sábado, 25 de abril de 2026
Servidores zelosos do rebanho
Enamorados pelo Bom Pastor
Presbítero: a fecundidade da fidelidade no Ministério Presbiteral
Presbítero: a fecundidade da fidelidade no Ministério Presbiteral
“Uma fidelidade que gera futuro”
A fecundidade do ministério
presbiteral é diretamente proporcional à fidelidade vivida, garantia de um
futuro fecundo.
Deste modo, o presbítero viverá com zelo de Pastor a
identidade presbiteral, para que seja sacerdote segundo o amor do Coração de
Jesus.
A cada dia, será
renovada a chama do primeiro amor do encontro pessoal com Cristo, que deu um
novo horizonte e um rumo decisivo à sua vida; aquele memorável encontro que o
Senhor o amou, escolheu, chamou e confiou a graça da vocação de discípulos Seu.
Nos passos do Bom
Pastor, a Ele configurado, tem os passos firmados e cresce na familiaridade e íntima amizade com Ele, de tal modo que, é envolvida toda a sua pessoa, coração
e inteligência, sem cansaço ou desânimo indesejáveis.
A
fidelidade deve ser expressa no serviço, na fraternidade, na sinodalidade, na
missão gera futuro:
-
Fidelidade e serviço – uma vida
oferecida ao celebrar o Sacrifício de Cristo na Eucaristia; no anúncio da
Palavra de Deus; na absolvição dos pecados; na generosa dedicação a
serviço da comunhão e no necessário cuidado dos que mais sofrem e passam
necessidades.
Conta com a sabedoria
divina para viver o chamado ao ministério ordenado, como dom livre e gratuito
de Deus, e sua vida é generosa resposta marcada pela graça, gratidão e
gratuidade, envolvido pela divina ternura que sabe trabalhar com as
fragilidades e limitações humanas.
Tão somente aberto ao
sopro do Espírito, que conduz a Igreja, cuida da formação permanente,
acompanhada da cotidiana conversão e vigilância, para que não caia na tentação
do imobilismo ou o fechamento.
-
Fidelidade à fraternidade -
imprescindível o estabelecimento de vínculos de comunhão com os bispos e
presbíteros, superando toda tentação de individualismo; de tal modo que a
fraternidade presbiteral é elemento constitutivo do ministério pela Igreja
confiado; jamais mergulhado na empobrecedora solidão ou reclusão em si mesmo.
A concórdia e harmonia
na caridade será um hino a Jesus Cristo, na vida em comum, unidade
irrepreensível, para que cada vez mais inserido na fecunda comunhão de Amor da Vida
Trinitária.
-
Fidelidade e sinodalidade - aberto
ao sopro do Espírito, que conduz e anima a Igreja, vive sadia e fecunda relação
no cuidado das comunidades, sem jamais
concentrar tudo em suas mãos ou cair na tentação de trabalhar sozinho; e assim
vive o ministério da síntese e não a síntese de todos os Ministérios na
edificação de uma Igreja ministerial, sinodal, misericordiosa e missionária.
- Fidelidade
e missão – exala o odor do
óleo que ungiu as suas mãos em alegre atitude de doação, serviço, com humildade
e mansidão; vivendo a compaixão, proximidade e coerência, sem cair na tentação
da eficiência expressa na preocupação com a quantidade de atividades e projetos
realizados, ou em empobrecedor quietismo, fechado em si mesmo, assustado pelos
contexto nos qual inserido.
Na graça da missão, o
fogo da caridade pastoral garante o equilíbrio e a unificação da vida de todo
presbítero na vida cotidiana, de tal modo que a missão alcança todas as
dimensões da sociedade, em particular a cultura, a economia e a política, para
que tudo seja recapitulado em Cristo (cf. Ef 1,10).
Na missão vivida com
sabedoria, cuida da necessária harmonia entre a contemplação e a ação,
afastando toda a tentação do individualismo e a celebração de si mesmo, em
empobrecedora autorreferencialidade; e com João Batista, aprende a se fazer
pequeno para que Ele, Jesus, cresça e seja conhecido e glorificado (cf. Jo
3,30).
Na necessária presença
no mundo midiático, usa as redes sociais e todos seus instrumentos à disposição
com discernimento e sabedoria, para ver o que de fato contribui para a sadia
evangelização, lembrando as palavras do Apóstolo Paulo – “Tudo me é
lítico! Sim, mas nem tudo convém.” (1 Cor 6,12).
- Fidelidade
e futuro – empenha-se na vivência
do ministério, por um renovado Pentecostes vocacional dentro da Igreja,
cuidando das pastorais e dentre elas a pastoral familiar e juvenil, sem jamais se
esquecer que “não há futuro sem cuidar de todas as vocações!”.
Por fim,
pode contar e confiar na intercessão da Virgem Imaculada, Mãe do Bom Conselho,
e de São João Maria Vianey, padroeiro dos párocos, para que viva “um
amor tão forte que dissipa as nuvens da rotina, do desânimo e da solidão: um
amor total que nos é dado em plenitude na Eucaristia. Amor Eucarístico, amor
sacerdotal.” Amém.
