quinta-feira, 4 de junho de 2026

Ó precioso e admirável Banquete de Amor e Eternidade! (Corpus Christi)

                                                        

Ó precioso e admirável Banquete de Amor e Eternidade!

Aprofundemos sobre o inesgotável Mistério da Eucaristia, à luz das Obras do Presbítero Santo Tomás de Aquino (Séc. XIII).

“O unigênito Filho de Deus, querendo fazer-nos participantes da Sua Divindade, assumiu nossa natureza, para que, feito homem, dos homens fizesse deuses.

Assim, tudo quanto assumiu da nossa natureza humana, empregou-o para nossa salvação. Seu corpo, por exemplo, e o ofereceu a Deus Pai como sacrifício no Altar da Cruz, para nossa reconciliação; Seu sangue, Ele o derramou ao mesmo tempo como preço do nosso resgate e purificação de todos os nossos pecados.

Mas, a fim de que permanecesse para sempre entre nós o memorial de tão imenso benefício, Ele deixou aos fiéis, sob as aparências do pão e do vinho, o Seu Corpo como Alimento e o Seu Sangue como Bebida.

Ó precioso e admirável Banquete, Fonte de salvação e repleto de toda suavidade!

Que há de mais precioso que este Banquete? Nele, já não é mais a carne de novilhos e cabritos que nos é dada a comer, como na antiga Lei, mas é o próprio Cristo, verdadeiro Deus, que Se nos dá em Alimento.

Poderia haver algo de mais admirável que este Sacramento? De fato, nenhum outro Sacramento é mais salutar do que este; nele os pecados são destruídos, crescem as virtudes e a alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais.

É oferecido na Igreja pelos vivos e pelos mortos, para que aproveite a todos o que foi instituído para a salvação de todos.

Ninguém seria capaz de expressar a suavidade deste Sacramento; nele se pode saborear a doçura espiritual em sua própria fonte; e torna-se presente a memória daquele imenso e inefável Amor que Cristo demonstrou para conosco em Sua Paixão.

Enfim, para que a imensidade deste amor ficasse mais profundamente gravada nos corações dos fiéis, Cristo instituiu este Sacramento durante a última Ceia, quando, ao celebrar a Páscoa com Seus discípulos, estava prestes a passar deste mundo para o Pai.

A Eucaristia é o memorial perene da Sua Paixão, o cumprimento perfeito das figuras da Antiga Aliança e o maior de todos os milagres que Cristo realizou. É ainda singular conforto que Ele deixou para os que se entristecem com Sua ausência”. (1)
                                                                                Ó precioso e admirável Banquete de Amor e Eternidade:

“De fato, nenhum outro Sacramento é mais salutar do que este; 
nele os pecados são destruídos, crescem as virtudes 
e a alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais”?

Ó precioso e admirável Banquete de Amor e Eternidade,
no qual nossos pecados são destruídos,
nova criatura nos tornamos,
porque pelo Sangue somos purificados e redimidos!

Ó precioso e admirável Banquete de Amor e Eternidade, 
no qual crescem as virtudes que nos assemelham mais ainda
Àquele que nos criou, Àquele que nos salvou,
Àquele que nos santificou: Trindade Santíssima!

Ó precioso e admirável Banquete de Amor e Eternidade, 
no qual nossa alma é plenamente saciada de todos os dons espirituais. 
Nada nos falta porque na Eucaristia temos o Todo e o Tudo,
por isto fonte e ápice de nossa vida.

Ó precioso e admirável Banquete de Amor e Eternidade...
Quem a Deus no coração contempla nada lhe falta:
É plenamente feliz, saciado, divinizado!

Ó precioso e admirável Banquete de Amor e Eternidade!
Exclamemos incansavelmente!
Amém!


(1) Liturgia das  Horas – Vol.III – pág. 550-551.

