sexta-feira, 5 de junho de 2026

Como Deus nos ama!

                                                       


Como Deus nos ama!

Sim, como te amo! Sou Aquele que te ama muito mais,
Muito mais que tudo e que todos, e o que mais possas pensar.
Amo-te imensuravelmente, desde sempre e para sempre.

Amo-te, ainda que de mim não te lembres,
Ainda que me traias ou ainda que me esqueças,
Ainda que me ignores, me negues, e proclames minha morte.

Amo-te simplesmente porque te amo,
E esperando tão apenas ser amado.
Compreendo que teu amor é inconstante.

Amo-te, ainda que anuncies a minha morte,
Ainda que te isoles em sofrível solidão,
Vou ao teu encontro, carrego-te no coração.

Amo-te e compreendo que por vezes teu amor
É minguante, minguado, crescente, plenamente.
Não amo em tua medida, pois me negaria.

Criei-te por amor, no amor e para o amor.
Pensei-te, predestinei-te a ser santo e irrepreensível,
Para viveres sob o meu olhar, no calor de meu Amor.

Como te amo, como exalo de paixão por ti!
Se soubesses como podes ser feliz.
Quando não és feliz, transpiro por ti compaixão.

Felicidade verdadeira somente encontrarás
Se ao meu Amor souberes corresponder,
Se te entregares sem medo, sem reservas.

Somente assim sei te amar.
Ama-me como Eu te amo
E saberás o que é ser feliz. 

Peregrinar na esperança e irradiar luz divina

                                                               


Peregrinar na esperança e irradiar luz divina

Uma súplica luz da passagem da Carta de Paulo aos Efésios:

“Nenhuma palavra perniciosa deve sair dos vossos lábios, mas sim alguma palavra boa, capaz de edificar oportunamente e de trazer graça aos que a ouvem.

Não contristeis o Espírito Santo com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação.

Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda a espécie de maldade.

Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo” (Ef 4,29-32).

Oremos:

Ó Deus, firmais nossos passos, como peregrinos de esperança, a fim de que jamais sucumbamos à força do pecado, e que, por Vossa infinita bondade, apagueis nossas transgressões e purificai nossos corações, eliminando toda ferrugem de nossa alma.

Afastai de nós toda inclinação para o mal, na vigilância de nossos pensamentos, palavras e ações, para que vivamos plenamente de acordo com a Vossa vontade.

Nós Vos adoramos e pedimos que carreguemos com fidelidade nossa cruz cotidiana, nos passos do Vosso Filho que por Sua gloriosa Cruz, trouxe a salvação para o mundo inteiro, na mais perfeita expressão de misericórdia.

Nós Vos adoramos e glorificamos por meio do Vosso Filho, o Cristo Salvador, Sol nascente e Luz sem ocaso, que ilumina os nossos passos desde o amanhecer, em comunhão com o Santo Espírito. Amém.

O mais belo Coração foi trespassado por amor de nós

                                                          

O mais belo Coração foi trespassado por amor de nós

Meus olhos se voltaram para o calvário, que me remeteu à Sagrada Montanha.

Vi correr quatro rios, um para cada um dos pontos cardeais e colaterais.

E continuo a ver, pois emana de fonte inesgotável.
Jorra daquele coração que mais tarde seria trespassado.
Água cristalina para que nela renascêssemos.
Vi também correr, misturada com o vermelho do Sangue,
Que também do Coração mais tarde jorraria.

“Mas um dos soldados abriu-Lhe o lado com uma lança e,
imediatamente, saiu Sangue e Água”  (1)

Ressoem em nosso coração as palavras da Igreja:

“Estando Jesus já morto e ainda pregado na Cruz, 
diz o Evangelista, um soldado aproximou-se, 
feriu-Lhe o lado com uma lança,
e imediatamente saiu Água e Sangue: 
a Água, como símbolo do Batismo; 
o Sangue, como símbolo da Eucaristia” (2)

Não pode ser feito sem maiores exigências em nossa vida,
Quem desta água sacia a sede; deste divino alimente se nutre.
Desta mesma Montanha, emanaram dos lábios do divino Redentor
O programa de vida a ser vivido na planície do cotidiano,
O mais belo Sermão, o Sermão da Montanha:

“Bem aventurados os pobres em espírito,
Porque deles é o Reino dos céus.
Bem-aventurados os que choram,
pois eles serão consolados.
Bem-aventurados os mansos,
pois eles herdarão a terra.

