e de modo especial a Mãe Maria, pela tamanha devoção tinha.

Saudades sentimos, mas deixarão de existir quando também partirmos e fizermos o reencontro com todos os que estão na comunhão dos Santos.

Por ora, combatamos o bom combate da fé para merecermos gozar as delícias da eternidade.

D. Luiz, há trezeanos no repouso eterno!

D. Luiz, há treze anos no repouso eterno!

No dia 13 de junho de 2013, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, segundo Bispo de nossa Diocese fez sua passagem para a eternidade, e com ela a separação provisória, para que possamos nos encontrar, um dia, na eternidade, na glória de Deus. Assim cremos e esperamos, à luz da fé que professamos.

Dom Luiz fez sua Páscoa, depois de ter concluído o bom combate da fé, completado a corrida, se apresentado para receber a coroa prometida, entrou na glória dos céus, como nos fala o Apóstolo Paulo (2Tm 4, 7-8).

Cremos que ele foi receber do Pai a morada, que nos falou o Senhor através do Evangelho de São João – “Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, Eu vo-lo teria dito; vou preparar-vos lugar. E, se Eu for e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos tomarei para mim mesmo, para que onde Eu estiver estejais vós também.” (Jo 14,2-3).

Com os olhos da contemplação, vejo D. Luiz nos céus, pois morrer é entrar nesta plenitude de amor, que ocorre com a inevitabilidade nossa morte.

Com mesmo olhar, o vejo no lugar por Deus preparado para aqueles que O amam, e somos testemunhas de quão imenso era o amor de D. Luiz por Deus Uno e Trino: “O que os olhos não viram, nem os ouvidos ouviram, nem o coração humano imaginou, tais são os bens que Deus tem preparado para aqueles que O amam” (1Cor 2,9).

Também o contemplo com os Anjos e Santos/as, e, de modo especial, na presença amorosa da Mãe de Jesus, por quem ele tinha imensurável devoção, e com todos aqueles que foram considerados dignos de participar do Banquete Eterno.

Ao encontro de Deus, D. Luiz correu com ávida sofreguidão, em incansável defesa da vida, de sua dignidade e sacralidade, da concepção ao seu declínio natural, sobretudo na denúncia de mentalidades e práticas favoráveis ao aborto.

À luz das palavras do Bispo Santo Agostinho, professo minha fé crendo que ele contempla o jardim do Senhor, em que encontramos  não apenas as rosas dos mártires, mas também os lírios das virgens, as heras dos casados, as violetas das viúvas.

Saudade de nosso D. Luiz. Lembro-me dele nem tanto pela erudição, mas, sobretudo, pela sabedoria divina vivida pelos simples, despojamento, pobreza, confiança incondicional no Senhor.

Um homem amigo de Jesus, logo amigo da humanidade; apaixonado pela vida, sedento da Sabedoria Divina, para que à luz dela pudesse tornar mais claro os momentos sombrios e obscuros de nossa vida.

Verdadeiramente enamorado do Senhor e sedento de Seu amor, para ser d’Ele sal, fermento e luz. Para ter sido, e sem dúvida ele foi, um grão de trigo caído por terra que morreu para não ficar só, morrendo produziu muitos frutos, como está profetizado.

Com imensa saudade do grande pai, irmão e amigo que foi D. Luiz para todos nós, contemplo a sua história com um olhar marcado por matizes Pascais.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

No coração de Maria, o fogo da caridade inflamava... (Imaculado Coração de Maria)

                                                    

No coração de Maria, o fogo da caridade inflamava...

À luz do Sermão do Bispo São Lourenço Justiniano  (Séc. XVIII), contemplemos  o Imaculado Coração de Maria.

“Maria refletia consigo mesma em tudo quanto tinha conhecido, através do que lia, escutava e via; assim, progredia de modo admirável na fé, na sabedoria e em méritos, e sua alma se inflamava cada vez mais com o fogo da caridade!

O conhecimento sempre mais profundo dos Mistérios celestes a enchia de alegria, fazia-lhe sentir a fecundidade do Espírito, a atraía para Deus e a confirmava na sua humildade.

Tais são os efeitos da graça divina: eleva do mais humilde ao mais excelso e vai transformando a alma de claridade em claridade.

Feliz o coração da Virgem que, pela luz do Espírito que nela habitava, sempre e em tudo obedecia à vontade do Verbo de Deus.