A Sagrada Eucaristia nos alimenta, vivifica e nos santifica (Corpus Christi)

                                               

A Sagrada Eucaristia nos alimenta, vivifica e nos santifica
 
À luz dos Tratados escrito pelo Bispo São Gaudêncio de Bréscia (séc. IV), reflitamos sobre a Eucaristia, que é a Páscoa do Senhor.
 
“Um só morreu por todos. É Ele mesmo que em todas as Igrejas do mundo, pelo mistério do pão e do vinho, imolado, nos alimenta, acreditado, nos vivifica e, consagrado, santifica os que o consagram.
 
Esta é a Carne e este é o Sangue do Cordeiro. É o mesmo Pão descido do céu que diz: O pão que Eu darei é a minha carne dada para a vida do mundo (Jo 6,51). Também o Seu sangue está expresso sob a espécie do vinho.
 
Ele mesmo afirma no Evangelho: Eu sou a videira verdadeira (Jo 15,1), manifestando com toda clareza que é Seu sangue todo vinho oferecido como sacramento da paixão. O grande patriarca Jacó já profetizara acerca de Cristo, ao dizer: Lavará no vinho a Sua túnica e no sangue da uva o Seu manto (Gn 49,11). Na verdade, haveria de lavar no Seu próprio sangue a túnica do nosso corpo, que tomara sobre Si como uma veste.
 
O Criador e Senhor da natureza, que produz o pão da terra, também transforma o pão no Seu próprio Corpo (porque pode fazê-lo e assim havia prometido); do mesmo modo, Aquele que transformou a água em vinho, transforma o vinho no Seu sangue.
 
Diz a Escritura: É a páscoa do Senhor (Ex 12,11), isto é, a passagem do Senhor. Por isso não julguemos terrestres os elementos que se tornaram celestes, porque o Senhor ‘passou’ para essas realidades terrestres e transformou-as no Seu Corpo e no Seu Sangue.
 
O que recebes é o Corpo d’Aquele Pão do Céu, e o Sangue é d’Aquela videira sagrada. Porque, ao dar o pão e o vinho consagrados a Seus discípulos, disse-lhes: Isto é o meu corpo. Isto é o meu sangue (Mt 26,26.28). Acreditemos, portanto, n’Aquele em quem pusemos a nossa confiança: a Verdade não sabe mentir.
 
Quando Jesus falava sobre a necessidade de comer Seu Corpo e de beber Seu Sangue, a multidão, desconcertada, murmurava: Esta palavra é dura! Quem consegue escutá-la? (Jo 6,60). Querendo purificar com o fogo celeste tais pensamentos – que deveis evitar, como já vos disse – ele acrescentou: O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida (Jo 6,63)”.
 
Cremos que Ele é a nossa Páscoa, a passagem da morte para a vida, que por Sua a morte, morre por todos nós, a fim de que vivamos para sempre.
 
Cremos em Jesus, que em todas as Igrejas do mundo, se faz presente no Pão e no Vinho, Mistério do Seu Corpo e Sangue.
 
Cremos na Eucaristia, Corpo e Sangue do Senhor, que consagrado, santifica os que O consagram; o Corpo e Sangue do Senhor, que imolado, nos alimenta; e acreditado, nos vivifica e nos santifica, comprometendo-nos a serviço da vida plena e definitiva para todos.


Silenciemo-nos diante da Eucaristia! (Corpus Christi)

                                                                             

Silenciemo-nos diante da Eucaristia!

Do Calvário ao Banquete da Eucaristia,
mesmos sentimentos tenhamos!

Elisabete Catez Rolland (1880-1906) ou Bem-aventurada Isabel da Trindade, pouco conhecida, impressiona-nos pela sua história, pensamentos, paixão e incondicional amor pela Trindade Santa, que como ela mesma disse: “Amo tanto esse Mistério da Santíssima Trindade, pois é um abismo em que me perco".

Apresento outro pensamento dela, por ser tão precioso para o Mistério da Eucaristia: "Devemos assistir a Santa Missa com os sentimentos iguais aos que teríamos tido em nosso coração no Calvário".