Bem-aventurados os que têm fome e sede da justiça,
Pois eles serão saciados.
Bem-aventurados os misericordiosos,
Pois eles alcançarão misericórdia.

Bem-aventurados os puros de coração,
Pois eles verão a Deus.
Bem-aventurados os que promovem a paz,
Pois eles serão chamados filhos de Deus.
Bem-aventurados os perseguidos por causa da justiça,
Pois deles é o Reino dos Céus.

Bem-aventurados sois vós,
Quando vos injuriarem e perseguirem e,
Mentindo disserem todo mal por causa de mim.
Alegrai-vos e exultai, porque grande é
A vossa recompensa nos céus;
Pois deste modo perseguiram os profetas que vos precederam” (3)

Bebamos desta fonte.
Vivamos as Bem-Aventuranças,
Palavra que sacia nossa sede,
Alimento que nos fortalece para a missão,
Para que discípulos missionários do Senhor,
Sal da terra e luz sejamos (4).

Subamos à Montanha,
Bebamos da Divina Fonte...
Os rios jamais secarão,
Porque quem poderá impedir o amor de Deus por nós?
Ele continua nos lavando nas águas batismais,
E nos alimentando com Pão e Bebida Celestiais. Amém.


(1)          Jo 19,34
(2)         São João Crisóstomo – Bispo e Doutor da Igreja – séc. IV
(3)        Mt 5,1-12
(4)         Cf. Mt 5, 13-16

“O eloquente Sangue de Cristo”

                                                                

“O eloquente Sangue de Cristo”

Sejamos enriquecidos pelos Comentários sobre o livro de Jó, de São Gregório Magno, Papa (Séc. VI), sobre “o eloquente Sangue de Cristo”.

“O bem-aventurado Jó, como figura da santa Igreja, ora fala em nome do corpo, ora em nome da cabeça. Mas, às vezes, ocorre que, quando fala dos membros, toma subitamente as palavras da cabeça. Eis por que diz: Sofri tudo isso, embora não haja violência em minhas mãos e minha oração seja pura (Jó 16,17).

Sem haver violência alguma em Suas mãos, teve também que sofrer Aquele que não cometeu pecado e em cuja boca não se encontrou falsidade; no entanto, pela nossa salvação, suportou o tormento da Cruz. Foi Ele o único que elevou a Deus uma Oração pura, pois mesmo em meio aos sofrimentos da Paixão, orou por Seus perseguidores, dizendo: Pai perdoa-lhes! Eles não sabem o que fazem! (Lc 23,34).

Quem poderá dizer ou pensar uma Oração mais pura do que esta em que se pede misericórdia por aqueles mesmos que infligem à dor? Por isso, o Sangue de nosso Redentor, derramado pela crueldade dos perseguidores, Se transformou depois em Bebida de salvação para os que Nele acreditariam e o proclamariam Filho de Deus.

Acerca deste Sangue, continua, com razão, o texto sagrado: Ó terra, não cubras o meu Sangue, nem sufoques o meu clamor (Jó 16,18).E ao homem pecador foi dito: És pó e ao pó hás de voltar (Gn 3,19).

A terra, de fato, não ocultou o Sangue de nosso Redentor, pois qualquer pecador, ao beber o preço de sua redenção, o proclama e louva e, como pode, o manifesta aos outros.

A terra não cobriu também o Seu sangue porque a santa Igreja já anunciou em todas as partes do mundo o mistério de Sua redenção.

Notemos no que se diz a seguir: Nem sufoques meu clamor. O próprio sangue da redenção, por nós, bebido, é o clamor de nosso Redentor. Por isso diz também Paulo: Vós vos aproximastes da aspersão do Sangue mais eloquente que o de Abel (Hb 12,24). E do sangue de Abel fora dito: A voz do sangue de teu irmão está clamando da terra por mim (Gn 4,10).

O Sangue de Jesus é mais eloquente que o de Abel, porque o sangue de Abel pedia a morte do irmão fratricida, ao passo que o Sangue do Senhor obteve a vida para Seus perseguidores.