PS: Reflexão inspirada na Carta Apostólica “Uma fidelidade que gera futuro” – Papa Leão XIV -8/12/25 – Solenidade da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria.
Aprendiz da misericórdia Divina
Aprendiz da misericórdia Divina
Assim ouvimos na Carta de São Tiago:
“Porque o julgamento será sem Misericórdia para quem não tiver agido com Misericórdia. Os misericordiosos não têm motivo de temer o julgamento” (cf. Tg 2,13)
Há um imperativo em nossa vida cristã, como discípulos missionários do Senhor: aprender o que é a misericórdia.
A misericórdia exige que transformemos nossa fé em obras, do contrário, será morta, como nos falou o Apóstolo São Tiago (cf. Tg 2,26), e como antes já nos dissera o Senhor, sobre a condição para a entrada no Reino dos Céus: – “Nem todo aquele que me diz ‘Senhor, Senhor entrará no Reino dos Céus, mas sim aquele que pratica a vontade de meu Pai que está nos céus” (cf. Mt 7, 21).
Contemplemos a misericórdia divina e a tornemos concreta:
- Na acolhida ao pecador, acompanhada de reconciliação e perdão gerador da possibilidade de novos rumos, novos passos;
- Com gestos concretos para fortalecer vínculos de fraternidade e comunhão, na necessária construção de pontes e extinção de muros que geram divisões, discriminações, marginalizações e exclusões;
- Com ações afetivas e efetivas de partilha e solidariedade, sobretudo com os que mais precisam.
Contemplemos e adoremos o rosto da misericórdia, que é o próprio Jesus, em amor total e incondicional ao Reino de Deus, por Ele inaugurado, com a presença e ação do Santo Espírito.
Oremos:
“Ó Deus, Vosso nome é santo e Vossa misericórdia se celebra de geração em geração; atendei às súplicas do povo e concedei-lhe proclamar sempre a Vossa grandeza. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo”. Amém. Aleluia!
Amemos Cristo, o Bom Pastor, ponhamo-nos a caminho!
Amemos Cristo, o Bom Pastor,
ponhamo-nos a caminho!
“Eu sou o Bom Pastor; conheço minhas ovelhas
e as
minhas ovelhas me conhecem” (Jo 10,14)
Sejamos enriquecidos à luz da reflexão escrita pelo Papa São Gregório Magno (séc. VI) sobre Jesus Cristo, o Bom Pastor.
“Eu sou o Bom Pastor. Conheço minhas ovelhas, isto é,
Eu as amo, e minhas ovelhas me conhecem (Jo 10,14).
É como se quisesse dizer francamente: Elas
correspondem ao Amor d'Aquele que as ama. Quem não ama a verdade, é porque
ainda não conhece perfeitamente.
Depois de terdes ouvido, irmãos caríssimos, qual é o
perigo que corremos, considerai também, por estas palavras do Senhor, o perigo
que vós também correis.
Vede se sois Suas ovelhas, vede se O conheceis, vede
se conheceis a luz da verdade. Se O conheceis, quero dizer, não só pelo que
credes, mas também pelas obras.
O mesmo evangelista João de quem são estas palavras,
afirma ainda: ‘Quem diz: Eu conheço Deus, mas não guarda Seus Mandamentos é
mentiroso’ (1Jo 2,4).
Por isso, nesta passagem do Evangelho, o Senhor
acrescenta imediatamente:
‘Assim como o Pai me conhece, eu também conheço o Pai
e dou minha vida por minhas ovelhas’ (Jo 10,15).
Como se dissesse explicitamente: a prova de que Eu
conheço o Pai e sou por Ele conhecido, é que dou minha vida por minhas ovelhas;
por outras palavras, este amor que me leva a morrer por minhas ovelhas, mostra
o quanto Eu amo o Pai.
Continuando a falar de Suas ovelhas, diz ainda:
Minhas ovelhas escutam a minha voz, Eu as conheço e elas me seguem. Eu lhes dou
a vida eterna (Jo 10,27-28).
É a respeito delas que fala um pouco acima: Quem
entrar por mim será salvo; entrará e sairá e encontrará pastagem (Jo 10,9).
Entrará, efetivamente, abrindo-se à fé, sairá
passando da fé à visão e à contemplação, e encontrará pastagem no banquete
eterno.
Suas ovelhas encontram pastagem, pois todo aquele que
O segue na simplicidade de coração é nutrido por pastagens sempre verdes.
Quais são afinal as pastagens dessas ovelhas, senão
as profundas alegrias de um paraíso sempre verdejante?
Sim, o Alimento dos eleitos é o rosto de Deus sempre
presente. Ao contemplá-Lo sem cessar, a alma sacia-se eternamente com o
alimento da vida.
Procuremos, portanto, irmãos caríssimos, alcançar
estas pastagens, onde nos alegraremos na companhia dos cidadãos do céu. Que a
própria alegria dos bem-aventurados nos estimule.