Atualmente usamos mais o termo “participar”. Há uma longa controvérsia à respeito, não me ocuparei disto. Fixo-me na parte final, sobre os sentimentos que devemos ter ao assistir/participar da Santa Missa – iguais sentimentos no coração como se estivéssemos lá, aos pés da Cruz no Calvário...

Quantas vezes as Missas podem ser reduzidas a meros rituais que nada mudam, nada transformam, nada tocam, em nada comprometem.

Quantas vezes perdem a beleza, expressão, conteúdo, enfim, o sentido como Memorial da Paixão e Morte de Jesus Cristo pela humanidade.

Ter os sentimentos referidos bela Bem-aventurada Isabel nos faz mais comprometidos com Aquele que por amor nos amou até o fim; leva-nos a um novo olhar para aquele que está do nosso lado, e de modo especial presente nos empobrecidos, enfermos, famintos, sedentos, nus, presos, com os quais Ele mesmo Se identificou (Mt 25).

Sentimentos no coração, tais como os que sentiríamos no Calvário, não permitem que recuemos, desertemos, esmoreçamos, fragilizemos... Sentimentos que, ao contrário, nos fazem mais solidários, compadecidos, e com o Reino de Deus mais do que comprometidos.

Sentimentos que nos levam a prolongar a Eucaristia em nosso cotidiano, “eucaristizando” relacionamentos, sendo no mundo sinais do Amor da Trindade Santa, que Se comunicou desde sempre com a linguagem do Amor, nos inserindo num Movimento de Amor pela ação do Santo Espírito.

Sentimentos no coração, tais quais sentiríamos no Calvário, não permitem que acreditemos que a morte teve a última palavra, mas que na Ressurreição do Filho, pelo Pai que tanto ama, em comunhão com o Espírito Santo, o Amor teve a última e eterna Palavra: a Vida Venceu a Morte.

Tão imenso e intenso sofrimento e dor, não foram desolação, o abandono, derrota, mas a nossa própria vitória, quando ao abismo da morte tendo descido, nas alturas da eternidade nos fez entrar.

Tais sentimentos nos desafiam a transformar os sinais de ódio em sinais de vida e de amor; os sinais de vingança em sinais de perdão; os sinais de discriminação em sinais de acolhimento e fraternidade; os sinais de egoísmo em sinais de partilha e comunhão; os sinais de sede de fama, status privilégio, em sinais de serviço generoso, humilde e desinteressado...

Tais sentimentos vividos em cada Eucaristia têm que nos fazer melhores; têm que nos levar ao despojamento de tudo quanto for passageiro, provisório para nos preenchermos do que é essencial e eterno: o Amor e a Vida de Deus presente na Eucaristia, o próprio Jesus.

Comungar é entregar-se numa intensa comunhão de vida e de Amor Trinitário; é mergulhar, de fato, neste abismo de Amor da Santíssima Trindade, para vivermos na comunhão com o outro. Afinal, o amor a Deus e ao próximo quis o Senhor que fossem inseparáveis, numa eterna comunhão.

Que nunca saiamos vazios da Santa Missa. Que os sentimentos de paixão, amor, doação, entrega, solidariedade, e quanto mais possamos dizer e sentir diante do Calvário, estejam em nosso coração.  

Crendo, contemplando, vivendo e testemunhando o mais belo e supremo gesto de Amor que em Cristo Se fez: o Encontro da fragilidade humana (Jesus é Homem) com a Onipotência Divina do Amor (Ele é Deus).

Da Encarnação ao Calvário, da Manjedoura à Cruz, Deus assumiu nossa condição humana; fazendo-Se um de nós, viveu nossa fragilidade, mas com a Sua Ascensão e Ressurreição nos tornou eternos.

Encarnando Se fez igual a nós, Ressuscitando e subindo aos céus nos fez iguais a Ele... Que sentimento mais belo se poderia descrever?

Silenciemo-nos diante do Mistério do Amor de Deus celebrado em cada Eucaristia! 