Não se deixava guiar pelo seu próprio sentimento ou inclinação, mas realizava, na sua atitude exterior, as insinuações internas da sabedoria inspiradas na fé.

De fato, convinha que a Sabedoria de Deus, ao edificar a Igreja para ser o templo de Sua morada, apresentasse Maria Santíssima como modelo de cumprimento da lei, de purificação da alma, de verdadeira humildade e de sacrifício espiritual.

Imita-a tu, ó alma fiel! Se queres purificar-te espiritualmente e conseguir tirar as manchas do pecado, entra no templo do teu coração.

Aí Deus olha mais para a intenção do que para a exterioridade de tudo quanto fazemos.

Por isso, quer elevemos nosso espírito à contemplação, a fim de repousarmos em Deus, quer nos exercitemos na prática das virtudes para sermos úteis ao próximo com as nossas boas obras, façamos uma ou outra coisa de maneira que só a caridade de Cristo nos impulsione.

É este o sacrifício perfeito da purificação espiritual, que não se oferece em templo feito por mão humana, mas no templo do coração onde Cristo Senhor entra com alegria”. (1)

Entremos em Oração contemplando aquela que teve o coração puro, totalmente aberto e disponível para Deus, em perfeita sintonia e comunhão com o Coração de seu Filho!

Que o nosso coração, também puro seja, e bata na perfeita sintonia com mais Belos Corações!

Aquecidos e iluminados pelo Fogo da Caridade, pelo Fogo do Espírito, também seja ricamente inflamado, para que Templos do Eterno, correspondamos em palavras e ações, por nos ter divinizado. Amém!


(1) Liturgia das Horas Vol. III – p. 1330-1331.

Iluminando as profundezas de nosso coração (Imaculado Coração de Maria)

                                                               

Iluminando as profundezas de nosso coração

Meditemos sobre o Imaculado Coração de Maria, memória litúrgica obrigatória para todos os católicos desde 1996, conforme definição do Papa São João João Paulo II.  

Meditando sobre seu Imaculado Coração, a profundeza de nosso coração ficará iluminada, pois mergulharemos num abismo de pureza e luz, graça e paz...

A promoção desta devoção litúrgica começou em 1648, com São João Eudes. O Papa Pio VII, em 1805, autorizou a celebração da Festa Litúrgica. Na revelação de Fátima, a devoção se fortaleceu. Em 1942 Pio XII consagrou o mundo ao Imaculado Coração de Maria.

Finalmente o Papa João Paulo II, em 1984, voltou a consagrar o mundo todo ao mesmo Imaculado Coração.

O Imaculado Coração da Mãe conduz ao Sagrado Coração do Filho, pois “Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus” (Mt 5,8).

Maria, pela pureza de coração, preservada do pecado e possuidora de absoluta fidelidade ao Projeto Divino, contempla a face de Deus. Seu Coração não se dividiu entre o querer de Deus e vontades próprias: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim a Vossa vontade!”.

O mundo jamais conheceu quem tamanha pureza de coração possa ter; e por isto cremos, piamente, que ela vê a Deus e nos aponta o caminho para até Ele chegar.

O Imaculado Coração de Maria está em profunda sintonia com o Sagrado Coração de Jesus, porque ambos expressam o abismo de amor e fidelidade ao Pai. São ligados pela graça do Espírito Santo, tanto no tempo como na eternidade.

O Coração de Maria bate em sintonia com o Coração do Filho; o Coração do Filho bate em sintonia com o coração da Mãe. Não houve, até então, mais perfeita sintonia, reveladora da mais perfeita harmonia.

Somente numa afinação com estes dois Corações é que nosso coração conhecerá o gozo, a alegria, a paz, a felicidade tão almejada, mas em tantos caminhos errados procurados...

Imaculado Coração de Maria aponta para o Sagrado Coração, fornalha ardente de Caridade, do qual nascemos; do qual nos alimentamos. Coração trespassado pela lança do qual jorrou Sangue e Água (Jo 19,34).

Contemplar o Imaculado Coração de Maria é ter certeza de que a pureza nos levará ao fim sem fim: a eternidade, experimentando no tempo presente o gosto de eternidade, pois como disse Santo Agostinho: “lá descansaremos e veremos, veremos e amaremos, amaremos e louvaremos. Eis a essência do fim sem fim. E que outro fim mais nosso que chegarmos ao reino que não terá fim?” (cf CIC. 1720).