Assim, para que não nos seja inútil o Sacramento da Paixão do Senhor, devemos imitar aquilo que recebemos e anunciar aos outros o que veneramos.

O clamor de Cristo fica sufocado em nós, se a língua não proclama aquilo em que o coração acredita. Para que esse clamor não seja sufocado em nós, é preciso que, na medida de suas possibilidades, cada um manifeste aos outros o mistério de sua vida nova”.

Eloquente é o Sangue do Senhor, o Sangue do Justo, do Filho muito amado, porque ao derramá-lo, por amor de nós, foi a verdadeira expressão da misericórdia divina na redenção da humanidade, e por ele fomos reconciliados.

Oremos:

Ó Deus, dai-nos a firmeza e a coragem, a graça e a força 
para que sejamos Vossas verdadeiras testemunhas.

Que Vosso Sangue nos lave, e o fogo do Vosso Amor nos queime,
para nos afastarmos  de todo contágio do mal,
e não sermos seduzidos  pelas falsas alegrias,

Cremos que  somente em Vós  encontramos o Sumo Bem
e a Verdadeira Alegria. 
Amém!

Loide e Eunice: Educadoras da fé

 


Loide e Eunice: Educadoras da fé
 

“Recordo-me da sua fé não fingida, que primeiro habitou
 em sua avó Loide e em sua mãe Eunice, e estou convencido
de que também habita em você" (2 Tm 1, 5).
 
Reflexão à luz da passagem da Segunda Carta do Apóstolo Paulo a Timóteo (2 Tm 3,10-17), em que retomo os versículos 14 e 15:
 
“Permanece firme naquilo que aprendeste e aceitaste como verdade, tu sabes de quem o aprendeste. Desde a infância conhece as Sagradas escrituras: elas têm o poder de te comunicar a Sabedoria que conduz à Salvação pela fé em Jesus Cristo”
 
Loide e Eunice, mãe de Timóteo, são nomes que não podem ser separados, não apenas por serem mãe e filha, mas por causa da fé sincera e da visão das Santas Escrituras, eram mulheres que estavam certas do poder da Palavra de Deus.
 
Embora seus nomes apareçam uma única vez na Bíblia, não se pode afirmar que suas vidas não foram importantes, ou que tenham pouca influência nos primeiros momentos do cristianismo. 
Os nomes destas duas mulheres ficarão para sempre na história por causa da impressão indelével que deixaram no Apóstolo Paulo, um dos maiores evangelistas e autor de grande parte do Novo Testamento, incluindo duas cartas a Timóteo:
 
“Recordo-me da sua fé não fingida, que primeiro habitou  em sua avó Loide e em sua mãe Eunice, e estou convencido de que também habita em você" (2 Tm 1, 5)”.
 
A sabedoria esteve presente quando lhe deram o nome de Timóteo, que significa "aquele que teme a Deus".
 
Loide e Eunice, como boas mães, davam grande valor à Bíblia e aproveitaram todas as oportunidades para ensinar cuidadosamente o menino, e não apenas um conhecimento teórico, pois dia a dia testemunhavam pela própria vida a inseparável relação da fé com a prática, o que foi de fundamental importância na formação do caráter de Timóteo.
 
Evidentemente, o conhecimento que possuíam tinha seus limites próprios de mulheres judias que viviam numa terra estrangeira. Certamente possuíam o conhecimento do Antigo Testamento, e ainda não tinham, como hoje temos, a mensagem de que o Messias esperado tinha vindo na Pessoa de Jesus de Nazaré, e que Ele oferecia o perdão dos pecados não lhes era inteiramente clara; e ainda, que a Boa-Nova do Evangelho ao alcance de todos os que criam em Cristo, pois isto somente se tornou possível através da missão e pregação do Apóstolo Paulo.
 
Tendo a mãe e a avó, pelo poder do Espírito Santo, semeado generosamente essa Palavra no coração receptivo de Timóteo, desde criança, deu-se com ele, como em todos os cristãos, o novo nascimento:
 
“Sendo de novo gerados, não de semente corruptível, mas da incorruptível, pela Palavra de Deus viva, e que permanece para sempre” (1 Pd 1, 23).
 