Oremos: 


 “Ó Deus como Vos amo, como Vos adoro, como Vos desejo, somente por Vós me consumo. Que eu seja para o outro o Seu prolongamento, a Sua presença, sinal do Seu Amor. Amém”.

Revigorados pelo Pão da Eucaristia ( Corpus Christi)

                                                           

Revigorados pelo Pão da Eucaristia

Elevemos ao Senhor esta prece, a fim de fazermos progressos na comunhão espiritual e compromisso com a Boa Nova do Reino.

Oremos:

Senhor, participando no Mistério do Vosso Corpo e Sangue, comendo Vossa Carne e Bebendo Vosso Sangue, antídoto para não morrer, remédio de imortalidade, suplicamos:

Alimentai-nos pelo Pão Sagrado da Eucaristia, nutrindo nossa fé, incentivando nossa esperança e fortalecendo nossa caridade.

Ajudai-nos a trilhar, com coragem e fidelidade, o caminho do bom combate da fé, carregando nossa cruz de cada dia.

Aumentai em nós a caridade, a fortaleza e a confiança em Vós, na Vossa Palavra e poder de transformar sinais de morte em vida.

Sustentai os que se encontram fracos no caminhar da fé, diante de tantos desafios e provações.

Consolai os tristes, transformando a tristeza em alegria, e dai a esperança aos agonizantes, experimentando sinais de novos tempos, com vida plena e feliz. Amém.

Envolvidos pelo Mistério da Fé (Corpus Christi)

                                                      

Envolvidos pelo Mistério da Fé

Silenciamo-nos diante da Palavra na Missa proclamada, 
ouvindo as palavras de Pedro na conclusão do Evangelho:
"Tu tens palavras de vida eterna; 
nós acreditamos e conhecemos que és o Santo de Deus" (Jo 6, 69).

Com Pedro, aprendemos que a opção que salva é a adesão a Cristo,
Uma opção que, antes de tudo, é dom de Deus, prerrogativa divina,
Mas que, também, é uma livre resposta de cada  um de nós.

Como os discípulos, também dizemos que é duro o discurso de Jesus,
Porque exige de nós conversão, tanto individual como de todas as estruturas,
E isto não se dá de forma indolor, porque pede de nós renúncias, sacrifícios...

A Palavra do Senhor é cortante como espada, penetra nas entranhas da alma,
Assim como há que ser a palavra de todos que a anuncia:
Ela cria impacto, faz brechas nos que ouvem, gera uma nova criatura.

Depois, na Liturgia Eucarística, após a consagração do Pão e do Vinho,
Contemplamos o "Mistério da fé", e, prontamente, proclamamos exultantes:
“Anunciamos Senhor a Vossa Morte e proclamamos Vossa Ressurreição. Vinde Senhor Jesus”

Mistério que, realizado no Altar, somente compreensível por uma opção de fé.
De que valem os raciocínios "da carne", uma vez que aqui perdem seu significado,
Porque somos envolvidos pelo Mistério indizível do amor de Deus?

Ontem e hoje, diante das Palavras e das ações de Jesus,
Não é fácil superar as aparências e olhar com os olhos da fé;
Não é fácil aceitar que a vida vem unicamente d’Ele e por meio d’Ele.

Ali, presente na aparência do pão e do vinho, frágeis sinais,
Verdadeira Comida e Verdadeira Bebida, Alimentos divinais,
Dos quais quem comer e beber viverá eternamente.

Partícipes das duas Mesas inseparáveis: Mesa da Palavra e da Eucaristia,
Renovamos a graça de sermos cristãos, discípulos missionários do Senhor,
E, como Igreja em saída, missionária, vamos ao mundo testemunhar a fé.

Com ardor viver a vocação de cristãos, chamados e escolhidos por Jesus Cristo,
Para segui-Lo, com renúncias necessárias no carregar da cruz,
Até que mereçamos alcançar a glória da eternidade, plenitude de luz.