Imaculado Coração de Maria, como grande Arca da Aliança, depósito de sabedoria, espaço do recolhimento, da meditação, da contemplação, da procura incansável dos Mistérios e desígnios divinos.

No mais profundo de seu ser as virtudes apreciadas pelo Senhor, geradoras de novos pensamentos, sonhos e atitudes... Abismo de virtudes e atitudes: contemplação, acolhida, caridade, simplicidade, humildade, misericórdia, amor a Deus vivenciado nas relações cotidianas de fraternidade e ternura, esperança contra toda falta de esperança.

Fixemos nosso olhar no Imaculado Coração de Maria, inevitavelmente chegaremos até o Coração de Seu Filho. Seremos renovados na fidelidade do Evangelho, revigorados no Batismo, nutridos pela Eucaristia, saborearemos o gosto do céu, gosto de eternidade, o gosto do amor.

Pureza de coração é condição para se chegar até Deus, porque a pureza na terra nos aproxima de Deus, no amor que passa pelos pobres. 

Como disse o Papa Bento XVI, em sua Encíclica  "Deus Caritas est": “o amor ao próximo é também uma estrada para chegar até Deus. Não amar o próximo é tornar-se cego de Deus”.

Meditando sobre o Imaculado Coração de Maria,
a profundeza de nosso coração ficará iluminada,
pois mergulharemos num abismo
de pureza e luz, graça e paz…

Só podia ser... (Sagrado Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria)

                                                        

                                            Só podia ser... 

Só podia ser...

Nascer do Coração Imaculado de Maria, alma pura e sem mancha,

Aquele que purificaria a humanidade!

 

Nascer do Coração Imaculado de Maria, coração pleno de ternura,

Aquele que é Fonte de toda ternura!


Nascer do Coração Imaculado de Maria, Mãe do Puro Amor,

Aquele que a humanidade, até o fim Amou.


Nascer do Coração Imaculado de Maria, coração indiviso à Vontade Divina,

Aquele que foi Todo fidelidade a Deus!


Nascer do Coração Imaculado de Maria, coração radiante,

Aquele que irradiou ao mundo os bens mais necessários!

 

Nascer do Coração Imaculado de Maria, coração alegre,

Aquele que sem o qual não encontramos alegria!

 

Nascer do Coração Imaculado de Maria, Mãe do Bendito Fruto,

Aquele que é o Fruto dos frutos de Deus!

 

Nascer do Coração Imaculado de Maria, pleno de esperança,

Aquele que reacende no coração esta preciosa chama!

 

Nascer do Coração Imaculado de Maria, coração transparente,

Aquele que nos revela plenamente a Face de Deus.

 

Nascer do Coração Imaculado de Maria, apaixonada pela vida,

Aquele que uma vez conhecido, quem por Ele não se apaixona?

Nascer do Coração Imaculado de Maria, coração singelo e meigo,

Aquele que é singeleza e meiguice divina no resgate da vida.

Nascer do Coração Imaculado de Maria, coração que perdoa,

Aquele que da humanidade é Fonte de redenção.


Nascer do Coração Imaculado de Maria, coração solidário,

Aquele que é a Solidariedade divina com a humanidade decaída pelo pecado.

 

Nascer do Coração Imaculado de Maria, coração pleno de virtudes,

Aquele que é pleno de carismas, virtudes em infinidade.

 

Nascer do Coração Imaculado de Maria, coração plenamente livre,

Aquele que é a Verdade que nos Liberta!

 

Nascer do Coração Imaculado de Maria, coração iluminado,

Aquele que iluminou a escuridão das almas.

 

Nascer do Coração Imaculado de Maria, coração iluminado, pleno de luz, Aquele que das nações é a Eterna Luz!

 

Nascer do Coração Imaculado de Maria, coração cristalino,

Aquele que é Fonte de toda Água cristalina que nossa sede sacia!

Nascer do Coração Imaculado de Maria, coração inebriante,

Aquele que na Cruz, o Sangue derramaria, Sangue inebriante, que nos redime, inebria, presente na Eucaristia! 

Só podia ser...

Nascer do Coração Imaculado de Maria... 

E o que pode nascer de nosso coração?

 

PS: Poesia inspirada em Isaías 61,9-11, de modo especial, versículo 11 – “Assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Senhor Deus fará germinar a justiça e a Sua glória diante de todas as nações”.

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