Deste modo, Timóteo tornou-se o primeiro cristão e depois um ativo mensageiro de Jesus Cristo, um embaixador de Deus (2 Cor 5, 20); um grande anunciador do Evangelho (2 Tim 4, 5), um homem sábio, expressão viva do que dissera o Profeta: "resplandecerá como o resplendor do firmamento, porque "ensinou a muitos a justiça" (Dn 12,3).
 
À luz desta reflexão, rezemos pelos nossos pais, mães, e de modo especial pelos nossos avôs e avós, que plantaram a semente da Palavra em nosso coração, como jardineiros do Senho, fundamentais na formação cristã de todos nós.
 
Se vivos, contem com a luz do Santo Espírito na sagrada missão de educadores e semeadores do Senhor. Se já completaram a corrida e combateram o bom combate da fé, que tenham merecido a glória da glória e contemplem a luminosidade eterna nos céus.
 
Ontem, hoje e sempre precisamos de “Loides” e “Eunices”, mulheres impulsionadas por uma fé indefectível em Deus, que cultivem no coração dos que lhes foram confiados a fina flor da esperança, que exala odores maravilhosos de amor a Deus e ao próximo, inseparavelmente, cumprindo assim, plenamente, a Lei que nos foi dada.
 
 
PS: Reflexão oportuna para retomar no dia 26 de julho, quando comemoramos o Dia dos Avós.

Irradiemos a luz divina

                                                            

Irradiemos a luz divina

Reflexão à luz da passagem da Carta de Paulo aos Efésios:

“Nenhuma palavra perniciosa deve sair dos vossos lábios, mas sim alguma palavra boa, capaz de edificar oportunamente e de trazer graça aos que a ouvem.

Não contristeis o Espírito Santo com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação.

Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda a espécie de maldade.

Sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo” (Ef 4,29-32).

Peçamos a Deus que nos conceda sempre a graça de sentir o Seu divino Amor, indicando-nos o caminho que devemos seguir com absoluta fidelidade no carregar da nossa cruz cotidiana, a fim de que jamais sucumbamos à força do pecado, e que, por sua infinita bondade, apague nossas transgressões e purifique nossos corações, eliminando toda ferrugem de nossa alma.

Adoremos o Cristo, Sol nascente e Luz sem ocaso, e supliquemos para que Ele ilumine os nossos passos desde o amanhecer, para que sejam afastadas de nós toda inclinação para o mal. Portanto, sejamos vigilantes em nossos pensamentos, palavras e ações, vivendo plenamente de acordo com a Sua vontade.

Adoremos o Senhor que, por Sua Cruz, nos trouxe a salvação, na mais perfeita expressão de misericórdia, e deste modo, pela Cruz e Ressurreição, na fidelidade ao Pai, tenhamos a consolação do Espírito Santo.

Finalizando, temos sete orientações a serem vividas por aqueles que professam a fé no Senhor, acompanhada do testemunho, para que irradie a luz divina, e seja sal da terra e fermento na massa:


1 –Nenhuma palavra perniciosa deve sair dos vossos lábios”;

2“mas sim alguma palavra boa, capaz de edificar oportunamente e de trazer graça aos que a ouvem”;

3 – “Não contristeis o Espírito Santo com o qual Deus vos marcou como com um selo para o dia da libertação”

4 – “Toda a amargura, irritação, cólera, gritaria, injúrias, tudo isso deve desaparecer do meio de vós, como toda a espécie de maldade”;

5 – “Sede bons uns para com os outros”

6 – “sede compassivos”;

7 – “Perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo”.

Oremos:

Ó Deus, não permitais que nossos lábios profiram palavras nocivas, geradoras de discórdia ou que firam a fraternidade, a solidariedade e a comunhão.

Colocai, ó Deus, em nossos lábios palavras edificantes, que irradiem Vossa luz, façam renascer a esperança, revigorem a fé e inflamem a caridade para com todos e em todos os lugares.

Ó Deus, fortalecei-nos, para que jamais entristeçamos o Espírito Santo, com o qual nos marcastes para o dia da libertação, afastando todos pensamentos, palavras e atitudes indesejáveis.

Ajudai-nos, ó Deus, para que eliminemos toda amargura e irritação, e jamais promovamos gritarias que não gerem alegria e vida, e tão pouco sejamos instrumentos de injúrias e promotores de maldade.