Corações ao alto, meus irmãos! Que a nossa fé se afervore
nas verdades em que acreditamos; inflame-se o nosso desejo pelas coisas do céu.
Amar assim já é pôr-se a caminho.
Nenhuma contrariedade nos afaste da alegria desta
solenidade interior. Se alguém, com efeito, pretende chegar a um determinado
lugar, não há obstáculo algum no caminho que o faça desistir de chegar aonde
deseja.
Nenhuma prosperidade sedutora nos iluda. Insensato seria o viajante que, contemplando a beleza da paisagem, se esquece de continuar sua viagem até o fim”. (1)
Amemos Cristo, o Bom Pastor,
ponhamo-nos a caminho!
Não
ouçamos outras vozes que nos desviem da verdadeira felicidade, pois somente Ele
é a porta da verdadeira realização de nossos sonhos e projetos, fonte da
plenitude de alegria que celebramos na Páscoa, um Mistério de transbordamento
de alegria.
Amemos Cristo, o Bom Pastor,
ponhamo-nos a caminho!
Não
nos separemos do rebanho d’Ele, porque a Ele pertencemos, e não haverá ninguém
e nada que possa nos fazer encontrar saciedade para nossa sede e fome de amor,
vida e paz.
Amemos Cristo, o Bom Pastor,
ponhamo-nos a caminho!
Como
família, multiplicando todo esforço necessário para santificá-la e edificá-la
na solidez da Palavra ouvida e vivida, Lei maior do Amor, que por todos deve
ser acolhida, pois o Mandamento do Amor, a Lei Divina vivida é a plenitude da
caridade.
Que
a família seja uma escola de eternidade, onde se aprende a
viver na terra o que esperamos encontrar nos céus: diálogo, comunhão, alegria,
verdade, liberdade, sinceridade, transparência, luz, vigor de quem aprendeu na
concretude das relações, o vigor e a saúde que brotam do perdão, da
reconciliação.
Amemos Cristo, o Bom Pastor,
ponhamo-nos a caminho!
Fortalecendo
nossos laços fraternos na comunidade, revigorando-nos na Mesa da Eucaristia,
com mais sólidos e sinceros compromissos pastorais na participação da
construção do Reino.
Amemos Cristo, o Bom Pastor,
ponhamo-nos a caminho!
Não
há outro caminho. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida.
Ele
é o Bom Pastor! A porta que se abre para nos introduzir nos céus, em verdes
pastagens... Quem nelas não quer passear? Quem das Águas Cristalinas não quer
beber? Quem do Banquete da Eternidade não quer se saciar?
Inflamemos
o nosso desejo pelas coisas do céu.
Renovemos
a alegria de pertencermos ao rebanho do Senhor.
Coloquemo-nos
diante da ternura, da acolhida, do amor, da voz do Bom Pastor, que nos
interpela a novas atitudes, novos compromissos, imitando-O nos mais diversos
pastoreios que Deus nos confia, tanto dentro como fora da Igreja:
Na
fidelidade ao Cristo Bom Pastor,
Sejamos conduzidos às verdes pastagens:
Da vida em abundância, da paz, do amor, da alegria,
Na fidelidade no carregar da Cruz a cada dia!
Seja inflamado nosso desejo pelas coisas do céu,
Procurando torná-las visíveis, possíveis aqui na terra...
Tão somente assim, o paraíso não será saudade de algo perdido,
Mas, de fato, um projeto, uma meta, um sonho a ser construído!
Amemos Cristo, o Bom Pastor,
ponhamo-nos a caminho, sem demora!
(1)
Liturgia das Horas – Volume Quaresma/Páscoa – Volume II - pág. 679-680
O Senhor nos conduz aos céus
Cremos que nosso destino é o céu, o encontro definitivo com Deus, quando O veremos face a face, como nos falou o Apóstolo João em sua Epístola.
Fidelidade ao Bom Pastor (28/04)
Fidelidade ao Bom Pastor
“As minhas ovelhas escutam a minha voz,Eu as conheço e elas me seguem” (Jo 10,27)
Ó Deus de amor, como discípulos missionários do Bom Pastor, o Vosso Amado Filho, queremos escutar e pôr em prática a Palavra divina, contando com a presença e ação do Espírito Santo.
Firmai-nos na fidelidade nos passos do Mestre, Vosso Amado Filho, para segui-Lo, sem jamais desviar do Caminho, Verdade e Vida que é Ele próprio, nutridos pela Seiva do Amor do Santo Espírito.
Ajudai-nos, para que vivamos os dois rostos inseparáveis da fidelidade, que consiste no escutar e seguir, como assim ela se fez presente na Comunhão Trinitária de Amor.
Consolidai-nos na fé, com coragem e firmeza necessárias, sobretudo nos momentos adversos que vivemos, ou de perseguições que possam ocorrer, dando razão da esperança e vivendo, acima de tudo, a caridade. Amém.