Para tanto, ao Senhor, suplicamos humildemente:
Que nossos pensamentos e sentimentos sejam os Vossos.
Que amemos como Vós nos amais, e vivamos como Vós viveis,
E na plena comunhão com o Pai e o Espírito Santo estejamos. Amém.

Livre adaptação: Missal Dominical, Paulus, 1997 – p. 999

Ó inexaurível Mistério da Eucaristia! (Corpus Christi)

                                                                  

Ó inexaurível Mistério da Eucaristia!

Ó quão belas e imprescindíveis Eucaristias
Nelas ouvimos algo que nos irmana:
A Sabedoria Divina não engana!
Sem ela a humanidade é enferma e insana...

Em cada Eucaristia, ó quantas coisas abundam.
Abunda a Sabedoria e Esplendor da Luz Divina!
Palavra que a caminhada orienta, ilumina.
Ó Eucaristia, que tantas maravilhas superabundam!

No coração, sementes são lançadas;
De cultivo e carinho tão necessitadas;
Regadas com a vigilância e oração,
Para ser no mundo sinal de salvação!

Ó Pão Maior absolutamente necessário,
Recebido no Banquete tão belo e provisório,
Que nos prepara para um Maior na Glória da Eternidade...
És Alimento para não morrer, Alimento de imortalidade!
Amém!

Água, vinho e o Cálice do Senhor (Corpus Christi)

                                                     

Água, vinho e o Cálice do Senhor

Ao preparar o Cálice, o padre coloca algumas gotas de água no vinho, e talvez poucos compreendam ou fixam a atenção neste momento, que deve ser feito com toda piedade.

Não temos maior dificuldade para compreensão da matéria do vinho, pois a Igreja sempre ensinou que Jesus instituiu o Sacramento da Eucaristia na partilha do pão e do vinho:

"Doravante, não tornarei a beber deste fruto da vide, até chegar aquele dia" (Mt 26, 29; Mc 14, 15), e a própria narrativa do Apóstolo Paulo aos Coríntios, em sua primeira Carta (1 Cor 11, 23-26).

São João Crisóstomo, um dos Padres da Igreja, disse: "Do fruto da vide, que certamente produzia vinho, e não água", e também a alusão ao lado trespassado do Senhor, do qual jorrou Sangue e Água: “Contudo um dos soldados lhe furou o lado com uma lança, e logo saiu Sangue e Água.” (Jo 19,34).

Fundada na autoridade dos Concílios, e no testemunho de São Cipriano, a Igreja, porém, sempre misturou água com o vinho.  Esta mistura faz lembrar que do lado de Cristo verteu Sangue e Água.

Também no Livro do Apocalipse (Ap 17,15),  as "águas" significam o povo; de modo que, misturar a água ao vinho tem simbolismo próprio: a água simboliza a união do povo fiel com Cristo, que é a Sua Cabeça.

Curiosa é a observação feita pelo Papa Honório, no sentido que não haja mais água do que vinho: "No teu território, arraigou-se um abuso pernicioso, como seja o de empregar, no sacrifício, maior quantidade de água que de vinho; porquanto a razoável praxe da Igreja Universal prescreve que se tome muito mais vinho do que água".

Nada pode substituir o vinho e a água, que se somam ao pão a ser consagrado, com fórmulas e orações próprias, ao repetir as próprias Palavras do Senhor, e a invocação do Espírito Santo sobre as oferendas.

Concluindo, ao misturar a água ao vinho, colocamos no Cálice nossa humanidade, nossa existência, que se une ao vinho, que se tornará Sangue do Senhor, verdadeira e Salutar Bebida para nos inebriar e nos fortalecer, ao participarmos da Ceia Eucarística.

Na junção da água ao vinho, unimos nossa humanidade à divindade do Senhor, para que seja redimida. A divindade assume nossa humanidade e a redime, numa perfeita comunhão de amor, entrega e doação d’Ele para conosco, e também haverá de ser, sempre, dos que do Cálice Sagrado participam, com o Senhor.

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