Ó Deus, Vós que sois tão bom e amável, com a Vossa graça, ajudai-nos a sermos sinal de bondade; que o nosso falar e agir revelem a Vossa amável e eterna presença.

Concedei-nos, ó Deus, a graça de sermos compassivos, de modo que acolhidos pela Vossa misericórdia divina, sejamos instrumentos da misericórdia humana para com os que mais precisam.

Ó Deus, perdoados e reconciliados pelo Sangue Redentor de Vosso Filho e remidos pelo Espírito Santo, sejamos capazes de dar e pedir perdão a quem nos tenha ofendido. Amém.


PS: Fonte inspiradora: “Oração das Laudes” da primeira sexta-feira da primeira semana do Tempo Comum.


Apropriado para a reflexão da passagem do Evangelho de Lucas (Lc 8,16-18)

Suplico-Vos, Senhor, em meu silêncio orante...

                                                         

Suplico-Vos, Senhor, em meu silêncio orante...

Senhor, muitos são os ruídos que poderiam romper minha sintonia convosco, mas silencio meu coração para escutar os clamores que não podem ficar sem Vossa escuta e resposta minha.

Suplico-Vos, Senhor, firmai meus passos na caminhada, na descoberta de mim mesmo, e de Vossa Face misericordiosa, por Vosso Filho revelada, surpreendentemente mais bela, porque bem maior é o Vosso coração - “Porque se o coração nos condena, maior é Deus do que o nosso coração, e conhece todas as coisas” ( 1Jo 3,20).

Suplico-Vos, Senhor, em meu silêncio orante, infinitamente grato pela Salvação, que é graça e dom Vosso, mediante a fé que também me concedeu.

Suplico-Vos, Senhor, para que minha fé, a fé de Vosso povo amado e escolhido, Vossa Igreja, tenham sempre o olhar para além de seus muros, levando luz aos lugares mais frios, sombrios, escuros.

Suplico-Vos, Senhor, uma fé que não se faça indiferente, e tão pouco seja evasão dos problemas concretos que roubam a beleza, dignidade e sacralidade da vida, de sua concepção ao declínio natural.

Suplico-Vos, Senhor, fazei correr, em minhas veias (também da história e da Vossa Igreja), a linfa da vida que é o Vosso Amor imensurável, surpreendente, envolvente, incomparável simplesmente.

Suplico-Vos, Senhor, conduzi-me neste tempo de deserto necessário e de aprendizado com Vosso Amado Filho para vencer as tentações satânicas mães: acúmulo, domínio e prestígio.

Suplico-Vos, Senhor, a graça de contemplar Vosso Filho Amado no Monte Tabor, escutá-Lo atentamente, e Vossa Palavra, na dura planície de minha existência, em prática colocar, com coragem, a cruz jamais renunciar, com coragem carregar.

Suplico-Vos, Senhor, que no templo de meu coração, e em Vossa Igreja, possa sempre Vosso Espírito encontrar, e ao mundo testemunhar que sou Vossa preciosa morada, não por meus méritos, sacrário vivo de Vossa presença.

Suplico-Vos, Senhor, que eu corresponda mais ao Vosso Amor, pois mereceis que melhor eu seja; que melhor eu viva; que, mais fiel e ardoroso, possa viver a loucura da cruz, a loucura do Vosso Amor, plenamente revelado por Vosso Filho na crudelíssima Morte, e Morte de Cruz.

Suplico-Vos, Senhor, firmai meus passos na Caminhada Quaresmal, como um êxodo em direção à Páscoa, numa caminhada de alegria, de esperança.

Suplico-Vos, Senhor em meu silêncio orante...
Agora, Senhor, nada mais suplico, apenas quero Vos agradecer.

Agradecer pela graça de poder Vos suplicar, e pela graça de poder, com Vossa bondade, carinho, escuta, resposta sempre pronta encontrar.

Amo-Vos, Senhor, não mais do que mereceis, mas amo-Vos... Que Vos ame mais, e ainda nada será comparado ao Vosso Amor por mim. Amém!

PS: Escrito para o Tempo da Quaresma, mas pode ser rezado em todo o tempo.

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